sexta-feira, junho 23, 2017

UMA PRIMEIRA-MINISTRA BRANCA FALANDO SOBRE A MISTURA RACIAL


A longo prazo a miscigenação leva à diluição e desaparecimento de um Povo inteiro - quando se trata de um ideal em si, passa por isso a ser uma intenção genocida, ainda que se queira colori-la com o objectivo de «acabar com o racismo»...
Pena foi que a senhora tivesse criticado o regime de apartheid sul-africano. Ironicamente, um ano depois de sair do poder, viu o seu país a pactuar com a África do Sul a ponto de lhe poder oferecer armas nucleares...



ESCOLAS DA TURQUIA VÃO DEIXAR DE ENSINAR A TEORIA DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES

As escolas na Turquia vão deixar de ensinar a partir de 2018 a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin, matéria que, segundo afirmou hoje o governo turco, é discutível, controversa e muito complicada para os estudantes.
A decisão do governo de Ancara foi hoje anunciada por um representante do Ministério da Educação turco, Alpaslan Durmus.
"Acreditamos que esses assuntos estão além da compreensão [dos alunos]", disse Alpaslan Durmus, que preside o conselho de educação, num vídeo publicado no 'site' do ministério turco.
"Existem questões controversas sobre as quais os alunos não dominam o contexto científico para as entender", acrescentou o responsável.
Esta decisão do governo de Ancara representa que a teoria da evolução das espécies do reconhecido naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) deixa de constar no currículo escolar obrigatório das escolas turcas, segundo indicou o diário turco Hurriyet.
Alpaslan Durmus acrescentou que esta decisão tem o apoio do Presidente turco, o islâmico-conservador Recep Tayyip Erdogan.
Esta decisão vem ao encontro de uma proposta de lei apresentada em fevereiro passado pelo vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulmus. Na altura, o representante qualificou a teoria de Charles Darwin como "cientificamente ultrapassada e pervertida".
"Nenhuma regra diz que se deve ensinar esta teoria", declarou então Numan Kurtulmus, professor de Economia na Universidade de Istambul e membro do partido islâmico de Erdogan, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), que governa a Turquia desde 2002.
Esta proposta provocou na altura os protestos da oposição laica turca, que pediu à liderança do AKP para "perder o medo do macaco".
Académicos das melhores universidades da Turquia também criticaram a iniciativa recordando que a Arábia Saudita, país conhecido pela sua interpretação ultra-conservadora do Islão, era o único Estado no mundo que tinha excluído a teoria da evolução do currículo escolar.
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Fonte: http://www.dn.pt/lusa/interior/escolas-na-turquia-vao-deixar-de-ensinar-a-teoria-da-evolucao-das-especies-8586762.html

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E era isto, este país a ficar cada vez mais parecido com a Arábia Saudita, que toda a elite par(a)lamentar tuga queria à força toda enfiar pela Europa adentro... Em Portugal, só o PNR se opôs sempre a tal desígnio.

TERRENOS BALDIOS VOLTAM A ESTAR MAIS PRÓXIMOS DAS POPULAÇÕES AUTÓCTONES

Os partidos de Esquerda aprovaram hoje, na Assembleia da República, uma alteração a uma lei de 2015 que põe fim à possibilidade de arrendamento de terrenos baldios.
PSD e CDS-PP, autores da lei que os projectos do BE e PCP hoje alteraram, votaram contra e o deputado do PAN, André Silva, absteve-se.
O acordo para um texto conjunto foi conseguido há duas semanas, na comissão de Agricultura e Mar, após meses de conversações e aconteceu depois de, em Setembro de 2016, o parlamento ter aprovado a baixa à comissão dos projectos do BE, PCP, PS e "Os Verdes".
A lei dos baldios - terrenos comunitários, geridos pelas populações, equivalentes a cerca de 416 mil hectares, mais concentrados a Norte e no Centro do país - foi alterada em 2015 pelo Governo PSD/CDS-PP, debaixo de críticas por poder abrir a propriedade a privados, pondo em risco o seu carácter comunitário.
O projecto de lei conjunto agora aprovado vai alterar esse diploma, que, segundo o deputado Carlos Matias, do BE, deixava "os baldios mais indefesos", incluindo-os no "direito privado, com a possibilidade de compra e venda" e admitindo a possibilidade de arrendamento.
A nova lei clarifica que os baldios são propriedades das comunidades locais, soberanas na forma de gerir, que não é regida pelo direito privado e assenta a gestão nos "usos e costumes", diferentes conforme as regiões.
"É um passo em frente da recuperação dos baldios pelos povos", afirmou Carlos Matias, deputado do BE, depois de conseguido o acordo com o PS e PCP.
João Ramos, deputado do PCP, afirmou à Lusa, também há duas semanas, ser importante que o conceito de comparte, quem pode usufruir destes baldios, seja revisto para reverter a decisão do anterior executivo, que abriu essa possibilidade a todos os eleitores das freguesias a que pertence.
Acontece que, historicamente, os baldios têm "usos e costumes", até na gestão dos terrenos, e esse princípio volta a estar contemplado no diploma conjunto do PCP, BE, PS e PEV.
"É um projecto para salvaguardar as comunidades locais. A Direita nunca teve muita simpatia pelas comunidades locais", afirmou o deputado comunista, recordando que os baldios podem significar, em algumas freguesias, um "suplemento de rendimento" para pessoas e comunidades que, assim, "financiam equipamentos sociais que de outra maneira não poderia ter".
Outro aspecto realçado por João Ramos, mas também pelos restantes deputados da Esquerda, é o facto de se impedir o arrendamento dos terrenos, voltando-se à solução da "cessão de exploração".
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Fonte: http://www.dn.pt/lusa/interior/partido-de-esquerda-mudam-lei-dos-baldios-do-psdcds-pp-e-poem-fim-ao-arrendamento-8585695.html

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É mais uma boa medida da actual maioria de Esquerda. Todo o território nacional pertence por princípio ao povo.

EM LONDRES: «PORTUGUÊS» RESISTE VIOLENTAMENTE ÀS AUTORIDADES E MORRE

As autoridades britânicas desmentiram esta quinta-feira que a morte do jovem português Edir da Costa em Londres tenha sido a fractura de pescoço ou outra lesão causada pela polícia, informações que têm sido partilhadas pela imprensa britânica e redes sociais. "A autópsia preliminar descobriu que o Sr. Da Costa não sofreu uma fractura do pescoço, nem qualquer outra lesão na coluna durante sua interacção com a polícia", vincou a Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC). O médico legista, continuou a IPCC em comunicado emitido hoje, determinou também que não houve uma fractura da clavícula nem derrame no cérebro. A agência, que é responsável por averiguar as circunstâncias de quaisquer alegados abusos pelas forças policiais, garantiu que "investigações rigorosas sobre a causa da morte continuam, inclusive sobre o uso da força". Edir Frederico da Costa, de 25 anos, morreu na quarta-feira no hospital de Newham, onde se encontrava internado nos cuidados intensivos desde 15 de Junho, após um alegado uso de força excessiva por parte de agentes da polícia. O português de 25 anos, a residir no Reino Unido desde 1996, encontrava-se num carro com duas outras pessoas, um amigo e a mulher, quando foi abordado por polícias em Beckton, no este de Londres pelas 22:00 horas. 
O pai, Ginario da Costa, disse à agência Lusa esta semana que o filho terá resistido, alegando que não tinha feito nada de mal, mas os polícias tentaram prendê-lo e terão usado gás pimenta. "Ele caiu no chão e um polícia colocou-lhe um joelho em cima da garganta", descreveu, de acordo com relatos das pessoas que acompanhavam. Edir da Costa ter-se-á sentido mal e foi levado de urgência para o hospital, onde foi internado em estado grave, tendo acabado por morrer cinco dias depois. A IPCC disse que hoje contactou o progenitor para informá-lo do que descobriu o médico legista e "corrigir algumas informações erradas que estão a ser amplamente compartilhadas nas redes sociais". A morte do jovem português tem sido partilhada e comentada com indignação nas redes sociais, denunciando a ação da polícia. Entretanto, a Polícia Metropolitana também alertou para a "especulação" que está a circular nas redes sociais e remeteu para a IPCC o apuramento do que se passou. "Sempre que alguém morre após um contacto com a polícia, é absolutamente justo que as circunstâncias completas sejam investigadas para estabelecer exactamente o que aconteceu", indicou o comandante-chefe de Newham, Ian Larnder, num comunicado. Os agentes terão de explicar as suas acções, prometeu, admitindo que o inquérito possa demorar algum tempo. "Eu sei que a família de Edir, os amigos e a comunidade em geral querem respostas, mas é importante que a investigação seja realizada para estabelecer os fatos completos sobre o que aconteceu antes de serem feitas conclusões", vincou.
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Fonte: Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/portugues-que-morreu-em-londres-nao-tinha-fratura-no-pescoco?ref=Famosos_BlocoTopoPagina

