quarta-feira, Novembro 26, 2014

«MAIMAKTERIA 2014» - CELEBRAÇÃO DO PAI DO CÉU NO BERÇO DA CIVILIZAÇÃO EUROPEIA












A 23 de Novembro de «2014», o Supremo Conselho dos Gentios Helenos celebrou a Maimakteria, de acordo com o ciclo anual de festivais da religião nacional helénica.

Para ver mais fotos, clicar aqui: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10152499837694562&id=44437939561

SONDAGEM NO REINO UNIDO - ESMAGADORA MAIORIA DA POPULAÇÃO É CONTRA O MULTICULTURALISMO

Fonte: http://www.breitbart.com/Breitbart-London/2014/08/31/95-percent-of-BBC-viewers-think-multiculturalism-has-failed
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No Reino Unido, nada menos que noventa e cinco por cento (95%) dos inquiridos numa sondagem da BBC em Agosto afirmam que o multiculturalismo no país é um falhanço. 
Num debate televisivo sobre o resultado da estatística, um dos intervenientes, James Delingpole, colunista de «Direita» (libertário conservador, como se considera a si próprio), lembrou o caso da pedofilia muçulmana de Rotherham como exemplo de muitos outros casos em todo o país a mostrar às pessoas que  multiculturalismo é uma desgraça pegada; do lado contrário, o jornalista de Esquerda Owen Jones pôs-se a elogiar as virtudes da mistura étnica, a glorificar o facto de o Reino Unido ser o país do mundo com mais relações inter-raciais e a pedir mais derrube de barreiras entre as comunidades, alegando que a concentração de certas minorias em certos bairros.
Sucede simplesmente que os dados apontam para que seja o multiculturalismo a fortalecer a segregação. Como o DailyMail noticiou, e o blogue Gladius ecoou, pode desde há algum tempo constatar-se que há uma «white flight» ou «fuga branca», isto é, brancos a abandonar determinada região, devido precisamente à presença crescente de imigrantes. No caso mais flagrante em Inglaterra, o da capital, verifica-se que entre 2001 e 2011, mais de meio milhão de brancos - seiscentas e vinte mil pessoas - deixaram Londres para trás, que é hoje uma cidade de maioria imigrante. Apenas quarenta e cinco por cento dos habitantes actuais de Londres são britânicos. E há já zonas que estão declaradas como «muçulmanas», algumas com «polícia» da «charia» (patrulhas de muçulmanos que agridem quem na rua seja visto a beber álcool, por exemplo).

O raio do povinho é lixado, por mais que o queiram convencer que a misturada é que é boa, acaba sempre por rejeitá-la, de uma maneira ou doutra... esta é a verdadeira opinião popular, aquela que, a longo prazo, favorece as posições políticas nacionalistas, o que confirma o que ando a dizer há anos: a Democracia é mesmo uma aliada natural do Nacionalismo.



SINAIS DE QUE OS YEZIDIS PODERÃO APROXIMAR-SE DA ÍNDIA PARA SOBREVIVER AO ESTADO ISLÂMICO


Fontes:
http://www.dnaindia.com/world/report-hindu-americans-ask-us-to-protect-yezidis-from-isis-in-iraq-2029022


http://namtagupta.wordpress.com/2014/11/02/yezidis-last-hope-remains-hindus-and-india/
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O essencial une Yezidis e Hindus - a mesma remota e também presente raiz indo-europeia, a subsequente comunidade de origem religiosa, indo-europeia portanto e, nisso, a eventual comunidade de culto à mesma Divindade, dada a provável equivalência entre o Yezidi Taus-Melek e o hindu Murugan (acima, à direita e à esquerda, respectivamente). E claro, um mesmo grande oponente principal - o Islão. Para uma eventual aproximação política poderá contribuir a conhecida tolerância hindu, a circunstância de ter, há mais de um milénio, acolhido os zoroastrianos em fuga do Irão, que hoje constituem uma minoria étnica e religiosa próspera e tranquila em solo indiano.

«ANTES MORTA QUE MUÇULMANA»


Fontes:
http://gulfnews.com/news/world/pakistan/hindus-protest-over-minor-s-girl-abduction-forced-conversion-1.1406920
http://www.foxnews.com/opinion/2010/09/09/phyllis-chesler-hindu-human-rights-muslim-islamic-terrorism/
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Continuam as conversões forçadas no Paquistão, potência regional muçulmana que possui armas nucleares. A cada mês, cerca de vinte raparigas hindus, e doutros credos, são sequestradas, forçadas à conversão e casadas à força com muçulmanos. Paradigmático foi o caso, em 2012, da jovem hindu Rinkel Kumari, que diante do Supremo Tribunal em Islamabad disse preferir morrer a converter-se ao Islão, como aqui se pode ler: http://www.asianews.it/news-en/Hindu-girl-tells-Supreme-Court-she-would-rather-die-than-convert-to-Islam-24358.html

Como é sabido, a conversão forçada é amplamente sustentada pelos textos sagrados do Islão - Alcorão e Hadits - como aqui se pode ler: http://www.thereligionofpeace.com/quran/013-forced-conversion.htm

O que agora se passa no tão falado califado da Síria e do Iraque é, no fundo, uma amostra do que há muito se faz não demasiadamente longe dali, na parte do Hindustão dominada pelo credo muçulmano.

ALEMANHA E ISRAEL PODERÃO FINANCIAR UM FUTURO ESTADO CATALÃO

El juez Santiago Vidal, en una entrevista al periódico Delta, afirma que cuando se produzca la independencia “no podremos acudir al Banco Central Europeo para financiar las deudas, porque todavía no seremos un estado miembro de la Unión Europea. Y , si lo somos, no lo seremos con pleno derecho”.
Vidal, sin embargo, dice que “esto tiene una solución, que se está trabajando a fondo: que otro estado con solvencia, y se habla básicamente de Israel y Alemania, nos haga de banco temporalmente”. El juez cree que hay datos objetivos que dentro de tres años “Cataluña habrá conseguido dar el paso de nación a estado” y lo hará “por vías legales, políticas y pacíficas”.
Según Vidal, entre el 2016 y finales del 2017 “se dará la construcción jurídica de este nuevo estado, con o sin pacto” con Madrid. Si el proceso no es acordado con España, “se hará mediante la Convención de Génova, de 1986, que establece que, cuando una nación, de forma mayoritaria, pacífica y democrática, decide secesionarse de su estado matriz, este estado matriz debe sentarse a negociar. Y, si no lo hace, interviene el Tribunal Internacional de Justicia como mediador”, añade.
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Fonte: http://www.alertadigital.com/2014/11/25/el-juez-santiago-vidal-cree-que-alemania-e-israel-financiaran-la-independencia-de-cataluna/





MENSAGENS RACISTAS CONTRA OS BRANCOS EM FACEBOOK DA CASA BRANCA NORTE-AMERICANA

Agradecimentos ao camarada RC por me ter dado a conhecer esta notícia:
http://independentfilmnewsandmedia.com/illegal-aliens-and-activists-on-white-house-facebook-page-f-all-you-white-people-we-won/
http://independentfilmnewsandmedia.com/illegal-aliens-and-activists-on-white-house-facebook-page-f-all-you-white-people-we-won/
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Como tem sido noticiado, o presidente mulato dos EUA assinou uma série de decretos com vista à regularização de cinco milhões de imigrantes ilegais nos EUA, como aqui se pode ler, http://www.voaportugues.com/content/article/2529011.html, atitude criticada pela oposição, que o acusa de querer passar por cima da lei: "Não é assim que funciona a nossa democracia", disse o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner antes do discurso. "O presidente já disse que não é um rei, nem um imperador, mas comporta-se como tal", acrescentou.
Quanto aos ditos ilegais, devem ter ficado contentes por se terem escapado de boa - serem postos dali para fora, de volta à miséria de onde vieram - e alguns até parece que se sentem de costas quentes para insultar os brancos norte-americanos que não queriam lá mais alógenos... ou eles ou, mais provavelmente, os apoiantes da imigração ilegal, como se poder em diversos comentários colocados maioritariamente por não brancos na página oficial de Facebook da Casa branca (ver os dois primeiros links acima). E no Twitter idem.

