quinta-feira, agosto 25, 2016

A SAGRADA LIBERDADE


O dia 25 de Agosto era consagrado, na Antiga Roma, a Libertas, a personificação divina da Liberdade.
O primeiro templo de Libertas foi construído a partir de 238 a.e.c., antes da II Guerra Púnica, no Aventino; outro templo a Libertas foi edificado no Palatino, em 58-57 a.e.c.. No Aventino estava associada a Júpiter, a maior das Divindades latinas. Mais tarde foi-Lhe construída uma estátua no Forum de Roma.
O poeta Ovídio dedicou à Deusa uma passagem significativamente laudatória:
«Hac quoque, ni fallor, populo dignissima nostro
Atria Libertas coepit habere sua

Ou seja

«Neste dia também, se não me engano, para o nosso povo mais digno
Liberdade começou por ter o Seu átrio
(Fastos, 4, 623-624 - citado em «Dicionário Mítico-Etimológico», de Junito Brandão, editora Vozes)

quarta-feira, agosto 24, 2016

AMANHÃ - MANIFESTAÇÃO DUPLA CONTRA TOURADA E SUA EXIBIÇÃO EM CANAL DO ESTADO



A RTP - Rádio Televisão Portuguesa - volta mais uma vez a fazer a cobertura televisiva de eventos tauromáquicos, desta vez, da tourada a realizar-se no Campo Pequeno (Lisboa) no próximo dia 25 de Agosto, 2016, pelas 22h00. 
As touradas são um espectáculo violento e anacrónico que denigre a cultura portuguesa, sendo contrário aos valores de solidariedade e interesse com o bem-estar animal que perduram na sociedade actual.
A sua transmissão televisiva não constitui um serviço público, pois as touradas dividem a sociedade, e representam apenas o interesse de uma pequena franja da mesma. No entanto, a RTP, canal público e estatal, que é custeado pelo dinheiro de todos os contribuintes (TODOS NÓS), persiste na transmissão de touradas, uma actividade em que a maioria dos portugueses não se revê.
Em 2015 cerca de 15.000 queixas apresentadas ao provedor dos telespectadores da RTP (mais de 50%) expressavam desagrado face à decisão do canal de transmitir touradas. Até quando irá a RTP ignorar este apelo público? Até quando irá a RTP continuar a mostrar-se subserviente aos interesses dos lobis pró-taurinos?
Pelo fim da transmissão televisiva das touradas, esteja presente nesta manifestação frente à sede da RTP! Pelos touros, pelos cavalos, pela protecção da sensibilidade das crianças, pela dignidade e respeito por todos os portugueses.

Anti-Tourada | actiVismo | Acção Directa | Lisboa Anti-Tauromaquia

Com o Apoio do PAN.

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PROTESTO NO CAMPO PEQUENO 25 de Agosto
20h30

Antes da manifestação frente à RTP, irá decorrer um protesto junto à praça do Campo Pequeno, a partir das 20h30. As pessoas aí presentes irão depois juntar-se ao protesto da RTP.
Se puder esteja presente em ambos.



Aliado aos protestos que terão lugar amanhã - o 1º em frente à Praça do Campo Pequeno pela abolição da tauromaquiahttps://www.facebook.com/events/1574540796184763/, e o 2º em frente à sede da RTP pelo fim da transmissão destas por este canal públicohttps://www.facebook.com/events/1207547279267301/ - apelamos ao envio de uma mensagem à ERC, a denunciar a usurpação das nossas contribuições e impostos pela RTP que, ao invés de os aplicar em serviço público, insiste em promover uma actividade bárbara e sanguinária, contra a vontade das cidadãs e cidadãos portugueses.
Nesta publicação do grupo Anti-Tourada que partilhamos, dispõe de todas as indicações para o envio da denúncia assim como de uma mensagem tipo que poderá utilizar.
RTP tem ignorado a quantidade enorme de queixas que recebe junto do provedor dos telespectadores, de quem mostra o seu desagrado com a decisão de transmitir touradas na televisão pública, paga pelos contribuintes.

Denuncie esta situação à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC).





HUGO ERNANO VIVE NA MISÉRIA POR TER CUMPRIDO O SEU DEVER COMO AGENTE DA AUTORIDADE NACIONAL


https://www.youtube.com/watch?v=TF7oD45mQdU


TURQUIA «NÃO TOLERA» CRIAÇÃO DE FORMAÇÃO CURDA NO NORTE DA SÍRIA

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, recebeu a visita oficial do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta quarta-feira (24), e falou sobre a situação da crise síria.
Ele expressou a esperança de que Moscovo e Teerão apoiem Ancara na solução da crise síria. 
"Com o apoio da Rússia e do Irão, esperamos resolver a crise na Síria", disse ele numa conferência de imprensa com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, que está em visita oficial à Turquia. 
Acrescentou que a Turquia tem dois objectivos: a preservação da integridade territorial da síria e a impossibilidade de criar uma formação curda no norte da Síria. 
"A Turquia nunca irá tolerar isso", destacou o primeiro-ministro. 
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Fonte: http://br.sputniknews.com/mundo/20160824/6128598/turquia-nao-ira-tolerar-formacao-curda-siria.html

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É mais uma demonstração da arrogância turca diante de uma Nação vizinha que quer ser livre. 
É, também, evidentemente, uma manifestação do medo turco de que a imensa minoria curda na Turquia se fortaleça moralmente e não só, a partir do fortalecimento político independentista dos seus irmãos na Síria. 
Em ambas as perspectivas se salienta o perigo que é para a Europa ter um país desta natureza no seu seio, tanto desde o momento em que a Turquia entre na UE como até relativamente à sua inclusão, desde há muito, na OTAN.

