quinta-feira, agosto 11, 2005

RAPAZELHO MÁGICO VS. AJOELHADOS DO CRUCIFICADO

No blogue da mui conhecida organização que dá pelo nome de Aliança Nacional, cujo principal princípio doutrinal consiste na ideia de que quem não vai à missa com os pretos, é traidor a soldo da Alemanha, publicou-se este artigo contra Harry Potter, que apresenta um texto da autoria de Gabriele Kuby, que escreveu «Harry Potter: bom ou mau?», tendo entretanto trocado correspondência com o Cardeal Ratzinger.

Não li nenhum dos volumes a respeito desta personagem (Harry Potter, claro); dela, apenas sei o que vou ouvindo, aqui e ali, e aquilo que vi no primeiro filme da saga, já exibido num qualquer canal da televisão portuguesa.

Assim, é com surpresa que leio, passo a citar,
Hogwarts, a escola de magia e bruxaria, é um mundo fechado de violência e horror, de maldições e de bruxaria, de ideologia racista,

Alto e pára o baile! Ideologia... racista?...
Então um livro tão famoso, tão divulgado por toda a comunicação social, tão cobiçado por petizes e por adultos, tão vendido em carradas de países, tão invasor do monumento do panteão nacional em Lisboa... um livro destes faz propaganda racista à frente de todos e nenhum SOS Racista diz nada?...

Está muito em voga a tendência para atirar com o rótulo «racista!!», que tem hoje em dia o mesmo significado que «blasfemo!» ou «satânico!» tinha na Idade Média. Qualquer gajo que seja mau, trás!, diz-se que também é racista que é para a «maralha» o odiar imenso.

Já agora, por curiosidade, agradecia a algum conhecedor do assunto que colocasse aqui as passagens do livro do puto mágico que transmitem uma doutrina racista.

Sem que isso aconteça, e como não tenho tempo para ler os calhamaços de centenares páginas narrando a epopeia do pequeno feiticeiro anglo-saxónico, inclinar-me-ei cada vez mais para pensar que tal «acusação» tem laivos de tentativa de demonização de uma obra que, mercê da sua popularidade a nível mundial, é temida pelos altos círculos da Cristandade como agente de descristianização da juventude, essa parcela da população tão perigosamente influenciável...

Este temor dos cristãos mais atentos, não fui eu que inventei, está bem expresso no discurso da referida autora:
1. Harry Potter é um plano global a longo prazo para mudar a cultura. Nas novas gerações as inibições contra a magia e o ocultismo estão a ser destruídas. Assim, força-se a voltar à sociedade que o Cristianismo superou.

Queria a senhora que a imposição cristã fosse um facto irreversível...

O medo assim expresso pelos vigilantes da Cristandade, reveste-se, não só de um reconhecimento temeroso de que os povos não podem ser eternamente subjugados a uma doutrina proibitiva e dona da verdade «única», mas também de uma certa dose de descaramento nas acusações que faz à índole da publicação em questão.

Ora repare-se nalgumas das afirmações da autora:

(No livro) 4. O mundo dos homens é desprezado, o mundo dos bruxos e feiticeiros é glorificado.
Que curioso, isto faz lembrar o anátema que os primitivos cristãos lançavam sobre a sabedoria deste mundo, que era «loucura aos olhos de Deus».

5. Não há uma dimensão transcendente positiva. O sobrenatural é totalmente demoníaco. Os símbolos sagrados são pervertidos.
Ora, o que é pervertido? Diz o dicionário que um dos significados de «pervertido», é «desvirtuado»; ainda outro, é «adulterado».
Não foi isso que a Igreja fez com tantos símbolos pagãos? O próprio Vaticano, por exemplo, é um Estado assente sobre o monte Vaticano, consagrado a Vaticano, que é o Nume ou Força Divina que ajuda a criança a expressar os primeiros sons (daí o termo «vagido»). O termo «Virtus», que, no Cristianismo, tem o sentido de «virtude cristã, compassiva, amorosa, igualitária, universalista», é, originalmente, um conceito de carácter marcial - a coragem em combate. A palavra «Piedade», do latim «Pietas», foi pelos cristãos considerada como sinónimo de «Compaixão», embora o seu real significado original fosse o respeito religioso (ritual e ético) que é devido aos Deuses e à Pátria.
E o termo «pontífice», que o papa usa, não é sacado também da religião pagã romana, que tinha os seus pontifex ou pontífices?
Quem o alheio veste, na praça o despe - e fazer aos outros aquilo que não se quer que se faça a nós, pode dar mau resultado.

