quarta-feira, abril 25, 2018

AMANHÃ - DIA DA PRODUÇÃO NACIONAL


VINTE E CINCO DE ABRIL SEMPRE


Independentemente do que possa ter havido de mau a partir da revolução de Abril de 1974, eventualmente decorrente, pelo menos nalguns aspectos, da desordem geral que usualmente se segue às revoluções, e da crise e sujeição em que o País se encontra neste momento, sucedendo de resto o mesmo com outros países europeus que não tiveram nenhum 25 de Abril... independentemente de tudo isto, dizia, não podem negar-se duas belas consequências deste golpe de Estado - primeiro, a Liberdade, um dos valores cardeais do Ocidente, divinizada já na Antiguidade, a Liberdade e a sua concretização política, a Democracia, embora severamente falseada, como whiskey marado, dada a proibição, de resto generalizada no mundo ocidental, do «racismo» político, isto é, a tudo o que a elite reinante queira chamar «racismo»; segundo, o facto de, pelo menos oficialmente, Portugal ter deixado de ser uma pátria multicontinental e voltado a ser o que sempre foi enquanto nação - um país inteiramente europeu. E isto independentemente de a elite reinante tentar, por via da promoção da lusofonia, recuperar em parte essa multi-continentalidade, que, de resto, é ainda hoje excepcionalmente cara à «Direita» conservadora, incluindo a salazarista... 

Só por estes dois ganhos, ainda que em segunda mão, a saber, o da Liberdade e o da re-europeização, já valeu a pena o 25 de Abril.

Quanto à corrupção e ao fosso sócio-económico reinantes na actualidade, ambos os flagelos devem-se não à Democracia mas sim a um défice da mesma - não acontecem por causa da Democracia mas sim contra a Democracia, porque a democracia portuguesa é, ainda, insuficientemente democrática. Números e estatísticas, factos apurados, indicam, efectivamente, que quanto mais democráticos são os países menor é a sua corrupção e desnível social, como já aqui foi demonstrado, de resto.

Não é demais reforçar a limitação relativa e não intencionalmente ideológica (digo eu) mas nem por isso menos real que o 25 de Abril impôs à multirracialização que o Estado Novo preconizava. Interessa lembrar que ironicamente um dos obreiros desta desafricanização prática foi um dos vultos do maior partido da Esquerda, Almeida Santos:

E viva o 25 de Abril...

PETIÇÃO CONTRA O TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS POR VIA MARÍTIMA DE PORTUGAL PARA FORA DA UE

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República 
Exmas/os. Senhoras/es Deputadas/os da Assembleia da República 
Excelências, 
Desde 2015 que Portugal tem apostado na exportação de animais vivos (nomeadamente aves, caprinos, ovinos e bovinos) por via marítima para países do Médio Oriente e Norte de África. Só em 2016, foram exportados para Israel 60000 ovinos e bovinos que se destinam à engorda e ao abate kosher e halal. 
O transporte é responsável tanto por stress físico (cansando os animais, submetendo-os a temperaturas não adequadas e expondo-os ao risco de traumatismos), como por stress emocional (na manipulação, contenção e condução dos animais, sujeitando-os a ambientes desconhecidos). O transporte é reconhecidamente um problema grave de bem-estar animal e estes animais enfrentam em média 2 dias de transporte rodoviário e no mínimo 6 dias de transporte marítimo. 
Vários têm sido os registos que atestam a falta de condições em que estes animais são transportados durante viagens de longo curso, em regime de sobrelotação, que resvalam para problemas vários de salubridade, desidratação, severa perda de peso, enfraquecimento, doenças, lesões e até morte. Estes animais são seres sencientes, dotados de complexas capacidades cognitivas, capazes de estabelecer vínculos emocionais profundos entre si e de experienciarem sofrimento. Inclusivamente, o reconhecimento destas capacidades levou a que fosse recentemente estabelecido um estatuto jurídico próprio para os animais (Lei nº 8/2017 de 3 de Março). 
O próprio Tratado de Funcionamento da União Europeia prevê que, na definição e aplicação das políticas da União nos domínios da agricultura e dos transportes, a União e os Estados-Membros terão plenamente em conta as exigências em matéria de bem-estar dos animais, enquanto seres sensíveis. Acontece que ao chegarem aos países de destino os animais não estão protegidos pelas disposições legais de bem-estar animal vigentes na União Europeia, permitindo que lhes possam ser infligidos níveis de sofrimento muito superiores aos previstos pelas normas comunitárias. 
Mesmo durante a viagem, realizada ao abrigo da legislação europeia, têm-se verificado incumprimentos graves como o pontapear e bater nos animais, suspensão dos animais por meios mecânicos, utilização de aguilhões ou outros instrumentos pontiagudos e manuseamento violento, provocando-lhes dor ou sofrimento desnecessários.
A indústria agro-pecuária tem um grande impacto ambiental que, neste caso, afectará particularmente os ecossistemas portugueses. 
Ao aumentar a produção animal em território nacional, os cidadãos portugueses ficam mais expostos a zoonoses, o que constitui um risco a nível de saúde pública. 
Assim, o transporte de animais vivos por via marítima para fora do espaço europeu não representa uma “tábua de salvação” para a economia nacional, mas antes um investimento com elevados custos para todos (humanos e não-humanos), no presente e no futuro. 
Alicerçado no supracitado, os abaixo-assinados vêm por este meio pedir à Assembleia da República que legisle no sentido de 
Abolir o transporte de animais vivos por via marítima desde Portugal para países fora da União Europeia 
Acreditando que V. Exas. atentarão à vontade expressa dos cidadãos que subscrevem esta petição, despedimo-nos, 
Muito respeitosamente.

Para assinar, aceder a esta página: http://peticaopublica.com/?pi=PT84973

CANGURUS MORTOS À PEDRADA EM JARDIM ZOOLÓGICO CHINÊS

Um canguru morreu apedrejado num jardim zoológico no sudeste da China e outro ficou ferido depois de, em ocasiões separadas, vários visitantes atirarem pedras e tijolos aos animais na expectativa de vê-los pular. A situação escapou ao controle, e um dos animais sofreu uma hemorragia renal fatal. Depois dos incidentes, os donos do zoológico querem instalar câmaras de segurança para evitar agressões aos bichos.
É habitual que os visitantes dos zoológicos tentem provocar os marsupiais para que saltem, segundo informa a agência AFP. As vítimas, que habitavam o zoológico de Fuzhou, na província de Fuijian, foram uma canguru fêmea de 12 anos e um canguru macho de 5. Apenas uma cerca de madeira de um metro de altura separa os visitantes dos marsupiais.
O primeiro caso com consequências graves ocorreu em 28 de Fevereiro, quando várias pessoas apedrejaram uma fêmea de canguru, causando-lhe feridas graves numa pata. O animal morreu no dia seguinte, devido à hemorragia renal provocada pelas pedradas. Algumas semanas mais tarde, um marsupial macho de cinco anos ficou levemente ferido de maneira semelhante.
Os funcionários do zoológico fazem com que haja actualmente menos cangurus na área de exibição ao público, segundo relatos na imprensa chinesa. Os espécimes, de acordo com fontes do local, costumam ficar mais activos entre 8h e 10h, e entre 15h e 17h. Depois alimentam-se e deitam-se debaixo de uma árvore. Os turistas, segundo as normas do zoológico, deveriam respeitá-los.
Não é a primeira vez que algum animal fica doente no zoológico por culpa dos visitantes. Os ursos e os macacos costumam ter problemas intestinais porque muitos turistas os alimentam com comida inadequada, como bolos ou pão.
Além disso, em outros zoos do país as cenas de maus tratos também são habituais. Em Junho de 2017, por exemplo, vários accionistas de um zoológico, em disputa com a administração do parque, lançaram um burro vivo a um lago para que tigres o devorassem. Vários visitantes viram a cena e a compartilharam em vídeo nas redes sociais.
*
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/20/internacional/1524215499_545678.html?%3Fid_externo_rsoc=FB_BR_CM