Que haja gente cheia de ódio aos brancos nos EUA (e se fosse só nos EUA...) já se sabia, mas que as suas mensagens tenham podido ficar expostas ao público por pelo menos uma hora num meio de comunicação do Estado norte-americano, eis o que constitui novidade, talvez sintomática.

«UM DEUS PASSEANDO PELA BRISA DA TARDE»



Segundo o The New York Times Book ReviewUm Deus Passeando pela Brisa da Tarde «é simultaneamente um estudo envolvente sobre a conduta moral de um homem e uma reflexão provocadora sobre a dificuldade de se levar uma vida virtuosa numa era em constante mudança». Este romance, internacionalmente conhecido e o mais premiado de Mário de Carvalho, (...) 
Lúcio Valério Quíncio é o magistrado de Tarcisis, cidade romana da Lusitânia no século II d. C. Como dirigente máximo, cabe-lhe tomar todas as decisões, enquanto tumultuosos acontecimentos conduzem a pequena cidade ao descontentamento geral. No exterior, notícias de uma invasão bárbara iminente, proveniente do Norte de África, obrigam-no a drásticas medidas, enquanto, no interior das muralhas, uma nova seita, a Congregação do Peixe, põe em causa os valores da romanidade, evocando os ensinamentos dum obscuro crucificado. No plano íntimo, a paixão devastadora por uma mulher, Iunia, perturba-o e confunde-o, mas sem o afastar do cumprimento do seu dever.
Neste romance em que a ficção se sobrepõe à História, traduzido em nove línguas e galardoado com o Prémio de Romance e Novela da APE, o Prémio Fernando Namora, o Prémio Pégaso de Literatura e o Prémio Literário Giuseppe Acerbi, Mário de Carvalho reconstitui as características culturais, políticas e quotidianas do Império Romano (...)

Fonte da descrição que acima se lê: http://www.portoeditora.pt/imprensa/noticia/ver/um-deus-passeando-pela-brisa-da-tarde-de-mario-de-carvalho?id=8223
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Deve ser dos livros mais completos que tenho lido nos últimos tempos. Baseado em sólida erudição, consegue criar um ambiente verosímil que permite um mergulho trans-milenar do leitor numa das épocas mais ricas - para o melhor e para o pior - da História do Ocidente, isto em matéria de ideias, valores, influências, hábitos. Um tempo de cruzamento de culturas e de colisão de valores e crenças, devido sobretudo à irrupção, vinda do Oriente semita, de um novo credo que, inimigo declarado de todos os outros, pretende criar uma nova ordem mundial... Com razão se têm desde há muito, na época contemporânea, estabelecido paralelos entre esta Antiguidade tardia e o mundo actual, como já Alain de Benoist fez notar ao referir que os «modernos» se vêem espelhados nos romanos tardios. Isto reflecte-se nesta narrativa, e/ou aliás, na abordagem que tenho lido a esta obra de M. de Carvalho, em que a personagem principal é a todo o momento confrontada nos seus valores aristocráticos, e também no seu cepticismo, com um mundo igualmente céptico, cínico, mas cada vez mais plebeizado, e violentíssimo, e submerso numa crise de valores, termo que já se tornou, actualmente, num lugar-comum, talvez porque continue na ordem do dia. A palavra «crise» deve aqui entender-se no seu sentido literal e original, dado que, em Grego, «crisis» significa precisamente «mudança». 
Passando-se a cena na Lusitânia, interessa mais particularmente à História da raízes de Portugal, assentes numa romanização de elementos indo-europeus arcaicos, nomeadamente lusitanos e não só, que a obra de Mário de Carvalho não deixa de referir.
Merece particular destaque, a meu ver, o modo como representa a postura dos primeiros cristãos e seus grupos geralmente marginalizados, odiosos pela atitude de conflito aberto que se empenham em criar com o resto da sociedade - «contra o mundo, que está sob  Demo...» - chegando ao ponto de actuar de forma notoriamente subversiva, pondo por isso em risco a sobrevivência da polis diante dos seus inimigos externos. 
Estereotipa talvez um pouco a aristocracia romana. A narrativa apresenta-a como uma classe toda ela cínica e descrente, quase ateia, a começar pela própria personagem principal, Lúcio Valério Quíncio, que, pedante de cima a baixo, enjoado com tanta «vulgaridade» da arraia-miúda e com o sangue que se derrama nos divertimentos das massas, prenhe de desprezo por tudo quanto é popular, populares incluídos, acredita pouco nos Deuses romanos e ainda menos nos Deuses lusitanos, que não se esquece de citar (nomeadamente Trebaruna e Endovélico). Recomendo-o todavia pelo seu valor de conjunto.

FRENTE NACIONAL FRANCESA RECEBE EMPRÉSTIMO DE BANCO RUSSO PORQUE A BANCA OCIDENTAL NÃO QUIS NEGOCIAR COM O PARTIDO

Fonte: http://www.alertadigital.com/2014/11/23/el-frente-nacional-pide-un-prestamo-de-9-millones-de-euros-a-un-banco-ruso-porque-nadie-en-europa-quiere-darnos-ni-un-centimo/
O partido nacionalista francês Frente Nacional (FN) solicitou um empréstimo de nove milhões de euros a um banco russo. O tesoureiro desta formação política, Wallerand de Saint-Just, explicou assim à principal emissora noticiosa de rádio francesa o que se passou: «Nenhum banco europeu quer dar-nos um cêntimo» e «entrei em contacto com uma série de bancos franceses e europeus, tive algumas respostas, mas todas foram totalmente negativas».
Uma semana antes do seu congresso em Lyon, o partido confirma ter recebido dois milhões de euros do banco russo Forst Checa, com o qual negociou um empréstimo com taxa de juro a 6%, para, conforme diz Saint-Just, «financiar as campanhas eleitorais do partido.»
De notar que já em Outubro a presidente da FN, Marine Le Pen, denunciava o boicote geral dos bancos ao seu partido. Ao ser questionada sobre a possibilidade de um empréstimo da Rússia, declarou então que a FN tinha já solicitado apoio financeiro a várias instituições do estrangeiro, dos EUA, de Espanha e da Rússia, acrescentando que aguardava respostas.
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Tal está a elite plutocrática acirrada contra os Nacionalistas que o cerco no Ocidente é quase total... e a excepção russa poderá eventualmente ter a ver com as negociações entre Marine Le Pen e Putin, o qual por sua vez controla todo o seu país com mão de ferro. 
Já se sabe que o capital não tem pátria, nem vergonha, apenas conveniências. Estivesse a banca maioritariamente sob controlo estatal e já nenhum partido político legalizado poderia ser prejudicado, ou beneficiado, mercê dos caprichos ou preferências dos proprietários dos bancos. 

O PNR EM CRESCIMENTO

De dia para dia, o crescimento e a visibilidade do PNR têm vindo a aumentar. E, nos últimos tempos, de uma forma assinalável. Em termos práticos, isso traduz-se neste momento num aumento de pedidos de filiação, pedidos de informação geral, muitas visualizações do nosso site oficial e crescente interesse pelas nossas páginas em redes sociais. O alcance das nossas publicações (que tem vindo a bater recordes sucessivamente) chega agora a muitos milhares de curiosos e simpatizantes, acompanhado de uma crescente capacidade nossa em termos de trabalho de rua e de organização de eventos, sendo que este crescente apoio é essencial para movimentar um partido como o nosso, ainda sem grandes meios.
Com este acréscimo de visibilidade, é natural que os media já não consigam boicotar-nos totalmente e comecem a falar de nós. Nestas últimas semanas, as referências ao PNR tem sido muitas: programas de rádio, televisão, colunas de opinião, etc. Claro que nunca são abonatórios nem tão imparciais como gostaríamos e mereceríamos (mas havemos de lá chegar), porque somos um partido com uma mensagem diferente e que contesta os poderes instalados e a mentalidade vigente.
Mas o facto é que toda esta movimentação em torno do nosso partido e do que defendemos significa duas coisas: por um lado, crescimento, e por outro, que estamos a caminhar a passos largos para que seja quase impossível não se falar do PNR.
Não podemos gastar muitas energias ou incomodarmo-nos com os comentadores do costume, pois eles são os restos de um sistema que dá sinais de abalo e nós somos o futuro. Cabe-nos continuar o bom trabalho e aprender a conviver com estas situações. São as “dores” de crescimento, e que venham muitas mais! 
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Fonte: http://www.pnr.pt/discursos/dores-crescimento-venham-elas/

