quinta-feira, fevereiro 15, 2018

SOBRE A RAIZ PROVÁVEL DO DIA DOS NAMORADOS



Dia 15 de Fevereiro é marcado pela celebração da Lupercalia, cuja designação vem de «Lupus», isto é, «Lobo». Pode ter a ver com a Loba que amamentou Rómulo e Remo, as crianças em cujo futuro se albergava a fundação de Roma.
Trata-se da culminação de uma sucessão de dias ditos «nefastos», que, neste contexto, não significa que sejam necessariamente maus, mas sim perigosos, e é a um tempo uma festa de fertilidade, da vinda da Primavera e da prestação de honras aos antepassados mortos.
A festa é dedicada a FAUNUS, e começava com os sacerdotes luperci a sacrificar bolos, e um bode (e/ou um cão), cujo sangue era passado pela testa dos jovens reunidos, e começava então uma correria, com estes jovens circulando em torno do monte Palatino (cerca de 5 km) percorrendo o caminho que Rómulo seguiu ao traçar a linha de circunscrição de Roma (no acto da fundação da cidade), e circulando pelas ruas da cidade, batendo com peles de bode nas mulheres jovens que encontrassem, para as fertilizar.
Celebração de carácter sexual, incluía naturalmente muito daquilo a que se chama «rebaldaria».

A cor deste dia é o vermelho, a mesma cor do dia de S. Valentim, possivelmente inventado para substituir a festividade pagã. 

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

QUANDO A REALIDADE ULTRAPASSA A FICÇÃO...


... e se fosse só em Milão...

SÍRIO ASSASSINA CÃO NA ALEMANHA

Na cidade alemã de Straubing, um imigrante sírio assassinou um cão ao atirá-lo pela varanda de um terceiro andar, por se ter sentido incomodado com a sua presença.
É sabido que no Islão o cão é considerado um animal impuro e que há partes das escrituras sagradas muçulmanas a ordenar a matança sistemática de cães.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/germany-muslim-migrant-murders-dog-by-throwing-him-out-of-a-high-window

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Se calhar o árabe nem fez por mal, aquilo foi só um impulso de momento, há horas do diabo, saiu-lhe aquilo assim, que esta gente é muito impulsiva e espontânea e por isso é que os Europeus precisam deles, porque malta desta dá outra cor e outro sabor de imprevisto ao habitualmente álgido, insípido e previsível quotidiano europeu... Dessa imensa capacidade «meridional» de exteriorizar impulsos faz parte uma repulsa religiosa por cães, enquanto os Europeus gostam mais agora de cães do que nunca, mas a ver vamos como é que isto se vai coordenar e com sacrifício de quem... haverá «cedências de parte a parte», como está na moda dizer-se que tem de haver para que a integração corra bem?...
Entretanto, cada qual sabe da sua sensibilidade. Para muitos europeus com direito a voto vale bem mais a vida de um só cão do que as de milhões de alógenos que o não respeitem...

O BRITÂNICO ESCURO DE OLHOS CLAROS...

A partir da reconstrução da aparência do Homem de Cheddar, que recebeu este nome depois de o seu fóssil ter sido descoberto em 1903 próximo da Vila de Cheddar, em Somerset, na Inglaterra, os investigadores foram capazes de confirmar que, há 10 mil anos, os britânicos tinham pele escura e olhos azuis.
Para a análise do ADN, os cientistas do Museu de História Natural de Londres fizeram um pequeno orifício no crânio antigo e recolheram alguns miligramas de pó de osso.
A partir da informação genética investigada, supõe-se que o Homem de Cheddar morreu com pouco mais de 20 anos de idade. A reconstrução de um modelo do seu rosto foi feita por uma impressora 3D e indicou "fortemente que ele tinha olhos azuis, uma pele muito escura, de castanha a negra, e cabelos encaracolados escuros", avança o jornal inglês The Guardian.
Os resultados apontam ainda para que os antepassados do Homem de Cheddar sejam originários de África. Mudaram-se para o Médio Oriente e depois para a Europa, o que justifica, segundo o estudo, que os britânicos atuais partilhem cerca de 10% de sua ascendência genética com estas populações antigas.
Com isso, os cientistas concluíram que os genes da pele clara foram difundidos na população europeia mais tarde do que pensava-se e que a cor da pele não estava necessariamente relacionada com uma origem geográfica: "Isto mostra-nos que não podemos fazer suposições sobre a aparência das pessoas de antigamente com base na sua aparência actual. As características físicas às quais nos acostumámos não são fixas", sublinha Tom Booth, arqueologista do Museu de História Natural, um dos autores do estudo.
Não se sabe ao certo porque é que a pele clara acabou por sobressair entre os britânicos, mas os cientistas acreditam que o tom de pele das populações que vivem na Europa tornou-se mais claro ao longo do tempo, porque a pele pálida absorve mais luz solar, necessária para a a produção de vitamina D. No Reino Unido, onde esta luz é mais escassa, a pele clara facilitaria a absorção desta vitamina.
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Fonte: http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2018-02-12-Ha-10-mil-anos-os-britanicos-tinhampele-escura-e-olhos-azuis

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Mas caganda novidade, quando já há uns anitos foi divulgado que uma parte do Europeus pré-históricos tinham pele escura e olhos claros... já se sabe que «longe da vista, longe do coração», e por conseguinte quanto mais perto estiver da vista, mais perto estará do coração, vai daí é preciso não perder uma oportunidade de anunciar em parangonas que «olhem que os vossos antepassados tinham pele negra hã!!!!!!!!!!!!!!», pois sim, está bem...
Felizmente para os «racistas» que é bem sabido não ser a cor de pele mais do que um elemento secundário na definição racial... e que o cabelo encaracolado, referido no artigo, é bem diferente do cabelo crespo, que esse sim é negróide...
Não há grandes dúvidas de que isto
o chamado Homem de Cheddar,
é bem mais parecido com isto
que com isto...

Entretanto, noutra notícia sobre esta descoberta no Reino Unido, é dito que o Homem de Cheddar não seria tolerante à lactose, ou seja, pertenceria a um estrato populacional diferente daquele que hoje domina as ilhas britânicas, onde a população é maioritariamente tolerante à lactose, uma característica que eventualmente é herdada de antigos Povos nómadas indo-europeus, cuja dieta alimentar assentava nos lacticínios. Não significa isto que ser «ariano» signifique ser capaz de digerir leite, ou que todo o que digere leite em idade adulta é ariano, pois que algumas populações das Arábias e da África negra também têm essa possibilidade, eventualmente porque um isolamento histórico-genético lhes permitiu desenvolver e reter esse gene. 