SOBRE A ENTREGA DA SEGURANÇA DAS FLORESTAS PORTUGUESAS A UMA PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

“Coitado do Daniel Sanches… Assinou um papel, não fez nada!” A bolha rebentara. Oliveira e Costa estava a responder no Parlamento, na primeira comissão de inquérito ao BPN, em 2009, sob escolta policial, e recebeu a pergunta do deputado comunista Honório Novo sobre o SIRESP com esta candura. “O Dr. Daniel Sanches assinou um papel. Por acaso, a única coisa que lhe disse, quando ele se foi despedir, porque ia para ministro, foi isto: ‘Eu lamento que o senhor vá para ministro, mas há uma coisa que lhe garanto: há lá um problema nosso para resolver e se, alguma vez, alguém lhe disser que lhe pedi para assinar aquilo, o senhor não aceite, porque não é verdade. Eu não peço agora e jamais lhe pedirei que faça alguma coisa por esse processo’.”
O “problema” era o SIRESP. Mas não foi preciso pedir. Três dias depois das eleições legislativas de 2005, quando o governo PSD-CDS, liderado por Santana Lopes, estava em gestão, Daniel Sanches lá assinou o papel. Era uma parceria público-privada, entre um consórcio de empresas (PT, Motorolla, Esegur, do Grupo Espírito Santo, e SLN) e o Ministério da Administração Interna para o fornecimento de um sistema de comunicações chamado SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal). Custo total: 540 milhões de euros.
Mas, como era habitual nessa época de ouro das PPP, o valor podia ser um pouco mais baixo, afiança o próprio Oliveira e Costa, sob juramento, no Parlamento: “Ora bem, o que se gastou para fazer o SIRESP julgo que andará à volta de 80 e tal milhões de euros.”
A discrepância entre “o que se gastou” e quanto iria custar pode parecer difícil de explicar. Mas não tanto como as coincidências deste início de história. Recapitulando: o gestor da SLN, Daniel Sanches, sai do universo de Oliveira e Costa para assumir a pasta da Administração Interna no dia 17 de Julho de 2004 (ficaria menos de um ano em funções, saindo a 12 de Março de 2005). Entretanto, o SIRESP, que esteve parado três anos na secretária dos governantes, avança no dia 23 de Fevereiro de 2005, três dias depois de o governo em funções perder as legislativas (ganhas com maioria absoluta pelo PS). Estava, portanto, em gestão. Mas um parecer do então auditor jurídico do MAI, o magistrado Gomes Dias, permitiu a adjudicação ao consórcio de que fazia parte a SLN (aliás, o único concorrente).
Entretanto, a sabedoria negocial do consórcio (PT, GES e SLN) foi criando uma dependência funcional da sua solução no Estado. O SIRESP começou a ser instalado “a título gratuito e provisório” em 11 estações de comunicações, desde as vésperas do Euro 2004 – ou seja, ainda antes de Sanches assinar o acordo. “Para aproveitar esta oferta, a PSP e a GNR terão adquirido, em 2004, inúmeros terminais em quantidade que a IGF desconhece”, lê-se num parecer, de 2005, daquele organismo público. “A GNR não comprou nada”, explicou ao PÚBLICO (em Agosto de 2005) o porta-voz da GNR, Costa Cabral, “foi o MAI que disponibilizou esse equipamento”. Ou seja, ainda antes de Sanches chegar a ministro, no mandato de Durão Barroso.
Hoje, este sistema volta a ser notícia pelos “esclarecimentos urgentes” pedidos pelo primeiro-ministro sobre o funcionamento da rede de SIRESP no incêndio de Pedrógão Grande. As falhas do SIRESP voltam a assombrar a logística do combate aos incêndios. Mas não era essa a promessa inicial…
A renegociação
Logo depois da transição de pastas, em 2005, o negócio chegou às mãos do ministro seguinte com a tutela, o socialista António Costa (actual primeiro-ministro) que, de imediato, pediu um parecer ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República para saber se o acto era, ou não, legítimo. Os magistrados da PGR dividiram-se. Cinco acharam que sim (entre os quais, coerentemente, o ex-auditor jurídico do MAI que deu o tal parecer favorável) e cinco acharam que não. Desempatou o próprio procurador-geral, Souto Moura, com voto de qualidade, mas uma pulga ficou atrás da orelha... A PGR concluiu que um governo em gestão não tinha o poder de aprovar o negócio SIRESP, porque não era nem um acto urgente, nem “estritamente necessário para assegurar a gestão dos negócios públicos”.
Costa aceitou o parecer da PGR e anulou, então, o despacho de Daniel Sanches. Entretanto, o novo ministro pedira mais uma série de pareceres (à Inspecção-Geral de Finanças, à ANACOM, ao Instituto de Telecomunicações e ao Instituto Superior Técnico). Todos eles levaram o ministro a decidir pela renegociação do contrato com o consórcio de que fazia parte a SLN. A IGF apontava a renegociação como forma de conseguir “novas condições contratuais, designadamente que superem as deficiências” do contrato assinado por Sanches. Se ficasse como estava, dizia a IGF, não seria “legalmente possível” concretizar o negócio. Os outros pareceres não encontraram “vícios relevantes do ponto de vista técnico”. Se os havia irrelevantes, não terão sido decisivos para decisão final…
Quem tomou conta do dossiê, politicamente, foi outro actual governante, Fernando Rocha Andrade, o actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. No dia 18 de Maio de 2006, o Conselho de Ministros aprovou a adjudicação ao mesmo consórcio. António Costa justificou a decisão: “O SIRESP assegura comunicações móveis de elevada qualidade a estes operadores, bem como a possibilidade de todos comunicarem entre si, o que é decisivo em termos operacionais e não é assegurado pelos actuais sistemas de rádio.” Seria “uma pequena revolução na segurança interna”, garantia, à data, o ministro. O novo contrato teria “um valor acumulado em 15 anos” de 485,5 milhões de euros, ou seja “menos 52,5 milhões de euros” do que o contrato assinado por Sanches.
Mais uma coincidência: esta terá sido a primeira renegociação complexa de um dossiê "quente" que António Costa confiou a Diogo Lacerda Machado, o ex-consultor do primeiro-ministro que agora vai integrar a administração da TAP.
No dia 3 de Julho de 2006 começou, então, a funcionar o SIRESP (na sua versão paga). Quatro meses depois, a PJ entrou na sede da SLN para fazer as primeiras buscas, por suspeitas de tráfico de influências. Na base das suspeitas da PGR estava um facto presente no parecer do Instituto das Telecomunicações: o procedimento escolhido, consultas directas a cinco fabricantes, só teve um candidato (que integrava a SLN) que poderia ter tido “acesso a informação privilegiada”.
Em Maio de 2008, a investigação da PGR foi arquivada. Daniel Sanches não foi ouvido, nem como testemunha, mas o despacho de arquivamento refere-o: “Não resulta porém dos autos que, ao proferir o despacho de adjudicação do concurso para a criação e implementação do SIRESP já durante o Governo de gestão, isso tivesse algo a ver com as suas ligações àquelas empresas do grupo SLN."
Quem aproveitou o arquivamento para encaixar mais uma peça neste puzzle foi o ex-presidente do grupo de trabalho que estudou a criação de um sistema do tipo SIRESP, durante o governo de António Guterres. Almiro de Oliveira explicou ao PÚBLICO: “Esperei três anos pelos trabalhos e conclusões das autoridades judiciais num Estado de direito... Entendi falar agora por este ser um dever de cidadania." O que tinha para revelar talvez não seja uma surpresa para os leitores. O negócio do SIRESP foi mais caro do que podia ter sido. "No nosso relatório prevíamos um investimento inicial entre 100 e 150 milhões de euros. A isso acrescentávamos dez por cento por ano, que corresponderia ao custo de exploração", explicou aquele especialista.
Ainda não foi referido, neste texto, o nome de Manuel Dias Loureiro. Formalmente, não há nenhuma intervenção do ex-ministro neste negócio. Mas em quase todos os textos sobre a génese do SIRESP há uma referência ao seu nome. Loureiro era administrador da SLN (e da Plêiade, a sociedade em que Daniel Sanches trabalhou no grupo SLN antes de integrar o Governo que aprovou o SIRESP pela primeira vez). Era presidente da mesa do congresso do PSD e deputado (quando o acordo foi assinado e posteriormente renegociado). Terá sido sua, aliás, a sugestão de contratação de Daniel Sanches, quer como executivo da Plêiade, da SLN, quer como ministro.
Por isso, e a propósito destes negócios, o então deputado do BE Francisco Louçã acusou-o de promover negócios que dependiam da calamidade dos incêndios. Indignado, Dias Loureiro acusou Louçã de “terrorismo político” e prometeu processá-lo por difamação. Até hoje não o fez, confirma Louçã ao PÚBLICO.
O resto é a história conhecida. O BPN foi nacionalizado em Setembro de 2008 – em plena crise financeira internacional – e arrasta-se pelos tribunais desde então. A SLN foi repartida numa parte “boa” (vendida à Galilei) e uma “má” (gerida pelo Estado). Mais tarde, em 2014, foi a vez do Grupo Espírito Santo se esfumar em inquéritos, políticos e judiciais. A PT valia nos últimos dias, antes de ser comprada pela francesa Altice, cinco vezes menos do que quando fora privatizada pela primeira vez.
Do consórcio que fez a parceria público-privada com o Estado, no SIRESP, só a Motorola e a Datacomp sobreviveram a estes 11 anos que mudaram muita coisa, mas aparentemente não trouxeram os benefícios da tal “revolução” anunciada no combate aos incêndios, através de uma comunicação mais eficaz entre as forças que trabalham no terreno. Mas isso será esclarecido quando o inquérito pedido pelo primeiro-ministro mostrar os seus resultados.
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Fonte: https://www.publico.pt/2017/06/22/politica/noticia/siresp-a-historia-de-uma-parceria-publica-privada-de-transparencia-1776439