* * *

Animais expostos ao total controlo de outros animais facilmente são vitimados. Expor animais para satisfação dos humanos como se de objectos se tratassem facilmente contribui para os objectificar, por assim dizer. É o que acontece sobretudo fora do âmbito da civilização ocidental, ou por outra, tendencialmente acontece tanto mais vezes quanto mais se estiver longe da alçada da influência civilizacional europeia, que é a influência que por princípio defende os vulneráveis e os frágeis. Quando se mete dinheiro pelo meio então, aí a coisa piora frequentemente, como no artigo se pode ler no que respeita ao que os accionistas de um jardim zoológico fizeram a um animal. 

terça-feira, abril 24, 2018

NO DIA MUNDIAL CONTRA A EXPERIMENTAÇÃO COM ANIMAIS DE LABORATÓRIO, NOTÍCIAS DO PROGRESSO CONTRA TAL PRÁTICA

A exploração animal é uma realidade bastante presente no nosso quotidiano, que por vezes é praticada por desconhecimento. É no sentido de alertar para esta realidade que a Associação Vegetariana Portuguesa (AVP) trabalha diariamente.
“Além da alimentação, promovemos o veganismo enquanto estilo de vida, que cobre também a área do vestuário e calçado, o boicote a espectáculos que utilizam animais, a farmacêutica e cosmética e, em geral, o boicote de produtos ou serviços em que exista exploração animal para fins económicos”, começa por explicar Nuno Alvim, presidente desta associação, ao Lifestyle ao Minuto. 
Ainda que a associação admita focar-se mais na alimentação, “por representar mais de 99% da exploração animal”, não o responsável não descarta a possibilidade de desenvolver campanhas referentes à cosmética testada em animais.
Sobre esta realidade, Nuno Alvim tem uma opinião positiva acerca da alteração de medidas que tenham em vista os direitos dos animais já que, uma marca que se queira assumir como 'cruelty free' não vê obstáculos legais, “até porque os testes de cosméticos em animais estão proibidos na Europa. "Por isso, o trabalho passa por uma “maior pesquisa e cuidado na escolha dos ingredientes e seus fornecedores” um aspecto que está também cada vez mais facilitado já que “a oferta no mercado é cada vez maior”.
Também por parte do consumidor – que já encontra opções vegan e 'cruelty free' a preços acessíveis – deve haver este cuidado e pesquisa antes de adquirir certo produto. Contudo, explica Nuno Alvim que “quem tem preocupações com o bem-estar animal pode, por vezes, ter dificuldade em identificar um produto como 'cruelty free', porque a rotulagem nem sempre é clara e de fácil interpretação”. Este é pois um dos argumentos que desencorajam a procura por estes produtos.
A par desta difícil identificação, a pouca procura por produtos que não testem em animais surge também, segundo a AVP, do desconhecimento da realidade dos testes em animais, “outros, não conseguem sentir empatia pelos animais alvo de testes laboratoriais ou que são usados para a produção de ingredientes”.
Apesar destes pequenos impasses, as medidas para que mais pessoas optem por produtos livres de testes em animais estão a ser tomadas, não só na área da cosmética e beleza mas outras. “Os animais são usados não só em testes científicos para fins medicinais, mas também na área da farmacêutica, assim como na da investigação”.
Sobre estes casos, a AVP admite ter noção de que esta é uma prática comum a instituições e academias como o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária e aponta que a solução poderá passar por uma mudança de atitude por parte dos alunos que aleguem “objecção de consciência prevista na Constituição Portuguesa e assim recusar participar em práticas que envolvam testar em animais”. Tal medida é pois aconselhada e possível, sendo que existe actualmente procura e investimento para métodos alternativos à experimentação animal, uma procura que se justifica principalmente “pela baixa fiabilidade que trazem os testes em animais”, aponta Nuno Alvim.
Os factos apresentados pela associação mostram um cenário alternativo ao uso de animais de laboratório que passa por órgãos humanos artificiais, estudos epidemiológicos, modelos matemáticos e computacionais de previsão, por exemplo. Tais opções são, no entanto, pouco exploradas pela “pressão que a indústria de produção de animais para laboratórios exerce para que esta actividade prospere, permitindo a continuidade também do seu negócio.
Ainda assim, e como referido anteriormente, as previsões acerca desta realidade são positivas e tendem a assemelhar-se aos dados relativos à prática de uma alimentação vegetariana que aumentou 400% nos últimos dez anos.
“Sabemos, com base no Eurobarómetro de 2015, que cerca de 59% dos consumidores europeus estão dispostos a pagar mais por um produto que não tenha sido testado em animais ou que tenha em consideração o bem-estar animal. A nível europeu, é o único indicador de que dispomos” avança a AVP, que promete estar atenta às medidas alternativas e constante tentativa de se apoiar todos os que têm preocupações com o bem-estar animal.
*
Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/998665/ha-quem-nao-sinta-empatia-por-animais-alvo-de-testes-em-laboratorio

* * *

A consciência do europeu comum progride a olhos vistos - o maior obstáculo visível à dignificação e protecção dos mais vulneráveis é, mais uma vez, a lógica do capitalismo e sua subsequente lógica de hierarquização e opressão.

TRÊS CAÇADORES DETIDOS POR CAÇA ILEGAL AO JAVALI

A GNR anunciou este domingo a detenção de três homens por prática de caça a javalis por meios ilegais, em Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira, distrito de Beja.
Em comunicado, o Comando Territorial de Beja da GNR refere que a detenção dos três homens, com idades entre os 44 e 59 anos, foi efectuada durante uma operação de fiscalização, em que foram detectados a caçar javalis durante o período nocturno, utilizando uma mira de visão nocturna.
Na operação, realizada no sábado com o apoio do Destacamento de Intervenção de Beja, a guarda apreendeu três carabinas, 45 munições, cinco carregadores, uma mira de visão nocturna, uma mira telescópica e três armas brancas.
Os três suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência (TIR).
*
Fonte: https://observador.pt/2018/04/22/tres-cacadores-detidos-em-milfontes-por-caca-ilegal-ao-javali/

* * *

Mais um bom sinal dos tempos, de pequenita mas já notória evolução cultural. Se a tendência continuar - e não for interrompida por nenhum influxo civilizacional estranho ao Ocidente - pode ser que daqui a umas décadas toda a caça seja já proibida...