7. A capacidade de discernimento entre o bem e o mal por parte dum (jovem!) leitor é bloqueada através da manipulação emocional e da confusão intelectual.
Ao ouvir falar em «manipulação emocional», vem-me à mente aquela do «Morreu para nos salvar! Morreu pelos nossos pecados! Todos o matámos, mas Ele mesmo assim perdoa-nos! E, se não fosse Ele, não tínhamos salvação!»; quanto a confusão intelectual, tenho lido de tudo um pouco, inclusivamente que Platão, um filósofo politeísta convictamente defensor da sua religião nacional, afinal não acreditava nada nos Deuses e só queria um Deus único, que, coincidência das coincidências, veio do Oriente semita (e pimba!, já está o arranjinho feito, assim com cuspe, tudo muito bem coladinho...).

9. Aqueles que valorizam a pluralidade de opiniões deviam resistir ao poder quase esmagador desta enorme pressão, feita através dum gigantesca coligação e dum ataque multi-média, que apresenta elementos de uma lavagem ao cérebro totalitária.
10. Como por meio dos livros de Potter a fé num Deus de amor é sistematicamente desconsiderada e até destruída em muitos jovens através de falsos “valores” e de escárnio da verdade judaico-cristã, é inadmissível a introdução destes livros nas escolas. Os pais deviam recusar-se a autorizar os seus filhos a tomar parte na doutrinação em Potter, por motivos de fé e de consciência.
Isto é, quem gosta da liberdade de pensamento e de expressão, deve proibir às crianças a leitura de coisas que contrariem o pensamento e a expressão da Igreja.
E falava-se, mais atrás, da «confusão intelectual»... enfim, há coisas piores, tais como a desonestidade intelectual de quem se diz defensor da liberdade e depois procura argumentação para «legitimamente» cercear a liberdade dos outros.

Efectivamente, a inquietação toma conta de algumas das mentes mais sensíveis e subtis da Cristandade. Inquietação que leva a afirmar que
8. Harry Potter é um assalto às novas gerações, seduzindo-as totalmente para um mundo de bruxas e feiticeiros, enchendo a imaginação dos jovens com imagens de um mundo no qual o mal reina e do qual não há saída, sendo pelo contrário, apresentado como altamente desejável.
o que me parece um franco exagero (eufemismo), pois que se afigura de todo inverosímil que um livro escrito por uma trintona inglesa para crianças mimadas e amantes da leitura, contenha qualquer espécie de incitação ao mal... a menos, claro está, que a Igreja considere toda a magia como sinónimo de «mal».

Tanto incómodo por causa das histórias de um bruxo menor de idade, só parece explicável, ou pela vontade de empreender um combate espiritual que preencha as vidas de quem não tem nada para fazer a não ser rezar e embirrar com o vizinho, ou por um reconhecimento de que, uma vez que nenhum poder humano dura para sempre, também o Cristianismo e o Islão, se hoje possuem um poder considerável (o primeiro, em decadência, o segundo, em ascenção), podem todavia ser suplantados por meio da difusão de ideias, feita com espírito de iniciativa e de persistência - de dever.

27 Comments:

Anonymous Anónimo said...

«Já agora, por curiosidade, agradecia a algum conhecedor do assunto que colocasse aqui as passagens do livro do puto mágico que transmitem uma doutrina racista.»

Se existem quaisquer críticas a apontar ao conteúdo dos livros, delas não pode constar a incitação ao racismo, uma vez que Harry Potter (personagem principal) se relaciona com /e defende os chamados "sangue de lama". Ora, este conceito serve para designar todos aqueles que não descendem de famílias "puramente mágicas".
Os inimigos de H.Potter (que ele consegue sempre derrotar no fim) defendem essa pureza de ascendencia mágica. Pelo contrário, o herói da história, obedecendo às normas do politicamente correcto, defende-os com "unhas e dentes".
Posto isto, parece-me que a autora até tem até uma grande preocupação em introduzir nas suas histórias a doutrina da tolerância e aceitação do Outro como igual. Já para não falar do próprio filme, onde se podem ver entre os alunos de Hogwarts algumas criancinhas asiáticas e africanas.

12 de agosto de 2005 às 08:35:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

De facto, o enredo das histórias foca bastante aquilo que a autora designa por "Mudblood". O próprio Potter é "Halfblood" porque a sua mãe descende de "Muggles".Isto confirma que, apesar de ambos os pais serem feiticeiros, ele não é considerado um puro-sangue se tivermos em conta toda a ascendencia próxima.

Há uma certa preocupação por parte de J. K. Rowling em definir as suas personagens em termos de "blood status" para depois vir em socorro dos que são discriminados por não serem "pure blood".. Se isto é considerado racista, então tenho andado este tempo todo enganado!!

J.Cruz

12 de agosto de 2005 às 09:53:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Todo esse artigo me parece exagerado. Quanto a estes dois comentários, permitem concluír que a autora (que até casou e teve descendência dum Português, ou seja, dum não-Anglo-Saxão e, portanto, descendência essa "mongrel") só poderia ser fruto da "multi-culti" Grã-Bretanha, onde se podem encontrar indivíduos de origem Africana já lá nascidos logo desde os anos 60 (como os cantores Seal e Skin), ao contrário de Portugal, onde só começam a nascer cá a partir dos anos 70, dos que preferiram associar-se a Portugal ou também eram de origem mista; só nessa altura é que as Colónias foram abandonadas, o Eusébio nasceu mesmo em Moçambique, pois nessa altura os Africanos Portugueses de quem se falava eram todos nascidos nos seus países de origem e não havia grande mistura.

