quarta-feira, julho 25, 2018

BATALHA DE OURIQUE, UM DOS MAIORES MOMENTOS DA MITO-HISTÓRIA NACIONAL

Monumento à Batalha de Ourique

A 25 de Julho de 1139 travou-se algures no sul do actual Portugal a Batalha de Ourique, entre as forças comandadas por D. Afonso Henriques e a Moirama conduzida por Ali ibn Yusuf, chefe de tropas muçulmano.
Pouco é sabido sobre este episódio da Reconquista. Na obra «Annales Portucalenses Veteres» (Anais dos Portugueses Antigos) há referência a este embate; posteriormente, na «Annales D. Alfonsi Portugalensim Regis» (Anais do Rei D. Afonso de Portugal), datada de 1185, diz-se que Esmar liderava um imenso exército, incluindo forças das praças mouras de Sevilha, Badajoz, Évora e Beja, além de tropas marroquinas.
A dada altura o ocorrido começou a ser narrado como uma magna batalha de D. Afonso Henriques contra cinco reis mouros, daí a tradicional explicação das cinco quinas da bandeira portuguesa como simbolizando os cinco monarcas muçulmanos batidos pelas tropas portuguesas, o que pertencerá provavelmente mais ao campo da Lenda do que ao da História propriamente dita.
O que aparentemente ficou apurado foi que em Maio de 1139 D. Afonso Henriques reunia as suas tropas na zona de Coimbra e em finais de Junho marchava sobre Leiria, juntando às suas forças os cavaleiros-vilãos e peonagem diversa. Lançou-se daí em longo fossado (incursão em terras inimigas) para sul, contra o «Gharb» (terra do Islão no ocidente ibérico), saqueando e devastando o campo do invasor norte-africano. Em resposta, as forças muçulmanas da região, e de regiões vizinhas, em território actualmente espanhol, partiram ao encontro da hoste portuguesa para a desbaratar. O derradeiro embate deu-se então em local ainda hoje pouco conhecido, a 25 de Julho, tendo a vitória portuguesa sido de tal modo retumbante que o líder mouro Esmar só a custo conseguiu escapar com vida.
Conta-se também que na sequência da vitória portuguesa D. Afonso Henriques foi aclamado rei pela nobreza guerreira, o que configura esta batalha como um pilar, seja histórico ou lendário, da independência portuguesa.

É um dos mitos fundadores da Pátria e, independentemente dos pormenores engrandecedores que lhe tenham sido naturalmente acrescentados em diferentes épocas da historiografia nacional, do que não restam dúvidas é do papel a um tempo agregador, galvanizador e motivador que a batalha teve para uma geração após outra da Nação Portuguesa. Uma batalha de uma longa guerra, que começou com a invasão muçulmana da Ibéria em 711 e acabou com a expulsão final dos Muçulmanos de Granada, a 2 de Janeiro de 1492. Ou talvez essa guerra, a do Islão na Hispânia, não fosse mais do que uma grande batalha de uma guerra maior, que começou com Maomé e ainda está em curso, dado que o credo do crescente não morreu, e hoje, como no ontem medieval, continua a constituir oposição tantas vezes hostil ao Ocidente, de diversas formas, bem como a todo o resto do mundo não islâmico. Ourique, para já, permanece como exemplo do que foi feito e pode voltar a fazer-se.

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Triste mesmo triste que haja gente doente a este ponto. Só querem saber de ajudar o imigrante, só a Europa e segura pá está gente. Só descansam quando todo o mundo tiver cá dentro https://www.publico.pt/2018/07/25/p3/noticia/a-estudante-sueca-que-evitou-a-deportacao-de-um-afegao-para-o-inferno-1839067

25 de julho de 2018 às 16:34:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-passageira-sueca-impede-decolagem-de-aviao-para-evitar-deportacao-de-afegao/

25 de julho de 2018 às 18:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O que dizes disto, Caturo?

https://voiceofeurope.com/2018/07/very-low-sentences-for-african-migrants-after-bloody-gang-rape-of-13-year-old-girl-in-sweden/

25 de julho de 2018 às 19:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Visão parcial de alguém conhecido pela desonestidade intelectual...

25 de julho de 2018 às 21:32:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Comentário tão vazio como impotente de um anónimo «conhecido» por andar aqui há anos e não ter ainda encontrado uma só prova - em quase quinze anos de blogue (desde Outubro de 2003) - de qualquer desonestidade intelectual da minha parte, então que faz o fulano?, acusa-me à mesma de desonestidade intelectual e já 'tá, é o habitual em «gente» dessa laia...

25 de julho de 2018 às 22:01:00 WEST  

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