PAPA PEDE À EUROPA QUE RECEBA MAIS IMIGRANTES

Fontes: 
http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/11/25/papa-francisco-pede-que-europa-aceite-imigrantes.htm
http://spedeus.blogspot.pt/2014/11/discurso-integral-do-santo-padre-no.html
(...)
De igual forma, é necessário enfrentar juntos a questão migratória. Não se pode tolerar que o Mar Mediterrâneo se torne um grande cemitério! Nos barcos que chegam diariamente às costas europeias, há homens e mulheres que precisam de acolhimento e ajuda. A falta de um apoio mútuo no seio da União Europeia arrisca-se a incentivar soluções particularistas para o problema, que não têm em conta a dignidade humana dos migrantes, promovendo o trabalho servil e contínuas tensões sociais. A Europa será capaz de enfrentar as problemáticas relacionadas com a imigração, se souber propor com clareza a sua identidade cultural e implementar legislações adequadas capazes de tutelar os direitos dos cidadãos europeus e, ao mesmo tempo, garantir o acolhimento dos imigrantes; se souber adoptar políticas justas, corajosas e concretas que ajudem os seus países de origem no desenvolvimento sociopolítico e na superação dos conflitos internos – a principal causa deste fenómeno – em vez das políticas interesseiras que aumentam e nutrem tais conflitos. É necessário agir sobre as causas e não apenas sobre os efeitos.
(...)
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Nisto, o papa mais não faz do que ser coerente com a sua doutrina cristã - já há dois mil anos o JC dizia que era moralmente obrigatório dar tudo a quem o pedisse, aliás, mesmo a quem o roubasse, quanto mais a quem o pedisse... esta é a moral cristã, profundamente adversa aos mais vitais e legítimos interesses da Europa ou de qualquer outro bloco civilizacional, que se quer salvaguardado por fronteiras e pelo princípio da primazia dos seus. 
Note-se aliás qual o contexto em que o papa diz o que diz: a Europa está com graves problemas de desemprego, mas este continua a dizer que os Europeus devem deixar entrar ainda mais alógenos. E nem sequer falta o leve aflorar de alguma suposta culpa do Europeu por causa das violências endémicas do terceiro-mundo, a condizer com um dos principais traços da elite ideológica da Europa, o da eterna e incontornável culpa do homem branco, como se não fosse precisamente o Europeu aquele que mais garante o pouco que há de bom no terceiro-mundo... 
Ainda bem que a Igreja já está em queda e a perder poder em todo o continente europeu, porque haver um tipo destes a influenciar as massas só dá chatices.

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SOBRE O USO POR MUÇULMANOS DE UMA DAS PRINCIPAIS CATEDRAIS DA MAIOR POTÊNCIA DO OCIDENTE

Fonte do artigo original do qual se fez a adaptação do texto abaixo: http://www.libertar.in/2014/11/islamizacao-mundial-muculmanos-invadem.html
Foi publicado nos EUA a 14 de Novembro, data emblemática do Islão.
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Há 100 anos, hoje, o último califa ou imperador do islamismo, declarou a última Jihad contra os infiéis – e hoje é a primeira vez que a Catedral Nacional, na capital dos EUA vai sediar orações muçulmanas.

A maioria dos americanos não tem ideia de que, como parte da I Guerra Mundial, o então califa do Império Otomano declarou uma guerra santa contra os infiéis, como era seu direito dentro da lei charia e da teologia islâmica. Pode ler-se a fatwa completa aqui (ignore a data de 1915, que é um erro de digitação original).
Esta afirmação do último califa do que era o império teocrático do Islão foi o catalisador que levou ao genocídio religiosamente alimentado contra os cristãos arménios e assírios.
Os líderes das igrejas episcopais que aceitaram as orações muçulmanas de acolhimento no interior da catedral de Washington provavelmente não têm ideia do que aconteceu há um século na Ásia Menor, ou sequer que houvesse um califa no cargo no início do século 20.
No entanto, podemos ter a certeza de que os co-organizadores sabem [o que se passou] porquanto incluem o Conselho de Relações Islâmicas (CAIR), a Sociedade Islâmica da América do Norte (ISNA), o Conselho Muçulmano de Assuntos Públicos (MPAC) e os Centros All-Dulles da Sociedade da Área Muçulmana (ADAMS).
Ambos, CAIR e ISNA, estão plenamente conscientes do significado do 14 de Novembro, visto que ambas as organizações foram declaradas por um tribunal federal para não serem incriminadas como co-conspiradores do Hamas, o grupo terrorista da Irmandade Muçulmana, no maior estudo sobre o financiamento do terrorismo na história dos EUA.
Aqueles muçulmanos que têm uma compreensão da supremacia de sua religião, como os membros da Al-Qaeda e a Irmandade Muçulmana – que foi recentemente declarada uma organização terrorista ilegal no país da sua fundação, o Egipto – têm uma relação especial com datas históricas e aniversários.
Não foi obviamente por acaso que os ataques de 11/9, o pior ataque terrorista da história mundial, ocorreram exactamente no dia em que no ano de 1683 as forças otomanas islâmicas foram derrotadas fora das muralhas da cidade de Viena, e é nesse dia em 2001 que as mais profundas forças do califado islâmico fizeram o ataque no coração do Ocidente cristão.
Não há nada de intrinsecamente errado sobre as iniciativas inter-religiosas, desde que comecem a partir do mesmo ponto: respeito mútuo entre o sistema de crenças, e concepção da sua inerente dignidade como seres humanos criados por Deus. Quando um partido age de má-fé com base no seu compromisso ideológico para ver as outras crenças destruídas ou submetidas a uma outra, o evento corre o risco de tornar-se um golpe de propaganda para os extremistas e seus seguidores.
O facto de que este evento está ocorrendo num momento em que antigas comunidades cristãs estão sendo destruídas no Médio Oriente e “não-crentes” estão sendo realmente crucificados pelos jihadistas do EIIS, torna o facto ainda mais flagrante.
Sabemos que a Igreja Episcopal está em apuros com muitos crentes conservadores deixando-a em grande número e os adeptos restantes não superam exactamente os seus primos católicos em termos de reproduzirem a próxima geração de crentes. Mas duvido que também compreendam os pontos mais delicados da doutrina jihadista, uma das quais é que, se um local de culto é usado pelos muçulmanos para as suas orações, posteriormente este território torna-se parte da Dar al-Islam, ou seja, terra sagrada muçulmana. Para sempre.

SOBRE O PODER DA OPUS DEI EM PORTUGAL

Fonte: http://www.tugaleaks.com/opus-dei-portugal.html
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Jovens com pouco mais de 14 anos e oriundos de famílias abastadas são a base de recrutamento. São educados para se tornarem santos e difundir “a mensagem de que o trabalho e as circunstâncias habituais são ocasião para o encontro com Deus, o serviço aos outros e o melhoramento da sociedade”. Estamos a falar da Opus Dei, a “secreta” e polémica organização da Igreja Católica, que em Portugal tem cerca de 1500 seguidores, na sua maioria mulheres e casados. A forma de atingir tais fins e o vasto património que as várias entidades ligadas à Obra de Deus possuem é que levanta muitas dúvidas sobre os verdadeiros objectivos da instituição.
A alimentar estas dúvidas está o facto de se desconhecerem quem são e que cargos ocupam os referidos “seguidores” na sociedade portuguesa, sendo certo que deles fazem parte nomes sonantes como Ramalho Eanes, ex-presidente da República, e a sua mulher, o conhecido bancário Jardim Gonçalves, o conselheiro de Estado e ex-ministro da Segurança Social, Bagão Félix, e o antigo presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, para dar apenas alguns exemplos.
Oficialmente, o Opus Dei não tem nada em seu nome. Está tudo nas mãos de várias instituições que têm ligações evidentes à organização. A principal é a Fundação Maria António Barreiro, fundada após a morte desta mulher, em meados da década de 80 do século passado, e que deixou, em testamento, a sua gigantesca fortuna nas mãos do ex- advogado do BCP, José Afonso Gil, um membro da Opus Dei e que é o presidente vitalício da instituição, da qual fazem ainda parte, Francisco Oliveira Dias, ex-presidente da Assembleia da República, e Carlos Câmara Pestana, ligado ao BPI e ao Banco Itaú, mais dois destacados membros do Opus Dei. 