(Fonte do mapa: https://en.wikipedia.org/wiki/Lactase_persistence#/media/File:Lactose_tolerance_in_the_Old_World.svg)


DIVULGAÇÃO DO HORROR NOS BASTIDORES DA INDÚSTRIA DE PRODUÇÃO DE CARNE

Nos últimos dois anos, os fotógrafos Luca Santini e Matteo Natalucci entraram, de noite e sem permissão, em vários centros de produção de carne. Viram "dezenas de milhares de animais amontoados em grandes superfícies, onde mal podiam mover-se e onde eram, muitas vezes, esmagados pelo peso dos restantes animais", descreveram ao P3, em entrevista por email. "Dentro destes lugares paira um ar irrespirável, espesso, que literalmente se entranha em tudo." 
Visitaram, como denunciam as imagens, centros de criação intensiva de porcos, galinhas, perús, vacas e coelhos. "Deparámo-nos com uma gigantesca 'máquina-traga-vidas' que destrói milhões de animais todos os anos", descrevem. "[Nesses locais] invade-nos a sensação de que se passa algo de muito errado; é inevitável." Durante os raids nocturnos, como lhes chamam os fotógrafos, não constataram apenas a sobrelotação dos espaços. "Vimos infestações muito sérias de ratazanas que se misturavam com os animais e encontrámos, muitas vezes, animais mortos, em decomposição, junto dos restantes animais vivos." 
Impressiona-os "a enorme quantidade de estabelecimentos que existe e que ninguém vê". "Durante um só dia é possível passarmos por milhares destes animais, enquanto conduzimos, sem que nos apercebamos de nada", referem, salientando que, em Itália, existem províncias onde a população suína supera, em número, a população humana. "Curioso, não é?" Luca e Matteo querem que a série de fotografias BLUE seja "a etiqueta que falta na embalagem" de carne e que todos vejam o "extremo oposto da nossa carne cozinhada: ou seja, crua".
(...)
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Fonte: http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/25488/nos-bastidores-sinistros-da-industria-de-producao-de-carne   -   Na página há imagens que podem ser consideradas chocantes.

UMA VOZ NA ESTÓNIA PELA HERANÇA ANCESTRAL PAGÃ DA FLORESTA

Na Estónia, um membro do Conselho de Gestão Florestal (CGF) ameaça retirar a certificação de «sustentável» à indústria madeireira se falhar em proteger os seus locais sagrados da sua herança religiosa pagã. Milhares destes sítios estão em risco de destruição para criar lenha porque o Estado não os assinala correctamente nos mapas, segundo diz Tiit Kaasik, membro do CGF. Alguns destes locais contudo já foram reconhecidos sob o sistema internacional de «Madeira Controlada» da CGF  e as companhias madeireiras vão ter de levar em conta esta realidade a partir de agora. Kaasik assegura «Estou preparado para apresentar queixa contra o auditor da CGF, a NEPCon, se as tradições pagãs não forem respeitadas.»
Sucede isto num país onde a cristianização só se deu a partir de 1200 e onde as sondagens sugerem que no seio da população a ideia de uma «Força-Vida» é três vezes mais partilhada do que a de um «Deus» (presumivelmente entendido como o da tradição abraâmica).
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Fonte: http://www.climatechangenews.com/2018/01/23/forest-watchdog-calls-protection-estonias-pagan-heritage/

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É mais um sinal dos tempos, o do despertar da dimensão religiosa no contexto da consciência identitária europeia.

terça-feira, fevereiro 13, 2018

PARENTÁLIA...

Reconstituição histórica de uma necrópole romana, da autoria de Ana Isabel Neves, para a exposição temporária no Museu de Odrinhas intitulada «DIIS MANIBVS - Rituais da Morte durante a Romanidade»

Dia 13 de Fevereiro é consagrado à celebração denominada Parentália.
Parentália é a veneração dos Manes, que são os antepassados mortos. 
Durava de 13 a 21 de Fevereiro, isto é, até à data da Ferália, ou até 22 de Fevereiro, data da Caristia.
Todos os dias deste período são para comemoração privada, excepto o último.
Nesta época do ano, os templos eram todos fechados, os magistrados não usavam as suas togas durante o seu ofício, e era considerado errado (nefas) fazer qualquer coisa que não fosse estritamente necessária: nenhum casamento se podia realizar, não se podia entrar em combate, nem alistar soldados, tal como não se podiam realizar Comitia, nem começar uma viagem.
Grupos de pessoas iam chorar aos túmulos localizados ao longo dos caminhos fora da cidade e realizavam os seus sacra privata ou ritos sagrados. De acordo com Ovídio (Fasti 2.535 – 540 seg.), os Manes apreciam mais a piedade religiosa do que os presentes caros. Assim, de modo a aplacar as almas dos mortos (placandis Manibus), cada um 
deve levar apenas uma caleira envolta em grinaldas votivas, um pouco de cereais, algumas gramas de sal, pão embebido em vinho, algumas violetas, tudo isto num pedaço de vaso que seria colocado ao pé das tumbas.
Neste período, os mortos andavam livre e inofensivamente à volta dos túmulos, para recolher as oferendas.
No primeiro dia da celebração, uma Vestal (presumivelmente, a do topo da hierarquia) realizava cerimónias em honra dos mortos, tal como está registado no calendário de Philocalus (Virgo Vestalis parentat).
Uma vez que Tarpeia, mulher que segundo a lenda traiu o Capitólio em proveito dos Sabinos, teria sido uma Vestal, eram oferecidas libações, anualmente, ao seu espírito, ao pé da sua tumba, no Capitólio (ler Dionysos de Halicarnassus, 2.40), razão pela qual se pensa que esta tentativa de acalmar o seu fantasma ocorresse durante a Parentália, mas isto é só especulação.

DATA DA ASSINATURA DO TRATADO DE LISBOA QUE GARANTIU A SOBERANIA NACIONAL


Assinado a 13 Fevereiro 1668 o Tratado de Lisboa pós fim a quase 30 anos de combates entre Portugal e Espanha depois da restauração da independência em 1640.
O tratado de Lisboa foi o acordo de paz que pôs fim à chamada Guerra da Restauração entre Portugal e Espanha. Foi assinado em Lisboa entre duas delegações diplomáticas, em nome de D. Afonso VI e Carlos II, respectivamente.
Curiosamente, nenhum destes monarcas era verdadeiramente rei. D. Afonso VI tinha sido deposto no ano anterior e o rei de Espanha tinha apenas 6 anos. Portanto, o acordo foi elaborado entre o regente D. Pedro e a rainha Maria Ana.
A assinatura do documento encerrou um período de 28 anos de guerra entre os dois países e consagrou definitivamente Portugal como um estado independente. 
Quais foram as condições do tratado?
A guerra entre Portugal e Espanha tinha conhecido um desfecho decisivo na Batalha de Montes Claros (perto de Borba), em Junho de 1665, quando fracassou a última tentativa espanhola de invasão de Portugal.
Houve contactos diplomáticos entre as duas partes para a elaboração de um acordo de paz, sob pressão da Inglaterra e da França, ambas interessadas em terminar o conflito e estabelecer a paz na Península Ibérica. O acordo de 1668 foi alcançado com a mediação directa do rei Carlos II de Inglaterra.
Curiosamente, o reconhecimento da independência não constava de forma explícita no tratado, que apenas acordava o fim das hostilidades e a paz perpétua entre os dois países. Estabelecia igualmente a libertação de prisioneiros e a devolução das posições tomadas durante o conflito, com excepção de Ceuta, que passou definitivamente para a soberania espanhola. 
O tratado foi assinado em que local de Lisboa?
O tratado tem como título “Tratado de paz entre el-rei o senhor D. Afonso VI e Carlos II rei de Espanha, por mediação de Carlos II rei da Grã-Bretanha, feito e concluído no convento de Santo Elói da cidade de Lisboa, a 13 de Fevereiro de 1668; ratificado por parte de Portugal em 3 de Março e pela de Espanha em 23 de Fevereiro do dito ano”.
Foi, portanto, assinado no Convento de Santo Elói, ou dos Loios, em Lisboa. O edifício localiza-se no actual Largo dos Loios, não longe de castelo de S. Jorge, pertencente à antiga freguesia de Santiago, hoje Santa Maria Maior.
O edifício foi danificado pelo terramoto de 1775 e, com a extinção das ordens religiosas, foi transformado em caserna e veio mais tarde a ser ocupado pela Guarda Nacional Republicana, passando a chamar-se Quartel dos Loios. É facilmente identificado pela cor vermelha da sua fachada.
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Fonte: http://ensina.rtp.pt/artigo/__trashed-4/