MULTINACIONAL FRANCO-SUÍÇA APOIOU CALIFADO E SERVIÇOS SECRETOS FRANCESES SABIAM DISSO

Esta foi a capa de todos os jornais franceses hoje de manhã: os serviços secretos franceses estavam cientes desde o início de que a multinacional franco-suíça LafargeHolcim enviava dinheiro a terroristas do Daesh (auto-denominado Estado Islâmico) em troca da continuidade das suas operações empresariais no norte da Síria.
O esquema entre a empresa e os terroristas começou a ser revelado em Junho de 2016 pelo jornal Le Monde e perdurou entre 2012 e 2014. De acordo com a acusação, a LafargeHolcim possuía uma fábrica de cimento no campo de Jalabiya, norte da Síria. Já activo na área, o Daesh exigia que os funcionários exibissem um papel carimbado pelos terroristas autorizando-os a entrar na fábrica.
Um ex-comandante da marinha francesa, Jean-Claude Veillard, disse em interrogatório porém que os serviços secretos franceses sabiam da estratégia de negociação entre a empresa e o Daesh. Segundo Veillard, foram pagos mais de US$5 milhões para garantir as actividades do complexo e das estradas controladas pelo Daesh e pela Frente Nusra. As informações e nomes dos contactos na Síria teriam transmitidos à Direcção-Geral de Segurança Externa da França (DGSE), o serviço secreto do país.
Veillard diz ainda que descobriu a natureza dos financiamentos no verão de 2014, mas que desde Outubro de 2013, um relatório do comité de segurança da LafargeHolcim anunciava de forma animadora "negociações com os grupos armados ISIL (Daesh) e Frente Nusra para permitir a retomada das actividades da cimenteira", de acordo com a Rádio França Internacional.
Ainda não está claro se a Presidência, na época ocupada pelo socialista François Hollande, foi notificada sobre as negociações em andamento com os terroristas. A fábrica da LafargeHolcim encerrou as actividades no final de 2014.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2018042411067199-servico-secreto-frances-lafarge-holcim-terroristas/

* * *

Mais uma vez, os interesses do grande capital a colaborar com o que é mais nocivo ao Ocidente. Eventualmente trata-se, neste caso, de apenas uma das pontitas do iceberg.

MAIOR CONSULADO NORTE-AMERICANO SERÁ CONSTRUÍDO NO CURDISTÃO IRAQUIANO

O embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Douglas Silliman, e o primeiro-ministro curdo, Nechirvan Barzani, comandaram a cerimónia de abertura do maior consulado dos EUA em Erbil, capital do Curdistão iraquiano.
Até agora, os Estados Unidos alugavam prédios de moradores locais e donos de empresas no distrito de Ainkawa em Erbil para abrigar o seu consulado, que abriu em Fevereiro de 2007 e ganhou o estatuto de consulado geral em 2011, de acordo com a agência de notícias Rudaw.
"O novo prédio do consulado demonstra que os Estados Unidos ficarão ao lado do Povo da região do Curdistão iraquiano, enquanto constroem um futuro que será mais brilhante do que o passado", disse Silliman na cerimónia, citada pelos média.
O embaixador também pediu o fortalecimento das relações comerciais entre os EUA e os curdos. Barzani, por sua vez, agradeceu a Silliman e felicitou-o pela decisão de iniciar a construção: "Vemos isto como um passo significativo e valioso e esperamos que seja concluído com sucesso no seu tempo", disse ele.
Barzani também enfatizou que o desenvolvimento das relações entre os Estados Unidos e a região do Curdistão está "no âmbito das relações diplomáticas que mantém com o governo federal iraquiano".
O custo estimado do novo edifício consular dos EUA é de US $ 600 milhões. Será construído em 200.000 metros quadrados na rodovia Erbil-Shaqlawa.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/2018042311060302-eua-consulado-curdistao-iraque/

* * *

Mais um bom sinal da (nova) política ianque na zona, que eventualmente pode ser contrariado por uma nova ausência de apoio quando os Curdos mais precisam, como aconteceu recentemente nas áreas curdas atacadas pela Turquia... Os Curdos que contavam com o apoio norte-americano - e israelita - como por exemplo este https://br.sputniknews.com/opiniao/201709289463726-guerra-turquia-curdistao-irao-conflito/ bem ficaram a arder... Pode ser, todavia, que haja uma crescente vontade norte-americana de apoiar o Curdistão, pontualmente contrariada aqui e ali por forças internas contrárias ou por outros interesses, nomeadamente os de não hostilizar de forma demasiado directa o Turcalhame que agora pisca o olho à Rússia, enfim...

CRIANÇA SÍRIA ALEGADAMENTE USADA EM IMAGEM GRAVADA PARA ENGANAR A COMUNICAÇÃO SOCIAL A RESPEITO DO ATAQUE GOVERNAMENTAL SÍRIO EM DOUMA

O menino Mustafa, de 10 anos, mora na cidade síria de Douma em Ghouta Oriental. Mustafa demorou muito para tomar coragem e começar a falar com os jornalistas da Sputnik, já que os radicais do grupo Jaysh al-Islam diziam que as pessoas que moram no território controlado pelo exército sírio odeiam crianças e querem matá-las.
O menino tinha medo de participar na gravação do vídeo, mas os jornalistas da Sputnik Árabe conseguiram tirar várias fotos dele. Com o tempo, Mustafa deixou de ter medo e contou que gostava de estudar, mas a sua escola estava destruída.
Depois perguntou: "Caso eu diga o que fizemos aqui, vocês não vão me matar?" O menino contou que os radicais do Jaysh al-Islam prometeram dar às crianças tâmaras doces, caso cumprissem suas ordens: "As crianças foram ajuntadas perto do hospital e disseram-nos que receberíamos biscoitos e sacos com batatas se fizéssemos tudo certo. Algumas pessoas trouxeram sacos grandes, mas não entendemos o que havia dentro deles. Começaram a regar-nos com água da torneira. Depois os adultos correram ao edifício do hospital levando as crianças. Ali tiraram-nos fotos. Depois distribuíram a comida prometida e disseram que podíamos brincar porque nos comportámos bem e obedecemos", contou.
Mustafa explicou: "Geralmente não permitiam que fôssemos a escolas e brincássemos. Devíamos trabalhar. Caso eles vissem alguma das crianças a brincar, gritavam com ela e mandavam-na para casa."
Anteriormente, os países ocidentais acusaram Damasco de ter realizado um ataque químico contra a cidade de Douma. As autoridades sírias vêm desmentindo essas informações, qualificando-as como falsas. Por sua vez, a Rússia afirmou que as falsificações tinham como objectivo justificar os ataques contra a Síria.
Na madrugada do dia 14 de Abril, as forças dos EUA, Reino Unido e da França lançaram ataques com mísseis contra várias instalações sírias que, na sua opinião, foram utilizadas para produzir armas químicas. As autoridades sírias frisaram repetidamente que todo o arsenal químico do país foi retirado sob controle da Organização para a Proibição de Armas Químicas.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018042111044124-arma-quimica-siria-ataque-douma-ghouta-oriental-encenacao-foto/

* * *

Será aldrabice da Sputnik ou o facto de nada disto ser referido nos média ocidentais constitui mais uma escandalosa desonestidade me(r)diática ocidental? Fica por apurar, até ver...

