domingo, maio 01, 2016

ALVOR DE MAIO


A respeito do significado religioso pagão do Primeiro de Maio, já neste blogue se disseram umas quantas palavras, que podem ser lidas aqui, texto que fala maioritariamente da tradição romana, nomeadamente sobre a Florália, por um lado, e da tradição céltica mais bem conhecida, a da Irlanda, que é o Beltaine, por outro. No caso de Portugal, não há, até agora, registo do que fariam nesta data os Celtas e/ou Lusitanos que viveram em território português. Perante tal escassez de fontes religiosas lusitanas e/ou célticas hispânicas, muitos pagãos portugueses têm, compreensivelmente, ligado a sua prática ao rito e mito da Irlanda, isto é, dos parentes célticos conhecidos mais próximos... A celebração céltica, em particular, começa de noite, pelo menos em Gales, onde é conhecida pelo nome de Nos Galan Mai, celtização de expressão latina que em Português se traduz como Noite das Calendas de Maio. Isto porque a região de Gales, ao contrário da Irlanda, foi invadida e romanizada.
Mas, porque no folclore nacional se encontram vestígios do Paganismo indígena, pode o estudo das tradições folclóricas nacionais ser proveitoso para quem queira reconstruir, ou recriar, um caminho religioso para o culto das antigas Deidades deste extremo ocidente europeu. Vale por isso a pena dar uma vista de olhos às notas e observações do arqueólogo Adriano Vasco Rodrigues, na sua obra «Os Lusitanos, Mito e Realidade» (pags. 176 e ss., Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1998), notas estas que podem servir de base para a elaboração de um ritual neo-pagão, que permita abrir os Portais do Céu, por assim dizer, para que deste modo possam os actuais descendentes da grei castreja re-ligar-se aos Deuses da sua herança etno-religiosa:

«Um dos documentos que consideramos de maior interesse é o da leitura da inscrição da chamada Lage da Moira, do Cabeço das Fráguas, Guarda, cujo testemunho epigráfico divulgámos há anos, sob a designação de inscrição de tipo «porcom» (9).
Reconstituição do Castro Lusitano de Cabeço das Fráguas, século V a.c.


O Cabeço das Fráguas na actualidade
Lage da Moira, contendo a inscrição do Cabeço das Fráguas

A tradução desta lápida foi feita pelo professor António Tovar, então na Universidade de Madrid. Segundo este investigador, ela refere uma suouetaurilia, isto é, o sacrifício de um touro, um porco, um cordeiro e uma ovelha, a Divindades indígenas.


 A leitura é:
"Uma ovelha para Trebopala; um porco para Laebo (...) um cordeiro para Trebaruna e um touro de cobrição para Reve".

Este sacrifício expressa uma prática indo-europeia. Esta inscrição teve também um extraordinário interesse para o avanço no estudo da língua dos Lusitanos. Serviu de base ao encontro de Lisboa, de 1980, para o estudo das línguas pré-latinas.
Quanto à tradição, ainda hoje, no dia 3 de Maio, rapazes e raparigas das povoações próximas do Cabeço das Fráguas sobem ao alto daquele monte, dançam, cantam e merendam um cabrito ou um borrego assado. Virá desses tempos este hábito? Não nos repugna aceitar que sim, pois é o único monte onde tal prática existe, embora seja hábito na região da Guarda fazer uma merenda, no campo, nesse dia.
É tradição, na crença popular, de que as grandes trovoadas nascem no Cabeço das Fráguas, fenómeno que ocorre sempre que da Guarda se vêem nuvens negras pairando sobre o Cabeço.
O nome «Fráguas» resulta das forjas que os romanos mantiveram na base daquele monte e que servia para fundir o ferro explorado nas imediações. No sopé do Cabeço encontrei, numa prospecção, catorze lápidas romanas anepígrafes, o que mostra pode ter havido ali um culto a Vulcano. A tradição de que de lá provêm as Trovoadas, ajuda a essa hipótese.
No alto de Cabeço das Fráguas, havia um castro, onde efectuei sondagens, em 1957. Fui informado por um pastor de que próximo, no Vale Grande, próximo havia uma inscrição parecida com a da Lage da Moura. Não conseguimos localizá-la, nem voltámos a ver o pastor...
Na base daquela elevação construíram uma capela a S. Domingos, o que mostra que a tradição cultural foi cristianizada...
A data de 3 de Maio, que a igreja consagra (Dia de Santa Cruz), pode também ligar-se a cultos pagãos indo-europeus e célticos, que sobrevivem no Dia das Maias. É costume, nas festividades beirãs e transmontanas, ofertar borregos aos santos festejados, arrematando-os depois no bazar de oferendas. Também é frequente os pastores levarem o rebanho a cumprir novenas em torno de certas capelas de santos ou santas da sua devoção, obrigando os animais a dar nove voltas, práticas que, pelo seu carácter supersticioso e pagão, muitos sacerdotes católicos, normalmente, contrariam. Em Trás-os-Montes ainda se conserva, em alguns lugares, no Felgar, por exemplo, o hábito de incorporarem na grande procissão do ano, juntas de bois, levando sobre as hastes sacos com cereal. No dia de Páscoa é costume entre as populações vizinhas do Penedo Durão, sobranceiro ao Douro, em Freixo de Espada-à-Cinta, subirem a esta eminência para comerem o folar. O radical celta «Duro» significa «forte», «áspero» e «escarpado».
Voltando à inscrição da Lage da Moira, vemos que se refere a quatro Divindades lusitanas: o touro e a ovelha, como animais de sacrifício.
Chamamos a atenção para o facto de sobreviver naquela zona, como topónimo, a palavra «Pala» (povoação perto de Pinhel), usado também como nome de família. «Pala» encontra-se também em Trebopala. Há um topónimo igual perto da Régua. Poderá explicar-se pela actividade transumante dos povos da Serra da Estrela para o Douro. O elemento «pala» encontra-se em topónimos Tondopalandaigae. A raiz de Trebopala significa «casa». Existe no nome da povoação céltica Contrébia, no rio Trébia (Itália), no povo Arotrebae, no noroeste da Hispânia e na cidade de Tríbola, que aparece nas campanhas de Viriatho.
Trebaruna deriva de Treb-aruna, ou arona.
Reve ou Reue entra em teónimos do noroeste peninsular: Reue LanganidaeguiReue LanganitaecoReue Anabaraeco. A raiz é reue ou ru.
De Laebo pouco se sabe.
A palavra «touro» sobrevive no topónimo Vila do Touro, povoação vizinha do Cabeço das Fráguas. Na inscrição lê-se «Taurom». Até há poucos anos, outra povoação do mesmo concelho chamava-se «Porco», nome que alterou para Aldeia Viçosa. Na inscrição aparece Porcom. Não sei até que ponto podemos relacionar estes topónimos com a inscrição mas do que não resta dúvida é que uma actividade ligada ao gado vacum e à criação de porcos justificaria estas nomenclaturas.
Próximo do Cabeço das Fráguas, fica a povoação de Panoias. Também no concelho de Vila Real há o topónimo Panoias, ligado a uma inscrição evocativa de Numina Lapiteraum, num santuário ou local de sacrifícios. No distrito de Évora há outra povoação com o nome de Panoias. Este nome merece estudo até pela sugestão fonética com a Panónia, região com interesse no mundo céltico. Terão origem num radical comum?»

