domingo, junho 07, 2015

O REGABOFE EM TORNO DO METRO MONDEGO DENUNCIADO PELO PNR

É uma vergonha pegada, mas o texto acaba por ter alguma comicidade, recomendo:

Em quase duas décadas de existência, o projecto da Metro Mondego quase não saiu do papel, mas das suas contas saíram cerca de 100 mil euros que ex-administradores usaram em despesas pessoais pagas com cartões de crédito da empresa pública. Seis ex-administradores, dois anteriores presidentes e quatro antigos vogais executivos são arguidos num inquérito do Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra em que estão em causa crimes de administração danosa, peculato e participação económica em negócio que terão ocorrido entre 2004 e 2010, segundo o processo ao qual o PÚBLICO teve acesso.
Num caso, um dos administradores usou o cartão de crédito, que lhe tido sido distribuído pela empresa para despesas inerentes ao cargo, para gastar 72 mil euros em jogos de computador, perfumes, artigos de decoração, estadias em hotéis, compras no supermercado, vinho, material de surf e até para pagar serviços numa empresa organizadora de eventos, especializada em festas infantis, sublinha o relatório final da PJ de Coimbra que concluiu recentemente a investigação. Este responsável foi avisado pela empresa de que as despesas que pagou eram pessoais. Apesar da advertência, continuou a usar o cartão para o mesmo tipo de pagamentos.
Parte da despesa foi paga através de cash advance, ou seja, o administrador levantou 17 mil euros com o cartão de crédito onerando a empresa com uma taxa de 5% de juro. No relatório, a PJ sustenta que os cartões de crédito eram “usados despudoradamente” e os inspectores foram mesmo surpreendidos por uma despesa inesperada para uma empresa pública. Em Dezembro de 2005, um dos arguidos deslocou-se ao bar de striptease Elefante Branco, em Lisboa e pagou uma conta de 139 euros com um dos cartões da empresa.
Outro administrador pagou 27 mil euros com o cartão de crédito da empresa. Foi o próprio departamento financeiro da Metro Mondego que detectou a situação e informou os administradores que as despesas, não tendo justificação profissional nem tão-pouco existindo os respectivos recibos, eram pessoais. Por isso, os dois viriam a devolver, mas não de forma total, os valores vários anos após saírem dos seus cargos. Um deles fê-lo em 2010, três anos após deixar funções.

Estudos e custos duplicados
Em causa está ainda o facto de a empresa ter encomendado em 2010 dois estudos por ajuste directo a duas firmas privadas com o mesmo objectivo: procurar saber os custos operacionais da Sociedade Metro Mondego. Contratou uma empresa à qual pagou 60 mil euros e, sem esperar pelas conclusões, pediu igual estudo a outra à qual pagou 55 mil euros. “Valores sempre superiores ao previsto inicialmente pela Metro Mondego”, sublinha PJ. No total, a Metro Mondego duplicou as despesas em relação ao mesmo objectivo: 115 mil euros.
“O convite à segunda empresa para a realização do estudo acontece quando a primeira empresa ainda estava a elaborar o relatório final”, destaca ainda a PJ. Já em 2011 o Tribunal de Contas arrasara a gestão da sociedade com uma auditoria em que revelou que o projecto sofreu um aumento de custos quatro vezes superior, tendo passado de uma estimativa de 112,8 milhões de euros, em Abril de 1997, para 512 milhões de euros, em Janeiro de 2011. A auditoria é uma das peças-chave neste inquérito-crime. O processo teve, porém, origem numa denúncia apresentada em 2011 por um funcionário judicial e por Jaime Ramos, porta-voz do Movimento Cívico de Coimbra, Góis, Lousã e Miranda do Corvo e ex-presidente de câmara neste município. Na queixa, os dois davam conta de crimes de sabotagem, gestão danosa e delapidação de património público.
No ano passado, ambos queixaram-se de que, passados mais de dois anos, ainda não tinham sido ouvidos e pediram a aceleração processual do caso considerando que o prazo de inquérito já tinha sido ultrapassado. A Procuradoria-Geral da República recordou que o processo é complexo e indeferiu o pedido.
A Metro Mondego foi fundada em 1996, mas a linha nunca foi criada. O projecto resultou apenas em demolições de edifícios na Baixa de Coimbra e eliminação de linhas de comboio que serviam esta cidade, o que gerou grande contestação. Em 2009, os comboios deixaram de circular no Ramal da Lousã, primeiro apenas entre Serpins e Miranda do Corvo e, um mês depois, em toda a extensão da ferrovia com o arranque das obras do metro.
Em 2010, o Governo suprimiu às duas empreitadas em curso a colocação de plataformas na via, dos carris, bem como de toda a catenária, justificando a decisão com os cortes do Plano de Estabilização e Crescimento (PEC) 3. O Ramal da Lousã foi desactivado em Janeiro de 2010, estando concluída apenas parte da empreitada. As obras foram interrompidas após um investimento de cerca de 140 milhões de euros. Em 2011 o Governo anunciou a extinção da empresa, que, porém, continua activa. Em 2013, gastava 500 mil euros só com remunerações.

