quarta-feira, janeiro 23, 2019

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE


O Dia Mundial da Liberdade celebra-se a 23 de Janeiro.
Em Portugal o Dia da Liberdade comemora-se a 25 de Abril mas a data internacional para celebrar a liberdade calha no calendário a 23 de Janeiro. A data foi criada pela ONU e proclamada pela UNESCO.
A liberdade é um direito de todos os seres humanos para realizarem as suas próprias escolhas, para traçarem o seu futuro e determinarem as suas opções de vida.
Liberdade na Declaração Universal dos Direitos Humanos
A Declaração Universal dos Direitos Humanos contempla a liberdade no Artigo 1.º: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
Já o Artigo 2.º refere que: “Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.”
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Fonte: https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-liberdade/

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Liberdade, valor cardinal da civilização ocidental, que a considera, implícita ou até explicitamente, como condição sine qua non para que possa haver dignidade. É, também, um parâmetro da maturidade, porque constitui a maior distinção entre a menoridade e maioridade em termos individuais - é tradicionalmente o adulto quem, sendo «maior e vacinado», como sói dizer-se, não tem de dar satisfações da sua vida a ninguém. Esta é uma das definições e prerrogativas da dignidade do adulto, significando isto que só é verdadeiramente digna a sociedade em que haja liberdade para todos os seus cidadãos, todas as liberdades - todas as liberdades políticas, ou seja, as que se definem tendo em conta o espaço privado de cada um, de maneira a que a liberdade de um não interfira com a liberdade de outro - todas as liberdades incluindo, centralmente, a de expressão, que em quase todos os quadrantes políticos tem inimigos, aqueles que respeitam pouco o espaço alheio e visam impor as suas ideias, ou presença, contra e por cima dos direitos alheios, daí que o preço da liberdade seja a eterna vigilância, como disse alguém, porque ao virar da esquina ou nos meandros menos «suspeitos» há sempre quem quer reduzir o direito de outrem à manifestação da opinião individual. O Ocidente como civilização é a maior salvaguarda cultural, ideológica, política, contra essa ameaça à dignidade de todos e de cada um, motivo pelo qual inventou a Democracia, que é, como dizia Norberto Bobbio, o produto ideológico com mais sucesso na Europa e menos sucesso fora dela...

MUÇULMANOS PREPARAVAM ATENTADOS EM MASSA CONTRA SANTUÁRIOS BUDISTAS NO SRI LANKA

No Sri Lanka, quatro jovens muçulmanos foram detidos sob acusação de planearem um grande atentado terrorista contra santuários budistas. Na sua posse tinham cem quilos de explosivos e material químico. A incursão policial que os deteve deu-se no seguimento de ataques contra estátuas de Buda na região de Mawanella. As autoridades afirmam que o quarteto visava a destruição de santuários budistas na antiga cidade de Anuradhapura e assim provocar reacções violentas da parte da população budista do país.
Dezenas de muçulmanos retornaram ao Sri Lanka depois de perderem terreno no califado da Síria e do Iraque.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2019/01/sri-lanka-major-islamic-terror-attack-thwarted-on-ancient-buddhist-shrines

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No Sri Lanka? Deve haver alguma maneira de dizer que a culpa é da Europa, do Trump ou do racismo europeu, é só uma questão de «ponderar» sobre as «causas profundas» deste fenómeno, porque culpa do Islão é que não pode ser, porque o Islão é uma religião de paz e assim...

COCKTAILS MOLOTOV CONTRA ESQUADRA DE POLÍCIA NA BELA VISTA

Cinco detidos esta noite por suspeitas de terem incendiado com "cocktails molotov" duas viaturas em Odivelas e outras duas em Póvoa de Santo Adrião. Esquadra da Bela Vista também atacada. 
Segundo a PSP, a esquadra da Bela Vista, em Setúbal, também foi atingida por três daqueles engenhos incendiários. Registaram-se danos na esquadra e numa viatura civil.
Os responsáveis não foram detidos e a PSP está a investigar ambas as ocorrências.
Na Lues quatro pessoas foram detidas após o lançamento de pedras contra a PSP, numa manifestação em Lisboa de protesto contra actos de suposta violência policial ocorridos Soles no Bairro da Jamaica, no Seixal.
Num comunicado emitido esta manhã às 7.50, a direcção nacional da PSP diz que os incêndios das viaturas de Odivelas e da Póvoa de Santo Adrião ocorreram ontem pelas 21.40, "com recurso a cocktails molotov".
"Posteriormente, foram incendiados e destruídos onze caixotes do lixo e danificadas, nesta sequência, cinco viaturas, na zona circundante ao Bairro da Cidade Nova, também com a utilização de cocktails molotov", lê-se ainda no comunicado.
"No seguimento destes factos, a PSP desenvolveu diligências e investigações que permitiram intercetar quatro suspeitos, tendo sido detido um indivíduo do sexo masculino, de 18 anos de idade, depois de reconhecimento por testemunhas como um dos autores do lançamento dos engenhos incendiários."
Ainda de acordo com a polícia, mais tarde, pelas 3.15, na Bela Vista, Setúbal, foram lançados três cocktails molotov contra a esquadra da PSP. Mas "nada indiciando, até ao momento, que [estas ocorrências] estejam associados à manifestação ocorrida ontem no Terreiro do Paço".
A polícia garante no comunicado que "o clima de segurança foi restabelecido nas zonas acima mencionadas, reforçado o dispositivo policial nos locais, garantindo a tranquilidade e normalidade a todos os residentes".
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Fonte: https://www.dn.pt/cidades/interior/esquadra-da-psp-na-bela-vista-atacada-com-cocktails-molotov-carros-da-policia-incendiados-em-odivelas-10469937.html?fbclid=IwAR3BvemtrfMXVWnnF8So1KalkKZDT3mtBUz9tPG7wbljdG6bUjG5vT127Io


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Um climazito de guerra contra a polícia serve como aperitivo para se perceber como será uma sociedade em que haja ainda mais africanos do que aqueles que já cá estão em Portugal.

terça-feira, janeiro 22, 2019

MORADORA DO BAIRRO DA JAMAICA TESTEMUNHA QUE A POLÍCIA FOI ATACADA GRATUITAMENTE - E QUE ELA PRÓPRIA FOI AMEAÇADA DE MORTE

Violência contra a esquadra de polícia Setúbal - onda de agressões de «jovens» contra as autoridades em represália pela firme actuação policial no Bairro da Jamaica. Aqui pode-se ouvir o testemunho da moradora deste bairro que chamou as autoridades: o seu testemunho de que a polícia agiu correctamente e foi gratuitamente agredida valeu-lhe uma AMEAÇA DE MORTE em sua própria casa. É assim a vida «pacífica e ordeira» num bairro «problemático» que a elite mediática resolve entretanto «branquear», salvo seja: violência pura e dura e intimidação permanente de quem não se submeta à «autoridade» dos «jovens» do bairro.
Tudo isto só dá razão ao PNR que há anos afirma a necessidade de travar a imigração, repatriar os imigrantes ilegais, alterar a lei de nacionalidade para que só os filhos de portugueses possam ter a nacionalidade portuguesa e fortalecer a autoridade policial.
Pode ouvir-se aqui o depoimento da moradora acima referido: https://www.facebook.com/marinhaloes/videos/2031725326908423/?hc_location=ufi

PNR DENUNCIA CRIMINALIDADE E AGRESSÃO FÍSICA E POLÍTICA CONTRA A AUTORIDADE NACIONAL

Após os confrontos no mal-afamado bairro da Jamaica (Seixal), que deixaram um agente da PSP ferido, após a “manifestação” que teve lugar ontem na Avenida da Liberdade, em Lisboa, em que viaturas que por ali passavam foram apedrejadas pelos manifestantes, eis que esta noite vários automóveis foram incendiados em Odivelas e a esquadra da PSP da Bela Vista alvo de um ataque com cocktails molotov.
Enquanto Angola envia protesto diplomático, dado os moradores do Bairro da Jamaica serem na sua maioria naturais desse país, o Governo mantém-se calado, os partidos com assento parlamentar nada dizem e a PSP continua a ser alvo predilecto da comunicação social e do Bloco de Esquerda e seus apêndices, como é o caso do sinistro SOS-Racismo, liderada pelo imigrante Mamadou Ba.
Não restam dúvidas que a manifestação que teve lugar na Avenida da Liberdade e os incidentes da noite passada foram instigados pelo SOS-Racismo e pelo Bloco de Esquerda. Este partido e esta organização racista é que deviam estar a ser investigados pelo Ministério Público e não os polícias que se limitaram a repor a ordem pública.
O PNR reitera o seu apoio às forças de segurança, sempre perseguidas pelo sistema, a mando da Extrema-Esquerda que muito gosta de proteger os criminosos sobretudo pela cor da pele.
Não podemos permitir que a agenda desses inimigos de Portugal, que tantos danos já fez na nossa cultura, nos valores da vida e da família, transforme o nosso país numa qualquer república das bananas, sem lei nem ordem ao estilo de muito país africano.
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Fonte: http://www.pnr.pt/2019/01/basta-de-criminalidade-e-enxovalho-a-policia/?fbclid=IwAR16z9sxn1T9OwbBwS1ukPrPzS4sZ6YMCdAkNX33xtVW7I56d_ZEszAxTxc

