quinta-feira, julho 16, 2026

CELEBRAR A VITÓRIA HISPÂNICA DE NAVAS DE TOLOSA CONTRA O INVASOR NORTE-AFRICANO



A 16 de Julho de 1212 deu-se a Batalha de Navas de Tolosa, na qual as forças do rei castelhano Afonso VIII, auxiliadas pelas hostes de Leão, Navarra, Aragão e de Portugal - estas últimas lideradas pelo rei D. Afonso II, o Gordo - esmagaram as tropas islâmicas num combate que marcou o recuo decisivo e irreversível da Moirama.
Desta página castelhana, retira-se este empolgante trecho:

«As tropas almohadas, provenientes dos territórios que denominavam «Al-Andalus» e soldados berberes do norte de África, reunidas para formar una jihad que expulsaria definitivamente os cristãos da Península Ibérica. Tinham estado a retardar o choque frontal com o fim de conseguir debilitar a união das tropas cristãs e esgotar as forças destas por esgotamento das suas provisões.
Os castelhanos de segunda línea, al mando de Nuñez de Lara, y las Órdenes Militares formaban en el centro flanqueados a la derecha por los navarros y las milicias urbanas de Ávila, Segovia y Medina del Campo; y a la izquierda por los aragoneses. Tras una carga de la primera línea de las tropas cristianas capitaneadas por el vizcaíno Diego López de Haro, los almohades, que doblaban ampliamente en número a los cristianos, realizan la misma táctica que años antes les había dado tanta gloria. Los voluntarios y arqueros de la vanguardia, mal equipados pero ligeros, simulan una retirada inicial frente a la carga para contraatacar luego con el grueso de sus fuerzas de élite en el centro. A su vez los flancos de caballería ligera almohade, equipada con arco, tratan de envolver a los atacantes realizando una excelente labor de desgaste. Recordando la batalla de Alarcos era de esperar esa táctica por parte de los almohades. Al verse rodeados por el enorme ejército almohade, acude la segunda línea de combate cristiana pero no es suficiente. La tropa de López de Haro comienza a retirarse pues sus bajas son muy elevadas no así el propio capitán el cual, junto a su hijo, se mantiene estoicamente en combate cerrado junto a Nuñez de Lara y las Ordenes militares.
Al notar el retroceso de muchos de los villanos cristianos, los reyes cristianos al frente de sus caballeros e infantes inician una carga crítica con la última línea del ejército. Este acto de los reyes y caballeros cristianos infunde nuevos bríos en el resto de las tropas y es decisivo para el resultado de la contienda. Los flancos de milicia cargan contra los flancos del ejército almohade y los reyes marchan en una carga imparable. Según fuentes tardías el rey Sancho VII de Navarra aprovechó que la milicia había trabado en combate a su flanco para dirigirse directamente hacia Al-Nasir. Los doscientos caballeros navarros junto con parte de su flanco atravesaron su última defensa: los im-esebelen, una tropa escogida especialmente por su bravura que se enterraban en el suelo o se anclaban con cadenas para mostrar que no iban a huir. Sea como fuere lo más probable es que la unidad navarra fuera la primera en romper las cadenas y pasar la empalizada, lo que justifica la incorporación de cadenas al escudo de Navarra. Mientras la guardia personal del califa sucumbía fiel a su promesa en sus puestos, el propio Al-Nasir se mantenía en el combate dentro del campamento.
No existía en aquella época ninguna forma humana de detener una carga de caballería pesada cuando se abatía sobre un objetivo fijo y lograba el cuerpo a cuerpo. En las Navas, los arqueros musulmanes, principal y temible enemigo de los caballeros, principalmente por la vulnerabilidad de sus caballos, no podrían actuar debidamente cogidos ellos mismos en medio del tumulto. El ejército de Al-Nasir se desintegró.»