Metade de um quarteirão
Da fortuna deixada por Maria Antónia Barreiro e que deu origem à fundação ligada ao Opus Dei faziam parte 50% do quarteirão onde funciona a Pastelaria Suíça, no Rossio, em pleno coração de Lisboa, que foi vendido pouco depois da morte da benemérita. O negócio terá rendido cerca de 10 milhões de euros em valores actuais. A herança incluía ainda mais 18 prédios espalhados por Lisboa, jóias, depósitos a prazo em vários bancos e títulos do tesouro. A sua fortuna tem sido usada em obras do Opus Dei desde então e a Fundação tem um património superior a 41 milhões de euros. Em seu nome estão quase uma centena de imóveis espalhados pelas freguesias de Penha de França, S. Sebastião da Pedreira, Olivais e S. Domingos de Benfica. Só em Marvila, a fundação tem 10 prédios, nove lojas e nove armazéns, sendo que um deles vale cerca de 500 mil euros. A instituição é igualmente proprietária de mais de metade da Rua Fernando Palha, na zona Oriental de Lisboa.
Em nome da Fundação Maria Antónia Barreiro está um terreno junto à Universidade Católica, em Lisboa, onde nasceu a residência universitária Montes Claros e o Oratório S. Josemaria Escrivá, o santo fundador do Opus Dei.
O Centro de Orientação Familiar, que promove acções de formação para casais, a funcionar num prédio da Rua do Possolo, ao lado da residência do presidente da República, Cavaco Silva, é também da Fundação e na sua criação esteve envolvido o conhecido banqueiro Jardim Gonçalves. 

Uma financeira
O Opus Dei tem igualmente ao seu serviço a Cooperativa de Fomento de Iniciativas Culturais (Cofic), entidade que financia o governo da Obra e que possui quatro imóveis localizados em Viseu e dois em Coimbra, cujo valor ronda os dois milhões de euros. A cooperativa tem 18 imóveis registados em seu nome, entre os quais está a Quinta do Paço do Lumiar, com mais de 10 mil metros quadrados, onde funciona a sede do Opus Dei e vive o líder da organização em Portugal, o vigário regional José Rafael Espírito Santo. Só esta quinta, com o seu sumptuoso palacete, está avaliada em cerca de 20 milhões de euros.
A cooperativa é ainda dona de um prédio no Campo Grande, onde funciona o Clube Xénon, vocacionado para organizar actividades para rapazes e que é um dos principais pontos de captação de novos membros para a Obra. O prédio foi uma doação da ISCAL, Sociedade Imobiliária Civil, administrada por três membros do Opus, que também deixou uma quinta em Vila Nova de Gaia, onde a organização construiu um edifício para acolher os participantes nos seus retiros espirituais. Um complexo igual foi construído em Almançor, no Alentejo, em terrenos doados à cooperativa por Alfredo Cunhal, tio do fundador do PCP, Álvaro Cunhal.
Mas o investimento onde o Opus Dei aparece envolvido e que provoca mais estranheza é a Naves, uma sociedade de capitais de risco.
A Naves funciona na própria escola superior, na Calçada da Palma de baixo, em Lisboa e tem activos superiores a um milhão de euros e participações na imobiliária In Time (de Gaia) e na Várzea da Rainha Impressores, um empresa que é presidida por Zita Seabra, que também dirige a editora Althêia, responsável pela publicação, no ano passado, de uma biografia do fundador do Opus, Josemaria Escrivá.
A Escola Profissional Val do Rio, em Oeiras, o Centro de Actividades Culturais do campo Grande, o Colégio Universitário da Boavista e o Clube Vega, no Porto, são outras instituições ligadas ao Opus Dei, que também tem o Hotel 3 Pastorinhos, localizado a escassos 50 metros do Santuário de Fátima.
“O Opus Dei é uma instituição legítima, existente ao abrigo do Direito Concordatário, que pertence à organização da Igreja, e por isso também sujeita ao escrutínio das normais instâncias judiciais. A missão do Opus Dei é evangelizadora. Tal como todas as outras instituições da Igreja, cada uma à sua maneira, procura que cada pessoa se abra a Deus, aprenda a encontrá-lo na vida diária, integrando-se na vida da Igreja. A actividade do Opus Dei resume-se na formação dos fiéis da prelatura para que desenvolvam – cada um no lugar que tem na Igreja e no mundo – uma actividade apostólica multiforme, promovendo em seu redor o ideal da chamada universal à santidade”, explicou o assessor de Imprensa do Opus Dei, Pedro Gil.
Segundo o porta-voz da Obra, “os projectos de evangelização que as pessoas do Opus Dei realizam com outras pessoas, e para os quais solicitam a atenção pastoral da prelatura, são projectos autónomos, com responsáveis próprios e gestão independente. Por isso, as informações que lhes dizem respeito devem-lhe ser solicitadas.”

Opus Dei Conheça o poder secreto do Opus Dei
Pedro Gil salientou ainda que cada um dos membros integrantes da prelatura (é assim que também se designa o Opus) faz face às suas necessidades económicas pessoais e familiares por meio do trabalho profissional habitual. “Além de se sustentarem pessoalmente, os fiéis do Opus Dei e os cooperadores cobrem os gastos inerentes às necessidades pastorais da prelatura. Estes gastos reduzem-se, basicamente, aos do sustento e formação dos sacerdotes da prelatura, às despesas referentes à sede da cúria prelatícia, bem como às dos governos regionais ou das delegações e às esmolas que a prelatura concede. Como é natural, os fiéis do Opus Dei ajudam também igrejas, paróquias, etc”, concluiu o assessor do Opus Dei em Portugal.
Os numerários e agregados são outra categoria de membros do Opus Dei, porventura os de mais difícil reprodução. Além de lhes serem feitas as mesmas exigências que aos supranumerários (seguidores casados), conhecem imposições que os aproximam de figuras claustrais sem hábito, como o celibato apostólico, a permanência nos centros da Obra, e a mortificação corporal, que passa pelos tradicionais jejuns e abstinências e, aos sábados, pela autoflagelação e uso de cilícios – espécie de cinto áspero, de corda ou arame, aplicado sobre a pele. Aos numerários não lhes é consentido celebrar com as famílias as festas do Natal, Páscoa e Ano Novo. Há uma vigilância sobre os quartos, a correspondência, e o acesso a espectáculos públicos. Todos os proventos – intelectuais ou outros – são entregues à Obra, que por sua vez apenas lhes dá dinheiro para despesas mínimas. Os agregados não têm normalmente formação universitária nem vivem nas casas da Obra mas assumem os mesmos compromissos.
Além dos castigos corporais e da confissão, outra tarefa semanal é o encontro com o director espiritual, papel atribuído a um leigo designado pela estrutura. Se for caso disso, é proposta a “correcção fraterna”, que não passa de uma punição ou acto de contrição exigidos pelo director espiritual e que é um dos métodos de controlo das consciências no interior da Obra de Balaguer. Segundo testemunhos de dissidentes que circulam na Internet, estes métodos têm produzido enormes estragos no tecido mental dos membros.
D. Alberto Cosme do Amaral, falecido bispo de Leiria, foi, antes de receber o episcopado, o primeiro padre diocesano a associar-se às estruturas da organização em Portugal. São cerca de meia centena os padres portugueses da Prelatura, cifrando-se a nível mundial nos 1800, incluindo diáconos. Dispersos pelos centros do Opus Dei, os padres fazem serviço de confissões e dão apoio aos tribunais diocesanos.

