segunda-feira, março 27, 2017

ÚLTIMA VITÓRIA DA RECONQUISTA EM PORTUGAL


Azulejo, no Pátio dos Canhões do Museu Militar, que representa a tomada de Faro aos Mouros a 27 de Março de 1249 por Peres Correia durante o reinado de Afonso III. Acabou-se assim a Reconquista portuguesa.

Foi por estas e por outras que se conseguiu atirar com a Moirama para o outro lado do mar, honrando o trabalho que Hércules tinha tido uns tempos antes ao separar África da Europa... cada qual no seu lugar é que está bem...

domingo, março 26, 2017

PNR AVANÇA POR ODIVELAS

O Partido Nacional Renovador concorre pela primeira vez ao Município de Odivelas, com uma candidatura que vem chocar de frente com o histórico bastião Partido Socialista, apresentando uma mensagem renovada e nacionalista aos odivelenses.
Com Bruno Rebelo, cabeça-de-lista à Câmara Municipal, Ramiro Nunes à Assembleia Municipal, Jorge Rodrigues à Junta de Freguesia de Odivelas e Núria Soeiro à União das Freguesias Caneças-Ramada, apresentamos propostas claras, transparentes, sem demagogias e focadas no desenvolvimento social, económico e laboral do concelho, com demagogias sociais e económicas que, além de fracturantes, não passam de falácias.

Entre as principais propostas da campanha “#RenovarOdivelas”, destacamos as seguintes:
– Pedir ao Tribunal de Contas uma auditoria às contas da Autarquia. Recusamo-nos a pagar dívidas e contratos dúbios e inúteis.
– Investir na remodelação de espaços verdes e lúdicos, apostando no contacto social e circulação das pessoas, com primazia à mobilidade pedestre e à circulação de transportes públicos e apresentando soluções concretas para o estacionamento caótico, principalmente no centro da cidade.
– Renovar a iluminação pública, melhorando-a, reduzindo o impacto ambiental e visual e tornando as vias mais iluminadas e seguras.
– Apostar numa maior interligação com os Agentes de Segurança, de forma a criar um concelho mais seguro.
– Incentivar a criação de emprego e empreendedorismo em Odivelas e para os odivelenses, com medidas fiscais mais justas e apelativas.
– Reavaliar a concessão de apoios sociais, nomeadamente habitação social, de forma a apoiar quem realmente precisa.
– Bloquear o lóbi do Betão, incrementando políticas verdes de incentivo à reconstrução do parque habitacional, renovando e remodelando vias e estruturas de forma gradual.

Como esta é uma candidatura fracturante, contra o sistema estabelecido, apresentamo-nos com uma mensagem nacional, renovadora e de coragem, materializamos o sentimento de inúmeros cidadãos de Odivelas.

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Fonte: http://www.pnr.pt/2017/03/vamos-renovar-odivelas/

PAPA VOLTA A ATACAR O «POPULISMO» ANTI-IMIGRAÇÃO...

"Todo corpo que perde o sentido do seu caminho, todo corpo que abandona esse olhar para frente, sofre primeiro uma regressão e finalmente corre o risco de morrer", alertou o chefe máximo da igreja católica, na véspera do aniversário de 60 anos do Tratado de Roma.
Os 27 chefes de Estado e de Governo da União Europeia deslocaram-se à capital italiana para o 60.º aniversário dos Tratados de Roma (o Reino Unido não está presente), que se cumpre este sábado.
O Tratado de Roma é o documento subscrito por seis países – Itália, França, República Federal da Alemanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo – que constituiu a Comunidade Económica Europeia, mais tarde União Europeia.
Na cerimónia na capital italiana os 27 adoptarão uma declaração sobre o futuro da Europa.
A celebração ocorre num contexto particularmente difícil para a UE, que se prepara para, pela primeira vez, perder um Estado-membro, o Reino Unido, tendo lugar quatro dias antes de Londres enviar para Bruxelas a notificação de ativação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, que desencadeará as negociações para a concretização do ‘Brexit', um dos maiores reveses da história da União.
O primeiro Papa não europeu, que recebeu em Maio de 2016 o prémio Carlos Magno pelo seu compromisso pela unificação europeia, tem sido muito crítico com a velha Europa, continente que chegou a qualificar de "cansado" e que acusou de negar as suas próprias raízes.
Em várias ocasiões, o Papa manifestou o seu desejo de que a Europa seja uma "terra de acolhimento [dos refugiados]" e contra a xenofobia. "A Europa volta a encontrar esperança na solidariedade, que também é o antídoto mais eficaz contra os modernos populismos", disse o pontífice. "Os populismos florescem devido ao egoísmo", acrescentou, depois de mencionar as políticas contra a imigração, tema que gera tensões e divisões dentro da União Europeia.
Como há três anos, quando visitou a sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo, Francisco pediu que a Europa "encontre novos caminhos, aposte no futuro e desenvolva um novo humanismo". "A Europa tem um património moral e espiritual único no mundo, que merece ser proposto uma vez mais com paixão e renovada vitalidade, e que é o melhor antídoto contra a falta de valores do nosso tempo, terreno fértil para toda forma de extremismo", acrescentou.
"É justo celebrar o que foi alcançado ao longo destes 60 anos, mas é sobretudo importante poder olhar para o futuro com ambição"
O primeiro-ministro António Costa reiterou hoje, em Roma, que a grande prioridade da União Europeia deve ser completar a União Económica e Monetária, objectivo que estará inscrito na Declaração de Roma a ser adoptada no sábado pelos líderes europeus.
"É justo celebrar o que foi alcançado ao longo destes 60 anos, mas é sobretudo importante poder olhar para o futuro com ambição", disse Costa aos jornalistas na capital italiana, na véspera de uma cimeira de celebração dos 60 anos dos Tratados de Roma.
E a ambição, disse, "deve começar por assentar em reforçar e consolidar aquilo que já foi alcançado, desde logo concluir a União Económica e Monetária (UEM), de forma a estabilizar a zona euro".
Para o chefe do Governo português, é preciso "reforçar a Europa na área da segurança, na área da defesa, na área da investigação e desenvolvimento, na área da inovação, na área do combate à pobreza, na criação de emprego, no crescimento económico, mas para isso precisamos de ter uma zona euro sólida, e uma zona euro sólida implica concluir a UEM, acabar de fazer aquilo que ainda está por fazer", argumentou.
"Se há lição que também devemos retirar destes 60 anos é que sempre que fizemos fugas para a frente e quisemos dar passos maiores do que a perna ou construir novos edifícios sem consolidar primeiro as fundações, as coisas não correram bem. E por isso há que tirar as boas lições, celebrar o resultado global - que é indiscutivelmente de celebrar, porque são 60 anos de paz, de prosperidade, de maior coesão social, de maior progresso -, aprender com as lições e avançarmos com bases sólidas, e não há bases sólidas se não tivermos uma união económica e monetária devidamente completada e solidificada", reforçou.
Costa referiu que "Portugal fez um conjunto de propostas [para a Declaração de Roma] que felizmente foram todas acolhidas, sublinhando a importância da convergência económica, sublinhado a necessidade de completar a UEM, sublinhando a importância de dar prioridade à criação de emprego, a igualdade de direitos, designadamente entre homens e mulheres".
"Portanto, os pontos que tínhamos a colocar estão lá. Esperamos que haja um consenso que nos permita avançarmos com base nesta declaração", concluiu.
"Estranho seria vir a Roma e não ver o papa"
O primeiro-ministro, questionado pelos jornalistas, considerou natural que os líderes europeus sejam hoje recebidos em audiência no Vaticano, na véspera das celebrações dos 60 anos dos Tratados de Roma, comentando que "estranho seria vir a Roma e não ver o papa".
António Costa observou que o tratado fundador do que é hoje a UE "não reivindica nenhuma herança religiosa em particular e respeita um valor essencial da laicidade", mas considera perfeitamente normal a cerimónia no Vaticano.
"Ninguém pode nem deve ignorar, em primeiro lugar, que o santo padre é também chefe de Estado da Santa Sé e, em segundo lugar, que a religião católica tem uma representação importante, uma presença importante na nossa vida coletiva", declarou.
Segundo António Costa, "a laicidade não é a ignorância das religiões existentes, é a tolerância relativamente a todos, o respeito relativamente a todas e a liberdade relativamente a todas".
"Estranho seria vir a Roma e não ver o papa", concluiu o chefe de Governo.
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Fonte: http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/papa-francisco-europa-corre-o-risco-de-morrer-se-nao-reencontrar-os-seus-ideais-fundadores

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Olha se a Europa ainda obedecesse ao papa como outrora, livra, xíçaras pôssaras...
Mais uma vez - e mais outra, e mais outra - o supremo vigário do Judeu Crucificado resolve falar directamente contra o movimento político anti-imigração. Refere-se ele aos «valores fundadores da Europa». Quem diz isto já declarou abertamente que a invasão árabe (palavras dele) que está a acontecer na Europa é boa. Quem lhe der crédito acreditará que a Europa deve ser um albergue espanhol ou um cabaret da coxa onde entra toda a gente. Contra isto está o mais salutar instinto de Estirpe, o qual permite perceber que a A Europa só existe enquanto os seus habitantes forem europeus. A salvaguarda étnica dos Europeus é por isso o valor cardinal em toda a Política europeia digna desse nome. A população europeia cada vez mais percebe isto, motivo pelo qual a votação nacionalista está a crescer em todo o continente, enquanto a mesmíssima população cada vez mais abandona a Cristandade... Façam-se votos (literalmente) para que o despertar europeu actual ainda vá a tempo de salvar a Europa da total submersão num mar de imigração terceiro-mundista. Só o Nacionalismo é bastião contra todo e qualquer universalismo que ponha em causa a identidade europeia.


