domingo, setembro 25, 2016

CELEBRAÇÃO RELIGIOSA NACIONAL HELÉNICA DO EQUINÓCIO DE OUTONO


Ritual de celebração do Equinócio de Outono de «2016» num altar de Zeus, algures na Hélade, berço da civilização ocidental
*
Fonte: https://www.facebook.com/ysee.cy/photos/?tab=album&album_id=1251494844915695

NA SUÉCIA - POLÍCIA RECONHECE QUE NÃO CONTROLA MAIS DE MEIA CENTENA DE ZONAS

Hoje houve um tiroteio na Suécia. Foi noticiado, vá lá... mas não se disse ainda quem eram os responsáveis. Se calhar era algum maluquinho e pronto, já 'tá... falta dizer o que há poucos dias se noticiou - não nos mé(r)dia dominantes, claro... - que neste mesmo país a polícia admitiu recentemente não ter controlo sobre cinquenta e cinco - 55, LV em numerais romanos - zonas. A coisa está a tal ponto que até já houve imigrantes da Somália a retornarem ao seu país de origem; um deles comentou que aquilo ali está «uma zona de guerra», como aqui se lê: http://www.breitbart.com/london/2016/09/24/swedish-police-admit-loss-control-55-no-go-areas/
Aí lê-se também algo que está mais detalhado nesta página: http://www.breitbart.com/london/2016/09/23/world-bank-chief-sweden-create-lawless-migrant-zone/
Um economista-chefe do Banco Mundial, Paul Romer, alvitrou que a Suécia devia era como que oferecer uma parte «do tamanho de Hong Kong» do seu território a milhões de imigrantes, que aí teriam as suas próprias leis; teriam cidadania sueca, mas aí a polícia sueca não entraria, nem se aplicariam aí as desagradáveis e incómodas leis laborais de salário mínimo e limite horário da jornada de trabalho - os «luxos» da sociedade civilizada... - e assim iam criar ali imensa riqueza, diz ele...
Já tinha sugerido o mesmo para os EUA.
Hong Kong é um caso de sucesso, argumenta. Esquece talvez que os chineses não são iguais aos imigrantes oriundos do mundo árabe e africano... na Alemanha, por exemplo, o entusiasmo da patronagem esmoreceu, diz-se no segundo artigo acima citado, porque afinal quase metade deles não era «empregável»... 

Tudo porque os paulromers e outros representantes da elite reinante se borrifam completamente para a sacralidade das fronteiras europeias e julgam ter o direito de mexer com as populações mundiais como quem molda plasticina. Só parecem ter medo, tais «mestres», de uma coisa - da ascensão política nacionalista, que lhes estraga o arranjinho, subordinando a Economia à Política e assim pondo os pontos nos is de modo a garantir a salvaguarda indiscutível das identidades nacionais.


ARRASTÃO TURCO EM CIDADE HOLANDESA

Na cidade holandesa de Zaandam, toneladas de jovens turcos irromperam pelas ruas, agredindo transeuntes à vontade e atrevendo-se até a tentar intimidar as autoridades. Filmaram tudo e puseram nas redes sociais, como se disso se orgulhassem - como se reivindicassem um poder territorial, à maneira da mais típica gangue. Pode ler-se mais sobre o caso aqui: http://www.express.co.uk/news/world/713594/Turkish-migrant-gang-ATTACKS-locals-Dutch-city
Doze turcos foram mais tarde caçados pela polícia. E expulsos do país, serão? Duvido...

É mais uma notícia que os grandessíssimos mé(r)dia dominantes não noticiaram, pelo menos cá pelo burgo...

JANTAR DE «REENTRADA» DO PNR

Casa cheia no jantar de reentrada política do PNR no dia 24 de Setembro de 2016. Reentrada é uma forma de expressão, pois o PNR nunca pára ao longo de todo o ano e os resultados aparecem, com cada vez mais portugueses a considerarem que o Nacionalismo é a única solução viável para salvar o que resta de Portugal.
Mais de 100 pessoas encheram por completo o restaurante onde nos temos reunido, ficando a promessa que para o ano será num local com mais capacidade para que possamos acolher todos os que nos quiserem conhecer.
Os dirigentes locais do Distrito de Santarém, Carlos Teles e Augusto Martins, foram agraciados com diplomas de mérito pelas suas provas dadas ao serviço do PNR no Distrito de Santarém.
*
Fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1281470671877730&id=944699612221506

SÍRIA ACUSA ISLAMISTAS DE PREPARAREM ATENTADO COM ARMAS QUÍMICAS CONTRA CIVIS PARA CULPAREM O GOVERNO

Militantes do grupo Ahrar al-Sham planeiam realizar um ataque químico na Síria contra civis e culpar o governo sírio. É o que afirma neste domingo (25) o representante permanente da Síria na ONU, Bashar Jaafari, durante reunião do Conselho de Segurança.
"Recebi informações muito preocupantes de que os terroristas do Ahrar al-Sham estão a planear atacar civis usando produtos químicos tóxicos como o fósforo amarelo e culpar o governo sírio pelo seu uso", disse o representante permanente da Síria ao comentar a situação em Aleppo. 
De acordo com o diplomata, os terroristas "estarão vestidos com o uniforme das forças do governo, em seguida irão divulgar fotos e vídeos para acusar o exército". A situação da cidade síria de Aleppo é discutida neste domingo em reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada por iniciativa dos EUA, Grã-Bretanha e França. O Exército da Síria está a combater o grupo terrorista Frente al-Nusra e a chamada 'oposição armada'.  
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/mundo/20160925/6403957/rebeldes-armas-quimicas-culpar-governo.html

RÚSSIA NÃO ACEITA MAIS MEDIDAS UNILATERAIS SOBRE A SÍRIA

O representante permanente da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, afirmou neste domingo (25) que a Rússia não mais irá concordar com passos unilaterais no conflito da Síria.
Ao discursar reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, o diplomata russo falou sobre a pré-condição de interromper unilateralmente os voos de sua força aérea como parte do acordo de cessar-fogo no país.  "Primeiro disseram: por três dias. Nós concordámos. Depois disseram: 'Não, o presidente dos EUA decidiu que são precisos sete dias'", disse Churkin.  "Tais truques tácticos não pode continuar indefinidamente, Não concordaremos mais com medidas unilaterais", frisou. Disse ainda que é uma tarefa quase impossível o retorno da Síria à paz, pois centenas de grupos armados estão a actuar no país, bombardeando o seu território.  
Na segunda-feira (19) expirou o cessar-fogo que havia sido acordado entre Rússia e EUA em 9 de Setembro para entrar em vigor em 12 de Setembro.
A Rússia tem afirmado repetidamente que selecciona cuidadosamente os alvos para ataques aéreos na Síria, e em relação às acusações de que a Rússia supostamente ataca alvos civis na Síria, nunca foram encontradas quaisquer evidências. O Conselho de Segurança marcou uma reunião urgente para discutir a situação em Aleppo neste domingo (25), por iniciativa dos EUA, França e Grã-Bretanha. 
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/mundo/20160925/6404098/russia-nao-concordara-com-medidas-unilaterais-siria.html

sábado, setembro 24, 2016

PRESIDENTE QUENIANO DOS EUA VETA LEI QUE PERMITIRIA AOS FAMILIARES DAS VÍTIMSAS DO 11 DE SETEMBRO PROCESSAREM ARÁBIA SAUDITA

