DISTRIBUIÇÃO DA RAÇA BRANCA AO NÍVEL PLANETÁRIO NO SÉCULO
Vejamos o que diz a IA sobre este mapa (texto da IA colocado aqui a itálico):
Este documento é um mapa etnográfico do mundo intitulado "Prospetto di tutte le razze del globo e loro fogge di vestire" e foi publicado no ano de 1853. [1]
Detalhes Históricos do Mapa
- Origem: Foi produzido em Milão, Itália, pela editora Litografía Corbetta.
- Autores: Teve a colaboração de F. Corbetta, Giuseppe Civelli e Paolo Bezzera.
- Contexto: A obra servia para acompanhar o livro educativo "La geografia a colpo d'occhio: ossia primarie nozioni di geografia storica e statistica". [1]
Este tipo de mapa reflete a visão antropológica e as teorias raciais do século XIX, ilustrando a distribuição das populações pelo globo e os seus trajes típicos da época. [1, 2]
A ausência de população branca na América do Sul neste mapa deve-se ao facto de, no século XIX, os cartógrafos europeus mapearem o mundo com base nas populações nativas originais (indígenas) e não nas vagas de colonização recentes.
Esta abordagem baseava-se em critérios específicos da época:
- Foco no "Estado de Natureza": Os cientistas e cartógrafos do século XIX procuravam classificar a humanidade segundo a sua distribuição geográfica ancestral. Para eles, a população de origem europeia na América do Sul pertencia à "Raça Caucásica", cujo "berço" ou território original mapeado era a Europa.
- Teorias de Classificação Antiga: Este mapa baseia-se fortemente em modelos como o de Johann Friedrich Blumenbach (pt.wikipedia.org), que dividia a humanidade em cinco grandes grupos taxonómicos associados a continentes fixos. Sob essa lógica, a América pertencia exclusivamente à "Raça Americana" (indígena) e a África à "Raça Negra". [1]
- Demografia da Época: Embora a colonização portuguesa e espanhola já durasse há séculos, a grande vaga de imigração europeia em massa para o Brasil (en.wikipedia.org) (com a chegada de milhões de italianos, alemães e espanhóis) só ganhou verdadeira expressão demográfica a partir das décadas de 1870 e 1880, ou seja, anos após a publicação deste mapa em 1853. [1]
- Percepção de Miscigenação: Muitos relatos europeus do século XIX viam a população colonial da América Latina como profundamente misturada (miscigenada (en.wikipedia.org)), preferindo focar a sua categorização "pura" nas tribos indígenas que ainda habitavam ou dominavam visualmente o interior do continente. [1]
A inclusão de população branca (cor azul/"Raça Caucásica") no leste da América do Norte deve-se ao facto de, a partir de meados do século XIX, os cartógrafos europeus considerarem que aquela região já tinha sido "substituída" e permanentemente integrada na órbita civilizacional e demográfica da Europa.
A diferenciação que os autores italianos fizeram entre as duas Américas baseou-se nos seguintes critérios ideológicos e políticos da época:
- Soberania e Independência Anglo-Saxónica: Os Estados Unidos tornaram-se independentes em 1776 e, por volta de 1853, já se tinham afirmado como uma potência global emergente industrializada, governada e habitada predominantemente por populações de origem britânica e germânica. Para a mentalidade eurocêntrica do século XIX, o leste dos EUA já não era visto como uma "colónia", mas sim como uma extensão direta da própria civilização europeia ocidental.
- Marginalização Demográfica dos Nativos: No leste da América do Norte, as populações indígenas americanas foram sistematicamente dizimadas ou empurradas para o oeste através de violentas políticas de deportação (como a Lei de Remoção de Índios (pt.wikipedia.org) de 1830). Como o mapa mostra a "distribuição actual" na época (1853), os autores pintaram o leste de azul porque os povos nativos já quase não existiam ali em termos numéricos.
- A Visão Europeia sobre a América Latina: Em contraste, o Brasil e a América do Sul eram vistos na Europa como territórios de fronteira geográfica onde o interior profundo permanecia sob controlo ou forte presença de povos indígenas (daí a cor castanha da "Raça Americana"). Além disso, as elites europeias da época olhavam para as novas repúblicas hispânicas e para o Império do Brasil como sociedades maioritariamente miscigenadas (en.wikipedia.org) (com fortes componentes indígenas e africanas), recusando-se a classificá-las como "puramente" caucásicas, ao contrário do projeto de segregação estrita que observavam nos EUA.