SOBRE A ISLAMIZAÇÃO DE FRANÇA SOB O OLHAR MÍOPE DA ELITE QUE GOVERNA

O presidente dos EUA, Donald Trump e o presidente da França, Emmanuel Macron, envolveram-se num debate diplomático em público, dias antes de Trump visitar França no corrente mês. A troca de farpas começou quando, numa entrevista pelo rádio, Macron sugeriu que a Europa precisava de um exército para se proteger dos Estados Unidos. "Temos de nos proteger da China, Rússia e até dos Estados Unidos da América", ressaltou Macron.
Proteger a França dos Estados Unidos? Num discurso em 11 de Novembro, em comemoração do fim da Primeira Guerra Mundial, Macron saudou diplomaticamente o seu convidado, atacando o "Nacionalismo". Trump orgulhosamente referiu-se a si mesmo como "nacionalista" menos de três semanas antes do evento.
Parece que Macron aproveitou a comemoração do armistício assinado em 1918 para esquecer o que está acontecendo na França em 2018.
Gérard Collomb, que até ao mês passado esteve à frente da pasta do Ministério do Interior da França e hoje ocupa o cargo de presidente da câmara de Lyon, vê com pessimismo a situação na qual o seu país se encontra, segundo a revista semanalValeurs Actuelles. "As pessoas não querem viver juntas", lamentou Collomb, salientando que a responsabilidade pela segurança durante a recente imigração foi "gigantesca". Collomb também alertou que há "pouquíssimo tempo" para melhorar a situação. "É difícil calcular, mas eu diria que em cinco anos a situação poderá tornar-se irreversível. Sim, temos cinco, seis anos para evitar o pior", realçou ele.
E o pior será a "secessão" ou como Gilles Kepel, especialista francês em Islão, classificou: "A Ruptura"
Macron, no entanto, não está lá muito aberto ao alerta de Collomb. Ao que consta um homem aos gritos de "Allahu Akbar" esfaqueou um polícia em Bruxelas nesta semana durante uma visita oficial de Macron à capital belga, a primeira de um presidente francês desde a visita de Mitterrand nos anos de 1980. Macron também foi ao distrito de Molenbeek, em Bruxelas, ao qual ele chamou "território marcado pela imagem do drama terrorista e também lugar de iniciativas, partilha e integração". Partilha e integração?
Oito pessoas foram presas numa operação contra-terrorista em Março de 2018 em Molenbeek. No ano passado, um relatório confidencial revelou que no mesmo distrito de Bruxelas a polícia constatou a existência de 51 organizações suspeitas de manterem ligações com o terrorismo jihadista. Muitos dos suspeitos que participaram nos ataques terroristas em Paris e Bruxelas moravam ou operavam a partir de Molenbeek. Conforme Julia Lynch salienta no jornalThe Washington Post em relação a Molenbeek: "Uma das 19 "comunas" na região metropolitana de Bruxelas, bairro do domicílio de um dos perpetradores dos atentados contra o trem em Madrid em 2004 e também do francês que baleou quatro pessoas no Museu Judaico em Bruxelas em Agosto de 2014. Thalys, marroquino que disparou contra o trem Bruxelas-Paris em Agosto de 2015, hospedava-se com a sua irmã em Molenbeek."
Se existe um lugar onde a explanação de Collomb sobre "secessão" não é somente um alerta, mas uma realidade, é Molenbeek. Numa matéria no jornal The New York Times, Roger Cohen chama à região "Estado Islâmico de Molenbeek." E a existência desses distritos não é um fenómeno belga. "Hoje sabemos que há 100 bairros similares em potencial na França com as características do ocorrido em Molenbeek", ressaltou o então Ministro da Juventude e Dessportos Patrick Kanner, em 2016. Uma desses distritos é Trappes, famoso não só por conta do craque do futebol internacional Nicolas Anelka, mas também pelo número de jihadistas que foram lutar na Síria ou no Iraque.
O Secretário de Estado do Ministro do Interior, Laurent Nunez divulgou que seis ataques terroristas foram desbaratados antes de serem executados neste ano em França. "Desde Novembro de 2013, 55 ataques islamistas também foram frustrados graças à acção dos serviços de inteligência, incluindo seis somente este ano", ressaltou Nunez.
Nos últimos meses, o cenário francês não está a ser dominado por novos e marcantes ataques terroristas e sim por uma profusão diária de intimidação. Na semana passada, um francês de cerca de 60 anos estava a andar por uma rua de Paris carregando presentes de Natal, quando um desconhecido arrancou os seus óculos e o esbofeteou. "É isso que fazemos aos infiéis", disse o agressor à sua vítima. Dias antes um judeu, cidadão francês, também foi atacado na rua por três homens.
Na frente ideológica, "Macron está seguindo os passos dos presidentes que tentaram e falharam em estabelecer o Islão da França", conforme relata o site Politico. De acordo com o Wall Street Journal: "Agora o governo do presidente Emmanuel Macron está a pensar em apresentar aos pais uma alternativa secular ao entrelaçamento do árabe com o Islão, estimulando mais escolas públicas em França a oferecerem a crianças desde os 6 anos de idade aulas do idioma árabe..."
Robert Ménard, presidente da câmara da cidade na região sul de Béziers, declarou que "ensinar Árabe criará mais guetos". As autoridades francesas parecem não dar a devida atenção ao facto de que a esmagadora maioria dos terroristas de França eram cidadãos franceses, que falavam perfeitamente o Francês e que, diferentemente dos seus pais, nasceram em França. Eles estavam perfeitamente "integrados". Eles rejeitaram a integração.
A confirmação da existência da onda islamista veio em Setembro último num relatório aterrador do Institut Montaigne intitulado "A Fábrica Islamista." O documento esmiúça o carácter extremo da radicalização da sociedade muçulmana francesa. Segundo o director do instituto, Hakim El Kharoui, os muçulmanos extremistas em França estão a "criar uma sociedade alternativa, paralela e separada. Composto pelo elemento chave: halal." Macron não fez quase nada para conter a expansão.
"Duas ou três mesquitas salafistas foram fechadas em 18 meses, mas o financiamento estrangeiro de mesquitas não foi proibido", realçou a presidente do partido Frente Nacional, Marine Le Pen, recentemente. O objectivo do financiamento vindo do exterior foi explicado pelo ex-presidente do Partido Democrata Cristão, Jean-Frédéric Poisson, no seu novo livro "Islão, Conquistando o Ocidente". "A expansão do Islão no Ocidente faz parte de um plano estratégico elaborado pelos 57 países que compõem a Organização de Cooperação Islâmica, uma espécie de Organização das Nações Unidas Muçulmana, que teorizou a disseminação da lei da Charia na Europa", ressaltou Poisson numa entrevista este mês. "Os participantes declararam abertamente a ambição de estabelecer uma 'civilização de substituição' no Ocidente."
Há, no entanto, mais em jogo do que apenas a esfera cultural. Philippe De Villiers, político e ensaísta próximo a Macron, evocou de uns tempos para cá uma frase cunhada pelo seu irmão, General Pierre de Villiers, antigo chefe dos militares franceses. O general de Villiers havia alertado Macron sobre uma possível implosão interna nos voláteis subúrbios parisienses: "os lados mais sombrios da Cidade Luz". Segundo Philippe De Villiers, o seu irmão teria dito a Macron: "se os subúrbios se revoltarem, não teremos condições de dar conta da situação, não podemos dar-nos ao luxo de enfrentá-los, não temos recursos humanos para tanto".
Dois jornalistas do influente jornal Le Monde, Gérard Davet e Fabrice Lhomme acabam de publicar um livro intitulado Inch'allah: l'islamisation à visage découvert ("Com a Graça de Alá: A Face Exposta da Islamização"), uma investigação sobre a "islamização" no extenso subúrbio parisiense de Seine-Saint-Denis. Naquele subúrbio bem como em muitos outros, o anti-semitismo está aumentando. Segundo o primeiro-ministro francês Eduard Philippe, "actos" registados contra judeus saltaram 69% nos primeiros nove meses de 2018. Francis Kalifat, presidente do órgão oficial que representa as comunidades judaicas da França chamou «cancro» ao anti-semitismo.
Numa reportagem realizada em Paris neste Verão, o jornal The New York Times esclareceu o êxodo judaico dos subúrbios multiculturais: "mais de 50 mil mudaram-se para Israel desde 2000 em comparação com cerca de 25 mil judeus franceses que partiram entre 1982 e 2000". Há também um êxodo interno: "Em Aulnay-sous-Bois, o número de famílias judias encolheu de 600 em 2000 para 100 em 2015, em Le Blanc-Mesnil de 300 famílias para 100, em Clichy-sous-Bois de 400 para 80 famílias judias e em La Courneuve das 300 famílias restaram 80."
"É possível que estejamos a vivenciar o fim de uma civilização, a nossa", ressalta Philippe de Villiers, político e romancista francês.
"Há dois pontos em comum entre a decadência do Império Romano e a nossa própria decadência. A nobreza senatorial romana, que só pensava em acrescentar uma camada de pórfiro às suas banheiras, não queria saber de muros como fronteira do Império, como premência a ser zelada".
Ao que tudo indica, Macron está ocupado apenas em adicionar uma camada de pórfiro à "grandeza francesa".
No ano passado, Macron apresentou-se como candidato que iria " romper com o sistema." Em cinco anos, o seu mandato presidencial chegará ao fim. Segundo o seu ex-ministro do interior, Gérard Collomb, esses provavelmente serão os últimos anos antes da verdadeira "ruptura" se tornar irreversível. Não só para a França, mas também para a Europa.
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Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.
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Fonte: https://pt.gatestoneinstitute.org/13588/franca-ruptura

