terça-feira, fevereiro 28, 2023

HUMORISTA AFRO-AMERICANO DISSE QUE O EGIPTO TEM RAÍZES NEGRAS - E O SEU ESPECTÁCULO FOI CANCELADO NO EGIPTO


O comediante Kevin Hart, a meio de uma grande digressão internacional, teve recentemente cancelado o seu show planeado no  CairoUma  declaração  da empresa egípcia de gestão de eventos R Productions culpou o cancelamento por "problemas de produção local".
No entanto, especulações generalizadas são de que muitos egípcios se ofenderam com os comentários de Hart sobre a história negra do Egito, levando ao cancelamento do programa.
O site de notícias focado no Médio Oriente Al-Monitor relata que a oposição ao desempenho de Hart no Egipto cresceu em Dezembro, quando uma citação lhe foi atribuída na qual questionava a história egípcia. “Devemos ensinar aos nossos filhos a verdadeira história dos negros africanos quando eles eram reis no Egipto e não apenas a era da escravidão que é cimentada pela educação na América”, disse Hart em Dezembro, acrescentando: “Lembram-se? quando éramos reis?” No entanto, Al-Monitor observa que a citação nunca foi atribuída a uma fonte específica e, se Hart disse isso, não está claro.
No entanto, o Middle East Eye observou em Dezembro que o discurso nas redes sociais no Egipto estava a crescer em torno das citações, com pedidos de cancelamento do show de Hart no país. A maioria dos egípcios modernos, como muitas pessoas no Médio Oriente e Norte de África, identificam-se etnicamente como árabes, e muitos egípcios vêem as tentativas de centrar a história egípcia nos negros africanos como “afrocentrismo” ou “lavagem negra” da sua história. Além da citação sobre os reis negros do Egipto, alguns críticos também criticaram Hart por investir na Black Sands Entertainment, empresa que produz histórias em quadradinhos “afrocêntricas” e programas de animação, entre outros produtos.
As concepções modernas de raça e etnia, como negra e árabe, não existiam da mesma forma no mundo antigo. Os estudiosos têm debatido a ancestralidade e as aparências físicas dos egípcios durante a era do antigo reino. Testes genéticos recentes  em múmias egípcias sugerem que elas eram primariamente semelhantes às gentes das regiões do Próximo Oriente, como as actuais Israel, Líbano ou Turquia. Enquanto isso, pesquisas de  textos antigos e obras de arte  sugerem que os Egípcios eram etnicamente diversos durante a era dos antigos faraós.
Quanto a Kevin Hart, esta polémica não o impediu de fazer uma digressão internacional de muito sucesso. Hart fez recentemente um show em Pretória, África do Sul, onde a ele se juntou o comediante sul-africano Trevor Noah, que recebeu muitos aplausos.
Hart fez mais tarde o seu primeiro show na Arábia SauditaPortanto, o show egípcio cancelado tornar-se-á provavelmente numa nota de rodapé para o comediante. Mas é o mais recente incidente no Egipto e online numa longa discussão sobre a história e a identidade daquele país.
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Fonte: https://news.yahoo.com/kevin-hart-egypt-show-canceled-222702410.html?guccounter=1&guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&guce_referrer_sig=AQAAADrq5vVX-CLZR-_b8j_A1NgWRQy407SMZ9ocFZefHWZYD2sYmYI-M1WQG0HoOEGsah-pgcbKMTF9powlWc4Rbf8XTZBMn2TqxoONNLqU8-4VTOGwxv-szi7lEjPXawUgL0PiQBOWRq1LTKgosETygZuJUjK9xBp-IYn9P8j590Of

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Como já se esperava, «afro»-centrismo & anti-racismo pró-negro ainda não se estabeleceu no Egipto, daí que os Egípcios, brancos norte-africanos, não tenham achado piada a esta «simplificação» palerma... se fossem brancos europeus a ter uma reacção destas, aqui d'el rei que o racismo está vivo na Europa!!!!!!!!!!!!!, mas como são «mouros», não há crise, nenhum clérigo do credo Anti-racista - composto usualmente de cornudos brancos - tem lata para ir ensinar aos norte-africanos o que eles são ou deixam de ser...



segunda-feira, fevereiro 27, 2023

«MÉDICOS SEM FRONTEIRAS» ACUSAM PRIMEIRA-MINISTRA ITALIANA DE CULPAR VÍTIMAS DE NAUFRÁGIO CAUSADO POR EMBARCAÇÕES DEFICITÁRIAS

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) classificaram hoje as declarações da primeira-ministra e do ministro do Interior italianos como uma "chapada na cara" dos imigrantes, ao insinuarem que estes foram responsáveis pela própria tragédia, por embarcarem numa viagem tão perigosa.
Giorgia Meloni e Matteo Piantedosi referiam-se aos imigrantes cuja embarcação naufragou no Soles no mar Mediterrâneo, ao largo da Calábria, no sul de Itália, quando tentavam alcançar o país, fazendo pelo menos 62 mortos.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estimou hoje que o número de vítimas mortais do naufrágio seja cerca de uma centena, já que, segundo os depoimentos dos sobreviventes, 180 pessoas viajavam no barco, e os números até agora conhecidos apontam para 82 sobreviventes localizados e 62 corpos recuperados.
“Digo isto com o devido respeito pelas vítimas, com pesar pelo que aconteceu e também com a firme intenção, como pedido pela primeira-ministra Meloni, de não especular sobre estas tragédias. Mas não podemos deixar de afirmar com indignação que as primeiras declarações da primeira-ministra Meloni e do ministro Piantedosi são pouco mais que um jogo de atribuição de culpas, mais uma chapada na cara das vítimas e dos sobreviventes desta tragédia”, sustentou Marco Bertotto, diretor dos programas da MSF Itália, numa conferência de imprensa sobre o naufrágio ao largo de Crotone, na Calábria.
“O desespero nunca pode justificar condições de viagem que ponham em perigo a vida dos nossos filhos”, disse Piantedosi a propósito do naufrágio.
Já Meloni declarou: “A actuação daqueles que hoje especulam sobre estas mortes, depois de terem exaltado a ilusão de uma imigração sem regras, comenta-se a si mesma”.
E acrescentou que o Governo “está empenhado em impedir as partidas [destas embarcações] e, assim, a consumação destas tragédias, e continuará a fazê-lo, primeiro que tudo exigindo a máxima cooperação aos Estados de partida e de origem”.
O Governo italiano tem tentado impedir organizações não-governamentais (ONG) como a MSF de salvar vidas no Mediterrâneo, afirmando que elas são um factor que atrai imigrantes.
Também definiu como portos de entrada os mais distantes dos pontos de busca e resgate de imigrantes no mar e impôs um código de conduta determinando que os barcos de salvamento só podem resgatar os imigrantes de uma embarcação de cada vez, com multas pesadas em caso de incumprimento — o que desencadeou muitas críticas, incluindo da ONU e do Conselho da Europa.
O navio ‘Geo Barents’, administrado pela MSF, tornou-se a primeira embarcação a ser punida ao abrigo do novo diploma do Governo italiano que regula as actividades dos barcos de salvamento operados por ONG no Mediterrâneo.
O navio foi proibido de navegar durante 20 dias e os seus operadores foram multados em 10.000 euros, por alegadamente não terem fornecido às autoridades italianas toda a informação que por estas lhes tinha sido exigida.
A notificação da multa foi emitida na passada Joves, depois de 48 requerentes de asilo terem desembarcado do navio em Ancona, a 17 de Fevereiro, e a MSF está a considerar recorrer da penalização.
Também a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI) reagiu hoje à tragédia e à actuação do Governo italiano, defendendo que as mortes no mar devem desencadear medidas para garantir rotas legais e seguras de chegada dos migrantes à Europa. “A dor e o horror sentidos por todos nós perante estas trágicas mortes devem ser canalizados para a acção pelos Governos europeus, que devem assegurar que existem rotas seguras e legais para as pessoas chegarem à União Europeia (UE)”, declarou a directora de defesa da AI para a Europa, Eve Geddie. “Quantas mais vidas terão de ser perdidas até que os legisladores europeus vejam que bloquear rotas seguras e legais e criminalizar as equipas de salvamento não impede as pessoas de fazerem tais viagens — apenas as torna ainda mais perigosas”, questionou.
Segundo a responsável da Amnistia, “em vez de tornar as fronteiras europeias ainda mais hostis, expulsando as pessoas e criminalizando os socorristas das ONG que tentam salvar vidas no mar, os Governos europeus deveriam concentrar-se em garantir passagem segura aos imigrantes”.
Itália é abrangida pela chamada rota do Mediterrâneo Central, uma das rotas migratórias mais mortais, que sai da Líbia, Argélia e da Tunísia em direção à Europa, nomeadamente aos territórios italiano e maltês.

