sexta-feira, maio 29, 2015

OS PORTUGUESES VÃO RECEBER AJUDA DA UNIÃO EUROPEIA... MAS PARA DAR AOS DITOS REFUGIADOS...

Agradecimentos à leitora que aqui trouxe esta notícia: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-05-27-Portugal-pode-receber-10-M-para-acolher-1701-refugiados
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Portugal poderá vir a receber 10 milhões de euros para acolher 1700 refugiados que entraram na Europa através da Grécia e Itália. Os números fazem parte do  mecanismo temporário de emergência apresentado hoje pela Comissão Europeia, para aliviar a pressão sobre os dois países.
Bruxelas quer distribuir 40 mil requerentes de asilo, naturais da Síria e Eritreia, pelos vários Estados-membros. Nas contas da Comissão, Portugal deverá receber 4,25% dos pedidos e 6 mil euros por cada refugiado. 
Além dos 1701 refugiados, a Comissão recomenda ainda que o Portugal reinstale 700 requerentes de asilo que estão em campos das Nações Unidas fora da União Europeia. 
No total, nos próximos dois anos, Portugal poderá vir a acolher mais de 2200, um número muito superior aos 55 refugiados que receberam protecção portuguesa em 2014. 

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Agora é esperar mais uns dez milhões, ou talvez, vá lá, cinco, para dar abrigos decentes e refeições diárias a quem em Portugal vive na rua... Claro que estes não são alógenos, não tem por isso a mesma piada ajudá-los, mas  enfim, sempre são seres humanos...

Obviamente que, numa sociedade sadia, em primeiro lugar garantia-se que não havia um só autóctone sem saber se no dia seguinte teria ou não que comer, só depois se ajudava fosse que alógeno fosse, mas para já as coisas estão assim... enquanto os Nacionalistas não alcançam algum poder sobre a sociedade. 


IV JORNADAS DAS LETRA GALEGO-PORTUGUESAS DE PITÕES DAS JÚNIAS - AMANHÃ E DEPOIS


Para consultar o programa do evento, aceder a esta página:
http://despertadoteusono.blogspot.com.es/2015/04/programa-provisorio-dia-30-de-maio.html

quarta-feira, maio 27, 2015

NOS MEANDROS DA EUROPA ESLAVA - JOVENS CELEBRAM RELIGIOSAMENTE DA PRIMAVERA NA CROÁCIA


























Imagens do rito em honra de Jarilo, Deus da Primavera, realizado em finais de Maio, no monte Ucka, Croácia.

Clicar aqui para ver mais fotos: http://www.slavorum.org/how-croatian-rodnovers-celebrated-jarilo/


FESTIVAL DA EUROVISÃO DE 2015


Realizou-se mais um Festival da Canção na Europa que foi bem menos europeu do que o seu nome sugere. As músicas cantadas nas línguas nacionais são raríssimas. Impôs-se uma americanização não apenas musical e linguística mas até mesmo estética de maneira tal que assistir àquilo é pouco diferente de ver o canal MTV ou coisa parecida. O espírito basicamente competitivo conjuga-se com o molde dos gostos dominantes para que se imponha esse estado de coisas. Eventualmente acreditam, os concorrentes e autores, que as suas possibilidades de vencer aumentam exponencialmente se cantarem em Inglês e com trejeitos éMeTiVescos. Talvez tenham razão, mas o resultado é genericamente empobrecedor e tira valor ao que deveria ser um evento especificamente europeu. Valha, neste caso, o bom exemplo português, que por orgulho e/ou coerência dos autores e júris resiste sempre à baratice da competitividade e leva ao evento letras na língua pátria. Uma obrigatoriedade de que os representantes dos países cantassem cada qual na sua língua étnica faria todo o sentido, do mesmo modo que faria sentido proibir as selecções desportivas nacionais de incluírem atletas naturalizados. Sem isso ou medida equivalente, a descaracterização etno-musical permanece e torna-se em diversos casos deprimente quando não chocante.
Descaracterização étnica também sintomática foi visível na escolha das apresentadoras - uma negra, uma mulata e apenas uma branca europeia. Assim de repente dá o aspecto de constituir uma concretização deveras primária, grosseiramente ostensiva, da ideia de que a Europa é para todos, quando a mais elementar legitimidade indica que a Europa é, enfim, o espaço específico dos Europeus, que é uma coisa para se dizer com calma e sobriedade mas sem ser preciso pedir muita desculpa...
Salvam-se os cenários e o palco, os efeitos luminosos epicamente magistrais, bons demais para o que por ali se ouviu, bons demais também para serem usados uma só vez.

PRESIDENTE E PRIMEIRO-MINISTRO TURCO QUEREM JERUSALÉM? E... QUE MAIS?...

Fonte: 
 - http://www.minutodigital.com/2015/05/26/ante-sus-partidarios-erdogan-prometa-conquistar-espana-y-jerusalen/
 - http://shoebat.com/2015/05/15/erdogan-of-turkey-just-gave-a-speech-asking-his-people-to-elect-his-party-because-he-aims-to-invade-jerusalem/
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Em Erzincan, cidade da Ásia Menor, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan teceu em discurso partidário uns quantos comentários e incitações que, sintomaticamente, não parecem estar a ser referidos no Ocidente excepto pelos islamófobos do costume... Na Turquia o discurso foi publicado pela agência oficial de informação turca Anadulu.
Diante da multidão composta pelos militantes do seu partido, o APK, Erdogan prometeu «reconstruir o califado otomano» e recuperar Jerusalém. Disse mais umas coisas, que eu não sei ao certo o que são e custa-me a acreditar nas traduções presentes nos artigos que pude encontrar sobre a matéria. Acho demasiado ousado para ser verdade, pelo menos em 2015 parece-me demasiado cedo para Erdogan dizer o que alegadamente disse: que quer reconquistar Jerusalém e até mesmo o Al-Andalus, porque acha que tudo isso pertence aos muçulmanos. «Al-Andalus» é o nome que os muçulmanos dão à Espanha, entenda-se, à Península Ibérica.
As eleições legislativas turcas estão agendadas para 6 de Junho deste ano. As sondagens dão ao APK uma vitória com dez pontos de vantagem sobre o segundo partido mais votado, o CHP.
Segundo as traduções disponíveis nas páginas acima, Erdogan lamenta que os muçulmanos estejam em conflito uns com os outros em vez de combaterem, unidos, por Jerusalém, e evoca não apenas o exemplo de Saladino, conquistador muçulmano de Jerusalém, mas também o de Tariq Ziad Bin, o conquistador muçulmano da Península Ibérica.
De notar que, recentemente, o primeiro-ministro turco, Ahmed Davutoglu, declarou, num debate, que «Jerusalém pertence aos muçulmanos, não aos Judeus» em resposta ao líder da oposição democrática, Salahuddin Dmirattash, que tinha dito «a praça Taksim representa para os trabalhadores o que a cidade de Jerusalém representa para os Judeus e a Caaba representa para os muçulmanos.» Foi então que Davutoglu retrucou: «Jerusalém é nossa casa e todos somos de Jerusalém», aproveitando para acusar Dmirattash de ter deixado de ser muçulmano, fazendo uma referência irónica ao nome do oponente, que é o mesmo que o de Saladino, o herói islâmico acima referido, líder combatente de origem étnica curda.

E é isto a liderança do país «laico» que boa parte da elite europeia, incluindo toda a cambada parlamentar tuga, quer enfiar pela Europa adentro... uma liderança que é manifestamente hostil ao seu antigo aliado na região, Israel, mas que caso o Estado Judaico se defenda militarmente com êxito daqui a uns tempos, é bem capaz, a mesma liderança, de carpir mágoas e declarar-se solidária com as vítimas «inocentes» da máquina de guerra judaica.

