quarta-feira, Julho 23, 2014

PROPÓSITO DO CONGRESSO EUROPEU DE RELIGIÕES ÉTNICAS: «RECLAMAMOS A NOSSA IDENTIDADE EUROPEIA»


Da página de Facebook do Congresso Europeu de Religiões Étnicas (E.C.E.R., no acrónimo inglês):

Discurso proferido no Congresso Europeu de Religiões Étnicas de «2014», que teve lugar no Parlamento da República da Lituânia (Lietuvos Respublikos Seimas) em Vilnius, 9 de Julho de 2014:

«A Europa é um continente que durante séculos deu origem a muitas culturas notáveis, tradições étnicas e civilizações, cujas características comuns foram a dignidade e a auto-determinação do ser humano, a busca da virtude e da verdade, reverência pelo sagrado, o respeito para com a Natureza, a afirmação ao longo de toda a vida do valor pessoal e da estima que lhe é subjacente, bem como o ideal de Liberdade.
Infelizmente, esta tapeçaria de culturas politeístas diversas e todavia similares e complementares, deixou de existir quando uma religião oriental, estranha, expansiva e intolerante avançou à força e exigiu o total desaparecimento de tudo o que as pessoas sabiam, tinham como sagrado e preservavam como valores espirituais e sociais. O que se seguiu a esta invasão sem precedentes da Europa é mais ou menos bem conhecido. Colapso cognitivo e cultural absoluto, barbarismo, monoteísmo, superstição, ódio por tudo o que existia previamente, autocracia política e uma teocracia insana que tudo invadiu, declínio moral, aviltamento, genocídio e etnocídio, e, claro, chamas. Chamas que se espalharam e consumiram desafortunados seres humanos, obras de arte e de literatura, tudo o que directa ou indirectamente representava o antigo mundo "pagão" que os novos dominadores ambicionavam exterminar.
A pior consequência destas calamidades foi a destruição da auto-consciência da etnicidade politeísta da Europa e o gradual apagamento da sua memória étnica. Numerosas gerações de pessoas infortunadas passaram toda a sua vida sem real noção de identidade, ou de quem eram os seus ancestrais e como se viam a si mesmos, inconscientes da história da terra que ocupavam. Foi esquecido o termo «patris» (pátria), e, por muitos séculos, o continente viu as suas crianças a viverem completamente alienadas da sua alma, levadas a acreditar que tinham sido "civilizadas" devido à espada sangrenta de Constantino, Carlos Magno e outros exterminadores monoteístas, e saudando a escuridão como luz. Até chegaram ao ponto de exportar a sua barbaridade e intolerância, primeiro na forma de cruzadas sanguinárias em direcção ao Oriente e, mais tarde, na forma de "explorações" sanguinárias nos, de acordo com o seu próprio vocabulário, "novos mundos".
Vislumbres da luz perdida dos tempos pré-cristãos retornaram à nossa amada Europa apenas nos últimos séculos, e apenas através da longa e dolorosa sequência de restaurações, revivalismos, revoluções, movimentos de iluminação e, claro, através da gradual reaquisição das identidades genuínas abandonadas por parte de algumas vanguardas intelectuais das várias etnias europeias. Desde o século XIX da cronologia da arrogante religião que se atreveu a dividir a própria História humana, a maior parte das pessoas da Europa estão cientes de que não são uma massa humana amorfa desenraizada sob a Cruz ou o Corão, mas os descendentes de antigas etnias gloriosas e avançadas, na sua maior parte, que existiram historicamente.
Alguns destes europeus, entretanto, incluindo nós próprios, desenvolveram uma profunda visão interior a respeito do assunto. Todos os que se apercebem do fluir do tempo como circular e não linear sabem muito bem que a História não tem um destino final mas simplesmente segue as tendências e tensões criadas no seu interior pelos sujeitos históricos a cada volta da roda da Eternidade. E também sabem, muito bem, que para alguém alcançar o título de "sujeito histórico", tem de ser capaz de apresentar as suas propostas e ideias vivas e atractivas em cima da mesa de cada vez que a humanidade é chamada a escolher o próximo caminho dentro do fractal infinito da História. 
Para nós, cada actualidade é um elo. Cada momento revive todo o passado e constitui a dinâmica de todo o futuro. Vendo as coisas desta maneira, nós, os representantes das Tradições e Religiões da Europa, nativas, étnicas, indígenas, antigas mas ainda vivas, trabalhamos duramente para fazer com que a questão das nossas identidades colectivas complementares passe de uma vanguarda privilegiada e iluminada para uma identificação e consciência orgulhosa de todos os Europeus, diante deste admirável mosaico de culturas genuínas, tradições étnicas e civilizações dos seus ancestrais. Reclamamos a identidade europeia. Reclamamos os nossos verdadeiros sistemas de valores e os nossos verdadeiros caminhos. O nosso propósito é claro: restaurar as em tempos derrotadas mas não extintas culturas de alegria, liberdade, politeísmo, dignidade, religiosidade e integridade, e, sendo eu um heleno, por favor deixem-me acrescentar, de razão, humanismo, eunomia e poliarquia

Que a luz do Deus Apolo brilhe sempre em vós.
Muito obrigado pela vossa atenção.»

Vlassias Rassias, líder do Supremo Conselho dos Gentios Helenos


RÚSSIA E ÍNDIA LEVAM A CABO O MAIOR EXERCÍCIO MILITAR CONJUNTO DE SEMPRE - INDRA 2014

Indra é o nome do Deus do Raio e da Guerra, também rei dos Deuses, da Índia ariana, equivalente, na função e no carácter, ao germânico Tor/Donar, ao balta Perkunas e ao eslavo Perun, eventualmente também ao céltico Taranis e ao hitita Tarhunt.

A Rússia e a Índia realizaram as maiores manobras navais conjuntas da história das suas relações bilaterais, denominadas Indra 2014. A sua fase activa decorreu entre 17 e 18 de Julho no golfo de Pedro, o Grande, no mar do Japão.
Os responsáveis navais de ambos os países consideram que estes exercícios ajudaram a treinar a interacção em missões de combate à pirataria e ao terrorismo. O Indra 2014 cumpriu a sua missão tendo sido uma das plataformas de aproximação dos interesses geopolíticos da Rússia e da Índia, dizem os analistas políticos.
Em Vernes (sexta-feira) a frota conjunta realizou exercícios com mísseis e artilharia contra alvos navais e aéreos. Foram treinados métodos de defesa conjunta contra ameaças navais, aéreas e submarinas com o apoio de helicópteros. Os exercícios Indra realizam-se desde 2003, mas esta foi a primeira vez que as frotas dos dois países realizaram todo o conjunto de missões de combate que garantem a segurança das fronteiras marítimas dos dois países.
As marinhas da Rússia e da China realizaram em finais de Maio, no mar da China Oriental, manobras navais conjuntas semelhantes ao Indra com o nome de código Interacção Marítima 2014. O perito militar Igor Korotchenko considera que o seu significado vai muito para além do âmbito estrito das missões militares:
“Actualmente já está perfeitamente definido o vector de interesses da Rússia. Ele aponta para o estreitamento de relações com os países da Ásia, sobretudo com os intervenientes de importância mundial – a Índia e a China. Por isso, a realização desses exercícios militares é um indicador do estabelecimento das novas relações de parceria e confiança e da formação de um novo centro de poder na geopolítica mundial. Os exercícios conjuntos com a Índia e a China abrangem sempre um vasto leque de questões: do combate ao terrorismo ao treinamento de missões em cenários de guerra. No geral tanto o Indra, como o Interacção Marítima, reflectem a prioridade atribuída pela Rússia à Ásia.”
O director do Centro de Conjuntura Estratégica Ivan Konovalov chamou a atenção para uma das particularidades destes exercícios navais russo-indianos:
“Hoje sente-se uma fortíssima pressão sobre a Rússia. A crise ucraniana é aproveitada pelo Ocidente para que a OTAN se alargue para leste. Nessas condições, para a Rússia é crítico ter parceiros tão fortes como a China e a Índia.
É muito importante que a era de um mundo unipolar tenha fim. Em princípio já acabou. Existem vários importantes centros de força mundiais que influenciam seriamente a política global. São a Índia e a China. Por isso, uma cooperação, incluindo na área militar, é muito importante para a Rússia. Também é importante do ponto de vista geopolítico porque forma o vector asiático de um mundo multipolar.”
O centro de poder mundial na Ásia está a reforçar-se graças ao aumento do peso político de ferramentas como o BRICS e a Organização para Cooperação de Xangai (OCX). A última cúpula realizada em Fortaleza, nomeadamente, reflectiu a intenção da Rússia, da Índia, da China, do Brasil e da África do Sul de defender, de forma independente dos EUA e do Ocidente, a sua própria estratégia no mercado financeiro global.
A OCX, reagindo à crescente atracção exercida pela sua plataforma sobre muitos dos países da Ásia, está elaborando regras para a admissão de novos membros. Deverão ser eventualmente aprovadas na cúpula a realizar em Dushanbe em Setembro. Ao comentar esse acontecimento, o porta-voz oficial do MRE do Paquistão Tasnim Aslam confirmou no dia 17 de Julho o interesse do seu país em tornar-se membro de pleno direito da OCX. Hoje o Paquistão, assim como a Índia, o Afeganistão, o Irão e a Mongólia, tem o estatuto de observador junto da OCX.
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Fonte do texto a itálico: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_19/Exercicios-Indra-2014-aproximam-interesses-geopoliticos-da-R-ssia-e-India-4962/