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sábado, março 25, 2017

«NÃO HÁ MAIS JOGOS DE BOLA? VAMOS MATAR EM NOME DE ALÁ!»

Agradecimentos a quem aqui trouxe este vídeo: http://webm.land/media/jYRF.webm

Esta coisa mostra o director do jornal Courrier International a dizer basicamente que a culpa dos atentados terroristas em França é de quem acabou com os torneios de futebol dos «jovens»... Não me surpreende demasiado. A culpa nunca pode ser do Sagrado Alógeno. Ou o mal foi da falta de futebol ou então da empresa que fabricava a bola do jogo, quando não do clima que interfere com a mente dos «jovens», e mai' nada. Isto de a culpa ser sempre do Europeu e nunca por nunca do Sagrado Alógeno constitui uma das directrizes da Boa e Sã Doutrina da Santa Madre Igreja Anti-Racista e Multiculturalista dos Últimos Dias do Ocidente, porque, não haja dúvidas, trata-se aqui de uma autêntica «religião». O «clero» desta «religião» controla os principais partidos, bem como os grandessíssimos mé(r)dia e as universidades.

sexta-feira, março 24, 2017

MARINE LE PEN DECLARA-SE CONTRA A «FRANCÁFRICA»


A candidata presidencial nacionalista de França Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, declarou anteontem que o seu país deve romper com as relações franco-africanas, isto é, o relacionamento entre França e a parte de África conhecida como «Francafrique», além de abolir também a moeda franco CFA que liga Paris às suas antigas colónias africanas.
Discursando no fim de uma visita ao Chade, afirmou: «Foi só ao vir aqui e explicar que estou disponível para ultrapassar as mentiras que os meus adversários políticos que não querem que África me oiça.» «Vim condenar a política da Francáfrica que eles levaram a cabo. Vim para dizer que irei romper com esta política.»
Os anteriores presidentes franceses Nicolas Sarkozy e François Hollande também quiseram acabar com a política da «francafricana», mas a França continuou profundamente envolvida na política africana.
Le Pen manifestou além disso o seu apoio às queixas dos Estados africanos que querem ter a sua própria moeda, livrando-se assim do travão que o franco CFA impõe ao desenvolvimento económico africano.
Entretanto, a candidata nacionalista não perdeu a oportunidade de deixar claro que os imigrantes ilegais serão enviados de volta aos seus países de origem.
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Fonte: http://www.reuters.com/article/us-france-election-lepen-chad-idUSKBN16T34O?feedType=RSS&feedName=worldNews&utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=Feed%3A+Reuters%2FworldNews+%28Reuters+World+News%29&utm_content=FaceBook

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Mais um bom sinal da maior força nacionalista da Europa Ocidental. Haja mais distância entre Europa e África, para que esteja cada qual no seu lugar e não se criem mais situações que originem mais culpabilizações e mais chantagens morais...

UMA PROPOSTA ISLAMO-MULTICULTURALISTA...




Em Maio do ano passado, o muslo paquistanês que foi eleito para presidente da câmara numa cidade onde a maioria da população já não é britânica, Sadiq Khan de seu nome, escreveu:
«A visão ignorante de Trump a respeito do Islão pode tornar ambos os países menos seguros. Arrisca alienar o grosso dos muçulmanos. Londres provou que ele está errado.»

Ai pois provou pois provou, então não provou... ele vê-se, o quanto provou...

O mais significativo neste comentário do muslo é o topete com que o fulano culpa uma opinião política pela ameaça às vidas de milhões de pessoas... o que este alógeno teve o descaramento de afirmar é que por um político dizer que os muçulmanos são isto ou aquilo, isso faz com os muçulmanos se irritem e depois quando se irritam em vez de irem rezar muito ou se dedicarem à pesca, optam por pôr bombas, enfim, são feitios... É portanto uma boa ideia construir uma sociedade em que parte da sua população pode enveredar pelo terrorismo só porque alguém a critica, é sim...




EM ITÁLIA - NORTE-AFRICANO TENTA ATROPELAR AGENTES DA AUTORIDADE E ATACA-OS COM FACA

Mais um «maluquinho» que atira com o carro contra cidadãos europeus - polícias... - desta vez em Foggia, cidade no sul de Itália cuja segurança tem sido ameaçada pela chegada maciça de alógenos, segundo as próprias autoridades afirmam. Por coincidência o «perturbado» é mouro... Depois de tentar atropelar polícias, bate com a viatura, dela sai e atacA os agentes policiais com uma faca... sim, tal como em Londres e como em Antuérpia...
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Fonte: https://www.jihadwatch.org/2017/03/italy-muslim-tries-to-run-down-police-then-stabs-officer

O CALIFADO PERDE TERRENO MÉDIO ORIENTE - MAS GANHA EM ÁFRICA

Enquanto o mundo está a lutar contra o Daesh, a al-Qaeda está calmamente a ganhar posição melhor em África, de acordo com um relatório de inteligência.
A al-Qaeda, por meio do grupo terrorista do Magrebe (proscrito na Rússia), está-se a expandir silenciosamente no norte de África por meio da fusão com grupos terroristas locais, num momento em que a atenção global se concentra em derrotar o Daesh no Médio Oriente, segundo um relatório de inteligência da consultoria privada Soufan Group divulgado nesta sexta-feira.
"A consolidação dos grupos extremistas do Sahel numa franquia existente da Al-Qaeda deixa claro que este modelo continua altamente bem sucedido para a Al-Qaeda", afirmou o relatório.
O relatório citou uma declaração em vídeo de 2 de Março de líderes de vários grupos terroristas norte-africanos proeminentes que se comprometem com o líder central da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, e com a liderança do Magreb, Abu Musab Abdel Wadoud.
A fusão também destaca a capacidade da Al-Qaeda de navegar nas complexas dinâmicas tribais e étnicas dos grupos militantes locais, enquanto pacientemente constrói relações baseadas no apoio mútuo — um dos princípios duradouros da ideologia de Osama bin Laden, explicou o relatório.
Na região do Sahel, que separa o deserto do Saara do resto da África, os grupos militantes islâmicos tendem a formar-se em torno de identidades tribais ou étnicas compartilhadas, observou o relatório.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/201703247975075-alqaeda-africa-daesh-oriente-medio/

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Mais uma vez, um credo universalista aproveitar-se da natural coesão étnica dos Povos...
De resto, está cada vez mais à vista o perigo que é a imigração oriunda de África.

LUSO-DESCENDENTE AFIRMA QUE TRUMP FOI MESMO ESCUTADO

Escutas para cá, escutas para lá. Nem republicanos, nem democratas se livram deste processo de averiguação de quem afinal ouviu quem. Durante a campanha para as últimas presidenciais americanas, que elegeram o republicano Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, os democratas acusaram piratas informáticos ao serviço da Rússia de interferirem na campanha, com intrusões informáticas e divulgação de dados da campanha de Hillary Clinton. Depois foi a vez de Trump deitar veneno, acusando Barack Obama, seu antecessor na Casa Branca, de ter colocado os telefones da Trump Tower sob escuta. Esta quarta-feira, Devin Nunes, presidente da Comissão dos Serviços Secretos da Câmara dos Representantes, em conferência de imprensa afirmou que membros da equipa de transição de Trump e, possivelmente, ele próprio foram vigiados durante a administração Obama, a seguir às eleições de Novembro.
Já no início desta semana, a propósito das eventuais escutas, James Comey, director do FBI disse não ter dados que apoiem a acusação do actual presidente americano, no entanto, mantém a investigação criminal a alegadas ligações entre elementos da sua campanha e o Governo russo para ganhar as eleições, aberta em Julho e ainda em curso. “Recebi a autorização do Departamento de Justiça para confirmar que o FBI, no quadro da nossa missão de contra-espionagem, está a investigar as tentativas do Governo russo de se imiscuir na eleição presidencial de 2016”. O congressista republicano Devin Nunes também esclareceu que não existiram escutas na Trump Tower, mas não exclui a possibilidade e outras actividades de vigilância. Ao que parece as comunicações dos membros da equipa de transição de Donald Trump, e eventualmente também deste, podem ter sido escutadas de forma legal, mas partilhadas depois incorrectamente pela comunidade dos serviços de informações americana. E as críticas não demoraram a chegar. O deputado Adam Schiff, da Califórnia, o principal democrata desta comissão lançou dúvidas sobre as declarações de Devin Nunes, criticando-o por não ter compartilhado as informações com ele ou com outros membros do comité, indo informar o presidente primeiro. Outros democratas também se fizeram ouvir, questionando a decisão de Devin Nunes em ir primeiro falar com Trump. O deputado Jim Himes, membro da comissão, disse que a viagem de Nunes à Casa Branca “levanta todos os tipos de perguntas”. Já Eric Swalwell, outro membro do painel de inteligência, disse que estava “preocupado”.
No centro desta história de alegada espionagem, que está para durar, encontra-se Devin Nunes, 43 anos, o congressista mais novo de sempre a presidir ao comité que fiscaliza os Serviços de Informações, o House Permanent Select Committee on Intelligence (Intel). O neto de emigrantes da ilha açoriana de São Jorge, nasceu em Tulare e cresceu na quinta da família, no Vale San Joaquim, na Califórnia. Depois de se formar em Gestão Agrícola, foi nomeado, em 2003, pela Administração Bush para um alto cargo no Ministério da Agricultura. Foi escolhido, em 2010, pela revista Time como uma das 40 estrelas da política americana com menos de 40 anos. No seu gabinete, em Washington, tem emoldurada uma camisola de Figo, autografada, e continua a gerir a leitaria da família onde trabalhava antes de entrar na política.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2017-03-23-Luso-descendente-denuncia-que-afinal-Trump-foi-escutado

LIBERTAÇÃO DAS AMARRAS DA CRISTANDADE NO NACIONALISMO EUROPEU


«Fui uma das primeiras pessoas a defender a laicidade, enfrentando os católicos tradicionalistas do partido, e rotularam-me como esquerdista!»

