sexta-feira, janeiro 31, 2014

BRANCOS E AMARELOS TÊM MAIS SANGUE NEANDERTAL DO QUE SE PENSAVA - O QUE ACARRETA MAIS RESISTÊNCIA A CERTAS DOENÇAS DO QUE OS AFRICANOS

Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/temos-os-neandertais-na-pele-afirmam-cientistas-1621734
Já se sabia, com base na sequenciação da totalidade do ADN de um neandertal que viveu há 50 mil anos, obtida em 2013, que os humanos modernos e os neandertais se cruzaram e produziram descendência, provavelmente há 40 mil a 80 mil anos, pouco de pois da chegada da nossa espécie à Europa vinda de África. De facto, entre 1% e 3% do genoma das pessoas actuais não originárias de África provêm dos neandertais, esses nossos primos que surgiram na Europa e Ásia há uns 400 mil e se extinguiram há 28 mil anos. Mas na realidade, a contribuição genética total dos neandertais para o ADN das populações europeias e asiáticas actuais poderá ter bastante mais do que isso – próxima de 20% –, afirmam cientistas norte-americanos num artigo publicado na revista Science com data de sexta-feira.
"Os 2% do vosso ADN de neandertal poderão ser diferentes dos meus 2% de ADN de neandertal e situar-se em partes diferentes do genoma”, diz o co-autor Joshua Akey, da Universidade de Washington em Seattle (EUA), citado pela agência noticiosa Reuters. E tudo junto, “isso dá uma proporção substancial de genoma de neandertal”. Para obter os seus resultados, Akey e o seu colega Benjamin Vernot analisaram os genomas de 379 europeus e 286 asiáticos.
Tanto estes dois cientistas como uma outra equipa – liderada por David Reich, da Universidade de Harvard (EUA) e na qual se inclui Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Leipzig (Alemanha), co-autor da sequenciação do referido genoma de neandertal – chegaram ainda à conclusão de que o ADN proveniente dos neandertais não se encontra uniformemente distribuído dentro do genoma dos humanos modernos. E ambos os estudos – o da segunda equipa foi publicado esta quinta-feira na revista Nature – também concluem que aquele antigo contributo se concentra, em particular, nos genes dos humanos modernos que influenciam as características da pele e do cabelo.
Os cientistas especulam aliás que esses genes, ligados à produção de queratina, proteína fibrosa que confere resistência à pele, ao cabelo e às unhas, terão sido benéficos para a nossa espécie em termos de adaptação a latitudes mais nórdicas. “É tentador pensar que os neandertais já estavam adaptados a um ambiente não africano e que transmitiram essa vantagem genética aos humanos modernos”, diz Reich, citado pela agência noticiosa AFP.
A equipa de Reich, que analisou as variantes genéticas de 846 pessoas de origem não africana, de 176 pessoas de África subsariana e do neandertal fóssil, aponta também para uma herança vinda dos neandertais ao nível de genes que afectam o risco dos não africanos perante a diabetes de tipo 2, a doença de Crohn, o lupus ou a cirrose biliar – e até... a capacidade de deixar de fumar, escrevem os autores.
Porém, as áreas do genoma humano moderno desprovidas de ADN de neandertais foram “as mais entusiasmantes”, salienta Sriram Sankararaman, co-autor do estudo na Nature, em comunicado da universidade Harvard, “porque sugerem que a introdução de alguns genes de neandertal terá sido prejudicial para os antepassados dos não africanos modernos e que essas mutações foram posteriormente removidas pela acção da selecção natural”.
Estes cientistas mostraram que as regiões com menor contributo genético dos neandertais concentram-se em genes principalmente activos nos testículos e no cromossoma X, um dos dois cromossomas sexuais humanos, e têm a ver com a chamada infertilidade dos híbridos (por exemplo da mula, cruzamento de cavalo e burro). “Isso sugere que quando os nossos antepassados se cruzaram e se misturaram com os neandertais, as duas espécies estavam no limiar da incompatibilidade biológica”, diz Reich no mesmo comunicado. Ora, naquela altura, estas duas populações tinham evoluído separadamente durante meio milhão de anos. “É fascinante que este tipo de problemas tenha surgido num período de tempo tão curto”, acrescenta Reich.
Erik Trinkaus, da Universidade Washington em St Louis (EUA), um dos grandes especialistas mundiais dos primeiros humanos, que não participou nos estudos, diz contudo, citado pela Reuters, que a estimativa agora obtida da proporção de ADN de neandertal que perdura na nossa espécie deve ser considerada com prudência, uma vez que, até aqui, apenas foi possível extrair material genético de meia dúzia de fósseis de neandertais – uma amostra demasiado pequena para ter grandes certezas.

