quarta-feira, agosto 26, 2026

INGLATERRA - O REI SIMPATIZA NOTORIAMENTE COM O ISLÃO

O antigo defensor da fé está ocupado a abrir caminho para a destruição da Nação.
A Grã-Bretanha ainda é oficialmente uma Nação cristã, mas na prática, é algo bem diferente, e agora o Rei Charles está a pavimentar o caminho para o que ela está claramente a tornar-se. De acordo com o  GB News, Gavin Ashenden, que já foi capelão da Rainha Elizabeth II, acusou recentemente o Rei Charles de "violar o juramento que fez na sua coroação de defender a fé cristã".
Ashenden tem toda a razão. Foi exactamente isso que Charles fez, e o facto de ter causado tão pouca comoção na Grã-Bretanha indica o quanto a Nação já se afastou dos valores e princípios que outrora não só defendia, como também disseminava pelo mundo. A Grã-Bretanha está agora em fase de transição. Charles rompeu drasticamente com o passado, mas simplesmente reconheceu um vácuo que já existia há algum tempo. Ele não tomou nenhuma medida para preencher esse vácuo, mas o que está por vir é bastante claro. Simplesmente ainda não chegou lá.
“A acusação”, explica a GB News, “surge na sequência da decisão do Palácio de Buckingham de alterar o título tradicional do monarca no Relatório Anual da Subvenção Soberana deste ano, substituindo ‘Defensor da Fé’ por ‘Protector do Espaço para a Fé na Nação Multirreligiosa’”.
Pois pois, não. Esta ideia claramente não vai pegar, e nem precisa, já que a Grã-Bretanha em breve não mais será tão multi-religiosa quanto é hoje. Um indício do que está reservado para a Ilha Ceptro, ou Pérfida Albion, se preferir, ficou claro nas circunstâncias da saída de Ashenden do cargo de capelão da rainha: “Ashenden deixou o cargo após criticar um culto religioso no qual um estudante muçulmano foi convidado a recitar o Alcorão.”
Em breve, não mais haverá necessidade de um Protector do Espaço para a Fé dentro de uma Nação Multi-religiosa, mas apenas de um Protector da Única e Verdadeira Fé de Alá dentro de uma Nação Islâmica. Um sucessor de Charles, no entanto, pode não ostentar tal título, pois, nessa altura, também não haverá rei.
Entretanto, Ashenden observou correctamente que Charles “abandonou a lealdade cristã, virou as costas ao seu juramento de coroação [e] repudiou o apoio e a promoção de uma cultura cristã”. Tudo isto é verdade, mas diga-se, em defesa de Charles, que a Igreja Anglicana abandonou o Cristianismo em favor do esquerdismo há bastante tempo, e, portanto, não havia muita lealdade cristã a ser protegida na Grã-Bretanha quando Charles se tornou rei.
Ashenden acrescentou: “Alguns questionam se o seu comportamento é suficientemente subversivo a ponto de levantar dúvidas sobre a sua capacidade de exercer o cargo de rei”. Charles, no entanto, representa a onda do futuro. O próximo rei, se houver, será ainda menos cristão do que ele. E é improvável que a situação melhore a partir daí.
Uma transformação social de proporções históricas está a acontecer diante dos nossos olhos, e ainda assim poucos se deram conta. A Grã-Bretanha, outrora líder do mundo ocidental e berço da civilização de língua inglesa, vive os seus últimos dias como sociedade livre e em breve tornar-se-á num Estado islâmico. Contudo, apesar da enorme quantidade de evidências de que esta transformação está a ocorrer, muitos ainda negam que ela esteja a acontecer. Podem até mesmo recusar admiti-la quando forem atingidos pessoalmente.
Este tipo de coisa já aconteceu antes, mas poucos têm consciência disso. Antigamente, quando as nossas escolas e universidades se concentravam em ensinar factos reais em vez de propaganda esquerdista, ódio racial e fantasias de género, toda a criança em idade escolar aprendia sobre a conquista normanda da Inglaterra em 1066. Hoje em dia, seria difícil encontrar alguém com menos de vinte anos que saiba o que era um "normando" (eram pessoas da Normandia, no norte de França, onde um grande número de nórdicos da Escandinávia se tinha estabelecido), mas algumas décadas atrás, qualquer aluno aleatório seria capaz de lhe dizer que essa conquista não foi apenas uma vitória militar. Anunciou a transformação completa da sociedade inglesa. Os invasores normandos eram poucos em número, em comparação com os Ingleses, mas, uma vez derrotados os defensores, empenharam-se sistematicamente para garantir que a Inglaterra permanecesse sob o seu domínio para sempre. Removeram os ingleses nativos de posições de poder político e eclesiástico. O francês normando misturou-se com o inglês antigo, criando, por fim, o inglês como o conhecemos hoje. O historiador Richard Southern observou que “nenhum país na Europa, entre a ascensão dos reinos bárbaros e o século XX, passou por uma mudança tão radical em tão pouco tempo quanto a Inglaterra após 1066”.
Até agora. A mudança de título de Charles foi apenas um pequeno sinal da transformação radical que está em curso, e muito mais está por vir.
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Fonte: https://jihadwatch.org/2026/08/king-charles-and-the-demise-of-britain