sexta-feira, abril 29, 2016

PETIÇÃO A FAVOR DE UM HOSPITAL VETERINÁRIO PÚBLICO

Vamos levar a assembleia uma ILC ( iniciativa legislativa de cidadaos) para que seja criado um hospital publico para animais, 
Como se torna difícil a recolha pessoal das assinaturas e porque nada diz que seja contra, criei o email hospitalpublicoveterinario@hotmail.com para que sejam recolhidas as assinaturas como a lei prevê, juntamente com número de cartão cidadão e numero de eleitor, após a recolha do total das assinaturas irei enviar tudo ao PAN para apresentar na Assembleia da Republica. Assim peço que assinem num folha coloquem o n.do cartão cidadão ou bilhete identidade e não esquecer numero de eleitor ou então foto dos referidos documentos, para que se consigam as assinaturas necessárias para que seja automaticamente criada Lei da republica portuguesa a criação do hospital veterinário. 
Atenção que a petição serve para levar a discussão o assunto na Assembleia e uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos será automaticamente Lei. 
Partilhem, divulguem, os nossos animais merecem melhor tratamento, já que há dinheiro para outras coisas que tal tratarem melhor os animais nos fazemos descontos em tudo por isso vamos lutar pelo bem deles. 
Em baixo esta explicada a diferença e o motivo de se pedir os documentos referidos.
Uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos ( ILC ), é um projecto de lei redigido e submetido à apreciação parlamentar por parte de um grupo de cidadãos. Para que a ILC seja admitida para discussão e votação pelo plenário da Assembleia da Republica é necessário que o texto da ILC seja subscrito, por um mínimo de 35,000 cidadãos eleitores. 
Embora totalmente distintos, quer a ILC quer a PETIÇÃO, são instrumentos de cidadania: 
Enquanto que na petição são admissíveis assinaturas electrónicas, na ILC elas só podem existir em papel; na petição, basta indicar o nome e titulo de identificação, na ILC é necessário assinar mesmo física e materialmente, indicando também os dados de recenseamento individuais; uma petição serve – no máximo, se aprovada – para pressionar órgãos de soberania, podendo resultar numa acção recomendada a algum ou alguns deles, enquanto que uma ILC – no mínimo, se aprovada – será uma verdadeira Lei da Republica, para vigorar na ordem jurídica nacional. 

Para assinar, clicar aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT80832

A «DIREITA» PARLAMENTAR TUGA SEMPRE AO ASSALTO CONTRA AS CLASSES BAIXAS


Diz bem «Uma Página Numa Rede Social» aquilo que a «Direita» parlamentar é e sempre foi:

(...)
Entretanto, em vez de comemorar a revolução de Abril, a Direita aproveitou a ocasião para criticar as políticas de reposição de direitos e rendimentos que recuperam valores mínimos de igualdade e justiça social.
É esta mesma Direita, PSD e CDS-PP, que há anos tenta alterar o texto da Constituição, para eliminar as expressões "tendencialmente gratuito", no capítulo da saúde, e "sem justa causa", na proibição dos despedimentos.
Foi esta mesma Direita que votou contra a Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde, em 1979.
(...)

Por isso repito - mal por mal, antes um governo desta Esquerda foleira do que ter esta «Direita» de volta ao poder. Salve-se o País de uma merda destas.