14 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"teoria do gênero" nas escolas francesas no proximo ano
http://www.portugues.rfi.fr/franca/20110719-jornal-catolico-aborda-ensino-da-teoria-do-genero-nas-escolas-francesas

Extrema-direita acusa governo de impôr "teoria do gênero" nas escolas
http://www.portugues.rfi.fr/franca/20140129-teoria-do-genero-no-ensino-fundamental-gera-polemica-na-franca

31 de janeiro de 2014 às 17:23:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

O famoso jornalista polaco Maciej Wisniowski, que colabora também com a a Voz da Rússia, participou como especialista em um dos canais de televisão centrais da Rússia. Durante sua entrevista, Wisniowski falou, em particular, do seu livro "Liberdade contra a Liberdade", no qual analisa o movimento nacionalista ucraniano.

http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_01_31/Ucr-nia-n-o-pode-ser-vista-atrav-s-do-prisma-de-suas-rela-es-com-a-R-ssia-8335/

31 de janeiro de 2014 às 18:50:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

Cerca de 600-700 pessoas provenientes do Reino Unido e da França participam do conflito na Síria ao lado dos islamitas, declarou o presidente francês, François Hollande, após uma reunião com o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_01_31/Hollande-conflito-s-rio-radicaliza-jovens-na-Fran-a-e-no-Reino-Unido-9515/

31 de janeiro de 2014 às 18:52:00 WET  
Blogger roberto quintas said...

ou seja, nós [europeus e descendentes] continuamos a ser miscigenados. que golpe para essa fabula de estirpe.

4 de fevereiro de 2014 às 16:08:00 WET  
Blogger Caturo said...

Duro golpe porquê, por ficar mais notório que nunca a grande distância genética que há entre brancos/amarelos, de um lado, e negros do outro, a ponto de afinal a diferença não ser apenas de raça mas andando até perto da diferença de espécie? Ehehehh... venham mais «golpes» desses para a estirpe, venham venham...

Vocês bem insistem mas a ciência cada vez vos lixa mais.

4 de fevereiro de 2014 às 18:48:00 WET  
Blogger roberto quintas said...

imples, Caturo...toda essa fabula da estirpe se baseia na idéia de sangue puro. ora, se somos miscigenados, não há pureza...byebye estirpe.
aliás a análise genetica não afirma que os neandertais não procedem da mesma espécie, nem que suas origens remontam a um ancestral em comum originário da Africa. durissmo golpe.

5 de fevereiro de 2014 às 17:23:00 WET  
Blogger roberto quintas said...

que tal então este estudo:
http://news.softpedia.com/news/Untangling-Europe-s-Complex-Genetic-Heritage-413315.shtml

os europeus modernos tem origem da Africa, Oriente Medio e Sibéria.

5 de fevereiro de 2014 às 17:59:00 WET  
Blogger Caturo said...

Sim sim, duríssimo golpe a Genética provar que os brancos, e os amarelos, têm sangue de uma sub-espécie ou mesmo de uma espécie que os negros não têm, insiste nisso a ver se pega...
E sim, o Neanderthal ainda é considerado como uma sub-espécie ou mesmo uma espécie de humano.
Quanto à conversa de raça pura, leia, mais uma vez, o desmentido que já fiz inúmeras vezes, mas que você, desconversando, insiste em ignorar, porque para ela não tem resposta, vai a grosso para lhe entrar melhor: a ideia de estirpe não depende - não depende - da ideia de pureza racial. Não é preciso falar em pureza para se falar em raça. Nem é preciso falar em pureza para se falar em estirpe. E, assim, o seu «argumento» já estava rebatido antes mesmo de o ter voltado a escrever.