DEPUTADO ALEMÃO DENUNCIA: HÁ MILHARES DE ESPIÕES TURCOS NA ALEMANHA

Dois factos movimentaram a política interna e externa da Turquia nesta semana. Em Brasília, o embaixador turco Hüseyin Diriöz afirmou que a "Turquia tem o direito de tomar medidas para proteger a sua democracia". Na Alemanha, o Deputado Hans-Christian Stobele denunciou no Parlamento que 6 mil espiões turcos estão agindo no país.
Ao fazer a defesa das medidas adoptadas pelo Presidente Recep Tayyip Erdogan após a tentativa de golpe em 15 de Julho passado, o Embaixador Hüseyin Diriöz foi questionado pela exoneração de cerca de 15 mil funcionários da Educação, o afastamento de 2.745 juízes e procuradores, o fechamento de 131 veículos de comunicação e as detenções de aproximadamente 10 mil militares. O diplomata disse que a Turquia "já voltou à normalidade", e que apenas foram detidos ou suspensos indivíduos suspeitos de ligação com o clérigo Fetullah Gülen. Para o Governo turco, Fetullah Gülen é o mentor da recente tentativa de golpe, acusação veementemente repudiada pelo clérigo que vive exilado nos Estados Unidos.
Especialista em políticas do Médio Oriente e conhecedor da situação interna e externa da Turquia, o professor de Relações Internacionais Jonuel Gonçalves, da Universidade Federal Fluminense, discorda da avaliação do Embaixador Hüseyin Diriöz:
"A Turquia não defende a Democracia, defende o seu regime. Sem ser propriamente uma ditadura, a Turquia não pode também ser considerada uma democracia. Basta considerar estes números tão elevados de presos políticos, sendo que muitos deles sequer usaram de violência. Houve um passo atrás na Turquia, país que já viveu momentos mais democráticos. Agora, tudo isto que vem acontecendo na Turquia está ligado à guerra na região."
Jonuel Gonçalves detalha o seu comentário:
"Na prática, a Turquia definiu quais são seus dois actuais grandes inimigos: de um lado, o Daesh, auto-intitulado Estado Islâmico, e de outro os Curdos, ou, melhor dizendo, os políticos do Curdistão. Os Curdos também têm dois inimigos, o Estado Islâmico e o Estado turco. É uma situação extremamente complexa. Nesta guerra, os governantes levam em conta os aspectos militares e securitários, e esquecem-se do factor político. Por isso os conflitos só se aguçam na região. Uma situação como esta pode provocar fortes reacções internas na Turquia, intensificando a oposição, entre as forças de Esquerda contrárias ao Presidente Recep Tayyp Erdogan. O presidente turco está neste momento diante de um quadro peculiar: está à frente de um quadro muito delicado, em que a fronteira entre democracia e ditadura é muito ténue."
Em relação à Alemanha, o Deputado Hans-Christian Stobele subiu à tribuna do Bundestag (o Parlamento nacional) para exigir providências do Governo em relação às notícias publicadas pelo jornal "Die Welt", de que “mais de 6 mil agentes secretos da Turquia estão a agir livremente no país”. Segundo o parlamentar, estes agentes, que contam com uma vasta rede de informantes, repassam aos órgãos de inteligência e ao Governo da Turquia informações sobre a política da Alemanha e também sobre as comunidades turcas no país.
Para o Professor Jonuel Gonçalves, a inteligência turca não pode ser menosprezada: "Não sei se podemos endossar as afirmações do parlamentar alemão, de que há 6 mil espiões turcos agindo livremente na Alemanha. Se ele está a dizer isso, provavelmente sabe do que fala. Agora, facto inquestionável é a eficiência da inteligência turca. Para citar só um exemplo: há alguns anos, os agentes turcos prenderam em Nairóbi, capital do Quénia, o líder do PKK, Partido Trabalhista do Curdistão. O mundo procurava este político, e somente a inteligência turca foi capaz de chegar até ele no Quénia. Esta eficiência da espionagem turca vem do século XIX, da época do Império Otomano, que se ramificava por várias regiões, o que facilitava as acções dos seus agentes. No caso da Alemanha, a situação é facilitada pelas numerosas comunidades turcas. É nesse ponto que aumenta a minha preocupação, pois a minha dúvida é se os agentes turcos na Alemanha estão a espiar o país ou, mais provavelmente, as comunidades turcas nas quais há inúmeros opositores ao Presidente Recep Tayyp Erdogan."
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Fonte: http://br.sputniknews.com/noticias/20160823/6122645/espioes-turcos-mundo.html

MAIS VIOLÊNCIA MUÇULMANA EM CAXEMIRA CONTRA AS FORÇAS INDIANAS

Um ataque de militantes no estado indiano de Jammu e Caxemira deixou pelo menos 18 agentes de segurança feridos, segundo informou a imprensa local nesta quarta-feira (24).
Os militantes lançaram uma granada e abriram fogo contra as forças de segurança na cidade de Pulwama, ferindo polícias e soldados da Força de Reserva Central da Polícia, informou o Indian Express, citando funcionários.
Quatro dos feridos estão em estado crítico, acrescentou o jornal.
Nenhum grupo extremista assumiu a responsabilidade pelo ataque até agora.
No começo do dia, o ministro do Interior indiano Rajnath Singh chegou a Jammu e Caxemira, em segunda viagem à região desde Julho, quando a morte de Burhan Wani, um comandante do grupo separatista Hizbul Majahideen, proibido na Índia, pelas forças de segurança do país, provocou uma onda de confrontos sangrentos.
A região da Caxemira tem sido disputada pela Índia e pelo Paquistão desde a dissolução da Índia britânica e o estabelecimento dos dois Estados em 1947. Alguns moradores locais, especialmente aqueles que residem no Vale da Caxemira, apelam a uma maior autonomia ou mesmo à independência da Índia.
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Fonte: http://br.sputniknews.com/asia_oceania/20160824/6130695/india-ataque-caxemira.html

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Sintomaticamente, os que querem a independência de Caxemira são muçulmanos... assim se fez a coisa: invadiram a zona, impuseram-se pela força, proliferaram, intimidaram os hindus, forçando muitos deles a irem embora, e agora, constituindo a franca maioria na zona, querem a independência. Um modus operandi tipicamente muçulmano, porque isto já se sabe, onde quer que haja gente islâmica com poder diante de quem não é muçulmano, a guerra só acaba quando a supremacia muçulmana se estabelece.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE LEVANTAMENTO DA IMUNIDADE DIPLOMÁTICA DOS IRAQUIANOS QUE AGREDIRAM PORTUGUÊS

De acordo com uma nota da Procuradoria-Geral da República, "considera‐se essencial para o esclarecimento dos factos, ouvir, em interrogatório e enquanto arguidos, os dois suspeitos que detêm imunidade diplomática".
"Em causa estão factos susceptíveis de integrarem o crime de homicídio na forma tentada", sendo que a investigação está a seguir as diligências consideradas adequadas para provar os actos. 
Esta decisão levou a que o Ministério Público solicitasse ao Ministério dos Negócios Estrangeiros "a ponderação de intervenção no âmbito diplomático (...) no sentido de saber se o estado Iraquiano pretende renunciar expressamente à imunidade diplomática de que beneficiam os dois suspeitos, filhos do embaixador do Iraque em Lisboa".
Recorde-se que o adolescente Rúben Cavaco foi brutalmente agredido, na semana passada, por dois gémeos iraquianos - filhos do embaixador do Iraque - e ficou em estado crítico depois de ser transferido para o Hospital de Santa Maria. Neste momento já saiu do coma induzido.
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Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/pais/642946/mp-pede-levantamento-da-imunidade-diplomatica-dos-gemeos-iraquianos   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa.)

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Finalmente uma medida com alguma verticalidade... é sempre bom estes casos caírem na boca do povo: a malta que manda fica logo mais atenta e cuidadosa, vai daí porta-se melhor e se for preciso até faz a vontade aos «xenófobos». É assim que a Democracia funciona.