O presidente norte-americano Barack Obama vetou nesta sexta-feira (23) o projecto de lei que permitiria que as famílias das vítimas dos ataques de 11 de Setembro processassem a Arábia Saudita, alegando que a lei feriria os interesses de segurança nacional dos EUA.
Em comunicado, Obama afirmou que o projecto de lei poderia levar a acções judiciais contra funcionários norte-americanos por parte de grupos estrangeiros que recebem ajuda, equipamento ou treinamento militar dos EUA, e que a legislação proposta prejudicaria os esforços de coordenação internacional com aliados estrangeiros na luta contra o terrorismo, bem como em outras questões.
Em Julho, páginas secretas de um inquérito do Congresso norte-americano revelaram que vários documentos do FBI e pelo menos um memorando da CIA indicam o envolvimento do governo saudita com os terroristas que sequestraram os aviões nos atentados de 11 de Setembro de 2001. 
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/20160923/6395443/obama-veta-lei-11-setembro-processar-arabia-saudita.html

* * *

O meio-queniano filho de pai muçulmano - o qual alegadamente se tornou ateu... - continua portanto a proteger os seus amigos sauditas... confirmando, de resto, a relativa islamofilia que tem caracterizado a política norte-americana desde há décadas.

sexta-feira, setembro 23, 2016

OCIDENTE CONTRA ORIENTE - (DESDE) HÁ DOIS MILÉNIOS E MEIO

«A Batalha de Salamis», pintura romântica de Wilhelm von Kaulbach, 1868

A 22 de Setembro de 480 antes da era comum ou cristã, os Gregos alcançaram uma vitória definitiva contra os Persas na batalha naval de Salamina. Este evento marcou o fim da empresa persa de conquista do Ocidente. Seguiu-se uma idade de ouro na Grécia, onde floresceu a cultura que conhecemos como sendo a clássica.
Os Gregos, em grande desvantagem numérica, ousaram enfrentar o maior império da zona e triunfaram. A insubmissão aos ditames aparentemente invencíveis da natureza material parece ser, desde essa época, uma característica típica do Ocidente, como diz Louis Rougier em «O Conflito do Cristianismo Primitivo Com a Civilização Clássica».
Comemora-se pois uma vitória do Ocidente sobre o Oriente - do Ocidente amante da liberdade sobre o Oriente despótico.

Dizia Aristóteles que a Humanidade se dividia em três grandes grupos:
- no centro do mundo, os Gregos, homens livres e racionais;
- em cima e em baixo, a leste e a oeste, estavam os bárbaros.

Mas os bárbaros não eram todos iguais:
- aqueles que viviam a norte dos Gregos (os povos indo-europeus bárbaros, tais como os Trácios, os Celtas, etc.) eram livres e valorosos mas não pensavam racionalmente nem se organizavam politicamente;
- aqueles que se encontravam a sul e a oriente dos Gregos - ou seja, os Egípcios e os Asiáticos - eram tão capazes de criar cultura como os Gregos, mas não sentiam aspiração à liberdade, não tinham iniciativa, eram fracos, gregários e, por isso, viviam subjugados.

Isto é, aquilo que já há mais de dois milénios existia em comum entre os Gregos antigos e os outros povos da Europa, era precisamente a valorização da Liberdade.

Os Romanos divinizaram-Na com o nome de Libertas, personificada em figura feminina vestida de branco, acompanhada de um gato, animal que não se submete, e tendo numa das mãos um ceptro quebrado e na outra e uma lança encimada por um barrete frígio. Prestaram-Lhe especial culto e consideraram-Na associada ao próprio Júpiter, Deus Máximo, O qual A gerou com Juno (que, por acaso, são Ambos adorados a 23 de Setembro, mas não confirmo esta informação, que não encontro no calendário romano que actualmente consulto).

César, na sua «De Bello Gallico», ou «A Guerra das Gálias», reconhecia aos seus inimigos Celtas e Germanos um valor respeitável devido ao amor que tanto uns como outros nutriam pela liberdade. E, em coisas de História, a fonte escrita diz por vezes tanto ou mais a respeito de quem a escreve do que a respeito do objecto sobre a qual é escrita. Ora, tal consideração da parte de César revela que este tinha em alta estima o ideal da Liberdade.
Tácito, por seu turno, na obra «A Germânia», compara os livres e bravos Germanos com os civilizados e subservientes Persas... Voltando a César, parece ter sido ele quem afirmou que os Lusitanos eram um povo que não se governava nem deixava que o governassem.
Séculos e séculos depois, seriam os descendentes de Gregos, Romanos, Celtas e Germanos quem levaria ao resto do mundo o respeito pela sagrada Libertas, sem a qual não há Dignitas, acrescento eu, da minha lavra...

Quanto aos Persas, é verdade que eram, tal como os Helenos, de origem árica, mas também é verdade que, no momento em que chegaram à Hélade, levavam consigo uma pesada carga orientalista. Sabido é que quem conta a História impõe a sua versão dos factos e a História que conhecemos dessa época é-nos relatada pelos Gregos, inimigos mortais dos Persas. É pois necessário tomar o relato helénico cum grano salis. Independentemente disso, o que fica evidente, pelo modo como os Gregos gabam a diferença entre a sua liberdade e o alegado despotismo da sociedade persa, é o apreço grego, digamos, ocidental, pela Liberdade, uma das heranças ideológicas centrais do Europeu contemporâneo.

O Oriente, por vocação ou necessidade, não deixou ainda de exportar imperialismo. O Islão, que, no mesmíssimo espírito que Aristóteles atribuía aos Orientais, significa precisamente «submissão a Alá», cresce a olhos vistos em solo europeu, não porque os descendentes de Helenos, Latinos e Nórdicos sejam hoje menos apreciadores da Liberdade do que eram os seus ancestrais - são-no é cada vez mais - mas sim porque entretanto quem controla politicamente a Europa permite, por diversos motivos estranhos à salvaguarda identitária, a proliferação demográfica nas terras do Ocidente de asiáticos seguidores de Mafoma. Invocar o primado da Liberdade é pois um dos vectores chave para que se dirija uma resistência europeia interna eficiente e uma salvaguarda do rosto europeu.

BATALHA DE SAULE - PRIMEIRA GRANDE VITÓRIA PAGÃ CONTRA A CRUZADA CRISTÃ NO BÁLTICO

Memorial da Batalha de Saule, na Lituânia.
Fonte: http://www.lrt.lt/naujienos/lietuvoje/2/5162#wowzaplaystart=1241000&wowzaplayduration=115000