12 de agosto de 2005 às 10:55:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Bem me parecia que havia aldrabice pelo meio...

12 de agosto de 2005 às 11:02:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

E com isto se demonstra a minha tese de que os dito Universalistas que eu prefiro chamar Mundialistas, sao simultaneamente os que mais encarnicadamente tem combatido o Cristianismo .

A autora tem razao no essencial que defende, e eu proveito para denunciar mais umas coisitas :

1 - A esquerda Odeia Visceralmente o Cristianismo e coloca os merdia ao servico deste Odio

2 - A Esquerda Odeia qq Religiao, que define nas palavras de Marx como opio do povo, incluindo o Islao e o Judaismo.

3- So falam em defesa dos Judeus qdo se trata da segunda guerra, e unicamente porque Hitler combateu Stalin ...

4 - A esquerda so defende o Islao porque anda ressabiada desde a queda da URSS, e esta agora do lado de qq inimigo dos EUA.

4 - A esquerda usa no seu combate anticristianismo, q elegeu como seu maior inimigo, e como maior alvo de Odio por parte dos merdia, as mesmissimas armas que utiliza no combate ao Nacionalismo, ou seja, a mentira, a Calunia, a Censura, e a desonestidade intelectual.

6 - As famosas frases propaladas pelos Macoes, " A Familia ja foi, a Patria esta a ir, e Deus e a seguir " mostram bem o caminho que os Inimigos da Nacao estao a querer tracar , e esse caminho e incluir o Cristianismo como aliado objectivo do Nacionalismo. Por isso e que a esquerda combate os dois como se fossem o mesmo, ( chegam a dizer que Hitler ia a missa ).


Meus caros Camaradas ... eu podia agora afirmar que por isso nada distingue os Nacionalistas Pagaos, por ambos usarem armas parecidas no combate ao seu inimigo comum, o Cristianismo, mas nao o faco ! Para mim todos aqueles que corajosamente defendem a Nacao, e o Politicamente correcto vigente, sao meus Camaradas na defesa da Nacao.

Ass : Pedro Cacorino Dia

12 de agosto de 2005 às 11:08:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Queria explicar melhor a associacao que fiz entre Mundialistas e Inimigos do Cristianismo :

A autora do Harry Potter e Mundialista anticrista ... e curiosamente carregadinha de ideias proximas do Paganismo

Ass: Pedro Cacorino Dias

12 de agosto de 2005 às 11:17:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Sou pagã e nacionalista, mas respeito os crentes de outras religiões, desde que esse respeito seja mútuo e que não me tentem impôr nada. Ninguém tem poder de decidir sobre a Fé dos outros, nem ninguém tem que ter a presunção de que a sua Fé é a melhor ou a correcta.
Isto não tende a acontecer no Islamismo, cujos preceitos e modo de vida são diariamente impostos nas sociedades europeias em que estão inseridos, numa tentativa de afirmação que não conhece quaisquer limites, com a construção massiva de mesquitas, ignorando a legislação dos países hospedeiros (veja-se a polémica que o uso do véu levantou em França) e fazendo mesmo uso do terrorismo.
E relativamente ao Cristianismo, já houve tempos (e não são assim tão remotos) em que vigorava precisamente o sistema da imposição e lavagem cerebral. Actualmente, a Igreja continua a servir-se de números para vir dizer que a Europa é maioritariamente cristã. Mesmo se esses nºs são o resultado do baptismo de crianças sem qualquer consciencia ou voto na matéria,mesmo se esses nºs são o resultado da vontade de alguns pais em manterem viva uma tradição à qual não dão nenhuma importância em especial, mas apenas pelo facto de "sempre se ter feito assim".. ou até mesmo para agradarem a alguns avós que nem à missa vão!!

Haja coerência!

12 de agosto de 2005 às 11:45:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Este último post deveria estar assinado. Peço desculpa pelo lapso.

Carla

12 de agosto de 2005 às 11:53:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

«Sou pagã e nacionalista, »
Gostava de saber como é que o paganismo se expandiu em Portugal, quando não passa sequer pela cabeça de 99% das pessoas que ele sequer exista, quanto mais que seja difundido.


«nem ninguém tem que ter a presunção de que a sua Fé é a melhor ou a correcta.»
Se alguém segue um Religião é porque a considera melhor ou a correcta, ou não? Senão, escolheria outra. Ou, como os Romanos, consideraria várias as correctas, ou seja, seria de todas elas.


