terça-feira, dezembro 16, 2014

CONSELHO CENTRAL ISLÂMICO SUÍÇO LANÇA VÍDEO DE AMEAÇA VELADA AOS «ISLAMÓFOBOS»

Fonte: http://www.minutodigital.com/2014/12/14/el-consejo-islamico-suizo-declara-la-guerra-a-suiza/
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O Conselho Central Islâmico Suíço (CCIS) difundiu a 29 de Novembro passado na Internet um vídeo que está a suscitar viva polémica. O vídeo foi tornado público cinco anos depois do referendum no qual os Suíços rechaçaram a construção de minaretes em todo o País.
O documento, em Inglês e legendado em Francês, pretende ser uma «resposta à islamofobia». É a mensagem que já tinha sido avançada pelos partidários do CCIS reunidos no passado sábado em Friburgo, depois de a organização islamista ver o seu congresso anual proibido pelas autoridades cantonais.
Segundo a analista Marie-Hélène Miauton, jornalista do diário «Le Temps», o vídeo do CCIS não constitui propriamente uma luta contra a islamofobia, ao contrário do que pretende a dita organização. Trata-se, em vez disso, de uma declaração de guerra: 
«o CCIS difunde na Internet um vídeo que pretende, diz, lutar contra a islamofobia. Depois de o ter visto atentamente, o que aconselho a todos, percebo que não pode ter sido rodado com essa intenção, a menos que tenha sido feito por imbecis, o que evidentemente não é o caso. Pelo contrário, se admitirmos que busca outra finalidade, torna-se mais fácil descodificá-lo. Os elementos da linguagem visual são claros: a personagem central, supostamente um muçulmano comum e corrente, está inteiramente vestido de negro, usa um pano que lhe tapa o rosto e luvas. Só se lhe vêem os olhos, frios e duros... Transporta uma bandeira branca com caracteres árabes impressos a negro. É exactamente a imagem de um jihadista ao qual se tivessem invertido as cores do estandarte (guarda um evidente parentesco com a bandeira do Estado Islâmico - Califado Daesch). Os autores do vídeo dizem que se trata de uma sura do Alcorão, mas nenhum suíço, salvo algum erudito nessa matéria, pode sabê-lo de ciência certa. O vídeo não está, pois, dirigido aos islamófobos helvéticos, e isso é tão evidente que até se expressa em Inglês. (...) Que faz esse muçulmano "comum" com o seu passa-montanhas e a sua bandeira? Corre pela cidade, pelos campos, na neve, até alcançar um cimo que domina a paisagem em redor. Aí cai de joelhos, extenuado pela corrida, para plantar a sua bandeira nas montanhas, um lugar que domina a Suíça. Tal como Neil Armstrong colocando a bandeira norte-americana na Lua, trata-se de uma apropriação, de uma conquista, seja qual for a perspectiva sob a qual encaremos a cena.
A voz off e as legendas reforçam esta interpretação: "Agora já não somos apenas uma árvore, tornámo-nos num bosque. Forte e indestrutível. É o início de uma revolução islâmica que mudou o mundo." Nesse momento, de todas as partes surgem homens que se juntam ao "soldado" e enchem a cena com o seu número... Só homens, não há mulheres nem crianças, o que confirma a ideia de que não se trata de expressar-se sobre a população muçulmana da Suíça e das suas condições de vida, nem em nome desta. O texto que acompanha a cena não é ambíguo: "Podeis proibir os nossos minaretes, os nossos véus, os nossos nicabes e as nossas conferências, mas deveis saber que estamos aqui e que não nos vamos embora. E vamos fazê-lo saber-se, a todo o momento, em qualquer lugar."
Ao serem questionados pelos média, os realizadores do vídeo não quiseram dizer a verdade que salta à vista: esta mensagem não é uma denúncia da islamofobia na Suíça, trata-se em vez disso de uma declaração de guerra. O tom é cominatório, inquietante e arrogante. A ameaça é clara: façam o que fizerem, estamos aqui, cada vez mais numerosos, mais determinados, mais fortalecidos na nossa fé. Esta já não é a vossa casa, é a nossa. Quer vos agrade quer não, ponto.
Ninguém se decide de uma vez a dissolver o CCIS, que prejudica tanto os Suíços como os muçulmanos da Suíça? É infinita a nossa cobardia?»

Outros especialistas consideram que o conteúdo do vídeo é pelo menos «ambivalente». Comenta o especialista em códigos Mallory Schneuwly Purdie que «estas imagens podem ser lidas com um duplo sentido. Para mim, este vídeo falha o seu objectivo e causa muito dano à comunidade muçulmana.»
Como "código" do grupo EI (Estado Islâmico da Síria e do Iraque) aparece uma bandeira islâmica que contribui para a confusão, ainda que não se trate de um estandarte jihadista homologado. A opinião geral é que o vídeo representa uma chamada à sedição contra uma Suíça apresentada como anti-islâmica.
Além do conteúdo, que joga com símbolos islamistas e descreve os muçulmanos como vítimas, o tom suscita também a polémica. O porta-voz do CCIS, Abdel Asis Kaasim Illi, declarou ao periódico alemão Die Welt que não se trata aqui de ameaças. Desmentiu toda e qualquer relação ou influência dos vídeos do EI. 
Segundo um especialista em direito penal, o vídeo não contém elementos condenáveis do ponto de vista penal.
A película foi rodada por profissionais em espaços públicos da cidade de Kriens, na região de Lucerna.

E de facto a coisa tem pinta profissional, assim num género entre o hollywoodesco e o anúncio de televisão modernaço, como se pode ver aqui: http://www.minutodigital.com/2014/12/14/el-consejo-islamico-suizo-declara-la-guerra-a-suiza/. Tal como é uma peça de propaganda islamista também podia ser o enaltecimento de um novo hipermercado ou de alguma nova linha de telemóveis ou i-phones ou quejanda traquitana. Não está demasiado longe de um certo estilo adolescente americano dos actuais filmes de acção made in States. 
Do que não há dúvidas é da sua postura arrogante. Bem se pode dizer que é um efeito de um certo género de filme e influência mediática, mas quem faz estas coisas sabe ou devia saber que quem não quer ser lobo não lhe veste a pele - e que está num país que não é o seu, por mais que diga que a Suíça é sua. De uma maneira ou doutra, os muçulmanos na Suíça são alógenos. Terem o desplante de dizerem aos autóctones que «estamos aqui quer queiram quer não» é uma atitude ofensiva. Independentemente de qualquer tom alarmista com que se possa ter apresentado o caso, a postura desta gente constitui aviso para toda a Europa - é que nem na pacífica, neutral, próspera, nevada, quase se diria sempre-natalícia Suíça, nem aí se está em paz quando aí chega a musla hoste, que está a chegar através da iminvasão em massa que a elite político-cultural reinante enfia pela Europa adentro.