A Batalha de Saule[1] decorreu o 22 de Setembro de 1236[1][2][3] entre os Irmãos Livónios da Espada[1][4] e os samogícios pagãos. Sendo derrotados os cruzados,[4] os sobreviventes da Ordem aceitaram começar a fazer parte da Ordem Teutónica em 1237.[2][4][5] As forças livónias foram destroçadas, incluindo o mestre livónio, Volquin.[6] Esta foi a primeira grande derrota sofrida pelas ordens nas terras bálticas.[5] A batalha encorajou as revoltas entre os curónios, semigalianos, selónios e oésios, tribos que tinham sido anteriormente conquistadas pelos Irmãos Livónios da Espada. Nesta contenda os cruzados perderam por volta de trinta anos de conquistas na margem esquerda do Daugava.[7] Para comemorar a batalha, osparlamentos lituano e letónio declararam em 2000 o 22 de setembro como o Dia da Unidade Báltica.[2
Os Irmãos da Espada foram estabelecidos em 1202 em Riga para conquistar e converter as tribos bálticas ao cristianismo. Por volta da década de 1230 baixo a liderança do mestre Volquin, a Ordem estava a lidar com dificuldades financeiras, decrescimento do seu poder e má reputação.[8] A Ordem estava em conflito com o papado do Papa Gregório IX e com o Sacro Império, dois dos seus maiores apoiantes.[9] O 19 de fevereiro de 1236, o Papa Gregório IX emitiu uma bula papal declarando a cruzada contra a Lituânia. Volquin tinha como alvo a Samogícia, planeando conquista a costa do mar Báltico e ligar-se com oscavaleiros teutónicos na Prússia. Os Irmãos da Espada queriam continuar a expandir-se pelo rio Daugavamas tinham certa relutância em marchar contra a Samogícia.[10] No outono de 1236 uma seção de cruzados chegaram do Holsácia. Volquin reuniu uma grande força guerreira, a qual incluiu tropas da República de Pskov,[8] livónias, latgalianas e estónias.[10]
(...)
A localização exata do lugar onde decorreu a batalha é desconhecida. A Chronicum Livoniæ de Hermann de Wartbergemencionou que a batalha teve lugar em terram Sauleorum. Tradicionalmente, este foi identificado com Šiauliai (alemão:Schaulen, letão: Šauļi) na Lituânia ou na pequena cidade de Vecsaule perto de Bauska no que é atualmente a Letónia.[11]Em 1965 o historiador alemão Friedrich Benninghoven propôs a vila de Jauniūnai no distrito de Joniškis, na Lituânia como o local da batalha. A teoria arrecadou algum apoio académico e em 2010 o governo lituano patrocinou a construção de um memorial em Jauniūnai.[12] A vila de Pamūšis situada a uns dez quilómetros a este de Jauniūnai no rio Mūša, também diz ser o palco bélico.[13] Saule/Saulė significam "o Sol" em letão e em lituano respetivamente.
*

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Saule#cite_note-12

* * *

Por curiosidade, aqui fica uma «malha» de metal folclórico dedicada por uma banda letã - Skyforger - a esta efeméride...


https://www.youtube.com/watch?v=9hEJYtWVhug


SETEMBRO DE 1260 - GRANDE REVOLTA PAGÃ PRUSSIANA CONTRA A CRISTANDADE


Vinte de Setembro de 1260 - memória de uma resistência autenticamente europeia contra um imperialismo de raiz alógena - o Grande Levantamento Prussiano contra a Ordem dos Cavaleiros Teutónicos. Inicialmente bem sucedida, esta revolta viria mais tarde a falhar, o que teve como consequência a cristianização intencionalmente genocida do território, como aqui se leu: http://gladio.blogspot.pt/2008/03/o-genocdio-cristo-da-prssia.html, recorde-se:
Por ordem do papado, a Prússia foi dividida em quatro bispados e ocupada por colonos alemães e polacos. No dealbar do século XVI, a sua língua e identidade estavam extintas, restando apenas alguns manuscritos no idioma indígena, documentos nos quais os missionários tentavam converter os pagãos. Ou seja, se não fossem os monges cristãos, não se sabia nada da antiga língua prussiana... mais uma magnífica contribuição cristã para a cultura europeia, sem dúvida...

O carácter intencional do genocídio é evidente quando se recorda o que foi dito, perto daí, por Bernardo de Claraval a respeito dos pagãos do Báltico: «ou se convertem ao Cristianismo ou serão exterminados», o que entretanto já tinha sido afirmado por Carlos Magno, uns séculos antes, a respeito dos Saxões ainda pagãos.

É, todavia, possível, que o fundamento dos Baltas prussianos - os verdadeiros prussianos - tenham afinal resistido à limpeza étnica empreendida pela Cristandade, segundo aqui foi referido: http://gladio.blogspot.pt/2010/06/terao-os-prussianos-resistido-afinal.html