O eixo Moscovo-Nova Deli é, a todos os títulos, um natural aliado da Europa, quando não parte do mesmíssimo bloco civilizacional, sobretudo no que à Rússia diz respeito. Uma comum raiz étnica, indo-europeia, ligam a Rússia e a Índia à Europa, bem como uma mesma orientação democrática, neste caso talvez mais na Índia que na Rússia.



GOVERNO DA CHINA PROÍBE RAMADÃO «POR MOTIVOS DE SAÚDE»

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_02/Autoridades-chinesas-proibem-Ramadao-na-provincia-de-Xinjiang-1602/
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O governo da China proibiu aos habitantes da província de Xinjiang a celebração do Ramadão, ou seja, o jejum muçulmano, que se iniciou há pouco. A interdição deve-se à “necessidade de preservar a saúde dos habitantes locais”.
Enquanto isso, os média chineses têm divulgado informações sobre a proibição do jejum para professores dos centros de ensino públicos e os adolescentes, comunica a Al-Arabiya.
A interdição já teve um impacto positivo entre a população. Assim, empregados de uma empresa publicaram uma foto tomando a refeição da tarde. Na sua óptica, a medida anunciada tem “certas vantagens já que agora não têm que trabalhar sem comer”.
O número de uigures residentes na China atingiu quase 10 milhões. Constituem a segunda etnia muçulmana nesse país.

E, surpreendentemente ou nem por isso, constituem o maior foco de terrorismo no país... quem diria que num país com mais de mil e duzentos milhões de pessoas, o terrorismo havia de partir de uma comunidade tão comparativamente diminuta, ainda por cima da chamada religião da paz, é realmente uma coincidência que fachavor, como sói dizer-se...

Entretanto ver-se-á agora qual será a reacção do mundo muçulmano à decisão chinesa. Se o caso se desse em França, Inglaterra ou Itália pode-se imaginar o escarcéu islamista que não se faria. Com a China pode ser que a coisa pie mais fino... ou talvez já não, que a ousadia musla tem crescido...

CAOS MUÇULMANO ANTI-SIONISTAS NAS RUAS DE FRANÇA

Fonte: http://observador.pt/2014/07/20/paris-em-chamas-por-causa-de-manifestacao-proibida-de-apoio-palestina/
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A polícia francesa proibiu a manifestação – no início da semana outro protesto deste género também causou violência -, mas mesmo assim, cerca de 3.000 pessoas saíram no sábado às ruas de Paris para protestar contra a ocupação israelita de Gaza. A manifestação começou com um tom pacífico, mas rapidamente degenerou em violência. Os piores episódios acontecerem a norte da capital francesa, na zona de Barbés, onde os manifestantes incendiaram carros e caixotes do lixo. 38 pessoas foram detidas e 14 polícias ficaram feridos neste incidente.

Falta dizer que foram incendiadas duas sinagogas e e várias lojas, particularmente na área habitada por judeus. 


Enfim, mais um enriquecimento, trazido por aqueles que vêm para fazer o que os Europeus não querem fazer... 
O que é que vai ser preciso para que os Europeus se libertem desta gente? A que ponto será necessário chegar?

De notar que, como seria de esperar, também houve esquerdistas a lutar ao lado dos muçulmanos.


EM BERLIM - IMÃ PEDE A ALÁ O EXTERMÍNIO DOS JUDEUS

Fonte: http://pamelageller.com/2014/07/support-jihad-gaza-berlin-imam-prays-annihilation-jews.html/
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Na capital alemã, um imã - autoridade espiritual muçulmana - falou, a 18 de Julho, na mesquita Al-Nour sobre o conflito na Palestina e aproveita para pedir a Alá que extermine os Judeus, limitando-se para isso a citar o Alcorão.

Claro que nada disto se divulga facilmente por aí, tem mais interesse histerizar e indignar o pessoal por causa do que disse uma extremista israelita sobre matanças...


PETRÓLEO ANGOLANO ACABARÁ PORVENTURA BREVEMENTE


Não é desta semana o jornal, é da semana passada, o que só torna a notícia ainda mais actual, dado que se está mais próximo do fim acima anunciado... 
Quem queira pensar a Economia com estabilidade, e a longo prazo, não vai pois querer agarrar-se a uma coisa destas.

PNR MADEIRA DENUNCIA GRAVIDADE DA SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÓMICA DA POPULAÇÃO MADEIRENSE

Os números das insolvências de famílias e individuais continua a ser um problema de monta para a economia regional e fundamentalmente para as famílias madeirenses, apontou o Partido Nacional Renovador (PNR) na Madeira. 
Segundo adiantaram os responsáveis pelo partido, Luís Ornelas e Fábio Henriques, desde o início deste ano já 185 madeirense pediram a insolvência. “O problema é que para o PNR, esta situação têm sido tratada apenas do ponto de vista estatístico, sem que ninguém se debruce sobre o grave problema social a que toda esta situação conduz”, frisaram. 
O PNR Madeira garante que “existem famílias que já nem pão tem para pôr na mesa, famílias que nem transporte têm para se deslocar para o trabalho (se ainda o tiverem), famílias sem dinheiro para a educação dos seus filhos, sem dinheiro para medicamentos e sem perspectivas de vida mas de Casas sem luz, sem água, sem as mínimas condições de sobrevivência humana”. 
Do ponto de Vista do PNR, “estamos mesmo à beira de uma calamidade social”, provocado pelo crédito fácil nos anos de ouro do mercado imobiliário, pela banca, pelo desgoverno dos governos regionais e nacionais e pelo facto das ajudas ou resgates da Troika, terem sido usados na maior parte dos casos, não para ajudar as populações, mas para ajudar a banca e pagar a elevada divida externa portuguesa”. Realçaram que “é urgente acabar com o corte de salários, aumentar o ordenado mínimo nacional, criar o Ministério da Família e estabelecer a Lei de Bases de Apoio à Família. Criar uma Linha de crédito especial, com juros baixos ou mesmo ajudas a fundo perdido nos casos mais dramáticos, para as famílias e pequenas e médias empresas em dificuldade, bem como criar o crédito familiar à habitação”. O PNR Madeira frisou que “o que está aqui em causa, já não são meros problemas de ordem de liquidez, mas o facto de se estar a liquidar as vidas dos madeirenses”.
Fonte: http://www.tribunadamadeira.pt/?p=25202




AUTARCA COMUNISTA DENUNCIA VIOLÊNCIA E AMEAÇAS DE MORTE POR PARTE DE CIGANOS NA VIDIGUEIRA

Fonte: http://porabrantes.blogs.sapo.pt/ciganos-deixam-vidigueira-a-ferro-e-1899327
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O Diário do Alentejo entrevista o edil da Vidigueira que se diz vítima de ameaças de morte e de coação por parte de famílias de etnia cigana.
 O Camarada da CDU sente-se pois uma vítima e benéfico o jornal dá-lhe direito a uma chamada com destaque na primeira página. 
Todos sabemos que em Abrantes há pessoas que se queixam da mesma coisa. E de serem vítimas de agressões violentas por famílias  ciganas. 
Quando a Hália Santos resolver ouvir as vítimas e dar-lhe um lugar de destaque na primeira página, nós vamos propô-la para o Pulitzer. 
Na primeira página do ''Diário'' (que só se diferencia do velho ''Diário'' do Miguel Urbano, por acrescentar ''do Alentejo'' ao título) destaque para o latifundiário comunista Urbano Tavares Rodrigues, ainda primo da D.Lucília Moita. Como é sabido o Urbano foi um notável prosador e namorado duma abrantina cujo nome omito. 

