quarta-feira, maio 06, 2015

DEMOCRACIA/RACIALISMO VS ARISTOCRACIA/EUGENISMO - ATENAS VS ESPARTA

«(...) a ideologia ateniense fomentava o racismo extrínseco ao enfatizar que apenas os atenienses com o devido nascimento e ancestralidade eram dignos de partilhar a cidadania democrática e os seus privilégios. Era suposto os cidadãos herdarem o amor e a lealdade à polis [Estado], a devoção aos seus Deuses, e um compromisso para com a sua distinta forma de governo democrático. (...)
As crenças no hereditário associadas com a ideologia aristocrática são baseadas naquilo que o indivíduo supostamente herda do fundador original da sua família. Por outras palavras, os aristocratas gregos não estavam unidos pela crença de que partilhavam uma herança comum. Similarmente, as práticas espartanas, embora implicassem várias crenças no hereditário, eram todavia orientadas para a herança individual. Ao unirem os melhores com os melhores, os Espartanos procuravam produzir indivíduos Espartanos com os melhores dons genéticos que fosse possível, ou seja, as práticas reprodutivas espartanas são eugénicas em vez de raciais. Por contraste, o discurso cívico ateniense expressa frequentemente a concepção de herança colectiva. Por exemplo, a oratória funerária ateniense não apenas reavalia o anteriormente aristocrático conceito de eugenia mas também o colectiviza, transferindo o benefício da eugenia da ancestralidade autóctone para a propriedade do grupo de cidadãos em vez da dos indivíduos aristocratas. Para citar um exemplo, Hipérides explicitamente configura o carácter de autóctone como fonte de herança colectiva:

"Deverei traçar a ascendência (genos) de cada um [dos defuntos]? Fazê-lo seria, penso eu, fútil. Seguramente, quando se elogia certos homens que, embora tenham origem em diversos locais, se reuniram para viver numa só polis, cada um contribuindo com o seu sangue (genos), é preciso traçar a genealogia separada de cada um. Mas ao fazer discursos a respeito dos homens atenienses, autóctones e partilhando uma linhagem de inultrapassável nobreza, penso que enaltecer a ascendência a nível individual é desnecessário."

Fonte: 

«Race and Citizen Identity in the Classical Athenian Democracy», de Susan Lape, página 33 e seguintes,

https://books.google.pt/books?id=ruS5-uu7k4cC&pg=PA35&lpg=PA35&dq=SPARTA+ATHENS+RACE+RACIAL&source=bl&ots=WVgnRIvNy1&sig=32ksbsVIHh8ILQPrVvqG2JYR1f8&hl=pt-PT&sa=X&ei=MgJDVfeCA4z9UPy6gcAE&ved=0CFoQ6AEwBw#v=onepage&q=SPARTA%20ATHENS%20RACE%20RACIAL&f=false

* * *

Eis pois o contraste entre uma ideologia aristocrática e uma ideologia democrática - em termos de linguagem contemporânea, a aristocrática é «nietzschiana», e até «fascista», anti-democrática; a democrática é mais propriamente racial e, por conseguinte, muito mais coerente com o ideário racialista e nacionalista de que o Ocidente precisa para salvaguardar a sua identidade. Esta é mais uma achega para evidenciar como a Democracia é, na sua essência, uma aliada natural do Nacionalismo, do Etnicismo, do Racialismo, enfim, de tudo quanto seja ideário identitário, cuja quinta-essência é a discriminação étnica/racial com vista à salvaguarda de uma determinada estirpe. 