«TODA A ELITE FINANCEIRA E POLÍTICA SABIA DO REGABOFE DA CGD»






Foi feita uma auditoria à Caixa Geral de Depósitos de 2000-2015. Contudo, a Caixa tem-se recusado a entregar na assembleia da república o respectivo relatório. Entretanto, alguém que prefere ficar anónimo fez de mim fiel depositária desses dados que ontem partilhei. E a conclusão que se tira é que esses anos não são de gestão danosa. São um crime contra o país, uma traição à pátria. 
Os jorros de dinheiro ofertados aos amigos sem V de volta, a fundo perdido, são mais que muitos. Créditos de elevadíssimo risco, injustificados e contra todos os pareceres, remunerações às cúpulas e aos gestores absurdas e desligadas dos resultados. É o pior que vocês podem imaginar e que está a ser pago por nós, por cada um de nós, com língua de palmo. 
A Procuradoria-Geral da República investiga há dois anos mas não tem arguidos constituídos. Dizem que a lista com os 100 maiores devedores do banco estatal, com créditos em incumprimento cujo valor ascende a cerca de 2,5 mil milhões de euros, é considerada fulcral para a investigação mas ela aí está- nomeadamente 
o grupo Artlant (fábrica da ex-La Seda em Sines), a Acuinova (aquacultura da Pescanova em Mira), Vale do Lobo, o grupo Efacec e várias sociedades do Grupo Espírito Santo.
A maioria dos portugueses sente que vive numa nação corrupta. Depois deste relatório podem ter a certeza. Portugal é um país pútrido.
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Fonte: https://www.facebook.com/joanamaraldias/?__tn__=%2CdkC.g-R&eid=ARDoL9Pjysa9mNfsdu8PWqOTFaakdSwWRjJnokwjTi6FWKJ3lJtl4RXERn1YWmFEcxj01lJAJr6NG8kV&hc_ref=ARQVj0iiFGmbvYrpxvdbMaxlzh1EVhMsD3C5AX-xqdwcNJ32Hb9ZeigQtVJIS6ueki8&fref=tag


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No Fórum TSF, Joana Amaral Dias explica porque decidiu divulgar o relatório da auditoria à gestão da Caixa Geral de Depósitos.
Joana Amaral Dias diz que não fica surpreendida com o "desplante" de Faria de Oliveira em negar acusações de que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) facilitou a concessão de créditos durante a sua tutela.
Esta manhã no Fórum TSF , conduzido por Manuel Acácio, a ex-deputada bloquista explica porque decidiu divulgar o relatório da auditoria relativa ao período 2000-2015 na CGD.
"Era de interesse público, da máxima relevância nacional, a divulgação de todos estes dados, defende.
Joana Amaral Dias lembra que o que está em causa é a atribuição de crédito "a fundo perdido", numa rede de favores.
Os sucessivos governos que passaram pela Caixa "atribuíram milhões aos seus amigos ou a outras pessoas por manifesto interesse, sem qualquer garantia. Mesmo quando os pareceres técnicos eram desfavoráveis ou mesmo sem qualquer estudo".
A auditoria independente realizado pela EY à gestão da Caixa foi decidida em Conselho de Ministros depois de um projeto de resolução aprovado na Assembleia da República, em 2016, e terminada no ano passado.
Apesar dos pedidos, o documento nunca chegou ao Parlamento, com o banco a alegar sigilo bancário e segredo de justiça para recusar o envio do documento.
Numa nota enviada à TSF, o Ministério das Finanças explica que a auditoria da EY foi enviada para o Banco de Portugal e para o Mecanismo Único de Supervisão do Banco Central Europeu, bem como a outras autoridades judiciais, de inspeção, de supervisão ou em matéria tributária, "caso os elementos do relatório se afigurassem relevantes".
Ainda que a informação do relatório estivesse sob sigilo bancário, o Governo pediu à administração da CGD que fossem "efectuadas todas as diligências necessárias para apurar quaisquer responsabilidades" e tomadas "medidas adequadas para a defesa da situação patrimonial da CGD", pode ler-se na nota.
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Fonte: https://www.tsf.pt/economia/interior/toda-a-elite-e-financeira-e-politica-sabia-do-do-regabofe-que-se-passava-na-cgd-10470485.html?fbclid=IwAR2MPVP6U_Lam55ByIM0AEXZkbObgLyQWx2ujdE2GHgQqCUZky5q4VQDWBU

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É a fartar vilanagem de um país onde a população não exige responsabilidades à classe política, criando nesta um clima de impunidade que só pode piorar com a passagem do tempo. O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente, como dizia lorde Acton, algo que no fundo a sabedoria popular também conhece: «a ocasião faz o ladrão», «quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte», «queres ver o vilão, põe-lhe a vara na mão». Num «país de bananas governado por sacanas», como dizia o rei D. Carlos, estas e outras acontecem sem que ninguém seja preso porque o povo não se revolta de maneira organizada e sistemática.

VICE-PRIMEIRO-MINISTRO DE ITÁLIA CULPA A CONTINUADA E ACTUAL COLONIZAÇÃO FRANCESA EM ÁFRICA PELA IMIGRAÇÃO AFRICANA NA EUROPA

O vice-primeiro-ministro de Itália, Luigi Di Maio, culpou a França pela crise dos imigrantes europeus, acusando-a de empobrecer as nações africanas com políticas "colonialistas". Prometeu levar a questão à União Europeia (UE) e a outros organismos internacionais.
Di Maio, também líder do movimento anti-establishment Cinco Estrelas, lançou um ataque contundente à França, que ele argumentou ser responsável pelas causas inerentes da actual crise migratória nas fronteiras da UE.
Di Maio falava numa manifestação no domingo, quando abordou recentes afogamentos em massa de imigrantes no Mediterrâneo. Acredita-se que até 170 imigrantes que deixaram a Líbia e Marrocos em botes caindo aos pedaços podem ter-se afogado no mar na semana passada. Três imigrantes foram salvos pela marinha italiana na Vernes, ao largo de Lampedusa.
Os sobreviventes disseram que faziam parte de um grupo de 120 pessoas que partiram da Líbia na Joves. O barco deles começou a afundar depois de eles ficarem no mar por cerca de 10 horas. As vítimas, segundo organizações de imigrantes, incluem uma criança de dois meses e pelo menos 10 mulheres. Separadamente, outro barco transportando 53 imigrantes virou no oeste do Mediterrâneo, segundo o único sobrevivente do incidente.
As tragédias reacenderam o debate sobre a política de migração linha-dura defendida pelo governo de Itália, que reúne uma coligação de extremos – com a Direita dominando a agenda migratória.
"Seríamos hipócritas se continuássemos a falar sobre os efeitos sem procurar as causas. Se hoje temos pessoas vindas de África é porque alguns países europeus como a França nunca pararam, nas suas cabeças, de colonizar África", afirmou Di Maio à multidão.
O político, que também serve como ministro do Desenvolvimento Económico, referiu-se ao franco, moeda usada em 14 antigas colónias francesas na África Ocidental e Central. A moeda é garantida pelo Tesouro francês e tem uma taxa fixa de câmbio com o euro. Embora seja creditado por proporcionar estabilidade financeira aos países africanos, tem sido frequentemente criticado como uma relíquia dos tempos coloniais pelos proponentes da total independência de África em relação à França. Eles argumentam que o franco, criado em 1945, impede o seu desenvolvimento económico, já que não têm voz na política monetária francesa ou europeia.
"Há dúzias de Estados africanos nos quais a França imprime a sua própria moeda, o franco das colónias, e com isso financia a dívida pública francesa", disse Di Maio, acrescentando que a França deveria ser sujeita a sanções pela UE, e potencialmente a ONU, por "empobrecer esses Estados e desencadear essas pessoas".
"O lugar dos africanos está em África e não no fundo do mar", completou.
Di Maio argumentou ainda que a França ficaria muito atrás no ranking económico internacional, se não fosse pela sua influência sobre as suas antigas colónias: "Se a França não tivesse as colónias africanas, que está a empobrecer, seria a 15ª potência económica internacional e, em vez disso, está entre as primeiras pelo que está a fazer em África", afirmou. A França é actualmente a sétima maior economia do mundo, de acordo com dados do Banco Mundial para 2017, e a terceira maior economia da Europa, depois da Alemanha e do Reino Unido.
Di Maio comentou que o seu partido apresentaria uma proposta ao Parlamento para punir a França nas próximas semanas.
Num ataque ao presidente francês Emmanuel Macron, Di Maio prosseguiu afirmando que ele deveria parar de falar sobre a moral em Itália enquanto o seu governo continua a explorar nações africanas.
No verão passado, Macron criticou o governo italiano pela sua recusa em receber imigrantes encalhados no mar e o seu porta-voz considerou essa política "repugnante" e "inaceitável".
A Itália ignorou as críticas, acusando o governo francês de hipocrisia.
As relações entre os governos francês e italiano já estavam tensas, com Di Maio — juntamente com o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini — expressando o seu apoio aos protestos dos Coletes Amarelos que assolam o governo de Macron desde Novembro.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2019012113150653-di-maio-franca-africa/