Antes de ser comunista, o Urbano foi simpatizante fascista. Coisas da Vida.


Será justiça poética que tais ameaças caiam sobre a cabeça de quem pertence a um partido que promove as minorias étnicas contra os Portugueses e até chegou a condenar as milícias populares de Oleiros? Ou trata-se apenas de um caso em que um cidadão que só é do PCP porque não arranjou outra maneira de lutar pela justiça social sofre em primeira mão as consequências da bastardia ideológica dominante que impede o Estado de pôr no seu lugar os integrantes de minorias étnicas que com quase total impunidade atacam portugueses?
De um modo ou doutro regista-se. 

CELEBRAÇÃO RELIGIOSA EM HONRA DOS DIÓSCUROS NAS TERMÓPILAS





O Supremo Conselho Nacional Helénico celebrou assim a grande Batalha das Termópilas, em que os lendários trezentos Espartanos morreram gloriosamente em combate para travar o avanço persa. A celebração é a Dioscureia, que honra os Dióscuros, que são os Gémeos Divinos Castor e Pólux, padroeiros da camaradagem em combate.

Podem ver-se mais imagens do evento aqui: http://www.ysee.gr/index.php?type=d&f=dioskoureia2014

MÚSICO NORTE-AMERICANO DE HEAVY METAL DIZ: «A CULTURA NEGRA SUBSTITUIU O METAL»

Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://www.metalinjection.net/editorials/former-w-a-s-p-guitarist-chris-holmes-moved-to-france-because-he-thinks-black-culture-ruined-heavy-metal
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O guitarrista metaleiro Chris Holmes, que foi membro da famosa banda W.A.S.P., declarou em recente entrevista que deixou os EUA e foi morar para Cannes, em França, porque está farto da cultura negróide:
«Bem, a menos que sejas o oposto de mim, portanto, que sejas um artista de hip-hop ou um rapper, já não consegues vender na América. Já não há revistas de rock. A cultura negra acabou mesmo por... A cultura negra levou o hip-hop aos brancos... A cultura branca e todos os putos brancos agem dessa maneira; usam as calças abaixo das cuecas. Penso que isso... não tenho cem por cento de certeza, mas quando eles vão para a escola e ouvem Hard Rock, dizem-lhes que isso é "música de ranhosos. Precisas de ouvir rap de gangsters." Penso que é isso.»

Já em 2011 Holmes tinha pronunciado análogo desabafo, numa entrevista que concedeu a uma revista russa de Heavy Metal:
«Entrevistador: Na sua opinião, consegue alcançar grande sucesso com a sua nova banda tal como nos anos oitenta com os W.A.S.P.?
Chris Holmes: A música mudou. Não sei como é aqui, mas nos EUA é só rap negro, todos os putos brancos estão a ouvir cenas negras. Rap de gangsters - os putos brancos também estão nisso.
E: Sim, eu sei, mas não gosto dessa música.
CH: Sim, mete nojo! É a chamada música de pretos. Digo essa palavra, não me interessa se há ou não pretos na sala para ouvirem a minha opinião, isto é mesmo assim. O rap está a chegar à Europa e isso enoja-me porque não gosto quando os putos se portam como pretos. É mau dizer-se aqui a palavra "preto"? Quando dita nos EUA, toda a gente fica chateada.»


Ora a França não será propriamente o melhor país para um branco que esteja farto da cultura negra, dado que tal país está pejado dessa e doutras culturas alógenas, e pode haver outro motivo qualquer para Holmes ir parar a Cannes, parece que também andou pela Finlândia, onde entretanto comentou o estilo do rapper negro 50cent («parece que está sempre com obstipação»), como aqui se pode ver,



 e também é altamente provável que continue a haver nos EUA uma boa mão cheia de metaleiros de todas as idades - por acaso até me lembro de ouvir o vocalista dos Manowar, Eric Adams, a dizer num concerto em Cascais, em 199epoucos que nos EUA «ninguém sabe o que é Heavy Metal, na Europa é onde está o verdadeiro Metal», enfim - mas é sempre agradável, até saudável, haver gente da música moderna a criticar a difusão de música negróide no Ocidente, promovida pelos mé(r)dia dominantes e, eventualmente, pela violência juvenil nas escolas. Bem pode o autor do artigo acima lincado guinchar que Holmes não percebe nada de juventude. A verdade é que já li um testemunho juvenil português a dizer que um puto da zona de Lisboa que era sempre assaltado passou a andar em paz quando passou a vestir à «bléque», com calças a pender do cagueiro para baixo. Não me surpreenderia nada que algo de semelhante se passasse no domínio musical.


...«AI QUE O DALAI LAMA É MESMO NAZI!!!!»

Fonte: http://www.millennialstar.org/the-dalai-lama-immigration-alarmist/
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No ano de 2007, o líder espiritual, e político, do Tibete, disse o seguinte, como parte de um discurso proferido diante do Congresso dos EUA:
«A respeito da minha pátria, o Tibete, hoje muita gente, tanto de dentro como de fora, sente-se profundamente preocupada com as consequências da rápida alteração que está a acontecer. Todos os anos aumenta a população chinesa no Tibete a uma velocidade crescente e alarmante. E, se formos julgar pelo exemplo da população em Lhasa, há um perigo real de que os Tibetanos sejam reduzidos a uma minoria insignificante na sua própria terra.»

O que diz o tibetano sobre os chineses no Tibete é basicamente o que dizem os nacionalistas europeus sobre os não europeus (negros, árabes, etc.) na Europa. Só que um é Prémio Nobel da Paz e foi eleito guru da politicagem correcta, enquanto os outros são odiados por tudo quanto controla os mé(r)dia e a maior parte da opinião publicada, que alguns querem dar como sinónimo de opinião pública... 

Esta não foi a única vez que Dalai Lama valou contra algum tipo de iminvasão. Recorde-se o que disse recentemente sobre a grande presença de alógenos em Itália:
http://gladio.blogspot.pt/2014/07/ai-que-o-dalai-lama-e-nazi.html
e também o que já tinha dito, há uns anitos, como aqui se referiu http://gladio.blogspot.pt/2007/09/quem-disse-isto.html
Falando na Conferência de Religiões Mundiais de 1993, ele disse que as fronteiras a separar diferentes povos em todo o mundo não eram más se preservassem e definissem identidades culturais e genéticas.
Afirmou que estas diferenças precisam de ser mantidas para que o indivíduo tenha o seu próprio sentido de identidade.
Tenzin é totalmente oposto ao mundialismo, dizendo dos internacionalistas o seguinte: «eles não percebem que a chamada «diversidade cultural» que dizem admirar iria desvanecer-se no sistema da globalização. Não, a verdadeira «diversidade cultural» valoriza os diferentes feitos materiais e espirituais de um povo diferente de todos os outros do planeta. Por conseguinte, isto não pode existir sem barreiras que separam e identificam as culturas, diferenciando-as.»

NÚCLEO DO PNR EM ODIVELAS DENUNCIA ASPECTOS NEGATIVOS DA GOVERNAÇÃO LOCAL SOCIALISTA

Mais uma vez o Núcleo do Partido Nacional Renovador de Odivelas esteve presente na Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Odivelas, numa sessão com a ordem do dia:
Debate do Estado do Munícipio, no âmbito do Art.º 43º do Regimento da AMO.