ISLAMISTA «ALEMÃO» ACUSADO DE PARTICIPAR NO ATENTADO TERRORISTA DE 11 DE SETEMBRO EM NOVA IORQUE ENTREGUE POR CURDOS AOS EUA

Um extremista alemão de origem síria acusado de participação no planeamento dos ataques de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos foi capturado por forças curdas na Síria, segundo informou à AFP um comandante local.
"Mohammed Haydar Zammar foi capturado por forças de segurança curdas no norte da Síria, e seu interrogatório está em curso", disse a fonte à agência nesta Mércores, sem fornecer detalhes do caso.
Zammar é acusado de recrutar os responsáveis pela execução dos atentados em Nova York e Washington. Ele havia sido detido no Marrocos em Dezembro de 2001, numa operação envolvendo agentes da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), mas foi entregue às autoridades sírias logo depois.
Na Alemanha, onde era procurado por ajudar uma organização terrorista, alguns parlamentares acusaram o seu governo de não fazer o suficiente para proteger um cidadão alemão sob risco de tortura e julgamento injusto, explicou a AFP. Ainda de acordo com a agência, ele teria conquistado a liberdade durante a ofensiva de grupos jihadistas contra vários territórios sírios no decorrer da guerra civil que atinge o país árabe.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018041811024300-terrorista-alemao-torres-gemeas/

* * *

É um emblemático episódio de boa cooperação entre curdos e ocidentais contra a violência islamista; a confirmar-se a culpa do detido, é também um emblemático episódio sobre o resultado da «integração» de alógenos islamistas na Europa - parlamentares de um país europeu a defenderem um muçulmano inimigo mortal do Ocidente.

segunda-feira, abril 23, 2018

A RESPEITO DO DIA MUNDIAL DO LIVRO, CLÁSSICO SUPORTE DA LEITURA

«Até a leitura comporta uma função mitológica - não somente porque ela substitui a narração dos mitos nas sociedades arcaicas e a literatura oral, viva ainda nas comunidades rurais da Europa, mas sobretudo porque, graças à leitura, o homem moderno consegue obter uma "saída do tempo" comparável à efectuada pelos mitos. Quer se "mate" o tempo com um romance policial, ou se penetre num universo temporal alheio, aquele que qualquer romance representa, a leitura projecta o moderno fora do seu tempo pessoal e integra-o noutros ritmos, fá-lo viver numa outra "história".»

«O Sagrado e o Profano - A Essência das Religiões», pág. 214, da autoria de Mircea Eliade em 1959.


Por cima, ou ao lado, da avalanche tecnológica por meio da Internet e das variações diversas dos telemóveis e afins, o livro continua a constituir um suporte acessível e barato para a superação da condição material concreta como eco do caminho para a transcendência.

ATROPELAMENTO EM TORONTO FEZ JÁ NOVE MORTES

Uma “terrível tragédia”. É assim que o presidente de Toronto, John Tory, descreve o atropelamento que aconteceu esta Lues na cidade canadiana. O ministro da Administração Interna, Ralph Goodale, revelou que se trata de um “incidente muito grave“. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, lamenta o “terrível incidente“. Ainda não se conhecem os motivos mas também ainda não foi afastada a hipótese de terrorismo.
Uma carrinha atropelou várias pessoas perto da baixa de Toronto e só parou depois de percorridos sensivelmente dois quilómetros. O atropelamento aconteceu numa zona onde um grupo de sete ministros dos Negócios Estrangeiros estava reunido. Pelo menos, nove pessoas morreram e 16 ficaram feridas. O suspeito foi detido. Não se conhece, para já, a sua identidade. Terá alugado a carrinha para atropelar vários pedestres. Vários vídeos e imagens foram entretanto divulgados.
*
Fonte: https://observador.pt/2018/04/23/veja-as-imagens-do-terrivel-incidente-de-toronto/   -   Página com imagens.

* * *

É de registar o que disse o anterior comissário da polícia de Nova Iorque, Bill Bratton - que as suas fontes no Canadá dizem que o condutor da carrinha era conhecido pela polícia e consideram que de um ataque terrorista se trata.

Será mais um «maluquinho» daqueles que rezam de para o ar virados para Meca?... Quando será o nome do fulano revelado?...

NO PAÍS IRMÃO - JUSTIÇA AUTORIZA FIM DAS TOURADAS NA CORUNHA

El 13 de julio de 2015 el Ayuntamiento de A Coruña inició el expediente de finalización de contrato y suspensión de la Feria Taurina, que se había venido celebrando en la ciudad en los 20 años anteriores. Fue una de las primeras medidas adoptadas por el Gobieno municipal de Xulio Ferreiro (Marea Atlántica), cumpliendo así uno de los puntos recogidos en su programa electoral. La Feria venía registrando cifras de asistencia muy pobres y su rentabilidad dependía sobre todo de las subvenciones públicas, directas o indirectas, alrededor de 2,2 millones de euros recibidos del Ayuntamiento en las dos décadas anteriores. Sin ese impulso económico municipal las corridas de toros en A Coruña eran inviables en la práctica, como se ha visto en los años siguientes.
La UTE formada por Tomás Entero Martín y Tauro Siglo XXI, concesionaria de la Feria, recurrió la decisión ante los tribunales, pues aún restaba un año para la finalización del contrato firmado por el anterior gobierno municipal. Pero, además, en su recurso contra la rescisión la concesionaria alegaba entre otras razones el valor que la Ley 18/2013 le confiere a la tauromaquia como "bien cultural inmaterial", argumentando que esta consideración impediría al Gobierno local anular el contrato "por razones de interés público".
Sin embargo, el juzgado contencioso-administrativo nº 2 de A Coruña acaba de dictar sentencia, reconociendo el derecho del Ayuntamiento a finalizar el contrato y descartando la argumentación de la empresa taurina en relación a esa supuesta "suerte de estatus privilegiado de la tauromaquia sobre las restantes manifestaciones culturales, que impondría a todas las Administraciones Públicas el deber de emprender políticas activas de promoción de la tauromaquia". La sentencia, que puede sentar un precedente importante en litigios semejantes en los que se invoca una pretendida protección de la tauromaquia como bien cultural, subraya la "autonomía" de las administraciones locales para decidir la programación o no de espectáculos taurinos.
El dictamen sí le reconoce a la antigua concesionaria de la feria taurina el derecho al cobro del "lucro cesante" por la finalización del contrato, valorado en un 10% de la recaudación tomando como base las cifras del año anterior. En aquella feria sólo se habían vendido un tercio de las entradas, con una recaudación aproximada de 140 mil euros. Además, la empresa podrá recibir una pequeña indemnización como "daño emergente". En todo caso, muy lejos de las cantidades reclamadas por la empresa taurina: "306.632,50 euros como daño emergente y 61.326,50 euros como lucro cesante en cada ejercicio". En el momento de la rescisión el Ayuntamiento ya había calculado que le debía abonar a la empresa el 10% del valor del contrato. La celebración de la feria taurina en verano de 2015 le hubiese supuesto a las arcas municipales un desembolso aproximado de 60.000 euros.
El fallo entra a debatir el fondo de la reclamación de Tauro Siglo XXI y Tomás Entero Martín: las implicaciones prácticas del carácter de "bien cultural inmaterial" de las corridas de toros decretado por el Partido Popular en el año 2013 y el derecho de una administración a decidir si programa o no espectáculos taurinos. Analiza así los efectos de esa ley y de la sentencia del Tribunal Constitucional 177/2016 que declaró "inconstitucional" la prohibición de las corridas de toros en Cataluña, una anulación de la ley catalana que se produjo por una cuestión meramente competencial y no de derechos fundamentales.
De esta forma, aunque la Ley 18/2013 señala el deber de la Administración General del Estado de "garantizar la conservación y promoción de la Tauromaquia como patrimonio cultural de todos los españoles, así como tutelar el derecho de todos a su conocimiento, acceso y libre ejercicio en sus diferentes manifestaciones”, la propia sentencia del TC subrayaba que "tampoco es razonable entender" que esto "imponga el deber de mantener de modo incondicional una interpretación que tienda al mantenimiento de todas las manifestaciones inherentes a los espectáculos tradicionales, como pueden ser las corridas de toros, sin tener en cuenta otros intereses y derechos protegidos y otros valores culturales, a veces contrapuestos, que han de ser también adecuadamente ponderados". El juez concluye que "en el ejercicio legítimo por la Administración demandada de esa autonomía constitucionalmente garantizada se encuentra integrada la opción de resolución del contrato, en tanto que ese acto de ninguna forma impide el ejercicio por la Administración General del Estado de la competencia en la materia que nos ocupa".
Esta sentencia coruñesa se viene a sumar a la dictada el 13 de diciembre de 2017 por el Tribunal Superior de Justicia del País Vasco, en términos parecidos, pues reconocía el derecho del Gobierno municipal de San Sebastián a no incluir espectáculos taurinos en sus fiestas, optando por otras programaciones, y rechazaba la tesis de que "la exclusión conlleva una prohibición". En resumen, el fallo viene a reconocer de nuevo el derecho de las administraciones públicas -en este caso ayuntamientos- a no programar espectáculos taurinos, sin que esta decisión atente contra la invocada protección de la tauromaquia, y rechaza que estas administraciones estén obligadas a promover en todo momento las actividades relacionadas con el toreo.
*
Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://www.eldiario.es/galicia/justicia-avala-decision-Coruna-corridas_0_761524099.html