A IDENTIDADE COMO GARANTIA DA DIGNIDADE HUMANA

O ser Humano é um ser social. Nasce, vive e morre convivendo e aprendendo com outros seres humanos. Uma vida inteira de isolamento total é incompatível com a natureza humana, pelo que podemos afirmar que o Homem, para poder singrar no meio de uma Natureza que tantas vezes lhe é adversa, tem de viver no seio de um colectivo. Mas, para que possa ganhar auto-confiança e enriquecer esse mesmo colectivo com a sua diferença, necessita também de ver assegurada a sua individualidade. Há pois que buscar um ponto de equilíbrio entre a dimensão colectiva e a dimensão individual do Homem.
Esta reflexão aplica-se também às grandes doutrinas que têm pautado o pensamento político e económico dos últimos séculos: enquanto o liberal-capitalismo incentiva o individualismo, o “cada um por si”, o consumo desenfreado e a lei do triunfo do mais capaz de singrar à custa de todos os outros (filosofia tão bem expressa nesse famoso símbolo do liberal-capitalismo selvagem que é o jogo do “Monopólio”), o Marxismo visa a colectivização, privando o ser humano da sua individualidade e reduzindo-o a uma mera peça de uma máquina chamada Estado, que tudo domina. Ambas estas filosofias têm-se revelado verdadeiros fracassos em termos sociais: a primeira porque gera um clima de competição destrutiva na sociedade e a segunda porque castra o ser humano, privando-o da sua individualidade e desmotivando-o de contribuir para a evolução de todos através da sua iniciativa. Mais grave ainda, estas duas filosofias tratam de querer impor-se à escala global, tendencialmente privando o Homem dos seus laços e afinidades – para que não pense em mais nada senão no consumismo e na luta pelo lucro (no caso do liberal-capitalismo) ou em servir a máquina do Estado (no caso do marxismo). Chegamos assim a duas faces da mesma moeda, que no léxico da política actual se designam por Globalização Capitalista e por Globalização “Alternativa” (marxista). Mas, perguntamos nós, que liberdade terá o ser humano em sociedades onde não é mais do que uma unidade isolada em constante competição selvagem com os outros, ou em que não passa de uma mera peça de uma engrenagem, sem direito a enriquecer-se a si e ao colectivo através de iniciativas próprias? E que liberdade poderá ter qualquer indivíduo se não lhe restar outra alternativa senão viver segundo um daqueles dois modelos, que têm por objectivo último impor-se à escala global?
O nacionalismo verdadeiro apresenta-se como alternativa/ponto de equilíbrio entre o individualismo radical do liberal-capitalismo e o colectivismo igualmente radical do marxismo, pois incentiva a individualidade e a iniciativa privada de cada pessoa, sim, mas desde que isso não coloque em causa a coesão do colectivo onde essa mesma pessoa se insere. Assim, garante que o ser humano possa manter equilibradamente as duas dimensões que o caracterizam e que lhe garantem a felicidade e o equilíbrio: a dimensão individual e a dimensão colectiva. Mas vai mais longe: numa altura em que o Mundo parece dominado pelas ideologias e forças globalizadoras, que pretendem destruir as Nações e as Identidades para assim poderem criar um Governo Único à escala planetária, o Nacionalismo responde apresentando a preservação das Identidades Nacionais como resposta e como única forma de fazer face ao perigo de perda da liberdade que o ser humano e os Povos correriam se em todo o Mundo houvesse uma só filosofia, um só modelo económico e um só sistema de governo, no qual a classe política dominante arrasaria todas as propostas alternativas, para poder manter assim os seus privilégios.
Por isso afirmamos que a única forma de garantir a dignidade humana e a liberdade do ser humano é defender as Identidades dos Povos, para que estes possam viver em contacto uns com os outros, mas cada um segundo os seus próprios modelos e formas de ver o Mundo e para que não haja assim um modelo e uma oligarquia únicos à escala mundial. O nacionalismo defende pois um mundo multipolar, e qualquer outra forma de “nacionalismo” que não respeite este princípio não passará de imperialismo. Com efeito, onde existe uma Identidade existe um Povo diferente de todos os outros. E, onde há um Povo, existe um conjunto de indivíduos que, por formarem um todo homogéneo, podem mais legitimamente reclamar o seu direito à soberania e, desde logo, à liberdade, pois uma Nação só é livre quando é soberana. A prova de que a preservação da Identidade torna mais fácil a luta pela Soberania e pela Liberdade é evidente: é com base nisso que reconhecemos que fez sentido, por exemplo, reclamar a independência da Arménia em relação à Rússia, mas não faria sentido reclamar a independência da Beira Alta em relação a Portugal. Onde houver povos diferentes haverá pois mais legitimidade para reclamar a soberania e onde houver soberania estará garantida a liberdade dos Povos, que deverão depois garantir aos seus filhos a liberdade suficiente para evoluírem sem porem em causa a coesão do todo onde se inserem.
É tempo pois de projectarmos um futuro não de escravatura mas sim de equilíbrio, justiça e liberdade. Por um Portugal livre e soberano, gritemos bem alto: contra as globalizações, ergamos as nações!
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Fonte: http://www.pnr.pt/noticias/nacional/identidade-como-garante-da-dignidade-humana/

UM DOS PAÍSES MAIS POBRES DA EUROPA É UM DOS QUE PAGA MAIS PELO GÁS E PELA ELECTRICIDADE

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/gas-e-luz-em-portugal-sao-dos-mais-caros-da-europa_219500.html
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Segundo dados do Eurostat, publicados esta quarta-feira, o preço da electricidade no mercado nacional é o segundo mais caro da UE. Já o preço do gás doméstico é mesmo o mais elevado.
O valor pago pelos portugueses por 100 kilowatts (KW) por hora, ajustado à paridade de poder de compra, é de 27,4 euros, sendo mais elevado que a média da UE a 28, de 20,8 euros, e apenas superado pela Alemanha, onde o KW por hora custa 28,2 euros.
No que diz respeito ao preço do gás, a situação de Portugal não é muito diferente. O preço do kw/hora é de 12,8 euros, sendo superior à média paga tanto na zona euro como na UE.
O Eurostat evidencia ainda que o custo de electricidade em Portugal registou uma variação positiva de 4,7% entre o segundo semestre de 2013 e o segundo semestre de 2014, o que representa o quarto maior aumento entre os países do bloco europeu. As maiores subidas registaram-se no Luxemburgo (5,6%), Irlanda (5,4%) e Grécia (5,2%).
No que toca ao aumento do preço do gás, Portugal aparece no primeiro lugar do ranking, com uma subida de 11,4%.
Segundo os mesmos dados, o preço da electricidade e do gás nos 28 Estados-membros da UE subiu em média 2,9% e 2%, respectivamente, no período em análise. Na zona euro, a subida foi de 2,7% e 0,5%.
Já a carga fiscal sobre a electricidade em Portugal é de 42%, a terceira mais elevada da UE, apenas superada pela Dinamarca (57%) e pela Alemanha (52%). No que diz respeito ao gás, a carga fiscal é de 23%, a nona mais elevada entre os 28.

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Não hão-de os vítorgaspares dizer que este é o melhor Povo do mundo... pudera. Aqui os vítorgaspares e seus amigalhaços estão nas suas sete quintas, muitas vezes literalmente...