ACÇÃO CONTRA OS MATADOUROS - AMANHÃ




https://www.facebook.com/events/228452597519547/


SOBRE OLIVENÇA, AINDA PORTUGUESA

Antes de morrer, os oliventinos chamam por Deus. Assim, em Português, disse-nos um historiador de Estremoz. Sorrimos, condescendentes, e desvalorizamos. Duas horas depois, um oliventino diz-nos que, no leito de morte, as últimas palavras de quem nasceu em Olivença saem em português. Sorrimos novamente, começamos a acreditar. Até que, quatro horas depois, outro oliventino conta-nos a mesma história: assim, sem que tenhamos sequer perguntado. Aí, deixamos de sorrir. Se, por um lado, pensamos que estão a gozar com a nossa cara e que a ideia mais não passa do que um dito romântico, por outro, a solenidade com que nos falam faz-nos crer que efectivamente ficou algo de muito português na alma destas pessoas.
Partimos para as entrevistas – e para Olivença – num dia em que a primavera banhava a Estremadura em todo o seu esplendor, com a ideia lacada de que os pedidos foram unicamente feitos de uma perspectiva pragmática. Afinal, possuir duas nacionalidades traz potencialmente (ou, pelo menos, o dobro) das oportunidades. As respostas que ouvimos dos nossos novos conterrâneos acabaram por mostrar muito mais sentimento do que esperávamos encontrar. Tanto que ouvimos a palavra saudade em quase todas as entrevistas. Tanto, que saímos de Olivença com a sensação de que aquela terra no limbo, palco de história, de lutas e desencontros, tem uma magia especial. E a culpa não foi sequer dos monumentos, ou das chaminés alentejanas misturadas com janelas cobertas de grades de ferro forjado espanhol. A culpa foi de Ana Marquez, Joaquín Fuentes Becerra e José Antonio Carrilo. “Somos espanhóis, mas também somos portugueses. No fundo, somos oliventinos”, explicou ao B.I., num português quase perfeito, Joaquín Fuentes Becerra, membro da associação Além Guadiana, criada em 2008, que se dedica a explorar a biculturalidade de Olivença.Sentimentos etéreos à parte, passamos aos números: 456 oliventinos já pediram a nacionalidade portuguesa. Desses, 196 esperam autorização.
Encontramo-nos no pátio de casa dos pais, debaixo de um limoeiro carregado. Antes, perguntáramos a  dois polícias onde fica a Calle de Portugal. “A Avenida de Portugal, quer dizer! Por ali, à direita, é muito perto”. E ainda levamos um “de nada” em resposta ao nosso “muito obrigado”. Não é, no entanto, sempre assim. Há uma geração que já não fala ‘português oliventino’. E há outra – a de Joaquín – determinada a que a lusofonia não se perca dentro das ameias de Olivença, mesmo que isso implique ter de aprender a língua, de forma autodidacta ou até dentro de uma sala de aula.“Os meus avós falavam Português entre eles e, connosco, sempre em Castelhano”, conta. Esta versão repetir-se-á à medida que vamos falando com mais gente. “O Português era visto como uma língua de retrocesso, do passado, por isso não era ensinada às crianças”. Uma sociedade reprimida pela ditadura franquista apressou o esquecimento.
Os membros da Além Guadiana põem-se à margem da questão política e territorialista - a cultura é, segundo Joaquín, o que os move. E aqui há culturas. Uma, que fundou a vila alentejana e foi soberana durante cinco séculos - a portuguesa. Outra que, depois da Guerra das Laranjas (mais lírica, em nomenclatura, só mesmo a Guerra das Rosas), detém o município: a espanhola.
Versos à parte, a transição é contada com alguns relatos menos simpáticos. Proibição total de falar Português, escudos com armas de famílias lusas picados, e até proibição de rezar a alguns santos tradicionalmente portugueses, como o Santo António. Resultado: dois séculos depois, os oliventinos sentem-se espanhóis. Espanhóis, mas...  E esse mas ficou gravado no ADN como ferro em brasa (nuns mais do que noutros, é verdade). Que o diga Ana Marquez, 35 anos, professora de Inglês e Português no IES Puente Ajuda e cantora no grupo de folk bilingue Acetre. “Em Fevereiro, cantámos uma versão da música alentejana ‘Erva Cidreira’ com o grupo Cantares de Évora. Foi um momento lindo, de sentimento, de emoção, de saudade. Até chorámos”.
A emoção de que Ana fala também é sentida um bocadinho todos os dias – e cada vez mais – nas aulas. “Cada vez tenho mais alunos nas minhas aulas de Português, há muitíssimos”, conta. Aprender Português é opcional, mas a verdade é que as turmas estão cheias e, num dos dias que o B.I. passou em Olivença, houve uma reunião com representantes de todas as escolas do município, a Além Guadiana e a Câmara Municipal, para se agilizarem estratégias de ensino da língua. “Esta comissão foi criada não só para programar o ensino nas escolas mas também para delinear estratégias para a  comunidade compreender a importância da língua”, conta Ana. “Os alunos querem aprender não só pelo passado mas também a nível de oportunidades, quando tiverem, por exemplo, de ir para a universidade. E não são apenas os alunos, há muitos pais a estudar Português”. Motivações à parte, a professora considera que os alunos de Olivença têm uma aptidão especialíssima. “O sotaque é muito bom, muito melhor do que noutras pessoas de outras partes de Espanha”.
Para ela própria é motivo de orgulho quando, em Portugal, lhe perguntam de que zona do país é. “Dantes diziam-me que falava muito bem e, mesmo quando estudei no Reino Unido, perguntavam-me se era portuguesa. Agora já sou!”. Ana foi uma das primeiras pessoas a pedir e obter a dupla nacionalidade, há cerca de dois anos. “No meu caso, em termos profissionais não tem relevo absolutamente nenhum. Pedi a cidadania portuguesa por uma questão de saudade. Por uma questão de identidade”. Pelas conversas com amigos e colegas, acredita que, no futuro, a maioria dos oliventinos escolherá o mesmo caminho.“Na escola estamos a fazer um trabalho importante para recuperar o nosso passado português e trazê-lo para o presente”.
E, aos poucos, o presente de Olivença vai tendo cada vez mais marcas e cidadãos portugueses. Por exemplo, desde 2010 que a toponímia portuguesa das ruas voltou a estar presente, em azulejos que indicam os antigos nomes portugueses por baixo dos espanhóis. “As duas culturas são vitais para que se perceba Olivença”, diz-nos Joaquín,  guia turístico de profissão e além de um dos fundadores da Além Guadiana. “Para nós, a biculturalidade não é uma questão diplomática. O Além Guadiana é fruto de um grupo de oliventinos e oliventinas com diferentes ocupações mas uma sensibilidade comum, que tiveram noção que era preciso, através de um movimento de cidadãos, valorizar a cultura portuguesa em Olivença”.
Um dos pilares mais importantes do trabalho da associação é a própria língua. “O Português foi a língua do povo até meados do século XX, mas por diferentes causas esse português oliventino entra em declínio. Chegou a uma altura em que apenas os mais velhos falavam. Penso que o que estamos a fazer nesse sentido está a ser positivo, agora está muita gente a aprender. Estamos a por o nosso grão de areia neste processo”, diz a rir.
No caso de Joaquín, essa aprendizagem tem sido feita fora das salas de aulas. “Não tive a sorte de ter a língua portuguesa na escola. Os meus avós falavam Português, mas os meus pais falaram comigo em Castelhano, isto aconteceu em todas as famílias e foi assim que se deu a ruptura geracional. O meu mau português é auto-didacta”, diz, quase sem sotaque. E está a ensinar as filhas de 12 anos. “Procuro que se familiarizem com as palavras, espero que mais adiante elas possam ter ferramentas para aprender português nas escolas”.
Também Joaquín fala da comissão criada no final do ano passado para potenciar o ensino bilingue nas escolas do município. “Em algumas escolas ainda não há aulas de português, noutras é completamente simbólico. Mas essa tendência está a mudar. Queremos criar um plano  para que as crianças, desde muito pequenas, possam aprender a língua. E um plano que assegure continuidade ao longo das etapas educativas”, afiança.
Perguntamos a Joaquín se esta decisão e esta vontade também é estratégica, fora os pós do romantismo cultural e da saudade de que nos falam repetidamente. “Às vezes não sei onde termina uma coisa e acaba a outra, está tudo interligado. Tudo isto tem para nós um fundo cultural, afectivo, mas também económico. Olivença tem no seu próprio carácter e história esta grande ferramenta de futuro, tem é que ser bem aproveitada”.
Se é uma questão também estratégica, porque não acontece o contrário em Elvas, porque não aprendem estes portugueses nas escolas a falar Espanhol de forma reiterada e sistemática? “Sim, os portugueses de Elvas podiam aprender de um ponto de vista exclusivamente económico, é muito interessante”, diz Joaquín. “Mas mas aí entra o factor emotivo que nós temos. Não nos podemos esquecer que, para os oliventinos, o português é uma língua própria. Não é uma língua estrangeira. Olivença ainda faz parte do mundo lusófono e nós queremos que continue a ser assim. Aqui fala-se Português sem interrupção destes os tempos de D. Dinis! Mesmo durante um século e meio depois da mudança de nacionalidade o Português manteve-se vigoroso”.
Joaquín resolve a questão da fronteira com uma retórica simples mas desarmante.“Sinto-me, verdadeiramente, espanhol e português, tenho duas nacionalidades. Há aqui uma coisa muito importante de que as pessoas se esquecem: para além das fronteiras, estão as pessoas. E as pessoas é que são as culturas. Ninguém tem dúvidas de que se fala Português no Brasil ou em Timor. Ninguém fala de fronteiras aí. O Português une-nos. Para além disso o que realmente importa?”
Para Joaquín e para a Além Guadiana, a fronteira não importa, portanto, para nada. Posa orgulhosamente para a fotografia com o símbolo das suas nacionalidades, e diz não ter dúvidas de que cada vez mais pessoas vão pedir o cartão de cidadão português. “Nos últimos anos houve uma grande mudança de mentalidade, antes havia tabus e preconceitos em relação à nossa história e a Portugal, mas isto começou a mudar através de várias actividades culturais”. O mais interessante do processo é, para Joaquín, a transversalidade. “Não podemos traçar um perfil das pessoas que estão a pedir a nacionalidade, há de todas as idades e com os mais diversos níveis académicos. Pode ter começado com pessoas mais sensíveis a nível cultural, mas alastrou-se muito rápido”.
Mas a língua é apenas um exemplo de como esse aproveitamento pode ser feito. “Há também a gastronomia, o património monumental muito interessante, há jóias como a igreja da Madalena, temos a história de personalidades importantes que nasceram aqui”. Esta Vernes, por exemplo, será lançada a confraria gastronómica de Olivença. O prato escolhido para símbolo? “É a sopa de tomate com figos, tomates, pimentos, oregãos, azeite, pão e, claro, figo. Mas há muitos pratos alentejanos que são também típicos em Olivença, como a sopa de batatas com beldroegas. E foi mantida a influência portuguesa na doçaria, a maior parte dos doces de Olivença tem ascendência alentejana”.
Joaquín é um entusiasta, um oliventino que quer usar este local “único na Península Ibérica que tem esta história tão pouco comum” como um sítio de encontros entre duas culturas, como um exemplo de união. E a Câmara Municipal não se tem alheado deste caminho, embora não tenha sido assim no passado.
Meia dúzia de passos ao lado da Madalena, está a Câmara Municipal, com um pórtico rodeado de esferas armilares e encimado de cruzes de Cristo, que é também a entrada principal do alcaide Manuel González Andrade, presidente da Câmara Municipal há dez meses. “Tenho muito orgulho no meu passado português... mas somos espanhóis”, diz a rir. O orgulho no passado e a tentativa de manutenção da história - importante para um grupo cada vez maior de oliventinos - já o fizeram, no entanto, tomar medidas: está a aprender Português, assim como os vereadores da Câmara.“Julgo que é importante, até para os municípios do interior, se unirem e explorarem potencialidades”.
Deixamos o alcaide, passamos novamente pela igreja, símbolo de cinco séculos de soberania portuguesa. “A Madalena, nada menos! Esse lindíssimo barco ancorado permanentemente em terra”, definiu-a assim Alfonso Franco Silva, professor catedrático de História da Idade Média na Universidade de Cádis e académico correspondente da Real Academia de História. Temos encontro marcado com outro historiador, desta feita português. E talvez o português que persegue mais insistentemente a história de Olivença.
Para Carlos Luna, o Professor de História em Estremoz, o encantamento começou ainda criança.  “Sempre ouvi falar de Olivença, desde miúdo, e sempre tive interesse pela história e por línguas. Lembro-me de, em 1968, muito miúdo, vir aqui com o meu pai. As pessoas falavam Português na rua”, conta o professor. “Em 1988, por simples curiosidade, voltei a Olivença, que não visitava desde criança. Nessa altura, falava às pessoas em Português e ninguém me respondia. Sentava-me nos cafés a falar com as pessoas sobre a história de Olivença e fechavam-me a porta na cara. “Não queremos hablar de historia”, até se sentiam ofendidos por perguntar. Só pensava que havia algo de errado, afinal a história deles era a minha também”, vai explicando, qual contador de histórias, com o seu sotaque alentejano cerrado. “Até que - e guardo esse episódio com algum carinho - na Rua do Buraco do Juiz [porque havia um juiz em Olivença, do tempo português, que quando era preciso fazer um julgamento mais importante desaparecia, e o povo de Olivença dizia que lá estava o juiz escondido no buraco], uma senhora dona de uma pastelaria, Carmela Fuentes, me chamou, em Português, e explicou que em Olivença não se podia falar destas coisas, por questões políticas queriam que a história fosse esquecida”.
Carlos levou a revelação como um desafio e meteu aos próprios ombros a responsabilidade de reavivar a história. Produziu panfletos que distribuía, estudou sistematicamente a zona e até descobriu algumas curiosidades pessoais. “Tinha família daqui, vim a descobrir mais tarde. A minha trisavó, Mariana Lobo da Gama, ensinava a ler e escrever Português de graça, foi obrigada a pagar quarto mil reais de multa em 1880 e, a certa altura, vendeu o que tinha e foi para Elvas onde casou com o meu trisavô”, conta a meio de muitas outras histórias. Em quase trinta anos, o professor já foi declarado persona non grata na terra, mas independentemente do passado, o seu trabalho de divulgação e de luta pelo não esquecimento está bem presente, quer se concorde, ou não, com o seu ponto de vista, na memória colectiva dos oliventinos.
Se o professor escolhe uma abordagem académica, o oliventino Jose Antonio González Carrillo, 41 anos, faz apologia das suas raízes através da fotografia. Tem seis livros publicado sobre a dupla cultura com que cresceu: um deles, chama-se simplesmente “Saudade”.
Publicitário, trabalha em Badajoz [a pouco mais de 20 quilómetros] mas reside em Olivença. “Sou um daqueles oliventinos que não teve oportunidade de aprender Português em criança”. “O meu pai falava Português padrão, e só começou a falar abertamente Português quando eu tinha 18 anos. Íamos numa viagem de carro e até fiquei surpreendido, foi quando tive noção de que se passava alguma coisa estranha em Olivença.  Julgo que a abertura da democracia em Espanha e Portugal foi importante para, hoje em dia, podermos dar espaço às nossas culturas”. Culturas mesmo assim, no plural. “Para nós, oliventinos, há uma consciência de futuro em Português. Os oliventinos têm saudade no seu coração. O processo de aculturização no franquismo foi muito intenso e foi um retrocesso para a nossa cultura, mas a saudade ficou sempre e agora vamos reverter o processo.”
Jose tem um papel activo neste caminho. “Tento fazer o meu trabalho para que não se esqueçam as raízes de Olivença de uma forma editorial, gosto de contar a história através de imagens”.  Para o artista plástico, ser português e espanhol é um privilégio, e é algo com que os oliventinos nascem. “Como se escolhe entre o pai e a mãe?”. Para Jose, não se escolhe. Aceita-se.  
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Fonte: http://sol.pt/noticia/508982   (Artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa.)