Num brilhante sítio internético que já desapareceu, podia ler-se o seguinte:
«Detendo o avanço dos Almóades na Península Ibérica, os reis de Castela, Aragão, Navarra, Leão e Portugal fizeram reunir um exército coligado contra as tropas do Califa al-Nasir, derrotadas por completo nesse dia. Esta importante e sanguinolenta batalha foi das mais renhidas da Alta Idade-Média, marcando uma data decisiva para a Reconquista na Espanha. As Fronteiras meridionais de Castela nunca mais recuaram. A batalha ganhou assim foros de autêntica Cruzada Ibérica contra os Muçulmanos, constituindo, portanto, um momento marcante da chamada Reconquista. O contingente Português, a arraia miúda dos concelhos e a Cavalaria do Templo, sob o comando de Afonso II, tais prodígios de valor obraram, assinalados por vários cronistas, que essa batalha de Navas foi o baptismo de sangue do novo reino cristão entre os demais da península, a sua carta de nobreza e valentia, o reconhecimento universal da sua robustez e do valor do seu esforço (...).»
O episódio histórico não perdeu relevância simbólica, antes a ganhou - não apenas porque a ele se deve, em grande medida, a actual existência pacífica das nações ibéricas, mas também porque se constitui como modelo de resistência, e de teimosa resistência, e de redobrada resistência, quando tudo parece perdido contra um invasor poderosíssimo, mostrando que o enfraquecimento ou recuo de companheiros pode sempre funcionar como mais um incentivo para avançar. Este magistral exemplo afigura-se notoriamente útil numa altura em que o mesmo inimigo que neste embate foi abatido volta a ameaçar o Ocidente, uma vez que as forças do imperialismo muçulmano estão de novo às portas da Europa, ou aliás, já dentro de portas - bem pior do que o perigo do fortalecimento militar dos Estados islâmicos (como o Paquistão e o Irão, por exemplo) é o perigo que a presença já interna de milhões e milhões de muçulmanos oferece à Europa, e que, se crescer, poderá fazer aos Europeus o mesmo que a Cristandade (irmã mais velha do Islão...) fez, submergindo-lhe a identidade, instaurando a intolerância totalitária em larga escala e fazendo correr rios de sangue em nome de uma fé universalista e exclusivista, entenda-se, imperialista. 

Pode ver-se e ouvir-se aqui uma bem detalhada e bem explicada narração (em Castelhano) da refrega (sem referir a participação do rei português, o que não fica nada bem ao castelhame, mas enfim - dê-se-lhe o desconto, à atitude dos hermanos...).

Trata-se de um dia que bem merecia um feriado em toda a Ibéria... por graciosa coincidência, o topónimo pode ter raiz no nome de Nábia, um das grandes Deusas da Ibéria arcaica, Cujo culto poderá ter sido reprimido pelas forças do Islão, como talvez esteja registado no episódio da destruição muçulmana do templo de uma Deusa das Águas adorada pelos Lusitanos em Salácia, que depois teriam sido punidas pela Divindade...

19 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Então, Caturo, vais fazer uma análise do filme "Odisseia"?

18 de julho de 2026 às 01:23:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Ainda não vi nem conto ver, pelo menos no cinema não, e o mais destacado que sei do filme oscila entre a reconstrução medíocre e a obscenidade ofensiva.

«Começa» logo por representar as armaduras micénicas como elegantes e estereotipadamente negras vestes em vez mostrar o que seriam originalmente, em bronze e cores intensas, talvez a escolha se deva ao gosto minimalista dos tempos que correm, que faz com que não se leve a sério o que é «excessivamente» colorido,
https://www.hellenicarmors.gr/en/armor/dendra-armor/
https://www.facebook.com/leonidasofspartaoriginal/posts/how-a-historically-accurate-representation-of-a-late-bronze-age-greek-armor-woul/1264476075724430/
Há entretanto quem diga que a armadura helénica do tempo da Guerra de Troia já não seria assim, que teria menos placas de bronze, e o elmo também seria diferente, mas de qualquer forma não seria muito provavelmente como as que nos filmes de Hollywood se apresentam.