Transcrevo de seguida a minha intervenção na mesma, apresentada na ordem do dia destinado à intervenção do público ( limitada a 5 minutos e sem possibilidades de contra-argumentação):

" Boa tarde a todos os presentes, executivo municipal, camarário, e demais auditório.
Gostaria de ver esclarecidas duas questões anteriores, que tiveram uma resposta dúbia e vaga deste executivo.
Primeiro, e mais uma vez, a real posição do Partido Socialista local relativamente ao Instituto de Odivelas, do qual se declara defensor, mas na Assembleia da República o PS votou contra um voto de protesto contra o respectivo encerramento, para logo a seguir apresentar um semelhante.
Afinal, em que ficamos? Só vejo jogos políticos, que levam a pensar que, na ânsia de protagonismo, os partidos do sistema se esquecem de que acima desses jogos deveria estar a formação pedagógica e moral da Nação.
Segundo, fiquei sem perceber quais são concretamente os grandes projectos verdes programados a médio prazo por este executivo? Além do parque projectado para a Póvoa de Stº Adrião.
Relativamente ao ponto anterior, e abrangendo já o seguinte, gostaria que esclarecessem se a área não construída ente o Continente da Arroja, e ao longo de toda a ala esquerda da Avenida das Acácias, é propriedade particular ou pública?
Porque, em vez de licenciar mais construção, mais betão, não fizeram deste espaço um lugar de referência verde, com um verdadeiro parque urbano, que daria mais e melhor qualidade de vida aos moradores das zonas da Arroja, Colinas do Cruzeiro, Quinta das Dálias, entre outras? Mais uma vez, promove-se o lóbi cinzento, em vez da qualidade verde.
Citando um provérbio nativo-americano: "Só quando a última árvore morrer, o último rio for envenenado e o último peixe apanhado é que nos aperceberemos que não podemos comer o dinheiro."
Por fim, gostaria de dar a minha opinião como cidadão, eleitor e representante do PNR, sobre o último ano de funções deste executivo, Assembleia Municipal, representantes dos eleitores do Concelho de Odivelas.
57,11% dos eleitores não se revêem em nenhuma das forças políticas aqui presentes (para além dos 4,90% votos brancos e 4,56% nulos).
Este resultado parece corresponder ao cumprimento de mais um objectivo do "Sistema dito democrático", que não faz mas devia fazer mais e melhor para que os cidadãos participassem mais, numa sociedade que deveria ser mais justa e promover menos desigualdades sociais, ser mais igualitária nos direitos e deveres, ser menos partidarista, ser um exemplo de políticas económicas e de fomento ao empreendedorismo e ser mais nacionalista, em vez de ter políticas, e cito, “pouco éticas mas difíceis de provar”.
No caso concreto de Odivelas, o Partido Nacional Renovador condena a falta de respeito desta casa para com os participantes da acção Executivo Jovem”: tal como acontece nas sessões regulares, os seus membros passam mais tempo a ler jornais, ao telemóvel, nos tablets ou a conversarem entre si, do que a debater ideias, problemas e projectos. Tais atitudes deviam, na nossa opinião, ser devidamente punidas pelo Sr. Presidente da Assembleia Municipal e seus auxiliares. As pessoas eleitas pelos munícipes devem ser um exemplo de postura ética e, acima de tudo, de respeito. De resto, fazemos nossas as palavras de José Maria Pignatelli, que já se debruçou longamente sobre esta questão, como certamente será do conhecimento de todos os presentes.
Congratulamo-nos com o programa cultural levado a cabo pela Câmara, apesar do elefante branco em que a Municipália se tornou para sustentar todos os "boys" das várias cores dos vários executivos, tornando-se um sugadouro de dinheiros públicos, com pobres orçamentos culturais, mas ricos vencimentos a ex-executivos, que a fulminaram.
Os nossos parabéns também por vermos finalmente solucionado o problema dos resíduos sólidos e da distribuição de água em parceria com a Câmara de Loures, problema cujo desfecho revela que não se caiu na tentação da privatização.
Aproveito a minha presença nesta reunião para, como Responsável Concelhio do Partido Nacional Renovador, entregar aos membros do executivo municipal um pedido de informações relativas à gestão municipal que gostaria de conhecer, nomeadamente custos, receitas, pessoal, etc, que já havia enviado por carta mas à qual não cheguei a ter resposta.

SEMANÁRIO «DIABO» DE 22 DE JULHO - «QUEM TEM MEDO DOS ESTUDOS CLÁSSICOS?»

Quanto à teoria de que o regime actual nasceu de uma reacção ao avanço comunista, a 25 de Novembro, terá piada ver como se situam agora em relação a isso os anti-comunistas salazarengos que odeiam este regime por ser o de Abril...


NA ALEMANHA: PALESTINIANO ASSASSINOU DUAS MULHERES E ESPANCOU OUTRA - MAS CONTINUA SEM SER DEPORTADO

Saskia M., assassinada por um pobre palestiniano

Fontes: 
http://www.bild.de/news/inland/mord/er-hat-es-schon-wieder-getan-36862862.bild.html
http://diversitymachtfrei.blogspot.pt/2014/07/germany-palestinian-asylum-seeker.html
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Na Alemanha, um refugiado palestiniano matou duas mulheres por não se quererem casar com ele. Pelo menos uma delas era europeia, Saskia M., de vinte anos, grávida quando se separou do árabe. Entrementes espancou outra mulher, presumivelmente europeia, Ramona K., de vinte e oito anos, pelo mesmo motivo. 
Foi preso por ter assassinado Saskia M, sentenciado a doze anos de cadeia. Quando libertado, estava na calha para ser deportado mas conseguiu evitá-lo porque, sendo palestiniano, não estaria a salvo na sua terra de origem... e, assim, quem ficou em perigo foi, em vez dele, as futuras mulheres que pudessem ser suas vítimas, entre as quais a jovem Rajah S., de vinte e nove anos, estrangulada por não querer contrair com ele matrimónio. O mouro tem andado a escapar aos judeus, mas pelo menos uma europeia não escapou ao mouro. 

NO PAÍS IRMÃO - UM PRESIDENTE DE CÂMARA OUSA DIZER O QUE O POVO PENSA MAS RECEIA AFIRMAR: MOUROS VÊM PARA VIVER DE AJUDAS SOCIAIS

Fonte: http://www.alertadigital.com/2014/07/16/el-alcalde-de-vitoria-acusa-a-los-magrebies-de-vivir-de-las-ayudas-sociales-y-de-no-tener-ningun-interes-en-trabajar/
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El alcalde de Vitoria, Javier Maroto (PP), ha acusado hoy directamente al colectivo magrebí de venir a Vitoria a “vivir de las ayudas sociales”. El alcalde ha denunciado el fraude social en el colectivo magrebí. “En la calle, lo que se dice y piensa en la calle es exactamente lo mismo que estoy diciendo yo”.
El alcalde ha asegurado, durante una entrevista en Hoy por Hoy Vitoria de la Cadena Ser, que “el fraude en las Ayudas sociales para algunas nacionalidades concretas es escandaloso. Es más, algunas nacionalidades viven principalmente de las ayudas sociales y no tienen ningún interés en trabajar e integrarse”, ha asegurado Javier Maroto.
El alcalde ha puesto como ejemplo de nuevo el caso del yihaidista que falleció en Siria mientras cobraba RGI en Vizcaya, y estuvo cobrando las ayudas durante seis meses tras su muerte. Maroto ha fijado su mirada en Argelia y Marruecos como “los casos más evidentes” de esta situación. “Hay personas que vienen porque les han dicho que aquí puede vivirse de las ayudas sociales. Y eso a mí me parece fraude”. Maroto ha insistido en que son personas que vienen “a vivir del cuento”.
La periodista de la SER ha advertido al alcalde de la peligrosidad del discurso, al hablar de los de aquí y los de allí. Este comentario le ha servido al alcalde para diferenciar entre inmigrantes. “No es lo mismo las personas que vienen a trabajar de Latinoamérica que vienen a trabajar y principalmente a integrarse. No veo la misma actitud en otras Nacionalidades. Y te digo Argelia y Marruecos porque son los casos más evidentes”, ha concluido.
El Síndico pedía ayer tener esos datos de fraude social, que Maroto se ha comprometido a ofrecer en septiembre. El primer edil vitoriano ha asegurado, eso sí, que “el dato de fraude en las Ayudas Sociales es como el dinero negro en la Economía: No está en las cuentas y lo que hay que hacer es evitarlo”.
Maroto ha querido insistir en que en los últimos meses se ha borrado del padrón a 3.000 personas en Vitoria. Aunque nunca se ha concretado cuántas de estas personas estaban cometiendo fraude, el alcalde ha insistido en ligar el empadronamiento falso con el cobro de Ayudas Sociales: “Hemos expulsado del padrón a 3.000 personas en Vitoria, 3.000 personas que estaban de forma irregular en nuestra ciudad, y que les hemos dado de baja porque el objetivo de muchas de estas personas era acumular el padrón suficiente para cobrar ayudas sociales”. Una afirmación que no deja de ser, en cualquier caso, más que una suposición.