PAN APRESENTA PROJECTO PARA QUE SE PROÍBA A TRANSMISSÃO DE TOURADAS NA RTP

O PAN apresentou um projecto de lei na Assembleia da República para proibir a RTP de transmitir touradas.
O PAN argumenta que “a grande maioria dos portugueses já não se revê na prática de actos violentos e atentatórios da integridade física e bem-estar dos animais, como é o caso dos espectáculos tauromáquicos”.
Outro dos argumentos utilizados pelo PAN, que elegeu pela primeira um deputado nas últimas eleições legislativas, é que a transmissão de corrida de toiros na televisão pública “revela desconsideração pelos direitos fundamentais das crianças”.
Com o projecto já entregue no parlamento, da autoria de André Silva, o PAN pretende proibir todos “os programas susceptíveis de prejudicar manifesta, séria e gravemente a livre formação da personalidade de crianças e adolescentes, designadamente os que contenham pornografia e os que contenham violência explicita contra animais”.
O partido de André Silva apresenta ainda um projecto e lei para proibir que os menores de 18 anos possam participar em espectáculos tauromáquicos. A proposta vai no sentido de que “os artistas tauromáquicos e auxiliares devem ter a idade mínima de 18 anos, independentemente de se tratar de actividade profissional ou amadora”.  
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Fonte: http://www.sol.pt/noticia/509035

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Mais um bom trabalho do PAN, sem margem para dúvidas, partido animalista-naturalista cuja sigla é por coincidência o nome do Deus grego da Floresta e dos Animais selvagens, PAN ou PÃ, na grafia portuguesa. A pouco e pouco a tourada vai morrendo, quer com o abandono gradual por parte da população, quer através da tomada de consciência de alguns activistas pelos direitos dos animais. Este é, inequivocamente, um progresso especificamente europeu.


