quarta-feira, fevereiro 07, 2018

NO MAIOR PAÍS DA AMÉRICA LATINA - MUÇULMANOS CRESCEM NO SEIO DA COMUNIDADE CRISTÃ EVANGÉLICA

Os muçulmanos estão a crescer no Brasil a partir do rebanho evangélico. A constatação foi feita pela antropóloga Amanda Dias, que concedeu uma entrevista à sucursal brasileira da emissora francesa RFI e comentou detalhes das descobertas que fez na sua pesquisa sobre as características da comunidade muçulmana no Rio de Janeiro.
De acordo com Amanda Dias, uma das características dos brasileiros que se converteram ao islamismo é já terem feito parte de uma comunidade evangélica. E isso, na sua visão, deve-se muito ao discurso adoptado pelos líderes muçulmanos na cidade: “Eles pregam um Islão fundamentalista. No sentido de que vai ao fundamento da religião. Então, não depende de uma tradição específica e é acessível a um público maior […] Baseiam-se no Corão, e nos hadith, que são os exemplos de vida do profeta [Maomé]”, afirmou a antropóloga.
Questionada pela jornalista Maria Emília Alencar sobre a origem desses novos muçulmanos, a pesquisadora confirmou que eles são oriundos de igrejas evangélicas e abandonaram a fé cristã depois de serem apresentados aos ensinamentos de Maomé: “Isso foi o que eu encontrei durante a minha pesquisa demográfica, no trabalho de campo, e é diferente do que outros pesquisadores encontraram no passado. Então, acho que é [algo] recente, e que existe sim um trânsito sim [de fiéis] dessas comunidades evangélicas para o Islão”, afirmou.
+Líderes muçulmanos traçam estratégia de expansão no Brasil 
Parte do crescimento do islamismo no Brasil, e em particular no Rio de Janeiro (campo pesquisado pela antropóloga), deve-se ao discurso adoptado na abordagem das pessoas: “Esse trabalho que eles fizeram, de difusão do Islão, é um trabalho de acolhimento das pessoas que chegam. Na mesquita, há um ‘kit do revertido’, que vai ensinar a fazer as orações, tem aulas de Árabe para os brasileiros, os sermões vão ser feitos também em Português, não apenas em Árabe. Existe um acolhimento”, contou.
Grande parte dos que se convertem ao islamismo passam a conhecer a religião através de pesquisas: “As pessoas chegam à mesquita muito pelos seus próprios esforços. Vão procurar na internet […] descobrir o Islão de outras maneiras”, acrescentou.
Este dado pode revelar que a propaganda feita pelo Estado Islâmico – e outros grupos extremistas muçulmanos – surte efeito, atraindo pessoas para conhecerem a religião, fundada aproximadamente 600 anos depois da morte de Jesus Cristo.
Segundo Amanda Dias, os evangélicos que se tornam muçulmanos são atraídos pela ideia de que a religião islâmica funciona como algo paralelo ao Cristianismo: “Existe uma certa continuidade [de valores morais], entre a igreja evangélica e o Islão, no sentido de que os evangélicos já pedem um certo pudor na maneira de se vestir, etc, e o Islão, no Brasil, vai insistir nessa continuidade. O primeiro livro que eles ganham ao chegar a uma mesquita é ‘Jesus, um profeta do Islão’. Existe uma certa continuidade doutrinária, também”.
Actualmente, segundo a pesquisadora, estima-se que existam, “mais ou menos, mil muçulmanos ligados à Sociedade [Beneficente Muçulmana] no Rio de Janeiro”.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://noticias.gospelmais.com.br/muculmanos-crescem-brasil-convertendo-evangelicos-pesquisadora-88156.html

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Mais um sinal de que a similitude essencial entre o Cristianismo e o Islão, consequência lógica da sua comunidade de origem, continua a dar os seus frutos. Não é só por causa disto ou para parecer apocalíptico que há muito imagino um Brasil futuramente dominado por favelagem islâmica... facilmente «vislumbro» as toneladas de negros e mulatos que dizem «manda quem pódji, 'bedéce quem tem juízo» a submeterem-se a carismáticas e «protectoras» gangues de jovens muçulmanos.