«Actualmente, a Igreja continua a servir-se de números para vir dizer que a Europa é maioritariamente cristã. Mesmo se esses nºs são o resultado do baptismo de crianças sem qualquer consciencia ou voto na matéria,»
Os que se assumem como Cristãos (noventa e tal por cento) não é por terem sido baptizados. Os que são ateus muitos também são baptizados e não se consideram Cristãos, porque são ateus. Pelo que os Cristãos também não se consideram como tal apenas por serem baptizados, mas porque assim resolveram permanecer, se bem que muitos deles não-praticantes - pelo menos, quanto ao aspecto litúrgico.

12 de agosto de 2005 às 12:08:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Caro Anónimo (Imperador),
penso que o meu comentário é bastante claro.

Não sei se o paganismo é ou não difundido. Eu, pelo menos, não tenho conhecimento disso. Sei que as minhas convicções religiosas estão mais próximas do paganismo, mesmo apesar de ter tido uma educação cristã. De qualquer maneira, quando há interesse em conhecer mais profundamente qualquer coisa com a qual nos identificamos, procura-se.
Por outro lado, reafirmo que ninguém tem que ter a presunção de achar que a sua crença é mais válida que a do outro. Eu não ando de porta em porta ou a obordar pessoas na rua para as tentar converter. Também desconheço que exista alguma disciplina, ainda que seja opcional, nas escolas portuguesas que se chame "História da Europa Pagã" (o que por acaso até nem seria mal pensado!)
Falando mais a sério, de facto, se alguém "escolhe" (não gosto do termo mas enfim..) seguir determinada religião é porque se IDENTIFICA com ela, e não tanto por a achar melhor ou pior. Para mim, a questão da identificação com os valores de uma determinada doutrina é fundamental. Não é uma questão de "ah, e tal agora vou escolher esta porque gosto mais".
Por último, eu acredito que aqueles que se assumem com consciencia como cristãos e são de facto praticantes, são cada vez menos. Não fico especialmente triste ou contente com o facto.
Diz o Sr que:
«Pelo que os Cristãos também não se consideram como tal apenas por serem baptizados».
É precisamente onde eu queria chegar.

Carla

12 de agosto de 2005 às 12:31:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

No meu último comentário, onde se lê "a obordar" deve ler-se "a abordar".

Carla

12 de agosto de 2005 às 12:33:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

«Não sei se o paganismo é ou não difundido. Eu, pelo menos, não tenho conhecimento disso. Sei que as minhas convicções religiosas estão mais próximas do paganismo, mesmo apesar de ter tido uma educação cristã. De qualquer maneira, quando há interesse em conhecer mais profundamente qualquer coisa com a qual nos identificamos, procura-se.»

É que existem movimentos de restauração pagã pela Europa, e que têm, inclusivamente, meios de difusão. Julguei que se passaria o mesmo em Portugal, ou seja, que os que são pagãos o são por se incorporarem na mesma corrente, sendo contudo um pouco estranho dada não ser algo de muito vulgar.


«Por outro lado, reafirmo que ninguém tem que ter a presunção de achar que a sua crença é mais válida que a do outro. Eu não ando de porta em porta ou a obordar pessoas na rua para as tentar converter.»
E porque não? Não é permitido difundir ideias? Ninguém as está a impôr, só aceitam se quiserem. As que aparentemente têm um ar mais impositivo por serem melgas são as Testemunhas de Jeová (e até nem foram gaseadas há 60 anos por isso, foi apenas por serem contra a Guerra).


«Também desconheço que exista alguma disciplina, ainda que seja opcional, nas escolas portuguesas que se chame "História da Europa Pagã" (o que por acaso até nem seria mal pensado!)»
Existe Educação Moral e Religiosa, Católica para os Católicos, doutras Confissões para os que têm outras Confissões, e ministrada por via escolar por motivos práticos, tanto mais que os pais andam um bocado afastados da educação. Contudo, História é uma coisa, e Religião outra, e se não há aulas de Religião Pagã, há, contudo, de História Pagã na História em geral, e que também engloba o conhecimento da Religião Pagã, e na qual se estudam os nomes dos Deuses que, julgo, todos nós sabemos, pelo menos os mais importantes - a não ser que sejamos daqueles desgraçados que dizem e escrevem rúbrica em vez de rubrica...

«Falando mais a sério, de facto, se alguém "escolhe" (não gosto do termo mas enfim..) seguir determinada religião é porque se IDENTIFICA com ela, e não tanto por a achar melhor ou pior. Para mim, a questão da identificação com os valores de uma determinada doutrina é fundamental. Não é uma questão de "ah, e tal agora vou escolher esta porque gosto mais".»
Escolhe-se por se achar que é verdadeira. Ninguém escolhe uma Religião baseada em Deuses sem crer na sua existência. E é por crer neles que segue os Valores que eles advogam, senão, não haveria motivo para os seguir, a não ser por simplesmente o querer, mas isso não seria Religião. Infelizmente, há quem mude de Religião por motivos irracionais, por arrasto, por Casamentos com Muçulmanos e aberrações do género. Felizmente, a Igreja Católica aqui há meses ou um ou dois anos resolveu aconselhar os seus Fiéis a reflectir antes de contraír Casamento com alguém doutras Fés.

