quarta-feira, julho 08, 2020

CHINA DETECTA CASO DE PESTE NEGRA - MAIS UMA VEZ, A DOENÇA SURGE NA ÁSIA

Uma cidade da Mongólia emitiu esta segunda-feira o alerta de saúde de nível 3, o segundo mais baixo, na escala da China, depois de ter sido diagnosticado um possível caso de peste bubónica, informou a imprensa oficial.
A Comissão Municipal de Saúde de Bayannur, na região autónoma da Mongólia Interior, revelou que um pastor foi internado num hospital local, onde foi diagnosticado com a doença. O doente permanece isolado e em condição “estável”, segundo a mesma fonte.
O alerta de nível 3 permanecerá em vigor até ao final deste ano, para prevenir e controlar possíveis surtos de peste bubónica. A escala vai de 1 a 4, sendo o nível 1 o mais alto e o 4 o mais baixo.
Esta doença, causada pela bactéria Yersinia pestis, causou três grandes pandemias na história da humanidade. Espalhou-se pelo mundo a partir da Sibéria e da Mongólia, pela Ásia e pela Europa, até ao Médio Oriente e África. A primeira pandemia começou em 541, no Império Romano, e durou dois séculos - foi a Peste Justiniana. A segunda, que ficou conhecida como a Peste Negra, veio da Ásia para Itália em 1346 e continuou durante quatro séculos a infectar a população europeia. Estima-se que ao longo dos séculos terá morto 50 milhões de pessoas, num continente que tinha então 80 milhões de habitantes. A terceira pandemia começou em 1850 na China, e espalhou-se pela Ásia: na Índia terá feito pelo menos 20 milhões de mortos.
No entanto, desde a invenção dos antibióticos, a doença não representa o perigo que foi ao longo da história, embora continue a inspirar terror.
A doença não está eliminada, e continuam a surgir, esporadicamente, alguns surtos. No ano passado, também na Mongólia, surgiram alguns casos. Em Madagáscar, houve surtos em 2017 e 2018. Actualmente, os três países mais afectados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, são Madagáscar, a República Democrática do Congo e o Peru.
Na Mongólia, o executivo municipal de Bayannur pediu aos cidadãos que fossem mais cautelosos na prevenção do contágio entre seres humanos e exigiu que não consumissem animais que possam causar infecções pela doença.
A Comissão Municipal de Saúde também pediu aos cidadãos que informem se encontrarem marmotas ou outros animais doentes ou mortos, e lembrou que a caça de animais que podem transportar a doença está proibida. A menção específica de marmotas pode estar relacionada com dois casos confirmados de peste bubónica, na semana passada. Nesse caso, dois irmãos foram hospitalizados com a doença, após terem comido carne de marmota.
Estes animais e outros pequenos mamíferos carregam pulgas infectadas com a bactéria Yersinia pestis, que causa a peste bubónica. No caso da peste bubónica, os sintomas geralmente aparecem após um período de um a sete dias e, se não for tratada com antibióticos, a doença apresenta uma taxa de letalidade entre 30% e 60%.
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Fonte: https://www.publico.pt/2020/07/06/ciencia/noticia/cidade-chinesa-emite-alerta-apos-detectar-caso-suspeito-peste-negra-1923196?fbclid=IwAR2y5uh9gHcMXx0oSQJO5LBlX_HgZmruVr3WPuqmCBHgIxmTbWLR7z0gALU

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A maior parte dos problemas que daqui poderiam vir resolvia-se facilmente com o encerramento de fronteiras - mais ai que a «religião» da elite reinante no Ocidente não o permite...

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

os focos todos em países com baixa higiene

10 de julho de 2020 às 16:46:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

alias mostra o mesmo padrao de expansao da outra seculo xiv foi decadas depois do auge da expansão da raça mongoloide na eurasia profunda incluindo os territorios da antiga citia onde mumias brancas eram comuns ate no tarim

10 de julho de 2020 às 16:47:00 WEST  

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