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A França convocou o seu embaixador em Itália para protestar contra os comentários do vice-primeiro-ministro italiano Luigi Di Maio, que acusou Paris de continuar a colonizar África e levar as pessoas a migrarem do continente, disse uma fonte do governo à AFP. (...)
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Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2019012113153977-franca-convoca-embaixador-italia-comentarios-africa/

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Duvido que toda a imigração que entra pela Europa adentro seja culpa da França, mas, grosso modo, as continuadas ligações europeias a África não fazem bem nenhum aos Europeus, o que está cada vez mais à vista, sobretudo nos países que tiveram colónias africanas.

segunda-feira, janeiro 21, 2019

PNR SOLIDARIZA-SE COM AUTORIDADES POLICIAIS ATACADAS POR NEGROS DO BAIRRO DA JAMAICA

«Alguns manifestantes arremessaram pedras contra os agentes da polícia, que respondeu com balas de borracha. Quatro pessoas foram detidas, confirmou a PSP. Cerca de uma centena de pessoas, alegadamente moradores no Bairro da Jamaica, no Seixal, Setúbal, manifestaram-se na tarde desta segunda-feira em protesto em frente ao Ministério da Administração Interna (MAI), ma Praça do Comércio, em Lisboa, para dizer "basta" à violência policial e "abaixo o racismo".»

O PNR manifesta mais uma vez a sua total solidariedade para com as forças policiais nacionais e expressa a sua revolta ao constatar a facilidade com que certos «jovens» de certos bairros «problemáticos» tomam a despudorada iniciativa de atacar as forças da autoridade portuguesa em território português. Esta relativa impunidade agressora é de quem sabe que pode quase livremente agredir agentes policiais sem que estes possam reagir como seria devido, e não podem reagir como seria devido porque estão na prática manietados num clima de intimidação das polícias criado por toda uma elite político-cultural que desautoriza continuamente a autoridade policial e continuamente desculpabiliza determinados indivíduos devido à sua origem étnica não portuguesa. É esta desculpabilização sistemática que faz com que estes «jovens» sejam lestos a queixar-se de «racismoo!!!!» sempre que se não lhes faz a vontade ou que se lhes faz frente aquando das suas atitude hostis, precisamente porque sabem que tal queixume pura e simplesmente resulta.
Os moradores da zona de Oeiras sabem bem como é o comportamento deste tipo de gangues, têm tido disso exemplos desde há quase trinta anos, quando o governo cavaquista deu aval a uma grande onda migratória oriunda de África.
O PNR afirma que o fortalecimento da autoridade policial, a expulsão de imigrantes ilegais e a restrição da concessão de cidadania a imigrantes seriam medidas que, entre outras, resolveriam grande parte destas situações da forma mais justa.
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Fonte: https://www.facebook.com/PNR.Oeiras/posts/997445637112709?__xts__[0]=68.ARCDDPuRQsaLGX5dG9baxdmHmXgtYgUNXPrZKZdcniZwhVaMESrsyXOUz5KpbsaptOcjRGATDGas6NcIXJ4odPNKU_XNFt-i6jC0AqAbMiqdTmcrN9Owd9uH3mdf4nhD6IZ9r3TXUUAbgdG6UOqFo1QJuOYqtHcRPb0ayLqprgGqu8vV5FRu-PaUdDYY4YOFMxbdXwWrHKcrO_7q2OXh-WFr6CvlR43lLPl9fSMGpAhrxhAaX1UqN79OdVUyqjmDMVqFlOUn57-gl-3mKG7YclLkuiTz3DpvwFmTklwnmRh7tzLq-3HUBE9Qyw3LCcjmAVw&__tn__=-UC-R

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O artigo do Diário de Notícias noticia o seguinte (além do primeiro parágrafo citado no artigo do PNR):

Às 17.15 horas, os manifestantes desmobilizaram da zona em frente do MAI, na Praça do Comércio, mas continuaram na baixa lisboeta, tendo-se registado vários incidentes, com a polícia a fazer disparos com balas de borracha para o ar, na zona da rotunda do Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade, para dispersar os manifestantes porque alguns indivíduos atiraram algumas pedras a agentes policiais e até a viaturas civis. Durante essas acções quatro manifestantes foram detidos.
Após os incidentes terem acalmado a PSP garantiu, em declarações à imprensa, que os disparos com balas de borracha foram feitos "para o ar", em resposta ao arremesso de pedras por parte dos manifestantes.
Pota-voz da PSP afirmou que quando a polícia "procurou conduzir os manifestantes de forma a libertar uma das vias da Avenida da Liberdade para permitir a circulação dos carros" estes começaram a arremessar pedras contra os agentes que "tiveram de intervir".
A mesma fonte afirmou que alguns polícias sofreram "ferimentos leves".
Manifestação frente ao MAI
Durante a tarde, os supostos moradores do Bairro da Jamaica usaram em frente ao MAI alguns símbolos, como uma bandeira de Cabo Verde e cartazes a dizer "anti-racismo social", os manifestantes gritaram palavras de ordem como "Não ao racismo", "não à mortalidade policial" e "chega".
Entre os gritos de protesto destacou-se um símbolo de "união" contra o racismo, em que duas pessoas com cor de pele diferente desfilaram de mãos dadas. A controlar a acção de protesto estavam cerca de duas dezenas de polícias, nomeadamente elementos da Unidade Especial da PSP.
A manifestação foi convocada através de redes sociais como o Facebook, pelo movimento Consciência Negra.
A participar no protesto, que mobilizou sobretudo jovens, Mónica Rocha, que vive no bairro da Quinta da Princesa, no Seixal, disse à Lusa que decidiu deslocar-se até Lisboa "em solidariedade" para com os moradores do Bairro da Jamaica, considerando que "a polícia não agiu como deve ser".
"Talvez com este movimento se consiga mudar a opinião de quem acha que somos diferentes pelo tom de pele e que esta sociedade perceba que somos todos iguais e devemos ter todos os mesmos direitos", avançou a jovem, ressalvando que a manifestação deve ser pacífica, uma vez que "não se pretende agir com violência, nem fazer mal a ninguém".
A coordenar o protesto com um altifalante e a impedir acções violentas por parte dos manifestantes, Jublay Castro contou à Lusa que assistiu ao que aconteceu no Bairro da Jamaica e que "a polícia chegou logo com a força da agressividade".
Nas redes sociais, são partilhados vídeos dos momentos de tensão.
De acordo com o jovem Jublay Castro, o protesto era para continuar pelas ruas de Lisboa, em direcção ao Rossio, com as mesmas palavras de ordem: "Não ao racismo".
No domingo de manhã, a polícia foi alertada para "uma desordem entre duas mulheres" no Bairro da Jamaica, tendo sido deslocada para o local uma equipa de intervenção rápida da PSP de Setúbal.
Segundo a PSP, um grupo de homens reagiu à intervenção dos agentes da polícia quando estes chegaram ao local, atirando pedras.
No incidente ficaram feridos, sem gravidade, cinco civis e um agente da PSP que foram assistidos no Hospital Garcia de Orta, em Almada.
A PSP abriu um inquérito para "averiguação interna" sobre a "intervenção policial e todas as circunstâncias que a rodearam", ocorrida hoje de manhã no bairro da Jamaica, concelho do Seixal, da qual resultaram, além dos feridos, um detido.
Pelo seu lado, a associação SOS Racismo anunciou que vai apresentar uma queixa ao Ministério Público na sequência destes acontecimentos.
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Fonte: https://www.dn.pt/pais/interior/moradores-do-bairro-da-jamaica-no-seixal-protestam-em-frente-ao-mai-em-lisboa--10467795.html

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Pude ouvir há pouco na SIC uma moradora e testemunha que, com a sua pronúncia africana, relatou que a polícia chamada ao local foi gratuitamente agredida por alguns dos moradores. Claro que isso não interessa aos SOS Racistas e quejanda merda, como seria de esperar.