A PROPÓSITO DE DOCUMENTAÇÃO SUSPEITA DESAPARECIDA - É DE LEMBRAR O CASO DOS SUBMARINOS

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=2715055   (texto original redigido sob o novo acordo ortográfico mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)
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Grande parte da documentação dos submarinos desapareceu do Ministério da Defesa. Sumiram, em particular, os registos das posições que a antiga equipa ministerial de Paulo Portas assumiu na negociação.
"Apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação, o certo é que grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos não se encontra arquivada nos respectivos serviços [da Defesa], desconhecendo-se qual o destino dado à maioria da documentação", escreveu o procurador João Ramos, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em despacho de 4 de Junho que arquivou o inquérito em que era visado apenas o arguido e advogado Bernardo Ayala (o processo principal continua em investigação).
Nos últimos anos, já tinha sido noticiado o desaparecimento de vários documentos do negócio concretizado, em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas ministro de Estado e da Defesa Nacional. Mas, agora, é o próprio Ministério Público não só a reconhecer o problema como a atribuir-lhe uma dimensão que vai para além dos casos pontuais já noticiados.
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LEMBRAR O MODO COMO AS ESCUTAS COM JOSÉ SÓCRATES FORAM DESTRUÍDAS

Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/escutas-a-socrates-no-face-oculta-estao-a-ser-destruidas-com-xacto-tesoura-e-alicate-1669006
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Decisão do Supremo Tribunal de Justiça cumprida cinco anos depois. Advogados dos arguidos do processo consideram que a ordem de destruição não foi legítima e vão usar argumento que poderá anular o julgamento.
As gravações de conversas telefónicas e mensagens de telemóvel entre o ex-primeiro-ministro, José Sócrates, e Armando Vara, interceptadas no âmbito do processo Face Oculta, foram destruídas esta segunda-feira no Tribunal de Aveiro.
A destruição começou pelas 14h, depois do almoço, no gabinete de Raul Cordeiro, o juiz-presidente do colectivo que sexta-feira condenou os 36 arguidos no caso. O magistrado recorreu a um “x-acto, a uma tesoura e a uma máquina trituradora”, explicou ao PÚBLICO o juiz presidente da Comarca de Aveiro, Paulo Brandão.
A eliminação das gravações demorou, porém, mais do que se esperava e só acabou pelas 18h20. De acordo com Paulo Brandão, os ficheiros das intercepções a eliminar estavam gravados em suportes onde estavam também incluídas escutas a outros arguidos que era necessário seleccionar e guardar.
As cinco conversas e 26 mensagens estavam gravadas em quatro DVD e quatro CD. Haviam sido guardados até esta segunda-feira no cofre do Tribunal de Aveiro. Foram as únicas gravações que tinham escapado a uma ordem de destruição e continuavam a existir apesar de formalmente não poderem ser usadas.
Em 2010, o então presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha Nascimento, ordenou que fossem eliminadas considerando que o seu conteúdo era pessoal e em nada importava ao processo nem indiciava qualquer crime. Igual posição teve o então procurador-geral da República Pinto Monteiro.
A destruição das últimas escutas em que surge Sócrates não acaba, porém, com a polémica e poderá ditar a anulação do julgamento. Será com este argumento que alguns advogados no processo Face Oculta irão invocar nulidades nos recursos para o Tribunal da Relação do Porto.
Noronha Nascimento, apesar de ser à altura o mais alto magistrado judicial, agiu como juiz de instrução. O Código de Processo Penal exige que as escutas a um primeiro-ministro sejam autorizadas pelo STJ. Porém, o alvo era Vara e não Sócrates. Os investigadores não podiam ter pedido autorização para escutar um interveniente que não sabiam que iria surgir nas conversas.
Para Ricardo Sá Fernandes, advogado de Paulo Penedos condenado a quatro anos de prisão por tráfico de influências, as escutas eliminadas seriam importantes para a defesa “e todo o processo está inquinado” com a sua destruição.
“O erro é irreparável. Noronha Nascimento tomou uma decisão num processo que não lhe estava confiado e eliminou provas. Não tinha legitimidade. Se há prova assente em escutas então todas as escutas devem estar no processo”, diz Sá Fernandes. Para o advogado, o julgamento “pode ser anulado” e repetido sem o recurso a quaisquer escutas como meio de prova. O que fragilizaria um processo em que as escutas são a prova mais sólida.
O advogado de Armando Vara, condenado a cinco anos de prisão efectiva por tráfico de influência, concorda. “Do ponto de vista técnico é claro que pode anular todo o julgamento”, disse Tiago Rodrigues Bastos.
A questão marcou grande parte da leitura do acórdão na sexta-feira. Raul Cordeiro recusou o pedido para não destruir as escutas, recordando os limites do Estado de Direito na recolha de provas. "Se assim não fosse estaria aberto o caminho para a violação dos direitos das pessoas”, justificou.
O juiz disse mesmo que Vara poderia lembrar-se do que conversou e ter chamado Sócrates a depor não sendo necessárias as escutas. Disse também então o magistrado que o tribunal e todas as partes teriam de agir como se as escutas não existissem.
Contudo, os juízes ouviram as escutas. “O tribunal colectivo procedeu à sua audição” e as intercepções “nada têm a ver com a matéria dos autos, sendo absolutamente estranhas ao objecto do processo”, referem no acórdão. Situação que está a provocar polémica entre os advogados e será também usada nos recursos.
Os causídicos colocam também em causa a própria ordem de Raul Cordeiro. Foi executada três dias depois de ter sido ordenada num acórdão que só transita em julgado 30 dias depois de ser proferido. Em teoria, alguns advogados consideram que a decisão pode ser alvo de recurso, uma vez que está incluída no acórdão. Mas na prática, mesmo que algum tribunal superior lhes venha a dar razão, a ordem é irreversível. As escutas já não existem.

LÍDER DO PNR QUER QUE HAJA MAIS «FIGURÕES» A SEREM JULGADOS

Fonte: http://www.pnr.pt/discursos/inocencia-so-podem-estar-brincar/   (texto a itálico)
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(...)
Felizmente, no meio de tanta imundice, ainda há juízes com coragem e espaços de actuação livres dos tentáculos dos poderosos.
(...)
deveriam lá estar muitíssimos mais. O país está a saque e as próximas gerações endividadas por culpa de corruptos e ladrões deste calibre. Vamos, então, presumir inocência? Pelo contrário!
Os verdadeiros Portugueses não podem esquecer as trafulhices da Moderna, da Lusófona ou da Independente. Nem os casos danosos do BPP, BPN e BES. Nem as negociatas ruinosas das PPP e das vendas, ao desbarato, a interesses privados ou estrangeiros, de sectores vitais à nossa soberania e economia. Nem os casos de corrupção dos submarinos e de tantos outros que têm vindo à tona nos últimos anos. Fora aqueles que nem sonhamos…
Cabe ao Português comum não presumir inocência, coisíssima nenhuma, dos detentores de cargos públicos que têm pilhado o erário público, imposto sacrifícios e injustiças sociais às actuais gerações, e penhorado as futuras gerações por causa de tanto roubo e corrupção.
Cabe ao Português comum exigir responsabilidades, reclamar a punição de todos os culpados e nunca mais lhes confiar o seu voto!
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Efectivamente os culpados existem e é preciso que sejam castigados. A Democracia exige-o, aliás, quanto melhor funciona a Democracia, mais os dirigentes são vigiados e devidamente punidos caso prevariquem. É mesmo por isso que quanto mais democrático for um país, menos corrupto se torna. 

terça-feira, Novembro 25, 2014

LEMBRAR A VITÓRIA DEMOCRÁTICA DO 25 DE NOVEMBRO

A 25 de Novembro os militares liderados por Ramalho Eanes, incluindo os Comandos de Jaime Neves, travam a tentativa comunista e totalitária de golpe de Estado, salvando assim a nascente democracia portuguesa. 
Podem ser lidos mais detalhes nesta página: http://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_de_25_de_Novembro_de_1975

Não é que agora se esteja imensamente bem, ou que haja pelo menos a maior das liberdades e o melhor dos funcionamentos democráticos, mas mal por mal antes isto que qualquer ditadura...
A Liberdade é a medida da Dignidade. E não há regime com mais liberdade que a Democracia.

