segunda-feira, abril 16, 2007

NOVAS REIVINDICAÇÕES ISLAMISTAS SOBRE A IBÉRIA

A Espanha e os enclaves africanos de Ceuta e Melilla correm um risco importante de sofrer um atentado islamita, afirmou o juiz de instrução espanhol Baltasar Garzon, um dia depois dos atentados de Argel reivindicados pela Al-Qaeda.
Numa entrevista ao diário La Vanguardia, o magistrado da Audiência Nacional, a mais alta instância penal espanhola, recorda, um dia depois dos atentados de Argel que causaram pelo menos 24 mortos e 222 feridos, a ameaça da Al-Qaeda paira sobre Espanha.
O grupo terrorista islâmico proclama que a Espanha é um território que deve ser englobado no mundo muçulmano, devido à ocupação moura de uma parte da península ibérica entre os séculos VIII e XV.
«Não ficaremos em paz até que libertemos toda a terra do Islão dos cruzados apóstatas e dos seus agentes e voltemos a por pé sobre a nossa Andaluzia espoliada e sobre a nossa Jerusalém violada
», afirmou quarta-feira o grupo ao reivindicar o atentado de Argel.

(...)


Pois é, não ficam em paz até tomarem conta da Ibéria... porque esta gente é mesmo pacífica, quer mesmo a paz, mas o raio dos Espanhóis e dos Portugueses não os deixam em paz visto que se atrevem a dominar o território que foi em tempos conquistado pelos muçulmanos...

Falo não apenas de Espanhóis mas também de Portugueses porque, ao contrário do que diz a tradução do Portugal Diário, o «Al-Andaluz» da linguagem islâmica não diz respeito apenas à Andaluzia, mas a toda a Hispânia, ou pelo menos a todo o território que foi controlado pelos Mouros na Península Ibérica.

A perda do «Al-Andaluz» com a derradeira derrota do reino mouro de Granada em 1492
constituiu um imenso trauma para todo o mundo muçulmano, que, pelos vistos, está bem vivo nas mentes de muitos, senão da maioria, dos agachados de Alá...

É de notar que os islamistas fazem proselitismo em cerca de dez por cento das centenas de mesquitas sitas em Espanha. O País irmão tornou-se assim numa importante base de recrutamento de bombistas suicidas, que são enviados para o Iraque; e, alguns deles, podem já estar a ser treinados no Mali, no Níger e na Mauritânia.

O atentado bombista de Madrid, por exemplo, parece ter sido organizado em território espanhol, com o apoio dum grupo marroquino.


O mais sintomático é que os promotores da teoria segundo a qual a Espanha pertence ao Islão, não se limitam aos círculos dos «terroristas fanáticos», essa minoria microscópica sem importância nenhuma (que ideia), pelo contrário: ouve-se e lê-se a apologia desse ponto de vista por parte de muçulmanos «moderados» e «pacíficos», o que mostra bem aquilo que poderá ser o futuro da Espanha dentro de vinte anos: uma nova Palestina, com criancinhas-coitadinhas «andaluzes» a atirar pedras contra a polícia do opressor Estado Espanhol, e pelo meio há uns bombista-suicidas a estoirar com cafés e restaurantes madrilenos, mas essa parte, enfim, será obra «duma pequena minoria sem relevância nem representatividade no seio do mundo islâmico».

E porquê?

Porque os promotores da teoria segundo a qual a Espanha pertence ao Islão, não se limitam aos círculos dos «terroristas fanáticos», essa minoria microscópica sem importância nenhuma (que ideia), nem se limitam sequer ao mundo islâmico, mas existem também no seio da Esquerda intelectual europeia, sobretudo na ibérica. E é por aqui, pelo vírus interno, que a Hispânia pode voltar à guerra da Reconquista. Só que, desta vez, talvez não tenha cavaleiros ingleses, franceses, flamengos e alemães a virem em seu auxílio... ou então, esses que eventualmente venham, aparecem acompanhados de mais umas catrefas de Mouros, que, em vez de virem só do sul como outrora, agora chegarão provavelmente de Paris e de Londres...