PERSEGUIÇÃO AOS HOMOSSEXUAIS NA CHECHÉNIA CONTINUA...

A Chechénia lançou uma nova ofensiva contra homossexuais. Segundo activistas da LGBT, pelo menos duas pessoas morreram e, aproximadamente, 40 pessoas foram detidas.
Estas novas alegações seguem-se a relatos que já surgiram em 2017, em que mais de 100 homens gays foram presos e submetidos a tortura, alguns chegando mesmo a morrer.
"A perseguição de homens e mulheres suspeitos de homossexualidade nunca parou. Está apenas a diminuir. Neste momento, sabemos da detenção de cerca de quarenta pessoas, homens e mulheres. Dois deles morreram em consequência da tortura", explicou Igor Kochetkov, da LGBT.
No ano passado, activistas da LGBT ajudaram 150 pessoas a recomeçar a vida noutros locais da Rússia. Maxim Lapunov, um empresário russo de 30 anos, transformou-se na primeira pessoa a revelar a sua identidade e a dizer abertamente que foi detido e torturado na Chechénia pelo facto de ser gay.
Descreveu como foi sequestrado à luz do dia em Grozny, a capital da Chechénia, e mantido num porão ensanguentado durante 12 dias enquanto foi severamente espancado.
"O local era mesmo assustador. Tinha cerca de dois metros quadrados e a maior parte estava coberta de sangue, e um quarto da célula estava simplesmente coberta de sangue. Não era sangue de ontem ou anteontem, era fresco - o chão estava encharcado", disse Maxim Lapunov.
Apesar destes testemunhos as autoridades russas negam que os assassinatos e torturas tenham ocorrido nesta região predominantemente muçulmana, onde a homossexualidade é um tabu. O presidente da Chechénia, Ramzan Kadyrov, também negou quaisquer detenções.
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Fonte: https://pt.euronews.com/2019/01/15/chechenia-acusada-de-perseguicao-a-homossexuais

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Segundo aqui se lê https://www.jihadwatch.org/2019/01/chechen-authorities-accused-of-ordering-families-to-kill-their-lgbt-family-members, consta que o governo checheno chega a incitar as pessoas a matarem os LGBTs nas suas próprias famílias.
A Rússia tenta ocultar a coisa, não apenas porque não faltam homófobos no seu governo mas também porque quer a todo o custo manter sob seu controlo a colónia chechena - e outros territórios predominantemente muçulmanos, porque se cai um caem os outros a seguir em efeito dominó, como se observou nos anos noventa quando a revolta na Inguchétia esteve ao rubro - e vai daí faz vista grossa ao que se passa nessa república islâmica.
Enquanto isso, está para breve uma grande manifestação LGBT nalguma grande capital europeia, ou em várias, contra a Chechénia... deve estar quase a acontecer, mesmo quase... decerto que a politiquice correcta mais cretina e autista não vai continuar a manter os directores do movimento LGBT em silêncio no que respeita aos diversos elefantes muçulmanos na sala de cristais LGBT por todo o mundo...


DIA MUNDIAL DA RELIGIÃO


O Dia Mundial da Religião celebra-se anualmente a 21 de Janeiro.
Religião é culto prestado a Divindade(s). Proveniente do Latim, a etimologia da palavra tem sido discutida ao longo dos tempos. Autores cristãos apropriaram-se dela, usurpando-a e dando-lhe o sentido de «re-ligação» ao Divino; bem antes deles, já Cícero explicava - na sua obra «De Natura Deorum» ou «Sobre a Natureza dos Deuses», de 45 a.c. - o termo «religio» como derivação de «relegere» ou «reler», porque a religião seria uma atenção rigorosa e repetitiva relativamente a todo o que se relacionasse com os Deuses. Para Cícero, a definição correcta de «religio» era a Cultus Deorum ou «prática correcta dos ritos em veneração das Divindades.»
Para o também pagão Macróbio, do século V d.c., «religião» viria de «relinquere» ou «deixar para trás», no sentido de pôr à parte algo que é sagrado. 

«(...) Como existe uma variedade considerável de religiões, o Dia Mundial da Religião surgiu em 1949 com o intuito de promover a união das religiões existentes no mundo, tentando levar ainda mais fé e esperança aos povos tão diferentes entre si mas na verdade tão semelhantes no sentimento religioso.
Neste Dia Mundial da Religião os líderes religiosos apelam ao diálogo inter-religioso e por todo o mundo se incentiva ao respeito pela religião alheia e ao objectivo final da paz entre os povos.

Maiores religiões do mundo
Cristianismo: 2.1 biliões
Islamismo: 1.5 biliões
Secular/Agnósticos/Ateus: 1.1 billiões
Hinduísmo: 900 milhões
Religião tradicional chinesa: 394 milhões
Budismo: 376 milhões
Indígenas: 300 milhões

Religiões em Portugal
As religiões em Portugal com mais seguidores são a Católica, a Evangélica e a Testemunhas de Jeová. Segundo o Censos de 2011 as crenças dos Portugueses dividem-se em:
Católicos: 79,5%
Sem religião: 14,2%
Protestantes/Evangélicos: 2,8%
Outros cristãos: 1,6%
Testemunhas de Jeová: 1,5%
Religiões não cristãs: 0,8%

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Fonte https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-religiao/

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Era bom que pudesse haver por toda a parte o óbvio respeito pela religião alheia, mas desde pelo menos a difusão e imposição de doutrinas universalistas abraâmicas - Cristianismo e Islão - que isso se tornou substancialmente mais difícil... Com efeito, no ano 382 d.c. o «partido» cristão, tomando conta de Roma, foi deitando abaixo todo os símbolos pagãos que encontrou, incluindo a estátua da Vitória no Senado; em reacção, o emérito Símaco declarou, discursando no Senado, «apenas peço paz para os Deuses dos nossos antepassados, os Deuses nativos de Roma. Está certo que aquilo que todos adoram seja considerado um só. Todos contemplamos as mesmas estrelas. Todos temos o mesmo céu. O mesmo firmamento nos abarca a todos. Que interessa qual a teoria erudita a que cada homem recorre para procurar a verdade? Não há apenas um caminho para nos conduzir a tão vasto segredo.»
Qual foi então a resposta do bispo Ambrósio, para convencer os imperadores cristianizados de que não deviam restaurar a estátua da Vitória? Foi esta: «Tu [Símaco] dizes que não há um só caminho para nos conduzir a um segredo tão vasto. Pela palavra de Deus conhecemos coisas que tu não conheces. Pela sabedoria e verdade de Deus temos certezas em matérias que tu exploras por conjecturas. Deus não quer ser adorado em pedras.»
Não há paz, muito menos possibilidade de igualdade, quando um dos lados se assume como dono exclusivo da verdade com obrigação moral de impor essa sua verdade aos outros. Só quem perceba que a unanimidade não é possível - porque nada no mundo humano é total ou absoluto - só quem perceba isto é que é susceptível de viver numa sociedade tolerante. Todas as pretensões de unanimidade, ou seja, todos os totalitarismos, mais não fazem do que conduzir à opressão e ao subsequente conflito.
Felizmente que no Ocidente a corrente abraâmica começou a perder terreno a partir do final da Idade Média e a antiga Deusa Libertas acabou por restaurar-Se, sobretudo a partir da Revolução Francesa e do advento geral da Democracia no mundo ocidental e, a partir daí, no resto do planeta... É precisamente neste espírito de abertura e tolerância, herdado da antiguidade pagã, que se instaura o Dia Mundial da Religião. Efectivamente, a visão da Religião cada vez mais dominante no mundo ocidental é bem mais descendente da de Símaco que da de Ambrósio... pelo menos enquanto o Ocidente continuar a conduzir o mundo em termos ideológicos e culturais, bem entendido...
Num contexto de liberdade, voltam cada vez mais à tona os antigos cultos religiosos pagãos, ou seja, as práticas que originalmente receberam o nome de «religião», como se pode constatar no desenvolvimento e disseminação dos novos paganismos por toda a Europa, bem como em países onde a opressão totalitária abrandou, como na China ou no Quirguistão.
Quanto ao fenómeno da Religião em si, que alguns dizem estar a perder terreno na Europa, pode bem vir a ser mundialmente dominante nas próximas décadas, dada a taxa de fertilidade das populações mais religiosas do planeta. Sucede que estas populações são na sua maioria praticantes de credos abraâmicos, mercê da imposições totalitárias que se deram ao longo dos séculos, o que poderá constituir um desafio ou, pelo menos, um alerta para quem queira salvaguardar a sua liberdade religiosa, nomeadamente no seu sentido propriamente étnico, bem conhecido no mundo antigo, no qual se considerava como natural o lema «Pro Aris et Focis» («De Natura Deorum», Cícero), literalmente, «Pelos Altares e pelos Lares», ou seja, pela Religião e pelo Sangue da Nação.