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Nunca é demais lembrar que a independência nacional se conquistou a custo. Não bastou declará-la - foi preciso defendê-la. Os nacionalistas catalães precisam de uma determinação igualmente adamantina se quiserem alcançar a independência, uma convicção de aço como os Portugueses mostraram mais de uma vez e como todo os Europeus precisarão de exibir para defenderem o que é seu.

13 DE FEVEREIRO DE 1913 - TIBETE INDEPENDENTE


A 13 de Fevereiro de 1913, o décimo-terceiro Dalai Lama - líder político-espiritual tibetano - proclamou a independência do Tibete, depois de um período de dominação por parte da dinastia Manchu. O Tibete seria desde então soberano por quase quatro décadas, até sofrer a invasão militar por parte do governo comunista chinês em 1950, o qual mantém actualmente a ocupação deste país.
É pois mais uma Nação por libertar, parte de um longo processo que durará até que todos os impérios sejam varridos da face do planeta.

PRESIDENTE DA TURQUIA DECLARA QUE O SEU PAÍS É CONTINUAÇÃO DOS OTOMANOS

O presidente turco declarou ontem que a actual Turquia é a continuação dos Otomanos. Note-se que os Otomanos tinham um império islâmico, o Império Otomano, que era um califado, ou seja, doutrinalmente era a mesma coisa que o actual Daesh - um Estado islâmico onde se aplica a charia ou lei islâmica e cujo soberano tem alegadamente autoridade moral e religiosa sobre todos os muçulmanos do planeta.
Erdogan chegou a dizer que «algumas pessoas só querem continuar a história do nosso país a partir de 1932, querem romper com as nossas raízes.» 
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/erdogan-turkish-republic-is-continuation-of-ottomans

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Entenda-se o significado disto: 1923 foi uma data marcada pela laicização da Turquia. A Turquia é laica apenas por causa disso. Erdogan quer restaurar a sociedade turca antes da laicização da Turquia.
E depois é isto que a elite reinante no Ocidente quer enfiar pela Europa adentro...

QUATRO MUÇULMANOS NA SUÉCIA TENTAM ASSASSINAR FUNCIONÁRIOS DE UM CENTRO DE SAÚDE

Na Suécia, quatro muçulmanos de diferentes origens, incluindo um médico, foram detidos por tentativa de homicídio contra funcionários do Centro de Saúde de Skärholmen, em Estocolmo.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/sweden-four-muslim-migrants-including-a-doctor-charged-with-attempted-murder-for-attack-on-healthcare-center

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Ah, calor humano oriundo da iminvasão terceiro-mundista, que seria dos Europeus sem este contributo...

NOS EUA - ESTUDANTE MUÇULMANO ADMITE TER PARTICIPADO EM PLANEAMENTO DE ATENTADO BOMBISTA

Nos EUA, um estudante muçulmano do ensino superior admitiu ter participado em plano para realizar atentado terrorista na cidade de Nova Iorque, em nome do califado (Daesh). 
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/muslim-college-student-admits-to-plotting-jihad-massacre-in-new-york-city-for-the-islamic-state

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Será que este esclarecido jovem, com estudos, não sabe que o Islão é a «religião da paz»?...

NA ALEMANHA - BANDEIRA DO CALIFADO ENCONTRADA NO SEIO DE GANGUE DE IMIGRAÇÃO FRAUDULENTA

Numa só operação policial em solo alemão foram detidas dezenas de muçulmanos que usaram identidades falsas para entrar na Alemanha e auferir dinheiro dos contribuintes. Uma bandeira do califado ou Daesh foi encontrada num dos domicílios revistados pelas autoridades.
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2018/02/germany-islamic-state-flag-found-at-home-of-muslim-migrants-who-used-fake-identities-to-defraud-german-taxpayers

GRÉCIA PROTESTA POR COLISÃO DE LANCHA TURCA CONTRA NAVIO DE GUARDA COSTEIRA GREGA

O Ministério das Relações Exteriores da Grécia condenou a Turquia sobre o incidente perto das ilhas Imia (Kardak, em turco) no Mar Egeu, quando uma lancha turca que fazia patrulhamento colidiu com um navio da guarda costeira grega.
"O Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Grécia, o Embaixador Dimitrios Paraskevopoulos, informou hoje a sua homóloga turca, ao mesmo tempo que o Director Geral de Assuntos Políticos convocou o Ministério das Relações Exteriores da Grécia ao embaixador turco em Atenas", disse a chancelaria grega em comunicado enviado para a Sputnik.
O texto acrescenta que a Turquia "deve cessar as violações do direito internacional e as acções que não contribuem para o desenvolvimento das relações entre os dois países".
Mais cedo na Martes, um barco de patrulha turco atacou uma embarcação da Guarda Costeira Grega perto de Imia, duas ilhas pequenas localizadas no sudeste do Mar Egeu que são objecto de uma disputa entre Atenas e Ancara.
Nenhum dos 27 membros da tripulação da Hellenic foi ferido, mas o navio foi danificado.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, minimizou o incidente e atribuiu-o ao "desconcerto do lado grego". A Grécia, por sua vez, culpou a Turquia pelo aumento das provocações no Mar Egeu.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2018021310517053-grecia-ilhas-egeu-turquia/

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Torna-se portanto cada vez mais hostil a um país europeu o comportamento do país asiático alegadamente moderado que a elite político-culturalmente reinante no Ocidente queria por força meter pela União Europeia adentro...

