sexta-feira, setembro 14, 2007

CASTRO MÁXIMO MAIORITARIAMENTE DESTRUÍDO POR CAUSA DO ESTÁDIO DE BRAGA

Fiquei ontem a saber, de acordo com informação de um camarada bracarense, que pelo menos sessenta por cento deste vestígio e laço da ancestralidade arcaica, foi destruído para em cima do seu espaço se edificar o estádio municipal de Braga, de acordo com as directivas do presidente Mesquita Machado.

Há cada labrego de merda neste País que até mete nojo.

Assim é que se vê a verdadeira miséria dum país: novo-riquismo e desprezo saloio pela ancestralidade.

31 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Assim se vão perdendo,a pouco e pouco,alguns fundamentos da nossa História nacional,em proveito de interesses mercantilistas:diz o povo,quem paga,manda...
Que diferença em relação a Espanha,onde o património é objecto de grande afeição e protecção por parte das autoridades políticas.

14 de setembro de 2007 às 22:06:00 WEST  
Blogger Silvério said...

Nojentos mesmo, infelizmente estão por todo o lado e são o grupo dominante.

14 de setembro de 2007 às 22:35:00 WEST  
Blogger Silvério said...

treasureseeker acho que isto vai para além dos interesses económicos. Existe um certo fanatismo e alguma intenção de "picar" neste tipo de coisas. Podemos rever isso nos comportamentos de desprezo pelo conhecimento quando este não traz mais valias sociais.

Quanto aos vizinhos espanhóis, alem das mulheres, não conheço mais nada de bom que venha do lado de lá, espero que seja só falta de informação minha. É natural no entanto com o melhoramento das condições económicas que haja mais interesse por estas coisas "supérfluas".

14 de setembro de 2007 às 22:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Como disse ao Caturo há dias,isto é uma forma de destruir a alma de um povo.

14 de setembro de 2007 às 22:44:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Sim,é um facto,Silvério,que a melhor saúde financeira dos nossos vizinhos espanhóis os possibilita ter uma política de preservação do património,facto que eu própria constatei quando estive lá.Vi isso nos locais por onde andei,até porque está relacionado com a minha área de estudo.Nisso,eles têm-nos ganho aos pontos.


Já não será a primeira,nem última vez que veremos estes atropelos à nossa essência histórica,em prol de valores ditos "progressistas":é como disseste,não dá dinheiro,nem enche estádios,portanto,manda-se abaixo...


Cria-se assim,aos poucos,uma "anestesia mental" que visa afectar,também,as camadas jovens,as únicas que podem,e devem,lutar contra este estado de coisas.Não queria dizer"É o país que temos",mas podia ser diferente,muito diferente.

14 de setembro de 2007 às 22:56:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Relativamente às coisa "supérfluas",pessoalmente,já me aconteceu,algumas mentes esclarecidas,fazerem-me críticas,neste blogue,quando trocava impressões com o Caturo sobre assuntos literários,olha,foi quando falávamos sobre a influência da epopeia nacional Finlandesa,o Kalevala,na obra do Tolkien...Obviamente que isto não é nada de pertinente,mas serve como um exemplo de que existe muita gente que considera os chamado bens de consumo secundários inúteis.

14 de setembro de 2007 às 23:18:00 WEST  
Blogger Silvério said...

tresureseeker nesse caso concreto que referes até é mais a esperteza dita "saloia" (mas que acho que é de outro tipo) de ter a mania de que essas obras são básicas e portanto não devem ser consideradas. O mesmo acontece ao nacionalismo, normalmente, a opinião politicamente correcta considera os militantes de extrema direita são pouco esclarecidos e que só devido a isso é que podem ter essas ideias. Claro que este tipo de pensamento é que demonstra ele próprio uma falta de profundidade e muita formatação de espírito, mas o que podemos fazer, neste mundo toda gente quer ser mais culta do que o vizinho e para isso têm de fazer comentários e achincalhar normalmente obras que nunca leram. Não é por acaso que toda gente tem opinião sobre tudo.

Quanto ao património, não pretendia desculpar as nossas politicas com a economia, penso que nada desculpa este tipo de coisas, mas pelo que tenho visto já há algumas décadas que estamos nisto. Provavelmente nunca saberemos, por exemplo na zona de Lisboa, qual foi a quantidade de património que foi destruído por esses construtores civis e traficantes de droga, que fazem o uso que muito bem entendem disto tudo, mas que depois não conseguem perceber um corno do Kalevala.