A expressão popular «trabalhar que nem um mouro» merece portanto ser revista...


terça-feira, Julho 22, 2014

PRESOS OS ASSALTANTES QUE ESPANCARAM UM IDOSO ATÉ À MORTE

O Tribunal de Vila Franca de Xira condenou, esta terça-feira, a 11 anos de prisão um arguido que espancou um idoso até à morte durante um assalto à sua residência, na freguesia de Castanheira do Ribatejo, em 2011. O colectivo de juízes aplicou ao principal arguido, de 22 anos, nove anos de prisão pelo homicídio e quatro anos pelo crime de roubo. Em cúmulo jurídico, o tribunal determinou a pena única de 11 anos de prisão. Um segundo arguido, de 23 anos, foi condenado a quatro anos de prisão efectiva pelo crime de roubo.
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Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/dupla-condenada-a-prisao-por-morte-e-roubo-de-idoso


PNR CONDENA INTEGRAÇÃO DA GUINÉ EQUATORIAL NA CPLP

Realiza-se esta semana, em Díli, a Reunião de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
 Nesta reunião, marcará presença a Guiné Equatorial, que tudo indica será o novo membro de pleno direito da CPLP. A adesão deste país mereceu inicialmente a oposição de Portugal, acabando depois por ser aceite pelo nosso País. A recusa de Portugal tinha, de resto, toda a lógica, visto que a Guiné Equatorial não só não tem uma ligação histórica assinalável com os países da CPLP como, apesar de recentemente ter decidido adoptar o português como língua oficial, não possui população nativa lusófona. Contudo, a posição do nosso país alterou-se devido fundamentalmente à pressão de empresas portuguesas com negócios ligados àquela nação africana. 
Em primeiro lugar, fica uma vez mais provado que a CPLP está refém de factores que nada têm a ver com a lusofonia ou a cooperação entre países lusófonos, mas sim com interesses económicos mais ou menos dissimulados e inconfessáveis, que levam a que uma das mais sanguinárias e corruptas ditaduras africanas seja aceite no seu seio.
Em segundo lugar, fica novamente demonstrado que são as grandes empresas que mandam neste Governo, o que é revelador da promiscuidade que existe entre estas e os partidos do sistema, visível nomeadamente nas negociatas, nos financiamentos a estes partidos e nos tachos para governantes, deputados e autarcas, numa uma teia de interesses vergonhosa. Continuamos pois a assistir a uma situação em que o País está aos serviço das grandes empresas, quando deveria ser exactamente o inverso.
Simultaneamente, revela-se uma vez mais a hipocrisia da esquerda, evidenciada pelo facto de o Brasil de Lula da Silva e Dilma Rousseff ter sido, desde o início, um defensor da adesão da Guiné Equatorial à CPLP. Pelos vistos, a defesa do povo oprimido por uma ditadura passa para segundo plano quando se fala de petróleo.
Teme-se, por outro lado, que esta abertura a um país que nada tem a ver com a lusofonia seja mais um convite à vinda de populações estrangeiras para Portugal, mais um convite à imigração de quem nada tem a ver com a nossa cultura e que está habituado a práticas condenadas por todos nós (recorde-se que a Guiné Equatorial é um dos países onde a mutilação genital feminina continua a ser praticada a uma escala muito elevada).
Por último, o PNR lamenta que se abra a porta à futura entrada de capital vindo deste país, uma vez que, a exemplo do que acontece com outras ditaduras africanas, esse capital provém de negócios duvidosos de uma classe que mantém o seu povo na mais completa miséria e que não respeita os direitos humanos, mas tem proveitos para investir noutros países onde chega a deter forte participação em instituições bancárias (veja-se, a este propósito, as notícias recentemente divulgadas sobre o aumento de capital do BANIF).
Está assim criada mais uma arma para o grande capital: investimento de capitais de proveniência duvidosa, exploração dos recursos africanos com a ajuda de governantes criminosos e mão de obra barata ou praticamente escrava (a História repete-se). Eles chamam a isto “Globalização”, e dizem que é benéfica e imparável. Nós chamamos a isto capitalismo selvagem, traição e imperialismo, e não alinhamos com determinismos: é necessário afirmar que, para além da matéria, e acima desta, existe o espírito. As leis evolutivas do espírito são independentes do determinismo, uma vez que a evolução é comandada pela vontade humana, pelo que ainda vamos bem a tempo de parar os retrocessos civilizacionais impostos por esta marcha globalizadora que só pode conduzir os povos do mundo ao declínio social e à miséria.
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segunda-feira, Julho 21, 2014

DECLARAÇÃO DO CONGRESSO EUROPEU DAS RELIGIÕES ÉTNICAS (JULHO DE 2014)







No interior do novo templo da Romuva ou religião pagã lituana




Declaração do Congresso Europeu de Religiões Étnicas


Nós, os delegados de doze diferentes países em convénio no Congresso Europeu de Religiões Étnicas. em Vilnius, Lituânia, neste dia 9 de Julho de 2014, juntamos as nossas forças para fazer a seguinte declaração:



Nós somos membros de diversas culturas étnicas indígenas europeias que procuram revitalizar e reclamar as nossas tradições espirituais e religiosas ancestrais. Honramos os que existiram antes de nós, que nos deram a nossa vida e a nossa herança. Estamos ligados às terras dos nossos ancestrais, ao solo que tem os seus ossos, às águas das quais eles beberam, às estradas em que eles andaram. E procuramos passar essa herança aos que vierem depois de nós, cujos ancestrais estamos nós a tornar-nos - os nossos filhos, os nossos netos, e as muitas gerações ainda por nascer. Enviamos solidariedade e apoio a todas as outras nações, raças e religiões indígenas que estão também empenhadas em lutar para preservar as suas próprias heranças ancestrais.

As nossas religiões étnicas são o produto da História deste continente; são as expressões vivas, no presente, das nossas tradições e identidades mais antigas. Num tempo em que o mundo está precariamente equilibrado no limite da revolta ambiental e económica, em grande parte como resultado de um individualismo desequilibrado e ganância rampante, as nossas religiões promovem modelos muito diferentes de valores espirituais e sociais: viver em harmonia, equilíbrio e moderação com a Terra; a importância da família e da comunidade cooperante; o respeito e honra para com todas as formas de vida.
Todavia, em muitos países da Europa a prática das nossas religiões está impedida, restringida e por vezes proibida. Apelamos a todos os governos europeus a satisfazer totalmente, e reforçar activamente, as provisões a garantir a liberdade de religião a todos os cidadãos como estipulado nos Tratados da União Europeia, a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e outras convenções similares e acordos, e a abster-se de garantir um tratamento preferencial a algumas religiões sobre outras. Pedimos também que esta igualdade seja reflectida nos sistemas educacionais europeus.
Apelamos a todos os nossos governos que activamente se envolvam na preservação e protecção dos nossos locais sagrados europeus - sejam eles edificações humanas ou espaços naturais. Pedimos além disso que haja acesso livre e aberto a estes sítios por parte dos praticantes das religiões étnicas europeias que procurem usá-los para os propósitos de culto e celebração espiritual. Não procuramos a propriedade ou direitos exclusivos a esses locais - a terra não nos pertence, nós pertencemos à terra.
Opomo-nos ao uso do termo «pagão» por quaisquer grupos políticos extremistas, dado que isso se reflecte negativamente na nossa reputação.
Finalmente, apelamos a todos os Povos e a todas as Nações para que coloquem o bem-estar da Terra - que é, literalmente, a nossa Mãe Viva - acima de todas as outras prioridades.

Enviamos esta mensagem em amizade, amor e respeito.