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Fonte: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/meloni-e-piantedosi-culpam-vitimas-por-naufragio?fbclid=IwAR1jEunQiZnKWsnTDQ4jIHpOH4R4iq6PHdh-rACBlxQoRfOW7ZamBN700Q4

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Ao contrário do que diz o título da notícia, e a hoste de médicos activistas, representantes típicos da elite reinante, a primeira-ministra não culpou as vítimas; culpou, isso sim, quem as meteu, e mete, nessas embarcações, mas essa parte não é agradável para os donos da imprensa e da elite em geral, que querem encher a Europa de imigração à tripa-forra, exercendo uma chantagem moral abjecta sobre os Europeus: «Ou nos deixam meter este pessoal todo pela vossa casa adentro, ou são culpados! de os matar a todos!!!» Ora com a Meloni não fazem farinha, nem com ela nem com os europeus mais despertos, que não vão nisso e denunciam a obscenidade que é quererem impingir milhões de alógenos à Europa.

domingo, fevereiro 26, 2023

LULA NA CASA... DA DEMOCRACIA?



Se só Bolsonaro apoiasse implicitamente a invasão russa e fosse convidado por um governo de Direita para discursar na A.R., o que por aí não se ouviria em matéria de guincharia anti-fascista-de-longa-data-25-de-Abril-Sempre...
Ora Lula, além de se ter gabado de ser o único candidato presidencial a entrar em favelas sem protecção policial, pois além disso também apoiou implicitamente a invasão russa e foi agora convidado para discursar na chamada Casa da Democracia e logo no 25 de Abril, mas neste caso só mesmo os «fachos!» é que se indignam...
Depois são os mesmos que convidam Lula sem pudor que guincham de ódio e surpresa quando vêem aumentar os votos da Ultra-Direita, eles não percebem como é que o «povinho» pode votar cada vez mais na promessa de opressão e tal...

sábado, fevereiro 25, 2023

O QUE FAZ O COMENTADEIRO DE TRICAS POLÍTICAS ELEITO PARA A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


Falta a parte em que avisou o Sr. Padre de que estava a ser investigado... 
Enfim, pelo menos soube ir tirar uma visceralmente repugnante «selfie» com «««jovens»»» do Bairro da Jamaica onde forças da autoridade portuguesa foram agredidos por «««jovens»»» só por terem ido tratar de uma ocorrência para a qual foram chamados...



sexta-feira, fevereiro 24, 2023

DIA DA MEMÓRIA PAGÃ EUROPEIA

Logotipo do projecto do Dia Europeu da Memória Pagã - Janus, Deus dos Inícios, invocado no início de cada acção, além de simbolizar também o começo de uma restauração pagã.
Foi um dos muitos marcos religiosos, políticos e legais que assinalaram o fim da tolerância geral do mundo antigo genuinamente europeu e instaurou o totalitarismo abraâmico vindo do Oriente semita. A sua abissal ofensa foi dupla - não apenas destruiu a liberdade em si - liberdade de culto, de expressão, de consciência até, tanto quanto possível - destruiu também os altares dos Deuses Nacionais ocidentais, legítimos padroeiros dos Povos do Ocidente, a começar pelos dos Romanos, mas rapidamente se estendendo a todas as outras gentes europeias. Ao mesmo tempo, vários motins anti-pagãos em Alexandria levaram à destruição de bustos de Serápis em toda a parte onde fossem encontrados, e a sua substituição por crucifixos, pintados em janelas, paredes, pilares, etc.. Deu-se uma revolta de pagãos, liderada pelo filósofo Olympius; os pagãos acabaram refugiados dentro do templo de Serápis; após um cerco violento, os cristãos ocuparam o edifício e demoliram-no, queimando, no processo, a famosa biblioteca de Alexandria, e profanando as imagens de culto do Deus.

O encerramento dos templos implicou a extinção do fogo sagrado do templo de Vesta, que era o fogo sagrado da pátria, todos os anos apagado e reacendido, imagem maior do fogo sagrado do lar, que brilhava no centro de cada casa romana (sucedendo algo de similar noutras partes do mundo indo-europeu, como a Grécia e a Índia ariana).

Mais de um milénio e meio depois, surge em Itália a iniciativa do Dia Europeu da Memória Pagã, que, sendo marcado para 24 de Fevereiro, constitui um retomar simbólico do facho pagão - tal como sucedia outrora, o fogo sagrado deve reacender-se no dia em que se extinguiu.
(Para mais informações, clicar aqui e também aqui [versão em Inglês, a original é em Italiano]).