IURD MANTINHA ESQUEMA ILEGAL EM PORTUGAL

A Igreja Universal do Reino de Deus manteve, durante pelo menos sete anos, um esquema ilegal que operava milhões de dólares no estrangeiro. A denúncia é feita pelo ex-bispo Alfredo Paulo Filho, responsável pela Universal em Portugal entre 2002 e 2009, e um dos principais auxiliares do bispo Edir Macedo, fundador da igreja.
Numa entrevista dada à “Folha de S. Paulo”, refere que o esquema ilegal terá sido utilizado para financiar a instituição e a sua emissora de televisão, a Rede Record, na Europa. Para isso, a igreja terá criado uma rota para fazer remessas ilegais de dinheiro de África para a Europa, pelo menos duas vezes por ano.
Posto em prática, o plano consistia em arrecadar dinheiro durante as campanhas “Fogueira Santa” - eventos durante os quais as pessoas são persuadidas a doar dinheiro em troca do perdão dos pecados - em igrejas angolanas, com resultados que poderiam chegar a valores próximos dos cinco milhões de dólares. O dinheiro era posteriormente transportado de carro de Angola para a África do Sul, onde seguia, já de jato particular, até Portugal.
Em território nacional, o dinheiro era trocado por euros e depositado numa conta no BCP, de onde era transferido para outros países europeus. “A igreja em Portugal sustentava outras igrejas na Europa”, garante Paulo Filho. 
Quando o dinheiro chegava a território nacional, 500 mil euros por mês tinham com destino a Record Europa e o resto seguia para a igreja de vários países.
Como participante activo no esquema, o ex-bispo relata que era em sua casa, em Cascais, que o dinheiro ficava guardado até que fosse transferido. Apesar de ter consciência de que era ilegal, Paulo Filho explica que a igreja tinha manobras para fazer acreditar que tudo era válido, com o argumento de que o que faziam era “para devolver a obra de Deus”. Em reuniões com pastores, o líder da igreja dizia várias vezes que “para a obra de Deus, vale até gol de mão”, conta o ex-bispo.
Porquê Portugal? Na entrevista dada ao jornal brasileiro, Paulo Filho explica ainda que Portugal era o país de mais fácil implantação do esquema, tanto devido à proximidade da língua como também pela forte implementação da igreja no país. “A burocracia noutros países era muito maior”, garante, lembrando a facilidade em movimentar o dinheiro entre Portugal e os outros países europeus.
Paulo Filho acredita que o esquema tem por base a proibição do governo angolano de retirar dinheiro do país. “A igreja em Angola era mais forte que em Portugal, arrecadava mais”, acrescenta.
Há pouco mais de um mês, Paulo Filho começou a publicar vídeos na internet com as acusações e o caso foi divulgado por meios de comunicação angolanos. O ex-bispo ainda não denunciou o caso aos órgãos competentes, mas acredita que o Ministério Público já estará a investigar.
A Igreja Universal do Reino de Deus já reagiu e garante que está a preparar um processo judicial contra o ex-bispo por calúnia e difamação. “Confiamos que a justiça brasileira, mais uma vez, revelará onde está a verdade nesta mais nova tentativa de manchar a imagem da Universal.”
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Fonte: http://ionline.sapo.pt/520783

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Mais corrupção vinda do terceiro-mundo... é mais uma demonstração daquilo que Portugal tem a ganhar com a ligação aos países da «lusofonia» (tugofonia, na verdade, porque luso mesmo luso só o Português de Portugal..).



HUNGRIA RECORRE A IMAGENS PARA PROTEGER AS FRONTEIRAS...

O eurodeputado húngaro Gyorgy Schopflin parece ter a resposta para os problemas da Hungria em relação aos refugiados. “Cabeças de porco”. Leu bem, é isso mesmo: colocar cabeças de porcos no topo das vedações de rede e arame farpado colocadas nas fronteiras para afugentar os deslocados, impedindo-os assim de entrar no país.
“Imagens humanas são haram [contrárias à lei islâmica]... as cabeças de porco iriam ser mais eficazes”, escreveu Gyorgy Schopflin, deputado do Partido Popular Europeu (PPE), grupo que reúne partidos de Centro-Direita, na sua conta no Twitter. A mensagem terá sido entretanto apagada.
A Human Rights Watch foi uma das muitas organizações não-governamentais a manifestar o seu repúdio em relação às palavras do deputado, acusando-o de comportar-se como “um neonazi” e não como um membro do Parlamento Europeu (PE), referiu Andrew Stroehlein, director de comunicação da Human Rights Watch na Europa.
Numa entrevista ao site húngaro Mandiner publicada esta segunda-feira, Gyorgy Schopflin diz ter ficado surpreendido com as reações que a mensagem gerou. “Não humilhei ninguém. Pedir desculpa? Porquê? Não vejo qual é a necessidade”, frisa o eurodeputado.
O governo húngaro tem sido muito criticado por dirigentes europeus e organizações não-governamentais e de apoio humanitário, seja pela forma como tem lidado com os refugiados no país, seja por continuar a desrespeitar o sistema de quotas proposto por Bruxelas, com o argumento de que isso terá elevados custos financeiros e pôr em causa a unidade religiosa. De um total de 177.135 pedidos de asilo que a Hungria recebeu em 2015, apenas 146 foram aprovados, segundo estatísticas do próprio governo turco, citadas pelo “Independent”.
A Hungria, recorde-se, foi o primeiro país a construir uma barreira para impedir a entrada de deslocados no país e fê-lo ao longo do seu flanco sul. Quando as pessoas se desviaram e rumaram à Croácia, os húngaros construíram uma segunda barreira ao longo da fronteira com este país vizinho.
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Fonte: http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-08-22-Como-evitar-a-entrada-de-refugiados-na-Hungria--Facil-basta-colocar-cabecas-de-porco-nas-fronteiras

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De facto o húngaro Schopflin falou bem. Só não acho bem é que se matassem porcos para o efeito. Ficariam melhor, no caso, suínos de plástico...
Parece que entretanto já se arranjou na Turquia uma alternativa relativamente melhor: http://br.sputniknews.com/europa/20160817/6063400/hungria-refugiados-mascaras-vudu.html
Refugiado-espantalho: na fronteira húngara foram colocadas máscaras vudu de beterraba como elemento “dissuasor” para refugiados de África e do Médio Oriente.
A foto dos espantalhos foi publicada na página do Facebook da polícia húngara de fronteiras:
"Estes são espantalhos de beterraba. É prático: nas últimas quatro semanas, a fronteira não foi violada por ninguém", escreveram oficiais húngaros a propósito das fotos.
Aparentemente, as máscaras foram feitas pelos próprios guardas de fronteira.
A crise de imigração na Europa agravou-se em 2015, em conexão com o aumento do fluxo de imigração proveniente do Norte de África, Oriente Médio, bem como do Centro e Sul da Ásia. No espaço de um ano, de acordo com números oficiais, na Europa entraram cerca de 1,8 milhões de imigrantes. De acordo com especialistas, esta é a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.