SUECOS INDIGNADOS COM ALUSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO A CONVIDAR TODO O MUNDO PARA A SUÉCIA

Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://br.sputniknews.com/sociedade/20150526/1120587.html#ixzz3bHiSdTaE
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Uma congratulação inofensiva ao cantor sueco pelo vitória no concurso Eurovisão feita pelo primeiro-ministro da Suécia Stefan Löfven no seu Facebook provocou uma onda de indignação por parte de cidadãos suecos.
“Parabéns, Måns [Zelmerlöw, nome do cantor que venceu o concurso]!… No ano que vem vamos convidar toda a Europa”, escreveu Löfven. Segundo as regras do concurso, o país vencedor sedia a próxima Eurovisão.
Porém, parece que os cidadãos suecos estão fartos da política de portas abertas do seu país e não têm vontade de convidar toda a Europa à Suécia. 
“Ah, então toda a Europa? O facto de que já convidamos todo o Médio Oriente e África não é suficiente para ti?”, escreve um dos usuários.
“E eles todos também irão receber subsídios sociais?”, continua outro.
“Toda a Europa? Todo o maldito mundo já aqui está!”
“E os combatentes do EI irão receber privilégios na Eurovisão? Inscrever-se-ia bem na tua política!”, diz um comentarista, supostamente referindo o escândalo ligado às condições favoráveis criadas pelas autoridades suecas aos jihadistas que voltam à Suécia do Médio Oriente.
“E os impostos serão suficientes para isso? Ou neste caso também tiraremos uma parte do fundo de pensão?”
 Porém, a maior parte dos usuários não está exactamente assustada e indignada, mas em primeiro lugar desiludida. Pura e simplesmente não acreditam que o primeiro-ministro possa realizar as suas promessas:
“Nem isso farás, só promessas vazias”, escreve um dos usuários suecos do Facebook. 
As poucas postagens que mostram apoio ao primeiro-ministro ficam perdidas no coro de indignação.   

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O povinho é lixado, especialmente o que mais conscienciosamente democrático - aproveita todas as ocasiões, mesmo as que não têm corno a ver com o assunto, para manifestar a sua «xenofobia» e o seu «racismo»... A população sueca está farta de líderes políticos a convidarem o mundo inteiro para dentro do país. Alguns ainda devem ter em mente a converseta de um primeiro ministro de «Direita» - de «Direita», note-se, não de Esquerda - Fredrik Reinfeldt a dizer que os países nórdicos têm muito espaço por habitar, como aqui se lê: http://www.ruthfullyyours.com/2014/12/11/is-a-country-merely-empty-space-by-fjordman/

Não há-de a elite reinante ter medo da simples existência dos partidos de Extrema-Direita... sabe que estes são precisamente os que têm maior potencial de crescimento, porque vão ao encontro do que de mais vital e profundo existe no seio do povo, ou não fosse o Nacionalismo o instinto da Estirpe vertido em forma ideológica e política.


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terça-feira, maio 26, 2015

SOBRE O CASO DO LIVRO ESCOLAR COM UM EXEMPLO DE VIOLÊNCIA CONTRA UM ANIMAL

Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-05-22-O-Diogo-atirou-o-gato-da-varanda.-E-so-mais-um-exercicio-de-Fisica-ou-um-caso-infeliz-- (artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)
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O Diogo e o gato fazem parte de um enunciado que estava num livro de exercícios destinado a alunos do 9º ano. Trata-se apenas de "um exemplo infeliz" de quem o escreveu? Ou pode ter uma influência, consciente ou não, na atitude dos jovens perante os animais?  Dois psicólogos evidenciam ao Expresso visões distintas.
«O Diogo largou um gato na varanda do seu quarto, situada a 5 metros do solo." Era este o início do enunciado de um exercício de Físico-Química de um livro escolar da Areal Editores, destinado aos alunos do 9º ano de escolaridade (com idades próximas dos 14 anos). Nele, pedia-se para representar a "força aplicada ao gato durante a queda", "a energia cinética" e "potencial" e o "valor da velocidade" com que o gato chega à "posição B".  
O exercício gerou polémica, dentro e fora das redes sociais, de tal forma que a editora pediu esta quinta-feira desculpa pela "infelicidade" do exemplo, na sua página de Facebook - acrescentando que este "não constará na versão que será disponibilizada aos alunos" (uma vez que a comercialização do livro estava prevista apenas para Agosto).  
Um exercício deste tipo pode ter influência em atitudes e acções futuras por parte dos alunos que o tentam resolver ou os estudantes centram-se exclusivamente na resolução da pergunta? A resposta não é tão simples como parece ser e nem os dois psicólogos contactados pelo Expresso concordam na influência que perguntas deste género podem ter no comportamento dos alunos.   

Paulo Jesus, da Universidade de Lisboa, sublinha que o essencial neste caso "é uma questão ética", ou seja, "o facto de um livro pedagógico não ter consciência ética nos seus conteúdos". O psicólogo refere ainda que, ainda que os autores não o façam de má-fé, existe neste caso uma espécie de "laxismo ético", que assenta na "objectificação do animal". 
"Certamente, os autores do manual consideraram que um adolescente é capaz de se distanciar em relação ao conteúdo - e, em parte, existe essa capacidade, mas ainda é vulnerável", explica Paulo Jesus. "A relação entre os adolescentes e os animais está longe de estar configurada nestas idades." Para reforçar o seu ponto de vista, o psicólogo dá o exemplo do bullying: "Se os adolescentes são susceptíveis de mimetizarem actos de bullying contra colegas, contra os animais será ainda mais fácil", especialmente se não estiverem adultos por perto e se estiverem em grupo. 
Paulo Jesus reforça que existem vários estudos que mostram a influência de representações, como imagens e vídeos, no comportamento violento de crianças e jovens, mas sublinha que esta não é uma relação de causalidade directa. Fatores como "a relação prévia desses sujeitos com a violência animal", os seus "valores éticos" e "o modo como uma ocasião similar se apresenta ou não" têm um peso importante no comportamento e atitudes dos estudantes. A idade também é outra dessas variáveis: "Quanto menor for a idade, e a complexidade cognitiva do jovem, mais problemática é a interpretação do conteúdo".  

Jorge Humberto, psicólogo do agrupamento de escolas de Valongo, tem uma opinião diferente. "Parece-me que a polémica não é justificada e é, em parte, consequência de um período de demasiada sensibilidade em relação a tudo o que acontece nas escolas." O psicólogo escolar considera que, num caso como este, os alunos "concentram-se exclusivamente no exercício em si" e que o exemplo "dificilmente será transposto para o quotidiano". E exemplifica, novamente com estes pequenos felinos: "É como aquela lengalenga infantil, 'Atirei o pau ao gato'. As crianças estão mais focadas na música do que no seu significado", sublinha.  
O psicólogo escolar não deixa de referir que "os autores do exercício poderiam ter encontrado um exemplo mais feliz", mas realça que este não terá "influência emocional" nas crianças e jovens, que "não se focam nele" e estão, "hoje em dia, bastante sensibilizadas para a questão dos animais".  
Paulo Jesus vai ainda mais longe e propõe uma formulação alternativa do enunciado, que considera mostrar um certo "humor deslocado" por parte de quem o elaborou. Mas, para ser realmente um exercício humorístico, segundo o psicólogo da Universidade de Lisboa, este teria que perguntar "qual a velocidade necessária para salvar o gato?". Assim, "o exercício já teria uma certa ironia e seria mais pedagógico."

