domingo, julho 22, 2018

SOBRE O CRESCIMENTO DO ISLAMISMO NA SUÉCIA

Um novo estudo [1] sobre o salafismo na Suécia, conduzido pela Universidade de Defesa da Suécia, pinta uma imagem sombria da radicalização dos muçulmanos em curso na Suécia.
Os salafistas são os "antepassados devotos" das primeiras três gerações de seguidores de Maomé, a sua ideologia chegou a ser associada nas últimas décadas à al-Qaeda e ao ISIL, bem como aos grupos locais ligados à al-Qaeda. Segundo o estudo, os salafistas que acreditam no Islão praticado pelos primeiros seguidores de Maomé, tendem a rejeitar a sociedade ocidental em favor de um Islão "puro": "nem todos os salafistas são jihadistas, mas todos os jihadistas são salafistas". [2]
Embora o estudo não forneça uma estimativa sobre quantos salafistas se encontram na Suécia, mostra como os meios salafistas evoluíram e se fortaleceram, principalmente na última década, o estudo lista vários casos da influência que exercem em diversas cidades e localidades suecas.
Os "salafistas", concluem os autores do estudo, "defendem a segregação de género, exigem que as mulheres usem os véus islâmicos para limitar a 'tentação sexual', restringem o papel das mulheres na esfera pública e opõem-se categoricamente a ouvir música e a determinadas actividades desportivas".[3].
De acordo com o estudo, muitos salafistas também instruem os muçulmanos a não fazerem amizade com os Suecos, referindo-se a eles como "kufr", termo árabe usado para identificar um não muçulmano ou "infiel". O pregador salafista Anas Khalifa salientou: "isto significa que, se você se deparar com um cristão ou um judeu, deve espancá-lo ou ameaçá-lo? Não. Não há uma guerra entre você e cristãos e judeus na sua escola por exemplo. Você odeia-o em nome de Alá. Você sente ódio porque ele não acredita em Alá. Você quer do fundo d'alma que ele ame Alá. De modo que é necessário trabalhar com eles, conversar com eles, porque você quer que Alá os guie". [4]
Ao que tudo indica, os salafistas dividiram a Suécia entre eles, geograficamente. Segundo o estudo: "chama a atenção que os pregadores salafistas, objecto do estudo, parecem cooperar uns com os outros em vez de serem rivais. Na realidade esses pregadores dividem a sua da'wa (missão) em diferentes áreas geográficas"[5].
Alguns dos insights do estudo de várias cidades onde os salafistas são actuantes:
Em Borås, crianças não bebem a água da escola ou pintam com aguarelas porque dizem que a água é "cristã". A polícia informou que crianças muçulmanas disseram aos seus colegas de classe que irão cortar-lhes as gargantas e mostram decapitações nos seus telemóveis. Há casos de "adolescentes que chegam às mesquitas ao final de um dia na escola para se 'lavarem' depois de terem interagido com a sociedade não muçulmana". Funcionários da saúde (assistência médica, assistência à infância, etc.) na cidade testemunharam como os homens exercem o controle sobre as mulheres, vistoriando-as mesmo nas salas de espera[6]. Um funcionário da saúde salientou: "percebi que há uma rede que controla as mulheres para que não fiquem sozinhas com os funcionários de saúde. Elas não têm condições de dizer a ninguém sobre o que se passa com elas. Muitas mulheres vivem numa situação pior do que viviam nos seus países de origem". Esse tipo de controle das mulheres aparenta ocorrer em praticamente todas as cidades suecas mencionadas no estudo.
Em Västerås a influência religiosa entrelaça-se com o crime. "Poderia ser um bando entrando nma mercearia. Se a mulher do caixa não estiver usando véu, eles levam o que quiserem sem pagar, chamam à mulher do caixa 'prostituta sueca' e cospem-lhe em cima", disse um polícia, segundo o estudo. Noutros episódios, sírios e curdos que gerem lojas e restaurantes na região são questionados por jovens muçulmanos sobre a religião. Se a resposta não for o Islão, são molestados. Em outros casos, meninos de 10 a 12 anos aproximam-se de mulheres mais velhas perguntando-lhes se são muçulmanas, dizendo-lhes "este é o nosso pedaço".[7]
Em Gotemburgo, de acordo com o estudo,[8] salafistas disseram aos muçulmanos para não votarem nas últimas eleições porque é "haram" (proibido). "Disseram: no dia do julgamento vocês serão responsáveis por tudo que os políticos estúpidos em que vocês votaram fizerem. Estavam a postos em frente às secções eleitorais... Numa secção eleitoral ostentaram a bandeira do Estado Islâmico", disse um funcionário local aos autores do estudo. Segundo um imã da cidade, Gotemburgo tem sido a capital do wahhabismo (uma versão saudita do salafismo) na Europa desde os anos 90.[9]