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No texto da notícia fala em «vodu», elemento de cultura africana, que não fica demasiado bem em território europeu, mas do mal o menos... além de que nas imagens da página as máscaras são menos parecidas com as do vodu que com, por exemplo, as do Entrudo transmontano. Não está nada mau.

terça-feira, agosto 23, 2016

SUÉCIA ADOPTA SEMANA DE TRINTA HORAS DE TRABALHO

As elites económicas portuguesas não gostam de desafios preferindo situações confortáveis de lucros estáveis preferencialmente com a garantia e apoio financeiro ou regulamentar do Estado
Por isso proliferam as Parcerias Público Privadas em que o Estado garante a taxa de lucro, os Colégios Privados em que o Estado paga a factura, os monopólios privados da electricidade em que o Estado, via regulador, estabelece preços tais que assegurem lucros elevados, ou os oligopólios privados, como o do retalho, que agem sem controlo.
Deste modo, quando precisam de aumentar a competitividade recorrem à baixa de salários, aos despedimentos, ao aumento da jornada de trabalho com o mesmo ordenado, mas nem assim conseguem competir nos mercados internacionais. É que o investimento, a modernização dos meios produtivos e a melhoria de processos são a única forma, num mundo de ciência e tecnologia, de aumentar, de forma sustentada, a produtividade e a competitividade.
Vem isto a propósito da decisão da Suécia de introduzir a semana das 30 horas, 6 horas dia em cinco dias de trabalho, quando em Portugal os empresários não querem abdicar das 40 horas.
Porque introduzem os suecos a semana das 30 horas?
Segundo fontes patronais, para aumentar a produtividade. É um desafio a que a sociedade se propõe: produzir mais em menos tempo. Um desafio que os empresários abraçam. Estariam os empresários portugueses disponíveis para um desafio destes?
O senso comum duvida muitas vezes da realidade. Não parece evidente que é o Sol que anda à volta da Terra? Também não parece absurdo trabalhar menos e produzir mais? Será possível? A resposta é afirmativa. Tudo passa pelo uso mais eficiente da tecnologia e por uma melhoria dos processos laborais.
Por outro lado, uma situação em que os empregados têm mais tempo para a família e para as suas actividades favoritas também favorece o empenhamento no trabalho que aumenta a produtividade. Essa é a experiência da Toyota de Gotemburgo na Suécia, que há já 13 anos (!) pratica a semana das 30 horas com grande êxito, traduzidos em maiores volumes de vendas e de lucros.
Mas há outras vantagens sociais no estabelecimento de horários de trabalho mais curtos
Um estudo recente, conduzido à escala mundial, demonstrou que o risco de ataque cardíaco diminui em cerca de 30% entre as pessoas com horários menores o que permite poupanças elevadas no sistema de saúde. Também provado é o maior risco de alcoolismo entre as pessoas que mais horas trabalham.
O maior tempo disponível permite um melhor acompanhamento dos filhos com impacto no sucesso escolar das crianças e um maior apoio aos pais e avós, também reduzindo custos sociais.
Outros estudos demonstram que as pessoas submetidas a longos horários de 40 horas implementam estratégias de vária ordem para se protegerem do esforço exagerado e prolongado. Por isso mesmo em países em que as 8 horas são ainda a regra, como no Reino Unido, algumas empresas, nomeadamente na área de serviços, estão voluntariamente a aplicar a semana das 30 horas.
Em resumo este poderia ser um grande desafio a abraçar, por sindicatos e entidades patronais, no sentido de aumentar a produtividade, reduzir custos sociais, aumentar o sucesso escolar e aumentar a satisfação dos trabalhadores e a saúde e longevidade de todos.
É muito provável que o preconceito ideológico aliado à tradicional ignorância impeça as elites empresariais portugueses de abraçar já este desafio mas com isso continuam a colocar-se numa posição insustentável de falta de competitividade e produtividade que já os está a dizimar.
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Fonte: http://www.jornaltornado.pt/suecia-adopta-semana-30-horas/

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Mais um sinal dos tempos, o caminho para que na Europa - a Europa europeia a sério, note-se - o cidadão labore cada vez menos, algo que já se prometia há décadas. E não se trata apenas de uma questão de estudos científicos - o próprio Povo que tenha uma consciência reivindicativa exige os seus direitos e recusa ser explorado. Não surpreende que seja nos países mais democráticos, e só nestes, que há líderes a «ver a luz» e a aceitarem a redução da carga horária do trabalho.

PRIVATAGEM EXIGE AOS ESTAGIÁRIOS QUE DEVOLVAM PARTE DO SALÁRIO - ESTAGIÁRIOS SÃO SUSTENTADOS PELO ESTADO E OS PRIVADOS RECEBEM TRABALHO GRATUITO

Há patrões a exigir aos estagiários, que usufruem dos contratos de estágio profissional promovidos pelo IEFP, que devolvam a comparticipação obrigatória por lei da empresa - que varia entre os 20% e 35% - no salário. Esta notícia é avançada esta segunda-feira pelo “Jornal de Notícias”. Alguns estagiários são também obrigados a pagar a taxa social única (TSU) de 23,75% que é da responsabilidade da entidade empregadora. Arquitectos, psicólogos e comerciais são os principais profissionais afectados, conta o matutino.
Segundo as contas do “JN”, um estagiário que tenha o salário ilíquido de 691 euros mensais - o correspondente ao grau de licenciatura – pode ter que devolver até 400 euros, por baixo da mesa, às mãos da entidade empregadora.
Em causa, estão eventuais delitos de natureza fiscal, dado que essas empresas declaram as mesmas despesas com pessoal, conseguindo os respectivos benefícios em IRC.
De acordo com o presidente do Conselho Nacional da Juventude, Hugo Carvalho, este esquema representa uma “autêntica lavagem de dinheiro”. O responsável admite que já lhe chegaram muitas queixas, mas nenhuma foi formalizada. Os jovens em questão estarão “reféns” desses estágios, da necessidade de ter acesso à profissão, explicou.
O IEFP, quando contactado pelo “JN”, disse desconhecer esta prática. Qualquer entidade que promova este tipo de esquema será obrigada a devolver todos os fundos, enfrentará um processo crime e ficará impedida de aceder a outros apoios.
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Fonte: http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2016-08-22-IEFP.-Patroes-obrigam-estagiarios-a-devolver-parte-dos-salarios   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa.)

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Ah, isto não há como «os melhores», os piratas do privado, os privatas, a terem livre curso para «investirem» à vontade... e depois há espertalhaços nas direitinhas a dizer que é preciso meter mais pessoal deste no governo, por isso é preciso pagar melhores salários aos políticos...
Um cenário continuadamente terceiro-mundista, criado por quem é totalmente desprovido de vergonha e que, como se sabe, já vem de trás, algo que «O Diabo» já em 2014 denunciava: http://jornaldiabo.com/nacional/jovens-ordenado-minimo-estagios/