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Fonte: página do PNR Coimbra no Facebook


10 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Por isso tudo o metro deve continuar do estado !

7 de junho de 2015 às 22:30:00 WEST  
Blogger R. Vilhena said...

Vídeo viral.
https://youtu.be/qv1qkkhFxT4

7 de junho de 2015 às 23:30:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Luxemburgo rejeita voto dos estrangeiros com esmagadora maioria

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-06-07-Luxemburgo-rejeita-voto-dos-estrangeiros-com-esmagadora-maioria

8 de junho de 2015 às 09:46:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Chanceler britânico: não existe ameaça de ataque russo à Ucrânia

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150607/1230955.html#ixzz3cSVAIqKZ

8 de junho de 2015 às 09:48:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O começo do Fim de uma Nação Europeia, a Suécia.

Durante os últimos anos a Suécia importou um largo número de imigrantes muçulmanos, o que tem tido efeitos catastróficos. A população sueca aumentou de 9 milhões para 9,5 milhões durante os anos 2004-2012 - muito devido à imigração de países como o Afeganistão, Iraque e Somália. 16 porcento de todos os recém-nascidos têm uma mãe que nasceu num pais não-ocidental.

A Suécia tem hoje a segunda maior taxa de violações do mundo, logo depois da África do Sul, que, com 53.2 por cada 100.000, é seis vezes mais elevada que a taxa dos Estados Unidos. As estatísticas sugerem que 1 em cada 4 mulheres suecas será vítima de abuso sexual.

Por volta de 2003, a estatística de violações da Suécia já era mais elevada que a média quando se encontrava à volta dos 9.24, mas em 2005 ele explodiu para 36.8 e por volta de 2008 ela atingiu os 53.2. Actualmente, ele deve ser ainda mais alta à medida que os imigrantes muçulmanos continuam a aumentar a sua presença junto da população. - See more at: http://perigoislamico.blogspot.pt/2013/02/a-tormento-da-mulher-sueca.html#sthash.yfbp4d3d.dpuf


http://perigoislamico.blogspot.pt/2013/02/a-tormento-da-mulher-sueca.html

8 de junho de 2015 às 10:21:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Suécia: De "Superpotência Humanitária" a Estado Falido


http://pt.gatestoneinstitute.org/5157/suecia-estado-falido

8 de junho de 2015 às 10:30:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O Presidente da Rússia declarou hoje que "só alguém que não esteja no seu perfeito juízo imaginaria que a Rússia poderia atacar a NATO algum dia".


http://economico.sapo.pt/noticias/putin-nao-e-necessario-ter-medo-da-russia_220466.html

8 de junho de 2015 às 10:36:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«Por isso tudo o metro deve continuar do estado !»

Claro que não! Então se isto tudo é resultado de compadrios de privados, a solução é, é... é aumentar ainda mais o peso dos privados, pois então! E quem disser que não é comuna!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

8 de junho de 2015 às 16:29:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Deve continuar a ser o estado a meter o dinheiro sim !o metro deve ser do estado , logo o estado custeia !

8 de junho de 2015 às 17:25:00 WEST  
Blogger Caturo said...

O Estado custeia... e vigia. Num Estado democrático a sério é assim que as coisas se passam. Não há espaço para os tubarões sacarem o seu para os privados. Por isso é que quanto mais Estado nestas coisas melhor.

8 de junho de 2015 às 19:22:00 WEST  

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