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Mais uma vez, «os mais competentes!!!!!!» não são os privados...

ESPECTÁCULO DOS «TOIROS DE FOGO» DE ONTEM FOI CANCELADO

É através do Facebook que o PAN -Pessoas - Animais - Natureza dá conta de que o evento de touros de fogo, em Benavente, foi cancelado.
"O gabinete da Câmara Municipal de Benavente comunicou ao PAN que este evento foi cancelado até porque o pedido de transporte dos animais foi indeferido pela DGAV", informou o partido que ainda aguarda a comunicação oficial das entidades envolvidas. Com este desfecho, o PAN agradece, assim, aos cidadãos e cidadãs, tal como a todas as instituições, como a Animal, a acção conjunta e de pressão ao município.
A associação Animal, de resto, havia feito um "apelo de acção urgente" tanto à GNR como à autarquia, quando tomou conhecimento de que no programa da Festa da Amizade estava incluída uma 'Picaria de Touros/Picaria à Vara Larga' no dia 24 e um espectáculo de 'Touros de Fogo'.
Este último, explica a Animal, corresponde a uma festa tauromáquica própria apenas de algumas localidades espanholas, nomeadamente Valência, nas quais os touros são presos pelos cornos a postes, sendo-lhes colocados, através de hastes, bolas de alcatrão ou pez, às quais, como material inflamável que são, é pegado fogo. Os touros são depois soltos dos postes, ficando com os cornos a arder durante o período habitual de uma hora – tempo que estas festas costumam durar.
"Segundo testemunhos de médicos veterinários e especialistas em comportamento animal, o sofrimento físico que os touros experienciam quando os seus cornos ficam a arder é muito grande, quer porque os cornos dos touros são muito sensíveis, quer ainda porque os touros acabam por ficar com os olhos, focinho, boca e língua gravemente queimados, entre outras partes do corpo. A isto acresce o sofrimento psíquico que resulta de estarem nestas circunstâncias, querendo libertar-se do fogo que arde nos seus cornos e não sendo capazes de o fazer", lê-se. 
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Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/pais/819047/cancelado-evento-com-touros-de-fogo-em-benavente

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A ANIMAL e o PAN estão neste caso mais uma vez de parabéns por esta vitória civilizacional. Prova-se assim, novamente, que o activismo democrático resulta quando é bem organizado e persistente.

Parece entretanto que afinal os sádicos militantes violaram a lei, segundo um comunicado de há minutos na página de Facebook da ANIMAL:
«(...) Serve esta publicação para dizer que, como testemunharam, ao longo dos últimos dois dias fizemos absolutamente tudo que estava ao nosso alcance para impedir a barbaridade extrema em Benavente. Ainda assim, e mesmo com a confirmação de que não poderia acontecer, aconteceu. De forma ainda mais torpe do que seria suposto, mas parece que aconteceu mesmo.
Posto isto, accionámos já todos os meios legais que são possíveis para que ninguém saia impune. Desde a cidadania até às autoridades (in)competentes. Não sabemos no que resultará, mas deixamos a garantia de que tudo faremos. As pessoas não podem continuar a pensar que vivemos numa "República das bananas" e as autoridades a assobiarem para o lado.
Seguiremos o trabalho, que é mais do que muito, e, mal tenhamos novidades, divulgaremos.»


A ANIMAL e o PAN fizeram pois um bom trabalho mas ingenuamente confiaram na palavra das autoridades, que foram abananadas como de costume. A vergonha de Barrancos serviu para mostrar o que é a bófia local quando não há vigilância civil em condições e desta vez parece que a palhaçada criminosa se repetiu.