NO PAÍS IRMÃO - MUÇULMANO MARROQUINO PLANEAVA MASSACRAR CENTENAS DE PESSOAS EM MÁLAGA

Efectivos de la Policía Nacional han procedido en Málaga a la detención de un yihadista musulmán, de 27 años y nacionalidad marroquí, que pretendía causar una masacre en la Costa del Sol.
Según ha tenido conocimiento La Tribuna de España, el terrorista musulmán pretendía atentar en la Feria de la localidad malagueña de Manilva, inmolándose en plena celebración de La Feria.
Su perfil en Facebook era Anwar Andalosi y entre sus contactos aparecen numerosos combatientes islamistas en cuyos muros de se hacía propaganda del terrorismo yihadista y llamamientos a sumarse a la Yihad iniciada por Al Qaeda e ISIL.
(...)
La Interpol tenía identificado a este musulmán, que ha sido identificado por las siglas M.L., como un peligroso terrorista y la policía española lo buscaba desde hace año y medio. Otro dato inadmisible: cuando se detiene a ciudadanos patriotas por oponerse a la instalación de una mezquita, la policía y el juzgado ofrece nombres y apellidos y, por el contrario, protege la identidad de los terroristas musulmanes.
El yihadista había grabado un vídeo manifestando su propósito de atentar en La Feria de Manilva, se mostraba dispuesto a inmolarse por Alá y afirmaba no tener temor a la muerte.
Las diligencias se encuentran en la Audiencia Nacional y son instruidas por el juez Santiago Pedraz (lo que resulta altamente preocupante para los ciudadanos por la manifiesta incompetencia del juez alumno del prevaricador Baltasar Garzón).
En principio Santiago Pedraz ha impuesto prisión provisional para el yihadista detenido con el cargo de pertenencia a organización terrorista.
En las redes sociales, el detenido había publicado múltiples mensajes musulmanes de alta radicalidad y había manifestado su intención de trasladarse a Siria a combatir con Estado Islámico. M.L., Anwar Andalosi  (en Facebook) había manifestado ser un soldado del Estado Islámico y juró expresamente, con el discurso oficial del Dáesh, lealtad al líder del Estado Islámico Omar Bakr El Baghdadi.
La propia Fiscalía de la Audiencia Nacional ha admitido la veracidad de las amenazas del terrorista islámico detenido que tenía la intención de hacerse explotar con un montón de carga explosiva cuando más afluencia de público hubiera.
En el registro del domicilio de Anwar Andalosi se encontró abundante material audiovisual de extrema crudeza, que mostraban asesinatos y degollamientos llevados a cabo por estado Islámico.
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Fonte: https://latribunadeespana.com/espana/yihadista-queria-asesinar-a-cientos-de-espanoles-en-malaga-ante-la-permisiva-complicidad-de-facebook-pretendia-atentar-en-las-fiestas-de-manilva

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Andalosi... será alusão à Andaluzia, que essa malta insiste em considerar como terra muçulmana?...

LUA RUBRA DENTRO DE MOMENTOS...

A fotografia que ilustra este artigo foi captada em Santarém pelo astrofotógrafo Pedro Ré durante um eclipse lunar total.

É uma Super Lua porque a fase de Lua Cheia acontece muito perto do momento em que ela faz a segunda aproximação mais rasante ao nosso planeta. É uma Lua Vermelha ou de Sangue — mas esse é apenas um nome popular — porque, tal como em todos os eclipses lunares, é essa a cor que o nosso satélite natural vai assumir quando passar no centro da sombra da Terra. E é uma Lua de Lobo porque é a primeira Lua Cheia do ano, embora esse também seja uma nome meramente popular e que nada tem a ver com ciência.
Portugal vai assistir ao único eclipse lunar total do ano na madrugada deste Soles para Lues. É um espectáculo de cinco horas e 25 minutos que, embora não seja tão raro quanto isso — os eclipses do Sol são muito mais raros —, também obriga a uma certa pontaria astronómica para que aconteça. Tem de estar escrito nas estrelas, por assim dizer. Além do mais, este eclipse não vem sozinho: nesta mesma noite vai haver outro eclipse no nosso céu. E outra Lua vermelha que nada tem a ver com a do eclipse.
É verdade que acontece a altas horas da noite, antes do primeiro dia de uma semana de trabalho, mas há realmente muitas conjugações astronómicas que convidam os mais conhecedores, os curiosos (e também os mais corajosos) a ficarem de olhos pregados no céu noite dentro. Em primeiro lugar, a meteorologia vai ajudar: não vai chover — não vai mesmo, diz o Instituto Português do Mar e da Atmosfera — e as nuvens também vão dar tréguas durante quase toda a noite. E em segundo lugar, o horário também tem vantagens: desta vez não precisa de ter vista desimpedida para o horizonte se quiser ver a Lua. Basta ter uma janela virada para poente e não viver num sítio com prédios muitos altos. O único problema pode ser o frio, já que as temperaturas mínimas vão baixar (ainda mais).

Eis aquilo que precisa de saber para entender a Super Lua Vermelha de esta noite.

Porque é que esta é uma Super Lua Vermelha Sangue de Lobo?
Tem (quase) tudo a ver com ciência
Diz-se que este eclipse surge de uma Super Lua porque a fase de Lua Cheia acontece muito próxima ao perigeu — o momento de maior aproximação entre o nosso satélite natural e a Terra — e do ponto máximo do fenómeno. A Lua vai entrar em fase Cheia quando forem 05h16, isto é, apenas quatro minutos depois de o nosso astro vizinho passar precisamente no centro da zona mais escura da sombra terrestre, ficando totalmente vermelha. Umas horas mais tarde, às 19h59, a Lua Cheia vai ficar a apenas 357.342 quilómetros e 247 metros da Terra. Essa é a segunda maior aproximação da Lua à Terra. A maior de todas acontece a 19 de fevereiro às 09h03, quando a Lua estiver a 356.760 quilómetros e 687 metros do nosso planeta.
Tudo isto vai contribuir para uma Lua que nos parecerá “14% maior, comparando o tamanho com quando está o mais afastada da Terra”, explica Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa, ao Observador. Além disso, a Lua também será “30% mais brilhante” exactamente graças à proximidade entre ela e a Terra: “Quando há uma lâmpada acesa e alguém aproxima o rosto dela, sente mais luz por milímetro quadrado de cara. Neste caso é o mesmo: ao aproximar-se de nós, a luz que recebemos da Lua atinge a Terra em maior quantidade por metro quadrado. E isso resulta, na linguagem popular, no aumento do brilho da Lua”, descreve o astrónomo.
Além de uma Super Lua, o eclipse desta madrugada vai mostrar-nos uma Lua vermelha ou de sangue. Isto acontece porque, durante um eclipse lunar total, a Lua não desaparece realmente. Em vez disso, quando fica coberta pela sombra terrestre, ganha uma coloração vermelha. Isso acontece por causa de um fenómeno chamado Dispersão de Rayleigh, em que os raios de comprimentos de onda maiores — como é o caso do vermelho — são menos desviados que os outros e, por isso, acabam por entrar na sombra da Terra. É por isso que a sombra do nosso planeta não é realmente escura. Mas voltaremos a este tópico mais à frente.
Portanto, é uma Super Lua. E é uma Lua Vermelha ou de sangue. Mas há também quem lhe chame Lua de Lobo, nome popular que se dá à primeira Lua Cheia do ano. No entanto, esse nome não tem qualquer fundamentação científica, alerta Rui Agostinho: “Eu na brincadeira até já perguntei se é um lobo do Alasca ou um lobo ibérico. Uma pessoa explicou-me que era uma referência normalmente usada na ficção científica, mas ficar-se-á por aí. Do ponto de vista científico não faz sentido nenhum dizer que é uma Lua de lobo, de urso ou de cavalo ou de outra coisa qualquer. Ainda por cima não existe qualquer constelação com esse nome, por isso não há sequer espaço à imaginação por esse lado”. Apenas talvez apenas aos lobisomens, normalmente associados a qualquer Lua Cheia e a sangue… quanto mais a uma como esta.