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Pelo sim pelo não é bem melhor não arriscar, que o psicólogo de cima pode ter razão...
A polémica causada é em si mesmo um sinal de evolução das mentalidades. Claro que, conscientemente, a cançoneta do «atirei o pau ao gato» não tem ar de levar as crianças a agredir felinos domésticos, mas a ideia subjacente à letra não é edificante e não sei até que ponto é que não poderia ter o mesmo efeito que o enunciado do exercício de Física acima enunciado, a saber, o de implicitamente dar como adquirido que fazer mal a gatos é «normal» ou pelo menos corriqueiro. E já o foi, de facto. Noutros tempos era muitíssimo comum os rapazes caçarem pássaros e gatos só para os matarem, e ainda hoje há petizes que magoam animais só porque pensam que estão impunes para o fazer, como aqui foi mostrado numa notícia da semana passada, em que um grupelho de fedelhos ciganos se entretia a alvejar um gato com uma pressão de ar e ainda filmava a cena. Enfim, boa parte senão a maior parte da população actual foi formada em estreita ou relativa proximidade, consoante os casos, com o hábito da matança do porco, que se reveste quase sempre de um abjecto sadismo, pelo menos cá pelo burgo. Sintomaticamente esta e outras práticas foram já proibidas e é possível que o mesmo venha a acontecer com a tourada, tal como já aconteceu no Reino Unido com a caça à raposa. Na melhor das hipóteses constituem resquícios de selvajarias antigas que vão ficando para trás, pelo menos no que à civilização europeia diz respeito, com a sua valorização e dignificação progressiva de todos os seres vivos.


CONFIRMADA A EXISTÊNCIA DE LISTAS VIP

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=4487005
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A Comissão Nacional de Protecção de Dados confirmou esta terça-feira a existência de uma 'lista VIP' de contribuintes na Autoridade Tributária.
Nessa lista, estão incluídos os nomes do presidente da República, do primeiro-ministro, do vice-primeiro-ministro e do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.
Até estagiários têm acesso aos nossos dados fiscais.
Segundo uma deliberação da semana passada e publicada esta terça-feira, a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) divulga um e-mail enviado pela Área de Segurança Informática do fisco (ASI) especificando o universo sujeito a alerta 'VIP'.
"Informo que o universo sujeito a alerta 'VIP' é o seguinte: Passos Coelho, Cavaco Silva, Paulo Portas, Paulo Núncio", refere a ASI no email, datado de 24 de Fevereiro e enviado à Direcção de Serviços de Auditoria Interna (DSAI) e a Graciosa Delgado, directora da área de informática.

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É assim num país que já o rei D. Carlos dizia que era «de bananas, governado por sacanas». A elite por cá não apenas está muito mais acima do povo em termos sócio-económicos do que as outras elites europeias como até tem protecção especial dos seus dados económico-financeiros, como se tivesse algo a esconder. 
Trata-se de todo um vício de mentalidade para o qual só há uma solução - democratização pura e dura, consciencialização do povo para a percepção de que precisa de estar atento, e ser interventivo, para defender a dignidade que lhe é devida.

ELITE REINANTE EM OLIVEIRA DO HOSPITAL PRONTIFICA-SE A RECEBER ALÓGENOS

O município de Oliveira do Hospital, quer dar um exemplo de “solidariedade” ao país e à Europa, no caso dos muitos refugiados chegados a Lampedusa, em Itália, vindos do Norte de África pelo Mediterrâneo.
Em carta enviada ao primeiro-ministro, o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, já manifestou a vontade do município, em acolher dez famílias de refugiados ou vinte pessoas, assumindo, inicialmente, o seu alojamento, integrando-as depois, em vários locais do concelho.
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Fonte: página de Facebook do PNR Coimbra

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Falta saber se é desta que também vão receber alojamento os autóctones que vivem na rua, segundo um testemunho de quem lá vive...

COMIDA PARA CENTENAS DE VIPS EM COIMBRA - À CONTA DO ESTADO

A Câmara Municipal de Coimbra, aprovou na sua reunião quinzenal, o pagamento do jantar, que será servido a duzentos e cinquenta (250) VIPs, que depois, irão assistir à final da Taça da Liga, no estádio Cidade de Coimbra.
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Fonte: página de Facebook do PNR Coimbra a partir de notícia nesta página - http://www.noticiasdecoimbra.pt/municipio-de-coimbra-paga-jantar-a-250-vips/


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O problema é haver crise, porque se não fosse a crise o banquete era para quatrocentos ou quinhentos vipes... 

Enfim, os vipes também têm de comer, também são humanos, e muitos deles ganham meros três mil euros por mês, que, segundo muitos deles próprios, é muito pouco...

PREPARA-SE NO TAJIQUISTÃO A PROIBIÇÃO DE NOMES ÁRABES/MUÇULMANOS

No Tadjiquistão surgiu há menos de um mês uma iniciativa ao mais alto nível político para proibir os nomes muçulmanos. O presidente Emomali Rahmon ordenou ao parlamento nacional que considerasse uma proposta de lei para que doravante não se possa registar no Ministério da Justiça antropónimos de origem árabe.
Um oficial do Ministério da Justiça, Jaloliddin Rahimov, explicou do que em termos práticos se trata esta nova medida: «Depois da adopção destes regulamentos, os registos civis não registarão nomes que sejam incorrectos ou alienígenas à cultura local, incluindo nomes para designar objectos, flora e fauna, bem como nomes de origem árabe». Em princípio tal alteração legislativa aplicar-se-ia apenas a recém-nascidos dados à luz apenas depois de a lei ser promulgada. Há todavia uma tendência crescente entre os parlamentares para encorajar os indivíduos com nomes árabes a mudarem para nomes de origem tradicional tadjique. 
A popularidade crescente de nomes associados com o Islão, tais como Aisha, Asiya e Sumayah, bem como a adição de sufixos tradicionalmente islâmicos como por exemplo -khalifa e -amir, parecem estar a preocupar as autoridades num país onde a esmagadora maioria da população (noventa e oito por cento, segundo a Wikipedia citando estatística oficial norte-americana de 2009) é muçulmana.
Com efeito, o governo parece ultimamente apostado em limitar o crescimento da devoção islâmica, tendo para isso tomado uma série de medidas incluindo a restrição imposta a alguns dos que querem fazer a peregrinação (haji) a Meca e à ostentação de sinais de religiosidade, tais como barbas e hijabs. Alguns devotos muçulmanos queixam-se de as forças de segurança lhes terem feito a barba à força, com as autoridades a dizerem aos detidos que ter barba é contra a «política do Estado». 
Entre os factores que motivam esta campanha parece estar o receio de que este país empobrecido se torne num manancial de recrutamento de extremistas islâmicos, sobretudo depois de ter surgido este ano um vídeo em que militantes tadjiques do Estado Islâmico da Síria e do Iraque (EISI) apelam à guerra «santa» ou jihad contra o governo. A ameaça serviu para que a Rússia tivesse recentemente anunciado que prepara uma ajuda de aproximadamente €1.12 mil milhões de euros em material militar destinada ao país tadjique para ajudar a combater o perigo crescente das forças do EISI. 
O Estado do Tajiquistão nega estar a perseguir o Islão, dizendo inclusivamente que planeia construir a maior mesquita da Ásia central, que terá lugar para cem mil adoradores.
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Fonte: https://themuslimissue.wordpress.com/2015/05/25/tajikistan-cracks-down-on-the-spread-of-islam-considers-ban-on-arabic-sounding-names/