ÁUSTRIA, CROÁCIA E ESLOVÉNIA JUNTAM-SE AO GRUPO DOS PAÍSES DA UE QUE REJEITAM AS QUOTAS DE ALÓGENOS

A Áustria, a Croácia e a Eslovénia juntaram-se ao Grupo de Visegrado - Chéquia, Polónia, Eslováquia e Hungria - para contestar o sistema de quotas imposto pela União Europeia (UE). São agora sete os países que se opõem ao plano migratório delineado pela elite de Bruxelas. Delegados de todos estes países excepto a Polónia reuniram-se esta semana na CEDC (Cooperação em Defesa da Europa Central) para aí se pronunciarem contra a imigração maciça. A Polónia, embora ausente deste encontro, apoia esta tomada de posição contra a iminvasão. Os ministros da Defesa reunidos nesta cimeira concordaram em «facilitar a mobilização rápida e conjunta das capacidades civis, policiais e militares» para defender as fronteiras externas europeias. Comprometeram-se a engendrar um plano de actuação para concretizar a protecção fronteiriça que, entre outras coisas, avaliará a pressão migratória e proporá uma série de medidas para prevenir novas crises. O objectivo prioritário dos reunidos é a defesa das fronteiras europeias e o corte pela raiz das causas que provocam os grandes movimentos migratórios. 
O governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, tem tido papel de destaque nesta resistência ao sistema de quotas bruxeloso. O seu intuito é declaradamente identitário: «O que queremos é um Hungria húngara e uma Europa europeia», «O meu governo não participará em experiências que buscam alterar a Hungria ou a Europa, onde as tradições e a cultura seriam substituídas por outra mescla de culturas, religiões e pontos de vista diferentes.»
Quanto ao anterior presidente checo, Vaclav Klaus, não ficou atrás de Orbán na firmeza da sua posição contra a imigração, tendo sido até mais radical que o húngaro: «É chegado o tempo de preparar o nosso país para sair da UE.» «Rejeitamos o plano da UE de usar estrangeiros para substituir os Checos e recusamos permitir que o nosso país seja transformado numa sociedade multicultural com comunidades mal ajustadas, que é o que vemos hoje em França e no Reino Unido.» «Isto para não falar nos agora quase diários ataques terroristas que estão ligados à imigração em massa.»
Para obrigar os países do Grupo de Visegrado a aceitar as quotas de alógenos, a elite da UE ameaçou com sanções e ameaça agora com corte de fundos estruturais de coesão.
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Fonte: http://gaceta.es/noticias/grupo-opositor-plan-migratorio-ue-suma-eslovaquia-austria-croacia-21062017-2035

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É de notar ue estes fundos estruturais de coesão destinavam-se a reduzir as diferenças entre os países ricos e pobres, mas parece que outro valor «mais alto» se alevanta e agora já é lícito fazer chantagem com os pobres para os obrigar a aceitar uma boa fonte de mão-de-obra barata para os ricos...
É bom sinal que haja agora mais países a juntar-se à resistência anti-imigração do Grupo de Visegrado - um sinal de verdadeira saúde europeia.


ACTIVISTAS MUÇULMANOS DA ALCAIDA E DOS TALIBÃS CERRAM FILEIRAS CONTRA A ÍNDIA

Há informações das agências de inteligência no Hindustão segundo as quais a mobilização da Alcaida contra a Índia está a crescer e prepara uma «guerra final» em todo o país. O ideal que guia esta movimentação é o da Ghazwa-e-Hind, traduzível como «a batalha final na Índia», um objectivo já antigo dos muçulmanos da região, sobretudo os do Paquistão. Trata-se de um plano para levar a cabo uma guerra «apocalíptica» na qual todos os soldados muçulmanos que morram em combate têm garantido o paraíso, segundo esta doutrina.
O grupo Alcaida, fundado por árabes, tem agora ligações com terroristas de Caxemira e com os talibãs afegãos para que a Índia venha a ser o próximo campo de batalha na guerra do «Final dos tempos». 
Fontes informativas indicam que se trata aqui de uma tendência mais vasta de grupos terroristas indianos a gravitarem em torno da Alcaida e da sua ideologia de «jihad« (guerra «santa») global. Pode neste momento estar a disseminar-se, como parte deste processo, o modelo de células autónomas difíceis de detectar e capazes de levar a cabo grandes ataques terroristas.
Soube-se entretanto que uma bandeira dos Talibã foi hasteada em Srinagar (capital de Jammu e Caxemira, norte da Índia) no ano passado e nas paredes de Hari Parbat foram lidos slogans como «Bem-vindos Talibãs». Há vídeos do braço de propaganda da Alcaida, a Al Sahab, a galvanizarem jovens de Deli, Uttar Pradesh, Bihar, Gujarat e sul da Índia para que se juntem à jihad. Foi nestas áreas que o grupo Indian Mujahideen (IM) recrutou diversos jovens e cometeu diversos atentados bombistas em locais públicos. O IM sofreu um revés com uma série de detenções efectuadas nas suas fileiras pelas autoridades, mas há indianos a lutar pelo califado ISIL que podem retornar à Índia. A IM que resta está neste momento a estabelecer laços não apenas com a Alcaida mas também com os Talibãs e o grupo terrorista Hizbut Tahrir. Multiplicam-se os contactos entre a Alcaida e islamistas de várias partes do Hindustão.
A retirada das forças norte-americanas do Afeganistão alimentou as preocupações das forças de segurança indianas no que respeita às implicações que este afastamento dos EUA pode ter no fortalecimento de islamistas de Jammu e Caxemira. 
O Paquistão é uma das fontes do terrorismo islâmico na região, uma vez que mais de duas dúzias de campos de treino de terroristas estão ainda activos neste país. As forças militares indianas atestam um aumento da eficiência e da ousadia dos terroristas muçulmanos que actuam em Caxemira.
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Fonte: http://www.dailymail.co.uk/indiahome/indianews/article-2694949/Al-Qaeda-plans-final-jihad-India-Intel-report-points-terror-recruitment-drive-targeting-nations-Muslims.html

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E isto não é culpa nem dos EUA nem de Israel nem do Ocidente nem da Europa nem das Cruzadas... isto é simplesmente o Islão a actuar, neste caso contra os Híndus, que de acordo com a doutrina islâmica são seguramente piores que os cristãos e os Judeus, dado que o Hinduísmo assenta em «shirk» (adoração de ídolos e outras Divindades que não Alá), que é um dos maiores pecados de acordo com o Islão. O cenário histórico serve bem para mostrar a imbecilidade autista de quem gosta de centrar o debate do terrorismo islâmico na questão «Ocidente X Islão», como se o mundo ocidental fosse pelo menos parcialmente responsável pela violência islamista contra si virada. Bem antes de tal elucubração palerma ser gizada já há mil e duzentos anos as hostes muçulmanas começaram a atacar a Índia para de uma maneira ou doutra não mais pararem e continuarem, até hoje, apostados em tomar por completo o subcontinente indiano, porque a partição que criou o Paquistão não era, não podia ser, suficiente para as suas ambições.

quarta-feira, junho 21, 2017

CELEBRAÇÃO SOLSTICIAL DE VERÃO NAS PROFUNDEZAS DA EUROPA






Fontes das fotos deste evento religioso, que teve lugar no norte da Polónia, região da Pomerânia, mais concretamente na localidade de Owidz:
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1887703498146111&id=1558835367699594
https://www.facebook.com/jarek.jasinski.121/posts/1189448544494588
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1965526653732294&id=1429732097311755


MANIFESTAÇÃO PAGÃ CONTRA CONSTRUÇÃO DE IGREJA EM LOCAL SAGRADO PAGÃO NA POLÓNIA


No Parque Nacional Slowinski, na Pomerânia, região do norte da Polónia, cerca de vinte pessoas manifestaram-se contra a construção de uma igreja católica no monte Rowokól, que para os católicos polacos é uma das três montanhas sagradas da Pomerânia mas que já era sagrado para os pagãos eslavos que aí viviam antes da imposição do Cristianismo. 
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Fonte: http://m.radiogdansk.pl/wiadomosci/item/61937-spor-o-gore-rowokol-w-slupsku-protesty-przeciwko-katolickiej-kaplicy

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Os manifestantes estão pois a fazer o que um dia se deverá levar a cabo por toda a Europa. Desta feita quem participou nesta iniciativa foi escasso em número, mas tudo tem de começar de algum modo e o sinal, até ver, é bom...