Marine Le Pen



PLANO DE EMERGÊNCIA DA ELITE ME(R)DIÁTICA PARA LIDAR COM O TERRORISMO MUÇULMANO


NOVO ATAQUE NUMA DAS REGIÕES MAIS ISLAMIZADAS DO MAIOR PAÍS DA EUROPA...

Na república da Chechénia, na Rússia, terroristas atacaram a unidade militar de Rosgvardiya (Guarda Nacional da Rússia), comunica o Comité Nacional Anti-terrorismo.
O ataque resultou na morte de seis militares de Rosgvardiya, três pessoas ficaram feridas. Um deles foi ferido na cabeça e está em estado grave, os outros dois foram baleados nas pernas. Os feridos foram transferidos para um hospital na capital da Chechénia – Grozny.
O incidente ocorreu por volta das 02h30 da madrugada (horário local). Seis pessoas tentaram entrar no 140° Regimento de Artilharia da unidade militar 3761 no distrito Naur. Devido ao forte nevoeiro, os militantes planeavam tirar proveito disso. No entanto, os militares conseguiram detectar os criminosos, começando o combate.
"Durante o combate, todos os membros da quadrilha foram neutralizados. Os bandidos tinham armas de fogo e munições e nos corpos de dois deles havia cinturões de explosivos", lê-se num comunicado. Mais anteriormente, uma fonte dos serviços de segurança comunicou que os criminosos seriam terroristas suicidas. Segundo fontes, a fase de eliminação dos terroristas já foi concluída.
O bairro onde ocorreu a batalha foi cercado por um grupo especial de Rosgvardiya.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/russia/201703247971824-militantes-atacam-unidade-militar-russa/

O PNR DIANTE DO CONTRA-PROTESTO NA FCSH

No dia 21 de Março, o PNR realizou um protesto que tinha convocado logo no dia em que foi notícia o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.
A nossa iniciativa, como amplamente divulgámos, enquadra-se na luta que travamos, há anos, contra o pensamento único de matriz marxista, que asfixia a liberdade de expressão a quem não aceita o Sistema instituído, partilhado pelas forças da extrema-Esquerda até ao centro-Direita.
Previmos, assim, a realização de mais este protesto de rua, com um número estimado de cerca de trinta pessoas, com palavras de ordem, distribuição de folhetos alusivos ao facto e uma coreografia simulando a desparasitação da faculdade.
Contudo, veio dar outro colorido à nossa acção, uma contra-manifestação esquerdista, com quase dez vezes mais pessoas que o nosso protesto, excepto por volta das sete horas quando foram chegando mais apoiantes do PNR, totalizando cerca de quarenta a cinquenta pessoas.
Dezenas de estudantes formatados e manipulados pelo marxismo-cultural, acompanhados por dezenas de agitadores esquerdistas (que de estudantes não tinham nada) e por professores, pagos com o nosso dinheiro, mostraram mais uma vez o seu baixo nível com insultos, gestos e impropérios brejeiros. Para completar a ordinarice, como pano de fundo, ouviam-se ininterruptamente os habituais chavões estereotipados, com que nos rotulam, reveladores de total ignorância, que lhes foram incutidos, desde tenra idade, pelo ensino marxista que impera em Portugal.
Viveram-se momentos de tensão após a chegada da polícia. É curioso notar que essa gente que, ao contrário de nós, hostiliza a polícia, só se sentiu à-vontade para subir o tom das ofensas, a partir do momento que um cordão policial separava os dois lados. Até lá, sem as forças da ordem de permeio, estavam bastantes contidos. Os momentos mais quentes deram-se quando, da massa de cobardes que compunha a contra-manifestação esquerdista, choveram objectos arremessados, entre os quais um pino (cone) de trânsito que atingiu Paulo Martins, um dos seguranças de José Pinto-Coelho, acertando-lhe em cheio na cabeça.
Entre gestos obscenos, os esquerdistas cantavam o “Grândola Vila Morena” engasgando-se ridiculamente na letra. Do nosso lado, entoava-se o Hino Nacional acompanhado de vaias e assobios daqueles que, sendo internacionalistas, manifestamente defendem um mundo globalizado e contra as nações. Aos seus gritos de “não passarão” respondíamos com um “já passámos”, facto que verdadeiramente os está a deixar nervosos. E como há imagens que valem mais do que mil palavras, sugerimos que veja a nossa fotogaleria e faça as devidas comparações.
Estivemos na rua, em protesto, entre as 17h30 e as 20h00, dando um sinal inequívoco que só o PNR tem coragem de materializar aquilo que tanta gente pensa, mas não diz, e «dar a cara» por uma luta tão necessária contra o complexo de Esquerda, imposto pelo marxismo-cultural, que domina o ensino, a comunicação social e a sociedade politicamente correcta.
Cada vez mais, os portugueses têm de ter consciência que só poderão contar com o PNR, para se operar a tão necessária mudança de que Portugal precisa. Todos os demais partidos estão reféns do Sistema dominado pela Esquerda e não têm coragem, nem vontade de mudar alguma coisa.
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Fonte: http://www.pnr.pt/2017/03/quer-queiram-quer-nao-futuro-nos/

quarta-feira, março 22, 2017

O QUOTIDIANO DO RETORNO PAULATINO À(S) RELIGIÃO(ÕES) ÉTNICA(S) EUROPEIA(S)


Celebração a 21 de Março do equinócio de Primavera com o ritual em honra do nascimento de Vahagn, Deus da Vitória e do Poder. Membros da "Technorati Aliança" de ONGs comemoraram a data no templo de Garni. Os sacerdotes foram recebidos em Garni pelo nascer do sol. Em seguida, os participantes do evento foram consagrados. 
O evento festivo foi acompanhada por música e dança nacional por parte dos alunos da casa cultural em Garni.
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Fonte: http://hushardzan.am/14356/#

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Para ver vídeo de pelo menos parte da cerimónia, aceder a esta página: https://www.facebook.com/hasmik.hovhannisyan.5621/videos/1333694876710891/

TURCO-EM-CHEFE AMEAÇA EUROPEUS - «SE CONTINUAREM A NÃO NOS DEIXAR ENTRAR-VOS EM CASA, EM CASA NÃO TERÃO SEGURANÇA»...

Recep Tayyip Erdogan apelou para que os europeus respeitem os direitos humanos.
Falando durante um encontro, realizado em Ancara, com a Associação de Editores da Anatólia (uma organização regional de editores dos média), o presidente turco disse o seguinte:
"Dirijo-me mais uma vez aos Europeus: a Turquia não é aquele país ao qual você pode empurrar ministros e fechar-lhes as portas. Toda a gente está a ver essas acções. Se vocês continuarem assim, nenhum europeu, nenhuma pessoa do Ocidente poderá ficar na rua em segurança. Por isso é que nós, a Turquia, convidamos a Europa para ser respeitosa aos direitos e às liberdades."
A tensão nas relações entre a Turquia e a União Europeia começou há duas semanas, quando as autoridades da Alemanha proibiram um evento no qual estava programada a participação do ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag. Depois, a Holanda também cancelou um comício de Mevlut Cavusoglu, chanceler da Turquia, que deveria discursar para os turcos de Roterdão. Autoridades holandesas também se recusaram a aceitar o avião de Cavusoglu e depois exigiram a saída do país da ministra para Assuntos da Família e Política Social turca, Fatma Betul Sayan Kaya.
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Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/201703227952067-erdogan-pessoa-do-ocidente-nao-podera-ficar-na-rua-em-seguranca/

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Uma ameaçazita «subtil» do chefe turco à Europa: «se não nos deixam entrar em vossa casa sempre que nos apetecer fazer a nossa campanha política, não terão em vossa casa nenhuma segurança...» Não sei se algum mafioso da Sicília ou de Nápoles teria hoje o inacreditável descaramento de ameaçar assim alguém. O que sei é que isto é o líder supremo, amplamente votado, de um país que muita gente na elite político-cultural europeia, incluindo toda a classe parlamentar tuga, quer enfiar pela Europa adentro...