18 de julho de 2026 às 09:08:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Num outro nível de rasquice é a sua autoria ter decidido representar «a mais bela mulher da Grécia antiga» com uma actriz africana, que, conforme disse alguém numa rede social, não parece propriamente uma Helena de Tróia mas sim uma Hellen DeTroit...
Faz pensar em provocação gratuita, para que o filme seja falado e assim se torne polémico, a ver se muita gente vai vê-lo ao cinema, ou porque quer agradar ao público que vê mais filmes, que talvez seja o mais urbano e mais situado na classe média, que usualmente se encontra na área ideológica woke. Mesmo considerando que a vitória de Trump foi esmagadora em 2024, bastava que pelo menos metade do eleitorado de Kamala Harris fosse ver o «movie» só como forma de militância, bastava isso para que a coisa se tornasse num estrondo de bilheteira. Mais provavelmente, constitui simplesmente um produto da longa evangelização anti-racista no seio das elites, produtora de pessoal que acha mesmo, genuinamente, que há o dever de promover modelos de beleza negróides no Ocidente, e quem não gostar é «racista», ou sofreu uma «lavagem cerebral colonialista!», quando o óbvio é exactamente o oposto, pois que um caucasóide só consegue sentir atracção por uma face negróide depois de ampla «mentalização», quando não lobotomia, uma vez que o tipo facial subsariano é em tudo oposto às características da beleza clássica europeia: carapinha, lábios enormemente grossos e salientes, nariz largo e achatado, face prógnata, pele escura, isto quando Helena de Tróia é descrita por Homero como a de «braços brancos», numa época em que as mulheres das classes altas zelavam pela brancura da pele, sinal de beleza (e de estatuto social, porque eram as que não precisavam de trabalhar ao sol).

18 de julho de 2026 às 09:19:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Abaixa-se ainda mais na lama ao fazer Ulisses dizer que «Not even the Gods can stand between me and home», ou «Nem mesmo os Deuses podem meter-se entre mim e o meu lar.» Ora o Ulisses nunca diria uma merda destas. Isto é a chamada «hubris» ou «arrogância», mormente em relação aos Deuses, a coisa mais perigosa que um grego antigo podia fazer. Ulisses em concreto era especialmente prudente, ele nem sequer queria ir à guerra, tiveram de o obrigar. Depois, no retorno, o herói sabe muito bem, a cada momento, que depende dos Deuses, aliás, foi por ter irritado Poseidon, Deus do Mar, que andou dez anos à deriva no Mediterrâneo, como castigo. Com os Deuses não se brinca - nem o atrevido Aquiles ousaria fazê-lo, quanto mais o cuidadoso Ulisses.
De resto, esta bastardia narrativa não é nova no cinema americano. Segundo li, o «Ulisses» de 1954, com Kirk Douglas, exibiu ainda pior figura. Chega a mostrar Ulisses destruindo um templo de Poseidon, e, em diálogo com Circe, declarando que «atreveu-se a lutar contra um Deus - e permaneceu invicto». Segundo descrição do catálogo do Instituto de Filmes Americano, a abertura da película diz que se trata «da história de Ulisses, que se atreveu a desafiar o Deus e continuou a sua jornada para Ítaca.»
Entretanto, no «Tróia» de há vinte anos puseram um cabrão de um Aquiles «irreverente» a cortar a cabeça a uma estátua de Apolo, e noutra passagem há uma personagem a dizer que Aquiles é um «homem que não luta por nenhuma bandeira. Que não é leal a nenhum País», prontos, já 'tá, perfeito, o herói ideal de todas as Esquerdas e elites da moda.

Percebe-se donde vem esta barracada - da vigente adoração do «irreverente» e do «independente», que se atreve a «tudo» (quase sempre aldrabice, na maior parte dos casos nem sequer toca nos dogmas maiores do seu tempo) e «deita abaixo os falsos Deuses», constituindo por isso uma mistura de Nietzsche (que dizia que «Deus morreu») com Abraão (que destruiu estátuas de outros Deuses que não o de Israel). O próprio Jesus também tem laivos disto mesmo quando por exemplo é expressa e ostensivamente representado a trabalhar ao sábado, dia santo da religião judaica. Consta, por outro lado, que um mestre budista chinês disse certa vez «Se vires o Buda, mata-o», no sentido em que se deve rejeitar todas as noções que se tiver do Divino porque tudo nesta vida flui e é uma ilusão, pelo que o asceta não deve apegar-se a nenhuma forma divina específica. Mais recentemente, um videojogo tem como slogan «Mata o teu Deus. Torna-te Digno.», e o papel do jogador é matar Deuses das profundezas.
Ora então, nos filmes para as massas, a parte abraâmica é fácil, destruir a estatuária dos Deuses pagãos não ofende «ninguém» com poder, a parte puramente nietzschiana é que nem tanto, pois que, nos filmes bíblicos, nenhum herói se atreve a desafiar Deus, o lóbi ateu esquerdista não consegue ir tão longe porque há o contrabalanço do lóbi conservador cristão. Com os Deuses pagãos, todavia, é mais simples, ainda que seja, evidentemente, muito mais indigno, bem entendido.