PERIGO PARA A SEGURANÇA NACIONAL E INTERNACIONAL - DOCUMENTOS CONFIDENCIAIS DO ESTADO PORTUGUÊS ENCONTRADOS EM ÁFRICA

Dezenas de documentos confidenciais, entre eles relatórios do Serviço de Informações de Segurança (SIS), da GNR e da PSP, apareceram num país da África Ocidental e estariam nas mãos de um cidadão de leste. A fuga de informação e os documentos em mãos erradas poderão pôr em causa a segurança nacional e, consequentemente, a segurança internacional.
Ao que o Observador apurou, os documentos estariam na posse de um cidadão que aparentava ser de leste. E a descoberta aconteceu de forma acidental. O homem em causa recorreu a uma empresa em busca de um serviço. O funcionário da empresa terá então requisitado ao homem uma série de documentos, que lhe foram passados. E no meio deles, “apareceram” uma série de documentos aparentemente confidenciais. O homem que os tinha na sua posse – e que os terá entregue por engano – não mais voltou. Desconhece-se por completo a sua identidade.
O Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), dirigido por José Casimiro Morgado, terá sido imediatamente contactado. Elementos do SIED ter-se-ão deslocado de Lisboa a África para apreender os documentos e tentar perceber se tinham sido, de alguma forma, replicados.
Todos os documentos dos serviços de informações são classificados por natureza e sujeitos ao regime do segredo de Estado. Se documentos destes aparecem nas mãos de terceiros, há uma quebra de segurança”, afirma ao Observador Rui Pereira, antigo diretor do SIS, que também já teve nas mãos a pasta da Administração Interna. Rui Pereira adverte, no entanto, que esta fuga não tem que ser imputada ao serviço de informações.
O Observador apurou que entre as dezenas de documentos haverá um relatório do SIS com a estratégia do grupo Hell’s Angels (um grupo de motociclistas que nasceu nos EUA e que as autoridades associam a um movimento de grande violência, com ligações criminosas) em Portugal. O documento, concluído em Dezembro de 2011, descreve as relações dos Hell’s Angels com grupos motards em Portugal e traça as ligações de alguns dos seus elementos a alegados crimes de tráfico de droga, armas, extorsão e lenocínio, com fotografias de alguns dos seus elementos. Haverá ainda um relatório, feito seis meses depois, que actualiza essa informação e alegadamente dispõe de uma série de nomes e moradas de cada um dos elementos referenciados no grupo.
Da Direcção de Informações da GNR haverá uma informação acerca de uma série de furtos a hotéis no Algarve, com referência e fotografias de cidadãos suspeitos. A informação terá sido pedida à PSP via Unidade de Coordenação Anti-terrorismo (UCAT), que congrega elementos da própria GNR, das ‘secretas’, PJ, PSP, SEF e Polícia Marítima em 2009. Também com origem nas informações da GNR, há ainda um relatório sobre supostos assaltos a carrinhas de tabaco a nível nacional. Um crime que no ano de 2010 deixou as autoridades preocupadas.
Também com informação que se percebe ser reservada, haverá entre os documentos que apareceram em África um do Sistema de Informações do Exército que terá sido usado durante um exercício militar de Intelligence. Além das posições dos militares durante o exercício e do objectivo do mesmo, constará até informação pormenorizada como números de telefone e nomes dos militares responsáveis pela formação. Alguns documentos parecem ter sido digitalizados a partir dos documentos originais, outros parecem cópias digitais dos originais.
Na mesma pasta de documentos haverá ainda manuais de segurança a instalações internacionais e um manual de Intelligence da NATO na sua versão inglesa, que também se encontram disponíveis em fontes abertas através da internet. E, ainda, um organograma sobre uma alegada rede de narcotráfico que opera a nível internacional com todas as suas ligações. Este esquema estará escrito em Português.
Segundo Rui Pereira, estes documentos “não funcionam em circuito fechado”. “Estes documentos têm destinatários, têm de ser comunicados às autoridades competentes que investigam esses crimes. São informações ao serviço do Estado Português”, explica o ex-governante e ex-director do SIS.
O Observador apurou que o documento alegadamente produzido pelo SIS, por exemplo, apesar de confidencial, foi distribuído aos chefes de gabinete do primeiro-ministro, do secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa e do Sistema de Segurança Interna e também ao chefe de gabinete do Ministério da Justiça de então. Foi ainda enviada uma cópia aos responsáveis pelo SIS, pela PJ, pela GNR e pela PSP, assim como ao chefe da Casa Civil do Presidente da República.
A quebra de segurança pode ter-se verificado num dos destinatários dos documentos, que poderão tê-los encaminhado para um destinatário que não era admissível. Pode, também, eventualmente, haver uma manobra de espionagem de outro país. Os serviços de informações de outros países podem ter obtido essa informação”, explica Rui Pereira. Desta forma, a fuga pode até ser atribuída a outro país. “Só um inquérito o poderá determinar”, resume o antigo director do SIS.
Rui Pereira lembra que saiu do SIS há 16 anos e que desconhece as práticas actuais. Mas reconhece que estes documentos não serão, à partida, enviados via e-mail normal de uma entidade para outra, e também não deverão ser colocados em pens. O ex-ministro deixa ainda bem claro que não concorda com chamar “Serviços Secretos” aos Serviços de Informações. “Nos países democráticos há Serviços de Informações, nas ditaduras há polícias políticas”, esclarece.
Quem era o estrangeiro que tinha documentos secretos portugueses?
O SIED ainda terá tentado localizar o cidadão de leste que teria na sua posse as informações confidenciais, mas o homem nunca mais foi visto naquele país africano. A ideia era perceber como lhe chegaram estes documentos. O Observador apurou que o homem em causa poderá estar relacionado com uma rede criminosa desmantelada uma semana antes destes acontecimentos.
Na altura, o El Pais noticiou que um multimilionário e ex-militar polaco tinha sido detido em Ibiza, Espanha, por suspeita de tráfico de armas. O homem despertou a atenção das autoridades locais por ter um passaporte diplomático guineense que se revelou falso. Mais. Estava sempre rodeado por seguranças e possuía uma enorme frota automóvel.
Segundo a Polícia Nacional espanhola, as ligações internacionais do suspeito eram de tal forma em grande escala que este chegou a usar um avião presidencial da Gâmbia para ir até ao país em negócios, a partir da Polónia. Segundo a investigação, que se prolongou por quatro anos e culminou noutras nove detenções, o suspeito chegou a vender material de guerra para o Sudão do Sul.
O homem de leste que teria na sua posse várias informações confidenciais portuguesas teria ligações a este grupo criminoso. Resta saber quem lhe passou para as mãos dezenas de documentos confidenciais.
Governo não comenta
O Observador contactou três vezes o SIED para obter esclarecimentos sobre o caso e perceber se durante o último mês foi descoberta a fuga da informação confidencial, mas continua sem obter qualquer resposta.
Também do gabinete do primeiro-ministro, a quem o SIED responde hierarquicamente, não foi dada qualquer resposta. O Observador perguntou se António Costa tinha sido informado deste caso e se corria alguma investigação para apurar de onde partira a quebra de segurança. Mas não obteve qualquer resposta.
A Procuradoria Geral da República também ainda não respondeu se corre algum inquérito no Ministério Público.
Espião foi apanhado a vender informações
Dois meses antes de estes documentos aparecerem num país da África Ocidental, um outro acontecimento tinha chegado aos jornais, envolvendo as secretas portuguesas. Um funcionário do SIS foi detido pela PJ, numa investigação coordenada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal. O espião Frederico Carvalhão Gil foi detido, a 21 de Maio, na esplanada de um café no centro de Roma, em Itália, quando alegadamente passava informações a Sergey Nicolaevich Pozdnyakov, um agente russo da SVR, sucessora do KGB. O agente russo foi entretanto libertado, mas Carvalhão Gil continua preso em casa.
O agente do SIS andava a ser investigado desde Novembro de 2015, depois de ter sido fotografado por serviços secretos num encontro com o espião russo, mas foi mantido em funções como analista de informação para não suspeitar da investigação.
Carvalhão Gil encontra-se em prisão domiciliária. Quando foi presente a tribunal o seu advogado, José Preto, disse que os 10 mil euros que o seu constituinte recebeu foram de “natureza comercial.”

Chama-se “secretas” ao Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP), no qual se integram o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e o Serviço de Informações de Segurança (SIS). Ao SIRP cabe assegurar a produção de informações necessárias à salvaguarda da independência nacional e à garantia da segurança interna, respeitando sempre a Constituição. O SIED produz informações que contribuam para a salvaguarda da independência nacional, dos interesses nacionais e da segurança externa do Estado português. Destas informações são feitos os estudos e documentos que forem determinados por ordens superiores. Algumas destas informações são comunicadas às autoridades responsáveis pela investigação criminal. O SIS produz informações que contribuem para a salvaguarda da segurança interna, a prevenção da sabotagem, do terrorismo, da espionagem e a prática de atos que possam alterar ou destruir o Estado de direito, como refere a lei 50/2014 que estabelece a orgânica destes três organismos.

O aparecimento de documentos secretos num país africano e a detenção de um espião do SIS suspeito de vender informações confidenciais no estrangeiro não são os primeiros casos relacionados com as “secretas” portuguesas a serem motivo de notícia. Já em novembro será conhecida a sentença no processo que envolve o ex-diretor do SIED, Silva Carvalho, acusado de violação do segredo de Estado, corrupção ativa e passiva para ato ilícito e acesso ilegítimo a dados pessoais. O caso das “secretas”, como ficou conhecido, aconteceu entre 2010 e 2011 e envolve quatro outros arguidos (dois funcionários do SIED, uma funcionária da Optimus e um responsável da Ongoing). O caso começou com uma notícia no jornal Público, que acabou com os registos telefónicos do jornalista que assinou a peça a serem passados a pente fino pelas “secretas”.

* * *

Fonte: http://observador.pt/2016/09/21/documentos-confidenciais-das-secretas-portuguesas-aparecem-em-africa/   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa.)

CANDIDATO AMERICANO AO POSTO DE CHEFE DO COMANDO ESTRATÉGICO MILITAR DOS EUA CONSIDERA A RÚSSIA COMO O MAIOR INIMIGO

O general americano John E. Hyten, candidato ao posto de Chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, voltou a afirmar que a Rússia e a China representam hoje as maiores ameaças ao seu país, enquanto que a Coreia do Norte e o Irão são as ameaças mais prováveis.
"Do meu ponto de vista, a Rússia representa a maior e a mais séria ameaça, seguida pela China. Mas a ameaça mais provável, que mais preocupa, parte da Coreia do Norte, bem como do Irão" – disse Hyten ao discursar perante o comité das forças armadas do Senado americano. Nas suas palavras, Rússia e China estão aumentando o seu potencial voltado contra os activos americanos no espaço, que desempenham um papel fundamental para garantir a vantagem militar ostentado hoje pelos EUA.
"Não devemos estar prontos apenas para reagir, mas devemos criar um sistema mais estável da defesa nacional na área espacial" – explicou o general.
Caso a candidatura de Hyten, que actualmente ocupa o cargo de Chefe do Comando Espacial dos EUA, seja aprovada pelo Senado, ele se tornará o Chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, responsável pelas forças nucleares e espaciais do país, bem como pelo combate às armas de destruição em massa.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/russia/20160923/6395182/russia-maior-seria-ameaca-eua-general-americano.html

* * *

Mais um testemunho da mentalidade reinante ao mais alto nível na classe mandante dos EUA - é significativo que o indivíduo nem refira a ameaça islamista.