Um vídeo sobre o fim forçado na Antiguidade e o actual retorno do culto aos Deuses Nacionais, feito por gentios italianos, nossos parentes na Latinidade:
https://www.youtube.com/watch?v=xUsKhN_5Mq4





ANIVERSÁRIO DA INVASÃO PUTINESCA DA UCRÂNIA

Há uns vinte anos, vi uma reportagem realizada na Crimeia, ou talvez na parte oriental da Ucrânia, não tenho certeza, sobre como as crianças ucranianas tinham de aprender o Russo na escola por cima da sua própria língua, o Ucraniano. Nunca me esqueci disto. Anos depois, este detalhezito disse-me o essencial sobre a invasão do dia 24 de Fevereiro de 2022.

510 A.C. - FUNDAÇÃO DA REPÚBLICA NO ÂMAGO DA LATINIDADE

Dia 24 de Fevereiro é data da memória do Regifugium. Tratava-se da comemoração da fundação da República e da fuga do rei, deposto. Isto porque, em 510 a.c. - ou 243 a.u.c. - Roma deixou de ser uma monarquia quando os aristocratas latinos expulsaram o rei etrusco e instauraram um regime no qual as autoridades máximas eram dois cônsules eleitos pelo povo.

O episódio em si é especialmente significativo na medida em que diz respeito, de certa maneira, a uma forma de conflito civil que é, na verdade, um confronto étnico entre Latinos, povo de raiz indo-europeia ou ariana, fundamento de Roma, e Etruscos, gente de origem possivelmente pré-indo-europeia, isto é, não ariana, e carácter mediterrânico.
Aparentemente, os Etruscos de Roma estavam perfeitamente integrados na Romanidade; mas por trás da aparência de harmonia multicultural e multiétnica, permanecia uma inimizade entre duas estirpes, inimizade essa que nunca foi sanada e que viria a culminar neste episódio: a monarquia latina tinha já sido tomada pelo poder etrusco, que era cada vez mais tirânico, com prejuízo da aristocracia latina, a qual resolveu pura e simplesmente acabar com os reis e instituír a República, medida que, como seria de esperar, reforçou o poder dos nobres latinos.
A aristocracia autenticamente romana, ao depôr um rei estrusco - Tarquínio o Soberbo - isto é, estrangeiro, mostrou que estava disposta a pôr em causa certas instituições quando a liberdade e soberania da sua gente se encontravam ameaçadas.
Pode até mesmo dizer-se que se observa aqui um conflito de índole etno-ideológico:
- de um lado, os mediterrânicos não arianos, com uma instituição na qual um homem tem um poder imenso sobre o seu povo;
- do outro, os arianos cuja mentalidade e forma de viver aponta para um sistema político em que o poder está, tendencialmente, distribuído por todo o Povo, sem que haja aí figuras políticas idolatradas ou muito exaltadas acima do resto da população.
Parece haver aí um paralelismo com a diferença entre Gregos e orientais (Egípcios, e, também, Persas orientalizados), na medida em que os primeiros se orgulhavam da sua liberdade, ao passo que os orientais viviam subjugados por autoridades opressivas (dito por Aristóteles); também na Ibéria parece haver um contraste deste tipo, dado que os povos mediterrânicos do sul e oriente da península tinham monarquias bem rígidas, ao passo que, entre as nações indo-europeias da mesma península (no centro, norte e ocidente - Galaicos, Lusitanos, Celtici, Vaqueus, Vetões, Ástures, Cântabros, Celtiberos), não se conhece nenhuma personagem monárquica e mesmo o carismático líder Viriato foi eleito pela sua eloquência e feitos, não por se lhe reconhecer à partida qualquer espécie de direito divino sobre os demais lusitanos.

Este é pois um dos traços do mais autêntico Ocidente - a rejeição de qualquer poder político dado como superior ao poder popular.

quinta-feira, fevereiro 23, 2023

TERMINÁLIA - CELEBRAÇÃO DE TÉRMINO, DEUS DAS FRONTEIRAS





Dia 23 de Fevereiro é consagrado no calendário religioso latino a Terminus, Deus das Fronteiras. Trata-Se de uma Divindade, representada por uma pedra, que zela pelo respeito devido aos marcos que delimitam os territórios. Nesta data, os proprietários enfeitavam com grinaldas as pedras que marcavam as fronteiras das suas terras e ofereciam bolos, frutos e vinho à Divindade.
Celebrava-se a Terminália junto de uma rocha fronteiriça, no templo de I.O.M. - Iuppiter Optimus Maximus ou Júpiter o Melhor e o Maior - localizado no monte Capitolino, em Roma.

O poeta Ovídio consagrou-Lhe estas palavras: 
«Santo Terminus, Tu defines povos e cidades e nações dentro das suas fronteiras. Toda a terra estaria em disputa se não fosses Tu. Não procuras serviços nem o favor de ninguém; nenhuma quantia de ouro pode corromper o Teu julgamento. Em boa fé, Tu preservas as reivindicações legítimas às terras rurais.» 
(Ovídio, Fastos II.658-62).

Saúde-Se portanto o Deus das Fronteiras, garantia de justiça e de identidade... e, este ano, de saúde, pois que nunca foi tão necessário o encerramento rigoroso das fronteiras como agora...

De notar, entretanto, que uma das facetas de Júpiter, o Deus Máximo dos Romanos (e de outros Povos áricos), é Júpiter Terminalus, isto é, Júpiter Guardião das Fronteiras.
Terminus é, em termos etno-históricos, um dos testemunhos do carácter arcaico e indo-europeu da Religião Romana, dado que parece ter equivalentes noutras tradições indo-europeias: Heimdall entre os Nórdicos, Bhaga entre os Arianos da Índia. De acordo com uma lenda romana, Terminus recusou que o Seu altar fosse retirado do Monte Capitolino para aí se erigir um templo a Júpiter. Os Romanos consideraram que essa recusa constituía um bom augúrio para a futura defesa das fronteiras devidas da cidade. O altar de Terminus acabou por ser incluído no templo de Júpiter, tendo sobre si uma abertura, uma vez que a tradição ritual ordenava que o altar estivesse sob o céu.