O PROTESTO DO PNR DIANTE DA FCSH

Umas grandoladas contra o Hino Nacional ou "A Portuguesa" contra a mítica canção de Zeca Afonso, conforme a sequência dos cânticos entoados por alunos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa e manifestantes do Partido Nacional Renovador (PNR), que na terça-feira se concentraram na Avenida de Berna, em Lisboa, frente aquela faculdade.
Assim se pode resumir a banda sonora de uma tarde/noite em que algumas palavras de ordem perderam qualquer conteúdo político e se limitaram a disparar palavrões, se-tu-dizes-um-eu-respondo-ao-quadrado-ou-ao-cubo, e a liberdade de expressão, e desta vez também de reunião e de manifestação, voltou a assombrar a FCSH.
A iniciativa do PNR estava anunciada há duas semanas (para protestar contra a decisão da direção da FCSH que adiara uma conferência de Jaime Nogueira Pinto) e foi autorizada pela polícia.
Mas um pouco antes da hora anunciada para o início do protesto (marcado em defesa da "liberdade de pensamento, opinião e expressão" e contra o "marxismo cultural" que no entender do PNR vigora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas), largas de dezenas de alunos da faculdade saíram do seu interior e colocaram-se entre os manifestantes e o portão da escola.
Primeiro, os estudantes ocuparam apenas a zona do passeio e a faixa de rodagem contígua (corredor a que estava confinado pela polícia o grupo do PNR). Nessa altura, os alunos e ex-alunos da faculdade seriam em número três ou quatro vezes superior ao dos manifestantes. Depois, a massa de gente saída da faculdade foi alastrando a outras faixas de rodagem da Avenida de Berna, obrigando mesmo ao corte do trânsito no sentido da 5 de Outubro para a Praça de Espanha durante mais de meia hora.
Assim, quando se preparavam para iniciar o protesto, as cerca de duas dezenas e meia a três dezenas de elementos do PNR tinham já à sua frente uma força de bloqueio. O número máximo de estudantes terá atingido, numa estimativa feita pelo Expresso, mais de três centenas. Ou seja, para cada manifestante do PNR havia cerca de 10 contra-manifestantes. Por esta razão, algumas das curtas intervenções (parte delas meros chistes e provocações) dos nacionais-renovadores eram, apesar do microfone e da pequena aparelhagem, completamente abafadas pelos gritos e palavras de ordem dos alunos.
HINO NACIONAL CORTADO POR GRITOS DE "FASCISTAS"
Eram cerca de seis da tarde quando a tensão entre os dois grupos – cujas filas da frente estiveram durante algum tempo (antes de as coisas aquecerem) apenas separadas por um ou dois metros, e sem um cordão policial a toda a largura – atingiu o ponto mais crítico.
Por essa altura já havia cerca de um quarto de hora de troca de galhardetes. "Guardem a droga que está chegar a polícia!", disse o vice-presidente do PNR João Pais do Amaral. Antes, abrira as hostilidades: "A partir de agora já podem começar a insultar".
Alguns estudantes morderam o isco. Uma jovem gritou: "Fachos de merda, racistas de merda!". O speaker do PNR riu-se na cara dela e afirmou: "Tens de gritar mais alto", tendo, ato contínuo, estendido o microfone à interlocutora. Esta caiu no engodo: "Vão para casa. Racistas! Colonialistas de merda!".
Pouco depois, outro dos manifestantes envolve-se em picardias com o grupo dos estudantes. No que pareceu de início algo causal mas depois se tornou ostensivo, o elemento do PNR deixou à mostra no antebraço interior a tatuagem de uma cruz suástica, pois tinha as mangas arregaçadas.
Com o crescimento da tensão, a polícia – que chegou a ter no local cerca de três dezenas de efectivos, entre os quais elementos da Equipa de Prevenção e Resposta Imediata e das Brigadas de Intervenção Rápida – foi aumentando o contingente entre os dois grupos, para dissuadir qualquer contacto.
Numa espécie de desgarrada anárquica, os estudantes vão repetindo as principais estrofes de "Grândola Vila Morena". Os elementos do PNR respondem com o Hino Nacional. Muitos dos jovens interrompem-nos aos gritos de "fascistas, fascistas". Os militantes e simpatizantes do partido nacionalista e de Extrema-Direita ripostam, dando um "Viva Portugal". Os alunos não encaixam e respondem "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais" (antes fora o PNR a insurgir-se "contra o fascismo de Esquerda").
E assim andaram os jogos florais desta tarde/noite de terça-feira: Grândola e Hino Nacional em campos opostos, hossanas a Portugal e o elogio do 25 de Abril em diferentes trincheiras, como se fossem fortes antagonismos. De permeio, certos apartes brejeiros, algumas palavras de ordem marialvas, fascistas para cá e para lá (pois cada um atribuía ao outro essa condição), desafios para duelos "lá fora" feitos na barba da polícia, acertos de contas que nunca se deram pois tudo ficou pela garganta e pelas meias-tintas.
Um dos elementos mais interventivo do grupo dos estudantes (que se assumiu como ex-estudante de Sociologia da FCSH) disse a dada altura, quando questionado por um jornalista, que estava "no meio de uma manifestação espontânea". A tese da casualidade é que não convenceu a polícia, que acabou por identificar um dos elementos do que considerou ser uma "contra-manifestação".
O MOMENTO DO RASTILHO
Foram duas horas e meia de tensão, mas sempre com a polícia a controlar a situação. Só num momento as coisas pareceram precipitar-se, o que levou á pronta intervenção dos agentes da PSP.
Quase do nada, o presidente do PNR José Pinto Coelho fez um gesto brusco, tirando o cinto das calças e parecendo querer investir contra alguém. Foi prontamente manietado pela polícia. O líder do PNR explicaria pouco depois que fez tal gesto em legítima defesa: "Foi para me defender, pois começaram a arremessar objectos", disse aos jornalistas.
Instantes antes, comentara o ambiente que se sentiu na Avenida de Berna. "Sabem porque houve esta manifestação [contra nós ]? Eles já andam nervosos", disse José Pinto Coelho. O "eles" é "uma faculdade extremista dominada pelo Bloco de Esquerda", sublinhara antes. O "eles" são também "uns comunistas do pior", afirmou noutra altura. Por junto serão, repetiu mais do que uma vez, "uns cobardes que só aceitam a liberdade de expressão para eles".
Sentindo que as coisas estão a correr bem, com a inesperada força de bloqueio estudantil que lhes caiu do céu, o líder do PNR afirma: "O nacionalismo está a crescer e é bom que os portugueses percebam isso... Houve o Brexit e o Trump, estas coisas vão surgindo, são dinâmicas", diz José Pinto Coelho aos jornalistas.
Os mesmos jornalistas que, minutos antes, haviam sido zelosamente filmados por um elemento do PNR. De telemóvel na mão, não se coibiu de o apontar durante largos segundos para o canto onde estavam muitos profissionais da comunicação social.
(NÃO) DISPARAR SOBRE O MENSAGEIRO!
Não foi só no discurso do líder do PNR que os jornalistas estiveram na mira: "A comunicação social boicota-nos!", afirmou.
Cerca de duas horas antes, na esplanada da faculdade, num debate sobre "Liberdade de expressão e neutralidade dos media", também os jornalistas estiveram no centro do debate e foram visados nas intervenções, embora de forma indirecta. Até parece que a polémica da conferência de Jaime Nogueira Pinto, adiada há duas semanas pela Direção da FCSH, se deveu a qualquer "erro de percepção" do mensageiro.
O debate contou com a presença da directora da edição portuguesa do "Le Monde Diplomatique", Sandra Monteiro, e de uma representante da direcção do Sindicato dos Jornalistas, Isabel Nery (mas esta só chegou mais tarde, já a conversa ia a meio). Por isso, Isabel Nery não ouviu o moderador do debate, Daniel Cardoso, ex-aluno e actual professor auxiliar da FCSH, lançar o tema da "neutralidade jornalística" e afirmar que "o jornalismo não pode ser neutral em relação à própria democracia".
O debate sobre a liberdade de expressão e a neutralidade dos media foi uma iniciativa do movimento "Primavera na FCSH, Contra o Fascismo", que lançou um manifesto a convocar os estudantes para comparecerem na faculdade, às quatro horas da tarde. O objectivo da concentração, não declarado, era fazer uma jogada de antecipação ao protesto do PNR. "Não podemos pactuar com o silêncio num momento em que ideologias fascistas e xenófobas se mobilizam para atacar o pluralismo e a democracia, componentes incontornáveis do ensino no nosso país", lê-se no documento.
Entre os signatários do texto (cerca de quatro centenas e meia, entre atuais e antigos professores/investigadores e alunos da FCSH), estão figuras conhecidas como a jornalista Alexandra Lucas Coelho e os historiadores Fernando Rosas, Irene Pimentel, José Neves e Raquel Varela.
O manifesto reafirma "o compromisso com uma cultura de conhecimento crítico, de ensino plural e de liberdade de expressão que tem caracterizado a FCSH ao longo dos tempos e que, estamos certos, continuará a ser uma marca fundamental desta instituição de ensino".
Quando decorria o debate sobre a neutralidade dos media, em conversa com o Expresso, e questionado se tal chamamento à concentração "Contra o Fascismo" não seria "dar demasiada importância" ao PNR, Fernando Rosas responde que não.
Já jubilado da FCSH, Rosas estava no local porque acabara de dar um seminário sobre a "história do Fascismo". O historiador definiu que o objectivo da iniciativa era que a FCSH estivesse "serena face à provocação" da Extrema-Direita. "Estamos aqui para defender o bom nome da faculdade".
Apesar de diversos contactos feitos na segunda-feira, o Expresso nunca conseguiu saber quem foram os patrocinadores do manifesto "Contra o Fascismo". O menos evasivo dos comentários foi o de que "é um movimento o mais alargado possível". Já ao final da manhã desta terça-feira a FCSH esclareceu que a iniciativa foi "organizada por docentes, investigadores e alunos, tendo sido autorizada pela Direcção. Consta de um debate, leitura de poemas e outras atividades de cariz cultural".
O problema é que a dinâmica gerada (entre outras coias, "em nome da liberdade de expressão") galgou depois para fora dos portões da faculdade e viria a travar um protesto (também em nome da "liberdade de expressão") que estava devidamente autorizado pela polícia. "O povo é calmo, o povo é sereno", poderia esperar-se, mas quando se trata de jovens às vezes as coisas fogem ao controlo dos criadores. No folhetim da "liberdade de expressão" na FCSH, isto será só fumaça?
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Fonte: http://expresso.sapo.pt/politica/2017-03-22-Contra-manifestacao-de-alunos-boicota-protesto-do-PNR

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E assim se confirmou exactamente o que o PNR denunciava - a atitude totalitária dos semi-estudantes cujos donos os doutrinaram para guinchar de maneira a que a voz do oponente ideológico não se possa ouvir. Sim, é a táctica mais infantil de todas, mas na cabeça de alguns «resulta» - é, aliás, a mesma táctica que os donos desta espécie de alunos adopta por vezes nos grandessíssimos mé(r)dia para abafar a voz dos Nacionalistas. Desta vez a indecência ficou bem a nu e pessoalmente até tive o gosto de com o megafone lhes chapar que até os gajos que fizeram o 25 de Abril têm vergonha de meninos destes, e tanto têm vergonha que a Associação 25 de Abril ofereceu as suas instalações para a realização da conferência de Jaime Nogueira Pinto. Diante disto, os meninos pretensamente antifas ou se calaram ou continuaram a gritar «fasciiiiiiiiista!» e daí não avançaram... E quando gritavam «Somos mais de dez!», do nosso lado lhes respondíamos «Nós também!», além de «Dez não valem um!», rematando com «Somos vinte e sete mil»... E quando os pivetes antirras repetiam o já estafado «Não passarão!» (é engraçado que quem originalmente gritou isso foi uma militante comunista durante a Guerra Civil de Espanha antes de os Franquistas passarem mesmo por cima dos seus camaradas...), respondíamos nós «Já passámos!»...