* * *

A tropa pró-tourada bem tenta «blindar» a merda da tauromaquia, mas a evolução faz-se por cima disso. Um louvor é devido à Corunha por mais este avanço civilizacional em prol dos animais.

sábado, abril 21, 2018

DATA DA FUNDAÇÃO DA CIDADE DA LOBA, UMA RAIZ ANCESTRAL DA ESTIRPE NACIONAL

Venus Genetrix
antepassada mítica dos Romanos

Mosaico representando a cena em que Marte desce das Alturas para fecundar Reia Sílvia

Adoração de Pales, Deusa dos Rebanhos, pelo pintor flamengo Joseph-Benoît Suvée's (1743 – 1807)



A Loba amamentando Rómulo e Remo

Diz a lenda que em 21 de Abril de 753 antes da era cristã ou era comum, o latino Rómulo, irmão de Remo, filho de Marte, Deus da Guerra, e de Reia Sílvia, vestal (sacerdotisa de Vesta, Deusa do Fogo Sagrado do Lar e da Pátria), fundou a cidade de Roma, que viria a ser a capital de um dos maiores impérios de sempre, proto-fundador do Ocidente e raiz étnica - pelo menos em parte - das actuais Nações latinas, entre as quais se inclui Portugal.
Reia Sílvia era filha de Numitor, filho de Procas, rei da cidade latina de Alba Longa. O irmão de Numitor, Amúlio, tomou o poder e obrigou a filha do irmão a tornar-se vestal (sacerdotisa de Vesta) porque as vestais não podiam deixar de ser virgens e Amúlio não queria que Reia Sílvia tivesse filhos, os quais um dia poderiam reclamar o trono que Amúlio queria para si e para os seus próprios filhos.
Todavia, Reia Sílvia foi fecundada por Marte, que das Alturas desceu sobre ela e fez com que a virgem desse à luz dois gémeos, Rómulo e Remo. Amúlio ordenou que fossem atirados, mãe e filhos, ao rio Tibre, mas Tiberinus, o Deus do rio, salvou Reia de se afogar. Quanto aos filhos, foram recolhidos e amamentados por uma loba (daí a conhecida imagem da Loba que amamenta duas crianças, como se pode ver acima) sob uma figueira (a ruminalis ficus) e protegidos por um pica-pau (ambos os animais são consagrados a Marte), tendo posteriormente sido adoptados por um pastor, Fáustulo, e sua esposa, Acca Larentia, que os criaram.
Mais tarde, os irmãos colocaram o seu avô Numitor no trono e decidiram depois criar outra cidade. Remo viu seis abutres sobre o monte Aventino e afirmou que a nova urbe teria de nascer ali, mas Rómulo viu doze abutres sobre o monte Palatino e decidiu-se por esta última elevação como ponto de partida do novo Estado. Traçou por isso um sulco numa área plana, em torno do monte, dizendo «Morto será aquele que violar esta fronteira!». Como Remo troçasse do irmão e saltitasse de um lado para o outro do sulco, Rómulo matou-o. Isto é mito fundador, é lenda imortal, narrativa primordial (de alguns) dos nossos ancestrais. Por isso, o caminho do sulco de Rómulo seria o caminho que, mais tarde, os jovens solteiros romanos iriam percorrer, à volta do Monte Palatino, todos os anos, por ocasião da celebração da Lupercalia.
Soa, a muitos ouvidos, como blasfémia, isto de dizer que os Romanos são antepassados dos Portugueses, pois que, no entender popular, essa gente vinda do Lácio oprimiu aqueles que tradicionalmente nos habituámos a considerar como Os nossos avós por excelência, que são os Lusitanos. Mas é tempo de começar a perceber que a Romanidade é parte integrante da nossa etnicidade, a par ou quase a par (a tradição mítica conta muito e por isso digo «quase a par») da identidade pré-romana do povo de Viriato. O próprio facto de falarmos o Português, que é língua latina (é Camões quem explica a simpatia que Vénus, Deusa do Amor, tem pelos Portugueses: diz o vate que a Deusa, em relação à língua portuguesa, «crê, com pouca corrupção, que é latina») e não o Lusitano, do qual pouco ou quase nada sabemos, atesta a importância crucial que tem na raiz dos Portugueses a estirpe latina, romana, a da Loba e da Águia de Prata, símbolo de Júpiter transportado pelas legiões da chamada Cidade Eterna.
Somos pois Lusitano-Romanos na nossa essência, o que acaba por significar que, no fundo, somos filhos duma violação. Paciência. O filho dum violador não tem necessariamente de cometer estupros, ou sequer de aprovar o execrando acto do pai, mas também nenhuma moral sensata o obriga a suicidar-se ou a deixar-se matar só porque o seu nascimento não aconteceria caso o pai tivesse tido um comportamento decente... Do mesmo modo, mutatis mutandis, Portugal é filho dum imperialismo, mas nem por isso perde o direito à existência ou sequer à honra da ligação aos seus ancestrais pré-imperiais, isto é, os indígenas hispânicos (Lusitanos, Galaicos, Celtici, etc.). E, mesmo correndo o risco de parecer simplista, pode até dizer-se que a perda da independência lusitana, do povo de Viriato, foi de certo modo «vingada», ou compensada, pela multisecularmente posterior independência de Portugal, significando isto que a estirpe do extremo ocidente ibérico voltou, por portas travessas e com diferente voz, a ser livre na sua própria terra. Lusitanos e Romanos, de resto, acabaram por se fundir.
Além do mais, e independentemente de todas as guerras e ódios passados, o que é certo é que os Romanos pertencem à mesma família étnica que os Lusitanos, a indo-europeia. Pode pois encarar-se a vinda e conquista romana como a chegada de mais uma «tribo» indo-europeia, do mesmo modo que, a leste da Lusitânia, por exemplo, os célticos Vetões desalojaram os célticos Vaqueus. Os Romanos foram portanto um povo indo-europeu vindo do Lácio que aqui veio impor-se, a par da(s) invasão(ões) céltica(s) ou mesmo pré-céltica(s), bem como das invasões germânicas. A este propósito, é pertinente observar que, nas fileiras nacionalistas, patrióticas e não só, não se costuma lamentar as invasões germânicas como inimigas das identidades nacionais não germânicas, ao invés do que se faz com a romana (e faz-se não apenas em Portugal mas também na Grã-Bretanha, por exemplo, onde muitos acreditam que os malandros dos Romanos foram oprimir os coitadinhos dos Bretões, embora as maiores responsáveis pelo recuo e quase extermínio da Celticidade insular tenham sido as invasões germânicas dos Anglos e Saxões, antepassados directos dos Ingleses, ou em França, onde os Romanos são por vezes vistos como os grandes inimigos dos «verdadeiros franceses», isto é, dos Gauleses, enquanto os germânicos Francos como que passam impunes por esta onda de ódio a um certo passado...). A repulsa pelo invasor é exclusivamente dirigida contra os Romanos, o que pode ter muito a ver com um certo romantismo, ou seja, com a influência duradoura da corrente cultural romântica do século XIX, que exaltava o Norte brumoso e grandioso e depreciava o Sul «mesquinhamente» racionalista e luminoso.
Ora o Romantismo tem a sua beleza, um mérito muito próprio também, contribuiu grandemente para despertar a Chama Nacional, Tribal, que, como bem disse Berdiaev, dormitava desde o fim do mundo pagão, mas tem também as suas limitações, como sucede, de resto, a tudo o que é humano. Já vai sendo tempo de deixar para trás certos pontos de vista derivados de rivalidades circunstanciais e historicamente limitadas para perceber que, ao fim ao cabo, os Europeus são todos do Norte (do planeta), do Grande Setentrião, como diz Guillaume Faye, e quase todos de raiz étnica indo-europeia.
E um dos muitos testemunhos desta ligação primordial tem também a ver com o dia de hoje, no qual Roma, além de festejar a sua fundação, celebrava também a Parilia, cerimónia religiosa em honra de Pales, a Deusa Protectora dos Rebanhos. A figura da Divindade feminina protectora Cujo nome radica em Pal- será eventualmente uma das mais antigas e disseminadas do mundo indo-europeu. Na Grécia, uma das mais importantes Deusas, Atenaprotectora de Atenas, tinha nesta cidade o título de Pallas; nota-se ao mesmo tempo a semelhança (como fez Georges Dumézil) entre a romana Pales, protectora dos rebanhos, e a indiana Vispala, Deusa igualmente protectora dos rebanhos, mas em Cujo nome «Vis» significa «Tribo», «Casa». Há na Lusitânia uma Deidade Cujo nome é Trebopala, em que «Trebo» significa, em Céltico, «Tribo», «Povo», enquanto «-pala» terá o sentido de «Protecção». A lusitana Trebopala seria pois exactamente equivalente, na Sua origem e significado, à indiana Vispalacomo se pode deduzir da leitura do artigo «O Sacrifício entre os Lusitanos», da Dra. Maria João Santos Arez, bem como da tese de licenciatura do Dr. Andrés Pena Granha, intitulada «Território Político Celta na Galícia Prerromana e Medieval».