Terminus faria parte, segundo Georges Dumézil, de uma arcaica tríade juntamente com Júpiter e Juventas (Juventude), tríade esta que seria a versão latina de uma tríade indo-europeia, obviamente mais arcaica, cuja versão indiana seria constituída por Mitra (soberano jurista, como Júpiter), Aryaman (entrada dos homens na sociedade, passando da infância à idade adulta, tendo relação nisso com Juventas, personificação divina da Juventude) e Bhaga (distribuidor dos bens, portanto, da propriedade, um pouco como Terminus). Segundo Plutarco, o culto original de Terminus não recebia sacrifícios sangrentos por ser uma Divindade pacífica.

quarta-feira, fevereiro 22, 2023

«BANDEIRAS» DOS «BANDUA» NO FESTIVAL DA EUROVISÃO

https://www.youtube.com/watch?v=HEoZj1rsypY

Tomei hoje conhecimento desta canção que concorre ao Festival da Canção deste ano e que refere Bandua, uma das principais Deidades da Lusitânia. É harmoniosa coincidência que eu tenha tido conhecimento disto neste dia, que é, não apenas o dia da semana dedicado a Mercúrio, porventura o equivalente romano de Bandua, mas também o da celebração romana da Caristia, data consagrada à homenagem devida aos Ancestrais, e o Sangue é, indubitavelmente, um laço, como Bandua é, porventura, uma Divindade dos Laços, pois que no Seu nome está a mesma raiz indo-europeia que dá origem à palavra «Bandeira», signo que une um Povo...
A mensagem da letra brilha por si mesma, discorrendo, sem pretensiosismo, sobre o valor de relativizar certezas e reconhecer a todos o direito às suas próprias bandeiras.




DESCOBERTO SANTUÁRIO MENÍRICO

Depois da pioneira e exaustiva carta arqueológica levada a efeito no Algarve por Estácio da Veiga, no final do século XIX, ocorreram importantes descobertas nas décadas de 70 e 80 do século seguinte.
Eduardo Prescott Vicente e Adolfo António Silveira Martins, no ano de 1979 e o “Levantamento Arqueológico do Algarve- Concelho de Vila do Bispo” realizado por Mário Varela Gomes e Carlos Tavares da Silva (1987), permitiram encontrar no concelho de Vila do Bispo, um vasto e extraordinário santuário pré-histórico, com dezenas de menires, que os textos clássicos ainda reportavam como ativo durante o período orientalizante. As similaridades entre os monólitos e as pedras sagradas fenícias terão levado à sua assimilação e reutilização em práticas religiosas.
Os monumentos megalíticos, pelas características que detêm e pela sua importância na paisagem, atraíram e estimularam o imaginário das comunidades humanas ao longo dos tempos, criando em seu redor, lendas e mitos que revelam o seu carácter “mágico” sagrado e sobrenatural.
Com o Cristianismo todos os cultos relacionados com as Pedras, nomeadamente os monumentos megalíticos foram proibidos. A Igreja atribuiu ao diabo e às bruxas a construção de determinados monumentos. Uns foram destruídos, outros “adotados” e transformados pela igreja em templos celestiais, purificou-os, neles construiu símbolos, criou memórias e fê-los santuários da Igreja Católica. Alguns menires contêm a gravação ou colocação de uma cruz. É notório o elevado número de aparições milagrosas de uma imagem, uma santa ou santo nesses locais. Lugares esses, que se transformaram em capelas, santuários e lugares de peregrinação e que se mantêm até ao presente. A importância que detêm no seio popular, bem como os rituais de fertilidades e práticas curativas a eles associados, permitiu que continuassem a ser cultuados até à actualidade.
“A Arqueologia megalítica algarvia, ainda tem uma longa história para nos contar. É muito provável que existam ainda vários monumentos megalíticos por identificar. Os suportes, iconografia e a paisagem em que se encontram inseridos, contêm informações cruciais sobre a realidade e complexidade do Megalitismo e possíveis segredos imateriais do Ser Humano”, afirma Luísa Teixeira em comunicado.
Actualmente, a antropóloga e mestre em Arqueologia Luísa Teixeira, colaboradora no CICH – Centro de Investigação em Ciências Históricas, Linha de Investigação de Arqueologia e a sub-linha de Dinâmicas e Cenários – UAL, prepara o seu doutoramento na Universidade Autónoma de Lisboa (sob a orientação da professora doutora Joaquina Soares e professor doutor Telmo Pereira) sobre o Megalitismo algarvio, sem dúvida um enorme desafio face à intensa prospecção a que o território já foi submetido e à extensa urbanização do mesmo.
Luísa Teixeira explica que ao utilizar “as mais avançadas técnicas de deteção remota e de construção de modelos preditivos (modelo criado em Sistemas de Informação Geográfica), chegada à fase de trabalho de campo destinada a testar a metodologia usada, acaba de provar a sua eficiência de forma notável, descobrindo um novo complexo megalítico na região algarvia, localizado no concelho de S. Brás de Alportel”.
“Até ao momento, no referido concelho não havia sido identificado qualquer monumento megalítico”, acrescenta. 
“Este achado coloca em destaque a enorme riqueza arqueológica do Algarve e abre caminho para um projeto de investigação de ponta (High Tech) e para a valorização do complexo megalítico em contexto de conservação ambiental, criando um polo de desenvolvimento educativo, de lazer e de turismo eco-cultural representativo da nossa identidade regional no concelho de São Brás de Alportel”, conclui a antropóloga e mestre em Arqueologia.
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Fonte: https://postal.pt/sociedade/arqueologia-descoberta-inedita-de-santuario-menirico-com-mais-de-5000-anos-em-sao-bras-de-alportel/?fbclid=IwAR1livjULfbEprV2Hxh_KZ63IPDonlVNFJfPDbqQ0wnO3x4RqOa8r8Jn1N8

NÃO SE ESCOLHE O SER, SÓ O AGIR


 