Enfim, uma tarde bem passada. 

MAIS OUTRO CASO ESPORÁDICO DE ATAQUE TERRORISTA, DESTA FEITA EM LONDRES...

A Polícia Metropolitana de Londres informou que quatro pessoas morreram num "ataque terrorista" realizado nos arredores do Parlamento no início da tarde desta quarta-feira.
Um porta-voz da Scotland Yard disse que entre os mortos estavam uma mulher, um polícia que fazia a segurança do Parlamento e o principal suspeito de ter realizado o ataque.
Pelo menos 20 feridos estão a ser tratados em hospitais, vários deles em estado grave.
A maioria deles foi atropelada por um carro que se dirigia em alta velocidade pela ponte de Westminster em direcção ao Parlamento.
Um médico diz que algumas das vítimas têm ferimentos "catastróficos".
O veículo atropelou pelo menos 12 pessoas, entre elas, três polícias que voltavam de uma cerimónia.
O carro bateu contra a grade das cercanias do Parlamento, Um homem armado com uma faca saiu do veículo e tentou entrar a correr no Parlamento, um dos principais cartões postais de Londres (é onde fica o Big Ben). Esfaqueou um polícia e depois foi atingido a tiro pela polícia.
O suspeito e o agente esfaqueado morreram.
Um repórter da BBC, Daniel Sandford, disse que o ataque pode ter sido realizado por duas pessoas.
Acrescentou que testemunhas relataram ter visto um "homem branco careca" e um "homem negro de cavanhaque" como possíveis autores.
Apesar de enfatizar que as informações não foram confirmadas pela polícia, os dois homens podem ter estado no carro que circulava em alta velocidade pela ponte de Westminster.
A polícia tinha sido chamada por causa do incidente no Parlamento às 14h45 (11h45 em Brasília).
O ataque ocorre exactamente um ano após a série de atentados em Bruxelas que deixou 35 mortos e mais de 300 feridos.
Entre as testemunhas do ataque na entrada do Parlamento estava o jornalista e autor Quentin Letts. Relatou que "o homem tinha algo nas mãos, parecia uma espécie de bastão".
"Foi confrontado por alguns polícias com jaquetas amarelas. Um deles caiu no chão e vimos que o homem de preto movia o braço como se estivesse esfaqueando o polícia. Um dos polícias correu para buscar ajuda, que veio rapidamente."
"Quando esse homem corria para a entrada do Parlamento que leva à Câmara dos Comuns, cerca de 15 metros talvez, dois homens à paisana com armas gritaram para ele o que parecia ser uma advertência. Ele ignorou o aviso e eles atingiram-no, duas ou três vezes, até ele cair."
Nick Robinson, apresentador da BBC que se dirigiu ao local após o ataque, disse ter encontrado um grupo de estudantes franceses claramente traumatizados, muitos chorando com o que disseram ter testemunhado. Estudantes com quem ele conversou disseram ter visto um carro a avançar na direcção de pedestres e também ouvido o som de tiros.
Disse que tudo indica que o veículo teria sido usado como uma arma, a exemplo de incidentes recentes na Alemanha e em França, mas que isso ainda não pode ser confirmado.
Outra testemunha que passava num táxi, o ex-ministro das Relações Exteriores da Polônia Radoslaw Sikorski, disse à BBC ter visto "pelo menos cinco pessoas gravemente feridas".
"Ouvi um barulho que parecia uma colisão. Olhei pela janela e vi alguém no chão, que parecia ferido, depois vi outra pessoa caída. Aí comecei a filmar. Foi quando vi mais três pessoas no chão, uma delas perdendo muito sangue. O que vi foi um incidente envolvendo pelo menos cinco pessoas gravemente feridas."
Imagens de TV mostraram um carro com a frente danificada sobre a calçada próximo de uma grade de protecção ao lado do Big Ben.
A polícia fez um apelo para que as pessoas permanecessem "calmas, alertas e vigilantes". Poucas horas depois do ataque, a hashtag #PrayForLondon - que significa "reze por Londres" - se tornou uma das populares no Twitter, inclusive no Brasil.
A área teve a segurança reforçada desde os ataques de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos e os atentados ao sistema de transporte de Londres, em 2005.
Testemunhas disseram ter ouvido quatro disparos. A primeira-ministra do país, Theresa May, se encontrava no Parlamento na hora do incidente.
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Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39353572

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E agora, também terá isto sido feito por maluquinhos? Se calhar estavam a sair do manicómio quando um deles disse «eh pá, tive uma ideia, vamos atacar o Parlamento!» Ou era de um manicómio ou de uma mesquita, não sei bem...