Como é que tudo vai acontecer?
As cinco horas e 25 minutos de espectáculo
Na sua longa viagem de 365 dias em redor da nossa estrela, o planeta Terra vai ficar entre o Sol e a Lua. Os três astros vão alinhar-se num fenómeno celestial que se chama sizígia, que ocorre quando três corpos celestes pertencentes ao mesmo sistema gravitacional — como os objectos que compõem o Sistema Solar — se alinham no espaço. Quando ficam alinhados, a Terra tapa a luz do Sol que numa situação normal chegaria à superfície lunar. O resultado? Um eclipse total da Lua. Se os três astros ficarem perfeitamente alinhados, assistimos a um eclipse total; mas se não ficarem completamente alinhados, então ocorre apenas um eclipse parcial da Lua. Esta madrugada acontece o primeiro caso. Será o único eclipse total da Lua deste ano. Vai haver outro, mas apenas parcial, a 16 de Julho.
Para entender o fenómeno é preciso, em primeiro lugar, conhecer como funciona a sombra da Terra. A sombra do nosso planeta tem duas partes: uma menos escura chamada penumbra e outra, no centro desta, que é mais pequena e escura, que se chama umbra. Quando forem duas horas, 36 minutos e 30 segundos da madrugada deste Soles para Lues, a Lua vai começar a entrar na penumbra da Terra e ficará completamente tapada por ela quando forem três horas, 33 minutos e 54 segundos. É a essa hora que começará a entrar na umbra e a ficar vermelha. Vai lá ficar até durante três horas, 16 minutos e 45 segundos. Quando forem seis horas, 50 minutos e 39 segundos, a Lua já terá saído da zona mais escura da sombra da Terra e estará de regresso à zona mesmo escura dela. Às sete horas e 48 minutos em ponto, o eclipse acaba.
Mas a fase mais interessante do eclipse lunar vai acontecer das quatro horas, 41 minutos e 17 segundos até às cinco horas, 43 minutos e 16 segundos. Sim, terá mesmo de acordar a meio da noite se quiser ver este espectáculo único. É durante esse intervalo que a Lua vai ficar toda vermelha e acontece o ponto máximo do eclipse, quando a Lua passa mesmo no centro da sombra da Terra. Isso acontecerá às 05h12 de já da manhã Lues.
Como o fenómeno acontece tão tarde (ou tão cedo, conforme a perspectiva), se planeia participar numa actividade de observação nocturna, o melhor é agasalhar-se bem e beber coisas quentes. Além disso, como o eclipse durante tanto tempo, também deve preparar alguma comida.
De qualquer modo, se tiver uma janela virada para poente, o mais provável é nem sequer ter de sair de casa para ver o eclipse e o resto deste acontecimento astronómico. Vai tudo acontecer quando a Lua estiver alta no céu, antes de se por. Por isso, a não ser que viva num lugar com prédios muito altos, como numa avenida ou numa cidade muito povoada, é possível que consiga assistir a tudo no conforto do lar.

Porque é que a Lua vai ficar vermelha e não desaparece?
A culpa é da nossa atmosfera
Os eclipses lunares totais acontecem quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham e o nosso satélite natural entra no cone de sombra terrestre. Era de esperar que a Lua desaparecesse atrás dessa sombra, uma vez que a Terra taparia a luz do Sol e a impediria de chegar à superfície lunar. E era isso que aconteceria se a Terra não tivesse atmosfera. Só que o nosso planeta tem uma camada gasosa à superfície com 800 quilómetros de altura que absorve a radiação ultravioleta para manter o planeta a uma temperatura viável para o desenvolvimento de vida; e que nos protege de colisão de corpos celestes vindos do espaço. É por causa da nossa atmosfera que a Lua não desaparece durante um eclipse. Em vez disso, fica vermelha.
Há dois motivos para que isso aconteça, explica ao Observador o astrónomo Rui Agostinho. Os raios solares que entram na nossa atmosfera e que iriam passar tangentes à Terra — porque não estão direccionados para chegar à superfície — sofrem uma mudança de direcção. O que atmosfera faz é deflectir ligeiramente a trajectória desses raios solares, fazendo com que os raios que deviam ir em frente acabem por entrar dentro do cone de sombra da Terra. Por isso é que a sombra da Terra não é completamente escura e a Lua não desaparece quando entra dentro dela.
Se fosse só assim, a Lua continuaria com a iluminação que tem naturalmente. Ao invés disso, fica vermelha porque “a atmosfera faz outra coisa”, sublinha Rui Agostinho. “Os raios de luz que entram na atmosfera são compostas por todas as cores, desde o violeta até ao vermelho. Acontece que a atmosfera desvia  de maneira diferente a direcção desses raios. E os raios azulados são aqueles que são dispersos em todas as direcções. Por isso é que o céu é azul”, explica o astrónomo. Ora, se os raios mais azuis são aqueles que ficam dentro da atmosfera, os raios mais avermelhados são os que seguem em frente: “Quanto mais vermelha é a luz, mais em frente ela vai porque menos dispersa é. E quanto mais azul for a luz, mais dispersa é e menos vai em frente. É por isso que a luz que entra no cone de sombra da Terra é essencialmente vermelha”, concretiza o cientista. E é por isso que a Lua, ao ser atingida por esses raios, fica vermelha.
Tudo isto tem uma justificação na física: é a Dispersão de Rayleigh. Segundo essa lei, “a eficiência da dispersão varia com o inverso do comprimento de onda à quarta”, acrescenta o astrónomo. “Quanto maior o comprimento de onda, menor é este efeito de desvio. Ora, os comprimentos de onda maiores são os vermelhos por isso eles são os menos desviados e seguem na mesma trajectória. Os azuis são os que têm menos comprimento de onda, por isso são mais desviados”, finaliza Rui Agostinho.

Onde é que posso ver este eclipse?
Um mapa das observações nocturnas pelo país fora
Há muitos locais espalhados pelo país que vão abrir portas para receber os mais curiosos — e mais corajosos e menos sonolentos — por um eclipse que acontece já esta madrugada, numa noite de Soles para Lues, antes do primeiro dia de uma semana de trabalho. Nas ilhas, o Observatório Astronómico de Santana e a Associação de Astronomia da Madeira vão abrir portas para receber os observadores do céu nocturno. No Algarve, o Centro de Ciência Viva em Faro também tem uma actividade organizada para esta madrugada, mas tem de se inscrever através do e-mail inscricoes@ccvalg.pt. E quando chegar ligue para Filipe Dias, responsável pelo AstroClube, através do número +351 969 523 661.

Se estiver no Porto e quiser companhia durante o eclipse, o Observatório de Astronomia do Parque Biológico de Gaia vai estar aberto para que o público possa assistir ao fenómeno. A mesma iniciativa foi tomada pelo Observatório Geofísica e Astronómico da Universidade de Coimbra, pelo Centro de Ciência Viva de Constância (Santarém) e pelo Observatório Astronómico do Alqueva (Évora). De resto, também o Observatório Stella Maris, de Cristóvão Cunha, vai receber até 60 pessoas em Aguiar da Beira, distrito da Guarda. Só tem de ligar com antecedência para o número +351 926 670 528 para se inscrever. Clique nos links para saber mais sobre cada uma das atividades.

Se preferir ficar por casa, essa também é uma hipótese a considerar. Basta que tenha alguma janela com vista para poente e que não viva num local com prédios muito altos para conseguir ver a Lua. O eclipse acontece já durante a madrugada, quando o astro já está alto no céu, por isso não necessita obrigatoriamente de ter uma vista desimpedida para o horizonte.