ÍNDIA - MUÇULMANOS ATACAM CELEBRAÇÕES DE XIVA EM VÁRIAS LOCALIDADES



Os hindus na Índia celebraram o Mahaxivratri, um festival religioso dedicado à Divindade hindu Xiva, no
Saturnes, 18 de Fevereiro. Tornou-se comum no país nos últimos anos os muçulmanos atacarem, interromperem e cometerem violência contra hindus e locais hindus realização de celebrações hindus. Portanto, não foi um choque para ninguém quando notícias de distúrbios começaram a ser relatadas em vários Estados da Índia dias antes do festival.
Uma das primeiras ocorrências foi relatada em Palamu Jharkhand a 15 de Fevereiro. Um grupo de muçulmanos atacou violentamente os hindus enquanto eles se preparavam para as próximas celebrações do Xivaratri. A principal objecção dos atacantes era em relação a um portão decorativo instalado a cerca de 120 metros da mesquita de Jama. Testemunhas oculares contam que uma noite antes da comoção, alguns hindus construíram um portão decorativo temporário para o próximo festival naquele local. Alguns membros da comunidade muçulmana da área não concordaram com isso e levantaram objecções. Exigiram que o portão fosse movido para outro lugar.
O comité local do templo decidiu então discutir a questão pacificamente com os muçulmanos na manhã seguinte. Mas os muçulmanos recusaram-se a sentar-se para uma discussão amigável e recorreram à violência. Atacaram um dos membros do comité do templo, e essa confusão transformou-se em confronto que deixou dezenas de feridos, incluindo policiais. Alegadamente, a mesquita próxima foi usada como base para atirar pedras pesadas contra os moradores. Isto é irónico, porque de acordo com relatos locais, os hindus fizeram generosas contribuições para a construção da mesquita.
Os hindus estão acostumados a receber e sabem que nenhuma boa vontade que eles demonstrem para com alguns muçulmanos será retribuída. Mas na configuração secular, não são apenas os muçulmanos, mas também a polícia e a administração que vitimizam a comunidade maioritária. Portanto, a polícia também disparou os seus cassetetes contra os hindus.
Várias casas e veículos estacionados na área foram incendiados durante o levante. Um líder local do Partido Bhartiya Janta, Laal Suraj, também residente em Kondhwa, confirmou que "os membros da comunidade hindu estavam apenas a transmitir que, se a procissão deveria passar por esta rota, então como poderia o arco ser erguido em localização diferente?” Também enfatizou que um portão semelhante foi instalado no mês passado para uma ocasião diferente realizada na área, e os muçulmanos locais não levantaram objecções. "Não tenho ideia de porque estão eles a levantar objecções antes do festival Maha Shivaratri", acrescentou Laal.
Além dos incidentes de Palamu, um caso de violência também foi relatado em Chhindwara, Madhya Pradesh. Os muçulmanos atacaram uma procissão de Xivratri que os hindus tinham iniciado no dia 18. Esses muçulmanos interromperam a procissão religiosa e exigiram que os organizadores parassem de tocar música sacra. Quando os hindus se recusaram a obedecer às suas ordens, os muçulmanos começaram a abusar deles e a atirar pedras contra a procissão. O arremesso de pedras feriu vários devotos hindus. Deve-se notar a este respeito que os muçulmanos fazem o seu chamado à oração cinco vezes ao dia, todos os dias do ano, por meio de alto-falantes estridentes instalados nas suas mesquitas em todas as cidades, vilas e aldeias do país. Então, porque demonstram eles tanta intolerância para com os hindus que tocam música religiosa apenas durante os festivais? Não se pode fazer tais perguntas.
Alguns hindus chegaram à esquadra de polícia de Chand e informaram a polícia sobre a violência que estoirou na área. A polícia correu para o local e tentou estabelecer a normalidade. Activistas do Vishwa Hindu Parishad também apresentaram uma queixa exigindo a detenção do acusado. Eles identificaram alguns dos muçulmanos que atacaram a procissão como Rashid Patel, Rizwan Khan, Faisal Khan, Anwar Khan, Imran Khan, Jahid Khan, Arshad Khan e Niyaz Khan. Na denúncia, os membros da organização hindu detalharam que a 18 de Fevereiro foi organizada uma procissão de Mahaxivratri e jovens da comunidade muçulmana pararam os hindus. Exigiram que a música fosse interrompida e ameaçaram os hindus se realizassem tais procissões no futuro. "Se a polícia não agir contra os acusados, as organizações hindus realizarão protestos massivos", disseram os activistas. Também enviaram um vídeo como prova da violência iniciada pelos muçulmanos.
No entanto, conforme relatos, houve uma demora considerável da polícia em agir contra os acusados ​​e prendê-los. A polícia, no entanto, garantiu ao público que estava a investigar o assunto e tomaria as medidas cabíveis com base na denúncia apresentada.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2023/02/india-muslims-all-over-the-country-attack-hindus-during-mahashivratri?fbclid=IwAR3D7DebHst5yR-PUDbvu9BiEdsCqAgrMfMcRX9TQjSyBtSs73yLv7u_erk

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Mais uma vez, mais outra, ainda mais outra e mais outra ainda - de quem será a culpa de toda esta intolerância muçulmana? De Israel, do racismo branco, do Trump ou do clima?... Ou, talvez, da própria natureza do credo muçulmano, intolerante de raiz, como religião abraâmica universalista que não pode deixar de ser?

PALESTINA - INVESTIGADOR AFIRMA QUE NAZIS TREINARAM JUDEUS PARA LEVAREM A CABO ACÇÕES MILITARES NA PALESTINA...


https://www.youtube.com/watch?v=eEhhVDjRFE8&t=3s
Mais sobre as posições palestinianas a respeito da relação entre a Alemanha Nacional-Socialista e os Judeus: https://www.jihadwatch.org/2023/02/palestinians-and-the-holocaust

Historiador palestino diz que os Nazis instruíram jovens judeus nos campos de concentração para acções militares na Palestina, com o intuito de reforçarem a posição territorial judaica em território palestiniano... Enfim, não é segredo nenhum que chegou a haver estreita colaboração entre as autoridades nacional-socialistas alemãs e as forças sionistas... até ao dia em que Hitler deixou de responder às missivas que lhe eram enviadas por judeus estacionados na Palestina, enquanto o holocausto começava na Alemanha, talvez porque o cabo austríaco tivesse mudado o bico ao prego e começado a apoiar o lado palestiniano como forma de fragilizar a posição inglesa no Médio Oriente, quem sabe...

TEM O FACEBOOK CRIADO CONTEÚDOS DE TERRORISTAS MUÇULMANOS?