PORTUGUESES SÃO OS IMIGRANTES EM FRANÇA QUE MAIS APOIAM A FRENTE NACIONAL

Dizem que ela é a “mãe” de que França precisa, que ela fala quando todos se calam. Muitos portugueses em França querem ver Marine Presidente. Dizem que há maus imigrantes – e não são eles. Entre os jovens com raízes na imigração, os luso-descendentes são os mais dispostos a votar na Extrema-Direita.
A sede da Front National Jeunesse de Paris passa despercebida na Rua Jeanne d'Arc. No número 165 não se vislumbra referência à juventude partidária. Um centro de relaxamento e massagens asiáticas serve de vizinho. Um graffiti com a inscrição “antifa”, o diminutivo de anti-fascista, não foi totalmente apagado pelas camadas de tinta sobrepostas de forma tosca.
Só quando tocamos à campainha e um grupo de jovens nos abre a porta vemos símbolos da Frente Nacional (FN), entre os quais uma caneca com a inscrição “J’ ♥ Marine” e um cartaz com o slogan “ni droite, ni gauche” (nem direita, nem esquerda).
Duas dezenas de pessoas preparam-se para ouvir a palestra de um director administrativo e financeiro de um hospital mutualista. Vai “descodificar” Emmanuel Macron, candidato às presidenciais francesas. Não há gritos nacionalistas nem cabeças rapadas: esta é a nova FN, que procura fugir dos rótulos “Extrema-Direita”, “racista” e “xenófoba”.
Quando assumiu a chefia da FN, Marine iniciou a “desdiabolização” do partido. Mas o processo em curso – que os militantes juram ser verdadeiro e os opositores apelidam de mero marketing – ainda não sossega o orador. Proibiu os presentes na sala de captar imagens e sons, usou um pseudónimo. Apoiar a FN pode ser uma nódoa no currículo ou “um problema”, como diz aos “camaradas” Davy Rodríguez de Oliveira, vice-presidente da Front National Jeunesse.
O orador mostra um mapa ideológico: Marine Le Pen surge pouco à Direita de Nicolas Sarkozy. No mapa, Jean-Marie Le Pen, pai de Marine e símbolo da velha FN, é o político mais à Direita. A Frente Nacional mudou. Ou quer fazer acreditar que sim.
A mãe Marine
No dia anterior, uma terça-feira de Fevereiro, as notícias ofereciam um concentrado de algumas das coisas que vão na cabeça de quem vive em França: detenções em Marselha de três suspeitos de terrorismo; a recusa de Marine Le Pen em vestir o véu islâmico para um encontro com o grande mufti da capital do Líbano; buscas policiais na sede da Frente Nacional, em Nanterre, no âmbito da investigação ao alegado uso indevido de fundos do Parlamento Europeu para financiar a actividade do partido.
Aparentemente indiferente às buscas, a poucos passos da sede da FN, Manuel Domingos, um dos 608 mil imigrantes portugueses em França (dados de 2013, que indicam ainda a presença de 680 mil luso-descendentes), serve os cafés a um grupo de trabalhadores portugueses – a energia necessária para retomar o trabalho. O movimento do almoço transforma-se, lentamente, no sossego da tarde. Marine não está aqui, mas podia estar: o Chez Tonton, restaurante do português Manuel Domingos, é local habitual de repasto de dirigentes da Frente Nacional – o “Le Monde” chamou-lhe o “verdadeiro quartel-general” e a “cantina” do partido. Marine não está aqui, mas está: Manuel pôs cartazes da líder da Frente Nacional um pouco por todo o lado. 
Os símbolos portugueses partilham o espaço das paredes com objectos de propaganda da Frente Nacional, muitos deles assinados com dedicatórias ao querido “Tonton”. Manuel convida-nos a subir ao primeiro andar. Uma sala com a placa “privé” está decorada a preceito para receber os dirigentes da Frente Nacional: cartazes e a bandeira francesa. No rés-do-chão, um homem de fato degusta um bife debaixo de um cartaz de Marion Maréchal-Le Pen, a neta de Jean-Marie e sobrinha de Marine que, aos 22 anos, se tornou a mais jovem deputada da história da política moderna francesa.
Há símbolos dos três grandes do futebol português e frases contra o fiado nas redondezas de uma colecção de emblemas das forças de segurança francesas. “A polícia não é respeitada como era antigamente”, atira Manuel, exemplo de uma “crise que é monstruosa devido a todas estas facilidades das fronteiras abertas”. Partilha com a Frente Nacional o diagnóstico dos problemas de França e as soluções. Dizemos que, se há 34 anos, a política de Marine Le Pen estivesse em vigor – a candidata propõe uma redução para 10 mil novas entradas de imigrantes por ano – talvez Manuel não estivesse em França. “Talvez você tenha razão, mas acho que hoje é um abuso de confiança”, responde. E mais à frente conclui: há “uma maioria de bandidos” na nova imigração.
As sondagens indicam uma luta renhida entre Le Pen e o social liberal Emmanuel Macron pela vitória na primeira volta, a 23 de Abril. Os estudos de opinião dão uma vitória a Macron à segunda volta (7 de Maio), mas Manuel Domingos acredita que é desta: Le Pen será Presidente. Gostava que ela celebrasse a vitória no Chez Tonton, como prometeu nas eleições de 2012, nas quais perdeu na primeira volta – desta vez, as sondagens dão como certa uma passagem de Marine à segunda volta. Marine mudou o partido, suavizou a mensagem, afastou-se de comentários anti-semitas e abertamente racistas. Mas Manuel não é um convertido a Marine: já militava no partido nos tempos do pai, “um grande amigo”, antes de o partido construir a sede ao lado do seu Chez Tonton. “É como uma família, está a perceber?”
Uma volta por Puteaux e Nanterre, dois subúrbios de Paris, parece dar força às palavras de Marine, em 2012, numa entrevista ao “Expresso”: “Os portugueses de França são os mais duros para com os imigrantes que vêm para cá e não respeitam ninguém!”. Em 2015, um quarto dos luso-descendentes candidatos às eleições departamentais, de âmbito local, concorreu pela Frente Nacional. Em Maio de 2016, um estudo do Centro de Estudos Políticos de Sciences Po mostrou que entre os jovens franceses com origens na imigração os que têm ascendência portuguesa eram os mais dispostos a votar na Extrema-Direita – 50% admitiam fazê-lo. E Davy Rodríguez de Oliveira, o vice-presidente da juventude FN, é neto de imigrantes, uma portuguesa e um espanhol. Para ele, não é contraditório ter raízes na imigração e ser a favor de um partido que vê a imigração como um problema.
A Avenida Georges Clemenceau liga Nanterre a Puteaux, cidade geminada com Braga, casa e local de trabalho de muitos portugueses e luso-descendentes. Para chegar ao A La Bergère, haveremos de passar por uma agência da Caixa Geral de Depósitos, uma funerária muçulmana, um restaurante turco e uma escola. São 17h00 e é hora de saída dos alunos e alunas, muitos delas de véu islâmico na cabeça. É um dia normal em França, onde quase 20% da população é imigrante ou descendente de imigrantes (dados de 2013).
O A La Bergere é um café-restaurante numa esquina de Puteaux. À volta do balcão, assume-se sem problemas o apoio à Frente Nacional enquanto se bebericam cervejas e se põe a conversa em dia. Muitos dos clientes são portugueses. À porta, Manuel Baptista, de 58 anos, diz-nos o que lhe vai por dentro: “Voto na Marine Le Pen e espero que ela ganhe. É uma mulher que nunca esteve no Governo. Espero que ela seja uma boa mãe.” E repete: “que ela seja uma boa mãe.” 
Será uma estreia. Manuel votou sempre no PS, mas “eles prometem tudo e não dão nada a ninguém”. A oportunidade de trabalhar nas obras, “sempre nas obras”, levou-o de Guimarães para França há 35 anos. Há cinco foi dado como “handicapé”, conta num português afrancesado. Apesar de parcialmente incapacitado, é “obrigado a trabalhar nas obras” para “comer”. A promessa de Marine de descer a idade da reforma para os 60 anos dá-lhe uma réstia de esperança. “Não é normal que dêem a ‘retraite’ aos 45 e 50 anos a pessoas que trabalham para o Estado e a nós [que trabalhamos nas obras] só aos 65 anos. Não é normal, nós estamos todos rebentados.”
O discurso anti-imigração com que Marine Le Pen espera vencer as eleições presidenciais não assusta o imigrante Manuel Baptista. “Quando vamos para um país qualquer temos que trabalhar”, diz. “A Marine Le Pen não quer ninguém fora daqui: quer que as pessoas trabalhem, não quer que as pessoas fiquem na cama até ao meio-dia.”
Thibauld Dujardin, 26 anos, secretário-geral do 13.º distrito de Paris da FN, afirma que a realidade veio dar razão ao partido, que mudou e se afastou da imagem “não muito boa” que tinha nos tempos de Jean-Marie Le Pen. “Temos pessoas da imigração [nos quadros do partido]: Jean Messiha, que vem do Egipto e que teve a seu cargo a escrita do programa, Guy Deballe, da África Central, que é candidato em Paris às legislativas… Com os motins, o terrorismo, as pessoas vêem que há algo a correr mal no país, que não podemos ser apenas politicamente correctos e esperar que as coisas corram bem. Temos de tomar decisões, temos de parar a imigração”, sublinha.
Entre as decisões a tomar está, sugere, um “convite” para a saída de imigrantes sem emprego – algo que não consta do programa de Marine. “Damos-te um período de tempo para encontrares trabalho, mas, findo esse período, a solidariedade deve ir para os cidadãos nacionais”, afirma. “Não podes ser um custo para a França. Vamos pedir a essas pessoas para saírem se não conseguirem arranjar um emprego.”
O Islão como inimigo
A popularidade da Frente Nacional entre a comunidade portuguesa e luso-descendente não surpreende Nonna Mayer. Recebe-nos no seu gabinete no Centro de Estudos Europeus da Universidade Sciences Po, um cubículo demasiado pequeno para tantos livros sobre Extrema-Direita, eleições, raça e imigração. Um separador reúne apenas escritos sobre os Le Pen e a Frente Nacional. Nonna é uma das maiores autoridades na matéria. Começou a estudar a Extrema-Direita francesa por volta das eleições europeias de 1984 – o primeiro resultado significativo da FN, 11% dos votos.
“A ideia de que os benefícios sociais vão para pessoas que não os merecem – os pobres indignos e os imigrantes indignos – é uma história muito clássica, não é específica da França. Algumas pessoas dizem: ‘Como é que se pode ser imigrante e votar num partido anti-imigrantes?’ Ora, isso depende: uma pessoa pode ser imigrante, vítima de racismo e xenofobia, e ter os seus próprios bodes expiatórios, ter a sensação de que há outros imigrantes que não se comportam como deve ser. Não é assim tão ilógico votar na Marine Le Pen. Veja-se o caso de Jean-Marie Le Pen, famoso pelos seus comentários anti-semitas: mesmo assim, os inquéritos dizem que cerca de 13% das pessoas que se consideram judias votaram na Marine Le Pen em 2012.”
A evolução da Frente Nacional manteve Nonna Mayer no seu rasto. Descobriu que o partido desfez as velhas “clivagens” (religião e classe) que geraram o quadro partidário tradicional, conseguindo unir nas urnas “inimigos de classe” históricos, como patrões e operários.
Recentemente, voltou ao seu velho objecto de análise num estudo sobre a sociologia política da precariedade. “Não é só o ser-se pobre, não é apenas uma questão de dinheiro, é o facto de se estar isolado, de não saber se vamos ter o suficiente para comer ou para ter uma casa amanhã”, explica. Entre os inquiridos, ouviu muitas pessoas em situação precária que vêem em Marine “alguém interessante” e imigrantes a dizer “se calhar temos demasiados imigrantes”. “Muitos disseram: ‘Eu sou de origem imigrante, mas, na minha família, nós trabalhámos muito, trabalhámos muito para nos integrar, e os novos imigrantes não’.”
Muitos dos inquiridos por Nonna Mayer e Céline Braconnier votaram à Esquerda em 2012. “Mas alguns disseram: ‘Vê? Ao menos quando Marine Le Pen fala, nós percebemos. Ela diz as coisas muito claramente. E ela é menos burguesa do que os outros candidatos."

A Frente Nacional não está sozinha. Um pouco por toda a Europa forças classificadas como populistas atacam a imigração, o islão e o “sistema”. “O problema é que hoje, por toda a Europa, temos este tipo de partidos. São muito diferentes, não têm a mesma história que a Frente Nacional, mas há extremas-direitas que são populistas, nativistas, proteccionistas, eurocépticas. Estão por todo o lado. Crescem, dizem elas, porque protegem os perdedores da globalização.

“Este é o factor por detrás disto, o factor que lhes permitiu desenvolverem-se”, teoriza. “É o medo da globalização. E, na Europa, o medo da integração na União Europeia. Quando entrevistámos pessoas que votam na Frente Nacional, elas dizem-nos que a União Europeia é uma porta aberta para mais imigração. E isso não quer dizer que este é o problema, mas é enquadrado como um problema pela Frente Nacional.”