14 de setembro de 2007 às 23:53:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Já o leste?Não pertence ao mundo indo-europeu,sendo Finlandês,mas considero-o lindíssimo.Se calhar tenho uma perspectiva um pouco lírica sobre estes assuntos,mas ninguém é perfeito.

15 de setembro de 2007 às 00:10:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Kalevala?Isso com o PNR acaba já a seguir.

15 de setembro de 2007 às 00:19:00 WEST  
Blogger Silvério said...

treasureseeker ainda não, nem conhecia, mas vou adicionar à lista se estiver traduzido em português ou com mais alguma dificuldade em inglês. Se tivesse lido quase que aposto que também havia de fazer algum reparo desse género. ;)

15 de setembro de 2007 às 00:34:00 WEST  
Blogger Silvério said...

Anónimo disse...

Kalevala?Isso com o PNR acaba já a seguir.


Muito pelo contrário, com o PNR isto é para manter. Para acabar já a seguir é como está.

15 de setembro de 2007 às 00:35:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

e foto do castro? nao consigo encontrar nenhuma nem no google

15 de setembro de 2007 às 00:45:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Que eu saiba,não há ainda em Portugal esta obra em Português,só em Inglês,com edição da Oxford University Press.É a que eu possuo.
Trata-se de mitologia antiga do povo Finlandês,pré-cristã,dividida em "cantos",pronto,é uma epopeia,mas com muitas referências à Natureza,aos seres míticos que a "povoam",um grupo de amigos juntos numa demanda por um objecto mágico,muita magia,etc.Penso que agradará a quem aprecia histórias épicas e mitologia nórdica.O livro nasceu de uma recolha feita por um médico finlandês do séc. XIX,que compilou narrativas da tradição oral dos camponeses da região de Karelia,contos muito antigos,mantidos por gerações.
E por agora,é tudo.Espero que gostes,e encontres,não é muito fácil.Até depois.

15 de setembro de 2007 às 00:51:00 WEST  
Blogger Silvério said...

Andei ás voltas pela net e pelos vistos andam a trabalhar na tradução para português, no enquanto agora quero ler o Mabinogion e depois logo se vê.

15 de setembro de 2007 às 11:08:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Boas leituras,então.

15 de setembro de 2007 às 11:57:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O Mabinogion,se não estou em erro,trata de mitologia do País de Gales,não é?Tenho que descobrir isso,mas agora quero aproveitar para te aconselhar a ires ver uma coisa á Wikipédia:uma biografia do pintor Gallen-Kallela,que tem trabalhos muito interessantes sobre o Kalevala.Nesse artigo,vais encontrar alguns quadros inspirados no épico,ele tem mais ainda,que poderás,depois,encontrar.Isto servirá para teres uma dimensão visual do ambiente desta história.
Até já.

15 de setembro de 2007 às 12:18:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Tipas giras e com miolos?Isso com o PNR é para acabar.

15 de setembro de 2007 às 14:56:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Cultura Portuguesa?
Isso com o PNR é para acabar

15 de setembro de 2007 às 16:18:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Mitologia finlandesa?
Isso com o PNR também é para acabar.

15 de setembro de 2007 às 18:24:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Os meus elogios à leitora Treasureseeker pelos seus contributos que enriquecem este blogue.Faz falta cá a sua presença,senãoisto fica muito "machão".Caturo,podias contratá-la para tua acessora cultural e artística.

15 de setembro de 2007 às 21:10:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

E a ti podia-te contratar para lambe-peidas.

17 de setembro de 2007 às 12:30:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Estou-me a dirigir a uma senhora com classe e ao dono da loja,não a ti,seu borrego deficiente e analfabruto.

17 de setembro de 2007 às 12:42:00 WEST  
Blogger Caturo said...

O precioso Mabinogion está traduzido em Português pela editora Assírio e Alvim. Aconselho vivamente a sua leitura, que, além de conter os mitos essenciais dos Celtas galeses, inclui também boa parte da matéria original da saga arturiana, além de outra prosa cujo teor se enquadra no campo do maravilhoso (sobrenatural).

17 de setembro de 2007 às 14:02:00 WEST  
Blogger Oestreminis said...