«Por último, eu acredito que aqueles que se assumem com consciencia como cristãos e são de facto praticantes, são cada vez menos. Não fico especialmente triste ou contente com o facto.
Diz o Sr que:
«Pelo que os Cristãos também não se consideram como tal apenas por serem baptizados».
É precisamente onde eu queria chegar.»
E também é verdade que uns preferem assistir à Liturgia por via radiofónica ou televisiva, e outros preferem a parte caritiativa e humanitária à Liturgia em si, pois nota-se uma maior participação de indivíduos, nomeadamente Cristãos, em Obras de Beneficência. Finalmente, preferiram as Obras ao aspecto exterior dos "túmulos caiados", como Jesus queria!...

12 de agosto de 2005 às 12:44:00 WEST  
Blogger Caturo said...

4 - A esquerda so defende o Islao porque anda ressabiada desde a queda da URSS, e esta agora do lado de qq inimigo dos EUA.

E não só - é sobretudo porque o Islão é o inimigo histórico da Europa e a Esquerda defende sempre o inimigo do povo, porque acredita que abraçar o Outro é a melhor forma de acabar com o conflito. Assim, a Esquerda israelita é sempre a favor dos Palestinos. E a Esquerda indiana, simpatiza com os muçulmanos (recorde-se que a Índia, de religião hindu, é tida como a maior inimiga do Islão).

A Esquerda europeia já gostava dos islâmicos muito antes de estes se oporem tão abertamente aos E.U.A. - mesmo quando os guerrilheiros mujahedin, do Afeganistão, eram apoiados pelos Norte-americanos no seu combate contra as tropas soviéticas.

12 de agosto de 2005 às 12:48:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Meus caros Camaradas ... eu podia agora afirmar que por isso nada distingue os Nacionalistas Pagaos, por ambos usarem armas parecidas no combate ao seu inimigo comum, o Cristianismo,

Para já, as armas nem costumam ser as mesmas. Além disso, é preciso distinguir a forma do conteúdo... o cerne da crítica que os pagãos nacionalistas fazem ao Cristianismo, é da mesma natureza que os mesmos pagãos nacionalistas fazem à Esquerda.

12 de agosto de 2005 às 12:50:00 WEST  
Blogger Caturo said...

A Carla já lhe respondeu, e bem, mas ainda quero comentar:

«Sou pagã e nacionalista, »
Gostava de saber como é que o paganismo se expandiu em Portugal, quando não passa sequer pela cabeça de 99% das pessoas que ele sequer exista, quanto mais que seja difundido.

Expandiu-se do mesmo modo que se expandiu nos outros países, não lhe parece? Por livros, por internet, por ouvir dizer, se calhar até por programas televisivos.



«nem ninguém tem que ter a presunção de que a sua Fé é a melhor ou a correcta.»
Se alguém segue um Religião é porque a considera melhor ou a correcta, ou não?

Creio que a Carla se referia à atitude cristã de se dizer dono exclusivo da verdade.



Ou, como os Romanos, consideraria várias as correctas, ou seja, seria de todas elas.

Incorrecto. Os Romanos não eram de todas elas - simplesmente, permitiam que todas elas existissem; segundo um dos últimos representantes da Romanidade Pagã, Símaco, havia vários caminhos para a verdade porque havia várias religiões.



«Actualmente, a Igreja continua a servir-se de números para vir dizer que a Europa é maioritariamente cristã. Mesmo se esses nºs são o resultado do baptismo de crianças sem qualquer consciencia ou voto na matéria,»
Os que se assumem como Cristãos (noventa e tal por cento) não é por terem sido baptizados.

A grande maioria, é mesmo por terem sido baptizados.


Os que são ateus muitos também são baptizados e não se consideram Cristãos, porque são ateus.

Isso é porque fazem uma opção consciente sobre a religião, dão-se ao trabalho de pensar nisso. A maioria, no entanto, não liga muito ao assunto.