18 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Generais alemães: experiência mostra que é melhor manter amizade com a Rússia

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150506/947447.html#ixzz3ZS5cwX10

7 de maio de 2015 às 12:40:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Dezenas de generais e altos oficiais do exército da antiga Alemanha Oriental assinaram uma carta aberta condenando a política do Ocidente em relação à Rússia. O texto, intitulado de "Soldados pela paz", foi publicado no site do jornal Junge Welt.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150506/947447.html#ixzz3ZS5rRs1S

7 de maio de 2015 às 12:41:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

"A reorganização do mundo sob a liderança dos EUA e seus aliados levou a guerras na Iugoslávia e no Afeganistão, no Iraque, Sudão e Iêmen, na Líbia e na Somália" – a diz a carta.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150506/947447.html#ixzz3ZS5zmlYl

7 de maio de 2015 às 12:42:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

destacam que a estratégia dos EUA está voltada para "a eliminação da Rússia como um concorrente e o enfraquecimento da União Europeia". Na sua opinião, a tentativa de transformar a Ucrânia em um país-membro da UE e da OTAN mostra a intenção de criar um "cordão sanitário desde o Báltico até o mar Negro, com o objetivo de isolar a Rússia do resto da Europa", tornando impossível uma aliança entre Rússia e Alemanha.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150506/947447.html#ixzz3ZS6EvUlC

7 de maio de 2015 às 12:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Os militares que assinaram a carta apontam também para uma "campanha midiática sem precedentes", uma "histeria militar e a russofobia". Nas suas palavras, tudo isso se contrapõe àquele papel diplomático que a Alemanha poderia vir a desempenhar, levando em conta a sua "posição geopolítica, experiência histórica e os interesses objetivos do seu povo".

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150506/947447.html#ixzz3ZS6NgYR2

7 de maio de 2015 às 12:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

"Não precisamos de uma campanha militar contra a Rússia, mas de uma compreensão mútua e uma coexistência pacífica. Não precisamos da dependência militar dos EUA, mas da própria responsabilidade perante o mundo" — diz a carta

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150506/947447.html#ixzz3ZS6lK2VJ

7 de maio de 2015 às 12:45:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

"A experiência mostra que é melhor manter amizade com os russos, do que lutar contra eles" – disse Hoffmann.
Nas suas palavras, muitos dos que assinaram a carta aberta vivenciaram a Segunda Guerra Mundial.


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150506/947447.html#ixzz3ZS6vGqEp

7 de maio de 2015 às 12:45:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

No mundo anglosaxónico todos esses elementos, democracia, racialismo, aristocracia e eugenismo, coexistiram lado a lado. E, para mim, todos são importantes.

7 de maio de 2015 às 15:50:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

caturo,o título está correto,mas estes princípios estão ameaçados por uma elite composta de gente degenerada que com o multiculturalismo,que nunca deu certo em lugar nenhum,colocar a Europa em uma situação parecida com a do Brasil de hoje,um continente onde vivem milhares de pessoas sem identidade,até certo ponto degeneradas física e mentalmente,e uma situação de guerra civil não declarada que em 4 anos já matou 200 mil pessoas,o multiculturalismo,este mal que assola os EUA,Brasil,africa do sul ameaça a Europa,que se não fazer nada estará fadada a ser um continente composto de maioria alógenos,incivilizados e animais muçulmanos e negros a exemplo dos já decadentes Estados multiculturais.

7 de maio de 2015 às 17:35:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Novo passatempo dos afro-"americanos": pisar a bandeira americana:

http://www.vdare.com/posts/the-new-online-challenge-for-blacks-stomp-on-the-american-flag

7 de maio de 2015 às 21:59:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Os ministros das Relações Exteriores de oito países do norte da Europa pretendem fomentar mídia independente russófona para se opor contra a alegada “propaganda russa”.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150507/955099.html#ixzz3ZUPp5qrB

7 de maio de 2015 às 22:14:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Os arquitetos da política norte-americana para a Rússia e a Ucrânia estão destruindo a segurança dos EUA, e qualquer pessoa que não sofre de "russofobia" é capaz de enxergá-lo, diz o historiador e docente da Universidade de Princeton, Stephen Cohen

Leia mais: http://br.sputniknews.com/opiniao/20150504/929162.html#ixzz3ZURAQse7

7 de maio de 2015 às 22:18:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

" Ao unirem os melhores com os melhores, os Espartanos procuravam produzir indivíduos Espartanos com os melhores dons genéticos que fosse possível, ou seja, as práticas reprodutivas espartanas são eugénicas em vez de raciais."