O Facebook não é estranho à controvérsia, permitindo que o ódio aos Judeus apodreça e a dar passe livre para mentiras anti-Israel e propaganda anti-semita.
O gigante de média social está agora em apuros devido à tecnologia que usa para promover conteúdo, que um grupo de vigilância chamado Tech Transparency Project (TTP) diz que cria automaticamente home pages para grupos designados como terroristas pelos EUA.
Entre as descobertas bombásticas do relatório do TTP estão as evidências de que o Facebook criou mais de 100 páginas para o ISIL (Estado Islâmico), bem como páginas para outras organizações terroristas, incluindo o grupo por trás dos ataques de 11 de Setembro nos EUA, a Al-Qaeda.
O TTP informou que o Facebook cria as páginas com base no seu algoritmo, gerando-as automaticamente quando os usuários adicionam os grupos terroristas aos seus perfis. A chamada proibição da plataforma aos grupos aparentemente fez pouco para impedir o processo automático que gerou as páginas do grupo terrorista.
“Algumas dessas páginas geradas automaticamente estão no Facebook há anos, acumulando gostos e postagens com propaganda e imagens terroristas”, relatou o Jerusalem Post na sua cobertura das descobertas do TTP. "A empresa pode ser responsabilizada por estas páginas, já que o Facebook não apenas as hospeda, mas também as cria."
Este é apenas o capítulo mais recente nas lutas do Facebook para manter o ódio fora da sua plataforma.
Nos últimos anos, o Facebook tem sido um viveiro de mentiras anti-Israel e propaganda anti-semita.
No final de 2022, uma postagem com dezenas de milhares de curtidas no Facebook afirmava que os Palestinos não estão a jogar o Campeonato do Mundo porque Israel está a "assassinar" os seus jogadores. A alegação era comprovadamente falsa e tinha base zero na realidade.
Em 2021, o conhecido professor judeu canadiano Gad Saad, da Concordia University em Montreal, foi banido do Facebook por criticar um tweet com uma citação atribuída a Hitler justificando a sua obsessão genocida pelos Judeus. "É aqui que estamos com o Facebook. Está a ficar intolerável. Imagine que um judeu não pode criticar uma actriz paquistanesa que endossou as acções de Adolf Hitler. Está além do orwelliano. É uma refutação da lógica, da razão e da decência comum", twittou o professor Saad.
A 11 de Maio de 2021, Veena Malik, uma conhecida celebridade paquistanesa, tuitou: “'Eu teria matado todos os judeus do mundo... mas guardei alguns para mostrar ao mundo porque os matei eu', Adolph Hitler.” Esta postagem, que fazia parte de uma série de comentários pró-palestinos sobre o conflito Israel-Gaza, foi retuitada mais de 700 vezes, citada mais de 2600 vezes e gostada mais de 2500 vezes, mas depois de Saad postar no Facebook uma foto do seu retuíte da mensagem de Malik Postagem no Twitter com a legenda "Vejo isto todos os dias. Todos os dias", o Facebook baniu a postagem e bloqueou a conta de Saad.
"Embora o Facebook me tenha banido em várias ocasiões anteriores (por partilhar posts CRITICANDO ódio e fanatismo), e eles tenham reconhecido o seu erro nessas ocasiões, eles ainda mantêm esses ataques falsos contra mim. Por outras palavras, nunca se é absolvido se se for inocente. Irreal”, disse Saad.
"Sou um judeu libanês que escapou da perseguição religiosa no Médio Oriente. Luto contra todo o fanatismo, mas sei em primeira mão que o ódio aos Judeus vive no Médio Oriente", acrescentou Saad.
Saad disse que recebeu um e-mail padrão do Facebook dizendo: "Você postou recentemente algo que viola as políticas do Facebook, por isso você está temporariamente bloqueado."

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Fontes:
https://www.jihadwatch.org/2023/02/facebook-caught-not-just-hosting-but-creating-pages-for-the-islamic-state-and-al-qaeda
https://unitedwithisrael.org/terror-trap-facebook-automatically-created-al-qaeda-isis-pages-says-watchdog/

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Resta saber se alguma vez os tais algoritmos criaram páginas do Ku Klux Klan ou de partidos nazis...

MUROS HÁ MUITOS, SEUS ANTIRRAS...


É necessária uma inteligência de advogado e uma desonestidade obscenamente profunda para construir piruetas argumentativas destinadas a defender o da esquerda e a atacar o da direita. 
Pois se nem à defesa podemos estar na nossa própria terra... será que andam mesmo a pedi-las para que passemos ao ataque?...


IRÃO RECOMPENSA PRETENSO HOMICIDA MUÇULMANO QUE FERIU GRAVEMENTE SALMAN RUSHDIE

A República Islâmica diz que concederá 1000 metros quadrados de terras agrícolas ao agressor que esfaqueou Salman Rushdie, o autor britânico de Os versos satânicos.
Mohammad Ismail Zarei, chefe do Secretariado para Implementar a Fatwa de Khomeini sobre a Execução de Salman Rushdie, disse na Lues que "Agradecemos sinceramente ao jovem americano pela sua acção corajosa na execução da fatwa histórica do Imam Khomeini".
Rushdie foi esfaqueado no pescoço e no torso no palco durante uma palestra no Estado de Nova York por Hadi Matar, um homem de 24 anos, em Agosto de 2022. Ele perdeu um olho e o movimento da mão após um longo tratamento médico. Com esta acção, ele cegou Salman Rushdie de um olho e desactivou o seu braço para deixar os muçulmanos felizes", acrescentou.
"Embora Salman Rushdie não seja nada mais do que um morto-vivo, para homenagear esta acção corajosa, cerca de mil metros quadrados de um valioso e fértil terreno agrícola serão concedidos ao esfaqueador ou ao seu representante legal em cerimónia especial."
Continuou, dizendo que a parte restante da terra será entregue àqueles que matarem Salman Rushdie.
Rushdie vivia com uma recompensa pela sua cabeça desde que "Os Versos Satânicos" publicado em 1988 levaram Khomeini a emitir uma fatwa instando os muçulmanos a matá-lo.
Muitos acusaram a República Islâmica de ter laços com o agressor, mas o Ministério das Relações Exteriores do Irão negou qualquer ligação com o esfaqueador de 24 anos. No entanto, alguns linha-dura e membros do regime expressaram gratificação após o ataque.

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Fontes:
https://www.jihadwatch.org/2023/02/islamic-republic-of-iran-to-reward-jihadi-who-stabbed-rushdie-with-farmland-says-attacker-made-muslims-happy
https://www.iranintl.com/en/202302209466

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Quantos wokes islamófilos é que vão ensinar aos clérigos muçulmanos de Teerão que o Islão é a religião da paz e é muito tolerante e tal e coisa e até fez a maravilha tolerante do Al-Andalus, portanto esta atitude terrorista «não se compreende», a menos, claro, que o pretenso homicida estivesse simplesmente a seguir uma ordem do Alcorão que manda matar os infiéis que «difamam» o Islão (Qur’an 9:14-15)... mas isso não é possível!, guincham os wokes bem pensantes do Ocidente, pois «já ninguém» segue literalmente as escrituras sagradas, ou por outra, o Ocidente é que já não segue literalmente a Bíblia, e então os intelectuais do Ocidente presumem que mais ninguém interpreta literalmente o seu próprio livro sagrado...