ANIMAL LEVA A TRIBUNAL QUEM ATIROU UM CÃO DE UMA PONTE

O episódio ocorreu na passada segunda-feira. Luís Amorim, modelo agenciado pela Blast, partilhou um vídeo onde aparece a atirar um cão da ponte na Cruz Quebrada, em Oeiras. A cena gerou indignação nas redes sociais e a ANIMAL não demorou a agir. Nesta quarta-feira, apresentou no Ministério Público de Oeiras uma queixa-crime, requereu a constituição da ONG como assistente do processo e pediu ainda a apreensão cautelar do cão, que aparenta ser um Pitbull, por considerar que o dono "não reúne as condições mínimas necessárias para ser responsável por uma vida". 
"A lei é clara e, do que se pode constatar pelo vídeo colocado a circular pelo indivíduo em questão, a prática de crime de maus tratos a animais de companhia está presente", refere a presidente da ANIMAL, Rita Silva, em comunicado enviado às redacções.
 A ocorrência, acrescenta a advogada Alexandra Reis Moreira, que patrocina a acção da ANIMAL, "indicia perversidade em grau elevado por parte do agente, pelo desprezo e indiferença que as filmagens revelam perante a visível aflição do animal, que se debate, momentos antes de ser atirado ao rio". 
Luís Amorim apagou entretanto a página do Facebook onde tinha partilhado o vídeo de cerca de um minuto e meio, filmado por um amigo, e onde se vê o cão nadar até à margem depois de ter sido atirado do cimo da ponte. Mas vários utilizadores já o tinham copiado e posto a circular. O tom é de grande indignação. Num dos posts do Facebook, o vídeo foi partilhado mais de nove mil vezes e comentado por duas mil pessoas. 
Os maus tratos e o abandono de animais são considerados crime desde Outubro de 2014. Mas dos mil inquéritos abertos resultaram apenas quatro acusações e a lei tem sido criticada por ter grandes fragilidades. Matar um animal a tiro, por exemplo, pode não ser considerado crime. Ainda neste mês, o PAN – Partido Pessoas, Animais, Natureza apresentou no Parlamento uma proposta destinada a alterar o estatuto jurídico dos animais, de forma a que a lei os deixe de encarar como coisas e passe a conferir-lhes uma nova categoria intermédia entre os objectos e as pessoas.
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Fonte: http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/20341/animal-apresenta-queixa-crime-contra-jovem-que-atirou-cao-ao-rio





SOBRE O CASO DE UMA REPÓRTER DESPEDIDA POR DENUNCIAR MANIGÂNCIAS NA PRIVATIZAÇÃO ESCANDALOSA DO ENSINO

Em 2013 a conhecida repórter Ana Leal foi a autora de uma reportagem que passou no canal televisivo português TVI, onde mostrou publicamente como os nossos governantes estão a esbanjar o “dinheiro público” financiando o ensino privado, enquanto faltavam verbas para as escolas públicas, que notoriamente põe em causa a necessária qualidade de ensino baseada na igualdade e dignidade para todos os portugueses.
Em resultado dessa reportagem ela perdeu o emprego, pois foi “convidada a sair” da estação de televisão de imediato, e ninguém ouviu mais falar do assunto. Foi tudo abafado, como já vem sendo costume no nosso país.
Será que vamos ter de andar sempre com um “açaime”? Será que quem levanta a voz e dá a cara e expondo os podres do sistema, para que todos nós saibamos o que se passa lá dentro, tem de sofrer represálias sozinha, quando divulgou algo do interesse de “quase” todos os portugueses? Até quando vamos permitir que nos silenciem?
Isto é revoltante e merece ser partilhado para que seja conhecida mais uma situação de injustiça no nosso país!
Podem ver aqui reportagem em causa:


"Um dos maiores grupos de escolas privadas do país recebeu, só este ano, cerca de 25 milhões de euros de financiamento do Estado.
Este é o pagamento por manter colégios onde alegadamente não existe capacidade do ensino público, mas o Repórter TVI demonstrou que não é claro que seja assim.
A jornalista Ana Leal encontrou escolas públicas subaproveitadas, com salas vazias, à espera de alunos que foram transferidos para os colégios privados pertencentes ao grupo GPS, que envolve ainda vários ex-governantes de diversos partidos políticos.
«Dinheiros públicos, vícios privados» é uma grande reportagem de Ana Leal, com imagem de Gonçalo Prego e edição de Miguel Freitas."

https://www.youtube.com/watch?v=_9vgmMwLXkU

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Fonte: http://www.lusopt.com/portugal/2450-reporter-forcada-a-demitir-se-da-tvi-por-ter-dito-algumas-verdades-sobre-o-governo

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E tudo isto se faz também sob o efeito de ameaça, como se pode ouvir no vídeo acima. É assim, a privatagem, torna-se cada vez mais necessário estar de olho nesta gente. Como disse alguém, o preço da liberdade é a eterna vigilância. 

DISSEMINA-SE A INDIGNAÇÃO PELA MORTE POR EXAUSTÃO DE UM ELEFANTE QUE TRANSPORTAVA TURISTAS

A morte de um elefante no Cambodja está a ser investigada, depois de o animal ter caído no meio da estrada e ter morrido de exaustão.
Sambo teve um ataque cardíaco depois de ter transportado dois turistas – um de cada vez – até ao templo Angkor Wat. Esta fêmea estava a trabalhar há 40 minutos, a uma temperatura de cerca de 40 ºC. O veterinário concluiu que o animal teve um ataque cardíaco “devido às altas temperaturas, exaustão e falta de vento, que a teria ajudado a refrescar-se”, lê-se no site britânico Daily Mail.
Várias pessoas exigem agora uma investigação à morte do animal, que tinha entre 40 e 45 anos, e trabalhava no templo desde 2001. A petição que existe a investigação conta já com mais de 10 assinaturas. As autoridades acabaram por ceder e estão agora a averiguar se Sambo foi vítima de maus tratos.
Um utilizador acabou por divulgar no Facebook fotografias do elefante caído na estrada. As imagens deixaram milhares de pessoas chocadas e deram força aos protestos que têm vindo a surgir nas redes sociais.
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Fonte: http://sol.pt/noticia/508870/Elefante-morre-de-exaustao-apos-15-anos-a-transportar-turista

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É mais um sinal dos tempos - um bom sinal de evolução num sentido especificamente ocidental ou, talvez, árico, uma vez que o respeito pelos animais também tem precedentes antigos na Índia ariana.