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De notar que o Tajiquistão fez parte da União Soviética. Durante anos as autoridades soviéticas tentaram sufocar o Islão, nunca o conseguindo. Menos de oitenta anos é pouco tempo para erradicar um credo que já ali mora desde o século VII ou VIII. O esforço soviético neste sentido terá quanto muito conseguido formar uma elite político-cultural laica, um pouco como na Turquia o kemalismo criou a partir dos anos vinte uma sociedade em que o laicismo agreste - que até proibia o uso de barbas - era imposto de cima para baixo, uma imposição que de resto começaria a soçobrar a partir dos anos oitenta, com a paulatina re-islamização do Estado Turco até à actualidade, quando este país da Ásia Menor é o único do mundo a ter um consulado do Estado Islâmico...
O Islão está pois bem entrincheirado no contexto popular local e isso não se muda em três tempos. O que vive no seio do Povo acaba por vir ao de cima, até que porventura venha a morrer. A desislamização não resultou no Tajiquistão tal como no final do século XIX as elites europeias, laicas quando não ateias, não conseguiriam na altura destruir a Cristandade na Europa. 
Irónico neste caso é que a actuação anti-religiosa soviética acabou por abrir uma brecha para fazer aflorar um verdadeiro nacionalismo, um etnicismo. O Estado do Tajiquistão, nação de raiz étnica indo-europeia, prepara-se por isso para proibir os nomes trazidos pelo invasor árabe islâmico. Esta re-indo-europeização, ou re-arianização prática, já se verificava há cerca de dez anos, precisamente em 2005, conforme notícia que aqui publiquei escassos meses depois, já em 2006: http://gladio.blogspot.pt/2006/01/sustica-propsito-do-que-se-passa-no.html
Como se pode ler nesta página, o Estado do Tajiquistão declarou que 2006 seria o ano da cultura ariana...
A propósito de suástica, é curioso constatar que o estandarte presidencial do Tajiquistão tem ao centro, não demasiadamente disfarçada, uma enorme suástica, como a seguir se pode ver nos braços da cruz em torno do leão:



SEMANÁRIO «O DIABO» DE 26 DE MAIO DE 2015


QATAR QUER ABRIR CENTO E CINQUENTA MESQUITAS EM ESPANHA

El emirato de Qatar planea la apertura de 150 mezquitas en España en los próximos cinco años, hasta 2020. Unos planes que preocupan, y mucho, a la inteligencia española, por lo que supone de posible vía para el incremento del islamismo más radical. Y es que la idea del Emirato es instalar los centros de oración musulmanes en ciudades satélite de las grandes urbes, como Madrid o Barcelona, donde consideran que el ambiente es más propicio para su plan de expansión del islamismo.
Esta información no hace sino elevar la preocupación que reina en los círculos de seguridad e inteligencia españoles que han advertido a distintos sectores del peligro real de un ataque yihadista. La presencia de mezquitas ‘procedentes’ de Qatar preocupa, además, por las sospechas internacionales sobre una posible financiación del Estado Islámico por parte del Emirato. Así lo expresaron el pasado año fuentes ministeriales alemanas, think tanks de Estados Unidos y hasta analistas ingleses aunque el propio emir, Sheikh Tanim bin Hamad Al Thani, ha negado cualquier vinculación con el terrorismo.
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Fonte: http://www.minutodigital.com/2015/05/23/qatar-comienza-su-expansion-en-espana-con-la-apertura-de-150-mezquitas-en-cinco-anos/

CHINESES COM VISTOS DE PERMANÊNCIA SUSPEITOS DE BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

Publicado ontem às 15:50
A Polícia Judiciária apreendeu hoje, no aeroporto de Lisboa, duas malas contendo cerca de um milhão de euros e 3,5 milhões de yuans (cerca de 500 mil euros) em maços de notas envolvidas em celofane.
O dinheiro encontrava-se na posse de uma mulher e de um homem, com 22 e 47 anos, que se preparavam para embarcar com destino a Xangai.
Os suspeitos da prática do crime de branqueamento de capitais, que possuem vistos de permanência em Portugal, foram constituídos arguidos, prosseguindo a investigação para completo apuramento dos factos.
A investigação é dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa em articulação com a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.
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Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=4587585

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Serviram para isto, os vistos Gold de Paulo Portas...

QUEM FEZ O QUÊ


... ideologia esta que também matou que se fartou, bem entendido, só que o seu símbolo é por isso mesmo proibido, o outro é que não...


segunda-feira, maio 25, 2015

PETIÇÃO PARA QUE OS BRANCOS SUL-AFRICANOS POSSAM RETORNAR À EUROPA

Agradecimentos ao Vilhena por aqui ter trazido esta notícia, com ligação para uma petição de carácter prioritário para quem seja europeu: http://www.dailystormer.com/europe-could-be-overrun-with-white-south-africans/
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Está neste momento em movimento uma petição - iniciada por um brasileiro (?) de nome Rodrigo Herhaus de Campos, é refrescante ver alguém no Brasil o a trazer honra ao nome português - para que a Europa aceite os milhões de refugiados brancos sul-africanos que, não podendo ficar na África do Sul devido ao clima de repressão, violência e miséria que por lá é imposto a multidões de origem europeia, pretendam encontrar abrigo em solo europeu, preferencialmente nos países de origem da maior parte dos seus antepassados, nomeadamente Reino Unido e Holanda. Mais de quatro mil sul-africanos brancos foram já vítimas de homicídio, tendo muitos deles sofrido violações e/ou mutilações prévias.

O princípio evocado é o do direito indígena à auto-determinação. 

Diz a petição que neste momento estão a ser rejeitados muitos requerimentos de brancos sul-africanos para adquirir cidadania no Reino Unido e na Holanda - precisamente os países dos seus antepassados...

A petição pode e deve estender-se aos brancos de origem europeia que vivam noutros países africanos - Zimbabwe e Namíbia - e queiram regressar à Europa.

Numa sociedade dirigida por uma elite minimamente sadia, seria absolutamente óbvio, sem margem para quaisquer espécie de dúvidas, todo e qualquer branco sul-africano em risco de vida teria prioridade sobre todo e qualquer alógeno africano ou médio-oriental no que toca ao direito de asilo em espaço europeu. Mas já se sabe o que é a elite política que controla os países europeus. Urge por isso galvanizar a população europeia para que se faça o que é de direito.

Para assinar, clicar aqui: https://www.change.org/p/european-commission-allow-all-white-south-africans-the-right-to-return-to-europe


REPÚBLICA CHECA PODE PROCESSAR UNIÃO EUROPEIA EM CASO DE IMPLEMENTAÇÃO DE QUOTAS DE IMIGRANTES

Agradecimentos a quem aqui trouxe esta importante notícia: http://br.sputniknews.com/mundo/20150524/1105361.html#ixzz3b8er9xqo
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Um membro do Parlamento Europeu disse neste domingo (24) que a República Tcheca poderia processar a União Europeia em caso de implementação do sistema de quotas de imigração para países do bloco.
"Se o Conselho decidir contra a vontade da República Checa pela colocação dos imigrantes, o governo checo deve apresentar à Corte Europeia de Justiça um pedido para anular essa decisão", disse Petr Mach, líder do Partido dos Cidadãos Livres da República Tcheca. 
Citando o artigo 78 do tratado de funcionamento da UE, que garante "medidas provisionais em benefício do Estado-membro afectado" no caso de uma "situação de emergência caracterizada pelo súbito influxo de cidadãos de países terceiros", Mach argumentou, em artigo publicado pelo jornal checo Mladá fronta Dnes, que tais provisões estariam ligadas a ajuda financeira e que o documento não faz qualquer referência à possibilidade de impor uma redistribuição de imigrantes no continente.  
Na próxima quarta-feira, o Conselho Europeu deve discutir a proposta de redistribuição de 40 mil imigrantes africanos e asiáticos, actualmente em Itália e na Grécia, entre os 28 países-membros da União Europeia. O plano, apresentado recentemente pela Comissão Europeia, teria como base um sistema de quotas que levaria em consideração o PIB, o tamanho da população, a taxa de desemprego e o número de pessoas vivendo em asilo em cada país, com o objectivo de aliviar a pressão sobre os Estados do Mediterrâneo, onde se concentra a maior parte da recepção. Entretanto, diversos países já se posicionaram contrários à medida, incluindo a República Checa. 

