terça-feira, julho 28, 2026

ALEMANHA - ESTRANGEIROS SÃO DEZASSETE (17%) DA POPULAÇÃO TOTAL E SÃO JÁ QUASE METADE DA POPULAÇÃO PRISIONAL

Actualmente, os estrangeiros representam quase 45% da população carcerária da Alemanha, com essa proporção a aproximar-se de 60% em Berlim e Hamburgo, de acordo com dados obtidos junto aos 16 ministérios da justiça estaduais. Uma análise do jornal Neue Osnabrücker Zeitung revelou que, das 60408 pessoas detidas em prisões alemãs ou em prisão preventiva em Março de 2026, 27000 não possuíam cidadania alemã. Isto eleva a taxa nacional de presos estrangeiros a um recorde de 44,8%, um aumento significativo em relação aos cerca de 30% registados em 2015.

Os números contabilizam como alemães os cidadãos com dupla nacionalidade e os estrangeiros com cidadania alemã, o que significa que o número real de prisioneiros nascidos no estrangeiro é provavelmente muito maior.
As taxas mais elevadas foram registadas nas cidades-estado. Estrangeiros representavam 59% dos presos em Berlim e 58% em Hamburgo. Mais da metade dos presos na Baviera, Baden-Württemberg e Hesse também não eram cidadãos alemães.
As taxas eram consideravelmente mais baixas na Alemanha Oriental, onde aproximadamente um em cada quatro prisioneiros em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Saxónia-Anhalt e Turíngia não possuía cidadania alemã. O jornal alemão informou que os presos estrangeiros provêm, na maioria das vezes, da Europa Oriental e de países árabes. A sua percentagem na população prisional é desproporcionalmente superior ao número de estrangeiros na população geral da Alemanha, que se situa em pouco menos de 17%.
A Associação Alemã de Agentes Penitenciários alertou que a mudança na população carcerária está a exercer uma pressão crescente sobre um sistema prisional já sobrecarregado. “As barreiras linguísticas são um grande problema”, disse o presidente da associação, René Müller, ao jornal, explicando que os intérpretes nem sempre estão disponíveis e que a tecnologia de tradução não pode substituir a comunicação directa necessária para abordar os problemas dos presos e prepará-los para a libertação. “Os nossos agentes estão a encontrar cada vez mais dificuldades para reabilitar os detentos e estão a ter problemas para se conectar com eles”, disse Müller. Ele alertou que as falhas de comunicação podem aumentar a agressividade, encorajar os prisioneiros a isolarem-se em subculturas e elevar o risco de radicalização de detentos muçulmanos atrás das grades.
O Ministério da Justiça da Baviera citou, de forma semelhante, dificuldades linguísticas e "comportamentos culturalmente determinados" que podem gerar conflitos graves entre presos e funcionários.
A Remix News noticiou isto em 2024, quando se estimou que as prisões alemãs custavam aos contribuintes aproximadamente €4,14 biliões anualmente, com cerca de €1,82 bilião gastos com o encarceramento de estrangeiros. Na altura, os presos estrangeiros já representavam mais de metade da população carcerária em vários Estados. O deputado Martin Hess, do partido Alternativa para a Alemanha, afirmou que estes números demonstram as consequências das políticas migratórias do país. “Cerca de 15% da população da Alemanha é estrangeira. No entanto, a sua percentagem de suspeitos, condenados e presos é desproporcionalmente elevada”, afirmou Hess na altura. O ex-polícia defendeu deportações mais rigorosas e uma reversão completa da política migratória da Alemanha, argumentando que a criminalidade estrangeira impõe um risco à segurança e um grande fardo financeiro aos contribuintes.
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Fonte: https://rmx.news/article/foreign-nationals-now-make-up-nearly-half-of-germanys-prison-population/