OBSERVADORES DENUNCIAM: ZONA DE EXCLUSÃO AÉREA NA SÍRIA SÓ BENEFICIA OS TERRORISTAS ISLÂMICOS

O presidente iraniano Hassan Rouhani declarou que a zona de exclusão aérea na Síria servirá somente aos interesses dos terroristas financiados do estrangeiro.
"A zona de exclusão aérea será benéfica para os terroristas que possuem tudo menos veículos aéreos", citou a agência Al-Masdar News Rouhani que discursou na sessão da 71ª Assembleia Geral da ONU em Nova York na quinta-feira (22). "Têm bombas de morteiro, tanques, mísseis e veículos blindados de transporte. Possuem canhões e baterias de artilharia, mas nada de aviões militares. A criação de zona de exclusão aérea não é o passo correcto. É uma proposta imprudente", acrescentou o presidente iraniano. A visão foi ecoada por Alastair Crooke, o antigo diplomata britânico e agente do serviço de inteligência britânico MI6. "Faz pouco sentido. Este senão quer alterar o balanço a favor das forças jihadistas no terreno, parcialmente pode ser a razão disso", afirmou em entrevista ao canal RT.
Crooke explicou que a zona de exclusão aérea é um passo muito parcial porque os EUA não são capazes de controlar jihadistas na Síria. Afirmou que estes foram recentemente rearmados e restaurados e a zona de exclusão aérea significa somente a luta mais intensificada no terreno. "É uma guerra geopolítica. Não é uma guerra que toca na Síria ou se esteja a realizar dentro de Síria. Isto tornou-se num conflito geopolítico entre as partes contrapostas", disse. Há que lembrar que John Kerry introduziu uma proposta de proibir voos de aviação síria no céu do país durante o seu discurso na sessão da Assembleia Geral da ONU. Também a proposta de zona de exclusão aérea é discutida no âmbito do Grupo Internacional de Apoio à Síria.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/20160923/6392910/zona-exclusao-aerea-terroristas.html

* * *

Mais um exemplo daquilo que se diz no tópico anterior - de uma maneira ou doutra, os ianques acabam sempre por fazer merda a favor dos islamistas. O acima citado Crooke acaba por confirmar, sem o dizer expressamente, aquilo que já Alexandre del Valle escrevia há dezasseis ou dezassete anos («Guerras Contra a Europa», 1999): os EUA apoiam frequentemente as forças muçulmanas como instrumento de guerra geopolítica contra a Rússia. E,  com isto, todos, exceptuando o Islão, ficam a perder, pelo menos até onde se tem visto.

RÚSSIA CRITICA INCAPACIDADE NORTE-AMERICANA EM DISTINGUIR ENTRE TERRORISTAS E OPOSIÇÃO MODERADA NA SÍRIA

Os EUA não têm capacidade para cumprir a sua promessa de separar a oposição dos terroristas na Síria, declarou o vice-chanceler russo Sergei Ryabkov.
O diplomata informou os média de que "a administração dos EUA é incapaz de cumprir o que é necessário para implementar o acordo, ou seja, garantir a separação da 'oposição moderada' dos terroristas."
Segundo ele, os EUA devem convencer a oposição armada a renunciar à violência para que a solução da crise síria seja possível.
Ao mesmo tempo o diplomata russo ressaltou que a ideia do secretário de Estado dos EUA John Kerry de proibir os voos da Força Aérea da Síria não funciona. "Não tenho a certeza se as ideias de Kerry são viáveis, a nossa delegação e o ministro (das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov) irão hoje continuar a debater pessoalmente a questão, incluindo a realização de uma nova reunião do Grupo Internacional de Apoio à Síria", comunicou Ryabkov.
Segundo ele, os EUA "alegadamente têm provas do envolvimento de aviões russos no ataque contra o comboio humanitário".
De acordo com ele, os EUA sugerem que na Síria também sejam proibidos os voos da Força Aeroespacial da Rússia. "Sem investigar de maneira apropriada as circunstâncias deste incidente, sem analisar e tomar em conta os dados providenciados pelo Ministério da Defesa da Rússia (…), a administração norte-americana chegou a uma conclusão, à sua própria conclusão sobre isso, e indicou os culpados", frisou Ryabkov. Vale lembrar que na semana passada as forças da coligação internacional liderada pelos EUA realizaram um ataque aéreo contra posições do Exército sírio na região de Deir ez-Zor, causando a morte de 62 militares e cerca de 100 feridos. No dia 20 de Setembro, um comboio humanitário conjunto da Cruz Vermelha Síria e de organizações humanitárias da ONU, composto por 31 camiões levando ajuda para 78.000 pessoas, ficou sob fogo perto da cidade de Aleppo. De acordo com o Comité Internacional da Cruz Vermelha, 18 camiões foram destruídos.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/20160922/6382068/eua-siria-ryabkov.html

* * *

O habitual da parte dos EUA - o apoio a forças islamistas, «moderadas» ou não, contra todo e qualquer aliado da Rússia, como é e sempre foi o regime de Bashar al-Assad na Síria.



POLÍTICOS EUROPEUS PREFEREM A VITÓRIA PRESIDENCIAL DE TRUMP?...

Muitos políticos europeus preferem que Donald Trump assuma a presidência dos EUA, ao invés de Hillary Clinton, embora não digam isso abertamente, revela o jornal Politico.
Segundo o autor do artigo, Matthew Karnitschnig, nem um dia escapa dos comentários de algum alto político europeu expressando a sua preocupação com uma possível vitória do presidenciável Trump nas eleições. Segundo ele, "os lados negativos da influência dos EUA" são o que unem os políticos da Europa.
Ele apresenta cinco razões pelas quais os políticos europeus "torcem secretamente por Trump".
Em primeiro lugar, os europeus expressam descontentamento com a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, sigla em Inglês) entre os EUA e a UE que está no limbo há já alguns meses. Os adversários a este acordo utilizam tal ferramenta para aumentar a influência de empresas americanas na Europa. Ao mesmo tempo Trump opina que tais acordos prejudicariam trabalhadores americanos. Em segundo lugar, enquanto Trump se opõe à OTAN, muitos políticos europeus são a favor de um exército da UE. O bilionário sempre se mostrou descontente com o facto de que a Europa é dependente dos EUA quando diz respeito questões de defesa. A terceira razão estaria ligada ao vasto programa de vigilância que os EUA usam em relação a todos. Por exemplo, as revelações de Edward Snowden mostraram que ninguém é capaz de escapar da Agência de Segurança Nacional dos EUA, até mesmo a chanceler alemã, Angela Merkel, foi vítima.
Segundo Karnitschnig, actualmente a UE e os EUA estão cooperando na área de inteligência, mas a vitória de Trump poderá acabar com essa prática.
Como mais uma razão, o autor do artigo indica o seguinte: se Trump chegar a ser presidente, isto poderá ser uma oportunidade conveniente para limitar a influência dos bancos americanos sobre a UE. Karnitschnig conclui que a maior parte dos europeus nunca concordou com as alegações de Washington sobre supremacia excepcional dos EUA e a vitória de Trump nas eleições será uma prova de que os EUA não estão do piores do que a Europa em termos de problemas.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/20160922/6381438/trump-ue-politicos.html

* * *

É pelo menos mais uma utilidade que Trump pode ter para a Europa e o Ocidente em geral - o travão à PTCI.

LIVRO JIHADISTA FOI PUBLICADO NA TURQUIA...

