quarta-feira, fevereiro 03, 2016

MINISTROS DA DEFESA DA GRÉCIA E DE ISRAEL CONFIRMAM ACUSAÇÕES RUSSAS DE QUE A TURQUIA RECEBE PETRÓLEO DO CALIFADO

Nesta quarta-feira (27) os ministros da Defesa de Israel e Grécia fizeram declarações polémicas denunciando o envolvimento directo da Turquia no comércio de petróleo ilegal do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico), confirmando as acusações da Rússia contra o governo de Erdogan nesse sentido.
Os ministros dos dois países disseram que, há tempos, grande parte do petróleo comercializado pelo Daesh passa pela Turquia, que acaba por financiar o terrorismo através dessas transacções.
Para conhecer a repercussão e as possíveis consequências dessas declarações, a Sputnik conversou com o cientista político iraniano Seyed Hadi Afghahi, especialista em problemas do Médio Oriente, diplomata, e ex-funcionário da embaixada iraniana no Líbano.
Afghahi explicou que o incidente com o caça russo Su-24, abatido pelas forças turcas na Síria, foi o ponto de partida para uma grande crise nas relações entre a Turquia e a Rússia. Um facto totalmente inesperado que acabou por causar grandes prejuízos ao próprio governo turco. Depois do incidente, Moscovo intensificou ainda mais os seus ataques contra posições terroristas do Daesh na Síria, forçando os EUA a também aumentar a propaganda da sua luta contra o terrorismo no país árabe, criando, inclusive, uma coligação de 5-6 países nesse sentido, explicou o especialista.
"O mundo viu que essas declarações dos EUA não correspondem à realidade e são mentirosas. E, para negar isso, os EUA realizaram apenas alguns ataques aéreos simbólicos, demonstrativos e sem alvos reais. Mas imagens de satélite, vídeos e os muitos dados de investigações militares mostraram que, na realidade, os EUA estão apoiando o Daesh" – disse Afghahi.
O especialista explicou que, em seguida, quando a Rússia apresentou provas incontestáveis, em formato de vídeo e imagens de satélite, sobre a produção de petróleo pelo Daesh e o seu transporte através da fronteira turco-síria, o presidente Erdogan foi apanhado de surpresa e acabou por prometer deixar o seu cargo caso Moscovo apresentasse provas do seu envolvimento directo com o terrorismo.
"Hoje, como vemos, chegou a hora de Erdogan renunciar. Já que um dos mais próximos e tradicionais parceiros da Turquia na região – Israel – declarou através do seu ministro de Defesa Moshe Ya'alon, que dispõe de valiosas e detalhadas informações militares sobre a situação na Síria, que Israel possui provas confirmando a cooperação da Turquia com o Daesh. Inclusive, de que Ancara tem vindo a comprar petróleo roubado pelos terroristas" – disse o diplomata iraniano.
Na opinião de Afghahi, a inesperada postura de Israel pode ser explicada por dois factores. O económico, que pressiona a Turquia expondo a sua frágil dependência de Israel para comercializar a sua produção agrícola, outrora fornecida para o mercado russo. E outro político, em que Telavive pretende beneficiar-se com a enorme crise que tomou conta da Turquia e manchou a reputação de Erdogan, impedindo Ancara de oferecer uma série de benefício comerciais e económicos visados pela Turquia. Nesse sentido, Afghahi acredita que Israel quer pressionar Erdogan para reforçar as suas posições na Turquia, obtendo informações valiosas sobre o Daesh e outros grupos terroristas.
"No geral, pode-se concluir que as últimas declarações de Moshe Ya'alon estão ligadas a questões de segurança, troca de informações, estratégia militar e pressão psicológica sobre a Turquia, que deverá responder a essas declarações do ministro israelita e não ficar quieta. Afinal, se forem apresentadas provas para as declarações de Ya'alon, então, no mínimo, Erdogan deverá renunciar, já que (…), dessa vez, as declarações foram feitas por um país com quem a Turquia gostaria de melhorar as suas relações" – explicou Afghahi.
Na opinião do diplomata iraniano, todas essas circunstâncias levam Erdogan para um beco sem saída, do qual ele não conseguirá livrar-se facilmente. Resta agora esperar a resposta da Turquia às acusações de Israel e Grécia sobre seu envolvimento no comércio de petróleo ilegal de terroristas.
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Fonte: http://br.sputniknews.com/mundo/20160127/3418590/israel-confirma-acusacoes-russia-sobre-petroleo-daesh-turquia.html