E, assim, a Europa caminha para uma guerra civil de gravidade sem precedentes.

9 Comments:

Anonymous Anónimo said...

El atentado bombista de Madrid.....¿Crimen político bajo bandera falsa? False Flag Operation ?

16 de abril de 2007 às 19:36:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O islão é pacífico... nunca ameaçará a Hispânia... isso são manobras sionistas... e dos aliens... e isso tudo... e têm direito a sentirem-se ofendidos porque D.Afonso Henriques correu com eles e só queriam paz e cultivar citrinos descansadamente... paz... o islão significa paz... e amor... e respeito pelas mulheres... e pelas minorias...

16 de abril de 2007 às 22:52:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O que nos vale é que temos as costas quentes viradas para o mar e nunca vi um marroquino a ganhar uma medalha olímpica em natação.

17 de abril de 2007 às 01:25:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

é exterminar os islâmicos e afins, nunca li um livro mas a mim ninguém me engana com a súcia sionista e os me(r)dia
o holocausto é uma farsa

17 de abril de 2007 às 12:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Persil : Caillou espagnol

18 de abril de 2007 às 17:49:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Não seremos nós os culpados?
Quando aqui e noutros lugares se "ataca" o Islamismo, deveriamos antes interrogar-nos qual a causa dessa energia que essa religião está a despertar na Europa e não só.
Dizem-nos que somos uma cultura tradicionalmente Cristã, mas este ultra-liberalismo exagerado, esta exploração do homem pelo homem, estas cada vez maiores desigualdades sociais, não serão elas próprias a alimentar e a dar razão a essa energia muçulmana, muito mais ortodoxa e coerente?
Não é verdade que mesmo entre os naturais quer da Europa, quer dos EUA, as conversões ao Islamismo vem cada vez subindo mais?
Entretanto o que se passa no seio dos católicos: eles são padres pedófilos, ou que tem as suas "muheres" mas fingem que são governantas ou outra coisa qualquer, às vezes também se aproveitam de mulher alheia,os filhos são "sobrinhos", etc., são pois factores de fragmentação religiosa, de descrédito, tanto mais que, qualquer
"desaparafusado" ou oportunista que queira fundar uma "religião", não tem problemnas com isso, e vêem-se para aí imensos grupos pseudo-religiosos que mais não são do que meros negócios, ora tudo isso fragiliza a religião Cristã.
Tem por isso os Nacionalistas (que não tem de ser forçosamente religiosos), mas atendendo a que, o Cristianismo é a base desta civilização e cultura ocidental, o direito e a obrigação de "exigir" que os membros e pastores dessa fé, cumpram escrupulosamente com os seus princípios, é a única maneira de se atacar a tempo o problema, pois se pensam em meios violentos, então no mundo do "políticamente correcto", só vão ter insucessos.

18 de abril de 2007 às 23:55:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Sr.Lusitano,

“Não seremos nós os culpados?”

Tanto nós quanto eles. O nosso politicamente correcto é que nos leva a pôr a mãozinha no peito e a debitar uma ladaínha de mea culpa. Sem esquecer esta veia Cristã de dar a outra face...

”... deveriamos antes interrogar-nos qual a causa dessa energia que essa religião está a despertar na Europa e não só.”

Pura propaganda política de qualidade irrepreensível.

“mas este ultra-liberalismo exagerado, esta exploração do homem pelo homem, estas cada vez maiores desigualdades sociais,”

O Mundo há 60 anos atrás e o Mundo hoje / Portugal há 60 anos atrás e Portugal hoje: em que período encontra maiores desigualdades sociais? Desde quando não houve exploração do homem pelo homem?

