quarta-feira, julho 15, 2026

FRANÇA - UM DOS LÍDERES DO NACIONALISMO DIZ QUE A ROBÓTICA PODERÁ SUBSTITUIR A IMIGRAÇÃO EM MASSA

O político francês Éric Zemmour argumenta que a robótica representa o verdadeiro futuro económico da França, oferecendo uma solução tecnológica para a escassez de mão.de-obra em fábricas e fazendas, em vez de depender da imigração em massa: “A robótica é o futuro económico de França. Os robôs fornecerão às nossas fábricas e aos nossos agricultores os recursos que lhes faltam. A França pode optar pela tecnologia em vez da imersão imigratória através do trabalho. Por uma França eterna, poderosa e soberana na modernidade: mais robôs, menos imigrantes”, escreveu Zemmour no X.

A publicação de Zemmour faz referência directa a uma entrevista concedida por Éric Marchiol, director de metaverso industrial e qualidade da Renault, ao jornal francês Le Journal du Dimanche. Na entrevista, Marchiol detalhou o desenvolvimento do Calvin pela Renault, um novo robô humanoide criado em parceria com a empresa francesa Wandercraft. Projectado para ambientes industriais, o Calvin é compacto, capaz de manusear cargas pesadas de até 40 quilos e adaptável às condições reais de uma fábrica — como navegar por embalagens irregulares ou pequenos degraus em linhas de montagem. A Renault já opera cerca de 11000 robôs industriais tradicionais e 8000 veículos guiados autónomos. O robô Calvin representa a próxima geração: mais flexível, inteligente e com melhor aproveitamento do espaço do que os sistemas de braço fixo mais antigos. A empresa está a testá-lo em tarefas repetitivas e fisicamente exigentes, como o manuseio de pneus em linhas de produção de alta velocidade. Marchiol enfatizou que a robotização é essencial para a competitividade: "Sem automação e sem robotização, não há indústria competitiva". Ele observou que a França possui actualmente cerca de 190 robôs para cada 10000 trabalhadores — um número significativamente menor que o da China, com 380, e o da Alemanha. O objectivo, segundo ele, é implantar estes robôs humanoides amplamente na Renault e nos seus fornecedores nos próximos quatro a cinco anos, visando vagas difíceis de preencher e que exigem esforço físico.

Como a Remix News tem relatado amplamente nos últimos anos, a automação, a robótica e, agora, a inteligência artificial são cada vez mais vistas como a principal solução para a escassez de mão-de-obra, e a imigração em massa pode até mesmo dificultar o desenvolvimento destas tecnologias. Os empregadores ocidentais, em vez de desenvolverem esta tecnologia inovadora para uso em fábricas e na agricultura, muitas vezes ainda dependem da mão-de-obra humana prometida pelos líderes liberais ocidentais. Frequentemente, esta mão-de-obra humana acarreta enormes custos em termos de bem-estar social e assimilação cultural.

Zemmour, assim como muitos outros, aponta para esta iniciativa de automação como a verdadeira solução para a escassez de mão de obra. Ele escreveu que a iniciativa da Renault é uma prova de que a França pode resolver suas lacunas de mão-de-obra industrial por meio da inovação, em vez da imigração em larga escala.

A Remix News publicou uma série intitulada "A grande mentira da imigração", detalhando a mudança de mentalidade em relação à imigração, com os países asiáticos a servir como o principal contra-exemplo à actual política de fronteiras abertas da Europa. Em vez de acolher mão-de-obra barata e milhões de imigrantes culturalmente estrangeiros, países asiáticos como Japão, China, Coreia do Sul e Taiwan têm-se concentrado nas suas populações nativas e implementado rígidas restrições à imigração. Estes países asiáticos lideram agora em muitas áreas em relação à Europa, incluindo inteligência artificial, robótica, energias renováveis, carros eléctricos e tecnologia de automação em fábricas.

Larry Fink, CEO da BlackRock e indiscutivelmente um dos homens mais poderosos do planeta, afirmou abertamente no ano passado que os países com políticas de imigração xenófobas terão um padrão de vida mais elevado, um crescimento de produtividade mais rápido e estarão mais bem preparados para lidar com o impacto social dos avanços da inteligência artificial nos próximos anos: “Sabe, costumávamos pensar que a diminuição da população era a causa do crescimento negativo. Mas, nas minhas conversas com a liderança desses grandes países desenvolvidos que têm políticas de imigração xenófobas, que não permitem a entrada de ninguém, e com o desemprego a diminuir, aliás, com a demografia em declínio, esses países desenvolverão rapidamente robótica, inteligência artificial e tecnologia. E se a promessa – não estou a dizer que vai acontecer, mas a promessa de que tudo isto transformará a produtividade, como a maioria de nós acredita que acontecerá – seremos capazes de elevar o padrão de vida dos países e o padrão de vida dos indivíduos, mesmo com populações em declínio”, disse Fink. “Portanto, o paradigma do crescimento populacional negativo vai mudar. E os problemas sociais que surgirão com a substituição de humanos por máquinas serão muito mais fáceis de resolver nos países com populações em declínio”, disse ele. Quando Fink fala sobre países xenófobos, está-se a referir a países como Coreia do Sul, China e Japão, onde a robótica e a inteligência artificial estão a ser usadas para lidar com a situação demográfica em vez da imigração em massa. 

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Fonte: https://rmx.news/article/the-big-immigration-lie-france-urged-to-embrace-robotics-over-immigration/

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É pois mais um a dizer o óbvio, que, na Política, só mesmo os «fachos» querem dizer, ainda que até já gente nas elites do dinheiro comece a abrir os olhos para uma evidência da lógica, o que parece indicar que os sectores políticos mais economicistas estão porventura a obedecer a interesses ideológicos, a menos que, por outro lado, os barões da indústria e dos mercados estejam a preferir jogar pelo seguro ou alcançar grandes lucros a curto prazo...