GAZA - TURQUIA INAUGURA MESQUITA COM NOME DE FUNDADOR DE ORGANIZAÇÃO TERRORISTA
A Turquia inaugurou recentemente uma mesquita na Faixa de Gaza em homenagem ao teólogo salafista Sheikh Abdullah Azzam, afirmou no Soles o ministro israelita para Assuntos da Diáspora e Combate ao Anti-semitismo, Amichai Chikli.
“Que ‘gesto’ da Turquia: financiar uma mesquita em Gaza com o nome de Abdullah Azzam — o homem que foi mentor de Osama bin Laden e co-fundador da Al-Qaeda”, escreveu o ministro israelita em postagem no X.
Azzam, um estudioso islâmico de Silat al-Harithiya, uma vila perto de Jenin, na Samaria, é amplamente considerado o "pai da jihad global", tendo sido mentor de bin Laden antes de ser assassinado com uma bomba no seu carro, detonada por agressores não identificados em Peshawar, no Paquistão, em 1989. Também lançou as bases para o estabelecimento da Al-Qaeda e do grupo jihadista paquistanês Lashkar-e-Taiba, que realizou os ataques em Mumbai, na Índia, em 2008, matando 166 pessoas e ferindo 300. O rabino Gavriel Holtzberg e sua esposa, Rivka, que dirigiam o centro Chabad Nariman House na cidade, estavam entre os assassinados.
Na sua publicação no X Post, Chikli afirmou que, sob o governo do presidente Recep Tayyip Erdoğan, a Turquia tornou-se "um perigoso cavalo de Troia, promovendo activamente redes ligadas à Al-Qaeda em Gaza, na Síria, e em Mogadíscio, na Somália".
“A contínua cegueira do Ocidente em relação ao jogo de Erdoğan é extremamente perigosa”, escreveu Chikli, alertando: “Acordem antes que seja tarde demais”.
A Mesquita Abdullah Azzam, no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, foi um dos três locais de culto que abriram com o apoio de Ancara antes do Ramadão, que começa esta semana.
Segundo o canal de notícias estatal turco TRT , a Diyanet — órgão religioso oficial de Ancara que opera sob o gabinete de Erdoğan — também financiou a Mesquita Al-Huda em Jabalia e a Mesquita Al-Isra no distrito de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza.
A Diyanet — formalmente a Direcção de Assuntos Religiosos — é financiada pelo orçamento do Estado e é responsável pela supervisão das mesquitas, pela nomeação de imãs e pela emissão de orientações religiosas em conformidade com a política do Estado Turco.
No mês passado, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, por este ter estendido um convite à Turquia para se tornar membro fundador do seu Conselho de Paz, que supervisionará o acordo de cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza. O gabinete do primeiro-ministro sublinhou, em comunicado, que a medida não foi coordenada com Jerusalém e contrariava a sua política.
Ao anunciar o Conselho de Paz a 15 de Janeiro, Trump reconheceu o papel da Turquia, do Catar e do Egipto na negociação de um acordo "abrangente" sobre "a entrega de todas as armas e o desmantelamento de todos os túneis".
Jerusalém vê o crescente papel regional da Turquia e do Catar como uma ameaça, enquanto Trump demonstra grande consideração por Ancara e Doha. Ambos os países já acolheram líderes do Hamas e financiaram suas operações.
Netanyahu já tinha descartado a participação da Turquia no acordo de paz, definindo-o como a "linha vermelha" do Estado Judeu para Gaza. Segundo o jornal Israel Hayom, a menção do primeiro-ministro a "novas ameaças" em discurso no Knesset a 20 de Outubro referia-se à influência da Turquia e do Catar.
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Fontes:
https://www.jns.org/turkey-inaugurates-gaza-city-mosque-named-for-father-of-global-jihad/
https://jihadwatch.org/2026/02/turkey-inaugurates-gaza-mosque-named-after-al-qaeda-founder


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