SOLSTÍCIO DE VERÃO CELEBRADO EM STONEHENGE COM MAIS CELEBRANTES E TAMBÉM COM POLÍCIA ARMADA


Fonte da imagem: https://www.theguardian.com/uk-news/gallery/2017/jun/21/summer-solstice-at-stonehenge-in-pictures#img-1

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Cerca de treze mil pessoas estiveram esta madrugada no monumento megalítico de Stonehenge para celebrar o Solstício de Verão, que nesta localidade se verificou às 4:52. Houve este ano mais um milhar de indivíduos que no ano passado.
Fonte: http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/summer-solstice-2017-first-day-of-summer-stonehenge-google-doodle-a7800711.html


De notar que este ano a patrulha policial no local foi mais numerosa e, além disso, teve de estar armada, algo muito estranho para os hábitos ingleses... é mais um sintoma do que está a acontecer ao país, pode ser que sirva para abrir os olhos a cada vez mais gente sobre as reais consequências da imigração oriunda do terceiro mundo.

Fonte: http://www.bbc.com/news/uk-england-wiltshire-40341913

SUÍÇA EXPULSA QUASE DUZENTOS FALSOS REFUGIADOS ORIUNDOS DO TERCEIRO MUNDO

O governo suíço retirou o estatuto de refugiado a cento e oitenta e nove indivíduos. A maior parte destes é oriunda do Iraque, havendo também gente do Vietname, da Turquia e da Bósnia, bem como da Tunísia e da Eritreia. Foi-lhes retirado o estatuto de refugiados porque se veio a saber que tinham viajado de volta aos seus países, nalguns casos para passar férias... Como é óbvio, um refugiado não vai passar férias ao país donde alegadamente fugiu para não morrer.
De início, a investigação das autoridades suíças centrou-se em eritreus, dada a alta taxa de pessoas desta origem que retornam ao seu país de origem para aí passar férias. Na Suíça há cerca de vinte mil eritreus. A ministra da Justiça, Simonetta Sommaruga, faz notar a dificuldade em resolver este problema, uma vez que muitos eritreus já alcançaram a cidadania suíça por viverem já há algum tempo neste país alpino.
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Fonte: http://www.lainformacion.com/mundo/Suiza-retira-permiso-refugiados-vacaciones_0_939507451.html

SOLSTÍCIO DE VERÃO DE 2017


SOLSTÍCIO DE VERÃO DE 2017 - 21 DE JUNHO, 05:24

«Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir
Seja o eco de uma afronta
O sinal de Ressurgir!
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe
Que nos guardam, nos sustêm
Contra as injúrias da sorte!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar!
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões, marchar, marchar!»

In «A Portuguesa», de Henrique Lopes de Mendonça

SOBRE O SIGNIFICADO FEÉRICO DO SOLSTÍCIO DE VERÃO


As fadas povoam o imaginário das culturas clássica, celta, galo-romana e ibérica, surgindo, com características subtilmente distintas, quer na época a que se referem, quer no contexto folclórico em que estão inseridas. A fada da cultura clássica está mais próxima das versões míticas, assumindo contornos diferentes na passagem para a Idade Média, em que uma outra variante, a celta, hegemoniza os padrões femininos do encantamento e, em contacto com rituais autóctones do domínio romano, mistura-se com as personagens feéricas galo-romanas.
(...)
Niniane é a “Dama do Lago” (lago de Diana, sua madrinha e protectora). É lá que vive num sumptuoso castelo e cria três dos principais heróis do ciclo arturiano (Lancelot, Boors e Lionel). Morgain, fada simultaneamente temida e poderosa da Matéria da Bretanha, é outra dessas figuras ligadas ao elemento aquático, cujos nomes Morg-wen (espuma do mar), Murigena (“nascida do mar”, em gaélico) ou ainda Muirgen (um dos nomes da mulher aquática Liban na mitologia irlandesa) se relacionam com “Merrow”, do gaélico “murúch” ou “muir-gheilt”, as sereias na mitologia irlandesa e escocesa, ou ainda as “morgans”, sereias da Baixa Bretanha, etimologias que parecem remeter para o imaginário não só aquático como semântico das mouras.
A água é local de encontros com fadas. No Lai de Lanval de Marie de France, o herói cavalga junto a um curso de água, onde duas donzelas o conduzem aos aposentos da sua dama, que requer o seu amor. O início do Tristan en prose, do séc. XIII, narra uma peripécia de Sador, um dos doze filhos de Bron, com uma misteriosa dama vinda das águas. Ao cavalgar junto ao mar, Sador encontra uma nave com todos os navegantes mortos, à excepção de uma bela donzela, Chelinde, filha do rei da Babilónia, prometida ao rei da Pérsia, mas que Sador faz baptizar para casar com ela. O episódio encontra alguma semelhança com De Nugis Curialium de Gautier Map (séc. XII). Aqui conta-se a história de Henno “dos dentes grandes”: uma dama, noiva Ana Margarida Chora 199 do rei de França, sobrevive a um naufrágio e conhece Henno, a quem conta a sua história, que é semelhante à de Melusina, que se transforma em dragão e desaparece pelo tecto ao contacto com água benta.
(...)
Esta fada-moura encontra eco na figura da moura peninsular, a qual não provém necessariamente da cultura árabe invasora, mas sim do imaginário feérico espacial herdado da cultura galo-romana e celta. Segundo Consiglieri Pedroso, “as mouras encantadas eram divindades ou génios femininos das águas (…). Eram também os génios que guardavam os tesouros escondidos no centro da Terra” (Pedroso 1988 217). A moura, do latim “maura” (moura) ou do celta “mahr” (espírito), é uma variante peninsular dessa fada, sendo as narrativas sobre ela esquemas simbólicos que se repetem.
(...) 
Almeida Garrett refere-se às “mouras encantadas” (que penteiam os cabelos nas noites de São João junto às fontes) equiparando-as aos poderes mágicos celtas, na figura do sábio e travesso Merlin. Numa nota sobre o poema, diz ainda: “É crença popular entre nós que na noute de san’ João todos os incantamentos se quebram: as mouras incantadas, que ordinariamente andam em figura de cobras, tomam n’essa noute sua bella e natural presença, e vão pôr-se ao pé das fontes, ou á borda A Fada-Moura: do espaço galo-romano ao espaço peninsular 202 dos regatos a pentear os seus cabellos de ouro. Os thesouros sumidos no fundo dos poços véem á tona d’agua, e mil outras maravilhas succedem em tam milagrosa noute” (Garrett 1826 239).
Na noite de Solstício de Verão, as fadas saem do seu domínio e circulam livremente. É também essa a ideia que transmite Shakespeare em Midsummer Night’s Dream, altura do festival celta do fogo que representava o meio do Verão. Os dias que marcam as festas solares do calendário celta caracterizam-se, devido à equidade do tempo solar com o lunar, por uma aproximação dos mundos. O mundo real e o Outro Mundo ficam ao mesmo nível, podendo circular-se livremente entre eles. É por isso que seres feéricos passam para este mundo e seres do mundo real passam para o Outro Mundo. A questão reside em poder voltar ao mundo de pertença sem se ficar preso noutra lógica temporal. (...) 
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Fonte: https://digitalis-dsp.uc.pt/jspui/bitstream/10316.2/31556/6/15-%20espa%C3%A7os%20e%20paisagens.pdf?ln=pt-pt

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Coincidência ou não, o dia 21 de Junho é hoje celebrado como o «Dia Internacional dos Gnomos».
http://www.kgbanswers.co.uk/when-is-it-international-gnome-day/23405227

terça-feira, junho 20, 2017

CELEBRAÇÃO DE DIVINDADE CENTRAL NA VÉSPERA DO SOLSTÍCIO


Lembrar o significado religioso do dia de hoje no calendário religioso latino, uma data que poderia ser também relevante na Europa céltica: http://gladio.blogspot.pt/2012/06/celebracao-do-deus-do-trovao-no.html

EXPLOSÃO EM ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE BRUXELAS - UM TERRORISTA DETIDO

Militares belgas "neutralizaram" esta terça-feira um homem que tentava alegadamente perpetrar um atentado na "Gare Central", a estação ferroviária no centro de Bruxelas, onde se produziu uma explosão sem provocar vítimas, anunciou o centro de crise belga.
Na sequência da explosão, a estação foi evacuada e o trânsito ferroviário interrompido, assim como a circulação de autocarros nas imediações, mas a polícia indicou na rede social twitter que, após "um incidente com um indivíduo", a situação "está sob controlo", não adiantando o estado de saúde do suspeito.
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Fonte: http://www.record.pt/fora-de-campo/detalhe/presumivel-terrorista-neutralizado-por-militares-em-bruxelas.html

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Mais festa brava muçulmana em solo europeu, desta feita na capital da União Europeia. É assim o quotidiano «normal» de uma cidade grande, como diz o muslo que manda em Londres, isto é mesmo uma coisa a que «temos de nos habituar», como diz a elite política reinante no Ocidente...