Em suma, o mapa não é um reflexo demográfico rigoroso, mas sim um espelho dos preconceitos do racismo científico do século XIX, que considerava certas colónias de povoamento anglo-saxónicas como "Europa" e as regiões de forte herança indígena e africana como mundos à parte.
* * *
É interessante que os autores «eurocêntricos» considerassem o Médio Oriente e até a Índia como pertencentes à raça caucasóide ou branca.


8 Comments:
Eu só consideraria os seguintes povos como sendo brancos:
- árias nativos da Europa (românicos, celtas, germânicos, eslavos, bálticos, helenos, albaneses)
- árias das zonas periféricas mas com valores semelhantes (ossetas, cipriotas, arménios)
- malteses (geneticamente iguais aos sicilianos)
- húngaros (geneticamente iguais aos seus vizinhos árias)
- bascos (já cá estavam antes dos árias)
- fino-pérmicos (finlandeses, estónios, sámis, cómis, carélios, mordóvicos, maris, udmurtes).
- georgianos
- pônticos (circassianos, abecásios, abazas)
- cáspicos (chechenos, inguches, lezguinos, ávaros, darguinos)
Repara que deixei de fora os Nenets (que vivem a Oeste dos Urais) e os primos úgricos dos Magiares (quem vivem a leste dos Urais). Poderás ver no 1º link que geneticamente os povos urálicos a leste dos Urais têm muito mais dna asiático que os seus primos ocidentais.
https://media.springernature.com/m685/springer-static/image/art%3A10.1186%2Fs13059-018-1522-1/MediaObjects/13059_2018_1522_Fig1_HTML.png
https://www.rferl.org/a/russia-minority-mari-el-republic/28221391.html
https://www.reddit.com/media?url=https%3A%2F%2Fi.redd.it%2Fgns5yvzp6v431.png
Quanto aos povos túrquicos (como poderás ver pela imagem do link), tenderão cada vez mais a perder as componentes asiáticas do seu dna, fruto da assimilação genética com as populações locais, tal como aconteceu com os húngaros e os búlgaros. Vejamos:
- os gagauzes são praticamente iguais aos romenos
- os turcos da Anatólia não passam dos 15% e chega mesmo a haver lugares (Cáucaso) onde é praticamente inexistente a componente asiática.
- os azeris (que como já expliquei aqui até ao Século XIX falavam uma língua irânica) encontram-se abaixo dos 8%
- os carachais, os bálcaros e os cumiques não passam de circassianos/chechenos/ávaros que foram turquificados, e as suas percentagens devem ser iguais às dos vizinhos.
- os nogais apresentam uma percentagem maior uma vez que até há poucas décadas atrás eram nómadas.
- os tártaros da Crimea, os tártaros do Volga, os chuvachos e os basquíres apresentam os valores mais altos de todos, pelo menos até aos 40%, mas deves com certeza reparar na diferença dos basquíres para os seus vizinhos cazaques. A percentagem destes povos certamente foi bastante superior há séculos atrás, e com o tempo passará a perder-se fruto da assimilação por parte dos eslavos.
Os Calmucos não aparecem na imagem porque são mongólicos, mas as suas percentagens andam em torno dos 80%, pelo que o processo de assimilação será mais demorado.
o sul dos eua nessa epoca tinha mais negros que o cone sul ate australia ta negra india branca semitas brancos mouros brancos kk..
nativos sao os bascos mas os aryas deram identidade unidade a civilizacao etnias dai..
Estás atrasado. Esse pensamento foi completamente rejeitado e refutado no final do século XIX.
Estás enganado. Não há machado que corte as pernas ao pensamento.
Ah, então admite que é pensamento, não ciência. Grato pelo ato falho. 😏🤭
«então admite que é pensamento, não ciência»
Não, tu é que disseste que era pensamento, e eu usei a palavra contra a tua arenga. De resto, pelos vistos não sabes que ciência também é pensamento, e é natural que não saibas, a tua relação com a ciência é os teus donos a ditarem conclusões «científicas» e tu a acatar e a papaguear sem pensares...
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