ÍNDIA ASSEGURA ACESSO A PORTO DE OMÃ PARA FAZER FRENTE À CHINA

A Índia assegurou o acesso ao porto de Duqm no Sultanato de Omã, um ponto estratégico que pode ser utilizado para fins militares e logísticos, entre outros, visando diminuir a influência da China na região do oceano Índico, informou o jornal The Indian Express, citando fontes de alto nível.
Um memorando de entendimento sobre a cooperação militar, assinado durante a recente visita do primeiro-ministro indiano Narendra Modi ao sultanato na península Arábica, prevê que "os serviços portuários e a doca seca de Duqm estejam disponíveis para a manutenção dos navios de guerra indianos", segundo as fontes.
O jornal assinalou que o acesso a Duqm "faz parte da estratégia marítima da Índia para diminuir a influência e as actividades da China na região".
Em Setembro do ano passado, a Índia enviou a este porto omanita um submarino da classe Shishumar, o destróier INS Mumbai e dois aviões de patrulhamento marítimo P-8I.
Essas forças navais permaneceram em Duqm por um mês com o objectivo de melhorar a vigilância e a cooperação entre os dois países.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2018021310507906-india-oma-china-influencia-tensoes-porto/

ENTRUDO

Os Caretos - grupos de jovens, todos do sexo masculino, que no Natal e também no Entrudo, percorrem as ruas da sua povoação trajados com os fatos coloridos que aqui se podem ver, batendo em raparigas com bastões compridos e/ou com chocalhos, para as fertilizar... Genericamente, costuma dizer-se que se trata dum elemento folclórico de raiz arcaica céltica; muito sinceramente, vejo aqui uma semelhança quase absoluta com a Lupercal romana, e nem sequer sou daqueles que quer negar o contributo céltico para a identidade étnica portuguesa, pelo contrário...



O verdadeiro Carnaval português é assim, caros leitores - uma época do ano marcada pela fantasia invernal das máscaras e do segredo, do deboche e da troça, quando se pode dizer tudo o que se quiser sobre quem se quiser, como é disso exemplo a tradição, existente em numerosas aldeias portuguesas, de haver grupos de jovens mascarados, usualmente caretos, a declamar publicamente versos de mofa sobre cada uma das pessoas da população local, satirizando vícios e torpezas.
É também um tempo de primeiras boas-vindas à Primavera, motivo pelo qual costuma haver uma ou mais figuras andrajosas («a velha», ou «o velho») a representar o Ano Velho, que urge expulsar e substituir pelas forças da Vida, pujantes e joviais. Daí os numerosos «enterros» que por este País se celebram nesta altura do ano - o «enterro do velho», ou o «enterro do galo», «enterro do Entrudo», «enterro do João», bem como o «enterro do bacalhau», o qual por vezes é afogado ou despedaçado a tiro; de salientar também os combates Inverno/Verão, teatralizados com batalhas carnavalescas entre jovens floridos e figuras andrajosas, demoníacas ou decadentes.

Conforme diz o antropólogo Aurélio Lopes em «A Face do Caos - ritos de subversão na tradição portuguesa» (Garrido Editores), página 139 e seguintes:
Muitas destas paródias herdaram a simbologia, em tempos passados usual, da destruição ritual do símbolo do ano e do tempo que terminam, personificado muitas vezes no Inverno que declina. Para aí remente, num contexto secular, toda a panóplia de «velhos», «comadres», «judas» e «intrudos» que, dando corpo a identificações e funcionalidades modernas, incidem numa raiz ancestral, niilista e regeneradora.
Algumas vezes são bonecos de palha antropomorfos, figuras vestidas ou não de roupas velhas, que se expõem publicamente, afogam, queimam, enforcam, despedaçam ou enterram nos grandes festivais de Inverno quem em tempos se realizavam e esporadicamente ainda se realizam, um pouco por todo o País.

De acordo com o mesmo autor, outro dos elementos destas celebrações caóticas eram as «batalhas» entre sexos - grupos de rapazes contra grupos de raparigas, cada qual procurando queimar o boneco de palha do oponente, enquanto teciam versos jocosos e insultuosos. Vale a pena exemplificar com algumas das quadras ouvidos no Alto Alentejo:
«As Comadres já morreram
Dentro duma caixinha
Vieram os ratos
Rataram-lhes as passarinhas


Resposta das raparigas:
«Os Compadres já morreram
Dentro dum baú
Vieram os ratos
Rataram-lhes o cu



Outras:
«Vivam as senhoras comadres
Encerradas na cortiça
A velha alça a perna
O velho mete a chouriça


E estas, não já no Alentejo, mas no norte da Beira Alta, no famoso Entrudo de Lazarim:
«Rapazes de Lazarim
Sois todos uma canalha
Com o fumo do tabaco
No corpo tudo vos falha
»

(...)
«E ainda te digo mais
Meu cabeça de avelã
Agarras-te muito à gorda
Mas tu gostas é da irmã
»

(...)
«Tende cuidado com o burro
Que ele é muito abonado
Se a dele não chegar
Tendes aqui mais um bocado»

(...)
«Vais então ter casamento
Até que enfim sais de casa
Pois já há muito tempo
Tens a passareta em brasa


Etc...

A propósito de Lazarim, é realmente digno de leitura o relato que uma norte-americana faz da sua visita a Lazarim durante esta quadra festiva e observar o seu maravilhamento perante uma festa carnavalesca que nada tem a ver, na forma, com a do Brasil, mas que, reconhece a autora, está na sua raiz e mergulha a sua origem na ancestralidade céltica de Portugal.

Para uma panorâmica mais abrangente do Carnaval português, dê-se uma vista de olhos a este magnífico site de recolha etnográfica.










SOBRE O CARNAVAL































Carnaval, celebração de raiz porventura arcaica, essencialmente semelhante à Saturnália, mas com traços de outras festividades pagãs, nomeadamente da Lupercália, aqui descrita há poucos dias, e da Bacanália, na qual, ao mesmo tempo em que o líquido de Baco descia as gargantas e subia às cabeças, se podia dizer e fazer toda a sorte de deboches.


O Carnaval é efectivamente um tempo de pura descontracção, em que se pode fazer, dizer e até ser» virtualmente tudo «o que se quiser» - com os limites que a sociedade actual impõe, relativizando sempre o sentido do total que algumas festas poderiam ter originalmente, pois que, numa época em que são sempre precisos polícias, médicos, enfermeiros, etc., não se pode esperar que todos estejam ao mesmo tempo envolvidos numa dada celebração, como bem notou Roger Caillois em «O Homem e o Sagrado».


No antigo calendário romano, Fevereiro era o último mês do ano, época de contacto com os mortos, de purificação da cidade - é daí que vem o nome Fevereiro, de Februus, Deus Subterrâneo dos Mortos e das Riquezas - tendo assim um ambiente similar ao do Halloween céltico (Samhain, na língua irlandesa), o qual é, para os Celtas, a passagem de um ano para outro.

Neste extremo ocidente europeu, o Entrudo está actualmente muito influenciado pela cultura brasileira, o que contribui para um empobrecimento da tradição carnavalesca nacional: um povo sem orgulho, acabrunhado, deixa-se colonizar também nisto, especialmente quando a ideia de que a versão carioca de tal festividade «é que é o Carnaval por excelência» parece estabelecida como um facto indiscutível, e «toda a gente» a considera melhor que todas as outras.