Artigo publicado a 26 de Agosto de 2014

Há uma diferença substancial entre os números brutos que nos chegam das estatísticas e a realidade que é contada pela boca de jovens desesperados a O DIABO. Os incentivos do Governo ao emprego estão a ser desvirtuados e, na prática, a abrir a porta a uma autêntica escravatura em pleno século XXI.
São histórias que têm de ser contadas e que envergonham um País que se diz evoluído. O discurso da crise não pode ser desculpa para todos os erros cometidos. Há cada vez mais jovens a trabalhar abaixo do ordenado mínimo nacional. Há empresas que vivem de estagiários e dos “incentivos” que o Estado dá ao emprego.
São milhares de casos por esse País fora – ninguém sabe ao certo quantos. Poucos são os que, por medo, falam no assunto. E só a garantia de que os seus nomes seriam preservados – bem como o das entidades que os “empregam” – permitiu ao nosso jornal ouvir da boca de alguns deles esta triste e obscura realidade.
Comecemos pelo caso de Sara. Licenciada, foi chamada para fazer um estágio curricular num escritório situado em plena Avenida da Liberdade, no coração lisboeta. Ordenado: 150 euros. “Tenho que pagar renda e contas. Mas aceitei porque, quando fui chamada, vi na proposta a possibilidade de trabalhar na prática aquilo que estudei na Universidade”, conta-nos a jovem, natural do distrito de Leiria.
As funções executadas vão muito além das de um simples estagiário. Aliás, Sara executa as mesmas tarefas dos seus superiores hierárquicos. O horário é completo. Entenda-se: no mínimo, oito horas. “Muitas vezes temos que ficar mais horas para acabar o trabalho. Não nos pagam horas extraordinárias, dizem que depois podemos compensar… Mas a verdade é que, se chegamos mais tarde, chamam-nos à atenção. E na semana passada, quando acabei o trabalho e ia para sair à hora certa, perguntaram-me escandalizados se eu ia sair. Senti-me mal e inventei uma desculpa, disse que tinha uma consulta”, relata-nos a estagiária.
Mas fique o leitor a conhecer melhor o caso desta jovem profissional. É que os três meses contratuais já passaram. Prometeram-lhe um estágio profissional do IEFP – daqueles que o Governo apoia – mas como a aprovação atrasou, só no próximo mês irá começar. Ou seja, continua num estágio curricular que já deveria ter terminado.
Como se contorna a situação? Pede-se à Universidade para alargar o tempo do estágio. Ao ordenado acrescentaram-lhe 100 euros. Ainda assim, os 250 euros que passou a receber ficam bem abaixo do já de si minúsculo ordenado mínimo nacional.
“A Universidade não deveria ter aceitado”, lamenta a jovem. Sara reconhece que também não devia ter aceitado, “mas perdia a hipótese de fazer o estágio profissional”. Com o estágio profissional irá receber mais de 600 euros por mês. Mas, até lá, vai ter que se sujeitar ao vexame de trabalhar tanto quanto os chefes e receber menos da quinta parte dos seus ordenados.
A história de Sara até poderá parecer menos má, uma vez que, se tudo correr bem, vai conseguir um estágio profissional. São sacrifícios, dirão os portugueses.
Pois bem, olhemos então para o caso de Vera – também este, um nome fictício. A Ordem da sua profissão obriga a 12 meses de estágio após o curso para que possa exercer a profissão na sua plena capacidade. Ao todo, Vera já completou oito meses, mas nunca recebeu um ordenado. Apenas a promessa de um estágio profissional, que até deverá ser aprovado nas próximas semanas – depois de o Governo ter desbloqueado os incentivos.
Vera trabalha também numa das zonas mais conceituadas da capital portuguesa. Trabalha mais de 10 horas por dia, de segunda a sexta-feira. Às vezes acontece trabalhar ao fim-de-semana. “Trabalhamos todos por igual. Não há grande diferença por sermos estagiários. Eles até nos tratam bem e são simpáticos connosco. Mas isso não paga contas”, diz a jovem, natural do Norte do País.
A O DIABO conta que aceitou a proposta com o objectivo de vir a obter um estágio do IEFP. Mas o atraso fez com que estivesse até agora sem receber um tostão. “É a minha família que me suporta. Com esta idade, com um mestrado nas mãos, já não posso depender a 100% da minha família. Não tenho dinheiro meu. Tenho que pedir sempre. Custa”, explica, desanimada.
Mas se a situação é negra, pior ficou quando Vera soube que não poderia receber o dinheiro todo do IEFP. “Se quero fazer o estágio nesta empresa tenho de devolver à empresa o dinheiro que tiverem de pagar por mim. E do que sobrar tenho de pagar a segurança social. Fiz as contas, vou receber cerca de 300 euros”, revela.
Empresas recebem dinheiro de volta
O esquema não é novo. De facto, há cada vez mais situações destas. No papel, as empresas “pagam” um determinado valor ao estagiário – que até é obrigado a assinar um documento declarando ter recebido o dinheiro – mas, na verdade, a quantia acaba por ser devolvida à empresa. Ou seja, o estagiário só vai efectivamente receber o dinheiro que vem do Estado.
A pergunta feita pelo nosso jornal é directa: “porque aceita?”. A resposta é dada com os olhos no chão: “Eu só quero terminar os 12 meses de estágio, o que vai acontecer no fim do ano. O que significa que depois vou desistir do estágio profissional. Vou perder a oportunidade de fazer um estágio profissional a sério e vou perder dinheiro. Mas depois de me inscrever na Ordem quero começar a exercer plenamente. Em Portugal ou no estrangeiro. Estou a pensar em Londres”.
Tamanhas ilegalidades acabam por não vir a público. “Sei de outros casos como o meu. Não vou denunciar. Preciso do dinheiro. Preciso do estágio. E além do mais eu aceitei essas regras. Sei que não devia ser assim…”, afirma, envergonhada.
Os estágios do Instituto de Emprego e Formação Profissional são comparticipados pelo Estado e é o próprio IEFP que os supervisiona. A questão é que quantos mais jovens estiverem integrados nestes programas, menores são os números do desemprego. E toda a gente fecha os olhos. Além do mais, os meios para investigar são reduzidos e sem denúncia torna-se quase impossível mudar esta realidade.
Vera vai continuar até ao final do ano a sobreviver com 300 euros por mês. São mais 300 euros do que tem actualmente, apesar de trabalhar.
Casos são antigos
Estes casos não são novos, mas acentuaram-se com a crise. Inês foi convidada para fazer em 2010 um estágio profissional numa rádio regional no Interior do País. Na conversa que teve com o director da estação foi-lhe deixado claro: teria de devolver o valor que a empresa pagava. Nessa altura, já o Governo tinha mudado as regras do jogo. O pagamento aos estagiários tinha que ser processado por transferência bancária e o registo tinha que ser entregue ao IEFP. Mas vale de pouco, porque os estagiários levantam o montante e devolvem-no em dinheiro vivo.
Inês começou a trabalhar e a executar as funções que um qualquer jornalista sénior executava. Quando, ao fim de quatro meses, lhe apresentaram o valor que tinha de devolver, Inês recusou-se. Desistiu do estágio, alegando motivos pessoais, mas ficou com o dinheiro. “Quando aceitei, não tinha noção de que teria de devolver cerca de metade do valor total. Era um absurdo. Ridículo. Não devolvi e vim-me embora. Felizmente, o IEFP aceitou a minha justificação e pude fazer o estágio mais tarde”, conta-nos.
“A rádio tinha muitas dificuldades financeiras. Mas eu não tenho culpa disso. Os próprios jornalistas é que andavam na rua à procura de publicidade. Se eu trabalhava como todos, tinha que receber o meu ordenado. Se eu devolvesse a parte da empresa, o que acontecia é que o Estado estaria a pagar um funcionário a uma empresa privada”. Inês lamenta não ter tido “coragem” para denunciar a situação na altura própria. “O meio era pequeno e preferi vir embora a estar a abrir uma guerra que me poderia sair cara”, explica.
Grandes só contratam com incentivo
Vivemos a época dos estágios e dos incentivos. Por exemplo, o grupo Portucel Soporcel já fez saber que vai promover a realização de 77 estágios profissionalizantes a jovens no biénio 2014/2015, aumentando em 50% o número de vagas disponibilizado na edição anterior deste programa de ligação da escola ao mercado de trabalho, através do qual foram aceites 50 jovens na empresa no biénio 2013/2014.
Mas há mais incentivos. O Governo estimula a contratação de jovens à procura de primeiro emprego. Na prática, os desempregados mais velhos ficam fora das contas.
Isso mesmo nos deu a conhecer Vanessa. Aos 35 anos está desempregada, depois de ter trabalhado pela última vez em 2012 nos supermercados Continente, regressou há dez anos a Portugal, depois de uma longa jornada pela Europa. Agora pondera novamente sair do País. “Não encontro emprego em lado nenhum. Voltei a tentar o Continente da cidade onde moro, mas agora não me aceitam porque só têm incentivos fiscais se empregarem pessoas que ainda não tenham trabalhado”, afirma.
Este é somente um dos exemplos do que se passa por este País fora. Mas não se esqueça o leitor de que o resultado líquido consolidado da Sonae – dona dos supermercados Continente – foi de 52 milhões de euros no primeiro semestre de 2014, o que compara com os 15 milhões registados em igual período do ano anterior. Resultado, também, dos incentivos do Estado.

