sexta-feira, julho 10, 2026

MINISTRA DA SAÚDE AFIRMA QUE IMIGRAÇÃO TEM FEITO AUMENTAR NÚMERO DE PESSOAS SEM MÉDICO DE FAMÍLIA

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, culpou este Sáturnes [20 de Junho] a imigração e as redes de imigração ilegal pelo aumento do número de utentes sem médico de família (um problema que se tem vindo a agudizar nos últimos meses), lamentando que o esforço do Governo para aumentar o número de médicos de família “pareça não existir”. Numa intervenção muito aplaudida, no Congresso do PSD, em Anadia, a ministra da Saúde culpou ainda o PS pelo “estado lastimável” em que deixou o SNS e garantiu que “não vai desistir”, apesar de os estudos de opinião a apontarem como a ministra menos popular do Executivo liderado por Luís Montenegro.
“As circunstâncias que vivemos, com um aumento populacional brusco — causado pelo acolhimento de imigrantes que entram no país sem regras e sem humanismo, a que acresce a existência de redes organizadas, que se aproveitam da bondade da democracia e de negócios ilegais assentes nas ineficiências de sistemas de saúde de outros países — fazem com que o esforço e o sucesso que temos tido no aumento do número de médicos de família pareça não existir”, lamentou Ana Paula Martins, garantindo que o reforço do número de especialistas “existe, é real e vai continuar a ser real nos próximos meses”.
Apesar de se verificar um aumento do número de médicos no SNS, não existem dados desagregados que permitam perceber a evolução dos clínicos por especialidade. Por outro lado, os dados do Portal da Transparência do SNS indicam que o número de utentes sem médico de família atribuído tem vindo a aumentar de forma consistente desde Julho de 2025, passando de 1508414 para 1646729 em Abril de 2026. Já o número de utentes com médico atribuído tem-se mantido relativamente estável ao longo dos últimos meses, em torno dos 9,1 milhões de pessoas.
No púlpito do congresso do PSD, a ministra da Saúde responsabilizou também o Partido Socialista pelo estado em que o Governo da AD encontrou o SNS. “Desistir não é opção, apesar de termos encontrado o sector num estado lastimável. E os Portugueses sabem-no”, sublinhou a governante, apontando depois o dedo à comunicação social — por não noticiar o que Ana Paula diz ser o “sucesso” da governação da AD na área da Saúde.
A ministra lembrou os “ataques em aberturas de telejornais” de que o Executivo foi alvo por causa do encerramento de urgências hospitalares, uma realidade que mudou, mas que, lamenta Ana Paula Martins, não tem agora eco nos média. “Agora vemos alguém a anunciar que as urgências estão abertas e que estamos a servir melhor as populações? Alguém diz que os helicópteros do INEM estão a funcionar e cumprem a sua função? Alguém diz que admitimos muitos mais profissionais para o SNS, que melhorámos a carreira dos que salvam milhares de vidas, e que o SNS está a responder e a produzir mais, apesar do aumento enorme da pressão demográfica?”, questionou a ministra da Saúde.
Relativamente ao aumento da produção assistencial, os últimos dados oficiais apontam para uma diminuição do número de cirurgias e primeiras consultas no primeiro trimestre de 2026, em relação ao período homólogo de 2025 — isto depois de também já se ter registado uma quebra em vários indicadores no segundo semestre de 2025.
Ana Paula Martins disse também ter a “consciência” de que é a ministra menos popular do Governo, mas garantiu que irá continuar no cargo e a cumprir o Programa de Governo. “Tenho a consciência de que, segundo a comunicação social, sou a ministra menos popular deste Governo. Mas sempre assumi que governar não implica ser popular, implica ser responsável”, sublinhou a ministra da Saúde, lançando uma farpa aos comentadores políticos. “Não dependo de barómetros para agradar a quem comenta no espaço público. Aceito em humildade todas as críticas e cumprirei o Programa de Governo”, disse a governante, antes de ser aplaudida de pé durante cerca de um minuto.
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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://observador.pt/2026/06/20/ministra-da-saude-culpa-imigracao-pelo-aumento-das-pessoas-sem-medico-de-familia-e-atira-ao-ps-que-deixou-o-sns-num-estado-lastimavel/

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É o que o «povinho» já diz pelas esquinas há muito, e que os populistas repetem, mas é sempre bom ter a confirmação pela boca de quem está no governo - a iminvasão até nisto prejudica a população das classes baixas, constituindo, também nisto, uma ameaça ao bem-estar e até mesmo à vida de milhares de portugueses. Como uma desgraça nunca vem só, e não há duas sem três, não bastava que fosse uma ameaça identitária, e uma ameaça ao nível salarial nacional, e uma ameaça para a segurança nas ruas, tinha também de ser uma ameaça no SNS, e com esta já vão quatro.