IRÃO - INSPECTORES INTERNACIONAIS ALERTAM PARA ENRIQUECIMENTO DO URÂNIO A CURTA DISTÂNCIA DE UTILIZAÇÃO PARA ARMA NUCLEAR

Inspectores atómicos internacionais no Irão detectaram urânio enriquecido a níveis pouco abaixo do grau de armas nucleares, arriscando uma escalada sobre o programa de expansão de Teerão. A Agência Internacional de Energia Atómica está a tentar esclarecer como foi que o Irão acumulou urânio enriquecido a 84% de pureza - o nível mais alto encontrado por inspectores no país até hoje e uma concentração apenas 6% abaixo do necessário para uma arma. O Irão diz que o seu programa atómico de décadas é para fins pacíficos, mas as potências ocidentais e Israel acusaram-no de trabalhar para uma bomba nuclear. A construção de uma bomba exigiria mais etapas técnicas que até agora não foram detectadas pela AIEA e uma decisão política de prosseguir.
O desenvolvimento foi relatado pela Bloomberg no Soles, citando dois diplomatas seniores. O Irão tinha dito anteriormente à AIEA que as suas centrífugas foram configuradas para enriquecer urânio a um nível de pureza de 60%. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que viu o relatório e está em contacto próximo com a AIEA e os países europeus sobre o assunto, acrescentando que terá mais a dizer quando tiver mais informações, de acordo com comentários feitos a repórteres na Turquia capital, Ancara, na Lues.
O desenvolvimento ocorre quando o Irão está cada vez mais isolado do Ocidente, as negociações nucleares com as potências mundiais estão suspensas e as tensões regionais se intensificaram. Israel culpou o Irão por um ataque de 10 de Fevereiro a um petroleiro no Mar Arábico, que o Irão negou. Aconteceu cerca de quinze dias depois de um ataque de drones a um depósito de armas perto da cidade de Isfahan, no Irão, que Teerão atribuiu a Israel, o mais recente incidente numa série de suspeitas de ataques na mesma moeda.
O Irão também enfrentou condenação generalizada pela sua repressão mortal em grandes protestos e os EUA e a União Europeia endureceram as sanções contra o Irão por causa do seu apoio militar à guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Os inspectores precisam de determinar se o Irão produziu intencionalmente o material ou se a concentração foi um acúmulo não intencional dentro da rede de tubos que conecta as centenas de centrífugas de rotação rápida usadas para separar os isótopos. É a segunda vez neste mês que os monitores detectam actividades suspeitas relacionadas com enriquecimento de urânio.
Em entrevista de 23 de Janeiro, o enviado dos EUA para o Irão, Robert Malley, disse que Teerão estava "a apenas algumas semanas de ter urânio suficiente para armas", mas dar o passo seguinte para desenvolver uma arma real é "uma questão diferente" e até agora os EUA não tinham evidência disso. 
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irão disse que as alegações mostram que a agência atómica das Nações Unidas está-se "a distanciar da sua conduta profissional" e que o Irão está comprometido com os seus acordos com o órgão e com os termos do tratado de não proliferação nuclear.
Nasser Kanaani disse a repórteres na Lues que os planos ainda estão em andamento para organizar uma próxima visita a Teerão pelo director-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi.
No Soles, uma autoridade nuclear iraniana negou que o Irão tivesse enriquecido urânio além de 60% de pureza "até agora" e descartou o desenvolvimento como "uma difamação e uma distorção dos factos". "A existência de partículas de urânio acima de 60% não significa o mesmo que enriquecimento acima de 60%", disse Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização de Energia Atómica do Irão, à estatal Agência de Notícias da República Islâmica. A AIEA respondeu no Soles e disse que está a discutir com o Irão os resultados das recentes actividades de verificação da agência e informará o seu conselho de administração conforme apropriado, de acordo com um tweet citando Grossi.
A AIEA está a preparar o seu relatório trimestral de salvaguardas do Irão antes de uma reunião do Conselho de Governadores a 6 de Março em Viena, onde o trabalho nuclear da nação do Golfo Pérsico terá destaque na agenda.
O Irão não apresentou os formulários exigidos declarando a sua intenção de aumentar os níveis de enriquecimento de urânio em duas instalações perto das cidades de Natanz e Fordow, de acordo com um diplomata.
Mesmo que o material detectado tenha sido acumulado por engano devido a dificuldades técnicas na operação das cascatas das centrífugas - algo que já aconteceu antes -, isto ressalta o perigo da decisão do Irão de produzir urânio altamente enriquecido, disse o outro diplomata. A AIEA disse repetidamente que níveis de apenas 60% são tecnicamente indistinguíveis do nível necessário para uma arma nuclear. A maioria dos reactores de energia nuclear usa material enriquecido com 5% de pureza.
Um acordo nuclear entre o Irãop e as potências mundiais foi desfeito depois de o então presidente Donald Trump retirar os EUA em 2018 e restabelecer as sanções. Em resposta, as autoridades iranianas expandiram o programa nuclear do país. Teerão nega que esteja a tentar construir ogivas atómicas, mas teme-se que possa desenvolver a tecnologia para fazê-lo, o que impulsionou anos de diplomacia que levaram ao acordo com as potências mundiais.
Grossi chamou ao acordo atómico "concha vazia" no mês passado e disse que o Irão tem material nuclear suficiente para várias armas, caso tome a decisão política de seguir em frente.
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Fontes:
https://financialpost.com/pmn/business-pmn/iran-nuclear-inspectors-detect-uranium-enriched-to-84-purity
https://www.jihadwatch.org/2023/02/iran-international-nuclear-inspectors-alarmed-to-find-uranium-enriched-to-84-purity-now-in-talks?fbclid=IwAR3MmzUpResToztglo2WI0AQu3ZFdH3cMWOLWO6PjIVX_Hy0gZk5Wy-SQhg

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Israel vai ter de agir rapidamente, se quiser conservar alguma da pouca tranquilidade de que hoje usufrui... para que não haja mais um país muçulmano e apoiante declarado do terrorismo (Hezbollah) a adquirir armas nucleares.

terça-feira, fevereiro 21, 2023

FERÁLIA - CELEBRAÇÃO DOS ANCESTRAIS DA LATINIDADE


21 de Fevereiro é, no calendário romano, a data da celebração da Ferália, cerimónia pública destinada a honrar os Manes, os bons espíritos dos antepassados mortos que velam pelos vivos. É o culminar do período de honra aos Manes, período este iniciado com a Parentália (13 de Fevereiro). Oferecia-se comida nas tumbas dos ancestrais. 
Fazem-se oferendas de vinho, água, leite, mel, azeite e sal em peças de cerâmica colocadas em santuários localizados em encruzilhadas, decorados com flores. 
Ovídio descreve a propósito desta celebração o ritual que nesta ocasião uma idosa alcoolizada fazia oferendas a Tácita, Deusa silenciosa. 
Nesta data, último dia da Parentália, os templos de Roma abriam ao meio-dia. 
Há quem diga que este dia era consagrado a Júpiter no Seu aspecto de Jupiter Feretrius.

SUÉCIA - POLÍCIA PROÍBE MAIS QUEIMAS DE ALCORÕES...