12 de agosto de 2005 às 13:02:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Gostaria de continuar a trocar ideias consigo mas, infelizmente vou ter que ficar off line por agora.
De todo o modo, tenho conhecimento da existência de movimentos reconstruccionistas pagãos, apesar de não saber se estão ligados entre si. E em Portugal não tenho assistido a qualquer divulgação ou movimento nesse sentido. Pode ser que o Caturo queira ter a amabilidade de me informar, caso saiba.
por outro lado, e antes de terminar este comentário, só queria acrescentar o seguinte: se, tal como o sr afirma "a Religião é uma coisa e a História é outra", e apesar de existir a preocupação em manter disciplinas de Educação Moral e Religiosa Católica, não conheço nenhuma outra iniciativa do género para crianças pagãs (porque não falar dessa possibilidade?)
E agora prometo que me calo mesmo :) ...apesar de nãoter muita familiaridade com o actual programa de História, não acredito que se alongue demasiado nesse tipo de temáticas..infeizmente!!
Até à próxima!
Carla

12 de agosto de 2005 às 13:12:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

«Expandiu-se do mesmo modo que se expandiu nos outros países, não lhe parece? Por livros, por internet, por ouvir dizer, se calhar até por programas televisivos.»
Nem por isso. Se não fosse por este blogue, nunca me teria passado pela cabeça que alguém fosse ainda buscar aquilo que já parecia morto há mais de um milénio, e fora daqui nunca vi qualquer referência a isso!

«Creio que a Carla se referia à atitude cristã de se dizer dono exclusivo da verdade.»
E podemos acreditar que assim é, tal como os ateus acreditam que são tudo "contos de fadas", como diz o Herman José.


«Incorrecto. Os Romanos não eram de todas elas - simplesmente, permitiam que todas elas existissem; segundo um dos últimos representantes da Romanidade Pagã, Símaco, havia vários caminhos para a verdade porque havia várias religiões.»
Correcto. Eles faziam várias combinações: havia todos os Deuses do Mundo Romano e do Mundo conhecido, e cada um adorava os que queria. Uns tinham preferência por um ou outro dos Gregos ou Romanos, outros ainda iam adorar Ísis (Deusa Semita :) do Egipto) ou até mesmo Mitra (da Pérsia).

«A grande maioria, é mesmo por terem sido baptizados.»
Mas não é por isso, por um simples acto remoto de que nem se recordam, que continuam a perfilhar a Religião Cristã. Fazem-no porque querem, o Baptismo não os vincula.

«Isso é porque fazem uma opção consciente sobre a religião, dão-se ao trabalho de pensar nisso. A maioria, no entanto, não liga muito ao assunto.»
Outros há ainda que são filhos de pais não Religiosos e prefere, conscienciosa e claramente, perante todos, assumir que não depende dessa falta dos pais, e escolhe ser Crente.

12 de agosto de 2005 às 13:14:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Carla, se ainda não se inscreveu no grupo Lealdade Sacra, convido-a a fazê-lo:

.


Há outros grupos pagãos em Portugal, mas, tanto quanto sei, inserem-se no campo da Wicca e derivados.


Rogo-lhe que não se cale;). Gostava de entrar em contacto consigo, por e-mail.

12 de agosto de 2005 às 13:18:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«Expandiu-se do mesmo modo que se expandiu nos outros países, não lhe parece? Por livros, por internet, por ouvir dizer, se calhar até por programas televisivos.»
Nem por isso. Se não fosse por este blogue, nunca me teria passado pela cabeça que alguém fosse ainda buscar aquilo que já parecia morto há mais de um milénio, e fora daqui nunca vi qualquer referência a isso!

Em Portugal, as coisas são quase sempre pequenas e acanhadas. Além disso, os pagãos não costumam ser dados a um esforço de grande divulgação das suas crenças.



«Creio que a Carla se referia à atitude cristã de se dizer dono exclusivo da verdade.»
E podemos acreditar que assim é, tal como os ateus acreditam que são tudo "contos de fadas", como diz o Herman José.

Donos da verdade, há muitos... mas, no caso dos cristãos, houve a intenção de destruir as outras religiões.




«A grande maioria, é mesmo por terem sido baptizados.»
Mas não é por isso, por um simples acto remoto de que nem se recordam, que continuam a perfilhar a Religião Cristã.

A maioria é, como bem sabe... deixam-se ir.

12 de agosto de 2005 às 13:25:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

«disciplinas de Educação Moral e Religiosa Católica, não conheço nenhuma outra iniciativa do género para crianças pagãs (porque não falar dessa possibilidade?)»
As disciplinas Religiosas são ministradas aos filhos de pais dessa mesma Religião, e por ser seu Direito Constitucional o de determinar a Educação Religosa dos seus filhos até aos 16 anos. Pelo que nunca haveria essa Disciplina sem que houvesse, de facto, pais pagãos, e mesmo assim, dada a sua inexistência, iria mesmo ser difícil criar meios de a ministrar. Além de que, se no resto da Europa, há quem leve o paganismo a sério e o reconheça, contudo, em Portugal, se alguém dissesse acreditar nos Deuses Clássicos, ainda que invocasse esse reconhecimento externo, o mais provável, SEM OFENSA, seria talvez que o achassem louco e o quisessem internar, pelo menos é o que eu acho que fariam, dada a opinião generalizada de que esses Deuses são falso, não existem e são meras invenções e mitos da Natureza sem qualquer realidade.