ESTE SÍTIO FOI O PAÍS DA EUROPA ONDE MAIS SE TIROU AOS POBRES

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/economia/394260/portugal-foi-o-pais-intervencionado-que-mais-tirou-aos-pobres
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As famílias pobres foram mais atingidas por cortes em Portugal do que na Grécia e na Irlanda. Esta é a conclusão de um estudo da OCDE sobre medidas dos governos de dez países, durante um período de cinco anos.
“As famílias de baixos rendimentos enfrentaram consideráveis perdas em Portugal devido aos cortes na assistência social”, diz a OCDE no relatório, concluindo que, entre 2008 e 2013, os agregados familiares que ganham menos de metade do rendimento médio português perderam 8% da sua riqueza.
O corte de rendimento entre os pobres em Portugal é o maior da lista, ultrapassando a Grécia, Irlanda, Estónia, Islândia, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França e Estados Unidos.
A classe média também foi afectada, principalmente devido ao “brutal aumento de impostos”. Apenas Islândia e Irlanda ‘tiraram’ mais rendimento a quem ganha um salário dentro da média.

Olha que coincidência, isto acontecer nalguns dos países mais democráticos do planeta...
Uns bárbaros, os gajos destas hordas setentrionais, onde é que já se viu tirarem mais dinheiro aos sô doutores do que ao povinho... parece que qualquer dia até querem que os seus políticos andem de Clio!!, ou, infâmia das infâmias, de transp... de t... de transportes... públ... públicos... horror dos horrores!!!... 
Já o Aristóteles dizia que estas gentes do frio não raciocinavam em condições, mas tinham um amor à liberdade e eram valorosos, ao contrário dos orientais, que tinham imensa cultura mas viviam subjugados pelas suas elites precisamente porque não amavam a Liberdade...

A falta do civismo democrático que é necessário para organizar, protestar e exigir, não podia ter outro resultado senão este.



PNR QUER DESENVOLVIMENTO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Um estudo da Boston Consulting Group, que criou um indicador para medir o desempenho dos sistemas ferroviários nacionais, coloca Portugal no penúltimo lugar entre 25 países europeus. Este documento revela ainda que os países europeus cujos sistemas ferroviários apresentam melhor prestação são aqueles em que mais fundos públicos são atribuídos aos gestores de infraestrutura, o que é claramente o caso da Suíça, da França e da Alemanha, bem como de vários países nórdicos.
Para os sistemas ferroviários europeus, os subsídios públicos apresentam-se assim como essenciais para que a sociedade deles tire o máximo partido. Uma conclusão prática que contraria o paradigma dominante na União Europeia de que a liberalização do transporte ferroviário e o afastamento do Estado conduziria à sua optimização.
O lugar que Portugal ocupa neste ranking está directamente ligado à falta de financiamento da CP e REFER, mas sobretudo ao encerramento criminoso e selvagem de linhas e ramais, levado a cabo pelo governo Sócrates e abençoado pelo actual governo PSD/CDS.
A ferrovia quando electrificada é o sistema de transporte mais barato e menos poluente, além de ser o mais seguro, mais cómodo e onde os preços dos bilhetes podem ser substancialmente mais baratos.
Indiferentes a todos este benefícios, aqueles que nos têm governado optaram por encerrar linhas, diminuir percursos, eliminar viagens.
A explicação é simples: os interesses dos transportes rodoviários sobrepuseram-se aos interesses nacionais, sobretudo quando os governos colocaram nas administrações do ramo ferroviário pessoas ligadas ao sector dos transportes rodoviários.
Não soará, certamente, a teoria da conspiração quando dizemos que a CP e a REFER têm sido canibalizadas em muitos dos seus serviços para que depois empresas privadas tomem conta dos mesmos.
O PNR defende a aposta na ferrovia como factor estrutural e estruturante da nossa economia. Porque é melhor e mais barato para o transporte de passageiros, porque é melhor e mais barato para o transporte de mercadorias, porque vai baixar os custos de produção e, como tal, os custos ao consumidor, além de melhorar as exportações, pois vai melhorar a eficácia dos nossos portos.
Defendemos a reabertura das linhas e ramais encerrados, a modernização das linhas, a electrificação das mesmas e uma política de viagens, transportes e preços ao serviço das empresas e das pessoas e não de grandes grupos e lóbis dissimulados. Defendemos também que, uma vez repostos todos os traçados “roubados”, se estude o seu crescimento e interligação.
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Fonte: http://www.pnr.pt/noticias/nacional/por-uma-aposta-na-ferrovia/

«A NORUEGA TEM POUCOS RICOS E POUCOS POBRES»

Ove Thorsheim, embaixador da Noruega em Lisboa em entrevista:

O que faz com que a Noruega surja sempre no topo dos índices de desenvolvimento?
Vivemos em contacto com a natureza e beneficiamos da força do trabalho de homens e mulheres. Tomamos decisões políticas para dividir a riqueza gerada por toda a população. Assim, temos muito poucos ricos e muito poucos pobres, todos estão no meio. Penso também que encontrámos um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Quando tudo isto se soma explicam-se os nossos resultados elevados nos índices. 

Quais são os maiores desafios que os Noruegueses enfrentam em Portugal?
Os noruegueses que vêm para Portugal gostam das pessoas, do clima, da comida e do vinho. Apesar de grande parte dos portugueses falar línguas estrangeiras, é essencial aprender algumas palavras de português para nos aproximarmos. Não vejo grandes desafios.

Que conselhos daria a um português que pretende emigrar para a Noruega?
A Noruega é um bom país para se viver. Os salários são elevados mas o custo de vida também. Tenho dois conselhos: não se deve ir para a Noruega sem uma proposta de trabalho e deve-se estar preparado para um clima mais frio e um Inverno mais escuro.  

Que características melhor identificam os noruegueses?
Como em qualquer país, uns são mais simpáticos e outros menos. Mas consideramo-nos pessoas abertas, igualitárias e inclusivas.

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Fonte: http://ionline.pt/393134?source=social

DOIS POLÍCIAS FERIDOS NO BAIRRO MAIS AFRICANIZADO DO PAÍS

Dois polícias ficaram feridos, este domingo à tarde, durante uma intervenção policial na Cova da Moura, Amadora. Dois homens, de 19 e 36 anos, já foram detidos por terem agredido os agentes da PSP. O jornalista Diogo Torres está a acompanhar o caso no terreno.
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Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/multimedia/videos/detalhe/policias_mordidos_na_cova_da_moura.html - Página com vídeo incorporado

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Ah!, o calor humano destas paragens, com a sua espontaneidade e movimento a aquecer o quotidiano português...


domingo, maio 24, 2015

ASSOCIAÇÃO APRESENTA QUEIXA EM BRUXELAS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA TAP

A associação que luta contra a privatização da TAP apresentou esta semana uma queixa à Comissão Europeia para tentar travar o processo de venda, revela Bruno Fialho em declarações ao programa “Em Nome da Lei” da Renascença. A iniciativa da Associação Peço a Palavra, que integra o Movimento Não TAP os Olhos, pretende que Bruxelas desencadeie uma acção contra Portugal no Tribunal Europeu de Justiça.
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Fonte: http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=947176 - Página com vídeo incorporado

EM FRANÇA - ORGANIZAÇÃO GERAÇÃO IDENTITÁRIA OCUPOU EDIFÍCIO DA COMISSÃO EUROPEIA PARA DENUNCIAR A IMIGRAÇÃO


A Geração Identitária a ocupar as instalações da Comissão Europeia, em Paris, ontem à tarde, para denunciar a política de imigração europeia.



