PCP VOLTA A CONVIDAR TERRORISTAS PARA A SUA FESTA ANUAL...
Há convidados que se anunciam com pompa e outros que chegam de ombros encolhidos. O PCP, que se prepara para a 50.ª Festa do Avante, em Setembro, optou pela segunda modalidade — convidou a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).
A organização palestiniana figura na lista de entidades terroristas da União Europeia — a mesma União onde o partido tem eurodeputados — e é igualmente classificada assim pelos Estados Unidos, Canadá, Japão e Israel. A FPLP, marxista-leninista, ficou célebre nas décadas de 1960 e 1970 por operações armadas em nome de um Estado palestiniano. Em 1976 sequestrou um avião da Air France com mais de uma centena de reféns e desviou-o para Entebbe. No início do milénio assinou cinco atentados suicidas. Em 2023 participou no massacre de 7 de Outubro, levado a cabo pelo Hamas, que matou mais de 1200 pessoas e fez 251 reféns. É este o curriculum que o PCP considera compatível com o cartaz da Atalaia, entre concertos, bifanas e debates sobre o futuro do trabalho.
Nada disto surpreende. Quando as FARC apareciam no recinto, o PCP encolhia os ombros e declarava que tinha ‘uma concepção diferente de terrorismo’ da UE e dos EUA, e que os convites se regiam pela ‘solidariedade’ com quem resiste ao ‘imperialismo’. A fórmula sobrevive intacta, o que uns chamam organização terrorista, outros chamam resistência. O pormenor inconveniente é que Portugal, enquanto Estado-membro, está vinculado à lista comunitária. Congelar fundos e não disponibilizar recursos económicos a essas entidades não é um pormenor de Bruxelas, é obrigação legal.
Resta saber se um convite institucional a uma festa partidária de massas se entende como hospitalidade cultural ou como um aceno político a quem a União Europeia continua a tratar como grupo terrorista. Uma festa que se vende como espaço de paz, internacionalismo e solidariedade, convidar uma organização terrorista cujo historial inclui sequestros aéreos, atentados suicidas e a participação no massacre do 7 de Outubro é grotesco.
O PCP pode chamar-lhe solidariedade. Os restantes podem chamar-lhe, com o mesmo direito, esgoto político. Encolher os ombros não é um argumento, é apenas uma pose que causa repulsa.
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Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=3950833788557599&set=a.1395605220747148
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Mais uma vez se vê o que é a obscena impunidade moral do PCP e, se calhar, também impunidade legal... então podem trazer terroristas a Portugal?...


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