E tal colonização, verdadeiramente kitsch porque feita com base na diluição da identidade cultural nacional, passa por cima até do mais prosaico bom senso - chega a infringir as mais elementares regras da sensatez no que ao clima diz respeito. Cá, ainda é Inverno e, por conseguinte, a tradição de cá não consistia em mostrar descomunais coxas, tantas vezes invernalmente anafadas, trajadas com roupas que deixam as pobres moçoilas semi-nuas a gramar um frio ventoso pelas carnes adentro.
Parece-me a propósito disto pertinente observar a diferença radical entre o Carnaval brasileiro e os Carnavais europeus - por mais diferenças que se verifiquem entre estes últimos, há algo que os caracteriza em comum por oposição ao do Rio de Janeiro: trata-se, quanto a mim, da valorização do não manifesto, do oculto, do acto de esconder.
A festividade carnavalesca brasileira é típica do Verão - com efeito, realiza-se numa altura em que o hemisfério sul vive o pico da estação quente. Por conseguinte, a celebração pauta-se pela abertura, pela exuberância da extroversão absoluta.
As festividades carnavalescas europeias, pelo contrário, são festas típicas do Inverno - têm lugar numa época do ano em que o hemisfério norte vive ainda na estação fria. Em assim sendo, tais celebrações caracterizam-se pela ocultação, pela exuberância duma introversão virada do avesso, ou seja, exibida perante os olhos de todos - e é isso a máscara.


Não deixa entretanto de ser curioso o seguinte - tornou-se lugar-comum a noção de que os Brasileiros, e demais latino-americanos, são especialmente extrovertidos (traço eventualmente africano, também presente nos EUA), ao passo que a Europa tende para a introversão - e quanto mais geograficamente afastados de África, mais introvertidos são os Europeus, com a estranha excepção do caso português, que, situando-se territorialmente no sul do continente, pauta-se todavia por uma marcada introversão, visível desde logo na sua pronúncia, que se assemelha genericamente à do gélido leste europeu.


Ora o Carnaval é, por excelência, a festa da quebra das regras, da excepção - faz-se nesta altura o que não se pode fazer durante o resto do ano.


Não obstante, os Brasileiros têm nesta época, não um momento de excepção, mas sim de intensificação do que já são no resto do ano; quanto aos Europeus, dão-se ao festejo desbragado, não raras vezes debochado, mas a coberto de máscaras.





Em suma: se «o Natal é quando um homem quiser», o Carnaval não o será menos...


Introversão e cultura europeia versus extroversão sul-americana: enquanto no Rio de Janeiro anda tudo ao léu, como na praia, em Veneza, por exemplo, vive-se um momento feérico, gerado pelo encontro da bizarria das refinadas máscaras (cujo potencial erótico e bizarro foi particularmente explorado em «Eyes Wide Shut», ou «Olhos Bem Fechados», de Stanley Kubrick) com o nevoeiro, que, segundo parece, é na cidade dos Vénetos frequente.




Bom seria, digo eu, que o carnaval português, em vez de receber a influência brasileira, tivesse ficado mais parecido com o veneziano. É que Lisboa até tem a sua névoa e o seu ar melancólico, sóbrio, triste segundo alguns, mas que, visto de outro modo, pode esconder mistérios e riquezas insuspeitadas. Tal atmosfera não tem muito a ver com roupagens verde-e-amarelo e com desfiles à maneira rio-de-janeirista, mas combina perfeitamente com o cenário construído pela máscara veneziana. Em Portugal, nos saudosos anos setenta e princípios dos anos oitenta, antes da maciça influência brasileira, as pessoas mascaravam-se a rigor (e tinham ainda menos dinheiro do que têm hoje), encarnando certas e determinadas personagens da realidade ou da fantasia; e eram incontáveis os que, mesmo não usando uniformes, acabavam todavia por ajustar a sua caraça de modo a bem esconder as respectivas ventas.


segunda-feira, fevereiro 12, 2018

COMITÉ DOS DIREITOS DA CRIANÇA DA ONU RECOMENDA A MADRID QUE NÃO PERMITA A PRESENÇA DE CRIANÇAS EM EVENTOS TAUROMÁQUICOS

O Comité para os Direitos da Criança, um organismo das Nações Unidas (ONU) que acompanha a implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança, recomendou ao governo espanhol a proibição da presença de crianças em touradas — seja na plateia, seja enquanto participantes do espectáculo tauromáquico. 
“De forma a prevenir os efeitos nefastos da tauromaquia nas crianças, o comité recomenda que o Estado proíba a participação de crianças com menos de 18 anos de idade enquanto toureiros e enquanto espectadores em eventos tauromáquicos”, lê-se num relatório finalizado este mês, e que se seguiu a um encontro com uma delegação do governo espanhol, a 22 de Janeiro, em Genebra. Os representantes de Madrid disseram que vão ter em consideração as recomendações da ONU.
O relator das Nações Unidas para Espanha, Gehad Madi, disse estar “muito preocupado com a exposição das crianças à violência”, em particular nas escolas tauromáquicas. Em Espanha, há 55 estabelecimentos onde menores aprendem a tourear.
Em 2010, a Catalunha abriu uma entre várias frentes de confronto com Madrid ao banir as touradas. No entanto, o Tribunal Constitucional acabou por reverteu a proibição em 2016, considerando as práticas tauromáquicas uma “expressão cultural que formam parte da herança comum” espanhola.
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Fonte: https://www.publico.pt/2018/02/08/mundo/noticia/comite-da-onu-insta-governo-espanhol-a-proibir-a-presenca-de-criancas-em-touradas-1802561/amp#

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É uma recomendação que por cá caiu em saco roto mas que de qualquer modo anuncia um bom vento, o da rejeição de formas de entretenimento baseadas na exploração e sofrimento dos mais vulneráveis, neste caso, dos toiros. Trata-se de mais um conceito civilizacional especificamente europeu cuja popularidade é cada vez maior no seio das populações europeias, pelo menos enquanto estas continuarem a ser europeias, bem entendido.

CANCELAMENTO DE EVENTO TAURINO EM MONFORTE OBTIDO PELA «BASTA DE TOURADAS»



Graças à denúncia da Plataforma Basta de Touradas foi cancelado o evento ilegal que estava a ser preparado para se realizar no passado sábado na praça de touros de Monforte. O evento, designado "Carnaval Taurino", previa a participação de crianças (o que constitui uma contra-ordenação muito grave, imputável à entidade promotora) e da "mesa da tortura". Felizmente as autoridades fizeram cumprir a lei e o evento foi cancelado.
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Fonte: https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/1800269896670475/?type=3&theater

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Mais um bom exemplo do activismo sério e contínuo da «Basta de Touradas» em prol do respeito que é devido a todos os animais.

