quarta-feira, maio 13, 2026

CULMINAÇÃO DA LEMÚRIA E PANTEÃO - ELEMENTOS SAGRADOS USURPADOS PELA CRISTANDADE

 


A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que tinham sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam-lhes para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de Maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra de todos os Deuses — a Maria e a todos os mártires. 
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Todos-os-Santos)

Deste então, diz outro verbete da Wikipedia, a festividade originou o Dia de Todos os Santos, que foi mais tarde movido para o primeiro de Novembro, eventualmente por influência céltica, porque havia na altura muitos monges irlandeses em Itália, e porque na Grã-Bretanha a população ainda celebrava o Samhain e a Igreja Católica queria abafar esta celebração pagã céltica.
De um modo ou doutro, a data da dedicatio Sanctae Mariae ad Martyres foi criada pela Igreja Católica Apostólica Romana para abafar a culminação da Lemúria, precisamente a 13 de Maio, festival pagão em honra dos Lémures, espíritos dos mortos que nesta altura do ano rondariam as casas. A intenção foi precisamente a de despaganizar a data, aliás, cristianizá-la, na tentativa de usurpar o espaço e a cultura à Paganidade. Duma só assentada, roubou-se/abafou-se uma celebração pagã e também um dos maiores edifícios da religião pagã romana, o Panteão, que era local de culto aos Deuses, incluindo Deuses celestiais, e ficou assim inutilizado para tal efeito com a colocação no seu interior de cadáveres de cristãos ditos «mártires». 




Idealmente, seria um dia recuperado - os cadáveres aí depositados seriam transladados e o local seria ritualmente purificado por actuais sacerdotes do Cultus Deorum, ou culto dos Deuses latinos. Não passa de um sonho, mas tudo o que se faz voluntariamente começa por aí - e se há dois mil anos dissessem a um comum cidadão de Roma que um credo originário da Judeia e praticado por escravos haveria um dia de ser a única religião autorizada em todo o Império Romano, o mais provável era que o romano se risse... 
Tudo se corrige, a seu tempo.

4 Comments:

Anonymous Zédias said...

Sabes, Caturo, eu tenho a teoria de que foi o Cristianismo que acabou por corromper e mais tarde contribuir para a queda do Império Romano.

O Cristianismo e o Islão são religiões universalistas e dogmáticas e foi isso que permitiu a sua expansão. Tal não acontece com o Judaísmo, dogmática mas bem menos universalista (povo escolhido e essas coisas todas), nem com as religiões dhármicas (Budismo, Hinduísmo, Jainismo), também universalistas mas nada dogmáticas. Já o Xintoísmo por sua vez não é dogmático nem universalista.

As religiões pagãs europeias, indoeuropeias ou não, todas possuíam um carácter não dogmático, e não era pouco comum que comparassem e adotassem divindades de outros panteões. Roma fez isso com Isis (Egipto), Cibele (Anatólia) e principalmente com o sincretismo com as divindades helénicas, e até mesmo os nossos Lusitanos parecem ter adotado divindades iberas/bascas. As guerras que se faziam pela Europa eram acima de tudo por recursos e imperialismo, não por religiões.

Antes do Cristianismo a mentalidade dos governadores romanos era de viver e deixar os povos conquistados viver desde que não fossem contra o poder romano estabelecido, e caso quisessem fazer parte do mesmo (legiões, senado), não precisavam de adotar a religião romana mas tinham obrigatoriamente de adotar valores romanos (proteção das fronteiras com os limus, rigor e disciplina nas legiões, etc). Com o Cristianismo isso acabou, as fronteiras foram-se diluindo, as legiões abandalhando-se e isso levou à queda do Império. Mais tarde com a ameaça de uma outra religião universalista (Islão), os governantes cristãos europeus recuperaram esses valores românicos e protegeram o futuro centro cultural da Europa da invasão, embora as periferias (Ibéria, Sicília, Balcãs, Anatólia, Volga) tenham caído.

https://herminiusmons.wordpress.com/2020/02/06/lusitanian-deities-with-scarce-archaeological-evidence/proteção d

13 de maio de 2026 às 21:52:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Exactamente, ponto por ponto.

14 de maio de 2026 às 00:09:00 WEST  
Blogger Lol said...

roma sempre foi instavel cheia de golpes um imperio tem um lime de expansao mesmo pagã roma teria se desgastado e caido

14 de maio de 2026 às 18:55:00 WEST  
Blogger Lol said...

o cristianismo ja foi um sintoma de desgaste adotar a religiao de um povo inferior dominado..

14 de maio de 2026 às 18:55:00 WEST  

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