As propostas de Marine que mexem na vida dos portugueses
Sair do euro;
Referendar a permanência na UE;
Expulsão automática para "criminosos" estrangeiros;
Restabelecer as fronteiras nacionais e sair do espaço Schengen;
Reduzir a imigração legal a 10 mil entradas por ano;
Condições "mais exigentes" para obter a nacionalidade francesa;
Taxa adicional aplicada aos salários dos trabalhadores estrangeiros;
Reforma aos 60 anos, desde que cumpridos 40 anos de contribuições;
Atribuir apenas aos franceses os incentivos à natalidade;
Prioridade aos franceses na atribuição de alojamento social;


No discurso do partido, com a queda do Comunismo, a imigração tornou-se no prato principal. Nos últimos anos, aponta Mayer, esta posição cruzou-se com um “novo inimigo”: o Islão. “Têm o contexto ideal: refugiados a chegar, dois anos com uma série de ataques terroristas e o arrastar da recessão, da crise económica e do desemprego”, analisa a socióloga.
“Ela diz que está contra o fundamentalismo islâmico e mudou de forma muito inteligente o discurso. Ela afirma: ‘nós somos os campeões da democracia, estamos a defender a democracia contra a ameaça do fundamentalismo islâmico’. Ela coloca-se como uma guerreira contra o fundamentalismo islâmico, visto como uma ameaça aos direitos das mulheres, aos direitos dos homossexuais, aos direitos dos judeus. Diz que a Frente Nacional é a campeã da secularização, um velho princípio da república francesa, o que faz com que a plataforma dela, que é, desde sempre e antes de tudo, como nos tempos do pai dela, anti-imigração, se torne mais aceitável face aos valores da democracia.”
A mudança no discurso da FN ficou conhecida como a “desdiabolização” e chegou ao ponto de levar Marine a condenar as palavras do pai quando este disse que as câmaras de gás foram um “detalhe” da história da II Guerra Mundial. Mas, para Nonna Mayer, “no que diz respeito a rejeitar o outro, a rejeitar as minorias, a rejeitar os imigrantes, a linha mantém-se, dentro do partido e entre os seus eleitores”. Os estudos que fez provam isso mesmo: os eleitores da FN “são sempre mais intolerantes do que todos os outros”.
Extremista, eu?
Davy Rodríguez de Oliveira, o vice-presidente da juventude da Frente Nacional, sorri quando lhe falamos em Nonna Mayer. Garante que o partido mudou mesmo. Se não tivesse mudado, assegura, ele, que há poucos anos militava pela Esquerda, não estaria a falar connosco no número 165 da Rua Jeanne d'Arc, rodeado por livros (de Marx – sim – a tomos sobre a II Guerra Mundial e religião).
Nonna investiga onde Davy, que tem 23 anos, estuda. Em 2015, ele e outros jovens quebraram a rotina da prestigiada Sciences Po, onde estudaram François Hollande, Jacques Chirac e José Sócrates: abriu um grupo representativo da Frente Nacional. Antes, tinha estado no Partido Socialista e no Parti de Gauche, comparável ao português Bloco de Esquerda. O que o levou à outra ponta do espectro político? Ele, que na entrevista à Renascença cita o marxista Žižek, rejeita a geometria. “A FN é um partido um bocadinho diferente dos outros porque não é de Esquerda nem de Direita. É um partido que diz: tens de um lado os patriotas e do outro os mundialistas. Os que querem defender a cultura francesa, as culturas europeias e os modelos sociais e, do outro lado, os que querem desfazer os países para impor a União Europeia”, argumenta. A Esquerda pareceu-lhe já “submetida” à União Europeia.
Entre os quase 6 milhões de imigrantes que viviam em França em 2013, os portugueses representavam cerca de 10% do total. São a nacionalidade europeia mais representada, e a terceira a nível mundial, atrás dos argelinos e marroquinos. Estes números incluem apenas os imigrantes de primeira geração. Fonte: Insee, censos da população de 2013
Uma conversa com Gaëtan Dussausaye, presidente da Front National Jeunesse, foi decisiva para alterar a forma como Davy via o partido. Diz ele agora: a FN não é “extremista”, “racista” ou “homofóbica”, só tem posições claras. Uma delas: “Estamos a favor de uma política de assimilação das populações que estão a chegar de África. É dizer ‘não’ a pessoas que chegam a um país e que impõem a sua cultura a esse país. Se vêm viver para a França é porque querem viver como franceses, como europeus.” O programa de Marine advoga a “assimilação republicana, princípio mais exigente do que a integração”.
Mais à frente, Davy reforça a ideia de que há bons e maus imigrantes e descendentes de imigrantes. E os portugueses estão, regra geral, entre os bons. “Os franceses com origens portuguesas estão muito mais bem assimilados do que as populações africanas”, acredita. Hoje, conclui, a imigração tornou-se um problema. Económico (com a taxa de desemprego a rondar os 10%, a “prioridade nacional” deve imperar – mesmo que entre os imigrantes a taxa de desemprego seja o dobro, segundo dados de 2015 do instituto nacional de estatísticas francês) e social.
Nas 144 medidas apresentadas por Marine Le Pen, a “prioridade nacional” traduz-se, por exemplo, numa taxa a aplicar aos trabalhadores estrangeiros. Uma medida que afectaria os cerca de 500 mil portugueses sem nacionalidade francesa. 
Nos subúrbios de Paris há muito racismo contra os brancos. Em muitos sítios os brancos são uma minoria e são discriminados por serem brancos”, garante Davy, que vive em Saint-Ouen-l'Aumône, a 27 quilómetros do centro da capital. Thibauld Dujardin, companheiro de partido, ficou desiludido com Sarkozy e Hollande por não conseguirem impedir novos motins nos subúrbios parisienses, depois dos eventos trágicos de 2005. Foi por isso que aderiu à FN. Diz que, em vez da multiculturalidade, impôs-se uma “uniculturalidade”, que não é francesa. É árabe? “Estou a falar de qualquer cultura que não é assimilada pela cultura francesa.”
Nonna Mayer conhece este discurso. “O truque de Marine Le Pen é focar-se exclusivamente nestes subúrbios”, alerta. Os problemas de delinquência não são o todo, mas a parte: “não se pode extrapolar para França e para todos os imigrantes”, nem sequer para todos os subúrbios, defende.
A socióloga reconhece problemas, mas foca-se nas causas. “Estamos numa situação em que é difícil conseguir atingir objectivos económicos e é mais fácil concentrar o debate político em questões de identidade”, observa. “O problema não está na assimilação, mas em dar os meios”, argumenta. “Muitas vezes, mesmo quando têm um curso superior, por causa dos nomes e por causa dos bairros sociais de onde vêm, as pessoas não os aceitam. Há muitas provas que mostram que há discriminação. Para o empregador, não é a mesma coisa se o teu nome é Mohammed, Frédéric Dupont ou Mohammed Ben Ali. Existem problemas, mas o essencial é não concentrar a discussão na religião ou na imigração, mas sim no que podemos fazer para os ajudar a sair da miséria. Estes subúrbios desfavorecidos não são habitados apenas por imigrantes e filhos de imigrantes. Considero que o primeiro problema é económico e social.
Alergia à política
A portuguesa Luciana Gouveia vive perto de Saint-Denis, o departamento dos arredores de Paris “que é mais categorizado como multicultural. Mas a França é isso mesmo”. Coordena os projectos da Cap Magellan, a maior associação de luso-descendentes em França, que passa despercebida num recanto sossegado da Avenue de la Porte de Vanves. O edifício concentra várias iniciativas com bandeira portuguesa: a Cap Magellan, o “LusoJornal” (semanário franco-português) e a Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa. Ali ao lado, um café ostenta uma bandeira da Colômbia e serve pizas para fora. Um exemplo da multiculturalidade que Luciana receia estar em risco se Le Pen for eleita Presidente.


Os outros candidatos e as propostas
que mexem na vida dos portugueses

EMMANUEL MACRON
Independente, 
social liberal
Fim da jornada semanal de 35 horas para os jovens

BENOÎT HAMON
Partido Socialista,
Esquerda
Rendimento universal de existência

FRANÇOIS FILLON
Os Republicanos,
Direita
Redução da entrada anual de novos imigrantes

JEAN-LUC MÉLENCHON
Partido de Esquerda,
Esquerda radical
Subir salário mínimo para 1.326€ (35 horas)