QUANDO VEIO O EUCALIPTO, ESSE «INVASOR» MERIDIONAL...

Há por aí quem aproveite a oportunidade para dizer que, a respeito dos incêndios, no tempo do Estado Novo é que era bom porque naquela altura havia guardas florestais e por aí fora. Deve notar-se, entretanto, que um dos mais nocivos incêndios da história do século XX em Portugal deu-se em pleno regime salazarista, mais concretamente nos anos sessenta, em Leiria. Um camarada racialista, Carlos Delgado, acrescenta algo mais:
«O grande salto da espécie [Eucalyptus globulus] dá-se quando, nos anos 1950, o Estado Novo aposta na instalação e desenvolvimento da indústria celulósica e papeleira»
(MEDEIROS, Carlos Alberto - Geografia de Portugal. Vol. 3: Actividades Económicas e Espaço Geográfico. 2005. p. 137)
«(...) foi decidido, no I Plano de Fomento [1953-1958], instalar a Indústria de Celulose. (...) Sem que fossem impostas à nova Indústria da celulose as regras e os equipamentos essenciais para defesa contra a poluição ambiental, foi instalada em Cacia a primeira unidade que representa oficina de produção de Celulose das mais selvagens. (...) a nova instalação provocou o primeiro desastre ecológico português a poluir os campos e as águas de um dos mais belos rios do nosso património geográfico [Vouga]. (...) Logo a seguir, (...) sem preocupações de defesa ambiental, outras unidades foram licenciadas (...). Chegou a estar encaixotada uma Celulose para Angola, que acabou por ser descarregada numa zona turística do Continente.»
(ABREU, Armando Trigo de; GRAÇA, Laura Larcher; CAVACO, Carminda - Eucalipto. Economia e Sociedade. 1994. p. 7).»

SUECO «ANTI-ISLAMOFOBIA» QUE SE CONVERTEU AO ISLÃO E SE JUNTOU AO CALIFADO... APELA AGORA A ATAQUES MUÇULMANOS NA SUÉCIA

Actualização desta notícia: http://gladio.blogspot.pt/2015/03/sueco-que-combatia-islamofobia-quer.html
O sueco anti-islamófobo que de tanto defender os muçulmanos contra a «islamofobia» resolveu juntar-se ao califado em 2015, está agora a apelar a que se cometam massacres na Suécia em nome do Islão, como se lê aqui: https://www.jihadwatch.org/2017/06/swedish-islamophobia-expert-joins-the-islamic-state-calls-for-jihad-massacres
De notar que o fulano quando foi para o Médio Oriente recebeu umas milhares de coroas do Estado Sueco, cerca de £4,300...

MORTE DE UMA MULHER NUM «INCIDENTE» NO METRO DE LISBOA

A circulação na linha azul esteve interrompida desde cerca das 9h00 devido a um incidente com um passageiro na estação do Parque. “A circulação foi entretanto retomada às 11h18 e ainda se sentem pequenas perturbações”, disse fonte do Metro à Agência Lusa.
Vários veículos de emergência estiveram junto à entrada da estação de metro do Marquês de Pombal.
A mesma fonte referiu que o incidente ocorreu às 08:50 no sentido Parque-Marquês de Pombal e levou ao encerramento da Linha Azul (que faz a ligação entre a Reboleira e Santa Apolónia).
A estação de metro do Marquês de Pombal esteve encerrada e a polícia não permitia a passagem pelos torniquetes.
Em declarações ao SAPO 24, fonte do Metro de Lisboa informou que o incidente causou a morte de uma mulher.
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Fonte: http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/metro-de-lisboa-circulacao-na-linha-azul-interrompida-devido-a-incidente-com-passageiro

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Que «incidente» terá sido este, quem será o passageiro que o causou?... Sabe-se apenas que esta é a linha que vai dar à Amadora, a zona mais africanizada do país.

Entretanto, é curioso o título da notícia... parece que o mais importante nisto não foi a morte de uma mulher mas sim a interrupção da linha azul do metro...


PETIÇÃO PARA QUE FORÇA AÉREA PORTUGUESA VOLTE A COMBATER OS INCÊNDIOS

PETIÇÃO JÁ ENTREGA NO VERÃO DE 2016 E DISCUTIDA NA AR EM MARÇO DE 2017
NOVA PETIÇÃO SOBRE O MESMO TEMA

Queremos a nossa Força Aérea Portuguesa novamente no combate aos incêndios! II 

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT85971 

Desde os meus tempos de adolescente que me questiono acerca do motivo da nossa Força Aérea Portuguesa (FAP) ter estado muitos anos e ter-se mantido depois arredada, até aos nossos dias, do combate directo aos incêndios florestais… 
É claro que a FAP chegou mesmo a operar o Lockheed C-130H Hercules com o sistema MAFFS de combate a incêndios (houve tripulações que chegaram a executar 30 descargas num só dia!) e os helicópteros Alouette AL III nos anos 80 e 90, mas não é disso que se trata agora nesta Petição Pública. 
Há mais de 20 anos ponderei mesmo escrever uma carta ao Chefe de Estado Maior da Força Aérea… o que não veio infelizmente a acontecer… 20 anos depois, vendo que tudo continua como antigamente, decidi pedir a ajuda aos cidadãos nacionais para tentarmos conjuntamente colocar quando possível a nossa Força Aérea Portuguesa de novo no combate aos incêndios! 
Não é nada do outro mundo, pois as Forças Aéreas de Espanha, Grécia, Croácia e até mesmo de Marrocos estão envolvidas directamente no combate aos incêndios há décadas também com os famosos Canadair/Bombardier CL-215, CL-215T e CL-415 que os Governos Portugueses desde 1974 nunca ousaram comprar para a nossa FAP! 
Atendendo ao valor, sobretudo humano que uma Instituição como a Força Aérea Portuguesa dispõe, manifesto por este meio o meu mais profundo desejo como cidadão que tal ramo das nossas Forças Armadas volte a combater directamente o flagelo dos incêndios que nos assola. 
Um país com as nossas dimensões ao nível económico e geográfico como o nosso não pode nem deve dar-se ao luxo de não envolver de forma mais directa tão importante Instituição ao serviço de Portugal! 