12 de agosto de 2005 às 13:30:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

«Em Portugal, as coisas são quase sempre pequenas e acanhadas.»
:))))))))


«Além disso, os pagãos não costumam ser dados a um esforço de grande divulgação das suas crenças.»
Da maneira como criticam a Evangalização Cristã chamando-lhe imposição, ao querer restaurar o paganismo, como para tal precisam de uma parte substancial de população crente, senão mesmo toda, em nome da Unidade Nacionalista Étnica e Religiosa, estariam a fazer o mesmo, apenas em nome doutra concepção do Mundo - doutra concepção, diga-se, que não é necessariamente oposta à do Cristianismo, porque eu, no meu Cristianismo, não sou obrigado a misturar as Nações, porque isso em nada (ou há alternativas) constribui para o cumprimento dos Mandamentos da Lei de Deus.


«Donos da verdade, há muitos... mas, no caso dos cristãos, houve a intenção de destruir as outras religiões.»
Os pagãos Nacionalistas não engeitariam ter uma Religião única Nacional, ou não? Parafraseando o Adolf, "Ein Volk, ein Reich, eine Religion"!...
E também os ateus querem impôr a descrença única - pelo menos os de Esquerda, mas como a Direita também já é mais Esquerda do que eu alguma vez fui...


«A maioria é, como bem sabe... deixam-se ir.»
Isso não é só por terem sido Baptizados, é também por terem tido uma Educação Cristã. Não foi pelo Baptismo só. Se depois quiseram manter, a responsabilidade é sempre deles. Cada um é responsável pelos seus actos, não pode dizer que "só estavam a cumprir ordens"!...

12 de agosto de 2005 às 13:36:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Além de que, se no resto da Europa, há quem leve o paganismo a sério e o reconheça, contudo, em Portugal, se alguém dissesse acreditar nos Deuses Clássicos, ainda que invocasse esse reconhecimento externo, o mais provável, SEM OFENSA, seria talvez que o achassem louco e o quisessem internar, pelo menos é o que eu acho que fariam, dada a opinião generalizada de que esses Deuses são falso, não existem e são meras invenções e mitos da Natureza sem qualquer realidade.

Penso que lá fora, o panorama não era muito diferente desse - mas evoluiu, graças ao esforço de uns quantos... nada é para sempre e a História é o que dela fizermos.

12 de agosto de 2005 às 15:19:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«Além disso, os pagãos não costumam ser dados a um esforço de grande divulgação das suas crenças.»
Da maneira como criticam a Evangalização Cristã chamando-lhe imposição, ao querer restaurar o paganismo, como para tal precisam de uma parte substancial de população crente, senão mesmo toda, em nome da Unidade Nacionalista Étnica e Religiosa, estariam a fazer o mesmo,

Ora aí é que bate o ponto. Muitos, demasiados pagãos pensam isso mesmo e, por isso, recusam fazer aquilo a que chamam «proselitismo».

Eu discordo inteiramente desse ponto de vista e já discuti o assunto com pagãos estrangeiros. Afirmo que andar de porta em porta a convencer as pessoas é bem diferente de pura e simplesmente distribuir panfletos, fazer programas de rádio, entre outras coisas, com o intuito de divulgar o ideal pagão.
No primeiro caso, cristão (e não só), há uma tentativa para levar toda a Humanidade atrás de uma doutrina que implica uma aceitação individual; no segundo, pagão, trata-se simplesmente de dizer às pessoas aquilo que lhes pertence por direito de ancestralidade, do mesmo modo que se informa fulano tal de que herdou uma fortuna da parte de algum ignoto bisavô.

E ainda que fosse a mesma coisa, enfim, fogo combate-se com fogo, sem ofensa, e não se pode usar espadas para combater um exército armado com espingardas.



«Donos da verdade, há muitos... mas, no caso dos cristãos, houve a intenção de destruir as outras religiões.»
Os pagãos Nacionalistas não engeitariam ter uma Religião única Nacional, ou não? Parafraseando o Adolf, "Ein Volk, ein Reich, eine Religion"!...

Correcto - Ein Volk, Ein Religion (o Reich ou Império, já não).

O que não significa que as outras religiões fossem destruídas ou de algum modo proibidas, salvo se atentassem contra o Estado.



«A maioria é, como bem sabe... deixam-se ir.»
Isso não é só por terem sido Baptizados, é também por terem tido uma Educação Cristã. Não foi pelo Baptismo só.

Conheço pessoas instruídas que dizem «Sim, sou cristão porque fui baptizado». Ora, se isto é assim ao nível de gente com formação universitária, o que não será nos meandros do Portugal profundo, lá pelas recônditas aldeias onde alguns dos mais idosos até são capazes de pensar que Marcelo Caetano é o primeiro-ministro...