SENADORA AFRO-AMERICANA NÃO SE CONFORMA COM DECISÃO JUDICIAL E DIZ QUE ISTO É A SUA «GUERRA RACIAL»

Agradecimentos ao Vilhena e ao anónimo por terem aqui trazido estas notícias:
Polícia que matou negro fica sem acusação e deixa cidade em alerta máximo
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4259255



Com essa gente é só merda. Nunca mais desamparam a loja, como sói dizer-se. Que é que a polícia branca pode fazer? A polícia negra já se sabe que pode matar à vontade que ninguém se chateia nem há incêndios em lado nenhum nem multidões de «revoltados» (leia-se, escumalha de costas quentes que sabe que pode fazer exigências aos fracos): http://www.washingtontimes.com/news/2014/aug/25/critics-see-racial-double-standard-in-coverage-of-/?page=all

Mas os polícias brancos, que podem eles fazer? Deixarem de ir aos sítios onde abunda negralhada, paciência. Decretar, como têm feito noutros locais - Chicago é disso um exemplo - que há zonas onde não se pode ir e acabou. O que, a longo prazo, até será mais bom que mau, porque contribui para a separação das raças.

DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

SE JOSÉ SÓCRATES VOLTASSE A PORTUGAL DAQUI A UNS MESES...


SOBRE O FRACASSO DO LIBERALISMO ECONÓMICO NA RÚSSIA

É uma história trágica, a dos países que compunham o ex-bloco soviético. Sujeitos ao domínio comunista durante décadas, estas nações enfrentam enormes dificuldades na transição para a modernidade democrática. O “auxílio” ocidental foi, na maioria dos casos, um presente envenenado.
“Uma cortina de ferro desceu sobre a Europa”, dizia Churchill em 1946. A barbárie comunista estava a ser imposta aos povos da Europa Central, que depois de terem sofrido a Segunda Guerra Mundial eram condenados, pelo acordo de Potsdam, a ficar na “esfera de influencia soviética”.
Os soviéticos não perderam tempo a impor a sua ditadura, e todos os antigos Estados desta região foram convertidos em “repúblicas populares” sob ameaça dos tanques das hordas vermelhas de Estaline. Era o início do regime “pronto-a-vestir”: os tiranos comunistas apenas tinham de ir à loja, ou seja, ao Kremlin, e saíam de lá com um regime pronto a usar, completamente modelado à imagem da ditadura soviética.
Todos os partidos comunistas (até mesmo os que não operavam no bloco de Leste) tinham de seguir o modelo do Partido Comunista da União Soviética. Para o garantir, lá estavam um politburo imensamente poderoso, um líder supremo inquestionável e uma máquina partidária que se confundia com os órgãos do Estado. 
Além disso, seguiam religiosamente o “centralismo democrático”, que de democrático nada tinha mas de centralismo tinha tudo. Até há bem pouco tempo votava-se dentro do PCP de braço no ar para responsabilizar aqueles que votavam de forma “errada”. Assim, era fácil ter votações unânimes.
O problema do “pronto-a-vestir” comunista residia “apenas” nisto: não era viável quando aplicado às várias realidades nacionais. A “Primavera de Praga”, em 1968, não começou como uma revolta contra o regime socialista, mas sim como uma tentativa do governo checoslovaco de melhorar um pouco a situação económica do país através de uma pequena abertura económica e política.
Não era uma mudança extrema, não havia ideia de reinstalar o capitalismo ocidental, nem de acabar com o monopólio do poder do Partido Comunista. Mas, mesmo assim, Moscovo esmagou este movimento com punho de ferro e voltou a colocar no poder o regime que era uma fotocópia do sistema da União Soviética.
No início dos anos 80, a sorte do sovietismo político estava traçada – por pura falência económica. E quando Moscovo ficou sem dinheiro para intervir militarmente ou para subsidiar as economias locais (completamente arruinadas por décadas de “planeamento centralizado” – os chamados “planos quinquenais”), ruíram do dia para a noite.
Mas o colapso da tirania vermelha não significou o início da libertação: foi apenas uma mudança de roupa esfarrapada para roupa que não serve.

Aparentemente, o Ocidente saiu triunfante da Guerra Fria. Em 1991, o comunismo tinha sido varrido e a democracia liberal capitalista dominava o mundo. Ou, pelo menos, assim pensavam os americanos.
Os poderes triunfantes não perderam tempo a disseminar a sua ideologia, ignorando tanto as realidades locais como os seus antecessores soviéticos. O que mudou foram os meios de coacção: se as nações não se “modernizassem” à velocidade que os EUA queriam, não podiam entrar nos clubes importantes, não tinham acesso aos mercados mundiais, não podiam receber “ajuda” (que em quase todos os casos fez mais mal que bem) do FMI. Com uma única super-potência restante, as nações recém-independentes ficaram à mercê de um mundo unipolar controlado por Washington DC.
O que os americanos não compreenderam foi o grau de destruição física, económica e mental que décadas de comunismo tinham deixado. Exigiram a fundação de bolsas de valores apesar de, em 1991, não haver ninguém no bloco de Leste preparado para o ofício de corrector de bolsa. Se houvesse, seria certamente muito idoso e teria de ter escapado ao terror comunista.
Entre os cidadãos perdera-se também o conceito de “ser dono de acções” negociáveis em bolsa. A mera ideia de possuir propriedade privada era muito nova. Durante a época comunista, a propriedade estava dividida em “pessoal” e “colectiva” – sendo a primeira apenas residual e doméstica. Um meio de produção, como uma quinta ou uma empresa, não podia pertencer a particulares, mas sim ao “colectivo”, ou seja, ao Estado.
O conceito de propriedade pessoal era altamente subjectivo: as casas eram entregues pelo Estado, que as podia reaver a qualquer momento. O mesmo com os carros. O mesmo com a roupa. E o mesmo com a comida racionada. Em nenhum momento no bloco de Leste os escravos do regime foram verdadeiramente donos fosse do que fosse.
E agora eram donos de “algo” e não sabiam bem o que fazer. Para os russos, foi um choque especialmente exacerbado pelo facto de que a vasta maioria da população nunca tinha tido propriedade: tinham passado directamente de servos dos Czares, quando quase toda a propriedade estava nas mãos dos nobres, para servos dos Czares comunistas.

E, no entanto, a fórmula de Washington era clara: privatização imediata, súbita e feroz. No caso russo, o presidente Yeltsin decidiu dar ouvidos às recomendações de uma equipa de conselheiros americanos, quase toda ela recrutada na mítica universidade de Harvard, e o resultado foi catastrófico: o PIB chegou a cair 40% na década de 90.
Tanto a equipa de conselheiros como o FMI aconselharam que o melhor era fazer-se a privatização distribuindo participações das empresas estatais entre os trabalhadores. Mas a maioria da população não sabia bem o que fazer com “títulos” e “acções” e, nessa altura, precisavam mais de dinheiro para sobreviver do que propriamente de uma coisa vaga que não sabiam o que era, chamada “propriedade privada”.
E foi assim que surgiram as figuras obscuras que hoje compram casas de luxo em Londres e clubes de futebol europeus: os oligarcas russos. Estes oligarcas, muitos deles antigos gestores soviéticos das mesmas empresas que queriam açambarcar, compraram os títulos dos seus antigos colegas de trabalho e, assim, obtiveram a preço de saldo a posse de propriedade extremamente valiosa.
O governo pouco ou nada fez, ou podia fazer, tendo em conta a quase total bancarrota das suas contas. A opressão sufocante do comunismo tinha sido substituída pela lei da selva do ultra-liberalismo.
E quando parecia que Moscovo finalmente ia ter margem de manobra para regular o caos económico que estava a decorrer, eis que os bancos, criados de forma irregular e cobertos de dívida, faliram uns atrás dos outros. O FMI, anteriormente cheio de certezas, ficou sem saber o que fazer. O rublo teve de ser desvalorizado, a inflação disparou, e por fim o Estado russo entrou em insolvência.
Esta história repetiu-se em todo o bloco de Leste, com algumas variações devidas às diferenças culturais. Alguns países acabaram por sobreviver melhor à transição do que outros, dependendo da forma como rejeitaram o comunismo durante a fase em que o este ainda era “obrigatório”.
A Polónia, país altamente católico, passou a década de 80 em profunda rejeição do regime comunista, e a população conseguiu, antes da queda do Muro de Berlim, criar organizações sociais, políticas e económicas que ajudaram o país a sobreviver à tempestade.
Em particular destaque está o facto de o anterior regime ter sido derrubado através de negociações, o que permitiu aos polacos fazerem a transição nos seus próprios termos, não nos termos de Moscovo ou de Washington. O mesmo aconteceu na antiga Checoslováquia.
Graças a este impulso nacionalista, estes países estão hoje à beira de superar Portugal em termos de qualidade de vida, apesar do atraso em que viviam no tempo dos sovietes. Mas são casos raros na confusão pós-comunista que se instalou no Leste europeu.