PLATAFORMA «BASTA DE TOURADAS» CONSEGUE CANCELAMENTO DE GARRAIADA DE CARNAVAL EM S. BENTO DE CORTIÇO


A Garraiada de Carnaval que estava prevista para o passado dia 10/2 em S. Bento do Cortiço (Estremoz) foi cancelada após denuncia da Plataforma Basta de Touradas.
No cartaz do evento foi abusivamente utilizada a imagem do touro "Ferdinando", situação que motivou também a denuncia da Basta à empresa que distribui o filme em Portugal e que tomou as devidas diligências no sentido de alertar os promotores da Garraiada para a utilização ilegal da imagem do filme.
Mais uma vitória da causa abolicionista em nome do respeito pelos animais e do cumprimento da legislação.
Agradecemos aos nossos seguidores que nos enviem atempadamente informação de eventos semelhantes que ocorram na vossa região.
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Fonte: https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/1800136360017162/?type=3&theater

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Mais um exemplo de como o activismo sério e persistente dá frutos numa sociedade democrática, ajudando a sua evolução num sentido especificamente europeu, o da protecção dos mais vulneráveis.

domingo, fevereiro 11, 2018

ELITE POLÍTICO-CULTURALMENTE REINANTE INVOCA MEDO DAS «FAKE NEWS» PARA EXERCER CONTROLO SOBRE A INFORMAÇÃO

A União Europeia está a intensificar a campanha para censurar e marginalizar as vozes que discordam das suas políticas, actuando segundo as directrizes do conveniente eufemismo de combater "fake news".
"A Comissão precisa de apreciar os desafios que as plataformas da Internet promovem nas nossas democracias no que diz respeito à disseminação de informações falsas e iniciar uma reflexão sobre o que seria necessário na esfera da UE para proteger os nossos cidadãos," salientou Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, em Maio de 2017. Quanta bondade e consideração de Juncker que, de forma totalitária, quer proteger os cidadãos da UE de notícias que não se encaixam nas narrativas e programas da Comissão Europeia.
Em Outubro de 2017, a Comissão Europeia anunciou as suas directrizes sobre "fake news" e como pretende "projectar soluções para abordar a disseminação de notícias falsas". De acordo com a Comissão, "«fake news» consiste na disseminação da desinformação intencional através das plataformas sociais da Internet, meios de comunicação ou os tradicionais média impressos". Além disso, de acordo com a Comissão, a política em relação às fake news da UE é guiada, entre outras coisas, "pela liberdade de expressão, pluralismo dos meios de comunicação e o direito dos cidadãos ao acesso a informações das mais variadas tendências além da confiabilidade".
Esta garantia de liberdade de expressão e pluralismo parece bastante risível: a UE já está a fazer o possível para acabar com o "pluralismo nos média e... no tocante às informações de diversas tendências e confiabilidade". Por exemplo, a UE conta com programas que já estão em vigor, como o Programa de Direitos, Igualdade e Cidadania (REC), que se debruçam pesadamente em influenciar os principais meios de comunicação europeus e seus jornalistas com os seus próprios programas, como a contínua migração em massa de África e do Médio Oriente para a Europa. Para este fim, a Comissão Europeia patrocinou recentemente a publicação de um manual com as directrizes, destinadas aos jornalistas, sobre como redigir matérias sobre imigrantes e imigração. O manual foi lançado em 12 de Outubro pelo International Press Institute (IPI), associação de profissionais de média que representam os principais veículos de comunicação de notícias digitais, impressas e de rádio e televisão em mais de 120 países. Especificamente, em relação aos muçulmanos, as directrizes recomendam o seguinte: "... Tenha cuidado para não estigmatizar mais ainda termos como "muçulmano" ou "Islão" quando associá-los a determinados actos... Não deixe que afirmações de extremistas sobre agir "em nome do Islão" fiquem sem resposta. Destaque... a diversidade das comunidades muçulmanas..."
A UE também apoia financeiramente a campanha "Média Contra o Ódio" gerida pela Federação Europeia de Jornalistas (EJF), a maior organização de jornalistas da Europa, representando mais de 320 mil jornalistas em 43 países. A campanha objectiva: "...aprimorar a cobertura dos média no tocante à imigração, refugiados, religião e grupos marginalizados... combater o discurso de incitamento ao ódio, intolerância, racismo e discriminação... aprimorar a implementação de estruturas legais que limitem o discurso de incitamento ao ódio e a liberdade de expressão..."
Com o intuito de promover as incipientes directrizes em relação às "fake news", a Comissão Europeia acabou de contratar 39 "especialistas" para o assim chamado "Grupo de Alto Nível (HLEG) para tratar das Fake News e desinformação na Internet": "O Grupo de Alto Nível é composto por representantes da sociedade civil, plataformas de redes sociais, organizações de órgãos de imprensa, jornalistas e representantes do mundo académico...
"O Grupo de Alto Nível orientará a Comissão sobre o alcance do fenómeno das fake news, definirá os papéis e responsabilidades das partes interessadas, compreendendo a sua dimensão internacional, avaliando os posicionamentos em questão, formulando recomendações".
Os representantes dos média foram quase exclusivamente escolhidos dentro das organizações dos grandes média, de gigantes como ARD, RTL, televisão pública da Suécia, Sky News, AFP e News Media Europe, o que torna qualquer tipo de resultado equilibrado desses "especialistas" bastante ilusório. Na medida em que eles vêem os novos média ou alternativa como ameaça, é, ao que tudo indica, do interesse dos representantes desses média rotular a concorrência dos média alternativos ou novos como "fake news". O Grupo de Alto Nível realizou a sua reunião inaugural em 15 de Janeiro de 2018.
A Comissão Europeia fará levantamentos de cidadãos da UE e realizará uma pesquisa de opinião com o Eurobarómetro a ser lançada no início de 2018 "com o objectivo de medir e analisar as percepções e preocupações dos cidadãos europeus com respeito às fake news". A Comissão também organizará uma "conferência com todos os interessados na questão Fake News", que "definirá os limites do problema, avaliará a eficiência das soluções já implementadas por plataformas de redes sociais e... concordará com os princípios fundamentais para conduzir novas actividades".
A UE não está sozinha na ameaça de acabar com a liberdade de expressão sob a máscara do combate às "fake news". Em França, o presidente Emmanuel Macron anunciou que quer introduzir uma nova legislação destinada a regulamentar as "fake news" durante o período eleitoral, incluindo "acções judiciais de emergência" que permitiriam ao governo francês remover "fake news" de um Website ou bloquear websites por completo. Macron salientou: "Se quisermos proteger as democracias liberais, devemos ser fortes e ter regras claras. Quando as fake news forem disseminadas, será possível ir até um juiz... e, se for o caso, ter o conteúdo retirado, contas de usuários excluídas e por fim, sites bloqueados".
Uma lei como esta significaria que o Estado francês ou qualquer um com autoridade para agir como patrulheiro ideológico se tornaria o árbitro do que constitui a "verdade", da mesma forma que a nova lei de censura alemã exige que as redes dos média sociais actuem como patrulheiros ideológicos privatizados do Estado alemão.
No entanto, a lei francesa proposta irá ainda mais longe do que a censura alemã, na medida em que permitirá às autoridades francesas bloquearem Websites inteiros durante os períodos eleitorais, medida draconiana que visa combater os opositores políticos, o que colocará a França em pé de igualdade de países como a China e o Irão que bloqueiam sites que não se adequam aos programas do governo.
Essa lei francesa também violará o direito à liberdade de expressão e à informação garantidas no Artigo 10 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, da qual a França é signatária e também a jurisprudência do Tribunal Europeu de Direitos Humanos. O Artigo 10 estabelece que todos não apenas têm o direito à liberdade de expressão, mas também "de receber ou de transmitir informações ou ideias sem que possa haver ingerência de quaisquer autoridades públicas e sem considerações de fronteiras..." Os governos não devem interferir nesse direito, com algumas excepções específicas descritas no Artigo 10, porque essa interferência constitui censura governamental.
Em geral, a Europa parece aspirar tornar o totalitarismo grande novamente.
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Judith Bergman é colunista, advogada e analista política.
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Fonte: https://pt.gatestoneinstitute.org/11859/europa-totalitarismo