“não serão elas próprias a alimentar e a dar razão a essa energia muçulmana, muito mais ortodoxa e coerente?”

Sim, tal como o Cristianisto, por exemplo, em tempos idos se alimentou dos mesmíssimos problemas políticos e sociais para crescer e alargar a sua influência. Reler a doutrina de Cristo ajuda a ver a sua coerência.

”Não é verdade que mesmo entre os naturais quer da Europa, quer dos EUA, as conversões ao Islamismo vem cada vez subindo mais?”

É. A atracção pelo “fruto proibido” sempre foi muito forte entre os descontentes e os instáveis. É como uma “generation gap” social. Como o que está atacar/ferir aquilo contra o qual nos rebelamos se chama islamismo, é o islamismo que entra para 1º no top ten das conversões.

“Entretanto o que se passa no seio dos católicos: eles são padres pedófilos, ou que tem as suas "muheres" mas fingem que são governantas ou outra coisa qualquer, às vezes também se aproveitam de mulher alheia,os filhos são "sobrinhos", etc.,”

O que não quer dizer que não haja situações similares no Islamismo. Enquanto a igreja católica controlou os seus fiéis como o Islão controla hoje os seus, havia alguma fragmentação? Que fragmentação pode haver no seio de uma comunidade que resolve os seus problemas de adultério apredejando mulheres e desculpabilizando os homens? Que fragmentação pode haver no seio de uma comunidade que resolve qualquer liberdade de opinião com intifadas, ameaças de morte e atentados à bomba? Que fragmentação pode haver no seio de uma comunidade cujos poder político e religioso são exactamente o mesmo? Será que afinal a Igreja Católica tem de voltar aos tempos da Spanish Inquisition para voltar a caír nas boas graças do povo? Onde está a nossa própria coerência?

“são pois factores de fragmentação religiosa, de descrédito, tanto mais que, qualquer
"desaparafusado" “

Há quem diga que Jesus Cristo foi um deles. E só me refiro ao "nosso" para não ferir susceptibilidades de não Cristãos :).

“ou oportunista que queira fundar uma "religião", “ – Há milénios e milénios que os há. Aliás, sem oportunistas nenhuma religião se institucionaria.

“não tem problemnas com isso, e vêem-se para aí imensos grupos pseudo-religiosos que mais não são do que meros negócios, ora tudo isso fragiliza a religião Cristã.”

Já os Egípcios antigos se queixavam do mesmo.

“... o direito e a obrigação de "exigir" que os membros e pastores dessa fé, cumpram escrupulosamente com os seus princípios, “

É o que tem acontecido com cada vez maior frequência. O problema não está na exigência, mas sim na forma como exigimos que as penitências sejam cumpridas e a forma como a instituição Igreja está a desempenhar o seu papel. Está a colocar-se numa posição de fragilidade, está a reconhecer de forma suicida os seus “podres”, está a pedir perdão por actos cometidos há milénios. Isto é tudo muito lindo, mas dá-nos uma visão frágil dela e quem procura força e acção numa orientação espiritual deixa de acreditar nessa capacidade por parte dos Homens da Igreja Católica de Roma. Para os ocidentais convertidos ao islamismo, porque representará uma crise de valores um padre católico ter um caso amoroso e socialmente aceitável no islamismo um apredrejamento à mulher adúltera?

“é a única maneira de se atacar a tempo o problema, pois se pensam em meios violentos, então no mundo do "políticamente correcto", só vão ter insucessos.”

Mas, se são os meios violentos que tem dado frutos! Veja-se a quantidade de “ex-ocidentais” que apoiam a “luta” dos fundamentalistas islâmicos pela implementação dos seus valores violentos!

Cumprimentos.
Livia Drusilla

19 de abril de 2007 às 11:30:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Dizem-nos que somos uma cultura tradicionalmente Cristã, mas este ultra-liberalismo exagerado, esta exploração do homem pelo homem, estas cada vez maiores desigualdades sociais, não serão elas próprias a alimentar e a dar razão a essa energia muçulmana, muito mais ortodoxa e coerente?