PNR CHAMA A ATENÇÃO PARA REAL SIGNIFICADO DA VIOLÊNCIA DOS «JOVENS» CONTRA UM RESTAURANTE EM LISBOA

Depois de terem sido notícia por atacarem um polícia, os “jovens” voltaram à ribalta por terem feito um arrastão num restaurante de Lisboa.
Depois de saírem da uma festa africana, assaltaram e vandalizaram um restaurante, agrediram o proprietário e ainda fizeram alguns disparos de intimidação.
Os comerciantes da zona, ouvidos por vários órgãos da comunicação social, dizem que o local é calmo, à excepção da noite de Domingo para Segunda, quando a discoteca que fica ali perto, realiza uma noite africana.
Mais uma vez, os sinais de aviso estão no ar; o sistema vai tentar desvalorizar os acontecimentos em nome do politicamente correcto e dos interesses instalados. No entanto, este é o retrato dramático da criminalidade crescente e da insegurança para o qual, o PNR há muito que tem vindo a alertar. Situações como esta, que se viveu na passada Lues, só tendem a banalizar-se se não se tomarem medidas urgentes, que passam pela determinada vontade política e pela coragem.
Essas medidas têm sido defendidas constantemente pelo PNR.

Assim, a nível da segurança:
> Reestruturar as forças policiais;
> Atribuir à Polícia preparação, autoridade e meios de actuação contra a criminalidade;
> Reduzir a imputabilidade penal para os 14 anos.

A nível da imigração:
> Reverter os fluxos migratórios;
> Extinguir o instituto do reagrupamento familiar;
> Alterar a lei da nacionalidade e as leis da imigração.

Sem tais medidas, a insegurança para os portugueses não vai parar de aumentar. O PNR exige que se tomem medidas sérias no campo da segurança, se apoie efectivamente as forças policiais e se pare com o branqueamento da criminalidade dos gangues étnicos, apelidando-os de “jovens” ou “indivíduos”.

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Fonte: http://www.pnr.pt/e-se-fosse-consigo/

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Entretanto é significativo o silêncio do SOSRacista e quejanda merdice... diante de um ataque cometido por jovens «portugueses» («a raça não existeee, o projecto do genoma provou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! que a raça não existe!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!», portanto os «jovens» em causa são portugueses, dirá, se for coerente, o politicamente correcto...) contra um pobre imigrante (ou refugiado?...) curdo, querendo abusar da sua posição e obrigando-o a trabalhar... não será um caso de xenofobia????....

quarta-feira, abril 27, 2016

CELEBRAÇÃO NACIONAL RELIGIOSA EM HONRA DE AFRODITE NO BERÇO DA EUROPA











Altar em Rodes



De acordo com o calendário oficial da Religião Nacional grega, o Conselho Superior Nacional Grego (YSEE) celebrou a 24 de Abril de "2016" a "Carisma - Aphrodisia" ao pé do monte Parnitha. Os ritos foram oficiados pelo braço religioso da YSEE, o "Delphi", e foi seguido de convívio. Uma cerimónia similar foi realizada na ilha de Rodes pelo núcleo local (última foto acima, que mostra um altar).

Para ver mais imagens, clicar aqui: http://www.ysee.gr/index.php?type=d&f=charisia16






BISPO AUSTRÍACO CONTRA BARREIRA QUE PROTEGE O PAÍS DA IMINVASÃO

Fontes: 
http://www.ansalatina.com/americalatina/noticia/europa/2016/04/23/obispo-de-austria-se-opone-a-barreras-contra-inmigrantes_b4745a93-28c0-477b-b765-537fbb35c09d.html
http://www.cruxnow.com/church/2016/04/24/austrian-bishop-refuses-fence-to-keep-out-refugees/
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Na Áustria, o bispo de Eisenstadt, Agidius Zsifkovics, declarou-se contra a construção de uma barreira para não deixar entrar refugiados que atravessam a sua diocese em Moschendorf: «uma medida deste tipo seria contrária ao espírito do Evangelho e, como Francisco predicou, estamos no ano da misericórdia.» «Eu próprio cresci por trás da cortina de ferro e recordo bem o significado que teve para nós a queda do muro de Berlim. Não creio que a construção de novos muros possa ser a solução para o problema dos refugiados.» Acrescentou algo de especialmente significativo: «entendo os temores das pessoas, mas seria um péssimo bispo se não tentasse dar respostas cristãs aos seus medos.»

Ou seja, se o povinho tem medo de ser iminvadido por gente oriunda de países em guerra cheia de ódio, capacidade para exercer violência e desprezo pelos direitos humanos europeus... se o povinho tem mesmo muito medo... paciência, precisa de aguentar, porque o Judeu Morto disse que tem que ser, e se te quiserem roubar o manto dá-lhe também a camisa... Ou, como diria o também católico Guterres, «é a vida...»

Mais afirmou, o vigário, que «precisamos de resolver os problemas actuais na sua raiz e isto significa travar o tráfico humano organizado, travar as vendas de armas europeias, travar a guerra e a desestabilização deliberada do Médio Oriente». Claro. E enquanto isso não é feito e não nos sai o euromilhões, o povinho europeu é que tem de aguentar o que se lhe quiser impingir, porque sim, porque tem, porque o culto do Judeu Morto diz que sim...

Este bispo foi recentemente nomeado pela Comissão dos Bispos da Comunidade Europeia como coordenador da União Europeia (UE) para a questão dos imigrantes. E agora chegou ao ponto de dizer que o projectado muro, a ser construído entre a Áustria e a Hungria, vai ter pelo menos duas brechas na parte do território que for propriedade da sua igreja. O muro, de nove quilómetros, situar-se-á na província oriental de Burgenland, mas os proprietários de terrenos pelos quais o muro passe têm de dar a sua permissão individual.

Obviamente que o muro vai ter uma brecha no terreno da igreja - pois a própria existência da Igreja Católica Apostólica Romana em solo europeu é uma monumental e milenar brecha na fortaleza Europa. Diante de quem ainda marre que o Cristianismo é um dos pilares do Ocidente, há simplesmente que explicar de que espécie de «pilar» se trata - de uma coluna, a quinta... Comprova-se mais uma vez que, não apenas em termos concretos mas até, significativamente, ao nível simbólico neste caso particular, o Cristianismo é a grande brecha da civilização ocidental. E que este credo asiático esteja a morrer em todo o mundo branco europeu, mais aceleradamente na Europa Ocidental, é um factor positivo de sobrevivência dos Europeus. Efectivamente, à medida que o culto cristão vai enfraquecendo no quotidiano europeu, cresce neste mesmo meio o voto nacionalista, diametralmente oposto ao espírito evangélico, configurando o voto nacionalista uma autêntica reprodução de glóbulos brancos para proteger o Organismo Europa contra as ameaças, externas mas também internas, causadas pela inoculação nas veias europeias do vírus da sida civilizacional (doença que destrói as defesas do organismo) que foi e é a Cristandade. Na adoração ao Judeu Morto está a raiz da maleita - no Nacionalismo está a cura.


