PORTUGUESES SÃO OS EUROPEUS MAIS PREOCUPADOS COM A IMINVASÃO
De acordo com o Eurobarómetro, 88% dos inquiridos em Portugal declaram-se "muito preocupados" com "fluxos migratórios descontrolados", um valor muito acima da média europeia (65%) e que coloca o país em primeiro lugar entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE).
Os únicos países que se aproximam da taxa de Portugal são Chipre (86%), Grécia (84%), Malta e Itália (81%) -- tudo países na orla do Mediterrâneo --, o que contrasta com níveis significativamente inferiores em Estados-membros do norte da Europa, como a Suécia (32%) ou a Dinamarca (48%).
No entanto, apesar desta taxa elevada, a maior preocupação dos Portugueses prende-se com "catástrofes naturais agravadas pelas alterações climáticas": nove em dez (91%) cidadãos dizem-se "muito preocupados" com esses fenómenos, novamente muito acima da média europeia (68%).
O relatório salienta que a preocupação com as alterações climáticas é particularmente visível em países mediterrânicos: cerca de três em quatro cidadãos da Grécia, Itália, Chipre, Espanha e Croácia manifestam preocupação quanto ao estado do ambiente, ao contrário dos países do norte e centro da Europa, como a Estónia (28%), República Checa (42%) e Dinamarca (44%).
"Estas diferenças podem em parte refletir experiência recentes com eventos climáticos extremos, como por exemplo ondas de calor ou fogos florestais, que tendem a afectar o sul da Europa de maneira mais severa", explica o Eurobarómetro.
Além dos fluxos migratórios e das alterações climáticas, os Portugueses manifestam também preocupação com o terrorismo (74%), conflitos e guerras nas fronteiras da UE (71%) e com ameaças à liberdade de expressão (70%).
Apesar destas preocupações, os Portugueses são a décima população que manifesta maior optimismo quanto ao futuro da UE: cerca de 64% dos inquiridos diz-se optimista, acima da média europeia de 57%.
Os Portugueses estão, aliás, entre os cidadãos mais favoráveis ao projeto europeu, com 84% dos inquiridos a considerar que o facto de Portugal pertencer à União Europeia é "uma coisa boa" (contra 62% a nível europeu).
Uma larga maioria pede mesmo que se reforce o projecto europeu: cerca de 96% dos inquiridos portugueses diz concordar com a afirmação de que "os Estados-membros da UE devem reforçar a sua união para enfrentar os desafios globais actuais" (contra uma média europeia de 89%) e 90% pedem que se dote a UE de mais recursos (contra 73% a nível europeu).
Questionados sobre qual deve ser a primeira prioridade do Parlamento Europeu, 68% dos Portugueses dizem ser a saúde pública, seguido da inflacção, aumento dos preços e custo de vida (58%) e a economia e criação de emprego (45%).
Este Eurobarómetro baseou-se em entrevistas a 26.453 cidadãos europeus, feitas entre 06 e 30 de Novembro de 2025. Em Portugal, foram inquiridos 1037 cidadãos, entre 07 e 26 de Novembro.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia, que é de há umas semanas mas tem de ficar registada: https://www.rtp.pt/noticias/economia/portugueses-sao-os-cidadaos-da-ue-mais-preocupados-com-fluxos-migratorios_n1715773 (artigo originariamente redigido sob o acordo ortográfico mas corrigido aqui à luz da ortografia portuguesa).
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Por estas e por outras é que Portugal tem um dos partidos anti-imigração mais fortes da Europa, que é já o segundo na Assembleia da República, e isto fez-se em meros SETE (7) anos.
Porque é que isto não se fez antes, ao longo das décadas anteriores? Porque, antes do surgimento do Chega, o Movimento Nacionalista em Portugal era liderado por anti-democratas, o que só enterrou e atrasou o desenvolvimento do Nacionalismo político na Nação Portuguesa.


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