Vladimir Putin é, ironicamente, um produto do mesmo Ocidente que tanto o critica. As maiores instituições do liberalismo nada de positivo conseguiram fazer pela Rússia pós-comunista. Harvard, FMI, Banco Mundial, OCDE: todos quiseram colocar a carroça à frente dos bois. Impuseram Constituições modernas em países sem tradição de constitucionalismo, queriam capitalismo em países onde ninguém sabia o que era propriedade.
Quiseram enfiar Wall Street na Praça Vermelha, e fracassaram, atirando milhões de pessoas para a mais profunda das misérias. Em 1998, o Estado russo estava a pagar aos professores parte dos ordenados em vodka, tal era a falta de verba nos cofres públicos.
Criar Constituições não serve de muito, caso elas não tenham legitimidade popular. No caso da Rússia, as sucessivas Constituições foram quase sempre letra morta. Quando Yeltsin se desentendeu com o Parlamento, simplesmente mandou o exército para o dissolver, e aprovou por decreto presidencial (e depois com um referendo) uma nova Constituição que lhe concedia poder para governar sem o Parlamento.
Enquanto os especialistas de Harvard debatiam métodos eleitorais, ninguém pensou que a Rússia não tinha tradição de parlamentarismo, nunca tendo tido uma legislatura independente.
O que havia era a tradição do “homem forte”, do Czar, do camarada secretário-geral, e décadas de culto da personalidade reforçaram esta ideia. Foi do mito do “poderoso líder” que surgiu Putin, ex-KGB, testa de ferro que prometia criar uma Rússia mais forte e próspera.
O regime que criou é, para todos os efeitos, um híbrido: não se pode considerar democrático, mas também não é totalitário. Muitos intelectuais já lhe chamaram “democracia autoritária” cujo objectivo principal é “restaurar a ordem”.
Putin censurou os Media, colocou o sistema eleitoral sob seu controlo, acabou, para todos os efeitos, com o regime federal russo quando alterou a Constituição para que pudesse nomear directamente os governadores locais, e expulsou os conselheiros norte-americanos.
Nem o hino escapou. Para simbolizar a transição para a “nova Rússia”, os putinistas recuperaram o hino da União Soviética e deram-lhe novas letras. O simbolismo era claro: o poder da velha URSS dentro das cores da Rússia moderna.
O novo regime não é perfeito, mas foi o mais adequado ao momento que se vivia, algo que nem Bruxelas nem Washington compreenderam antes. Não é por nostalgia da Guerra Fria ou dos tempos de miséria sovietista que os russos rejeitam as soluções do Ocidente: fazem-no porque elas, manifestamente, não são aplicáveis à sua realidade.

Em outros países do Leste a reacção foi igualmente forte. A nova Constituição húngara de 2011 rejeita tanto o passado comunista como o liberalismo ocidental: designa oficialmente a Hungria como uma nação cristã, ilegaliza o aborto, concede mais poderes ao Executivo e torna o Tribunal Constitucional quase irrelevante caso a dívida pública suba acima dos 50%.
Apesar de ser um país membro da UE, a Hungria é outro exemplo de uma “democracia autoritária”, e países como a Polónia já olham para este país como um exemplo.
No Leste alemão, a aversão às políticas de Berlim é tanta que os comunistas começam a regressar ao poleiro, tendo já reconquistado o poder no estado da Turíngia.
A aceitação destes novos regimes, quase sem debate, reflecte o legado da foice e do martelo. Tendo vivido uma época em que não se podia confiar em ninguém, os cidadãos do Leste têm dificuldade em formar empresas de dimensão significativa, têm dificuldade em formar partidos e associações, e ainda anseiam por líderes e organizações poderosas que lhes indiquem o caminho.
A ordem liberal triunfou, também fracassou, e a situação na Ucrânia é já um dos efeitos secundários desse fracasso. Soluções “penso rápido” não funcionam: seria bom que os portugueses compreendessem isso, pois quando o FMI é chamado, é mesmo isso que recebem: um penso rápido neo-liberal para sarar uma ferida profunda.
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Fonte: http://jornaldiabo.com/internacional/o-fracasso-liberalismo-leste-enfiar-wall-street-na-praca-vermelha/   (artigo originalmente redigido sob o novo acordo ortográfico mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)


PNR MARCOU PRESENÇA DIANTE DE JOSÉ SÓCRATES NO CAMPUS DE JUSTIÇA

Numa acção convocada com apenas 3 horas de antecedência, quase duas dezenas de elementos do PNR foram (uma vez mais) mostrar a José Sócrates que a nossa memória não é curta e que os políticos traidores têm de ser confrontados com os seus malabarismos pela população, em plena praça pública. Como já acontecera em 2013, durante vários domingos consecutivos à porta da RTP, voltámos a manifestar-nos perante este ex-Primeiro-Ministro, que entendemos ser um dos principais responsáveis pelo estado a que o País chegou.
Uma vez mais, o PNR não se fica pelas palavras e pelas boas intenções. Nós temos a garra de ir para a rua gritar bem alto aquilo que muita gente pensa mas não tem coragem para assumir na praça pública, passando das palavras aos actos.
Fotogaleria: http://www.pnr.pt/fotogaleria/accao-de-regozijo-detencao-de-jose-socrates-fotogaleria/
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Fonte: http://www.pnr.pt/noticias/activismo-pnr/pnr-confrontou-jose-socrates-campus-justica/

SEMANÁRIO «O DIABO» DE 25 DE NOVEMBRO DE 2014


REGISTO - O QUE TERÁ SIDO PROFERIDO POR ISABEL A CATÓLICA


Não é pois «bem verdade» que tenham sido os Portugueses a criar o mulato... na verdade, o «projecto» é de outra ordem.

INDIVÍDUO RESPONDE EM PROCESSO CRIME POR DEIXAR CÃO MORRER À FOM*


Em Campo Maior, um homem foi constituído arguido e vai responder num processo crime por ter deixado morrer um cão à fome. O caso já motivou uma petição pública que pede responsabilidades e que já recolheu perto de 30 mil assinaturas.

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Mais um sinal positivo do progresso civilizacional europeu em Portugal - que um caso destes seja levado a sério pela Justiça institucional.

domingo, Novembro 23, 2014

SERÁ VERDADE QUE OS IMIGRANTES EM PORTUGAL TÊM SUBSÍDIO DE MATERNIDADE E OS AUTÓCTONES NÃO?...

Fonte: http://demaeparamae.pt/forum/subsidio-nascimento-para-imigrantes
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(...)
Então que o rapaz que trabalha no restaurante aqui ao pé de casa é brasileiro, está a trabalhar no nosso país há 5 anos e já teve cá a primeira filhota. A mulher agora está grávida novamente (ela é estudante, não trabalha) e portanto eles estão a receber o abono de família da 1ª filha e o pré-natal desta nova gravidez através dele, pelos descontos que faz todos os meses para a nossa segurança social. Até aqui tudo bem.
Pois bem, pelo que ele me informou tanto na altura do nascimento da 1ª menina como vai acontecer quando nascer o 2º rebento o estado português atribui um SUBSIDIO DE MATERNIDADE no valor de aproximadamente 1400€ como incentivo à natalidade!!! Eu fiquei completamente lixada com isto.... perguntei se ele tinha a certeza e ele até estranhou que eu não soubesse disso. De facto já tinha ouvido qualquer coisa relacionada com isto mas achei ridículo demais e pouco credível porque tinha sido num programa de opinião pública num programa de TV.
Agora digam-me, existem incentivos para imigrantes e para os que vivem no nosso país não?! Será um tipo de acordo entre o estado português e o brasileiro?! Mas o que é que vem a ser isto??? Estou completamente chocada...se alguém souber de alguma coisa acerca disto agradecia que me ajudassem a esclarecer porque senão na proxima semana a segurança social vai levar comigo para me explicar porque raio eu, portuguesa, no meu pais, tenho menos direitos que as pessoas de fora!
(...)