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Há já uns anitos li que o presente monarca britânico é apreciador da obra de René Guénon, o mais famoso tradicionalista de todos, defensor do chamado «perenialismo», a ideia de que existe uma Tradição única, ancestral, expressa em várias religiões; Guénon foi um espiritualista convicto, inimigo do materialismo moderno, e da Democracia... Guénon ão se envolveu em política e acabou por se afastar de Julius Evola, outro autor tradicionalista (e campeão da meta-política de Direita anti-democrática, tendo declarado em tribunal que não era fascista porque o Fascismo não era suficientemente de Direita). Outro facto - Guénon converteu-se ao Islão e foi viver para o Egipto (não sei se foi por esta ordem), casou com uma egípcia, teve filhos egípcios e aí morreu...
Conforme diz a IA, o rei Charles
(não confundir com Ray Charles) é o patrono oficial da Temenos Academy no Reino Unido. Esta instituição educacional é dedicada ao estudo da filosofia perene e das tradições espirituais antigas, servindo como um bastião de ideias alinhadas com o pensamento de Guénon, Frithjof Schuon e Ananda Coomaraswamy. [1, 2, 3, 4
O rei já escreveu e enviou discursos para a Sacred Web, uma das revistas académicas mais importantes do mundo dedicadas ao Tradicionalismo. Nela, abordou temas como a necessidade de construir pontes espirituais entre o Islão e o Ocidente. [1, 2Charles defende que as diferentes religiões ortodoxas (como o Islão Sufi, o Hinduísmo e o Cristianismo Tradicional) contêm a mesma verdade metafísica universal sob formas exteriores distintas. [1, 2, 3, 5]

Quanto ao texto do Jihad Watch, parece um bocado alarmista e exagerado, como é típico das narrativas da Direita conservadora. Bate certo com o facto de que é neste quadrante político que se encontra o pessoal mais queque e afectado, os «betos», por assim dizer, independentemente de o autor do artigo, Robert Spencer, não ter propriamente essa pinta, embora seja beato, tal como o protótipo do beto. 

Para já, os muçulmanos não constituem mais de seis por cento da população total do Reino Unido, segundo o censo de 2021-22. O Islão é, de facto, a religião que mais cresce neste país, mas isto sucede sobretudo pela via da natalidade, pois que um filho de pai muçulmano é contado automaticamente como muçulmano. Os Povos Inglês, Galês, Escocês, dificilmente se convertem ao credo de Mafoma, salvo algumas excepções, parece que os conversos britânicos são 5200 por ano (já chegavam a cem mil em 2013), que se encontram sobretudo no campo da marginalidade sócio-cultural, a saber, nas militâncias de Extrema-Esquerda, e, também, nas pildras, onde alguns brancos britânicos têm sido forçados por gangues muslas a adoptar o culto de Alá. Dezoito por cento dos reclusos do país é oficialmente muçulmano. 
Entretanto, a segunda geração de imigrantes muçulmanos já tem menos filhos do que a primeira, sobretudo porque as mulheres desta comunidade são influenciadas pela cultura ocidental e ascendem mais do que nunca à universidade e a uma vida individualista, cada vez menos dada a gerar extensa prole.