sábado, fevereiro 10, 2018

PRESIDENTE FRANCÊS FICA MAIS POPULAR AO ADOPTAR MEDIDAS RESTRITIVAS NA SUA POLÍTICA DE IMIGRAÇÃO CONTRA A VONTADE DA ELITE REINANTE...

Centenas de africanos e asiáticos armados com facas e barras de ferro enfrentaram-se em batalhas campais na cidade portuária de Calais, situada no norte de França, em 1º de Fevereiro, menos de duas semanas depois de o presidente francês, Emmanuel Macron, visitar a região, comprometendo-se a tomar duras medidas acerca da imigração ilegal.
Os confrontos mergulharam Calais, emblemática do fracasso da Europa em controlar a migração em massa, em zona de guerra, reforçando a percepção de que as autoridades francesas perderam o controle da segurança do país.
A pancadaria, travada em pelo menos três diferentes regiões de Calais, eclodiu depois de um migrante afegão de 37 anos, responsável por uma operação de tráfico de pessoas, efectuar diversos disparos contra um grupo de africanos que não tinha dinheiro para pagar pelos serviços prestados. Cinco africanos sofreram ferimentos, correndo risco de vida.
Em questão de uma hora, centenas de eritreus, etíopes e sudaneses tomaram as ruas de Calais, atacando qualquer afegão que estivesse à sua frente. Mais de mil polícias armados com cassetetes e gás lacrimogéneo foram destacados para restabelecer a ordem. Dezenas de imigrantes foram hospitalizados.
O Ministro do Interior da França Gérard Collomb descreveu como "sem precedentes" o nível de violência em Calais. Atribuiu os tumultos à escalada da guerra entre bandos afegãos e curdos para controlar o tráfico humano entre Calais e a Grã-Bretanha, que muitos imigrantes vêem como o "El Dorado" devido à sua enorme economia informal. Todos os dias cerca de 40 balsas partem de Calais para a Grã-Bretanha.
Vincent de Coninck, director da instituição de caridade Secours Catholique du Pas-de-Calais, salientou que as gangues rivais estavam a tentar dominar acesso ao porto de Calais, a fim de auferir pagamentos de US$3.100 de imigrantes que se querem infiltrar fazendo uso de camiões que atravessam o Canal da Mancha.
De Coninck ressaltou que a situação em Calais deteriorou-se desde 18 de Janeiro, quando Macron e a primeira-ministra britânica, Theresa May, assinaram o assim chamado Tratado de Sandhurst, segundo o qual May se comprometeu a acelerar os procedimentos no tocante aos imigrantes que esperam viajar de Calais para a Grã-Bretanha.
Segundo Coninck, Macron e May fracassaram fragorosamente ao explicar o teor do novo tratado. O fracasso, segundo ele, criou falsas esperanças nos imigrantes de África e de outros lugares segundo as quais o tratado aumentaria as suas chances de entrarem na Grã-Bretanha. De Coninck ainda realçou que centenas de novos migrantes haviam chegado a Calais nas duas semanas seguintes à assinatura do tratado. O salto no número de recém-chegados, salientou ele, criou um "desequilíbrio" entre africanos e asiáticos, aumentando assim as tensões inter-étnicas.
François Guennoc, vice-presidente da instituição de caridade de Calais L'Auberge des Migrants, ecoou o entendimento de que o novo tratado criou falsas expectativas. "Deu às pessoas a esperança de chegarem a Inglaterra", ressaltou ele: "As pessoas vieram de repente, cerca de 200 indivíduos, a maioria menores de idade e mulheres chegaram a Calais acreditando que a informação do Ministério do Interior era verdadeira e que poderiam ir directamente para Inglaterra. Na sequência acharam que o Ministério do Interior estava mentindo. Ficaram angustiados. Foi uma loucura."
A crise migratória da Europa surgiu como o primeiro grande teste para o presidente Macron, que parece estar em busca de um denominador comum em relação ao problema: comprometeu-se a colocar em prática o "humanitarismo" acelerando os procedimentos dos pedidos de asilo ao mesmo tempo em que prometeu usar "firmeza" deportando aqueles que não se qualificam como candidatos a asilo.
Durante a campanha presidencial, Macron, que se posicionou como de centro, repudiou as posições anti-imigração da sua oponente, Marine Le Pen. Fez campanha numa plataforma de fronteiras abertas, prometendo consagrar a França como "novo centro para o projecto humanista". No entanto, desde que assumiu o cargo em 14 de Maio de 2017, Macron, ao que tudo indica, incorporou inúmeras ideias de Le Pen.
Num ensaio publicado pelo Le Monde em 2 de Janeiro de 2017, Macron salientou que a decisão da chanceler alemã Angela Merkel de permitir a entrada de mais de um milhão de imigrantes de África, Ásia e Médio Oriente "salvou a dignidade colectiva" do povo europeu. Salientou ainda que não toleraria a "reconstrução de muros na Europa" e criticou as "simplificações abjectas" defendidas por aqueles que dizem que "ao abrir as fronteiras aos imigrantes, a chanceler expôs a Europa a perigos extremamente graves". Em 27 de Julho de 2017, no entanto, com menos de três meses no cargo, Macron alertou que 800 mil migrantes, ainda na Líbia, estavam a caminho da Europa. Anunciou um plano para criar centros de imigração na Líbia para verificar os candidatos a asilo. Realçou que o seu plano estancaria o fluxo de imigrantes para a Europa desencorajando os migrantes económicos de embarcarem em botes para fazerem a travessia do Mar Mediterrâneo rumo à Europa. "A ideia seria criar locais seguros para evitar que pessoas tomem atitudes desesperadas quando não são consideradas elegíveis ao asilo", salientou Macron. "Nós iremos até eles".
No mesmo discurso, Macron parece incentivar os imigrantes a se dirigirem para França. Prometeu moradia a todos os recém-chegados "onde quer que estejam em território francês" e "isto já no primeiro minuto". Acrescentou: "no final do ano, não quero nenhum homem ou mulher a morar nas ruas, nos bosques. Quero acomodações de emergência em todos os lugares".
Em 8 de Agosto de 2017, o Ministério do Interior de França reportou que mais de 17 mil imigrantes tentaram embarcar em camiões e comboios rumo ao Reino Unido no porto e Eurotunnel em Calais nos primeiros sete meses de 2017. Os números mostraram que o fechamento da "A Selva" em Outubro de 2016 não conseguiu impedir que imigrantes em Calais chegassem à Grã-Bretanha.
Em Setembro de 2017, o governo francês pediu à União Europeia permissão para manter os controles nas fronteiras dentro da Zona Schengen, sem necessidade de passaporte, por até quatro anos devido à contínua ameaça do terrorismo islâmico, segundo um documento confidencial vazado para o >The Guardian. Em 3 de Outubro, a França prorrogou os controles de fronteiras por mais seis meses, até 30 de Abril de 2018.