Uma equipa com franceses e portugueses trabalha ao computador. Há poucos dias estavam todos concentrados com a organização dos primeiros Estados Gerais da Luso-descendência. Agora, é o dia seguinte: trabalham para pôr de pé “uma rede de actores” que ajude, por exemplo, a alargar o ensino do Português.
“Temos 30 mil pessoas a aprender Português, o que é nada quando há 700 mil a aprender o Alemão e mais de dois milhões a aprender o Espanhol. Os portugueses não conseguiram, não conseguem, não têm essa tradição de se estruturarem, de se organizarem, de funcionarem como um lóbi junto das autoridades públicas portuguesas e francesas”, diz. Isto apesar de existirem “mais de 900 associações portuguesas em França”.
A delegada geral da Cap Magellan liga esta falta de representação a uma “espécie de alergia e de aversão à política”. Muitos saíram de Portugal sem terem experimentado a democracia; outros não pedem a nacionalidade francesa, apesar de só ela permitir votar nas presidenciais.
Carlos Pereira, director do “LusoJornal”, relativiza a aparente falta de participação cívica da comunidade portuguesa. Lembra que quatro mil eleitos para municípios franceses são de origem portuguesa. Um número que esconde outro: foi o “LusoJornal” que fez as contas e descobriu que a Frente Nacional acolheu nas suas listas 25% dos candidatos luso-descendentes. “Isso não quer dizer que há mais militantes [portugueses] na Frente Nacional [do que noutros partidos]. Há tão poucos militantes na Frente Nacional que acaba por ser muito fácil chegar a candidato”, contrapõe.
Não ter a nacionalidade francesa não era um problema para Luciana até Marine Le Pen se tornar um problema para quem teme ideias “claramente racistas e xenófobas”. Gostava de poder votar contra ela porque a sua popularidade nas sondagens é “super-preocupante”. 
“A grande receptividade das ideias da Marine Le Pen vem do medo do outro, o medo de perder o nosso conforto dificilmente alcançado (e não retiro nenhum mérito aos que vieram nos anos 60 e 70), que isso seja tudo posto em causa com esta dinâmica migratória que existe agora”, acredita Luciana.
Mostramos-lhe o estudo de Sciences Po que indica que, em Maio de 2016, 50% dos jovens com ascendência portuguesa apoiava a Frente Nacional. Pede para fotocopiá-lo. “Fico um bocado surpreendida”, reage. “Imagino que sim, que haja uma espécie de valorização do mérito e do esforço dos pais, considerando que isso está posto em perigo. Também há uma parte de egoísmo: os outros vêm tirar a mim, não quero.”
Carlos Pereira relativiza. Admite que a Frente Nacional aposte numa “instrumentalização” da comunidade portuguesa – “vocês são os bons imigrantes”. “Mas não quer dizer que haja mais votantes [com origens portuguesas] na Frente Nacional do que nos outros partidos. Não acredito nisso. E não quero acreditar”.
Hermano Sanches Ruivo, vereador dos Assuntos Europeus na Câmara de Paris, também não. Na janela do seu gabinete pôs uma bandeira europeia. “Sofri racismo quando era puto, quando tinha dez anos”, conta. Chegou a França aos cinco anos. A vontade de agir levou-o à política. Nestas eleições, apoia Benoît Hamon, o candidato apoiado pelo Partido Socialista. “Quando sofri racismo, podia muito bem ter feito como alguns, poucos, que até afrancesaram os nomes. De Ferreira passaram para Ferrère, por exemplo”, conta. A família apostou na “dupla cultura” – portuguesa e francesa – para o educar. Já a “extremista” e “xenófoba” Marine Le Pen, que só admite a dupla nacionalidade para cidadãos europeus, ataca-a, considera Hermano. “É a negação do que faz a força da França.”
O vereador luso-francês não isenta de responsabilidades os partidos que têm governado a França. “Não se resolveu completamente a descolonização”, não se salientou que “a imigração é uma mais-valia para a França” e que os seus resultados económicos são “positivos”, não se conseguiu encontrar uma forma de integrar plenamente diferentes religiões numa república que faz da laicidade um princípio fundador. Conclusão: “Criaram um espaço para que a solução seja sempre contra o imigrante, contra o estrangeiro, contra a Europa.”
O tempo das barracas
Estacionado o potente carro na zona do Plateau, uma zona alta de Champigny-sur-Marne, a 12,5 quilómetros do centro de Paris, Gilberto Francisco viaja no tempo.
“Há 56 anos, quando nasci, no dia 18 de Fevereiro, isto estava completamente abandonado. Tudo o que vocês vêem aqui, esta zona do Plateau, era uma zona cheia de árvores, abandonada. Hoje transformou-se numa grande zona industrial. Mesmo estas casas não existiam, já foram feitas depois dos anos 60. Por estar ao abandono é que os portugueses se instalaram aqui, se quisermos, fraudulosamente. Praticamente viemos sem autorização”, conta.
Eram os tempos das “bidonvilles”. Em meados dos anos 1960, as autoridades estimam que 100 mil pessoas vivessem nestes aglomerados de barracas. Muitos eram portugueses. “Eram barracas com portas que eles encontravam nas obras. Traziam placas e faziam as barraquitas onde se aqueciam mal. Não tinha condições para viver. Às vezes viviam quatro ou cinco portugueses na mesma barraca.” 
A vida era miserável. “Chamavam-me o picha fria porque andava sem calções, sem nada, os pés descalços e só tinha uma camisolita”, conta. A população não gostou de ver aquela multidão de portugueses “mal vestidos” que “não sabiam falar” Francês. A acção de Louis Talamoni, presidente da Câmara de Champigny entre 1950 e 1975, foi decisiva – por isso, em 2016, um grupo de portugueses decidiu homenageá-lo com a construção de um monumento no Plateau. “Permitiu-nos ter água, ter luz, eu poder ir à escola, a gente ter papéis para trabalhar, ter uma simples caixa de correio. Ele sempre nos defendeu porque viu que era uma população de trabalhar, não uma população para invadir”, diz Gilberto. A estátua em honra de Talamoni é cercada por dois mil tijolos, assinados por portugueses que passaram por Champigny, familiares seus e políticos como o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
Gilberto e muitos outros portugueses “estão bem na França”. Mas repete-se o discurso que ouvimos em Puteaux e Nanterre: outros imigrantes preferem viver à custa dos apoios do Estado. O discurso da “radical” e “provocadora” Marine não o seduz – prefere François Fillon. “O voto em Marine Le Pen é um voto de sanção, uma maneira de o francês dizer ‘estou farto’”, o que explica os prováveis bons resultados numa primeira volta, acredita. “À segunda ela nunca ganhará porque as pessoas têm medo: não só pela imigração, mas porque ela quer sair da Europa, quer voltar ao franco. É uma política que só diz ‘estou farto dos imigrantes, do islamismo, dos radicais’. Mas que solução tem ela? Nenhuma.”
Fácil de entender
Regressamos ao centro de Paris. Fernando Moura gostava de poder votar em alguém como a “senhora Margaret Thatcher”, alguém que consiga dizer “sim” e “não”, porque “a França anda muito à deriva”. Le Pen não é essa pessoa, afirma, numa pausa dos seus cozinhados do restaurante Saudade, o estabelecimento português “mais cotado” da capital francesa. Mariza, Fernando Mendes e Tony Carreira já lá passaram, revelam fotografias colocadas à entrada.
“Tudo o que é extremo não é bom”, diz Fernando Moura, que vai votar em Fillon. “Para nós, portugueses, acho que nada vai ter influência, seja ela [Marine] ou não, porque somos europeus, estamos todos legalizados”, acrescenta. Mas “sair da Europa e voltar ao franco” seria negativo, acredita.
França chamou Maria Trigo há mais de três décadas. Emigrou para França com o objectivo de ganhar dinheiro para se casar. “E, afinal de contas, vim para aqui e aqui fiquei. Arranjei outro moço e não me casei com o outro”, confessa, sentada no sofá do apartamento a que tem direito como porteira de um prédio da endinheirada Quai de Grenelle, a centenas de metros da Torre Eiffel. Do outro lado da rua, junto ao Sena, um monumento lembra as vítimas de “perseguições racistas e anti-semitas” cometidas pelo governo de Vichy durante a II Guerra Mundial. Escrito na pedra, o pedido: “n’oublions jamais”. Não esqueçamos nunca.
Foi a ver televisão e a falar com os Franceses que aprendeu “qualquer coisa” de Francês. Na sala acumulam-se “souvenirs de Portugal”, de crachás a fotografias. Mas conversar com Maria, mãe de dois filhos, é falar sobretudo de trabalho: “Eu estou sempre ocupada, se não estou é porque não posso”. Cozinha, arruma o lixo, trata da higiene de idosos. Noutros tempos passava a ferro as roupas do conservatório, onde o marido trabalhava, e aguentava as noitadas – hoje, aos 61 anos, acorda às 4h30, mas não consegue repetir tais proezas. Ganha dois mil euros por mês, que tenta poupar para a reforma que quer passar entre Portugal (“quero estar lá ao pé da praia”) e França.
Adoraria que Marine Le Pen fosse eleita – “para meter uma certa ordem”. E as limitações à imigração? E o fecho das fronteiras? “Pode ser que não seja para os portugueses”, responde, “que seja para esses países que não fazem parte da comunidade europeia”.
Eunice de Lemos está apenas há um ano e meio em França, a fazer um mestrado em História da Filosofia na Sorbonne, e sente que Marine está em todo o lado. As suas entrevistas televisivas batem em audiência as dos rivais, ela “está na boca do povo”, tem um “carisma extremo que consegue conquistar as massas”.
Eunice e o namorado, o luso-belga Bernardo Haumont, estão “preocupados” com a possibilidade de Marine se tornar Presidente, revelam-nos no café do Studio 28, um cinema do quarteirão parisiense de Montmartre fundado em 1928. “Acho que há uma estratégia de embelezamento do partido que visa alargar o espectro de eleitores da Front National e que está a resultar claramente”, receia Eunice. “Vi um documentário bastante recente sobre os novos eleitores do partido. Mostravam, por exemplo, um casal gay, dois homens que votavam Marine Le Pen; um senhor que emigrou do Egipto para França nos anos 70 e que hoje vota Front National; um ‘rapper’ de 30 anos, com origens no Norte de África, que vota Front National. Isto jamais seria possível se a Marine Le Pen não tivesse procedido a uma estratégia muito eficaz de tornar o partido noutra coisa. Já não é só um partido de Extrema-Direita claramente racista, xenófobo, etc., mas, no entanto, não deixou de ser isso. 
Nonna Mayer, que estuda a Frente Nacional há mais de 30 anos, sente que pela primeira vez há pessoas que acreditam na hipótese de um Le Pen se tornar Presidente. “Existe a sensação de que o único candidato político que tem uma mensagem clara, fácil de entender, é Marine Le Pen. Eles têm um partido, um candidato, uma mensagem, um meio. E ela diz: ‘Fechem as fronteiras, parem com a imigração e a França vai voltar ao que foi antes’.”
“Não temos uma mensagem tão clara nem à Direita nem à Esquerda. A Esquerda e a Direita estão fragmentadas e a força de Marine Le Pen é a fraqueza dos seus opositores”, analisa. Para vencer Le Pen é preciso mais do que descodificar a sua mensagem. “Não basta voltar a dizer que o que ela diz é mentira. É preciso propor algo que entusiasme, traga esperança e fé aos eleitores.”

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Fonte: http://rr.sapo.pt/marine-le-pen-portugueses/index.aspx   -  Página com vídeo incorporado

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Saboreia-se sempre com prazer a surpresa irritada da elitezinha tuga quando constata que afinal o «seu» povinho, que supostamente seria tropicalista e amante da misturada, é na verdade um Povo europeu como outro qualquer e não embarca em terceiro-mundices anti-europeias...