Isto fez-me pensar que os imigrantes muçulmanos em solo britânico se estão a tornar menos religiosos. A IA respondeu que nâo:
Ao contrário do que acontece com o Cristianismo e com a população nativa britânica, a religiosidade entre os muçulmanos no Reino Unido não tem vindo a diminuir. [1, 2]
Estudos sociológicos e demográficos consistentes apontam para a manutenção ou até para um aumento da observância religiosa, especialmente entre as gerações mais jovens. [1, 2]
Enquanto o Reino Unido se tornou um país de maioria não-religiosa ou secularizada (com quedas acentuadas na frequência das igrejas), a comunidade muçulmana demonstra uma forte resiliência cultural. De acordo com sondagens recentes do Institute for Impact and Faith in Life (IIFL): [1, 2]
Cerca de 92% dos muçulmanos britânicos afirma que a sua fé tem um impacto significativo na forma como vive a sua vida diária. Entre os cristãos britânicos, essa percentagem é de apenas 47%. [1]
Surpreendentemente, 80% dos muçulmanos no Reino Unido refere estar mais interessado e focado na sua fé hoje do que quando era mais novo. [1]
Em muitas comunidades imigrantes de outras religiões, a segunda e a terceira gerações tendem a afastar-se da fé dos pais. No Islão britânico, ocorre o oposto. Sondagens da Savanta ComRes focadas na Geração Z (jovens entre os 16 e os 24 anos) mostram que: [1, 2]
 - 
Quase 90% dos jovens muçulmanos britânicos reza em casa e 75% frequenta a mesquita regularmente.
 - P
ara a maioria destes jovens, a identidade religiosa ("ser muçulmano") surge frequentemente à frente da identidade nacional ("ser britânico") em termos de valores morais e lealdade comunitária. [1, 2, 3]
Sociólogos da religião explicam que este fenómeno não é apenas teológico, mas também socio-político. Sentindo-se frequentemente marginalizados ou sob escrutínio na sociedade ocidental, muitos jovens muçulmanos nascidos no Reino Unido utilizam a religião como uma âncora de identidade e orgulho cultural. Isto leva-os a adoptar práticas visíveis (como o uso do véu pelas mulheres, a exigência de comida halal ou a rejeição pública do álcool) com maior vigor do que os seus próprios pais ou avós, que preferiam a discrição. [1, 2]

Depois perguntei como é a questão das proporções raciais de convertidos. Em termos teóricos, é habitual parecer-me que há mais potencial de conversão ao Islão no seio da raça negra do que na branca, devido à associação actual entre o credo de Mafoma e a não-Europa, o que faz com que a religião muçulmana esteja conotada com identidade(s) não branca(s), atraindo portanto pessoal não branco que tenha andado a ser incitado a odiar o branco desde há umas décadas.
Eis as partes da respostas da IA que mais interessam:

Cerca de 6% de todos os muçulmanos residentes no Reino Unido (mais de 230 mil pessoas) declaram-se formalmente de etnia branca. [1]
Cerca de 25% a 30% de todos os convertidos ao Islão no país são de etnia negra (de origem afro-caribenha ou africana). Como a população negra representa cerca de 2,5% a 4% da população total do Reino Unido, o facto de garantirem quase um terço das conversões anuais demonstra que, proporcionalmente ao tamanho da sua própria comunidade, os negros convertem-se ao Islão a um ritmo extremamente elevado. [1Esta tendência é muito influenciada pelo impacto histórico da cultura urbana, movimentos de identidade afrodescendente e a forte presença de comunidades muçulmanas africanas estabelecidas (como as comunidades da Somália e da Nigéria) em bairros multiculturais de Londres e Birmingham.
A População Branca representa a esmagadora maioria do país (cerca de 81% da população [1]). Embora contribua com cerca de 55% do total de convertidos, este número representa apenas uma fracção minúscula (menos de 0,3%) de toda a população branca britânica.
A População Negra representa uma minoria muito mais pequena (cerca de 4% da população total do país [1]). No entanto, como contribui com quase um terço (cerca de 25% a 30%) de todos os novos convertidos, isto significa que a probabilidade de um cidadão negro se converter ao Islão no Reino Unido é, proporcionalmente, várias vezes superior à de um cidadão branco.
Historicamente, muitos jovens de origem afro-caribenha encontram no Islão uma forte mensagem de igualdade racial, disciplina e oposição às estruturas coloniais ou eurocêntricas tradicionais, associando-se a um sentimento de pertença a uma comunidade global (Ummah). Sociólogos britânicos apontam que uma percentagem relevante de jovens negros em contexto urbano é atraída por correntes salafitas mais puritanas e literais. Este movimento oferece uma estrutura de regras morais muito rígida e uma ruptura total com o passado urbano (rejeição do álcool, drogas e criminalidade), o que funciona como um forte mecanismo de reabilitação e disciplina pessoal.

Será então que, daqui a escassas décadas, está a velha Albion a rezar de rabo para o ar, com tudo o que isso implica de contribuição axial para a queda do Ocidente, até porque, nessa altura, já a França e a Alemanha estarão tão islamizadas ou mais?
Parece-me francamente pouco provável. Sucede simplesmente que, como já disse noutras ocasiões, o que está em causa é demasiadamente importante para que se desvalorize o perigo. O alarmismo a mais pode ser traiçoeiro, como na história de Pedro e o Lobo, mas, como diz o povo, nunca as cautelas fizeram mal a ninguém.