E, entretanto, a distância genética entre Europeus e Africanos vai-se evidenciando na Ciência, tome nota:

http://gladio.blogspot.pt/2014/01/distancia-genetica-entre-as-racas-e.html

Ui, que golpe. É o chamado duríssimo golpe.

5 de fevereiro de 2014 às 18:24:00 WET  
Blogger Caturo said...

Outra, continue a tomar nota:

http://gladio.blogspot.pt/2007/08/primeira-migrao-humana-para-europa-no.html

5 de fevereiro de 2014 às 18:25:00 WET  
Blogger roberto quintas said...

"Estirpe ou cepa (em inglês: strain) é um termo da biologia e da genética para se referir a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas ou fisiológicas"[wikipedia]
então, Caturo, somos todos da mesma estirpe - a humana.

7 de fevereiro de 2014 às 17:27:00 WET  
Blogger Caturo said...

Ah, semelhanças morfológicas. Por esse andar os macacos também são da nossa estirpe...

Mas não. O termo estirpe pode-se usar e mais de um sentido:

n.f.
1. Parte da planta que cresce debaixo da terra, que é a raiz;
2. (Figurado) Referente à ascendência ou à árvore genealógica da família; relativo à raça.
(Etm. do latim: stirpe)

Sinónimos: ascendência, casta, espécie, etnia, família, genealogia, origem, qualidade, raça, raca e raiz.

Assim, pode dizer-se que existe uma estirpe branca, como de resto tanto a ciência como a normalidade a olho nu o atestam.

7 de fevereiro de 2014 às 19:00:00 WET  
Blogger roberto quintas said...

o problema continua, Caturo. tudo isto que assinalou como "estirpe" simplesmente não se sustenta. eu li artigos de genética, talvez mais que o sr. existe um artigo que diz que se fossemos diferenciar a espécie humana no quesito de "raças", as diferenças genéticas são tão grandes que seriam necessários mais nomes de raças do que seriamos capazes, mesmo dentro de uma etnia. ou seja, ainda que liste outras definições de "estirpe" continua inconsistente visto que os europeus modernos tem suas origens da África, da Ásia e da Sibéria. por outro lado, as diferenças de espécie entre primatas e homo sapiens são unicas e singulares o suficiente para distinguir uma espécie da outra.

11 de fevereiro de 2014 às 14:40:00 WET  
Blogger Caturo said...

Só erros, em tudo o que disseste. Primeiro, do mesmo modo que há quem conteste o conceito de raça, há também quem conteste o conceito de espécie ou o que define uma espécie. Segundo, apelares para o argumento da autoridade - «ai, eu li mais artigos que o sr.» - de nada te adianta se depois na conversa só manifestas ignorância, aliás, até te fica particularmente mal.
Terceiro, os confusionistas podem dizer o que quiserem sobre os diferentes agrupamentos raciais, porque a verdade é que, geneticamente, os Europeus estão três vezes mais próximos entre si do que qualquer Povo Europeu de qualquer Povo não europeu. Por isso, há, de facto, uma estirpe europeia.
Quarto, pois se existiriam imensas raças, tanto melhor, existiriam mesmo imensas estirpes.
Quinto, que os Europeus tenham origem em África, Sibéria ou Marte não altera o facto de que geneticamente são bem diferentes dos Africanos - mais do que se pensava, mais do que certos macacos diferem entre si, mais do que certas raças de cães diferem entre si (mas pode-se falar em raças de cães, falar em raças de pessoas é que é pecado...). E o elemento Neandertal ainda vos dá mais cabo da conversa, como se o resto do que foi já apurado não o fizesse já o suficiente.

13 de março de 2014 às 19:39:00 WET  
Blogger Revista Eletrônica Biquinis de Crochê said...

Existe um verdadeiro abismo entre brancos e negros. Não é racismo, não somos iguais.

13 de maio de 2017 às 20:54:00 WEST  

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