E ainda hoje a palavra «pala» é em Português usada com o sentido de protecção... «viver à pala de», é, como se sabe, «viver sob a protecção de», ou «à custa de», e constitui expressão assaz usual.
Honremos pois o nosso passado milenar, cuja raiz se oculta na noite dos tempos, mas que, seguramente, constitui a base dos principais elementos da herança nacional, a estirpe indo-europeia.
Interessa já agora lembrar o que aqui foi noticiado há poucos anos sobre a provável origem arcaica da designação  da Serra da Estrela: http://gladio.blogspot.pt/2013/05/nome-popular-da-maior-serra-de-portugal.html
As entradas dos dólmens construídos há seis mil anos em volta da maior montanha da Serra da Estrela estão todas viradas para o lugar onde, no horizonte, a estrela Aldebaran nasce em Abril, e explicam a origem do nome da mais alta serra de Portugal Continental.
(...)
Ora é particularmente interessante que Aldebaran, que, segundo Ptolomeu, é da natureza de Marte (talvez por ser vermelha, não sei) e que, de acordo com as escrituras védicas, indicou em tempos o equinócio de Outono no hemisfério norte, é particularmente interessante, dizia, que Aldebaran tivesse entre os Romanos o nome de Palilicium, em referência precisamente à Parilia acima mencionada. No fim de Abril esta estrela ver-se-ia no crepúsculo.
Fontes: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aldebar%C3%A3
https://en.wikipedia.org/wiki/Aldebaran

Significa isto que tanto os arcaicos Latinos como os ancestrais pré-históricos dos Portugueses contemplavam com particular respeito religioso o mesmo grande astro rubro, guia da grei.


CAÇAS DE COMBATE TURCOS AMEAÇAM HELICÓPTERO COM PRIMEIRO-MINISTRO HELÉNICO

Dois caças de combate turcos ameaçam helicóptero grego com primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e o chefe das Forças Armadas Gregas, Evangelos Apostolakis, a bordo... dois caças de combate gregos são de imediato enviados para o local e os turcos retiram-se da cena (por agora). 
*
Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/04/turkish-fighter-jets-repeatedly-harass-helicopter-carrying-greek-prime-minister-and-armed-forces-chief

* * *

Nos grandessíssimos mé(r)dia tugas cá do burgo ninguém se escandaliza com esta atitude do «país laico» que a elite reinante quer enfiar pela Europa adentro?...