Dos 300 muçulmanos suecos que se juntaram ao ISIL na Síria e no Iraque, praticamente um terço veio de Gotemburgo.[10] (Em relação à população do país, um número maior de pessoas foram da Suécia para se juntar a grupos jihadistas na Síria e no Iraque do que da maioria dos países europeus, a proporção somente é mais alta de indivíduos provenientes da Bélgica e da Áustria [11]). O pregador somali-canadiano Said Regeah, ao discursar na Mesquita Salafista Bellevue, em Gotemburgo, "chamou a atenção para a importância das pessoas nascerem 'puras' e que somente os muçulmanos são puros. Todos nascem muçulmanos, mas são os pais que os moldam para que se tornem judeus, cristãos ou zoroastristas".[12]
O estudo também refere proprietários, não muçulmanos, de empresas que tiveram os seus estabelecimentos vandalizados com pichagens a favor do Estado Islâmico e que padres foram alvo de ameaças de decapitação.[13]. Samir disse o seguinte: "se vocês não seguirem o Islão, estarão condenados ao ostracismo. Há pais aqui que cobrem os seus filhos de três anos de idade com véus. É coisa do outro mundo. Nós não estamos no Iraque".[14]
A outro sujeito de nome Anwar foi negado emprego num restaurante muçulmano porque não era religioso. Salienta que a sociedade está a deixar os muçulmanos seculares de lado: "eu não necessito de uma Bíblia ou de um Alcorão na minha vida. O único livro de que eu preciso é... a lei (sueca). Mas se a sociedade nem sequer está do meu lado, o que fazer?"[15]
O estudo calcula que na região de Estocolmo o número de jihadistas salafistas pode chegar a 150[16]. Os salafistas estão em sua maioria concentrados na região de Järva, uma das "zonas proibidas" de Estocolmo. A todo o momento jihadistas e criminosos sobrepõem-se, esses muçulmanos aterrorizam quem reside naquela região. Uma mulher salientou que os salafistas e os islamistas passaram a dominar empresas, mesquitas instaladas em subsolos e associações culturais nos últimos dez anos e que "os Suecos não têm ideia do tamanho da influência do Islão político nos subúrbios". Elucidou a maneira com que até as crianças são segregadas por género e que os líderes religiosos instruem as mulheres a não denunciarem às autoridades caso o marido abuse delas. "As leis suecas não são cumpridas nos subúrbios".[17]
O estudo conclui com uma crítica às autoridades suecas pela sua aparente incapacidade de ligar casos individuais de muçulmanos radicais aos "ambientes que moldam a sua maneira de pensar e, em certos casos, facilitam o ímpeto de se juntarem a grupos mais radicais e violentos". O estudo menciona, a título de exemplo, o seguinte: "quando o então Coordenador Nacional Contra o Extremismo Violento realçou que a razão pela qual tanta gente sai da Suécia para se juntar ao Estado Islâmico é 'um enorme ponto de interrogação', ilustra a incapacidade das autoridades suecas (com excepção da polícia e polícia de segurança) de enxergarem que esse problema não apareceu do nada".[18]
Essa incapacidade ou quem sabe cegueira deliberada de enxergar que o terrorismo jihadista não aparece do nada e sim é alimentado em determinados ambientes, não é de maneira alguma uma conjuntura exclusivamente sueca. A insistência de tantas autoridades europeias e ocidentais de caracterizarem os ataques terroristas como casos de "doenças mentais" ilustra categoricamente o problema.
Os autores do estudo também mencionam que as escolas e autoridades locais não sabem como lidar com os desafios criados pelos salafistas. O estudo cita, a título de exemplo, que uma aluna muçulmana queria tirar o véu para brincar às cabeleireiras com as outras crianças, mas os funcionários suecos não permitiram por respeito aos desejos dos pais. Noutro caso numa creche sueca, uma menina não queria usar o véu, mas os funcionários suecos forçaram-na a usá-lo, "ainda que parecesse errado", porque esse era o desejo dos pais. Os funcionários da escola sueca também disseram que não sabem como agir quando as crianças querem comer e beber durante o Ramadão, visto que os pais as instruíram que elas devem jejuar.[19]
O estudo é um passo importante, primeiro do género na Suécia, que finalmente reconhece que há um problema, mas a menos que as autoridades competentes, como o governo sueco e os líderes políticos, que se recusam a reconhecer a realidade sueca, o leiam e o interiorizem, o estudo terá sido feito em vão.
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Judith Bergman é colunista, advogada e analista política.
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[1] "Entre Salafismo e Jihadismo Salafista - Impacto e Desafios da Sociedade Sueca", publicado em 28 de Junho. O estudo foi encomendado pela Agência de Contingências Civis da Suécia.
[2] Entre Salafismo e Jihadismo Salafista - Impacto e Desafios da Sociedade Sueca, p 14.
[3] ib., p 24
[4] ib., p 132
[5] ib., p 223
[6] Borås está descrito nas pp 162 ff do estudo.
[7] Västerås está descrito nas pp 168 ff.
[8] ib., p 186
[9] ib., p 182
[10] ib., p 103
[11] ib., p 107
[12] ib., p 131
[13] ib., p 186
[14] ib., p 187
[15] ib., p 187
[16] ib., p 210
[17] ib., p 213
[18] ib., p 109
[19] ib., p 194
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Fonte: https://pt.gatestoneinstitute.org/12738/suecia-radicalizacao