Como é que o posso fotografar?
Siga os conselhos dos especialistas
O fotógrafo Miguel Ventura, que vai estar em Braga na Casa da Ciência a 9 de Março para um workshop sobre astro-fotografia, explicou ao Observador que, “num caso de eclipse lunar, ao contrário do que aconselho para astro-fotografia, não é preciso fugir das luzes da cidade pois é facilmente observável mesmo da nossa janela”: “Qualquer máquina dá para fotografar. Aqui o mais importante é mesmo a lente. É altamente recomendável uma telezoom, ou seja, uma lente que nos permita ampliar a distância focal”, afirma. Neste caso, Miguel Ventura aconselha os mais inexperiente a usar uma 70-200 ou uma 150-600.
Além do cuidado que deve ter com a lente, também teve ter sempre um tripé consigo, diz o astro-fotógrafo, independentemente do tipo de câmara que tiver — mesmo que seja apenas um telemóvel. Aliás, se pretender fotografar o fenómeno com um smartphone, “se a câmara o permitir o melhor é fazer algo como um timelapse”. “Mas num telemóvel mesmo os topo de gama existem limitações, como o zoom, por exemplo”, avisa Miguel Ventura. E acrescenta: “Defendo que estamos longe ainda de um telemóvel estar sequer perto do nível de uma máquina fotográfica”.
Em matéria de edição, Miguel Ventura diz que o mais usual é fazer uma composição de várias fotografias tiradas com cinco minutos de diferença. Se não tem uma experiência na edição de fotografias únicas, este astro-fotógrafo recomenda fotografar sobretudo no momento em que o eclipse atinge a plenitude, às 05h12. “Recomendo sempre que, ao tirar as fotos, se mantenha em mente que a Lua, por causa da luz do Sol, é em si um ponto luminoso. Logo, temos de ter especial cuidado a parâmetros como ISO [sensibilidade da câmara à luz], tempo de exposição e abertura da lente”, alerta o artista. Tendo tudo isso em conta, Miguel Ventura recomenda uma ISO 800, tempo 1/500 e uma abertura F8.
Esses conselhos vão ao encontro dos dados por Pedro Ré, o autor da fotografia que ilustra este artigo, ao Observador. Segundo este astro-fotógrafo, para conseguir bons resultados o melhor mesmo é usar uma tele-objectiva ou um telescópio. “Quem tiver uma tele-objectiva deve usar uma DSLR no mínimo de 200 milímetros senão não se vê nada, só um pontinho. Mas o melhor era um telescópio: coloca-se a máquina no foco principal do telescópio e fotografa-se”, descreve ele.
Pedro Ré também chama a atenção para o facto de, em fotografias tiradas durante os eclipses, ser preciso reservar um tempo de exposição de alguns segundos, por isso é que “é preciso fazer uma montagem equatorial com seguimento, senão não fica nada de especial”, alerta o fotógrafo. Se não se fizer isso, as fotografias vão sair arrastadas. “Fica tudo arrastado. Mesmo com uma tele-objectiva com 200 milímetros, se se fizer uma exposição com mais de 10 segundos a fotografia já vai sair arrastada”, explica ele.

Vai estar bom tempo?
Espera-se uma noite clara, mas fria
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera diz ao Observador que a noite de Soles para Lues vai ser geralmente limpa e sem chuva, tal como se quer em noite de espectáculo astronómico. Apesar de este Saturnes ter trazido tempo bastante nublado e alguma precipitação a Portugal Continental e ao arquipélago dos Açores, Soles já vai acordar com outra cara e trazer um tempo mais amigo dos amantes de eclipses.
De acordo com o instituto, pode haver alguns períodos de céu nublado, principalmente no interior norte do país, mas serão apenas pontuais. A acontecerem, acontecerão sobretudo entre as cinco e as sete da manhã, portanto não deverão atrapalhar a visualização do eclipse. O maior problema será mesmo o frio: as temperaturas mínimas vão descer e não devem passar dos 10ºC. Até há locais, mais a norte, onde se prevêem temperaturas negativas, provavelmente entre os -3ºC e o 1ºC.

Como seria o eclipse para alguém que estivesse na Lua?
Um eclipse lunar visto da Lua é um eclipse solar
Se houver alguém na Lua no momento em que o eclipse está a acontecer, o que essa pessoa verá é um eclipse solar: a Terra, que parecerá uma bola escura porque o lado em que está de noite é que o que está voltado para o satélite natural, irá colocar-se progressivamente à frente do Sol até o tapar completamente. No momento em que os três astros estiverem alinhados, a Terra irá parecer uma bola escura circundada por um anel vermelho.

A 15 de Abril de 2014, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), a agência espacial norte-americana, fez um vídeo que ilustrava como seria um eclipse da Lua — ou, na perspectiva lunar, um eclipse solar — visto a partir do nosso satélite natural. “Com o horizonte lunar em primeiro plano, a Terra passa em frente ao Sol, revelando o anel vermelho dos amanheceres e entardeceres ao longo do limite da Terra”, descreveu a NASA. Veja como é aqui em baixo.

Este fenómeno é assim tão especial?
Um eclipse também exige pontaria
O eclipse total lunar da madrugada deste Soles para Lues é especial porque é o único a acontecer este ano. Vai haver outro eclipse na noite de 16 para 17 de Julho que vai ser visível em Portugal, mas será apenas parcial, isto é, apenas parte da superfície lunar vai ser tapada pela sombra da Terra. De resto, a próxima Super Lua Vermelha será a 26 de Maio de 2021 e não será visível no nosso país.
Além disso, há mais um pormenor que tornam os eclipses especiais. Para o compreender precisa de saber o que é um nodo lunar. Imagine que, à medida que a Lua rodeia a Terra, deixa um rasto azul que retrata o trajecto que faz em redor do nosso planeta. Agora imagine uma projecção a amarelo da trajectória aparente do Sol observada a partir da Terra, como se fosse a estrela a andar à nossa volta e não o contrário. Os lugares onde o trajecto da Lua e a projecção da trajectória do Sol se cruzam chamam-se nodos lunares.
Há dois — um descendente, que ocorre a sul da elíptica, e outro ascendente, que ocorre a norte — e os eclipses só acontecem perto deles. Isto é, só pode haver eclipses quando a Lua se aproxima de um desses nodos lunares. Portanto, para que haja um fenómeno como esses, são precisas três condições: que a Lua, o Sol e a Terra fiquem alinhados; que a Terra fique no meio dos outros dois astros; e que a Lua Cheia aconteça a uma longitude celestial de 11º38′. No caso dos eclipses solares, a lógica é parecida, mas nesses casos é a Lua que tem de estar entre a Terra e o Sol; e a Lua Nova tem de acontecer  a uma longitude de 17º25′.

Há outros fenómenos a que possa assistir esta noite?
O outro eclipse da noite e a Lua vermelha antes de o ser
Sim. O primeiro fenómeno a que pode assistir esta noite é a aproximação da Lua Cheia ao perigeu, isto é, ao ponto mais próximo da Terra. Isso mesmo é o que explica o Observatório Astronómico de Lisboa: “Normalmente a Super Lua apresenta-se 30% mais brilhante do que uma Lua cheia habitual. Ora,  isto não acontecerá durante um eclipse, em que há uma diminuição de luminosidade. A melhor altura para observar a Super Lua em todo o seu esplendor é, como habitualmente no seu nascimento, que no dia 20 [este Soles] ocorre às 17h06min“, explica o observatório na página de Internet.
Essa Super Lua vai ser vermelha ainda antes de o eclipse começar, antecipam os astrónomos. E o Observatório conta porquê: “A Super Lua aparecerá no horizonte como uma Lua gigante avermelhada. Note-se no entanto que este avermelhamento da Lua é diferente do que ocorre durante o eclipse. Enquanto que durante o eclipse a Lua é iluminada por luz avermelhada, durante o ocaso a Lua é iluminada por luz branca que é posteriormente reflectida para a Terra e se torna avermelhada quando dispersa na atmosfera terrestre”.

Além disto, há outro eclipse a acontecer esta noite: o de Algol. Esse é um dos nomes dados à segunda estrela mais brilhante da constelação de Perseus, cujo nome científico é Beta Persei. Na verdade, este astro é uma estrela binária: é composto por duas estrelas que orbitam uma em volta da outra. É o mesmo que acontece com Sirius, a estrela mais brilhante no céu nocturno, que pertence à constelação de Cão Maior e que pode ser vista a partir de qualquer ponto na Terra. Sírus é um sistema de duas estrelas brancas que orbitam entre si a 20 unidades astronómicas uma da outra — a mesma distância que separa o Sol de Úrano, ou 20 vezes a que separa a Terra da nossa estrela.
Ora, na mesma noite em que vai acontecer o eclipse lunar total, também vai haver um eclipse de Algol. Uma das estrelas que compõem esse sistema binário vai passar à frente da outra na perspectiva de quem está aqui na Terra. O Observatório Astronómico de Santana vai preparar a noite de observação de modo a que os telescópios estejam apontados também a esse fenómeno, que acontece muitas vezes mas que é imperceptível a olho nu.


Fonte: https://observador.pt/especiais/super-lua-vermelha-sangue-de-lobo-roteiro-para-entender-o-unico-eclipse-lunar-total-do-ano/