Andras Corban Arthen (Presidente), Anamanta, Spain/U.S.A.
Ramanė Roma Barauskienė, Lituânia
Martin Brustad, Noruega
Nina Bukala, Werkgroep Hagal, Holanda
Alexander Demoor, Werkgroep Hagal, Bélgica
Valentinas Dilginas, Kuzšei Žemaicĭai, Lituânia
Sören Fisker, Forn Siđr, Dinamarca
Federico Fregni (Board Member), Societas Hesperiana, Itália
Marianna Gorronova, República Checa
Lars Irenessøn (Board Member), Forn Siđr, Dinamarca
Irena Jankutė-Balkūnė (Board Member), Romuva, Lituânia
Runar Kartsen, Forn Sed, Noruega
Daniele Liotta (Board Member), Movimento Tradizionale Romano, Itália
Silvano Lorenzoni, Federazione Pagana Italiana, Itália
Anna Lucarelli, Movimento Tradizionale Romano, Itália
Sachin Nandha, Reino Unido
Zdenek Ordelt, República Checa
Elisabeth Overgaauw, Werkgroep Hagal, Holanda
Eugenijus Paliokas, Šventaragis Romuva, Lituânia
Staško Potrzebowski, Rodzima Wiara, Polónia
Prudence Priest, Romuva, EUA
Marina Psaraki, Y.S.E.E., Grécia
Vlassis G. Rassias, Y.S.E.E., Grécia
Valdas Rutkūnas, Romuva, Lituânia
Ignas Šatkauskas (Board Member), Romuva, Lituânia
Øyvind Siljeholm, Forn Sed, Noruega
Dovile Sirusaitė, Lituânia
Eleonora Stella, Societas Hesperiana, Itália
Inija Trinkūnienė, Romuva, Lituânia
Ram Vaidya, Reino Unido

ESTARÁ A TURQUIA A APOIAR O ESTADO ISLÂMICO DO IRAQUE E DA SÍRIA?

Um artigo de Daniel Pipes, colaborador do site anti-islamista Jihad Watch: http://www.minutodigital.com/2014/07/04/daniel-pipes-apoyo-turco-al-estado-islamico-de-irak-y-siria/
http://es.danielpipes.org/14507/apoyo-turco-estado-islamico-irak-siria
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Parece haver indícios de que a Turquia, Estado muçulmano que muitos ainda consideram, anacronicamente, como «laico», e que quer ingressar na União Europeia, tem apoiado pela calada o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), grupo sunita que combate no Iraque e na Síria e que domina já grande parte destes territórios. 
Esta possibilidade parece desmentida pelo facto de o EIIS ter atacado alvos turcos, na Turquia, bem como em Mossul, bem como pelo encontro recente entre os presidentes turco e iraniano, sabendo-se que o Irão, que é xiita, está contra o EIIS. 
Todavia este encontro só por si não garante nada. A oposição entre a Turquia e o Irão não desaparece com um encontro de presidentes. Esta tensão, crescente, é descrita pelo jornalista turco Burak Bekdil na mais recente edição da revista Middle East Quarterly:

«Nos últimos anos tem-se assistido frequentemente a discursos oficiais procedentes dos dois países a respeito do próspero intercâmbio bilateral e da solidariedade ideológica anti-israelita comum. Mas fora dos canais habituais observam-se indícios de rivalidade, desconfiança e receio sectário mútuo entre os dois países muçulmanos.»

Diz Pipes que mesmo que Ancara desminta estar a ajudar o EIIS, as provas desse apoio não deixam de existir. 
Escreve um colunista da imprensa turca, Orján Kemal Cengiz, que «ao termos nós (Turcos) a maior fronteira com a Síria, o apoio da Turquia é vital para os jihadistas na hora de entrar e abandonar o país.» E, segundo Pipes, os centros dos jihadistas aglutinam-se nas imediações das fronteiras turcas.
Curdos, especialistas académicos e forças da oposição política na Turquia concordam em dizer que muitos sírios, turcos (cerca de três mil) e estrangeiros (sobretudo sauditas, e também gente que parte da Europa) cruzaram a fronteira turco-síria sem dificuldade, para irem combater como voluntários no EIIS. Aquilo a que o jornalista turco Kadri Gursel chama «autoestrada jihadista de duas vias» não tem tido obstáculos nos controlos fronteiriços e às vezes parece que até implica o apoio activo dos serviços secretos turcos. A CNN chegou a elaborar um trabalho sobre «as rotas jihadistas clandestinas de contrabando através da Turquia».
Os residentes turcos próximos da fronteira síria falam de ambulâncias turcas que estariam acudindo a zonas de combate curdo-jihadista e que rapidamente evacuariam os feridos do EIIS para centros hospitalares turcos. Há efectivamente uma fotografia na qual se pode ver um comandante do EIIS, Abú Mohamed, numa cama hospitalar a receber tratamentos por feridas de combate no Hospital Público de Hatay em Abril de 2014. 
Um político turco da oposição calcula que a Turquia terá pagado ao EIIS cerca de oitocentos milhões de dólares por carregamentos de crude. Outro político difundiu informações relativas a efectivos regulares turcos que estariam a ministrar instrução militar aos membros do EIIS. Há críticos a afirmar que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğán, reuniu-se em três ocasiões com Yasín al-Qadi, que teria vínculos estreitos com o EIIS e que o financiou.
O acima referido Cengiz escreve ainda que, quanto ao regime sírio de Bashar al-Assad, a Turquia «pensando que os jihadistas assegurariam uma rápida queda do regime de Assad na Síria, apoia os jihadistas, por mais que as autoridades (turcas) o desmintam» tal como «os países ocidentais e alguns países árabes em princípio e apesar das suas advertências posteriores.»
A cúpula da Rojava, região autónoma «de facto» [em Latim, algo que não está oficializado mas que se reconhece como factual] dos Curdos na parte ocidental do Curdistão, esta cúpula ou centro de comando está cada vez mais alinhada com o movimento independentista curdo PKK, radicado em parte na Turquia, uma vez que parte do Curdistão constitui a zona oriental do Estado Turco. A jornalista turca Amberín Zamán não tem dúvidas em dizer que «até há pouco, a Turquia estava disposta a permitir que os guerrilheiros jihadistas atravessassem livremente as suas fronteiras» para combater os independentistas curdos.
Deve entretanto registar-se que uma instituição de caridade com sede em Istambul e que tem como acrónimo HISADER adoptou a insígnia do EIIS, que contém o credo da fé islâmica («Não há outros Deus senão Alá e Maomé é o seu profeta»):

Insígnia do HISADER:



Insígna do EIIS:





É também de ter em conta que conforme assinala o analista turco Mustafá Akyol, Ancara aceitava que «qualquer um que combata al-Assad é bom» e albergava «certa inquietação ideológica com a aceitação de que os islamistas podiam fazer coisas atrozes». Isto produziu, diz, uma «certa cegueira» relativamente aos jihadistas violentos. O que não surpreende, acrescento eu, quando se recorda que o próprio primeiro-ministro turco defendeu o famoso «genocida de Darfur» argumentando que um muçulmano «não pode ter cometido crimes como os que lhe são imputados»...
Afirma Pipes, de resto, que o EIIS é muito popular na Turquia. E tal é o apoio turco que a publicação virtual Al-Monitor insiste para que a Turquia feche as suas fronteiras ao EIIS enquanto a Rojava (a zona curda acima referida)  ameaça Ancara com «duras represálias» a menos que a ajuda turca ao EIIS cesse.

Em suma, a Turquia, inimiga do regime de Assad e dos independentistas curdos, pode bem estar a apoiar o EIIS, o que pode agravar as tensões entre Turcos e Iranianos.

Esta é mais uma achega para se perceber o perigo que é deixar que a Turquia entre pela Europa adentro, como quer a generalidade da Direita capitalista e da Esquerda europeia.


