quarta-feira, maio 13, 2026

FRANÇA - AUTARCA NEGRO DE EXTREMA-ESQUERDA PARECE APELAR À INSURREIÇÃO CASO O POVO DÊ VITÓRIA A CANDIDATO PRESIDENCIAL NACIONALISTA

Caso o candidato da Reunião Nacional (RN) vença as eleições presidenciais francesas na próxima Primavera, o autarca de Extrema-Esquerda Bally Bagayoko, da multicultural Saint-Denis, afirmou que a vitória será inválida e convocou uma "insurreição popular" se isso acontecer.
Um comentarista social do X, Alain Weber, publicou abertamente sobre a realidade que a França enfrenta: “Ao contrário do que pensavam os democratas deste país, o perigo não virá de Jean-Luc Mélenchon, mas de Bally Bagayoko, que é a face tranquila da guerra civil que está a ser preparada nos subúrbios.”
Anexada à sua publicação estava uma entrevista de Bagayoko com Jean-Michel Aphatie na LCI Direct, na qual ele diz ao apresentador, surprendido, que se a RN vencer as eleições do ano que vem, jamais terá “legitimidade popular”, apenas o que ele chama de “legitimidade institucional”. O autarca também afirmou que aqueles que tentam "normalizar a Extrema-Direita" são "perigosos", acrescentando que "se a Extrema-Direita chegar ao poder, o que não queremos, faremos de tudo para que isso não aconteça". 
Durante outra entrevista ao Oumma.com, um veículo de comunicação da comunidade muçulmana, o autarca de Saint-Denis também atacou o presidente Emmanuel Macron, os veículos de comunicação do grupo Bolloré e até mesmo certos partidos de Esquerda, de acordo com o Le FigaroAo culpar Macron pela ascensão da Extrema-Direita, Bagayoko afirmou: “Sob Macron, a Extrema-Direita nunca esteve tão forte. Agora temos quase 140 parlamentares racistas”, chamando-lhes “guardiões” da história e da doutrina da RN, segundo o portal. Retomando o tema da insurreição inevitável, Bagayoko disse ao apresentador: “Ou somos nós ou eles… ou seja, a Extrema-Direita”, acrescentando mais tarde que estava “firmemente convencido de que o povo se levantará” se a RN vencer na próxima Primavera, ignorando o facto de que uma vitória da RN indicaria que os eleitores tinham exercido a sua vontade democrática. Advertido pelo anfitrião para “ter cuidado”, sob pena de “ser acusado de incitar a insurreição”, o autarca de Saint-Denis reiterou: “Todas as reformas importantes neste país foram conquistadas por meio de levantamentos populares”, disse ele, citando a Tomada da Bastilha e o movimento dos Coletes Amarelos.
Como observou Weber, o perigo representado por Bagayoko é real. "Ele está a criar as condições psicológicas para uma recusa da alternância, ou seja, em termos bem simples, as condições para uma guerra civil fria, que depois se torna quente.
É chocante testemunhar a ascensão do autarca de Extrema-Esquerda do LFI e a influência que ele agora exerce, quando, na verdade, recebeu apenas 13506 votos de um total aproximado de 64000 eleitores registados em Saint-Denis. No entanto, a sua voz clamando por justiça pelos erros cometidos contra aqueles que ele considera terem sido oprimidos pela França durante séculos tem ganhado destaque nos média desde a sua eleição em Março.
Num exemplo recente, Bagayoko atraiu a ira do autarca estadual local quando foi revelado que ele tinha removido uma foto de Macron, tradicionalmente exposta como sinal de respeito, relegando-a a um canto do seu escritório e, segundo alguns relatos, virando-a de cabeça para baixo. “O retrato permanecerá no seu lugar até que o Estado cumpra as suas obrigações sob o Pacto Republicano, particularmente para com os moradores do nosso território”, disse ele, presumivelmente referindo-se a Saint-Denis, uma cidade com cerca de 150000 habitantes, como sendo o seu território. De quem é este território? Podemos supor que seja dos negros e de outras minorias, já que ele chamou à cidade "la ville de Noirs".
Sabemos que, quando Bagayoko fala em “eliminar a desigualdade”, qualquer opressão colonial e escravidão do passado ocupam lugar de destaque na sua lista, pois ele considera-as parte dos problemas actuais. No entanto, como apontado categoricamente por Marion Maréchal, presidente da Identité Libertés, em entrevista recente, “o Sr. Bagayoko tem mais chances de ser descendente de traficantes de escravos do que eu”. Os seus comentários surgiram após o cancelamento de um evento que comemorava a abolição da escravatura em Vierzon, um reduto da RN. A cidade, que realiza o evento apenas desde 2006, afirma que a decisão se deve a cortes no orçamento, enquanto muitos, previsivelmente, criticam a RN por se recusar a honrar a importância do fim da escravatura. Na verdade, para muitos na Direita, a questão é mais complexa. “A memória da escravidão não se deve restringir apenas aos Europeus. O tráfico de escravos árabe-muçulmano: 17 milhões de vítimas. O tráfico de escravos intra-africano: 14 milhões de vítimas”, observou Maréchal aos telespectadores. Ela e muitos outros prefeririam uma comemoração que abordasse todos os culpados, não apenas os brancos e ocidentais.
Em Março, a Assembleia Geral da ONU adoptou uma resolução que designou o tráfico atlântico de escravos e seu envolvimento na escravização de africanos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Segundo um comunicado da ONU, a resolução busca uma ordem que “enfrente a verdade histórica e, ao mesmo tempo, construa mecanismos para futuros equitativos”.
Mas muitos querem saber porque nunca é mencionada a questão dos facilitadores, intermediários e comerciantes africanos. "Desde o início do comércio transaariano de escravos no século VII, os Africanos vendiam escravos a árabes muçulmanos", e, à medida que a demanda do Novo Mundo cresceu séculos depois, os africanos étnicos atenderam-na prontamente, escreveu Marie-Claude Mosimann-Barbier para o Le Figaro no mês passado, em artigo divulgado pela Remix News. “Muito antes da chegada dos Europeus e do desenvolvimento do tráfico atlântico de escravos, a escravidão interna era uma realidade estrutural na maioria das sociedades africanas”, escreveu ela.
A questão de hoje é porque é que alguém acolheria com satisfação os apelos à insurreição vindos de um autarca activista que não demonstrou nenhum respeito pela República Francesa vigente — e nenhum interesse na sua continuidade?
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Fonte: https://rmx.news/article/its-either-us-or-them-far-left-french-mayor-calls-for-insurrection-if-conservatives-win-presidential-election-attacks-macron-as-well/

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Diz o artigo que o negro estaria a ignorar a evidência democrática de que, se um candidato nacionalista ganhasse, era porque o povo assim o tinha decidido, em eleições livres. É claro que ignora - a elite, da qual o fulano é representante radical e africanamente desbocado e despudorado, pois esta elite despreza o «povinho» e só o usa como emblema para enganar o próprio povo. Isto sempre foi verdade e já se torna ridiculamente óbvio desde há pelo menos uns vinte anos, quando as elites começaram a guinchar que a vitória democrática dos seus inimigos era «uma ameaça à Democracia» (sic(k)). Não tiveram, nunca, qualquer pudor em dizer portanto que um resultado democrático era inimigo da Democracia, assim, a seco, sem vergonha e sem sequer sorrirem.
Ou isso ou o negro está a dizer que os votos dos brancos «racistas» é como se não contassem - e, sendo assim, está mesmo a pedi-las, depois pode ser que se queixe, e é então que os grandessíssimos mé(r)dia fazem histérico cagaçal a dizer que «há violência racista em França!»...