Em pouco tempo, dois pedidos de queima do Alcorão foram negados. A polícia de Estocolmo, juntamente com a Säpo, concluiu que a queima do Alcorão é uma ameaça à sociedade sueca e aos interesses suecos.
“Como regra, em Estocolmo, não permitiremos a queima do Alcorão durante reuniões públicas”, disse o porta-voz da polícia Ola Österling.
Até agora, dois pedidos para queimar o Alcorão em local público de Estocolmo foram negados. Em ambos os casos, as recusas foram apeladas, o que é bem-vindo pela polícia.
“Queremos testar se o nosso raciocínio é legal”, disse Ola Österling à SVT Nyheter.
“Estamos cientes de que é uma restrição à liberdade de expressão. E para poder tomar decisões sobre restrições à liberdade de expressão, que é uma liberdade e um direito constitucionalmente protegido, é necessário que esteja previsto em lei.”
Embora a polícia acredite que a ameaça neste caso seja abstracta, ela sente que não é possível garantir a segurança.
“Poderia evocar, em parte no local, mas também no contexto sueco, uma ameaça aos interesses suecos e à sociedade sueca”, diz Ola Österling.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2023/02/sweden-abandons-the-freedom-of-expression-bans-quran-burnings?fbclid=IwAR1ir_9hL_FBptw2t_bW6OpHemHxveAKbl0ft26TkvtxXLk3ICEL6q5mRFk

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Mais uma vez, a intimidação muçulmana resulta contra a liberdade de expressão...

ANTROIDO, ENTRUDO, O CARNAVAL, CELEBRAÇÃO EUROPEIA

















Carnaval, celebração de raiz porventura arcaica, essencialmente semelhante à Saturnália, mas com traços de outras festividades pagãs, nomeadamente da Lupercália, aqui descrita há poucos dias, e da Bacanália, na qual, ao mesmo tempo em que o líquido de Baco descia as gargantas e subia às cabeças, se podia dizer e fazer toda a sorte de deboches.
O Carnaval é efectivamente um tempo de pura descontracção, em que se pode fazer, dizer e até ser» virtualmente tudo «o que se quiser» - com os limites que a sociedade actual impõe, relativizando sempre o sentido do total que algumas festas poderiam ter originalmente, pois que, numa época em que são sempre precisos polícias, médicos, enfermeiros, etc., não se pode esperar que todos estejam ao mesmo tempo envolvidos numa dada celebração, como bem notou Roger Caillois em «O Homem e o Sagrado».
No antigo calendário romano, Fevereiro era o último mês do ano, época de contacto com os mortos, de purificação da cidade - é daí que vem o nome Fevereiro, de Februus, Deus Subterrâneo dos Mortos e das Riquezas - tendo assim um ambiente similar ao do Halloween céltico (Samhain, na língua irlandesa), o qual é, para os Celtas, a passagem de um ano para outro.
Neste extremo ocidente europeu, o Entrudo está actualmente muito influenciado pela cultura brasileira, o que contribui para um empobrecimento da tradição carnavalesca nacional: um povo sem orgulho, acabrunhado, deixa-se colonizar também nisto, especialmente quando a ideia de que a versão carioca de tal festividade «é que é o Carnaval por excelência» parece estabelecida como um facto indiscutível, e «toda a gente» a considera melhor que todas as outras.
E tal colonização, verdadeiramente kitsch porque feita com base na diluição da identidade cultural nacional, passa por cima até do mais prosaico bom senso - chega a infringir as mais elementares regras da sensatez no que ao clima diz respeito. Cá, ainda é Inverno e, por conseguinte, a tradição de cá não consistia em mostrar descomunais coxas, tantas vezes invernalmente anafadas, trajadas com roupas que deixam as pobres moçoilas semi-nuas a gramar um frio ventoso pelas carnes adentro.
Parece-me a propósito disto pertinente observar a diferença radical entre o Carnaval brasileiro e os Carnavais europeus - por mais diferenças que se verifiquem entre estes últimos, há algo que os caracteriza em comum por oposição ao do Rio de Janeiro: trata-se, quanto a mim, da valorização do não manifesto, do oculto, do acto de esconder.
A festividade carnavalesca brasileira é típica do Verão - com efeito, realiza-se numa altura em que o hemisfério sul vive o pico da estação quente. Por conseguinte, a celebração pauta-se pela abertura, pela exuberância da extroversão absoluta.
As festividades carnavalescas europeias, pelo contrário, são festas típicas do Inverno - têm lugar numa época do ano em que o hemisfério norte vive ainda na estação fria. Em assim sendo, tais celebrações caracterizam-se pela ocultação, pela exuberância duma introversão virada do avesso, ou seja, exibida perante os olhos de todos - e é isso a máscara.
Tornou-se lugar-comum a noção de que os Brasileiros, e demais latino-americanos, são especialmente extrovertidos (traço eventualmente africano, também presente nos EUA), ao passo que a Europa tende para a introversão - e quanto mais geograficamente afastados de África, mais introvertidos são os Europeus, com a estranha excepção do caso português, que, situando-se territorialmente no sul do continente, pauta-se todavia por uma marcada introversão, visível desde logo na sua pronúncia, que se assemelha genericamente à do gélido leste europeu.
Ora o Carnaval é, por excelência, a festa da quebra das regras, da excepção - faz-se nesta altura o que não se pode fazer durante o resto do ano.
Não obstante, os Brasileiros têm nesta época, não um momento de excepção, mas sim de intensificação do que já são no resto do ano; quanto aos Europeus, dão-se ao festejo desbragado, não raras vezes debochado, mas a coberto de máscaras.


Introversão e cultura europeia versus extroversão sul-americana: enquanto no Rio de Janeiro anda tudo ao léu, como na praia, em Veneza, por exemplo, vive-se um momento feérico, gerado pelo encontro da bizarria das refinadas máscaras (cujo potencial erótico e bizarro foi particularmente explorado em «Eyes Wide Shut», ou «Olhos Bem Fechados», de Stanley Kubrick) com o nevoeiro, que, segundo parece, é na cidade dos Vénetos frequente.

Bom seria, digo eu, que o carnaval português, em vez de receber a influência brasileira, tivesse ficado mais parecido com o veneziano. É que Lisboa até tem a sua névoa e o seu ar melancólico, sóbrio, triste segundo alguns, mas que, visto de outro modo, pode esconder mistérios e riquezas insuspeitadas. Tal atmosfera não tem muito a ver com roupagens verde-e-amarelo e com desfiles à maneira rio-de-janeirista, mas combina perfeitamente com o cenário construído pela máscara veneziana. Em Portugal, nos saudosos anos setenta e princípios dos anos oitenta, antes da maciça influência brasileira, as pessoas mascaravam-se a rigor (e tinham ainda menos dinheiro do que têm hoje), encarnando certas e determinadas personagens da realidade ou da fantasia; e eram incontáveis os que, mesmo não usando uniformes, acabavam todavia por ajustar a sua caraça de modo a bem esconder as respectivas ventas.