sábado, Julho 19, 2014

LUCÁRIA


Dia 19 de Julho é data da celebração da Lucaria, ou festa realizada num bosque sagrado. No caso de Roma a referida floresta ficava perto da cidade. O termo «Lucaria» deriva de «Lucus», ou bosque, e tem um teor religioso. Uma variante do nome «Lucaria» é «Lucéria».
Este elemento religioso da cultura romana parece ser um dos pontos em comum entre Celtas e Latinos, pois que os primeiros também tinham os bosques em alta consideração sacral.
Na Galiza, a cidade de Lugo deriva a sua designação ou do teónimo céltico Lugus (o maior Deus do Ocidente Céltico, amplamente adorado na Gália e na Irlanda, e, provavelmente, igualmente venerado na Ibéria céltica) ou do Latim «Lucus». Ora tendo havido na Galiza uma antiga povoação de nome Nemetóbriga, em que «Nem-» constitui raiz céltica para expressar «sagrado» e «briga» designa povoação em lugar alto e fortificado, é provável que tal sacralização do bosque esteja ligada ao nome de Lugo.
Entre os Romanos esta festa tinha um significado mais propriamente histórico. Depois da derrota dos Romanos perante a horda invasora gaulesa, em 363 a.u.c. («ab urbe condita», isto é, «desde a fundação da cidade» - datação romana pagã), ou 390 a.c.(antes da era cristã), os romanos sobreviventes esconderam-se nos bosques (lucus), razão pela qual este dia é consagrado à Lucaria. Os ditos sobreviventes reuniram-se em seguida e, num ataque surpresa, exerceram vingança sobre os Gauleses, os quais entretanto estavam já a deixar para trás o Lácio. Esta lenda pode ser mais simbólica do que propriamente histórica e não é impossível que tenha surgido para explicar uma arcaica adoração dos ou nos bosques, elemento que, como se disse acima, os mais antigos Latinos partilhavam com os seus parentes Celtas.
A festividade da Lucária celebrava-se num pequeno bosque entre a Via Salária e o rio Tibre e nenhum Deus era referido pelo nome, usando-se, na purificação da floresta, a invocação Si Deus Si Dea, significando «Sejas Deus ou sejas Deusa», o que traduz uma concepção de Sagrado abstracto e imanente na floresta, algo de numinoso, Potência Nua, sem personalidade, pura Divindade.
A Lucaria constitui, em termos rituais, a limpeza do chão na mata para «deixar entrar a luz» e era celebrada no bosque de Leucaria, entre a via Salária e o rio Tibre, a 19 e 21 de Julho, com um dia de intervalo; há indícios de que teria lugar de noite.
O académico espanhol Garcia Quintela associa a Lucária ao cerimonial céltico irlandês de Taltiu, mãe de Lugh (versão irlandesa do nome Lugus), e ao festejo, na Galiza, de santos locais no final de Julho ( http://webspersoais.usc.es/export/sites/default/persoais/marco.garcia.quintela/_configuration/pdfs/GarciaQuintela_2006_SolarCycleLandscape.pdf ).
A festividade dá, ou reconhece, todo um sentido sacral, exaltante, a uma actividade necessária ao bem-estar da população.

UM BOM MULTICULTURALISMO - O ENCONTRO DA TECNOLOGIA ALEMÃ COM A CULTURA ISLAMISTA



Consta que no Reino Unido e na Irlanda o anúncio é dos mais populares e até há telespectadores que se informam sobre o horário da sua emissão...

EXPLORAÇÃO E QUASE ESCRAVATURA NO ALENTEJO

Fonte: http://observador.pt/especiais/trabalhadores-agricolas-em-odemira/   (texto original, abaixo a itálico, redigido de acordo com o aborto ortográfico mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)
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Em Odemira, os empresários agrícolas queixam-se que os portugueses fazem demasiadas exigências e não querem trabalhar. A opção foi empregar tailandeses, que não se importam de viver em contentores.
- “A tua casa lá na Tailândia é tão boa como esta?”
- “É melhor…”
A pergunta é de João Gonçalves, técnico agrícola de uma das maiores produtoras nacionais de tomate, e deixou inquieto Som Phong, 33 anos. “Casa, casa”, diz Som Phong, apressando-se para dentro do contentor metálico onde vive. O espaço total de 15 metros quadrados foi dividido para que o casal que também ali se encontra possa ter mais privacidade. Na parte que calhou a Som Phong há um beliche com duas camas colado a uma parede e um colchão encostado à parede oposta. É difícil imaginar três pessoas de pé ali dentro. Som Phong encontra um saco pequeno com três álbuns de fotografias.

Casa, casa!”. Numa das imagens que Som Phong exibe com orgulho, a mãe e a irmã aparecem à frente de uma grande porta de madeira com um desenho em relevo. Noutra, veem-se dois andares de uma casa cujo piso térreo é de cimento e cujo piso superior está coberto por painéis de madeira. Som Phong vira o rosto para nós e fecha os olhos lentamente. “Não é muito diferente disto”, diz João Gonçalves.

Sábado, 12 de Julho de 2014. O presidente da Câmara Municipal de Odemira, José Alberto Candeias, visita as estufas da empresa de tomate na freguesia da Longueira/Almograve. Aparentemente tudo vai bem nesta sociedade agrícola, que exporta para Espanha e França 80% da produção, mas há um problema que incomoda o director: é muito difícil encontrar trabalhadores portugueses que queiram dedicar-se à agricultura.
Desde Maio entraram ao serviço 20 portugueses. Só cinco continuam até agora. “Alguns fizeram uma manhã e foram embora”, diz o director da empresa que emprega cerca de 170 trabalhadores, dos quais apenas 22 são portugueses e só oito trabalham nos campos. Os restantes são supervisores (três), técnicos (cinco), motoristas (dois) e administrativos (quatro). O relato feito pelo empresário soa familiar ao presidente da Câmara Municipal de Odemira, que diz ao Observador ser muito comum ouvir empresários locais queixarem-se da dificuldade de recrutar mão de obra portuguesa e do abandono do local de trabalho ao fim de pouco tempo.
À semelhança do que acontece em outras sociedades agrícolas da região, a solução, segundo Telmo Rodrigues, passa por dar emprego a imigrantes romenos, moldavos e tailandeses. Em breve, a empresa vai acolher um grupo de 20 nepaleses e mais 20 tailandeses, ainda que o director não saiba de que forma estes trabalhadores vão chegar a Portugal. “Se calhar são eles que pagam a viagem, não faço ideia”.

Contrariamente aos imigrantes, os portugueses não têm motivação para trabalhar na agricultura, diz Telmo Rodrigues, que justifica esta situação com uma opinião: “Há pessoas que querem ganhar a vida sem trabalhar e isso acontece em Portugal, em Espanha e no mundo inteiro”. O director desta sociedade agrícola está convencido que é por isso que “90% dos trabalhadores agrícolas de todos os países são estrangeiros”.
José Alberto Candeias pensa que esta falta de motivação está relacionada com “o desprestígio do trabalho agrícola e com o aumento da qualificação dos trabalhadores”, mas diz que noutras épocas “a necessidade levaria as pessoas a permanecer na agricultura até encontrar outra actividade mais atractiva”. Telmo Rodrigues acha que muitas vezes os portugueses que trabalham nas suas quintas só o fazem “para não perder o subsídio”. Mesmo assim, o empresário diz que quer “dar trabalho a quem quer trabalhar” e colabora com o Centro de Emprego de Sines na tentativa de encontrar trabalhadores nacionais. Já entrevistou muitos portugueses e garante que é possível perceber se os entrevistados têm ou não perfil para a agricultura. “Não gosto quando começam a fazer muitas exigências salariais e de transporte. Quando acham que o salário é pouco…”

O empresário tem “consciência de que o salário mínimo é baixo”, mas diz que esse “é um problema político” e que não pode pagar valores mais elevados do que os 485 euros mensais porque na concorrência não existe nenhuma empresa que o faça. O concelho de Odemira, onde há duas quintas desta empresa, é o maior município português em extensão territorial, estando dividido em 13 freguesias. A boa qualidade da água, o clima temperado e a luz são algumas das características que tornam esta zona um lugar ideal para a prática da agricultura. Mas a região enfrenta alguns problemas relacionados com o acesso e os transportes, o que dificulta a distribuição dos produtos e a deslocação dos trabalhadores.