Para assinar, aceder a esta página: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N70630

MILITAR PORTUGUÊS ABATIDO NO MALI POR MUÇULMANOS

Um militar português, que estava no serviço da missão da União Europeia no Mali, morreu na sequência do ataque terrorista que aconteceu na área de Bamako.
Segundo a edição Observador, o ataque jihadista ocorreu em um complexo turístico perto de Bamako, capital do Mali.
O Diário de Notícias, citando o comunicado divulgado pelo Estado-Maior General das Forças Armadas de Portugal (EMGFA), destaca que ataque ocorreu às 16 horas, horário local no Hotel Le Campement Kangaba — estabelecimento reconhecido e autorizado pela Missão de Treino no Mali "Wellfare Center", a qual fazia parte o militar, entre os períodos de actividade operacional dos militares que prestam serviço naquele país.
Acrescenta-se que no local também havia vários militares internacionais de vários países, entre eles dois eram portugueses. O segundo militar português não foi vítima do ataque.
Uma fonte do exército português disse para a agência Lusa que o militar morto era natural de Valongo, chamava-se Paiva Benido, era casado e tinha duas filhas. O sargento-ajudante Paiva Benido tinha 40 anos e prestava serviço no Comando de Pessoal no Porto, bem como fazia parte do contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia no Mali, composto por 10 elementos.
Os criminosos, além de matar duas pessoas, fizeram 20 reféns que foram libertados na operação das forças especiais do Mali.
O ministro da Defesa do Mali, Salif Traoré, afirma que foi realizado "ataque jihadista". Várias fontes confirmam que os criminosos gritavam "Allahu Akbar" (Deus é grande).
O último ataque terrorista no Mali, que teve ocidentais como alvo, deu-se em Março de 2016 no Nord-Sud de Bamako, onde estavam militares e instrutores da missão da UE. Outro ataque, realizado em Novembro de 2015, ocorreu perto do hotel Radisson Blu e levou a vida de 20 pessoas. O ataque foi reivindicado pela  Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, organização terrorista proibida na Rússia.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/201706198680463-militar-portugues-mali-ataque-terrorista-bamako/

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É assim a vida num espaço em que o Islão ganhe terreno - por alguma razão dá sempre, mas sempre, frutos destes e doutros...
A terra seja leve ao português falecido.


FOI CRIADA UMA ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA APOIAR ANIMAIS VÍTIMAS DE INCÊNDIOS

Foi criada, na Go Fund Me, uma angariação de fundos para ajudar a suportar as despesas que as plataformas de saúde veterinária estão a ter com os animais, também eles vitimas do incêndio em Pedrógão Grande.
A iniciativa, que tem Vanessa Ralha como promotora, estará em contacto com clínicas veterinárias, canis e gatis e autoridades veterinárias locais para lhes oferecer o apoio necessário.
"A ajuda ser-lhes-á entregue na forma de ração, produtos médico e cirúrgicos", pode ler-se no site, que acrescenta, ainda, que não existe "nenhuma estratégia oficial que inclua os animais, pelo que as instituições locais estão a fazer o melhor que podem".
Os interessados podem fazer as suas doações aqui. De momento já foram doados mais de mil euros.
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Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/pais/816846/criada-angariacao-de-fundos-para-ajudar-animais-vitimas-de-incendios

BATALHA DOS CAMPOS CATALÁUNICOS - GRANDE EMBATE ENTRE O OCIDENTE E O ORIENTE BÁRBARO

A batalha dos Campos Cataláunicos foi travada a 20 de Junho de 451 entre, de um lado, o Império Romano do Ocidente, os Visigodos e os Alanos, sob o comando de Flávio Aécio e de Teodorico I, e, do outro, os Hunos, comandados por Átila, o auto-denonimado «Flagelo de Deus». Esta batalha foi a última grande campanha militar do Império Romano do Ocidente e o culminar da carreira de Aécio.
O Império Romano do Ocidente, em 450, estava a perder, paulatinamente, o controlo da Gália, tal como acontecia com as províncias fora de Itália. A Armórica céltica (a Bretanha actual) apenas formalmente fazia parte do Império. As tribos germânicas que tinham invadido o Império haviam sido apaziguadas com o estatuto de federados: a Gália do norte, entre os rios Reno e Mosela, fora entregue aos Francos, enquanto que, a sul, os visigodos da Gália Narbonense davam sinais de revolta. Os burgúndios da região alpina estavam aparentemente submetidos, mas também ameaçavam revoltar-se. As únicas regiões leais ao Império Romano eram as costas do Mediterrâneo e uma faixa de território entre Aureliano (Orleães) e os cursos dos rios Loire e Ródano.
O historiador Jordanes afirma que Átila, o Huno, fora atraído pelo rei dos vândalos Genserico para atacar os Visigodos. Ao mesmo tempo, Genserico tentaria semear a discórdia entre os Visigodos e o Império Romano do Ocidente (Gética 36.184-6). Outros escritores apontam outros motivos: Justa Grata Honória, uma irmã problemática do imperador Valentiniano III, casara-se com o senador leal Herculano alguns anos antes, que a mantinha presa em casa. Em 450, Honória enviou uma mensagem ao rei dos Hunos pedindo-lhe que a salvasse, o que Átila entendeu como uma proposta de casamento. Exigiu que Honória lhe fosse entregue juntamente com metade dos domínios de Valentiniano como seu dote. A recusa de Valentiniano foi o pretexto para Átila lançar uma campanha destrutiva na Gália. 
Átila travessou o Reno no início de 451 e saqueou Divoduro (atual Metz) a 7 de Abril. Os ataques a outras cidades podem ser documentados através das vidas dos seus bispos: Nicásio foi morto diante do altar da sua igreja em Reims; a salvação de Tongeren é atribuída às orações de Servato, tal como Genoveva salvou Paris. 
O exército de Átila atingiu Aureliano (atual Orleães) em Junho. Esta cidade fortificada controlava uma importante passagem do Loire. Segundo Jordanes, Sangibano, rei dos Alanos, cujas terras atribuídas a título do foedus incluíam Orleães, prometera abrir-lhes as portas (Gética 36.194f); este cerco é confirmado na Vida de S. Aniano e no relato posterior de Gregório de Tours (Historia Francorum 2.7), embora o nome de Sangibano não apareça nestes relatos. Mas os habitantes de Orleães recusaram-se a deixar os invasores entrar, o que levou a que Átila cercasse a cidade enquanto esperava que Sangibano cumprisse a sua promessa.
Informado da invasão, o patrício Aécio deslocou-se rapidamente da Itália para a Gália. De acordo com Sidônio Apolinário, Aécio comandava uma força composta por escassos auxiliares, sem um único soldado regular (Carmina 7.329f). Tentou imediatamente convencer Teodorico I a juntar-se a ele. O rei visigodo soube, no entanto, que Aécio dispunha de poucos soldados, e decidiu que seria mais sensato esperar pelos Hunos nas suas próprias terras. Aécio voltou-se então para o poderoso aristocrata Ávito, pedindo-lhe auxílio; este conseguiu convencer Teodorico e uma quantidade de outros "bárbaros" da Gália (Carmina 7.332-356). A aliança tomou então o caminho de Aureliano (Orleães), chegando àquela cidade a 14 de Junho.
De acordo com o autor da Vida de S. Aniano, chegaram a Aureliano precisamente a tempo de impedir que os Hunos explorassem uma brecha que tinham aberto nas muralhas da cidade. Muito embora estivessem prestes a conseguir tomar a cidade, os Hunos, confrontados com um exército inimigo recém-chegado, sabiam que conservar a cidade significaria serem cercados. A decisão foi de levantar o cerco e recuar, procurando um local onde pudessem dar batalha em condições vantajosas. Teodorico I e Aécio lançaram-se em sua perseguição, e as duas forças encontraram-se finalmente nos Campos Cataláunicos a 20 de Junho, uma data que foi primeiro avançada por J.B. Bury e desde então aceite por muitos, embora algumas fontes indiquem 20 de Setembro.
(...)
Na noite anterior à batalha, um dos grupos de francos do exército romano encontrou um grupo de gépidas leais a Átila. O número de 15 000 mortos para cada lado avançado por Jordanes (Gética 41.217) para este recontro não é confirmável.
Segundo o costume dos hunos, Átila consultou os auspícios para a batalha através das entranhas de um animal sacrificado. Os auspícios indicavam um desastre para os Hunos e a morte de um dos comandantes inimigos. Com a esperança de que fosse Aécio a morrer, Átila deu as suas ordens, mas esperou até à hora nona (15h00). O final da tarde ajudaria as suas tropas a retirar em caso de derrota. (Gética 37.196).
Jordanes relata que a planície Cataláunica se elevava, num dos lados, até formar uma escarpa que dominava o campo de batalha, e que se tornou o principal objectivo do combate. Os Hunos ocuparam inicialmente o lado direito desta escarpa enquanto os Romanos ocupavam o lado esquerdo, com o cume vazio entre eles. (Os Visigodos estavam à direita, os Romanos à esquerda e os Alanos, cuja lealdade era duvidosa, estavam contidos no centro). Quando os Hunos atacaram esta posição estratégica, foram repelidos pelos romano-germanos, que lá tinham chegado primeiro. Os Hunos fugiram em desordem, atrapalhando as restantes unidades do exército de Átila (Gética 38).
(...)
Jordanes indica como aliados de Aécio os Visigodos, os Francos sálicos e ripuários, os Sármatas, os Armóricos, os Litícios, os Burgúndios, os Saxões, os Olibões (descritos como "antigos soldados romanos e hoje a flor das forças aliadas") e outras tribos celtas ou germanas.(Gética 36.191).
Os aliados dos Hunos, ainda segundo Jordanes, eram os Gépidas comandados pelo seu rei Ardarico, os Ostrogodos, comandados pelos irmãos Valamiro, Teodomiro (pai do mais tarde rei Teodorico, o Grande) e Videmiro, da linhagem dos Amalos (Gética 38.199). Sidónio apresenta uma lista maior de aliados: os Rúgios, os Gépidas, os Gelónios, os Burgúndios, os Siranos, os Belonotianos, os Neurianos, os Bastarnas, os Turíngios, os Brúcteros e os francos que viviam ao longo do rio Necar (Carmina 7.321-325).
(...)
*
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_dos_Campos_Catal%C3%A1unicos