18 de julho de 2026 às 09:21:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

E tens uma cena em que soldados africanos e indianos dizem que são gregos de Ítaca. E o filme nunca mostra a esperteza de Ulisses, que é a característica mais notável da personagem.

18 de julho de 2026 às 10:34:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

E por fim tens a personagem masculina Sinon, que é representada por uma mulher franzina, que substitui o Aquiles. E a Penélope faz discursos feministas.

18 de julho de 2026 às 10:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

E eu nem de graça vou vê-lo.

18 de julho de 2026 às 16:01:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQEDzRX-DFLnvErqCT0dax1PPTiL3YX19OiyOOSVKPFww&s=10

lol

18 de julho de 2026 às 18:16:00 WEST  
Anonymous Cenas de um quotidiano multicultural said...

https://www.youtube.com/watch?v=eyPK8shWug0

18 de julho de 2026 às 20:07:00 WEST  
Blogger Lol said...

verdade o brad pitt era desenraizado ele lutava por si e pelo amante nao pela gloria da naçao..um ator que tinha filhos aliens com uma woke..e fazia filmes wokes..

18 de julho de 2026 às 20:34:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Pela amante, queres tu dizer.

19 de julho de 2026 às 06:20:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O único deus que aparece no filme é representado por uma mestiça, a actriz Zendaya.

19 de julho de 2026 às 06:47:00 WEST  
Blogger emenda um anti despotismo woke said...

quero corrigir algo a ia gemini do google disse que o aquiles original era mesmo ultra individualista muito mais que o brad pitt..o brad pitt é esquerdista mas em outro sentido ele faz criticas sociais ao hierarquismo militar geopolitico dos gregos ja o aquiles original era aristocratico e queria vencer dentro desse regime e nao criticar ele nem revolucionar..

20 de julho de 2026 às 13:11:00 WEST  
Blogger emenda um anti despotismo woke said...

kk eu amo que os incels tem uma obsessao com a zendaya eu nao sei se sao incels ou supremacistas brancos mas eles vivem vendendo a zendaya como feia c comparando ela com meninas comuns mais bonitas..kk..eu nao acho zendaya tao "perigosa" assim mas eles elegeram ela como bode kk..

21 de julho de 2026 às 13:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

helena de troit esse trocadilho foi bom aquelas cidades dos grandes lagos tinham tudo pra superar as do nordeste boswash mas com os niggas acabou que los angeles passou chicago e o sudoeste cheio de mexicanos e florida crescem bem mais..

21 de julho de 2026 às 13:45:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

A Espanha expulsou os mouros por razões religiosas e não raciais, tanto que a população se misturou. A Espanha era pra ser tão germânica quanto a Alemanha pelos inúmeros povos germânicos que lá se assentaram. Os mouros eram vistos como “infiés” e não como negros ou mulatos. Era catolicices, beatices e carolices. Claro, q os reis tinham seus motivos econômicos e políticos, mas estou falando da narrativa da luta contra os mouros.

21 de julho de 2026 às 17:43:00 WEST  
Blogger Lol said...

pela?no filme troia o namorado dele virou primo mas na historia original..

24 de julho de 2026 às 21:37:00 WEST  
Blogger Lol said...

eu ate acho que mestiças claras como zendaya no lugar de negras reais ja prova que os proprios wokes acham negras feias e inferiores..

24 de julho de 2026 às 21:40:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Na história original não há nenhuma referência a uma relação sexual entre ele e Patrócolo. É lidar!

30 de julho de 2026 às 22:23:00 WEST  

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