Faço minhas as palavras da Lívia Drusilla a este respeito.


Não é verdade que mesmo entre os naturais quer da Europa, quer dos EUA, as conversões ao Islamismo vem cada vez subindo mais?

Sim… e não. Muitos desses «naturais» não o são de todo, mas sim filhos de imigrantes de ascendência não europeia, que juntam o rancor anti-branco e anti-colonialista ao radicalismo islâmico.
Outros, os naturais de sangue, são muitas vezes desequilibrados e marginais atraídos pelo totalitarismo, por uma doutrina brutal e simples.
Haverá naturalmente outros casos.



Entretanto o que se passa no seio dos católicos: eles são padres pedófilos, ou que tem as suas "muheres" mas fingem que são governantas ou outra coisa qualquer, às vezes também se aproveitam de mulher alheia,os filhos são "sobrinhos", etc., são pois factores de fragmentação religiosa,

Mais uma vez, creio que a Lívia acertou em cheio no seu comentário relativamente à crueldade obscena do Islão.


Tem por isso os Nacionalistas (que não tem de ser forçosamente religiosos), mas atendendo a que, o Cristianismo é a base desta civilização e cultura ocidental,

Pois o problema tem estado precisamente aí – foi daí que veio o essencial do veneno politicamente correcto (ódio às barreiras, dar a outra face, amor universal).



pois se pensam em meios violentos, então no mundo do "políticamente correcto", só vão ter insucessos

Então e o Islão não se farta de usar métodos violentos?
Isto prova que o que realmente incomoda os politicamente correctos não é a violência em si, mas sim o ideal que a motiva: se for uma causa alienígena a exercer a «justa vingança» contra nós-os-culpados, óptimo, viva a «revolta»; agora, se a causa for europeia, aí já é crime sem perdão, visto que nós-os-culpados não temos o direito de nos defendermos…

19 de abril de 2007 às 16:52:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

À LIVIA e ao CATURO,
Achei interessante as vossas análises ao meu comentário, e devo acrescentar que, continuo a pensar que não são as religiões que são as culpadas dos graves conflitos inter-culturais, acho é que, há muita gente que aproveita a crença das pessoas para as manipular.
Querer atacar, por exemplo o Islamismo, porque uns tantos indivíduos se fazem explodir no meio de gente sem culpa provocando imensas vítimas, não me convence da brutalidade do Islão, agora que muitos aproveitando as práticas mais ortodoxas (ou se calhar, fundamentalistas), dessas religiões, induzem ódio de forma a provocar tragédias, disso não haja dúvidas.
O que se passa actualmente no Iraque é um "bom" exemplo, afinal as vítimas de ambos os lados são muçulmanas, vão-se matando em benefício de quem, dos que morrem ou ficam feridos, ou haverá quem de fora esteja a lucrar?
Se bem que, sempre tenha havido conflitos entre estes dois ramos do Islão, o facto é que esta violência, que como numa espiral, sobe cada vez mais, é estimulada de fora.
Quanto a mim, a única maneira de combater os extremismos, passa por uma forte propaganda e pelo exemplo.
Propaganda: avisando não contra as religiões em si, mas para os que as manipulam para defesa de interesses próprios.
Exemplo: pelo comportamento honroso e ético dos principais membros dessas religiões.
Seguir aquela máxima de frei Tomáz "faz o que ele diz, não faças o que ele faz", não nos leva a nada, e nunca irá resolver os problemas das sociedades modernas, as quais são cada vez mais condicionadas aos interesses de meia dúzia de grandes falcões, que utilizam as suas potencialidades económicas para cada vez mais, controlarem o Mundo.
Cumprimentos a ambos.

19 de abril de 2007 às 23:37:00 WEST  

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