Comunicado do grupo Geração Identitária:

A Emigração mata África, a imigração mata a Europa!

Enquanto a Europa se depara com um influxo sem precedentes de imigrantes clandestinos do continente africano, a juventude identitária quer denunciar a política adoptada pela Comissão Europeia, bem como pelos governos dos Estados-membros da União Europeia.

Passividade na luta contra a imigração ilegal, recepção sistemática dos barcos de imigrantes ilegais, a loucura que são as quotas por país, apenas para reforçar a fantasia de um eldorado Europeu que não existe. Os candidatos à emigração, portanto, estão sempre a aumentar, para deleite dos contrabandistas, das milícias e das máfias das quais os nossos líderes são ao fim ao cabo cúmplices. As mortes no Mediterrâneo também são consequência desta política.

O futuro dos africanos não está localizado na Europa, assim como o futuro da Europa não é tornar-se África!


A cada um a sua identidade, a sua terra e a sua construção futura.

MÉTODOS DA POLÍCIA SECRETA NACIONAL-SOCIALISTA ALEMÃ PODEM SER ÚTEIS PARA LOCALIZAR TERRORISTAS

Os ficheiros secretos da Gestapo que detalham a perseguição aos elementos da resistência ao regime nazi em Berlim, durante a Segunda Guerra Mundial, podem ser úteis para localizar as células terroristas na actualidade.
Esta é a convicção de um grupo de cientistas, que usou a informação que consta nos ficheiros da polícia secreta nazi para aperfeiçoar um algoritmo computorizado que permite traçar o rasto de terroristas que distribuem propaganda extremista, conta hoje o britânico Telegraph.
Foi com a "caça" a Otto e Elise Hampel que a Gestapo conseguiu desenvolver um método inovador para a altura, que assentava no perfil geográfico do casal. A forma de protesto dos Hampel contra o regime nazi passava por distribuir folhetos e cartazes denunciando as atrocidades de Hitler e seus colaboradores, deixando-os visíveis nos espaços públicos de Berlim para encorajar a resistência.
Os investigadores que os procuravam perceberam que existia um padrão na distribuição destes cartazes - nas imediações da vizinhança dos Hampel, mas nunca demasiado próximo da sua casa. A partir do estudo desta informação, o casal foi descoberto, julgado e executado em 1943. A Gestapo manteve os ficheiros relativos à perseguição, detalhando a forma como acabou por conseguir localizá-los.
O biólogo matemático Steven Le Comber, da Queen Mary University, e o criminologista norte-americano Kim Rossmo analisaram os ficheiros, tendo aperfeiçoado a partir dos métodos nazis o algoritmo que permite desvendar o rasto de grupos terroristas. Os investigadores publicaram o seu estudo noGeospatial Intelligence Review, uma publicação de acesso restrito e cuja leitura integral é permitida apenas a membros dos serviços secretos.
Ainda que a Gestapo tenha precisado de dois anos e 214 cartazes deixados pelos Hampel para localizar o casal, o novo algoritmo agora criado permitiria encontrá-los em poucos meses. "Os terroristas envolvem-se frequentemente em actividades discretas, como propaganda e graffiti anti-governo, antes dos ataques mais significativos. Este estudo mostra de que forma traçar o perfil geográfico pode ajudar a detectar as bases terroristas antes que ocorram incidentes mais graves", disse aoTelegraph Kim Rossmo.
Desenhar o perfil geográfico dos suspeitos é uma técnica que foi originalmente desenvolvida por Rossmo para destacar de longas listas de indivíduos aqueles que, mais provavelmente, teriam cometido crimes como homicídio ou violação. O modelo usa a localização espacial dos crimes que estão relacionados entre si para identificar áreas associadas com os criminosos, como as suas casas ou locais de trabalho. Hoje, o método é usado pelas autoridades a nível global.
Este modelo poderá, portanto, ser aplicado à distribuição de propaganda terrorista, tendo já sido utilizado para localizar a origem de surtos de doenças como a malária. "O problema é essencialmente o mesmo", explicou ao Telegraph Le Comber, da Queen Mary University. "Mas em vez de usar a localização dos crimes para descobrir a casa do agressor, utilizam-se os endereços dos pacientes com malária, por exemplo, para localizar os mosquitos que transmitem a doença".
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Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4584480&page=-1 (artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico de 1990 mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa)



sexta-feira, maio 22, 2015

NOS EUA - POLÍCIA BRANCA MORTA A TIRO POR CRIMINOSO NEGRO

Fonte: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3089972/Police-officer-suspect-critically-hurt-gunfire-Omaha.html#ixzz3amRDfvsK
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Em Omaha, EUA, uma mulher polícia branca, Kerrie Orozco, morreu ao ser atingida em tiroteio por delinquente afro-americano, Marcus Wheeler, que viria depois a esticar também o pernil, no hospital.
Wheeler, membro conhecido de uma gangue, disparara contra as autoridades policiais que o perseguiam por participação em tiroteio. 
K. Orozco, casada, era mãe de uma criança prematura, que nesse momento se encontrava no hospital local. Mulher jovem, de vinte e sete anos, era treinadora de baseball num clube juvenil local e andou em campanha para que os pivetes dos gangues fossem canalizados para o seu desporto, como modo de diminuir a violência urbana e dar orientação à vida dos adolescentes em risco de cair (ainda mais) na criminalidade. 
Também se ocupava na recolha e protecção de cães.

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Pode ser que sirva de reforço à determinação policial em disparar a valer ao menor sinal de perigo vindo de certos delinquentes, habituados a atacar as autoridades.


OCDE ALERTA - DESIGUALDADE ECONÓMICA É UM DOS PRINCIPAIS ENTRAVES AO CRESCIMENTO ECONÓMICO E PODE COMPROMETER SAÍDA DA CRISE