Após mais uma operação de libertação de uma área dos terroristas, soldados sírios encontraram no norte da província de Latakia um livro com conteúdo radical destinado a militantes da Turquia.
Esse livro é um manual para terroristas escrito em Árabe que tem instruções sobre "regras da guerra em território do inimigo". O manual, que tem o nome de Zad al-Mujahed, foi publicado na cidade de Istambul e os editores nem tentaram esconder as origens do livro. Tem o logo da editora Guraba com contactos e números de telefone da organização na folha de rosto.  
O militar do exército sírio que encontrou o livro na área libertada disse à Sputnik que o livro está cheio de conteúdo com apelos à guerra e ao ódio contra outras religiões e também fala sobre o que é preciso fazer com os "inimigos e seus bens".
"O livro diz como se deve destruir as cidades conquistadas pelos jihadistas pelo fogo, derrubar árvores, matar animais, como se deve executar os prisioneiros. O livro diz também que os jihadistas podem desposar as suas prisioneiras. O livro contém ainda aspectos sobre o uso de armas nucleares", acrescentou o soldado. O livro está proibido na Síria por causa do seu conteúdo radical e apelos ao terrorismo e à violência, por isso seu o conteúdo não é publicado pelas fontes oficiais.  A informação sobre a quantidade de livros encontrados na área libertada não foi divulgada.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/20160923/6392642/siria-turquia-livro-jihadistas.html

* * *

Cada vez se afigura que a re-islamização «subtil» da sociedade turca por parte de Erdogan é apenas a ponta do icebergue daquilo que a Turquia realmente representa em termos de potencial islamista.

quarta-feira, setembro 21, 2016

PAGÃOS POLACOS PROTESTAM CONTRA CERIMÓNIA CRISTÃ EM LOCAL SAGRADO PAGÃO


Acima vêem-se imagens do grande protesto pagão eslavo contra uma cerimónia político-religiosa que teve lugar na Polónia. O 1050º aniversário do Baptismo da Polónia foi celebrado pela Igreja Católica no monte Ślęża, grande montanha sagrada que de crucial valor religioso para os antigos Celtas e mais tarde para os Eslavos, ancestrais directos dos Polacos. Os praticantes da religião nacional eslava da Polónia, ou rodnoveres (a religião pagã eslava denomina-se hoje Rodnovira) sentiram-se provocados por verem nesse acto uma afirmação de poder cristã contra o Paganismo ou etno-religião, inclusivamente porque na verdade o monte Ślęża nem sequer pertencia ao reino polaco no ano do baptismo imposto à nação, o de 966.

Pode ler-se aqui https://www.facebook.com/groups/RodzimowierstwoSlowianskie/files/, file:///C:/Documents%20and%20Settings/User/Os%20meus%20documentos/Downloads/OswiadczenieRKP2016.09.05.pdf, em Polaco, uma carta dirigida pelos rodnoveres às autoridades competentes, criticando a decisão insultuosa de celebrar o baptismo forçado precisamente num local sagrado para os pagãos.
Um vídeo de noticiário a relatar o sucedido encontra-se nesta página: https://www.facebook.com/petasowa/posts/841949232572188

Mais informações sobre o local encontram-se aqui: https://www.facebook.com/slowianskasleza/

Um clérigo local reconhece que Ślęża chegou até a ser um foco de resistência activa pagã - houve revoltas de pagãos contra a cristianização na Polónia - mas que mesmo assim há que «espalhar a verdade» na área, como aqui se pode ler http://www.sleza.info/odbudowa/aktualnosci/198-ks-ryszard-staszak-ta-gora-nalezy-do-chrystusa, confirmando que a Igreja Católica Apostólica Romana continua a ser tão fundamentalmente intolerante como há dois mil anos.

Quanto ao protesto dos rodnoveres, é indubitavelmente uma das mais magníficas notícias de que se tem tido conhecimento nos últimos tempos - esta acção de pagãos polacos constitui um autêntico modelo para a futura actuação dos pagãos de todas as outras nações europeias, dos Urais aos Açores.

EM FRANÇA - UM TERÇO DOS MUÇULMANOS É CONTRA O LAICISMO

O instituto francês de pesquisa Montaigne publicou um relatório inédito nesta segunda-feira (19) sobre os muçulmanos na França. O documento, assinado pelo consultor do governo, Hakim El-Karoui, traz os dados de uma ampla pesquisa realizada por telefone com mais de 1029 fiéis do Islão de mais de 15 anos.
Os dados trazem informações importantes sobre o panorama da religião em França e revela que 28% dos entrevistados, por exemplo, colocam o Islão acima do Estado e defendem práticas mais retrógradas. Os entrevistados são abertamente contra os valores franceses – liberdade, igualdade, fraternidade e a laicidade.
Para este grupo, a religião é uma “forma de identidade”, usada para exprimir uma revolta, lembra o autor do relatório. A tendência atinge principalmente os mais jovens. O estudo mostra que, se a maioria dos praticantes é moderada, metade dos franceses muçulmanos entre 15 e 25 anos identificam-se com o Islão mais conservador, mesmo conhecendo pouco a religião. Isto porque muitos deles se sentem em posição de desigualdade em relação aos seus compatriotas franceses – ao deixar de ganhar um emprego por conta do nome árabe, por exemplo, explica o autor do estudo.
“Existe um verdadeiro problema de identidade. Muitas pessoas simplesmente não são aceites pela sociedade francesa, o que podemos medir pelo nível de discriminação, que é considerável”, diz Hakim El-Karoui. “Tem também o problema da escola e da distribuição nos territórios. Falando abertamente e de maneira crua, este é um modo de restringir os pobres à periferia – e há muitos pobres entre os muçulmanos”, declarou o autor do relatório, em entrevista à Radio France Internationale.
Segundo ele, a França vive uma “rebelião”. “Essa rebelião tem um fundo identitário, por pessoas que não se sentem aceites pela sociedade francesa, mas também não mais têm um país de origem, porque são filhos de imigrantes. Esse perfil identifica-se, com frequência, com o Islão”, observa. “Essa vertente do Islão não tem nenhuma relação com a família”, explica El-Karoui, lembrando que os jovens são influenciados “por aliciadores na Internet e na rua”.
Os autores do estudo concluíram que as categorias representadas no relatório dividem-se em três grupos: o primeiro, que representa 46% dos muçulmanos, reúne as pessoas que colocam as leis francesas acima da religião, que tem um papel pouco preponderante no seu quotidiano. Esse grupo, diz Karoui, está totalmente integrado “na França contemporânea”.
O segundo grupo, que representa um quarto dos entrevistados, está numa situação intermediária – sendo favorável à expressão da religião no trabalho, mas integrando a laicidade. O último e terceiro grupo, citado no início deste texto, é formado pelos membros mais radicais, que utilizam a religião como válvula escapatória de uma ruptura social.
Elementos de identidade
Dois elementos da pesquisa são considerados como verdadeiros “marcadores” da identidade muçulmana, sublinha o documento. Uma delas é o consumo da carne “halal”, na qual o animal sofre um ritual religioso no momento do abate. O costume é adoptado por 70% dos entrevistados e ocasionalmente por 22% deles.
Oito de cada dez muçulmanos estimam, aliás, que as cantinas nas escolas públicas deveriam oferecer a carne que segue a lei islâmica como opção para os seus alunos. Outro ponto comum entre os muçulmanos é o uso do véu. Cerca de 65% deles dizem-se favoráveis ao acessٌório, sendo que 24% aprovam o uso do véu integral, como o niqab. Mas apenas 35% das muçulmanas usam de facto o véu, apesar do alto índice de aprovação.
O autor do estudo propõe uma reforma do Estado e dos próprios muçulmanos para integrar melhor a religião e os seus membros na sociedade francesa. Entre os pontos citados está a inclusão do ensino do Árabe nas escolas, e não nas mesquitas, e a reforma das instituições de culto muçulmano, eliminando a influência de Estados estrangeiros.
Abertura de centros contra a radicalização
O governo francês anunciou a abertura em breve de um centro de prevenção e inserção contra a radicalização no centro da cidade de Beaumont-en-Véron, no centro-oeste da França. O projeto experimental receberá,no início,12 jovens que queriam tornar-se jihadistas, entre os 18 e os 30 anos. Nenhum deles tem passagem pela polícia ou tentou ir para a Síria, mas estão “perdidos”, segundo o sociólogo Gérald Bronner, que participa do projecto.
“Precisamos de desenvolver o sistema imunológico intelectual destes jovens, ou seja, o espírito crítico deles”, explica. “Diante das ideologias mortíferas e as teorias de conspiração, é preciso devolver-lhes a liberdade de pensar”, declara. A maioria dos jovens foi identificada pela própria família. Segundo o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, há mais de 15 mil jovens radicais no país.
*
Fonte: http://br.rfi.fr/franca/20160919-um-terco-dos-muculmanos-na-franca-sao-contra-laicidade-diz-estudo