Não, as práticas espartanas eram eugénicas E raciais. Os cruzamentos eram feitos dentro do colectivo, não havia nada de "individual" nessas práticas. A oposição que se está a tentar fazer entre racialismo e eugenia é uma falsa oposição: a eugenia sempre esteve enquadrada dentro de um contexto racialista/etnicista.

8 de maio de 2015 às 10:27:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Não é bem oposição, é sobreposição. De facto a eugenia espartana tinha lugar num contexto em que nem se aceitava a presença de estrangeiros, por motivos declaradamente ideológicos e militares, ou seja, para evitar a introdução de ideias nocivas no país e para impedir que estrangeiros revelassem nas suas terras de origem elementos importantes da defesa militar espartana. Sucede que no seu sentido essencial, formal, tem um significado individual, ao passo que no contexto ateniense se define melhor em termos de diferenciação para com o colectivo não nacional. Quer isto dizer que o ideal espartano pode ser, literalmente (e sem contemplações pelo contexto), adaptado por fascistas nietzschianos, hierarquizantes mas tendencialmente indiferentes ao princípio da raça nacional, ao passo que o exemplo ateniense neste aspecto conduz a um conceito de Povo-Raça unida como um todo diante dos alógenos.

8 de maio de 2015 às 19:12:00 WEST  
Blogger Afonso de Portugal said...

«Quer isto dizer que o ideal espartano pode ser, literalmente (e sem contemplações pelo contexto), adaptado por fascistas nietzschianos, hierarquizantes mas tendencialmente indiferentes ao princípio da raça nacional, ao passo que o exemplo ateniense neste aspecto conduz a um conceito de Povo-Raça unida como um todo diante dos alógenos.»

Exacto. Não é por acaso que, não obstante o facto de Esparta se ter imposto militarmente a Atenas nas décadas que se seguiram às Guerras Médicas, foi Atenas que acabou por prevalecer nos séculos seguintes, com Esparta a desaparecer a seguir à conquista romana.

A história nunca falha: os povos que aderem a esse conceito de Povo-Raça sobrevivem geralmente durante mais tempo –muito mais tempo!- do que os povos desenraizados ou menos conscientes da sua identidade racial como povo, a menos que enfrentem uma potência militar muito superior. Já aqueles que abdicam da sua identidade tendem a ser derrotados com relativa facilidade, até mesmo por civilizações inferiores.

É por isso que, por exemplo, quando me dizem que "a Eurábia é uma teoria da conspiração sem pés nem cabeça" e que "os muçulmanos não têm qualquer hipótese conquistar o Ocidente", eu fico francamente preocupado... as taxas de natalidade a vontade expansionista deles colide frontalmente com a indiferença altiva de demasiados ocidentais.

8 de maio de 2015 às 20:15:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

"adaptado por fascistas nietzschianos, hierarquizantes mas tendencialmente indiferentes ao princípio da raça nacional"


Existe, ou existiu, algum movimento político ou, pelo menos, algum intelectual ou político de destaque que se encaixe, ou encaixou, nessa definição? Se sim, quem?

8 de maio de 2015 às 21:40:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Não, que me lembre. Falo de uma certa tendência que há nas fileiras da Extrema-Direita para exaltar o pensamento nietzschiano e o princípio da supremacia do mais forte, sem se perceber que diversas vezes o mais forte não é «nosso», mas sim alógeno.

9 de maio de 2015 às 23:20:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«É por isso que, por exemplo, quando me dizem que "a Eurábia é uma teoria da conspiração sem pés nem cabeça" e que "os muçulmanos não têm qualquer hipótese conquistar o Ocidente", eu fico francamente preocupado... as taxas de natalidade a vontade expansionista deles colide frontalmente com a indiferença altiva de demasiados ocidentais.»

Ainda que fosse paranóia - que não é, os números e a lógica estão à vista de quem os quiser analisar - o que de facto interessa salientar é que o está em causa é demasiado valioso para que a sua salvaguarda possa ser negligenciada.

9 de maio de 2015 às 23:21:00 WEST  

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