MARCADO NOVO REFERENDO NA SUÍÇA PARA LIMITAR A IMIGRAÇÃO - DESTA VEZ POR MOTIVOS ECOLÓGICOS

Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://pt.euronews.com/2014/11/21/novo-referendo-na-suica-para-limitar-imigracao/   (artigo originalmente redigido sob o novo acordo ortográfico mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)
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Por detrás da aparente calma do cantão de Argóvia, na Suíça alemã, está um aceso debate em torno do referendo de 30 de Novembro lançado pela associação ecologista Ecopop. A chamada “iniciativa Ecopop” quer limitar o crescimento demográfico na Suíça, o mais elevado da Europa. Os eleitores decidirão se querem ou não reduzir a quota anual de imigrantes para 0,2% da população residente.
Andreas Thommen, do partido Os Verdes, é autarca da cidade de Effingen e secretário-geral da associação: “O equilíbrio ecológico foi destruído, há muito, na Suíça. Queremos preservar a natureza. Será que vale a pena, em nome do sucesso económico, meter betão em todo o lado e não deixar nenhuma opção aos nossos filhos? Ou deixar como herança aos nossos filhos uma Suíça completamente dependente do exterior, seja em termos de alimentação, de energia ou de matérias-primas? Sou muito claro: esse não é o mundo que quero deixar aos meus filhos.”
A iniciativa Ecopop é ainda mais restritiva do que a que foi a referendo a 9 de Fevereiro. Na altura, os populistas de direita da União Democrática do Centro propuseram um referendo “contra a imigração em massa”. 50,3% dos suíços votaram a favor da imposição de limites à imigração e de quotas para a mão-de-obra estrangeira no país. A nova proposta quer limitar o número de imigrantes a 16 mil por ano, cinco vezes menos que actualmente.
“É uma catástrofe simplesmente porque não estamos excluídos do resto da Europa. Estamos no centro da Europa e não podemos fechar as nossas fronteiras”, considera um habitante.
“Concordamos que é preciso limitar um pouco a entrada de um número enorme de pessoas em relação à população e ao tamanho do país. Mas há limites… É demasiado restritivo”, acrescenta outro, enquanto a esposa lança: “É quase xenófobo.”
“Há muitas pessoas que vêm para cá apenas para se aproveitarem da Suíça porque abrimos as portas a toda a gente. Depois, há muitos que vêm para não fazer nada e limitam-se a aproveitar!”, remata outra mulher.
Os estrangeiros representam um quarto da população na Suíça que tem oito milhões de habitantes. As montanhas ocupam mais de metade deste pequeno território.
Uma das porta-vozes da Ecopop defende que por ter a densidade populacional mais elevada da Europa, o país não pode suportar mais pressão demográfica. Anita Messere diz que a iniciativa não tem nada de xenófobo e que a ideia é lutar contra uma lógica de crescimento exponencial: “Não se trata de um problema de rejeição dos outros. Trata-se realmente de um problema de números. 73 mil pessoas por ano representam 40 mil alojamentos a construir e mais 56 mil carros. Eis o que representa a imigração de 2013. Para nós, trata-se de receber menos gente, simplesmente para ter um impacto menor na paisagem.”
O Governo suíço rejeita estes argumentos e considera que a iniciativa Ecopop ameaça os acordos bilaterais que regem as trocas comerciais entre a Suíça e a União Europeia. Tendo em conta o princípio da livre circulação de pessoas, os acordos já tinham sido ameaçados pelo voto de Fevereiro.
A perspectiva de uma vitória da Ecopop faz tremer o mundo dos negócios, nomeadamente a principal federação das empresas suíças, a Economiesuisse. É o que explica Cristina Gaggini, uma das responsáveis da federação: “Concretamente, isso implicaria a dificuldade para as nossas empresas de poder contratar trabalhadores porque a quota definida é muito baixa. Não chegaria sequer para absorver a procura em termos de refugiados políticos. Por outro lado, já estamos numa situação relativamente delicada com a União Europeia desde o voto de 9 de Fevereiro. Devemos encontrar uma solução de compromisso, o que vai implicar um certo tempo. Por isso, um segundo voto consecutivo sobre o mesmo assunto no mesmo ano, penso que afectaria por muito tempo as discussões com a União Europeia.”
Com uma baixa taxa de desemprego e uma falta de jovens com formação superior ou de mão-de-obra qualificada, a Suíça não consegue responder sozinha à procura das empresas. Jean Marc Probst é presidente de uma federação de associações no ramo do comércio e dirige uma empresa de máquinas para estaleiros. O sector da construção civil depende largamente da mão-de-obra estrangeira.
“Os últimos mecânicos que contratei são franceses, são trabalhadores transfronteiriços, são italianos, são pessoas que vêm de mercados onde não há pleno emprego. Trata-se de trabalhadores muito qualificados que não encontro no mercado suíço. Ou seja, para evoluir e para manter a minha actividade – tendo em conta que muitos vão para a reforma – preciso desta mão-de-obra estrangeira”, explica Jean-Marc Probst.
A iniciativa Ecopop preocupa também o sector da saúde. O centro hospitalar do cantão de Vaud, em Lausanne, tem cerca de dez mil funcionários e os trabalhadores estrangeiros representam metade dos efectivos. Além do risco de deixar de poder recrutar a quantidade de mão-de-obra estrangeira necessária, há ainda o risco de comprometer os acordos bilaterais, nomeadamente na área da investigação.
Pierre-François Leyvraz, director da unidade hospitalar, diz: “Seria completamente catastrófico para nós porque penso que o hospital não seria capaz de funcionar.
Por outro lado, a pesquisa e a medicina são internacionais. Ou seja, deixaríamos de atrair os investigadores ou os médicos porque eles deixariam de ter interesse em trabalhar num país onde não podem aceder às bolsas europeias e ao mundo, em geral. E haveria ainda o risco de que os nossos próprios investigadores não quisessem ficar cá!”
Dois terços dos imigrantes na Suíça são oriundos de países da União Europeia e, desde a assinatura dos acordos bilaterais, o fluxo não tem parado de aumentar. A crise reforçou, ainda mais, a tendência. Os apoiantes da Ecopop consideram que as empresas abusam da contratação de estrangeiros.
“Se temos 300 milhões de trabalhadores na Europa e se temos a escolha de 50 milhões de desempregados na Europa dispostos a virem para a Suíça trabalhar por 3 euros e meio, claro que é o paraíso para os patrões! Mas é uma visão demasiado egoísta da parte das empresas”, explica Andreas Thommen, secretário-geral da associação Ecopop.
A acusação visa, sobretudo, as empresas deslocalizadas que tiram partido de benefícios fiscais e da flexibilidade das leis do trabalho, factores que variam de acordo com as regiões.
Mais formação e mais impostos para as empresas seria melhor do que travar demasiado a imigração, considera Rita Schiavi, responsável do maior sindicato suíço. Se os acordos bilaterais ficarem comprometidos, os empregadores poderão ter de recorrer a contratos de curta duração, sem qualquer protecção social: 
“Já tivemos o estatuto de trabalhador sazonal e as pessoas que vinham trabalhar para a Suíça não podiam trazer as suas famílias. Isso não é possível com os trabalhadores da União Europeia. A garantia de poder viver e ficar na Suíça – por exemplo, no caso de se perder o trabalho após vários anos a trabalhar no país – é um direito que os imigrantes europeus têm mas não os outros. Seria um grande retrocesso no que toca aos direitos dos migrantes.”
Seja qual for o resultado do referendo, a imigração promete continuar no centro dos debates durante a campanha para as eleições parlamentares de 2015.