* * *

O sistema de integração à maneira francesa - obrigar os alógenos a adoptar a cultura do país - não dá porque afinal o radicalismo aumenta...
O sistema de integração à maneira inglesa - deixar que se usem burcas à vontade - também não está a travar a islamização da sociedade britânica.

Aliás, em todos os lugares do Espaço e do Tempo, o Islão expande-se contra as outras culturas. Só mesmo com repatriamento de alógenos e proibição da entrada de mais muçulmanos, e estabelecimento de limites à prática islâmica em solo europeu, é que se consegue salvaguardar a identidade da Europa.



PORTUGAL INSTALA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA EM TERRITÓRIO DAS SELVAGENS E INCOMODA MADRID


Espanha não está contente com a aposta de Portugal nas Ilhas Selvagens, onde está a ser montada uma estação meteorológica e que já recebeu o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, por colidir com os próprios interesses de Madrid. 
Para Espanha, as novas instalações meteorológicas "são uma fronteira virtual camuflada". A polémica voltou a ser levantada pelo jornal espanhol ‘ABC’, que acusa Portugal de lá montar instalações para reforçar a questão do alargamento da plataforma continental. É que as Selvagens, a 150 quilómetros das Canárias, permitem estender a Zona Económica Exclusiva (ZEE) nacional - que inclui os direitos sobre os recursos naturais, até às 350 milhas naquela região, segundo a reivindicação portuguesa. Madrid teme que isso "possa colidir com os interesses pesqueiros das Canárias" e com a própria pretensão de esticar a ZEE espanhola 150 milhas além das Canárias. 
O jornal espanhol escreve mesmo que "Portugal monta uma base numa ilha rodeada por águas espanholas".
*
Fonte: http://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/selvagens-dao-mais-polemica

* * *

Boa atitude de firmeza do Estado Português, a malta mandante está de parabéns, pelo menos desta vez.

ACTIVISTA IAZIDI LIBERTA DO CALIFADO MAIS UMA MULHER DO SEU POVO

O activista yazidi, Abu Shujaa Denai, que há vários anos vem libertando prisioneiras yazidis de militantes do Daesh, foi responsável pela libertação de mais uma vítima.
A mulher, que se chama Hum Ali, foi sequestrada pelos terroristas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia em muitos outros países) em 2014 após a ocupação da cidade de Sinjar. Os terroristas a levaram durante todas as batalhas na Síria. Além de cozinhar e lavar roupa para os comandantes e outros integrantes do grupo, ela era submetida à escravidão sexual. Abu Shujaa relatou à agência de notícias Sputnik, que Hum Ali é mãe de 5 filhos, apenas 4 dos quais foram libertados. Seu filho e marido ainda são mantidos como reféns pelos terroristas na cidade síria de Deir ez-Zor. Hum Ali passará por uma reabilitação para se recuperar do trauma psicológico.
A Agência Sputnik publica vídeo do retorno de Hum Ali para sua terra natal de Sinjar, no norte do Iraque, onde ela foi recebida aos prantos por familiares.
O activista não informou detalhas sobre a libertação de prisioneiros, mas disse que tal façanha é para ele "uma questão de honra e dignidade". De acordo com Abu Shujaa, até hoje, conseguiu libertar mais de 2.000 prisioneiras yazidis.
*
Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/20160921/6374034/video-libertacao-escravidao-sexual.html   -   Página com vídeo incorporado.

VÍDEO FILMADO POR PARTIDO ANIMALISTA ESPANHOL DENUNCIA TOURADA COM BEZERROS

Um vídeo divulgado recentemente nas redes sociais mostrou ao mundo um tipo de tourada comum na Espanha ainda mais indignante do que a já conhecida tourada feita com touros.
Filhotes que ainda não têm idade sequer para se alimentar sozinhos são covardemente torturados e esfaqueados numa arena lotada de público pagante.
O vídeo em questão foi gravado por activistas do Partido Animalista Contra el Maltrato Animal(PACMA) há algumas semanas e publicado no site Vimeo. O flagrante, captado na cidade de Valmojados, mostra um bezerro sendo estocado por espadas num evento repugnante.
A cada novo furo nas costas do pobre animal, o público grita “olé” e bate palmas. Pelo áudio é possível perceber que há muitas crianças entre os espectadores sentados na plateia.
Após divertirem-se na tortura do bezerro, e quando ele mal consegue ficar em pé sobre suas próprias pernas, dois homens imobilizam a cabeça do animal enquanto um terceiro enfia uma adaga na sua nuca. O animal cai ainda piscando e esboçando estar vivo. Mesmo assim, tem uma das suas orelhas decepada como uma espécie de troféu.
Após o primeiro bezerro ser arrastado para fora da arena com o auxílio de correntes, um outro é trazido e tudo recomeça. Após cortar as orelhas e o rabo do filhote ao fim da segunda apresentação, o toureiro entrega uma das orelhas a uma criança de aproximadamente 2 anos que está na plateia. O pai, que segura o menino ao colo, recebe orgulhoso o presente. A criança, entretanto, segura o suposto troféu com bastante receio.
Ao todo, no vídeo de pouco mais de 17 minutos, 4 animais são assassinados da mesma forma. O vídeo é extremamente violento, sugerimos que apenas os leitores que julguem estar preparados assistam às imagens (link aqui).
Felizmente, nem todos os espanhóis são a favor dessa barbaridade. Um grande protesto contra todo o tipo de tourada está marcado para o próximo sábado (10) no país. E o assunto está cada vez mais em pauta no país graças às redes sociais e projectos de lei para acabar com a prática das touradas, consideradas uma tradição espanhola.
*
Fonte: https://vista-se.com.br/as-touradas-tem-um-lado-ainda-mais-cruel-e-ele-envolve-bebes-que-ainda-nem-foram-desmamados/

* * *

O protesto acima anunciado foi já realizado, como aqui se noticiou, e reuniu milhares de pessoas.

