quarta-feira, julho 25, 2018

PORTUGAL ABAIXO DA MÉDIA EUROPEIA EM PERCENTAGEM DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

A percentagem de funcionários públicos em Portugal, face ao número total de trabalhadores, fixou-se em 15% em 2016, abaixo da média europeia registada no período em causa (16%), segundo os dados divulgados pelo Eurostat.
Segundo os dados, reportados a 2016, Portugal fixou-se como o quinto Estado-membro com uma menor percentagem de funcionários públicos em comparação com o número total de trabalhadores.
Alemanha (10%), Luxemburgo (12%), Holanda (13%), Itália (14%), Irlanda (15%) e Espanha (15%), completam a lista dos países com menor percentagem de funcionários públicos.
Porém, face aos dados de 2000, a percentagem registada em Portugal avançou um ponto percentual.
No sentido contrário, a Suécia liderou a lista dos países com maior percentagem de funcionários públicos (29%), seguida pela Dinamarca (28%), Finlândia (25%), Estónia (23%), Lituânia (22%), França (22%) e Hungria (22%).
No período de referência, as maiores descidas verificaram-se na Eslováquia, que passou de cerca de 22% para 19% e no Reino Unido, que recuou de cerca de 19% para 16%.
Já do lado das subidas destacaram-se a Roménia, que passou de sensivelmente 12% para 16% e a Hungria, que tinha à volta de 19% e fixou-se em 22%.
"Deverá ser notado que os limites do sector governamental variam consoante os Estados-membros, por exemplo, trabalhos na área da educação ou saúde incluem-se no emprego governamental em alguns países e noutros não", advertiu a organização.
De acordo com o Eurostat, desde 2000 e até 2016, a percentagem de emprego público tem-se mantido "mais ou menos estável", entre os 15% e os 17% do total de funcionários.
O gabinete europeu esclareceu ainda que a definição de emprego público utilizada agrega funcionários públicos e outros trabalhadores governamentais, a nível local, regional e nacional, bem como as forças armadas.
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Fonte: https://www.jn.pt/economia/interior/percentagem-de-funcionarios-publicos-em-portugal-inferior-a-media-europeia-9627944.html

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Constata-se assim que nalguns dos países mais evoluídos da Europa, e que mais bem-estar oferecem - Suécia, Dinamarca, Finlândia - há mais funcionalismo público que em Portugal, o que deita por terra a conotação que a Direitinha privatizadora sempre quis estabelecer ou insinuar entre a grande quantidade de pessoas empregadas no Estado e o desenvolvimento do país correspondente.  Note-se entretanto que, mesmo nos países onde o funcionalismo público diminuiu, este permaneceu acima do de Portugal.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Estás com medo de perder o empreguinho no estado?

25 de julho de 2018 às 21:33:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Tu estás é irritado por veres arder mais um argumento dos teus donos que querem privatizar a água e o ar...

25 de julho de 2018 às 21:58:00 WEST  

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