GRÉCIA - GRANDE CELEBRAÇÃO ANUAL EM HONRA DE PROMETEU E DOS DEUSES OLÍMPICOS
Ao pé do Monte Olimpo, centenas de adoradores dos antigos Deuses gregos reúnem-se todos os Verões para celebrar tradições que acreditam conectá-los ao passado remoto da Grécia.
O Festival Prometeia, com duração de quatro dias, começa ao som de tambores enquanto mulheres vestidas de branco avançam com tochas acesas, cantando hinos a Zeus. Na mitologia grega, o Monte Olimpo é a morada dos Doze Deuses Olímpicos, conferindo à cerimónia um poderoso simbolismo.
Há mais de 30 anos, o festival atrai pessoas de toda a Grécia e de outros países para participar em rituais inspirados em prácticas religiosas antigas. Os organizadores afirmam que o evento celebra o património cultural da Grécia, preservando costumes que acreditam ter sobrevivido desde a Antiguidade.
O festival é organizado pela associação “Prometeu, o Portador do Fogo”, nomeada em homenagem ao titã que, segundo a mitologia grega , roubou o fogo sagrado de Zeus e o deu à humanidade.
O fogo continua a ser o símbolo central do festival. Procissões com tochas, hinos e encontros cerimoniais reflectem o mito de Prometeu, cuja história há muito representa coragem, sacrifício e busca pelo conhecimento.
“O nosso objectivo é destacar certos aspectos do património cultural e histórico da Grécia”, disse Georgia Altintasiotou, presidente da associação.
Muitos participantes do festival identificam-se como politeístas e cultuam os Deuses da Grécia Antiga. Reúnem-se perto do sítio arqueológico de Dion para rituais, música e eventos culturais inspirados no passado clássico do país.
Alguns membros adoptam formalmente nomes da Antiguidade durante uma cerimónia e usam estes nomes dentro da comunidade. Os organizadores dizem que a tradição reflecte um compromisso pessoal com as crenças e os valores que associam ao mundo antigo.
“É um esforço para retornar às nossas raízes”, disse Semeli Travlou, escritora e membro fundadora da associação. Travlou afirmou que os gregos modernos se desconectaram da literatura, da filosofia e das tradições religiosas da antiguidade. Ela disse que o movimento busca reconstruir esta conexão e incentivar uma maior valorização da identidade histórica da Grécia.
Entre os participantes está Triantafyllos Athanassoulas, de 48 anos, que usa o nome Hermodoros, que significa "dádiva do Deus Hermes". Juntou-se a outros fiéis numa das procissões com tochas do festival, que os organizadores descrevem como um símbolo de continuidade com as tradições antigas. O festival também inclui cerimónias ao longo do rio Enipeas, nas proximidades. Ali, os participantes prestam homenagem à natureza e invocam às Ninfas e às Nereidas, seres divinos da mitologia grega associados a rios, florestas e mar.
Muitos dizem que as cerimónias reflectem crenças pessoais, e não uma tentativa de persuadir os outros. "Os Deuses da Grécia antiga são energias que existem dentro de nós. Não estou a tentar converter ninguém", disse Symeon Charizanos, um funcionário de escritório de 53 anos. Charizanos disse que espera preservar os valores que associa aos seus antepassados, incluindo excelência, coragem, determinação, resiliência e verdade.
O festival termina com apresentações teatrais, danças tradicionais e celebrações realizadas nas florestas que circundam o Monte Olimpo. À medida que as últimas tochas se apagam sob a montanha mais famosa da Grécia, os participantes afirmam que o encontro mantém vivas as tradições que continuam a moldar a identidade cultural do país.
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Fonte: https://greekreporter.com/2026/07/08/mount-olympus-worship-ancient-greek-gods-prometheia/?fbclid=IwY2xjawTP85FleHRuA2FlbQIxMABicmlkETB5MUM2OGlpcHhTZlNvM3Jvc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHmIRpjNiFKK_Fyfl6RiovmyrFwL9_VQIgNA9aI5FANQN3x4jwHkwyk7w-4U9_aem_4kKYMy_n-ybusFB23sM9sQ


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