12 de agosto de 2005 às 15:29:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

«Ora aí é que bate o ponto. Muitos, demasiados pagãos pensam isso mesmo e, por isso, recusam fazer aquilo a que chamam «proselitismo».»
Mas...
«no segundo, pagão, trata-se simplesmente de dizer às pessoas aquilo que lhes pertence por direito de ancestralidade, do mesmo modo que se informa fulano tal de que herdou uma fortuna da parte de algum ignoto bisavô.

E ainda que fosse a mesma coisa, enfim, fogo combate-se com fogo, sem ofensa, e não se pode usar espadas para combater um exército armado com espingardas.»


«Afirmo que andar de porta em porta a convencer as pessoas é bem diferente de pura e simplesmente distribuir panfletos, fazer programas de rádio, entre outras coisas, com o intuito de divulgar o ideal pagão.»
Mas vai dar ao mesmo. Em que é que o discurso directo, qual diálogo Socrático, difere dum panfleto, em termos de substância?


«No primeiro caso, cristão (e não só), há uma tentativa para levar toda a Humanidade atrás de uma doutrina que implica uma aceitação individual; »
Aceitação livre, livre escolha, algo de muito apreciado.


«Correcto - Ein Volk, Ein Religion (o Reich ou Império, já não).»
Era um Império como a Alemanha (I e II Reichen) ou a França também o eram. Ou o Japão. Se voltasse a haver Monarquia na Alemanha, seria um Império, ou acha que se iam contentar com o de Rei, só por terem perdido alguns Estados do II Reich?


«Conheço pessoas instruídas que dizem «Sim, sou cristão porque fui baptizado». Ora, se isto é assim ao nível de gente com formação universitária, o que não será nos meandros do Portugal profundo, lá pelas recônditas aldeias onde alguns dos mais idosos até são capazes de pensar que Marcelo Caetano é o primeiro-ministro...»
É uma convicção de obrigatoriedade. Não é uma Fé muito verdadeira, mas do mal o menos, sempre seguem aquilo que eu também sigo e defendo. E antes isso do que serem ateus, mafométicos e afins.


Subsituiu "pivete" por "rapazelho"?

12 de agosto de 2005 às 16:22:00 WEST  
Blogger Caturo said...

«Afirmo que andar de porta em porta a convencer as pessoas é bem diferente de pura e simplesmente distribuir panfletos, fazer programas de rádio, entre outras coisas, com o intuito de divulgar o ideal pagão.»
Em que é que o discurso directo, qual diálogo Socrático, difere dum panfleto, em termos de substância?

Não difere. Mas o diálogo encetado pelos cristãos não costuma ser socrático, e sim baseado no dogma, no medo (ameaça do inferno), na emotividade («ele morreu para nos salvar e você abandona-O?») e no poder do número («somos muitos, veja lá se quer ser marginal nesta sociedade...»).



«Correcto - Ein Volk, Ein Religion (o Reich ou Império, já não).»
Era um Império como a Alemanha (I e II Reichen) ou a França também o eram.

Sim, mas o que eu estava a dizer era que eu não queria um Reich...

De resto, o Japão já não é um império; não vejo porque é que a Alemanha teria de o ser se voltasse a ser uma monarquia.


É uma convicção de obrigatoriedade. Não é uma Fé muito verdadeira,

Mais me ajuda.



Subsituiu "pivete" por "rapazelho"?

Sim. O termo «pivete», tem dois sentidos, o de «criança» e o de «mau odor». Eu usei-o na primeira acepção, mas constato que a maioria o usa na segunda. Por isso, para evitar confusões, substitui-o por um inequívoco «rapazelho».

12 de agosto de 2005 às 16:59:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

«Não difere. Mas o diálogo encetado pelos cristãos não costuma ser socrático, e sim baseado no dogma, no medo (ameaça do inferno), na emotividade («ele morreu para nos salvar e você abandona-O?») e no poder do número («somos muitos, veja lá se quer ser marginal nesta sociedade...»).»
Sim, no Dogma, na Doutrina, na instrução, no conhecimento, enfim, talvez devessem dar mais ênfase a este aspecto.

«De resto, o Japão já não é um império; não vejo porque é que a Alemanha teria de o ser se voltasse a ser uma monarquia.»
Mas é o título que sempre tiveram. Tenno e Kaiser são títulos milenares. Não era apenas por aquilo que dominavam em termos quantitativos, que também não era assim tanto no caso da Alemanha, mas por englobarem vários Estados, o que até é conforme ao Espírito Federal Alemão (Deutschbundesspirit).


«Sim. O termo «pivete», tem dois sentidos, o de «criança» e o de «mau odor». Eu usei-o na primeira acepção, mas constato que a maioria o usa na segunda. Por isso, para evitar confusões, substitui-o por um inequívoco «rapazelho».»
Mas percebe-se! Quem já se tinha esquecido, recorda-se. E quem não sabe, aprende.

12 de agosto de 2005 às 17:17:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

OU MELHOR, DEUTSCHBUNDESGEIST.

12 de agosto de 2005 às 17:18:00 WEST  

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