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Na ocasião, jornalistas perguntaram ao ministro grego se a Turquia poderia integrar o eixo da luta contra o terrorismo ao lado de Israel, Chipre, Grécia, Egipto e Jordânia, e quais seriam as condições necessárias para isso.
"Todos nós queremos que a Turquia tenha boas intenções e venha até nós para integrar um planeamento conjunto contra o terrorismo. Todos nós queremos que o comportamento da Turquia corresponda aos padrões e normas do direito internacional. Isto requer uma mudança nas atitudes da Turquia" – disse Kammenos.
"Para se ter boas relações e aliança com qualquer país, em primeiro lugar é preciso reconhecê-lo como tal. A Turquia até hoje não reconhece o Chipre" – completou o político.
"Em segundo lugar, o tema do terrorismo. A verdade é que grande parte do petróleo que vem do Daesh, que vem dos terroristas, passa pela Turquia, e através da Turquia passa o financiamento do terrorismo. Seria bom se a Turquia decidisse mudar a sua relação, não cooperar com o terrorismo, não promover acções que causassem problemas à região, se usasse o financiamento da União Europeia e conseguisse em seu próprio benefício económico deter os refugiados na costa da Ásia Menor" – completou Kammenos.
"Estamos aqui com as melhores intenções. Esperamos que o governo [do presidente Erdogan], ao invés de conduzir a Turquia para o fundamentalismo, desvie o barco para levá-lo aos valores do Ocidente, aos valores do eixo do bem, para o bem dos seus cidadãos e da região como um todo" – declarou o ministro grego da Defesa.
Nos últimos dias, Kammenos fez uma série de duras declarações relativamente à Turquia. Após reunir-se com o ministro da Defesa do Chipre, em 18 de Janeiro, revelou que, muito em breve, a União Europeia discutirá um novo plano de estratégia para questões relacionadas com defesa, e que deverá incluir decisões sobre a defesa e o reconhecimento das fronteiras europeias. Nas palavras do ministro grego, um dos pontos tratados será a inadmissibilidade da violação das fronteiras da Europa por aviões turcos.
Falando sobre a regulação da questão cipriota, Kammenos disse ter, antes de tudo, esperanças de que o problema seja resolvido com base no direito internacional. "O exército turco e as forças de ocupação, sem dúvida, não deverão participar desta decisão. Seria como nomear um pedófilo para dirigir um jardim de infância, dizendo ser possível manter as forças de ocupação no país, e considerar que elas podem fazer parte da solução" – explicou o ministro.
Durante a conferência de imprensa desta quarta-feira (27), Kammenos destacou ainda as óptimas relações de cooperação entre os ministérios da Defesa da Grécia e de Israel.
"Podemos – e esse é o objectivo – criar um eixo de segurança que começasse em Israel, passasse por Chipre até à Grécia e – porque não – seguisse ao norte para a Bulgária e ao sul para o Egipto e a Jordânia" – disse Kammenos.
Uma reunião trilateral entre líderes da Grécia, Chipre e Israel está marcada para acontecer na quinta-feira (28).
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Fonte: http://br.sputniknews.com/mundo/20160127/3417051/ministro-defesa-grecia-petroleo-daesh-passa-pela-turquia.html#ixzz3z85vwB6M


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Por estas e por outras torna-se cada vez mais óbvio que o Estado Turco, país que a maior parte da elite político-cultural reinante no Ocidente quer por força considerar ainda «laico» e a coberto disso aceitá-lo pela Europa adentro, é em tudo inimigo dos Europeus.


4 Comments:

Anonymous Arauto said...

Esta revolta qualquer pessoa não-imigracionista, Caturo:

http://diversitymachtfrei.blogspot.de/2016/02/italy-homeless-italian-man-dies-of-cold.html

3 de fevereiro de 2016 às 18:50:00 WET  
Blogger Caturo said...

Mais uma vergonha da Europa da «austeridade» que tem dinheiro a rodos para pagar moradias e sustento a centenas de milhares de alógenos recém-chegados.

3 de fevereiro de 2016 às 19:32:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

A imigração anda a degradar a qualidade de vida dos europeus (ninguém diria...)

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3428474/European-cities-countries-hardest-hit-migrant-crisis-say-influx-foreigners-negative-impact-survey-finds.html

3 de fevereiro de 2016 às 19:48:00 WET  
Blogger Caturo said...

É porque as pessoas não sabem ser solidárias e praticar o bom aguenta-aguenta a bem dos projectos de vida que a elite lhes quiser impingir...

4 de fevereiro de 2016 às 00:17:00 WET  

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