VEÍCULOS INCENDIADOS E POLÍCIA ATACADA COM FOGO EM ZONA PARISIENSE

Em Toulouse, a polícia ordenou a uma mulher que removesse o véu islâmico, nicab que lhe escondia a cara toda. Ela recusou cumprir a lei (ir embora para um país onde seja permitido usar o véu é que a estrangeira não vai, é o vais...) - e os muslos circundantes revoltaram-se e incendiaram veículos e, como se vê na foto, também incendiaram alguns agentes da autoridade...
*
Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/04/france-muslims-erupt-in-extremely-violent-riots-after-woman-is-ordered-to-remove-her-niqab

* * *

Ah, calor humano oriundo do mundo islâmico, que seria da Europa sem este ardente e emotivo contributo...

sexta-feira, abril 20, 2018

ARGELINOS VIOLAM JOVEM EM ALICANTE

a Policía Nacional ha detenido a tres inmigrantes argelinos acusados de violar grupalmente a una joven en Alicante.
Los hechos tuvieron lugar en la madrugada del pasado sábado, cuando la joven conoció a un hombre en una discoteca situada en la zona de ocio del puerto de Alicante.
Tras invitarla a varias copas, le “insistió que le acompañase a su casa”. Ya en la vivienda, tres hombres argelinos salieron de las habitaciones y junto al hombre que iba con la chica, la violaron.
La Policía informa que la joven solamente pudo pedir ayuda cuando uno de los sospechosos la condujo a la calle, “donde desesperadamente la joven pidió auxilio en el primer establecimiento comercial que encontró. Desde allí, una llamada alertó a los agentes”.
Uno de ellos intentaba huir de España
La Policía ha confirmado que uno de los inmigrantes argelinos fue detenido en el aeropuerto de Alicante-Elche cuando estaba a punto de coger un vuelo rumbo a Argelia. El cuarto presunto implicado todavía no ha sido detenido. Los tres arrestados tienen 19, 28 y 34 años.
Segundo caso en menos de un mes
Esta nueva violación grupal se produce después de que hace menos de un mes, agentes de la Policía Nacional detuvieran a diez inmigrantes argelinos que agredieron sexualmente y violaron a tres menores de edad fugadas de un centro de menores.
Todos ellos, de nacionalidad argelina, entre los que había dos menores, ofrecían a las chicas drogas y dinero para convencerlas de que las acompañaran al piso donde fueron retenidas y violadas en repetidas ocasiones.
Incluso una de las adolescentes, de 14 años, estuvo encerrada durante 24 horas en el piso donde los argelinos la agredieron y violaron en repetidas ocasiones.
*
Fonte: https://casoaislado.com/otra-vez-alicante-tres-argelinos-detenidos-tras-una-nueva-violacion-grupal/

* * *

Mais calor humano oriundo do mundo islâmico... que seria da Europa sem ricos contributos destes... e doutros... que seria das «nossas pensões!!!» e mai' não sei quê...

quarta-feira, abril 18, 2018

COMO FORAM OS ESTADOS GERAIS DO PNR






Decorreram os Estados Gerais do PNR sob o signo do sucesso! Com o título “Desafios do Nacionalismo hoje” e celebrando os dezoito anos de vida do partido, este encontro, com treze apresentações temáticas, quatro debates com um painel de conferencistas e um discurso de encerramento, contou com a participação de muitas dezenas de pessoas, algumas das quais presentes na totalidade dos dois dias de trabalhos.
Pautou-se o encontro pelo contributo riquíssimo das conferências e dos debates que elas suscitaram, sendo certo que muitas das pistas levantadas, em posições de verdadeiro contraditório, irão estruturar a mensagem e discurso programático do PNR nas eleições Europeias e nas Legislativas que ocorrerão em 2019.
Pela primeira vez, o PNR convidou uma associação – juridicamente constituída como tal – para estar presente, visto reconhecermos que o trabalho é vasto na área nacional e há espaço para organizações de diferentes âmbitos, em que cada uma desempenhe o seu papel com total independência e respeito pelas outras, podendo e devendo desenvolver esforços de colaboração e unidade naquilo em que isso for vantajoso. Assim, em representação da Associação Cívica “Portugueses Primeiro”, foi orador João Martins e discursou sobre a acção por esta desenvolvida no âmbito do combate cultural.
Os trabalhos iniciaram-se com uma apresentação sobre as principais etapas da história do PNR e contaram também, da parte da manhã, com intervenções de Miguel Costa Marques, Presidente do Conselho de Jurisdição Nacional, sobre as custas judiciais em Portugal e do Conselheiro Nacional, Anselmo Filipe Oliveira, sobre uma nova forma de estar na política.
De tarde, foi anunciado oficialmente o cabeça-de-lista às Europeias 2019, que será o nosso Presidente da Mesa da Convenção, Carlos Teles, após o que se deu início a quatro intervenções: Pedro Perestrello apresentou “Três cenários para a saída do Euro”, Nuno Carvalhana pronunciou-se sobre os “Nacionalismos na União Europeia” e Carlos Sebastião e Silva sobre “Economia real versus economia de mercado”. A estas, seguiu-se a intervenção de Carlos Teles que dissertou sobre as posições do PNR ante a União Europeia, tendo-se seguido um debate vivíssimo com diferentes perspectivas sobre a temática em questão.
Terminou o dia com uma sessão sobre aquela que é uma das principais bandeiras do PNR: a Segurança e as Forças da Ordem. Ivo Rebelo e António Ramos, agentes da PSP, falaram das dificuldades sentidas pelos agentes e foi defendida a criação de uma polícia única nacional.
No Domingo, dia 15, realizou-se uma sessão aberta, de perguntas e sugestões à Comissão Política Nacional, ao que se seguiram os parabéns cantados ao PNR. Posteriormente, um painel constituído por Riccardo Marchi (Investigador de Ciência Política, especializado no Nacionalismo em Portugal), Humberto Nuno de Oliveira e Duarte Branquinho, dissertaram em conversa cruzada, sobre o “Nacionalismo na Europa e o caso português”, seguindo-se, também, um debate extremamente rico. Por fim, o Presidente do PNR, José Pinto-Coelho, proferiu um breve discurso de encerramento e entoou-se o Hino Nacional.
Agora, incentivados pelo sucesso e frutos deste encontro, temos de trabalhar intensamente, desde já, para as eleições do ano que vem.
*
Fonte: http://www.pnr.pt/2018/04/os-terceiros-estados-gerais-do-pnr/

* * *

Tive oportunidade de fazer notar que ao fim ao cabo a União Europeia acaba por ser mais positiva do que negativa para o Nacionalismo europeu, sobretudo para o português e de outras Nações pequenas e médias da Europa. Felizmente que no PNR há espaço para diversas opiniões e para o chamado «contraditório», como sói dizer-se... De resto, esta é uma daquelas ideias que primeiro estranha-se mas depois entranha-se: a médio ou longo prazo, cada vez mais nacionalistas europeus abandonam a retórica anti-UE e entendem que uma união de Povos Europeus pode sempre ser corrigida, tenha os defeitos que tiver, isto para além do facto óbvio e já palpável de que a força alcançada pelo Nacionalismo nuns países apoia o ideário nacionalista ou pelo menos contrário à imigração nos países onde o Nacionalismo está menos desenvolvido, como se viu no caso em que o «Espaço Schengen» era o único obstáculo à criação da lusofonia sem fronteiras que o governo PS anunciou em finais de 2016... 
A pouco e pouco o Nacionalismo em Portugal clarifica-se e desenvolve-se.