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É a chamada fartar vilanagem em todo o seu esplendor - a severa confirmação de que o Estado está eticamente obrigado a vigiar com especial rigor o sector privado e a punir mais exemplarmente os que visam abusar da miséria ou da bananice de trabalhadores sem hábitos de exigência e reivindicação de direitos.

PNR EXIGE LEVANTAMENTO DA IMUNIDADE DIPLOMÁTICA DOS PIVETES ÁRABES QUE AGREDIRAM GRAVEMENTE UM PORTUGUÊS


O PNR enviará uma delegação à Embaixada do Iraque e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, exigindo o levantamento da imunidade diplomática aos delinquentes que se protegem atrás de leis iníquas de imunidade.
Manifestaremos a nossa mais profunda indignação por todo este acontecimento que não tem merecido, da parte dos governantes, qualquer atitude digna de defesa da honra nacional e dos portugueses e da parte dos partidos com representação parlamentar, que não tomam qualquer posição, remetendo-se ao silêncio cobarde.
Com um governo do PNR, os jovens delinquentes já não teriam a imunidade, seriam julgados e condenados em Portugal e a família do Rúben, vitima da barbárie dos filhos do diplomata, teria todo o apoio necessário.
No dia 26 de Agosto, pelas 11h00 iremos à Embaixada do Iraque entregar uma carta, pedindo que tenham a dignidade de levantar a imunidade e se submeterem à justiça portuguesa. E às 11h30, iremos ao Ministério do Negócios Estrangeiros para proceder, igualmente, à entrega de uma carta que exija coragem e dignidade aos governantes de Portugal, através da tomada de atitudes enérgicas e urgentes. Exigimos justiça!
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Fonte: http://www.pnr.pt/2016/08/crime-dos-filhos-do-embaixador-do-iraque-pnr-nao-aceita-passivamente-desenrolar-dos-acontecimentos/

GOVERNO ALEMÃO ACONSELHA POPULAÇÃO A ARMAZENAR VÍVERES PARA DEZ DIAS

O Governo alemão está a aconselhar os cidadãos do país, pela primeira vez desde a Guerra Fria, a armazenarem comida e água e estarem preparados para uma eventual situação de emergência a nível nacional, um passo que alguns deputados da oposição já criticaram por espalhar o medo entre a população.
Sob o novo conceito de defesa civil, que deverá ser aprovado esta quarta-feira pelos ministros da chancelaria de Angela Merkel, os cidadãos alemães são aconselhados a armazenarem comida suficiente para dez dias e água para cinco – dois litros diário por pessoa – porque um potencial desastre poderá impedir o acesso imediato aos serviços de emergência nacionais.
O novo conceito de protecção civil surge delineado num documento do Ministério do Interior com 69 páginas, divulgado esta segunda-feira pelo jornal alemão "Frankfurter Allgemeine", que deverá ser aprovado pelo gabinete da chanceler. No documento, lê-se que "um ataque ao território alemão é improvável" mas que a possibilidade de uma grande ameaça à segurança nacional não pode ser excluída.
A um grupo de crianças de uma escola alemã, o ministro do Interior Thomas de Maiziere explicou esta segunda-feira que o país deve estar preparado para reagir caso as suas reservas de água e comida sejam envenenadas ou caso as rotas de abastecimento de gás e petróleo sejam interrompidas.
O passo está a ser criticado por vários membros da oposição, com o líder parlamentar do partido Die Linke, Dietmar Bartsch, a dizer que este tipo de propostas "pode destabilizar completamente as pessoas".
Apesar de admitir que o código de defesa civil, alterado pela última vez em 1995, precisa de ser atualizado, o vice-presidente da bancada d'Os Verdes sublinhou que o Governo deve manter a cabeça fria. "Não consigo antever qualquer cenário de ataque que justifique o armazenamento de bens pela população", referiu Konstantin von Notz.
A Alemanha tem em vigor desde a Guerra Fria um código de defesa civil sob o qual foram construídos cerca de dois mil bunkers e abrigos na Alemanha Ocidental com recurso a fundos federais — na ex-Alemanha de Leste os comunistas criaram a sua própria rede de bunkers. De acordo com a lei em vigor, nenhum desses abrigos, criados em garagens, escolas e outros locais, pode ser convertido noutro tipo de edificação.
Desde essa altura que o país mantém stocks de comida armazenados em locais secretos, que são regularmente actualizados e renovados. No caso de um desastre, a lei dita o racionamento destes bens através de um sistema de vales de comida e de combustível, gerido pelos serviços de emergência estatais.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://www.vamoslaportugal.com/noticias/o-governo-alemao-alerta-a-populacao-para-armazenar-comida-para-10-dias
http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-08-23-Alemaes-aconselhados-a-armazenar-comida-e-agua-pela-primeira-vez-desde-a-Guerra-Fria   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)

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Das duas uma, ou há aqui alguma táctica mercantil sustentada nalguma negociata de armas em larga escala ou então prepara-se qualquer coisa de realmente grave na maior potência económica da Europa Ocidental. Governantes tipicamente burgueses, da «Direita» conservadora, cujo discurso é frequentemente optimista e tranquilizador, não diriam uma destas se não estivesse próxima uma ameaça realmente séria, como por exemplo um eventual ataque terrorista com armas químicas, que impeçam a população de sair de casa...