A 15 de Outubro, duas semanas depois de um imigrante tunisino esfaquear até à morte duas mulheres em Marselha, Macron prometeu deportar qualquer imigrante que cometa algum crime. "Tomaremos medidas drásticas, faremos o que deve ser feito", salientou Macron. "Não estamos a tomar todas as medidas que deveriam ser tomadas. Bem, isso vai mudar." Analistas dizem que as nuances na lei francesa farão com que a promessa seja impossível de ser cumprida.
Em 20 de Novembro, numa circular vazada para a imprensa, o Ministro do Interior Gerard Collomb determinou que presidentes de câmara, representantes do Estado em cada um dos 96 departamentos da França continental, expulsem todos os candidatos a asilo desqualificados. Também ordenou que apresentem um relatório até ao final de Fevereiro de 2018, que forneça "detalhes sobre a luta contra a imigração irregular no seu departamento em 2017 e o seu plano para a implementação dessas instruções nos próximos meses. (...) O combate à imigração irregular é responsabilidade de cada autarca de cada departamento. É necessário agir depressa".
O vazamento da assim chamada Circular Collomb marca o início de um movimento organizado de resistência nas elites políticas e mediáticas francesas às políticas migratórias de Macron. Numa carta aberta publicada pelo Le Monde, por exemplo, um grupo de intelectuais e sindicalistas, muitos dos quais apoiaram Macron durante a campanha presidencial, criticaram a sua política de migração: "Sr. Macron, sua política contradiz o humanismo que o senhor defende!"
Em 4 de Dezembro, em entrevista concedida à RTL, o Ministro do Interior Collomb salientou que o governo estava a trabalhar para reformar a política de imigração. "Há 95 mil pedidos de asilo por ano, ou seja, o equivalente a uma cidade grande a cada ano. Se aceitarmos todos, não será em boas condições. Decidimos acolher aqueles que são refugiados das zonas de guerra, prisioneiros políticos, e ao mesmo tempo, adoptar uma política que permita que a migração económica seja implementada de outra maneira".
Em 12 de Dezembro, o Ministro do Interior Collomb ordenou às autoridades regionais que formassem "equipas móveis" para forçarem imigrantes sem documentos a ficarem fora dos abrigos de emergência. A medida provocou forte reacção das instituições de caridade que afirmavam que os abrigos eram sacrossantos.
Em 9 de Janeiro de 2018, o Departamento Francês para a Protecção de Refugiados e Apátridas comunicou que em 2017 mais de 100 mil pessoas solicitaram asilo em França, um recorde "histórico" representando um salto de 17% em comparação com 2016.
Em 14 de Janeiro, o Ministro do Interior Collomb divulgou um plano para a criação de 400 centros de detenção para deportar imigrantes económicos que se encontram ilegalmente no país. "Refugiados são bem-vindos, imigrantes económicos não", afirmou ele.
Em 16 de Janeiro, durante a sua visita a Calais, Macron delineou a nova política de imigração do seu governo: alimentos e abrigo para aqueles que têm direito a permanecerem em França e deportação para aqueles que estão ilegalmente no país.
Em 18 de Janeiro Macron viajou para a Grã-Bretanha, onde assinou o Tratado de Sandhurst, que reduz o tempo de procedimento dos trâmites legais dos imigrantes que desejam viajar de Calais para a Grã-Bretanha de seis meses para um mês no caso de adultos e 25 dias para menores de idade. O novo tratado, longe de resolver a crise dos migrantes, parece exacerbá-la.
Numa análise publicada pela revista Paris Match, as pesquisadoras de opinião pública Chloé Morin e Marie Gariazzo disseram que as reacções conflitantes dos eleitores ao "método Macron" de acomodação em relação à política de migração "reflectem as contradições do seu eleitorado": "Estudos quantitativos indicam, a priori, que uma clara maioria dos eleitores franceses apoia uma política de imigração mais restritiva... O cerne da política do governo... garante a inviolabilidade do direito a asilo ao mesmo tempo que desafia a capacidade do país em acolher toda a desgraça do mundo ....
"Não é certo que a aposta macroniana de encontrar um equilíbrio entre firmeza e humanidade venha a ser um sucesso de longo prazo. Ao que tudo indica, neste momento Emmanuel Macron goza do apoio da sua base. Mas encontramos nela uma expectativa de firmeza ('não podemos ser sobrecarregados', 'indiferença traria consequências negativas para o nosso país'), bem como expectativas de humanidade ('devemos ajudar os que estão fugindo de guerras e perseguições'. É moralmente indiscutível o dever de acolher estrangeiros em casos de emergência, angústia")...
"Este discurso está, portanto, sistematicamente engessado entre aqueles que de um lado, muitas vezes à Direita, mas às vezes até no coração da base macroniana, julgam a sua política como light demais" e, de outro lado, aqueles que estão indignados com a sua firmeza...
"É altamente provável que uma grande parcela dos que estão no centro do espectro político, particularmente Centro-Esquerda, aceitarem a narrativa do governo e apoiem, pouco a pouco, a lógica da 'imigração selectiva'. Assim, o discurso oficial poderá contribuir, a longo prazo, para uma mudança da população "moderada" com respeito à questão da imigração no quesito humanidade para um posicionamento de firmeza".
Os índices de popularidade de Macron experimentaram uma recuperação "sem precedentes", desde que ele abraçou uma linha mais dura em relação à imigração, de acordo com as pesquisas de opinião pública do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop). O seu índice de popularidade saltou 10 pontos percentuais desde Outubro, atingindo 52%. Anteriormente, o índice de popularidade de Macron tinha registado o maior tombo de um presidente recém empossado desde 1995.
"Emmanuel Macron chegou lá" publicou o Paris Match. "Nunca antes um presidente da República caiu na impopularidade tão rapidamente e depois voltou a ser popular novamente".
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Soeren Kern é membro sénior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque.
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Fonte: https://pt.gatestoneinstitute.org/11868/franca-crise-migratoria

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É portanto cada vez mais óbvio o que ando a dizer há anos - em matéria de imigração, o que a elite político-culturalmente reinante quer impingir ao povo é diametralmente oposto ao que a vontade popular quer no seu país. Em Democracia, é a vontade popular que mais ordena, não é  a elite. Por esse motivo, é claro como água que a Democracia constitui uma aliada natural do Nacionalismo.