15 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Israel provocou a Guerra dos Seis Dias em 1967 e não lutou pela sobrevivência

https://mondoweiss.net/2017/06/provoked-fighting-survival/

23 de julho de 2018 às 01:05:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Depois que a Alemanha Oriental caiu, eu considerei fugir para Israel

Antes chefe do lendário serviço de inteligência da Stasi, Markus Wolf revela em uma entrevista que suas raízes judaicas podem explicar parcialmente por que a Alemanha Oriental não espionou Israel durante seu mandato.

https://www.haaretz.com/1.4742183

23 de julho de 2018 às 01:09:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

“AS PRINCIPAIS AUTORIDADES ISRAELENSES FAZIAM PARTE DE ESPIÕES DA KGB"

https://talpiottalk.com/2018/07/22/brendon-oconnell-top-israeli-officials-were-part-of-kgb-spy-ring-times-of-israel-2016/

23 de julho de 2018 às 01:12:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

As principais autoridades israelenses faziam parte do anel de espionagem da KGB - relatório | Registros soviéticos mostram uma série de agentes em altos postos israelenses, incluindo legisladores, engenheiros militares e um general sénior.

https://www.timesofisrael.com/top-israeli-officials-were-part-of-kgb-spy-ring-report/

23 de julho de 2018 às 01:13:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Agora, aproveite este quadro do artigo do Yahoo News intitulado "Robert Mueller, da Espanha, enfrenta a máfia russa"

Veja como as peças estão começando a se conectar? O quebra-cabeça Escândalo Global de Corrupção está sendo montado

https://www.yahoo.com/news/spains-robert-mueller-takes-russian-mob-202248019.html

23 de julho de 2018 às 01:21:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

https://www.dn.pt/mundo/interior/amp/crianca-de-3-anos-vitima-de-ataque-com-acido-policia-procura-tres-homens-9623360.html

23 de julho de 2018 às 13:04:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«https://www.timesofisrael.com/top-israeli-officials-were-part-of-kgb-spy-ring-report/»

Não surpreende demasiado, nesses meandros as trocas e baldrocas são complexas. Por exemplo, um dos homens de acção mais heroicizados no III Reich, Otto Skorzeny, trabalhou para a Mossad para matar um compatriota alemão que trabalhava para o Egipto contra Israel.

23 de julho de 2018 às 20:25:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Israel é um país estranho.

https://www.alaraby.co.uk/english/comment/2018/7/17/israel-to-fund-jews-only-booze-cruises

23 de julho de 2018 às 20:34:00 WEST  
Anonymous O que me dizes disto? said...


https://www.dn.pt/poder/interior/sos-racismo-denuncia-mensagens-xenofobas-de-deputado-municipal-do-porto-9625847.html

24 de julho de 2018 às 08:41:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Essas medidas mostram, sem a menor margem de dúvida, que Israel é o país mais sionista, fascista e racista no mundo", declarou no discurso perante o parlamento.


https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018072411791709-turquia-israel-estado-terror/

24 de julho de 2018 às 10:56:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...


Pacheco Pereira, antigo deputado da assembleia da republica, acusa Israel de ser uma Nação Racista:

"...empurrou a actual legislação racista que acaba com os últimos traços de um Estado de Israel que pertencia a judeus e árabes, assente na “completa igualdade de direitos políticos e sociais (...) para todos os seus habitantes”, independentemente de religião, raça e sexo, como se lia na Declaração de Independência de 1948..."

https://www.publico.pt/2018/07/21/mundo/opiniao/israel-um-novo-estado-racista-1838609

24 de julho de 2018 às 11:30:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

o ridiculo da propaganda multiracialista https://www.facebook.com/quebrandootabu/videos/2016996731690037/?hc_ref=ARSD0w2__woV1F7FtHE0rdE3DOkh65APKgyfzR5qCWGF6GLfWQ2EIPi0XKDBFFN_UI8

é frances, é africano, é ambos

24 de julho de 2018 às 18:26:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

http://pt.euronews.com/2018/07/24/festival-de-ruivos-na-russia

24 de julho de 2018 às 20:54:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«https://www.dn.pt/poder/interior/sos-racismo-denuncia-mensagens-xenofobas-de-deputado-municipal-do-porto-9625847.html»

A Santa Inquisição Anti-Racista, braço actuante da Santa Madre Igreja Anti-Racista e Multiculturalista dos Últimos Dias do Ocidente, pura e simplesmente não desarma, está sempre atenta, ocupada em obrigar o europeu a comer e calar na sua própria terra quando lhe metem ALÓGENOS pela casa adentro...
Contra esse veneno que é o «anti-racismo» anti-europeu, só o Nacionalismo político constitui antídoto.

24 de julho de 2018 às 21:31:00 WEST  
Blogger Caturo said...

O que mete mais NOJO e REVOLTA é que esta «gente» do sosracista é sustentada com dinheiro do Estado, isto é, DO POVO. O Povo é por isso obrigado a pagar a sua própria discriminação e lavagem cerebral.
Mas não há mal que sempre dure.

24 de julho de 2018 às 21:34:00 WEST  

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