SEMANÁRIO «O DIABO» DE 23 DE AGOSTO DE 2016


HOLANDA TORNA-SE NO PRIMEIRO PAÍS DO MUNDO SEM CÃES ABANDONADOS

Governo holandês aplicou um plano sólido para retirar todos os cães abandonados das ruas do país.
Em todo o mundo, estima-se que existam cerca de 600 milhões de cães a viver nas ruas, uma situação difícil de resolver e para a qual a maioria dos governos carece de políticas que ajudem a resolver a questão.
No entanto, o que parece impossível para muitos países, tornou-se uma realidade na Holanda. E o melhor de tudo é que o objectivo foi alcançado sem nenhum tipo de sacrifício para os animais.
O país europeu tornou-se o primeiro a nível mundial a conseguir tal proeza, graças a um plano bem elaborado pelo Governo baseado em quatro pilares.
A primeira grande medida foi investir em campanhas de esterilização para que o número de cães que já vivia nas ruas não aumentasse ainda mais. O mesmo serviço foi oferecido de forma gratuita à população.
Concluídas essas tarefas, o país partiu para a segunda etapa, ou seja, conseguir donos para muitos dos cães abandonados.
A grande maioria dos holandeses opta ainda por comprar cães de raça, em vez de adoptar aqueles que mais precisam de uma nova família.
Por isso, para contrariar essa situação, o Governo passou a cobrar altos impostos a todos aqueles que quisessem comprar esses animais à venda.
Estas novas medidas trouxeram retorno e, para virar a página em grande, o Governo aplicou ainda leis bastante duras para quem abandona animais, com multas que atingem milhares de euros.
Ponto para a Holanda. Esperemos agora que muitos outros países, incluindo Portugal, sigam o exemplo.
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Fonte: http://zap.aeiou.pt/holanda-primeiro-pais-do-mundo-nao-ter-caes-abandonados-120482

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Civilização ocidental é isto - a defesa da dignidade e por isso dos direitos dos mais desfavorecidos. Não surpreende que este avançado estado de desenvolvimento acima referido tenha sido atingido num país europeu.

segunda-feira, agosto 22, 2016

TURQUIA CONVOCA O SEU EMBAIXADOR NA ÁUSTRIA A PROPÓSITO DE MANIFESTAÇÃO CURDA EM VIENA

A Turquia está convocando o seu embaixador na Áustria para consultas, declarou hoje (22) o ministro das Relações Exteriores turco Mevlut Cavusoglu.
“Diante dos factos recentes, convocámos o nosso embaixador em Viena para consultas, para rever as nossas relações com Áustria” – escreveu o jornal Star, citando palavras de Cavusoglu.
O ministro explicou a convocação do embaixador está ligada a um recente protesto realizado em Viena em apoio ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PPK), considerado como terrorista na Turquia.
De acordo com a imprensa, durante o acto, manifestantes pró-curdos teriam entrado em conflito com representantes da comunidade turca na Áustria, que teriam organizado um protesto próprio no mesmo horário.
A manifestação em apoio aos curdos aconteceu no sábado (20) e teve a participação de cerca de 500 pessoas, que denunciavam a política do presidente turco Tayyip Erdogan.
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Fonte: http://br.sputniknews.com/mundo/20160822/6111955/turquia-convoca-embaixador-austria-questao-curda.html

PRIMEIRO-MINISTRO HÚNGARO DIZ QUE NÃO É ACEITÁVEL ISENTAR DE VISTOS OS TURCOS NA UE

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, afirmou neste domingo (21) que "é impossível" isentar os turcos de visto para entrar na União Europeia (UE).
Um dos pontos do acordo entre a UE e a Turquia para estancar o fluxo de refugiados foi a eliminação da necessidade de vistos para os turcos entrarem na Europa. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que, caso a UE não cumpra o seu acordo, ele pode autorizar autocarros de refugiados para entrarem na UE. "Os países europeus não podem cumprir essa promessa que fizeram à Turquia", disse Orban. O líder húngaro está no Rio para o encerramento dos Jogos Olímpicos.
Afirmou que a questão de isentar de vistos os turcos "é um enorme problema, uma questão delicada", mas que não está preocupado com a ameaça turca. "A Turquia não pode fazer isso porque a fronteira húngara é a porta de entrada para a Europa, e nós defendemos nossa fronteira 100%", disse.
Recentemente, Orban afirmou que o republicano Donald Trump tem a melhor política externa para a UE. No domingo (21), em recepção no Itamaraty do Rio, o chanceler José Serra perguntou a Orban: "É verdade que você apoia Trump?" O húngaro teria respondido que sim, que essa é a posição de seu partido.
À reportagem, Orban afirmou: "Sim, a política externa de Trump seria melhor para nós. Os democratas acham que não deveria haver controle da entrada de imigrantes na Europa, o que é muito perigoso. Trump defende o controle dos imigrantes. E ele é contra a política de construir democracias em outros países, e eu concordo com ele."
Defendeu o mandato de Erdogan e a estabilidade na Turquia. "Se a Turquia não tiver estabilidade, toda a região terá problemas. Precisamos de apoiar o governo turco."
Mas o húngaro afirmou que a aprovação da pena de morte pelo governo turco, que está em estudo, inviabilizaria a entrada do país na UE.
(...)
Indagado se a entrada de refugiados não ajudaria a solucionar o problema demográfico na UE, foi taxativo: "Nunca. Eles podem causar um problema mais sério, porque constroem uma sociedade paralela na Europa. Os imigrantes chegam com um conceito cultural diferente, e essas sociedades paralelas são perigosas e desestabilizadoras para os países da UE. Queremos manter o carácter do povo húngaro como uma sociedade integrada". Com informações da Folhapress.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/08/1805542-e-impossivel-isentar-turcos-de-visto-para-a-ue-diz-premie-hungaro.shtml, que conduziu a esta página, da qual se retira o texto acima: https://www.noticiasaominuto.com.br/mundo/269773/e-impossivel-isentar-turcos-de-visto-para-a-ue-diz-premie

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É sintomático que na Europa só a «odiada» Extrema-Direita - odiada pela elite mediático-política, não pela massa popular - tenha este tipo de discurso, da mais óbvia cautela e integridade etno-identitária. Traz à memória as palavras do Dalai Lama: «a Alemanha (e por extensão as outras nações europeias) não deve tornar-se num país árabe.» Em contraste, um outro líder espiritual, nomeadamente o papa, declarou que a «invasão árabe» (sic, palavras dele próprio) em curso na Europa é boa e que isso dará origem a «novas sínteses culturais» (sic(k)). Com tantas religiões no mundo, logo havia de calhar à Europa o credo universalista do Judeu Morto, foda-se que é preciso azar... mas o azar corrige-se, a seu tempo, enquanto o povo estiver vivo e a descristianizar-se rapidamente. Ironicamente, o húngaro Orbán diz-se defensor da Cristandade no Ocidente. Se o combate nacionalista vier a falhar, e a Europa vier a ser realmente iminvadida, muito disso ficará a dever-se a esta contradição vital que a Cristandade conseguiu criar na Europa ao dar o Cristianismo como «religião nacional». E agora os nacionalistas europeus que se dizem cristãos são assim apunhalados nas costas pelo seu próprio credo, quando a Igreja constitui uma força declaradamente pró-imigração, ao lado do grosso da restante elite cultural do Ocidente.