O Mabinogion é muito interessante. É um ciclo de mitologia celtica britónica próprio e semi-independente do mais conhecido Lebor Gabala, ou das histórias de Cu Chullain e do Ciclo do Ulster. Digo semi-independente porque como é óbvio podem-sefazer correspondências entre os dois corpus. É no Mobiganion que está a conhecida lenda do Caldeirão da Deusa Ceridwen, bem como toda a história de Pryderi de Dyfed e os filhos de Llŷr. São textos medievais que conservam de forma cristalina os ecos da antiguidade dos celtas britónicos, e como disse o Caturo e bem são a base para muito do Ciclo Arturiano.

O Kalevala é de facto não menos interessante, e extremamente original dado o relativo isolamento dos Finlandeses.

17 de setembro de 2007 às 21:12:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Falta um «Mel Gibson» para filmar tudo aquilo, ou pelo menos o essencial (os chamados «Quatro Ramos do Mabinogion», ou seja, as quatro primeiras histórias) em Galês antigo...

É realmente independente da mitologia céltica irlandesa (Lebor Gabala, ciclo de Cuchulain e ciclo de Finn) como disse o camarada Oestreminis, aparentemente mais evemerizada, mas com muito de pagão no seu fundamento, como explicam Françoise Le Roux e Christian J. Guyonvarc'h em «A Civilização Celta» (publicado em Portugal pela editora Europa-América).

E há em tudo aquilo uma familiaridade extraordinária.

17 de setembro de 2007 às 21:20:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Boas noites,cavalheiros.Oxalá a noite esteja a correr de feição,em todos os aspectos.
Uma vez que falam de literatura mítica,tema pelo qual sou particularmente atraída e sempre em busca de novos tesouros,quero aproveitar esta oportunidade para vos sugerir a lenda de Melusina,nascida em França,na Idade Média,e cujos contornos encontram paralelos não só com lendas de fadas,como também de sereias e,ainda,dragões(femininos,claro está.)
Esta lenda reveste-se de uma grande beleza,e não se limita sómente à França,pois tem correspondentes pela Europa vizinha,e até no mundo Eslavo.
Algumas famílias nobres quiseram remontar a sua origem à Dama Melusina,que se entregava ao senhor nobre,sempre com condições especiais,e que,uma vez quebrado o compromisso,desaparecia para todo o sempre,assumindo a sua verdadeira forma de ser alado,regressando ao mundo sobrenatural,mas voltando à Terra para ver os seus filhos,fruto da relação com o nobre Francês,que a encontrou,casualmente,no bosque,durante uma caçada.
Vou tentar encontrar esta lenda editada na nossa língua materna.
Tanto tem de encantadora,como de comovente,pelo lado maternal de que se reveste,e pelo contacto amoroso entre dois seres tão diferentes entre si.

E pronto...Mais uma pequena achega lírica para o Gladius.


E com esta me vou.Até depois!

17 de setembro de 2007 às 22:48:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Dama Melusina,que se entregava ao senhor nobre,sempre com condições especiais,e que,uma vez quebrado o compromisso,desaparecia para todo o sempre,

Cara Treasureseeker, isto é, na essência, a lenda da Dama Pé-de-Cabra, que Herculano descreve num dos volumes da sua obra «Lendas e Narrativas». A diferença relativamente a Melusina é que enquanto esta é figura alada, aquela, Dama Pé-de-Cabra, tem membros inferiores caprinos.

18 de setembro de 2007 às 10:45:00 WEST  
Blogger Silvério said...

Treasureseeker já venho tarde, pois o Oestreminis e o Caturo já explicaram melhor do que eu poderia fazer, não fosse através deles que tivesse tido conhecimento destas obras.

No entanto valeu a pena voltar a este post para ler os seus apontamentos sobre Melusina, da qual já tinha ouvido falar por alto mas contada por pessoas que se interessam por estudos esotéricos de uma perspectiva mais cristã. Devo confessar que esta perspectiva pagã me parece mais interessante.

18 de setembro de 2007 às 23:38:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Encontraste as pinturas?Que achaste?

20 de setembro de 2007 às 18:15:00 WEST  
Blogger Lenan2do said...

Olá amigo, tenho muito interesse em conhecer o Castro Máximo. Será que me pode ajudar a conhecer o local?
Tenho muito interesse por locais arqueológicos e estive lá hoje e não vi assim nada de especial. Obrigado.

lenan2do@gmail.com

1 de maio de 2008 às 18:54:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Infelizmente, não me encontro na área do Castro Máximo, e não tenho meios para o esclarecer...

Saudações.

2 de maio de 2008 às 14:26:00 WEST  

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