Telmo Rodrigues diz que não é fácil encontrar, nas aldeias mais próximas, pessoas suficientes para satisfazer a procura da empresa e admite não conseguir suportar os custos de transportar trabalhadores portugueses que vivem mais longe: “É complicado irmos buscar uma pessoa a 50 quilómetros de distância”. Ao Observador, José Alberto Candeias diz que a falta de mobilidade de alguns trabalhadores portugueses é um problema e compreende que nessas circunstâncias “não se pode aceitar um emprego em que se pague pouco e se trabalhe para aquecer”.
No caso dos imigrantes romenos e moldavos, que muitas vezes partilham casa em aldeias próximas, é mais fácil assegurar o transporte. Os tailandeses que vivem perto das estufas não precisam de se deslocar. Telmo Rodrigues diz ao Observador que, ao contrário dos outros trabalhadores da sua empresa, os tailandeses escolhem viver perto da quinta, dentro dos contentores. “Preferem viver mais apertadinhos. Estão habituados a viver em comunidade”.
A poucos metros das estufas são instalados complexos com quatro contentores: dois dormitórios com três beliches de duas camas, uma cozinha e uma casa-de-banho com três chuveiros e três sanitários. Segundo Telmo Rodrigues, todos os contentores têm as mesmas dimensões – dois metros e meio por seis – e isolamento térmico.
O empresário assegura que os trabalhadores não pagam renda, nem contas. A água canalizada que chega a estes contentores é a mesma que se utiliza na quinta de forma gratuita. Telmo Rodrigues diz que em breve serão instalados contadores de eletricidade para impedir que os trabalhadores ultrapassem um determinado nível de consumo e para prevenir situações de desperdício. “Às vezes estão aí com os radiadores ligados e as janelas abertas…”

Telmo Rodrigues diz ao Observador que tenta não interferir na vida dos tailandeses, ainda que não lhe agrade muito as modificações que estes por vezes fazem, como os telheiros feitos de lona verde que muitas vezes cobrem os contentores ou funcionam como garagens improvisadas para os automóveis. Nas áreas de contentores acumulam-se centenas de garrafões de água e estende-se a roupa para secar. Também há hortas que os tailandeses plantaram e de onde colhem pepinos, ervas aromáticas e piri-piri.

Quando entram as condições são umas. Quando saem…”, lamenta Telmo Rodrigues ao mostrar alguns contentores vazios que em breve vão servir de casa a novos trabalhadores tailandeses. Na quinta da empresa na Zambujeira do Mar, João Gonçalves hesita em mostrar-nos os contentores porque, diz, “os tailandeses são porcos por natureza”.

Palmira Encarnação Cruz, 49 anos, trabalhou 13 dias na empresa de Telmo Rodrigues. Como vive a cerca de 40 quilómetros das estufas de Almograve, o empresário forneceu-lhe uma carrinha para que conduzisse uma equipa de portugueses até à quinta. Alguns dos colegas de Palmira Encarnação Cruz desistiram passado pouco tempo. “Eram dez horas todos os dias e queriam que trabalhássemos aos sábados. Dentro da estufa faz muito calor. Alguns fartaram-se daquilo”, diz ao Observador. A antiga trabalhadora agrícola diz que o ordenado era baixo para “uma escravidão de tantas horas” e queixa-se que a pausa de 20 minutos durante a manhã “era paga com mais trabalho” porque saíam todos os dias às 19h20.
Um dia, Palmira Encarnação Cruz teve de ir a uma consulta. O médico disse-lhe que tinha três hérnias discais e que não podia continuar a trabalhar no campo. Palmira Encarnação Cruz diz que informou Telmo Rodrigues, que lhe disse: “É melhor a gente ficar por aqui… Fica em casa, vai-se tratar e fica assim. Uma vez que possas vir, tens a porta aberta”. Ao Observador, Palmira Cruz admite que preferiu ficar desempregada. “Para voltar para lá tinha de levar o carro sozinha e eram pelo menos 80 quilómetros todos os dias. Assim não ganhava para o gasóleo. Preferi ficar com o subsídio”.

Manuela Leal, 33 anos, foi entrevistada para trabalhar na empresa de Telmo Rodrigues, mas não chegou a ser contratada. “O senhor disse que entrava em contacto comigo. À partida sabia que ele não metia pessoas portuguesas, mas não sei porque é que não fui chamada”. Acabou por conseguir emprego noutra empresa da região, mas, como conta ao Observador, um dia, levantou-se para endireitar as costas e foi denunciada por não estar na posição correta. “Não se pode estar de joelhos nem de pé. É um sistema um bocado fascista”, diz.
Manuela Leal não gostou e foi embora. Actualmente trabalha nas estufas de framboesa e está satisfeita com as condições. Ao salário mínimo acrescem as horas extra que em parte são pagas ao mês, sendo que o restante vai para um banco de horas e é pago depois de três meses. Para esta trabalhadora agrícola, há poucos portugueses nos campos porque o “salário é baixo”, mas também porque têm menos tolerância para “certo tipo de tratamento”. Há muito tempo que Manuela Leal ouve comentar, nos cafés e na comunidade, que “os estrangeiros são carne para canhão”, trabalhando “dia e noite” e que os portugueses “não se sujeitam a isso”.
Ângela Mestre, 37 anos, trabalhou durante maio de 2014 na empresa de Telmo Rodrigues e diz que só saiu porque o antigo patrão a chamou de volta para trabalhar num estabelecimento de turismo rural local. Sobre a curta experiência agrícola, Ângela Mestre diz que “é um trabalho que se consegue fazer” e acrescenta que “há trabalhos mais duros”. O pior, diz, “é o calor na estufa”.

Não é calor que se sente aqui. É uma sensação artificial de sufoco. Como se o espaço disponível para respirar não fosse suficiente. Por cima, aberturas no plástico caiado revelam faixas de um azul claro e luminoso que aliviam momentaneamente.

Telmo Rodrigues admite que em alguns dias de calor excessivo trabalhar nas estufas pode ser “massacrante” e “duro”. Nesses dias, “até as flores murcham” e o empresário sabe que “se as pessoas não aguentam, também não é bom para a planta”. Mas, para além do calor, Telmo Rodrigues não entende as queixas de que o trabalho é árduo. Começa a limpar as plantas e a tirar-lhe as folhas. Depois, prende a rama a um cordão com uma mola. “É assim tão difícil?”
Segundo o director desta empresa, o horário de trabalho começa às 8h e termina às 17h20, existindo dias em que é necessário fazer nove horas. Por vezes é preciso trabalhar durante os fins de semana. Isabela Rusu, 26 anos, diz que o dia de trabalho dura até às 19h20, mas “fácil”. A romena trabalha com a irmã, Adriana Ivascu, 25 anos, que pensa que o que recebem não é suficiente para aquilo que fazem. “Mas nós na Roménia não conseguimos encontrar trabalho”, diz. Para além disso, a mãe, empregada de limpeza, trabalha toda a semana e tem um salário de 100 euros. Segundo Adriana Ivascu, o ordenado que recebe em Portugal dá “para a renda, para comida e para enviar um pouco à mãe”. Quanto aos colegas portugueses que desistiram, Adriana Ivascu é taxativa: “Os portugueses não gostam de trabalhar… Trabalhamos nós”. “Diziam que estava muito calor… Não estão habituados!”, continua a romena.

Consigo perceber o que os portugueses têm na cabeça”. Grigore Diaconu, 31 anos, é encarregado geral nas estufas de Almograve e diz que mais de metade dos portugueses que ali chegam o fazem apenas para “não dizerem que não têm trabalho”.
Grigore Diaconu chegou há dez anos da Moldávia e diz que apesar de a adaptação ao trabalho agrícola não ter sido “fácil”, ninguém trabalha tanto tempo nos campos “se não gostar daquilo que faz”.
O trabalho fácil não é. O calor é um problema. Mas dizer que é muito duro também não…”. Grigore Diaconu tem duas filhas nascidas em Portugal e não sabe se algum dia vai regressar à Moldávia. “Nunca se sabe para onde a vida vai”. Mas diz que não se arrepende dos dez anos que passou aqui. “Não penso que perdi tempo. As coisas que consegui comprar na minha terra…”
Telmo Rodrigues diz que Grigore Diaconu “está bem”, recebendo cerca de 50% mais do que os restantes trabalhadores agrícolas. Um exemplo de que “é possível fazer carreira”, como defende o empresário. “Os supervisores de hoje fizeram trabalho de colheita, plantações…”
O director da empresa de tomate diz que alguns dos trabalhadores que saíram das suas estufas para procurar melhores condições noutros locais “só não regressam por uma questão de orgulho”. Telmo Rodrigues sabe que há tailandeses que são maltratados nas empresas onde trabalham e diz que paga todas as horas extra aos seus empregados. “Não temos cá essa coisa do banco de horas”.
Isto para eles é uma maravilha”, diz Telmo Rodrigues, que sabe que alguns dos trabalhadores que tentaram voltar para os países de origem não conseguiram ficar, regressando à empresa. “Às vezes vão embora, mas depois aparecem outra vez. Já se habituaram ao nível de cá”.


Não admira que haja tanta gente endinheirada que é a favor da imigração em larga escala... e a Esquerda curiosamente fala pouco nisto, borrifando-se assim para os trabalhadores portugueses que tenham de «competir» por trabalho com gente habituada a viver quase abaixo de cão.