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UNIÃO EUROPEIA TEM DADO MILHÕES DE EUROS AOS NACIONALISTAS

Graças à Democracia, a União Europeia (UE) tem dado milhões de euros aos Nacionalistas nos últimos anos. É mesmo isto - sei que, usualmente, de cada vez que «Democracia», «UE» e «Nacionalistas» aparece na mesma frase, é para se dizer que «a Democracia dá cabo dos Nacionalistas e do País!» ou que «os Judeus controlam a UE para usar a Democracia para dar cabo dos Nacionalistas!!!», (aqui com a variante «Judeus» ao barulho), motivo pelo qual o que primeiro afirmei parece esquisito. Os factos todavia são mesmo estes: http://www.lamarea.com/2016/04/21/84911/, graças à Democracia, a UE tem dado milhões de euros aos Nacionalistas desde 2012. Acto contínuo, o Esquerdalhame está preocupado e «indignado!», pudera, quando o jogo democrático dá pontos ao oponente, deixam os esbirros mais esquerdistas e sobretudo mais anti-racistas de gostar da Democracia, apetece-lhes atirar com o «tabuleiro» ao chão. Note-se que no artigo que aqui trago não há uma só afirmação de que o dinheiro dos Nacionalistas esteja a ser gasto em actividades ilegais (e já agora, na Esquerda, donde é que os grupos pró-imigração tiram o dinheiro para andarem a violar a lei metendo ilegais na Europa?), mas mesmo assim esta malta guincha. É bom sinal. Quando esta espécie de «gente» guincha de raiva ou temor é sempre bom sinal. E confirma, desta vez pela «via financeira», o que aqui tenho dito há anos: a Democracia é uma aliada natural do Nacionalismo, o que só surpreende os mais desavisados e os mais tacanhos, que não percebem o óbvio: a Democracia consiste em dar a supremacia do poder ao povo; ora, quanto mais for o povo quem mais ordena, mais se exerce aquilo que é mais visceral e vital no seio do povo, que é a primazia do «Nós», da Estirpe, da Tribo. O Nacionalismo é precisamente o apelo da tribo vertido em forma política e organizada. Logo, quanto mais democrática for uma sociedade, mais potencial - potencial - existe nessa sociedade para o crescimento do Nacionalismo democrático. E isto na União Europeia desenrola consequências óbvias - quanto mais o povo vota nos Nacionalistas, mais os Nacionalistas alcançam lugares no parlamento europeu, e quanto mais os Nacionalistas alcançarem lugares no parlamento europeu, mais dinheiro da UE recebem. Claro como água.

SEXTA CONVENÇÃO NACIONAL DO PNR - 24 DE ABRIL DE 2016


No dia 24 de Abril de 2016, realizou-se a 6ª Convenção Nacional do PNR, com início às 08h30 e término às 19h30 horas, tendo, pela quinta vez, reconduzido a anterior Comissão Política Nacional e o Presidente José Pinto-Coelho.
Ao longo de todo dia, em várias sessões de trabalho, mais de setenta militantes, representantes de quase todo o país, debateram assuntos relevantes para o partido, tendo-se juntado alguns convidados a esta assembleia, para a tomada de posse dos novos órgãos e discurso de encerramento.
A Convenção, presidida por Hernâni Costa, teve como ponto de abertura, um balanço exaustivo do anterior mandato, apresentado e moderado pelo Vice-Presidente, João Pais do Amaral.
Foram propostas algumas alterações pontuais aos Estatutos, seguidas de debate e votação e, posteriormente deu-se início à apresentação de moções de estratégia sectárias, também seguidas de debate, que, versaram temas tão diversos como da Justiça à Protecção Civil ou da Acção Legal ao Sistema Referendário.
As apresentações tiveram interrupção para almoço, tendo-se retomado os trabalhos pontualmente às 15h00.
Procedeu-se, após um intervalo, à apresentação da Moção de Estratégia Global da única lista candidata aos órgãos, apresentada pelos cinco subscritores, membros da Comissão Política Nacional cessante e, passou-se, seguidamente, à eleição da lista candidata que foi eleita por 94,7% dos votos, sendo os restantes 5,3%, brancos e nulos.
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Fonte: http://www.pnr.pt/6a-convencao-sob-signo-do-compromisso/

Do documento da Moção de Estratégia Global, intitulado «Nacionalismo Renovador - Continuar a Renovar», saliento:

«A Comissão Política e os órgãos eleitos para novo mandato estão empenhados em apoiar esta dinâmica, mas precisam, obviamente, que os militantes se "cheguem à frente". Ninguém está excluído ou dispensado do combate. E que ninguém pense que isso é para os outros e que lhe faltam capacidades. Não, não é assim!
Repudiamos a mentalidade comodista do "Sebastianismo" que espera sempre algo dos outros e que seja debaixo das pedras um super-homem. Não é assim que as coisas funcionam. Os "super-homens", aqueles que no fundo são homens normais, só se distinguem porque querem contribuir activamente para fazer História. Esses sabem que não nascem ensinados nem com capacidades especiais, mas antes que é a coragem de avançar, a entrega, a determinação e depois a experiência e o capital de autoridade acumulado, que os vão moldando e os vão tornando realmente combatentes (...)
Goste-se ou não, queira-se ou não, o PNR é o partido Nacionalista Português, com um projecto próprio e mensagem singular. Essa singularidade é-nos conferida pelo simples facto de, como já referido, só existirem dois modelos, duas concepções de sociedade: Nacionalismo e Mundialismo. Isto é claro como água e ninguém duvide de que essa é a batalha do século XXI.
(...)
Ao Estado compete assegurar o controlo de todos os sectores vitais para o bem-estar da população e da economia e soberania nacionais, como sejam os transportes, comunicações, energias e recursos naturais. Ao Estado compete garantir, sempre e em cada momento, a maior independência Nacional possível (...) Só assim, através deste modelo, se pode garantir a liberdade colectiva, conferida pela soberania e a liberdade individual, conferida pela justiça social.
(...)»

TURCO JÁ É IDIOMA OFICIAL DA UE...