JOVEM ALEMÃ EM COMA INDUZIDO DEPOIS DE REPETIDAMENTE ESFAQUEADA POR MUÇULMANO



Vivien, 24 anos, foi brutalmente esfaqueada e gravemente ferida por um imigrante muçulmano sírio de 17 anos no último Saturnes, quando ela e o seu namorado faziam compras na pequena cidade alemã de Burgwedel (veja reportagem Fim-de-Semana Sangrento: Ataques à Facada por toda a Alemanha).
A jovem foi posta em coma induzido e teve que passar por uma cirurgia de emergência. Permanece em estado crítico.
VladTepesBlog - A procuradoria abriu uma investigação contra o jovem por agressão. A sua família, muçulmana, que veio para a Alemanha como refugiada em 2013, divulgou uma declaração dizendo que lamentava o incidente, "mas quer que seja investigado o que é que a jovem fez para que o filho tivesse que a esfaquear".
Quatro dias após o ataque à facada, na Mércores, Vivien acordou do coma artificial e permanece nos cuidados intensivos. Os médicos tiveram que remover o baço e parte do pâncreas. As costelas estão partidas.
No Saturnes, ela e o seu namorado estavam a fazer compras num supermercado em Burgwedel (Baixa Saxónia), e encontraram dois primos muçulmanos que estavam a lutar na loja. Vivien, que é assistente de loja, pediu aos dois para pararem com a luta.
Lá fora, o casal encontrou os dois primos novamente, mas desta vez com um dos seus irmãos (de 17 anos). Ele espetou repetidamente uma faca no estômago de Vivien, e os ferimentos foram quase fatais. O namorado dela disse: “Agradeço a Deus por Vivien ainda estar viva. Os médicos disseram que dois centímetros fizeram a diferença entre a vida e a morte".  
O autor está sob custódia e permanece em silêncio. Ele veio para a Alemanha como um suposto refugiado sírio em 2013. Foi acusado, para já, de espancamento perigoso.
O advogado da vítima, Björn Nordmann, disse: “Na minha avaliação preliminar da questão, é uma tentativa de assassinato. O alegado autor sabia que poderia matá-la quando a esfaqueasse brutalmente".
Um porta-voz do Ministério Público disse: “As nossas investigações estão no começo, ainda temos que entrevistar testemunhas. É possível que venhamos a avaliar a questão de maneira diferente".
(...)
*
Fonte: http://amigodeisrael.blogspot.pt/2018/04/alemanha-queremos-que-todos-vejam-o-que.html
via Sentinela (Facebook)

* * *

Que quase mortal ingenuidade, a da pobre jovem alemã, se calhar julgou que estava a falar com os seus amigos alemães... não sabia como era ardente o calor humano oriundo do mundo islâmico... Numa situação destas nem tinha de lhes dirigir palavra alguma, chamava imediatamente a polícia para que agentes devidamente preparados e armados tratassem do assunto rapidamente. Claro que isto só resolveria a questão imediata. Para tratar do assunto de forma mais assertiva, construtiva e estrutural, o que ela pode fazer é, se sobreviver, registar bem o sucedido e passar a votar, juntamente com o namorado, no único partido que a pode defender contra casos destes e doutros - o partido contrário à imigração que mais poder eleitoral tiver, neste caso a AfD.

PRIMEIRO-MINISTRO ISRAELITA SAÚDA O SEU HOMÓLOGO HÚNGARO

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi o primeiro líder governamental estrangeiro a saudar o húngaro Viktor Orbán pela sua vitória eleitoral na semana passada, à frente do seu partido Fidesz, e convidou-o a visitar o Estado Judaico. Aproveitou a ocasião para agradecer a Orban o apoio da Hungria a Israel nos foruns internacionais.
Em Dezembro, a Hungria foi um dos trinta e cinco países que se absteve de votar na ONU a favor da condenação da decisão do presidente norte-americano Donald Trump de transferir a embaixada norte-americana em Israel de Telavive para Jerusalém. Já em Julho Netanyahu tinha, durante uma visita oficial à Hungria, agradecido a Orban o apoio a Israel.
*
Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://www.timesofisrael.com/netanyahu-congratulates-orban-on-reelection-invites-him-to-israel/

* * *

Reforçam-se assim, cada vez mais, os laços entre forças nacionalistas ou anti-imigração europeias e o Estado Judaico, na consciência de que ambas as partes enfrentam alguns dos principais inimigos, a saber, a elite imigracionista (da qual é representante Soros, publicamente condenado tanto pela Hungria como por Israel) e a hoste islamista.

ALUNOS EM ÉVORA INSISTEM EM CONVOCAR ASSEMBLEIA PARA REFERENDO À GARRAIADA

Um grupo de alunos da Universidade de Évora, liderado por um estudante de medicina veterinária, já recolheu as assinaturas necessárias para a convocação de uma assembleia de estudantes, com o intuito de propor e aprovar um referendo, que irá decidir se se mantém ou não a garraida na Queima das Fitas daquela academia.
Como está a avançar a Rádio Diana, de Évora, foram recolhidas 847 assinaturas, número que permite convocar nova assembleia de estudantes para votar, pela terceira vez, a realização de um referendo sobre a continuidade da garraiada na Queima das Fitas, pedido que já foi feito ao presidente da mesa da assembleia de estudantes.
Os estudantes da Universidade de Évora decidiram este mês, em assembleia geral, manter a garraiada na Queima das Fitas. Fonte ligada ao processo defendeu então que o processo foi atribulado e resultou num chumbo ao referendo por "7 votos", onde foi preciso recontar os votos, por dúvidas levantadas pela Mesa daquela Assembleia-Geral. Após uma primeira votação, que aprovou o referendo com uma diferença de 3 votos, a Mesa pediu uma recontagem e que resultou no chumbo ao referendo, por uma diferença de 7 votos, já que 124 estudantes votaram contra a hipótese de referendo, que foi apoiado por 117 votos favoráveis.
Para a Associação Cantinho dos Animais, que tem defendido a realização do referendo, não se compreende a "decisão de se votar sobre a realização ou não de um referendo. Um referendo é um instrumento da democracia e serve para os eleitores se pronunciarem de forma directa e secreta sobre determinado assunto". Aquela associação faz ainda saber em comunicado que não compreende a repetição da votação já que "a primeira votação foi favorável à realização do referendo. Sabemo-lo por testemunhas no local, comprovadas pelo vídeo divulgado pelo PAN Évora. Não compreendemos porque decidiu a Mesa da Assembleia efectuar nova votação, num claro desrespeito pelos valores democráticos", concluem, lamentando que "os exemplos do Porto e Coimbra não sirvam à Academia de Évora e que esta opte por ser contra o progresso civilizacional e cultural que lhe seria esperado".
Já o PAN - Pessoas, Animais, Natureza, fala em "vergonha" por considerarem que o sim ao referendo já havia vencido e que a recontagem dos votos alterou o resultado da votação.
Ainda antes da realização da Assembleia de Estudantes, Ana Rita Silva, presidente da Associação Académica, em declarações à Agência Lusa admitia que a direcção da AAUE estava dividida sobre o assunto porque é "uma equipa bastante grande e cada um tem a sua opinião", sublinhando que a associação académica "não assume qualquer posição nem a favor nem contra".
Agora a discussão vai novamente colocar-se.
O debate em torno da manutenção desta "tradição" nos festejos das Queimas das Fitas começou em Coimbra com um referendo a ditar o fim da Garraiada, com o apoio de mais de 70% dos votos, e ameaça espalhar-se por todo o país, onde é uso a utilização de touros juvenis em simulações de pegas como as que acontecem em touradas.
*
Fonte: https://www.tribunaalentejo.pt/artigos/evora-estudantes-forcam-nova-assembleia-para-banir-garraiada-na-queima-das-fitas

* * *

Um louvor é devido a quem em Évora luta contra a hórrida crueldade que é a tourada.