MARIANA MORTÁGUA EXPLICA AS ESCOLHAS QUE URGE FAZER

O presidente da Câmara do Porto escreveu há dias um inflamado artigo contra o que apelidou de "Saque Mortágua". O que parece incomodar Rui Moreira é que a receita do imposto sobre imóveis de luxo reverte para o Estado e não para os municípios. Mas, como este argumento é fraco, o autarca do Porto juntou-se à vozearia da Direita que tudo diz para confundir e assustar milhões de pessoas que nunca serão visados por este imposto.
A parte divertida da crítica de Rui Moreira é a exigência de receber no município a receita do tal "saque" que veio denunciar. No mesmo artigo, ainda se queixa do Governo porque impediu um aumento do IMI. Resumindo: para Moreira, taxar quem detém prédios avaliados nas Finanças acima de 500 mil euros ou até de 1 milhão de euros, isso é um saque! Mas aumentar o IMI a todos os habitantes do Porto, sejam ricos, remediados ou pobres, isso é uma medida justa.
Se Rui Moreira estivesse preocupado com a actual carga fiscal de todos os seus munícipes - e não apenas dos muito ricos - já podia ter feito uma coisa muito simples: através da Câmara do Porto, podia devolver 5% do IRS aos seus habitantes, tal como muitos autarcas decidem fazer por todo o país. Mas a verdade de Rui Moreira é que preside a um dos municípios que saca para si a totalidade desta percentagem de IRS que poderia distribuir. Como diria Rui, é o "saque Moreira"...
Das duas uma. Ou o autarca do Porto não se opõe à taxa adicional sobre o património de luxo proposto pelo grupo de trabalho sobre assuntos fiscais estabelecido entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda e só queria assegurar que arrecadava mais esta receita na Câmara; ou Rui Moreira só quer proteger o grande património, mas não lhe custa nada taxar a classe média do Porto através do IMI e do IRS.
Redistribuir a riqueza por via fiscal é assim mesmo. É preciso escolher. Para baixar o IRS de quem recebe 900, 1500 ou 2000 euros de salário é necessário pedir um contributo a quem tem património muito avultado. Por isso este escândalo todo, nunca visto quando o anterior Governo decidiu cortar em todos os apoios sociais, no subsídio de desemprego, e ainda aumentar impostos sobre os trabalhadores pobres. O violento ataque da Direita a esta medida mostra bem que, desta vez, se está mesmo a tocar nos interesses dos mais poderosos. Não se pode agradar a todos.
*
Fonte: http://www.jn.pt/opiniao/mariana-mortagua/interior/nao-se-pode-agradar-a-todos-rui-moreira-5398306.html#ixzz4KupJJW7N

* * *

Nada mau para quem é filha de um assaltante e mai' não sei quê. Tomara muitos filhos de gente de bem terem tão apurado e lúcido sentido ético... haja os defeitos que houver no que respeita ao restante da sua ideologia, a moça volta a brilhar pelo rigor e pela classe com que fala, indo directa ao assunto e focando o que interessa focar, ponto por ponto, num texto com o mínimo de palavras e o máximo de conteúdo. Está simplesmente a fazer o que um regime nacionalista com consciência social seguramente faria. Enquanto o Nacionalismo não chega ao poder (e ainda vai demorar um bocadito para isso acontecer...), mais vale que a geringonça se aguente para que a jovem continue a dar o seu contributo de modo a que o país fique menos terceiro-mundista.



LÍDER DA OPOSIÇÃO PARLAMENTAR NÃO VOLTA ATRÁS MAS AFINAL VOLTA ATRÁS NA APRESENTAÇÃO DE LIVRO DE COSCUVILHICE ÍNTIMA

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje que não volta com a palavra atrás e que vai apresentar o livro do jornalista José António Saraiva, mas espera que este assunto não seja transformado numa questão de natureza partidária.
(...)
*
Fonte: http://www.dn.pt/portugal/interior/passos-sobre-livro-5394535.html

* *

O líder do PSD não vai apresentar o livro de José António Saraiva por não querer ficar associado a uma discussão que mistura política e questões privadas e da intimidade das pessoas, explicou hoje, acrescentando que pediu ao autor para "o desobrigar" do compromisso que tinha assumido.
"Eu tenho defendido sempre que uma coisa é a política, outra coisa são as questões privadas e da intimidade das pessoas e não gostaria de ficar associado a isso, a uma discussão que pudesse misturar as duas coisas", afirmou o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas no final de uma visita a uma incubadora de empresas, no Taguspark, em Oeiras.
Admitindo que, em seu entender, o livro Eu e os políticos tem "um filtro" que não foi "devidamente aplicado", Passos Coelho explicou que, como não gosta de faltar à sua palavra, pediu a José António Saraiva que o "desobrigasse" de um compromisso que com ele tinha assumido, numa altura em que não tinha ainda lido o livro e estava "guiado sobretudo pela admiração e respeito" que tem pelo autor.
"Tive oportunidade de ler e, na sequência disso, pedi ao arquitecto José António Saraiva que me desobrigasse desse compromisso porque entendo que o respeito e admiração que tenho por ele também tenho por pessoas que vêm ali retratadas e que são retratadas em termos que não são estritamente políticos", disse Passos Coelho.
O líder do PSD assegurou ainda que a sua decisão de pedir ao director do jornal Sol que o "desobrigasse" a apresentar o seu livro nada teve que ver com pressões do PSD, sublinhando que sempre disse que esta não era uma questão partidária.
"Era uma questão de natureza particular, que decidi particularmente", vincou, acrescentando não ter tido qualquer manifestação de existir dentro do PSD algum mau estar.
"O que posso dizer é que se alguém se sentiu melindrado por isso não terá razão com certeza hoje para se melindrado, pelo menos comigo, na medida em que manifestamente me parece que era importante fazer essa separação de águas", referiu.
Dando a questão como "ultrapassada", Passos Coelho insistiu que José António Saraiva compreendeu a sua decisão e que isso o deixou "mais confortado" porque não gosta de faltar à sua palavra.
"Se ele não me desobrigasse teríamos uma situação, aí sim, mais constrangedora para mim. Mas, felizmente ele compreendeu muito bem a situação", comentou.
A editora Gradiva anunciou esta madrugada que o líder do PSD tinha pedido a José António Saraiva para "o desobrigar" de estar presente no lançamento do seu livro "Eu e os políticos", o que levou ao cancelamento da apresentação, prevista para dia 26, às 18:30, no El Corte Inglés, em Lisboa.
No livro, José António Saraiva descreve, segundo a editora Gradiva, "um conjunto de episódios polémicos, vividos na primeira pessoa, com diversos políticos e personalidades" portugueses, como Paulo Portas, Mário Soares, Marcelo Rebelo de Sousa, José Sócrates e Pedro Santana Lopes, assim como o actual primeiro-ministro, António Costa, incluindo pormenores mais íntimos e privados.
*
Fonte: http://www.dn.pt/portugal/interior/passos-recuanao-gostaria-de-ficar-associado-a-mistura-de-politica-e-questoes-privadas-5401048.html   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa.)

* * *

Como é possível que o fulano não tivesse ideia nenhuma sobre o conteúdo do livro que se comprometeu a apresentar, prometendo que ia mesmo apresentá-lo e não voltava com a palavra atrás mas acabando afinal por voltar mesmo com a palavra atrás (é que nem numa pequeneza destas se coíbe de fazer uma figura indevida)?
Nem é preciso ler tal obra para saber que é asquerosa - o tema fala por si e diz tudo. Torna-se o nojo mais significativo na medida em que o autor costuma armar ao pingarelho como grande jornalista político e até cultural. Lembro-me de o ler a dizer que o «zeitgeist» - «espírito do tempo», ou da época, em Alemão - é o pensamento de quem não pensa. Ora um livro sobre mexericos sexuais está bem abaixo de qualquer pensamento não-pensamento que se preze - é atravessar a fronteira entre o estado de vazio de ideias e o de imundície mental... Bem pode algum dia gabar-se de estar acima da manada, que o que agora apresentou ao público encontra-se ao nível da casa dos segredos.