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É provável que a gente de Átila já fosse grandemente mestiçada de sangue branco, de Povos Indo-Europeus, nomeadamente os Citas e os Sármatas, bárbaros das estepes, dado que no legendário de Átila há indícios de uma influência forte de mitos cito-sármatas (nomeadamente o da espada do Deus da Guerra), mas ainda assim esta vitória de ocidentais sobre hordas asiáticas permitiu travar e posteriormente desbaratar uma invasão étnica que poderia eventualmente ter vindo alterar substancialmente o ethnos europeu. Na aliança romano-germânica está por seu turno um marco simbólico de um processo que já se desenrolava desde há alguns séculos, que foi o da maciça convergência entre a civilização do Lácio e o sangue do setentrião europeu. 

segunda-feira, junho 19, 2017

TOIRO MATA TOUREIRO EM FRANÇA


O toureiro espanhol Ivan Fandiño, de 36 anos, morreu este sábado durante uma colhida na praça francesa de Aire-sur-l’Adour. Fandiño levou uma cornada nas costas depois de tropeçar e cair no chão ao fazer um quite ao primeiro touro de Juan Àlamo. De acordo com o jornal espanhol El País, o toureiro ainda foi levado para o hospital de Mont de Marsan, mas acabou por não resistir aos ferimentos.
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Fonte: http://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe/ivan-fandio-morre-colhido-por-touro-em-praca-francesa?ref=HP_Grupo1

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É claro que, mais uma vez, há que bradar «Vivó toirooo!»... 
Menos um sádico a torturar animais inofensivos.

QUANDO A REALIDADE ULTRAPASSA A FICÇÃO CIENTÍFICA...


«Quando vives em Inglaterra e um amigo te propõe irem jantar fora
É demasiadamente perigoso, com tanta gente das areias por aí.»

«PERSPECTIVA NEO-LIBERAL DE MENOS ESTADO PARA MELHOR ESTADO» NA ORIGEM DA AUSÊNCIA DE SERVIÇOS FLORESTAIS EM PORTUGAL

Nos momentos em que escrevo estas linhas está a desenrolar-se uma das maiores tragédias florestais em Portugal, senão mesmo a maior. E estas notas não terão a ver directamente com o caos dos incêndios que nesta altura atacam o centro do nosso país mas têm indirectamente. E a resposta está no telefonema que me foi feito, a meio da manhã, pelo Prof. Jorge Paiva da Universidade de Coimbra, que me dizia desesperado: “Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?”
Numa primeira abordagem, esta tragédia de hoje deveu-se a um conjunto de situações atmosféricas que seriam imprevisíveis, e sobretudo porque, ao acontecerem perto da noite, inviabilizaram a intervenção dos meios aéreos de combate aos incêndios.
Mas alguém garante que na grande extensão e propagação do fogo não estavam como causa também as más condições de limpeza das matas? Alguém garante que não foi o barril de pólvora que está contido nas falta de limpeza do sub-bosque das matas? O Comandante Jaime Soares em poucas palavras, numa entrevista a Victor Gonçalves da RTP, disse o que muitos de nós andamos a dizer há décadas: a montante destas tragédias está a falta de uma politica florestal correcta, de ordenamento, limpeza e vigilância das matas.
Chamemos as coisas pelos seus nomes: foi num Governo PS que foi extinto o Corpo de Guardas Florestais que existia nos Serviços Florestais e os seus efectivos foram integrados na GNR. Erro crasso, naquela perspectiva neo-liberal de “menos Estado para melhor Estado”.
Está-se mesmo a ver, não está ?
Os guardas florestais não eram polícias, eram actores fundamentais da vigilância das matas, integrados numa cadeia de comando especializada que ia dos velhos Mestres Florestais aos Administradores Florestais e ate aos Chefes de Circunscrição. Eles não têm que ser comandados por sargentos ou tenentes, têm de ser comandados por quem sabe dos problemas das florestas.
Depois desta asneira socialista, o Governo PSD/CDS pela mão do sábio e secretário de Estado do queijo limiano, e perante a apatia da ministra do CDS e dos sociais-democratas (que tinham obrigação, pelo seu historial , de serem mais competentes em matéria ambiental) acabou de vez com os serviços florestais e integrou-os no Instituto da Conservação da Natureza. Cereja em cima do bolo da asneira!!
É preciso ter bom senso e acabar de vez com esta situação anómala de sermos talvez o único país do mundo com tanta área florestal e não termos Serviços Florestais nem um Corpo de Guardas Florestais.
Perdeu-se a grande sabedoria do velhos Mestres Florestais, senhores das serras e das matas que eles conheciam como as suas próprias mãos; mas ainda há na GNR umas centenas de antigos guardas florestais que podem ser o embrião de um novo corpo especializado.
Tenham vergonha de dar a mão a palmatória e façam aquilo que desfizeram, reponham os Serviços Florestais no Ministério da Agricultura e Florestas (chamem-lhe Instituto, chamem-lhe o que quiserem), com a dignidade que eles nunca deviam ter perdido, reponham a funcionar a quadrícula de casas e postos florestais que são quem pode assegurar a vigilância permanente das serras do País, dêem a esses postos as novas tecnologias e os novos meios de comunicação e dêem de novo aos guardas florestais a capacidade legal de continuarem a vigiar as matas, de obrigarem os proprietários a limpar e a ordenar as matas.
Também acabaram com os guarda-rios e nunca mais as margens e leitos da maior parte das ribeiras foram limpas, como eram quando esses agentes obrigavam os proprietários marginais das linhas de água a limparem as margens dos seus terrenos.
A terrível tragédia que nos aflige, que ao menos sirva de aviso para o que pode acontecer este Verão, com tanta área de pastos secos debaixo de temperaturas cada vez mais quentes, (...)
Ex-Administrador Florestal, fundador e 1º Presidente do SNPRPP
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Fonte: https://www.publico.pt/2017/06/18/sociedade/noticia/estas-a-ver-no-que-da-terem-acabado-com-os-servicos-florestais-1776086


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Mais uma vez, a «lógica» da limitação do Estado - que é a de quem gosta de favorecer a tubaronagem privada - a conduzir o país a uma situação terceiro-mundista.