quarta-feira, julho 29, 2015

PÁROCO DE TREVISO AFIXA À PORTA DA IGREJA CARTAZ A MANDAR EMBORA OS «RACISTAS»

Fontes:
 - http://www.ilfattoquotidiano.it/2015/07/20/migranti-a-spoleto-prete-vieta-ingresso-in-chiesa-ai-razzisti-tornate-a-casa-vostra/1889228/
 - http://www.ansa.it/english/news/2015/07/20/racists-banned-from-parish-church_553b4b59-8950-4dd5-adf4-1ae886cb1f2c.html
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Depois do protesto popular, organizado pela Extrema-Direita, a meados do mês, contra a imigração em Quinto, nos arredores de Treviso, em Itália, o pároco local, don Gianfranco Formenton, afixou um cartaz à porta da sua paróquia dizendo o seguinte:


«“Ero straniero e non mi avete accolto
Lontano da me, maledetti, nel fuoco eterno..." (Mt. 25)
In questa chiesa è vietato l’ingresso ai razzisti... Tornate a casa vostra!»

ou seja,

«"Eu era estrangeiro e não me acolheram
Afastem-se de mim, malditos, para o fogo eterno..." (Mt. 25)
Nesta igreja é vedado o ingresso aos racistas. Voltem para vossa casa!»

O sacerdote, de origem veneziana mas estabelecido na diocese de Úmbria desde a sua ordenação, respondeu assim à manifestação anti-imigração, na qual os habitantes locais queimaram colchões e mobília para impedirem o estabelecimento de uma centena de alógenos: «Quis dar uma resposta ao que aconteceu em Treviso e Roma, O slogan mais difundido hoje é "voltem para vossa casa". Com esta mensagem quero mostrar a quem grita estas palavras que também há lugares, tais como a casa de Deus, nas quais também eles não são bem recebidos. E até fui muito gentil. Jesus é muito mais duro. Conta o evangelho de Mateus que ele disse "Eu era estrangeiro e não me acolhesteis. Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno".»
Dirigiu algumas palavras em particular contra o presidente da região: «Zaia disse ser contra a violência mas por-se ao lado dos cidadãos deste modo justifica o terrorismo a ponto de acender o fogo. Esta acção squadriste já se verificava nos anos vinte.»
Como se sabe, os «squadriste» eram grupos de militantes fascistas que levavam a cabo acções violentas de rua.
Não ficou por aí: «Espero que a Igreja de Treviso tenha uma palavra a dizer, nem que seja só uma. A voz do papa é inconfundível: as palavras de Francisco na sua última encíclica são claras. A Igreja começou a enfatizar as exigências do Evangelho. Estamos numa emergência global causada pelo homem e não por Deus e a comunidade cristã deve responder. Há um nível de violência sem precedentes em matéria de refugiados, é o surgimento dos piores impulsos da espécie humana, cultivada por estes quatro políticos que têm uma memória histórica não superior a três meses e que fomentam este ódio.»
Para o pastor da Úmbria a única voz confiável é a de Bergoglio: «Entre os políticos que cavalgam este protesto não há ninguém que faça a análise de que o pontífice foi capaz, dizendo que esses refugiados vêm para pedir a conta de centenas de anos de exploração e injustiça». O padre está irritado com a Liga do Norte: «Temos de escolher se queremos culpar os pobres, ou, com inteligência, opormo-nos ao que causou isso. Infelizmente, este último está lá para nos mostrar os inimigos de turno. Hitler, Mussolini fizeram isso, a Liga e a Casa Pound estão também a fazê-lo, para conseguirem popularidade. Acredite em mim, mesmo agora, na minha paróquia está cheia de racistas de qualquer partido político.»
Palavras duras que os seguidores do padre discutem na sua página de Facebook. 

O vigário do Judeu Morto diz então que «Liga [do Norte] e CasaPound estão a fazer como Hitler e Mussolini: atacam os mais pobres para adquirirem o consenso».

Ora o que é que a gente da laia dele diz realmente aos mais pobres do seu próprio povo, que, na sua própria terra, são expostos à violência criminal e à concorrência rebaixante pelos postos de trabalho? «Aguenta e não chora, aguenta aguenta, que é preciso aguentar, porque senão és racista e o Jesus castiga...»

Note-se como o fulano quis fazer precisamente o mesmo que a classe político-cultural dominante no Ocidente actual faz a respeito da alegada culpa europeia pelo que se passa no terceiro-mundo: acicatá-la, «lembrá-la», como se a sua existência fosse um dado adquirido - como se os filhos fossem culpados pelos supostos crimes dos pais, ou como se, mais importante do que isso, não fosse exclusivamente graças ao branco de origem europeia que as populações do terceiro-mundo sobrevivem e até se multiplicam em larga escala -, para a partir daí obrigar os Europeus a deixarem entrar em casa tudo o que é alógeno. Não surpreende - Igreja e elite reinante são da mesma raiz, a do universalismo militante e essencialmente totalitário que foi divulgado na Europa através da cristianização. Isto mesmo está evidente no modo como o pároco usa as palavras da Bíblia acima citadas, do evangelho de Mateus, inequívocas. 

Este é portanto só mais um testemunho de que a Igreja constitui, como sempre constituiu desde o seu início há dois mil anos, uma inimiga visceral da identidade europeia e, por isso mesmo, do Nacionalismo ocidental.


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2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"«Liga [do Norte] e CasaPound estão a fazer como Hitler e Mussolini: atacam os mais pobres para adquirirem o consenso»."

nao sei muito de historia, mas aonde é que o hitler atacou os mais pobres???
a Alemanha estava na miseria e ele nao atacou os pobres, enriqueceu a economia e tirou os pobres da miséria. Subiram todos de classe, passaram a ser mais ricos, mais poder de compra, mais classe media ou classe alta em vez de classes baixas e pobres.
Este paroco leu historia??

E Hitler nem atacou os pobres, atacou os ricos judeus, donos dos bancos, lojas e outras riquezas.

quando ha algo mal, apontam sempre o hitler e o nazismo mesmo que estes nem o tenham feito.
maltrataram a criança, isso é o que os nazis faziam, maltrataram os pobres, isso é o que os nazis faziam, etc. os nazis faziam tudo mal, eram o mal.

29 de julho de 2015 às 12:25:00 WEST  
Blogger R. Vilhena said...

Este comentário foi removido pelo autor.

29 de julho de 2015 às 15:28:00 WEST  

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