Não consegui encontrar a notícia em parte nenhuma da imprensa tuga - parece que o Turco já é uma das línguas oficiais da União Europeia (UE)... O movimento deu-se na sequência de uma iniciativa do presidente do Chipre Nicos Anastasiades - votada no parlamento por 375 contra 133 - que pediu à presidência holandesa para adicionar o idioma turco ao bloco das línguas oficiais de maneira a impulsionar as tentativas de alcançar um acordo de reunificação na ilha mediterrânica.
A actuação da UE foi criticada por quem vê nisto mais um passo para a entrada da Turquia pela Europa adentro e lança por isso o alarme, chamando atenção para o facto de que a Turquia, onde não se respeita nem a liberdade de expressão nem outros direitos humanos, e onde as fronteiras com zonas em conflito são especialmente porosas, tinha em 1985 cinquenta milhões de habitantes e em 2015 já estava nos setenta e sete milhões, havendo estimativas para a probabilidade de que em 2018 tenha já mais gente do que a Alemanha, o que concederá a este Estado asiático mais eurodeputados do que o Reino Unido, tornando-se assim na segunda maior potência de voto no seio do sistema de Maioria Qualificada de Voto.
Note-se que nem o Galês nem o Catalão, línguas de Nações que estão realmente dentro da UE, são reconhecidas como línguas oficiais da UE.
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Fonte: http://www.express.co.uk/news/world/661689/Turkey-EU-member-language

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É assim que, a pouco e pouco, o grosso da elite político-cultural reinante no Ocidente vai impingindo aos Europeus a presença de um país «laico» e «moderado», que é histórica e actualmente inimigo da civilização europeia e das suas liberdades. E não há nenhuma defesa contra isto excepto a ascensão dos partidos nacionalistas europeus, que combatem esta inclusão com tudo o que puderem.


PARA QUE HAJA UMA LEI DA ONU A CRIMINALIZAR MUNDIALMENTE OS MAUS-TRATOS A ANIMAIS

Endereçado a Nações Unidas ONU
Porque a lei não se aplica actualmente de uma entidade para outra abuso animal muito e, portanto, a lei deve ser universal para tentar reduzir as taxas de criminalidade, e colocar uma disciplina obrigatória nas escolas do jardim de infância até o ensino médio, prevenção do abuso animal, promover a posse responsável e adopção e não negligência.

Para assinar, aceder a esta página: http://www.sosvox.org/pt/petition/a-lei-contra-o-abuso-de-animais-em-todo-o-mundo-e-feito.html?

FUTEBOLISTA, FUNCIONÁRIO DA CÂMARA E TERRORISTA, PERCURSO DE UM DOS MUÇULMANOS QUE PARTICIPOU NO ATENTADO DE BRUXELAS

Um dos detidos em território belga por participação no atentado bombista muçulmano de Bruxelas era um sírio armado com um passaporte sueco que tinha aparecido num cartaz de propaganda estatal da Suécia como exemplo de imigrante bem integrado na sociedade... Depois de aparecer num documentário sobre imigrantes quando tinha onze anos, foi funcionário da cidade de Malmo...
Trata-se de Osama Krayem, que foi visto nas filmagens das câmaras de videovigilância a transportar sacos com explosivos que mataram trinta e dois civis. No documentário acima referido, o praticante da religião da paz tão bem integrado numa sociedade europeia mostrou como a equipa de futebol de Malmo o tinha ajudado a inserir-se na sociedade sueca. O clube tinha criado um projecto de integração para encorajar a juventude imigrante a jogar futebol. O gerente de marketing do clube, Christer Girke, explicou assim o objectivo do programa: «Queríamos mostrar a importância da integração... os rapazes iam para a associação para verem o que os outros suecos faziam e ficarem a saber como as associações [de futebol] eram importantes, como poderiam ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho e muito mais.»
Mais tarde viria a poupar o dinheiro que lhe pagavam na câmara de Malmo para comprar um bilhete de ida à Síria, onde se juntou ao Estado Islâmico, deu umas voltas pela Europa e acabou por ir parar a Molenbeek.

Deve também registar-se que em Janeiro quatro menores que violaram uma rapariga de catorze anos na Áustria eram, segundo a directora da escola, jovens que «se estavam a integrar muito bem na sociedade».

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Agradecimentos aos camaradas Arauto e  RC por me terem dado a conhecer esta notícia: http://www.breitbart.com/london/2016/04/15/brussels-terrorist-swedish-documentary-successful-integration-immigrants/

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É assim, a maravilhosa integração que a elite político-cultural reinante na Europa quer impingir como panaceia e solução para o problema da violência cometida por alógenos na Europa - mais do que resolver o problema do terrorismo, a integração parece é resolver os problemas dos terroristas, ajudando-os a infiltrarem-se na sociedade ocidental, conseguindo assim feri-la com mais eficiência...

UM DOS TERRORISTAS MUÇULMANOS DE BRUXELAS TRABALHOU NO AEROPORTO...

Agradecimentos ao camarada RC por me ter dado a conhecer esta notícia: http://www.dn.pt/mundo/interior/um-dos-terroristas-de-bruxelas-trabalhou-cinco-anos-no-aeroporto-5137071.html
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Imprensa belga avança que Najimi Laachraoui, que se fez explodir no aeroporto, tinha lá trabalhado até 2012.
Najim Laachraoui, um dos dois terroristas que se fizeram explodir no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, nos atentados de 22 de Março, na Bélgica, trabalhou na infraestrutura aeroportuária durante cinco anos, noticiou hoje a imprensa belga.
Segundo a cadeia de televisão VTM, Laachraoui trabalhou no aeroporto de Bruxelas até 2012 com contratos temporários numa empresa que aí labora, o que pressupõe, refere a estação, que o terrorista estava "bem informado" sobre os procedimentos de segurança.
No entanto, acrescenta a VTM, desconhecem-se ainda os motivos pelos quais Laachraoui se radicalizou, embora o diário belga Standaard, também na edição de hoje, tenha avançado que o terrorista viajou para a Síria depois de deixar de trabalhar no aeroporto.
Nem a polícia nem as autoridades do aeroporto de Zaventem prestaram quaisquer declarações sobre o assunto.
O terrorista, segundo a VTM, também trabalhou dois meses, em 2009 e 2010, como funcionário de limpeza no Parlamento Europeu (PE).
Os atentados de Bruxelas, no aeroporto de Zaventem e na estação de metro de Maelbeek provocaram 35 mortos e mais de 300 feridos.

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Está bonita a capacidade de infiltração desta gente no Ocidente, está sim... graças à famosa «integração», que a elite político-cultural reinante quer fazer crer que é muita'boa para toda a gente... integrar gente desta na sociedade ocidental é que é a solução para o terrorismo, se calhar para o terrorismo ser mais eficiente...

NORUEGA OFERECE PRÉMIO A ALEGADOS REFUGIADOS QUE SE FOREM EMBORA

As autoridades norueguesas estão oferecendo um "bónus" de 10.000 coroas (cerca de US$ 1.220) para os refugiados requerentes de asilo que se disponham a deixar o país voluntariamente.
De acordo com o jornal britânico The Telegraph, para a Direcção de Imigração da Noruega esta medida é menos onerosa do que manter os refugiados nos abrigos existentes para imigrantes no país escandinavo.
A medida valerá durante seis semanas e o dinheiro será dado para os primeiros 500 requerentes de asilo que aceitarem a troca. A única condição para receber o “prémio” é ter chegado à Noruega antes de 1º de Abril e estar na posse de documentos válidos.
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Fonte: http://br.sputniknews.com/mundo/20160426/4314497/noruega-premio-refugiados.html#ixzz46yRjIC4J