O aumento das desigualdades na distribuição dos rendimentos é um dos principais entraves ao crescimento económico e pode comprometer a saída da crise. O alerta é deixado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) num relatório publicado nesta quarta-feira e que tem como mote uma pergunta: por que razão menos desigualdade é benéfico para todos (In it Together: Why Less Inequality Benefits All).
Para a organização, dirigida por Angel Gurría, o crescimento económico dos países está muito condicionado pelo aumento das desigualdades, que atingiram o valor mais elevado dos últimos 30 anos. Os 10% mais ricos da população total da OCDE ganham agora 9,6 vezes mais do que os 10% mais pobres, quando nos anos 80 ganhavam 7,1 vezes mais.
"Atingimos um ponto crítico", resumiu o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, durante uma conferência de imprensa em Paris.
"Os dados mostram que as fortes desigualdades prejudicam o crescimento. A acção política deveria ser motivada tanto por razões económicas como por razões sociais. Ao não atacarem o problema da desigualdade, os governos enfraquecem o tecido social e comprometem o crescimento económico a longo prazo", acrescentou.
No relatório, os técnicos alertam que "o aumento das desigualdades de rendimentos levanta preocupações sociais e políticas, mas também económicas: a desigualdade tende a influenciar negativamente o crescimento do PIB e é a distância crescente dos 40% mais pobres em relação ao resto da sociedade que está a contribuir para esse efeito”, refere o documento.
A OCDE realça que, além da desigualdade dos rendimentos, há outro factor que está a ganhar dimensão: a concentração de património nos escalões mais ricos da população. Em 2012, exemplificam os técnicos no relatório, nos 18 países da OCDE para os quais dispunham de dados comparáveis, "os 40% mais pobres não tinham mais do que 3% do património total das famílias", enquanto "no outro extremo, os 10% mais ricos possuíam metade do património total e 1% dos mais ricos possuía 18%".
Perante esta realidade, a organização com sede em Paris defende que as políticas não se podem centrar apenas nos 10% mais pobres, mas devem abranger um universo mais alargado, nomeadamente a classe média baixa que está vulnerável e “arrisca não beneficiar da recuperação e do crescimento no futuro”.
Para reduzir as desigualdades e promover o crescimento, a OCDE sugere que os governos promovam a igualdade de género no emprego e o acesso a emprego de qualidade, e que tomem medidas que encorajem o investimento em educação e na formação ao longo da vida. Ao nível dos impostos, propõe-se que se agrave a carga fiscal sobre os mais ricos e que se crie apoios ao rendimento dos mais pobres, tanto trabalhadores, como desempregados.
A OCDE destaca que, nos anos mais recentes, entre 2007 e 2011, a desigualdade dos rendimentos das famílias e a pobreza “de facto aumentou” nos países mais afectados pela crise, embora o impacto tenha dependido em muito do sistema fiscal e das medidas específicas implementadas durante esse período. E, se olharmos mais de perto, acrescenta, concluímos que a crise alterou os factores que estão por detrás do aumento das desigualdades e da pobreza na maioria dos países 33 países que constituem a organização.
A OCDE identifica duas fases diferentes. Uma primeira em que os estabilizadores automáticos, os estímulos fiscais e o aumento dos benefícios sociais amorteceram o impacto nas famílias e noutros sectores da economia. Na segunda fase, e à medida que as dificuldades económicas se agravaram, os governos foram retirando esses apoios e introduziram programas de consolidação orçamental, reduzindo-se o efeito amortecedor.
Esta realidade sentiu-se em particular nos países mais afectados pela crise como a Grécia, a Irlanda ou Espanha (e também em Portugal).
Portugal é, de resto, o sétimo país mais desigual da OCDE (dados de 2013 apenas disponíveis para 30 países). O Coeficiente de Gini, que numa escala de zero a cem sintetiza a assimetria da distribuição de rendimentos, era em 2013 de 0,338. Acima da média da OCDE (0,315) e pior do que Espanha (0,335).
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que em Portugal, a “forte desigualdade na distribuição dos rendimentos” manteve-se em 2013. Nesse ano, o rendimento dos 10% da população com mais recursos era 11,1 vezes superior ao rendimento dos 10% da população com menos recursos. Em 2012, esta diferença estava nos 10,7, tendo vindo a agravar-se de ano para ano (10 em 2011 e 9,4 em 2010).
A OCDE destaca ainda que em Portugal, assim como na Grécia e na Irlanda, o aumento da desigualdade nos rendimentos do trabalho foi fortemente influenciada pelos efeitos do desemprego, no entanto as diferenças salariais reduziram-se por causa dos cortes nos salários do sector público.
Este é o terceiro relatório da OCDE que trata o tema das desigualdades de rendimentos, depois de um publicado em 2008 e outro em 2011. O documento analisa os efeitos das desigualdades no crescimento económico, as consequências da crise nos rendimentos das famílias, o impacto das mudanças estruturais no mercado de trabalho, nomeadamente o aumento do trabalho atípico, a dualidade do mercado de trabalho, as mudanças no emprego feminino e analisa as políticas para enfrentar o problema.
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Fonte: Fonte: http://www.publico.pt/economia/noticia/desigualdade-e-um-travao-ao-crescimento-economico-alerta-ocde-1696368

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Pode ser que a elite liberal cá do burgo, que gosta muito do «elevador social» (sic, conversa do CDS) mude de ideias e passe a tratar melhor o povinho... pode pode...
De resto, quanto maior for a abertura da Europa ao terceiro-mundo mais se intensificará a influência terceiro-mundista - da China e afins - que cria desigualdade sócio-económica devido à fragilização económico-laboral das classes mais baixas. Só com um controlo rigoroso sobre os plutocratas no espaço europeu, tendo por guia o princípio da sobreposição da Política à Economia, é que se consegue dignificar a vida das classes média e baixa europeias. E só o Nacionalismo afirma esse primado de uma forma inequívoca, porque é anti-economicista, ao contrário da Esquerda militante.


NAVIO ATLÂNTIDA - PRIVADO VENDE-O PELO DOBRO DO PREÇO QUE POR ELE PAGOU AO ESTADO

O navio Atlântida, adquirido pelo empresário Mário Ferreira há oito meses, vai ser vendido a uma empresa de cruzeiros da Noruega, sabe o Diário Económico. O negócio que deve ficar concluído até ao final deste mês envolve o pagamento de perto de 17 milhões de euros, cerca do dobro do que a Douro Azul pagou ao Estado português em Setembro do ano passado. O navio foi comprado para o universo de Mário Ferreira, através de concurso público internacional.
Contactado, o empresário diz "não [fazer] comentários". Fontes próximas do processo garantiram ao Diário Económico que o "navio que até agora tem estado nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) deverá viajar para a Noruega no final deste mês". Apesar do Atlântida precisar de sofrer alterações, devido às novas funções para as quais foi adquirido, essa reforma não irá passar pelos estaleiros de Viana do Castelo, como esteve inicialmente previsto. 
O grupo Douro Azul mostrou estar disponível para vender o navio Atlântida em Dezembro de 2014, cerca de quatro meses depois de o ter comprado. Na ocasião a empresa anunciou que os destinos prováveis para o ferry-boat seriam a Noruega, Antártida, costa oeste de África e Malta.
Em comunicado emitido nessa altura, Mário Ferreira anunciava que "resolveu dar um novo rumo à embarcação" depois de inúmeras solicitações de que foi alvo por parte de operadores internacionais. Ainda na mesma ocasião, a empresa anunciava que a "Douro Azul tem assim em carteira vários desafios e alternativas válidos para o Atlântida para operar em águas internacionais, seja numa operação típica de ferry, seja no apoio a plataformas petrolíferas".
O empresário considerava ainda que "perante as oportunidades que entretanto se colocaram" tinha chegado à conclusão "que não fazia sentido proceder a obras profundas de reconstrução, desvirtuando uma embarcação com tanta qualidade técnica e com tanta procura".
Recorde-se que Mário Ferreira adquiriu o navio para o reconverter em navio para cruzeiros de luxo - uma reconversão que teria um custo de seis milhões de euros e que iria ser efectuada nos estaleiros da West Sea, subconcessionária dos terrenos e infra-estruturas dos ENVC - com o propósito de o enviar para a Amazónia para fazer a travessia entre Manaus no Brasil e Iquitos no Peru, um projecto que o empresário está também a reformular e que já não vai passar por terras brasileiras, tal como o Diário Económico avançou na edição de ontem.
O Atlântida é uma embarcação de 98 metros de comprimento, com capacidade de transporte de 125 veículos ligeiros de passageiros e oito veículos pesados, podendo transportar 750 passageiros. O navio dispõe de 27 cabinas, algumas delas duplas e vários salões de apoio.
O ferry-boat, construído nos ENVC por encomenda do governo regional dos Açores, foi recusado em 2009 por não ter as condições técnicas adequadas para assegurar as ligações entre as ilhas do arquipélago.
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Comentário do PNR na sua página de Facebook:
Quando dizemos que estão a vender o património e as empresas a preços de saldo, não estamos a falar de casos isolados. Reparem no caso dos CTT. Cada acção foi vendida a 5.53 e hoje valem 10.08, uma valorização de 82%. Hoje os CTT valem 1037 milhões sem saber ler nem escrever. Em pouco mais de um ano quem comprou os CTT ganhou 500 milhões de euros o valor aproximado da compra.
Para alguns será imoral, para nós são casos de policia, casos de lesa Pátria.