CIGANOS RECEBEM MILHÕES PARA INTEGRAÇÃO

Portugal é dos países com menos ciganos integrados no mercado de trabalho, razão pela qual o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) vai aplicar cerca de três milhões de euros das verbas do Fundo Social Europeu num "programa pioneiro". Em declarações à agência Lusa, o Alto-comissário para as Migrações adiantou que o ACM está já a planear o próximo quadro comunitário de apoios, até 2020, vendo "aqui oportunidades importantes para relançar alguns projectos".
Na opinião de Pedro Calado, "não há plena integração sem acesso ao mercado de trabalho", pelo que pretende arrancar com "um programa pioneiro em Portugal para fomentar a transição das comunidades ciganas para o mercado de trabalho, seja por via da formação intensiva, da colocação em estágios ou eventualmente com a criação de negócios".
"Queremos muito criar estes ambientes protegidos para garantir que os ciganos que se qualificam e passam, como todo os outros portugueses, por um processo de formação e de aumento das suas competências, têm uma oportunidade de trabalhar", defendeu o Alto-comissário.
Pedro Calado revelou que o ACM já tem garantia de verbas por parte do Fundo Social Europeu. "Estamos a falar na ordem dos 500 mil euros por ano até 2020, o que vai perfazer à volta de três milhões de euros de investimento para de facto começarmos a ter ciganos integrados no mercado de trabalho", adiantou. O responsável apontou que Portugal é dos países europeus com menos ciganos integrados no mercado de trabalho. O objectivo do ACM é ter estes projectos no terreno a partir de Julho de 2015.
Entretanto, o ACM vai lançar, de forma experimental, um fundo de cerca de 50 mil euros para projectos que toquem igualmente a área do emprego.Segundo Pedro Calado, este fundo vai servir para desafiar a sociedade civil a ajudar o ACM a implementar a Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (ENICC), sendo objectivo que este seja um projecto-piloto que venha depois a crescer. 
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://www.publico.pt/sociedade/noticia/portugal-vai-aplicar-tres-milhoes-de-euros-ate-2020-na-integracao-dos-ciganos-no-mercado-de-trabalho-1678656

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Enquanto há para aí meio milhão de portugueses no desemprego, não é aceitável que um só cêntimo seja gasto com o emprego de alógenos em solo nacional. Trata-se de uma questão de princípio. 

AINDA SOBRE O «BURKINI» NA EUROPA

O uso deste fato de banho [burkini] que cobre o corpo todo com excepção das mãos, cara e pés, foi proibido por decretos municipais em três localidades – Cannes e Villeneuve-Loubet, na Côte d’Azur, e em Sisco, na Córsega. Outros municípios do país, designadamente na costa do norte da França, anunciaram o desejo de tomarem medidas idênticas contra o burkini, nome que vem da combinação das palavras burka e biquíni.
O debate provoca tensão devido às recentes chacinas e atentados, mas a polémica agravou-se depois de, no sábado passado, se ter verificado uma violenta rixa em Sisco, na ilha da Córsega, entre famílias de origem magrebina e outros residentes da localidade hostis ao burkini, que algumas mulheres muçulmanas vestiam nesse dia numa praia junto a essa localidade. Os confrontos provocaram cinco feridos e três dos carros das famílias muçulmanas foram incendiados.
Este incidente, que começou porque alegadamente alguns corsos faziam fotos das mulheres muçulmanas em burkini, continua a agitar seriamente a vida na Córsega. Esta quinta-feira, dia de uma audiência no tribunal da capital, Bastia, para julgar alguns dos suspeitos de envolvimento nos incidentes, decorreu uma manifestação de apoio aos corsos que contestam o que chamam ser “um fato de banho islamita”. Já no domingo passado tinha sido organizada uma manifestação no centro da cidade em que se gritaram palavras de ordem como “às armas”, “vamos vingar-nos”, “esta terra é nossa”. Um dos bairros da cidade onde vivem muitas famílias magrebinas teve se ser protegido pelas forças de segurança.

NACIONALISTAS AMEAÇAM RADICAIS ISLÂMICOS
Não é a primeira vez que se verificam incidentes violentos contra os árabes nesta ilha do Mediterrâneo, onde designadamente mesquitas têm sido regularmente atacadas. Um dos movimentos nacionalistas clandestinos da ilha – o chamado “FLNC de 22 de Outubro” - emitiu um comunicado, em Julho, pouco depois do massacre em Nice no dia 14 desse mês, em que avisava os “islamitas radicais” que “qualquer ataque deles contra os corsos levaria a uma resposta firme e imediata” da parte da organização armada. “Sabemos quem vocês são, a resposta será taco a taco e sem compaixão”, lia-se no comunicado.
Esta polémica sobre o uso do burkini também está a agitar Paris e todas as famílias políticas francesas porque os decretos de proibição foram aprovados por uma câmara socialista e duas de Direita. O primeiro-ministro, Manuel Valls, saiu a apoiar as decisões dos municípios – “o uso do burkini não é compatível com os valores da França e da República”, disse o chefe do Governo. “As praias, tal como todos os espaços públicos, devem ser preservadas de reivindicações religiosas”, acrescentou Manuel Valls.
No entanto, a medida é contestada por associações de defesa dos direitos do homem e movimentos contra o desenvolvimento da islamofobia e um comentador disse que as autoridades “não podem impedir as mulheres de tomarem banho vestidas”. Pelo seu lado, Jean-Pierre Chevènement, figura histórica dos socialistas franceses, recentemente indigitado pelo presidente François Hollande para presidir à “Fundação do Islão de França” considerou que deve ser respeitada liberdade em conjugação com “a defesa da ordem pública”. “As pessoas são livres de tomarem banho vestidas ou não”, acrescentou o antigo ministro do Interior.
Os apelos à calma sucedem-se em França e associações próximas dos muçulmanos dizem que se trata de mais um passo do sentido da sua estigmatização. Outras pessoas dizem, pelo contrário, que além da referência a uma religião, o burkini é igualmente um ataque à dignidade das mulheres. “O burkini não é uma nova linha da moda nas praias, é uma versão da burka e tem a mesma lógica porque se destina a esconder o corpo das mulheres para que possam ser controladas”, afirmou Laurence Rossignol, ministra dos Direitos da Mulher.
Em Cannes já foram multadas (38 euros) três mulheres por usarem esse fato de banho. O decreto nesta conhecida estância balnear especifica que “o acesso às praias e ao banho é proibido a qualquer pessoa que não esteja vestido de forma correta, respeitadora dos bons costumes, da laicidade e das regras da higiene”.

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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-08-19-Burkini-um-caso-que-se-descontrolou

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Começando por um exemplo no mesmo espírito, pode-se dizer que houve uma razão óbvia para que na China as autoridades tivessem em 2012 obrigado os lojistas da província islamizada de Xinjiang a venderem bebidas alcoólicas, «se calhar» porque doutro modo a pressão social islamista os impediria de as venderem... De igual modo, houve uma razão óbvia para que na Turquia laica se tivesse proibido o uso da burca no funcionalismo público - e houve uma razão óbvia para que os laicos protestassem quando o governo de Erdogan resolveu «autorizar» o uso da burca nas universidades: a hoste laica turca percebeu que a partir do momento em que não haja uma lei estatal a proibir o uso da burca, as mulheres passam a não ter defesa contra a pressão comunitária islamizante para que andem tapadinhas à maneira muçulmana. Contrasta nisso com os que andam tapadinhos à maneira politicamente correcta, que não vêem por isso o significado das «liberdades» muçulmanas, que mais não são do que imposições.