AUTOR ANGOLANO DIZ QUE A CPLP DEVE ACABAR
Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://mercado.co.ao/quase-inutil-para-adebayo-vunge-a-cplp-merece-ser-extinta-nao-celebrada/
de cujo texto retiro este trecho:
Adebayo Vunge não vê razões para celebrar o aniversário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O consultor e escritor angolano considera que a organização falhou política e culturalmente — e que só a “prudência diplomática” impede que os países admitam em voz alta o que já pensam em privado.
(...)
A questão dos vistos é, para o autor, o exemplo mais “flagrante” do falhanço da CPLP. Uma organização fundada na língua e na história comum que não conseguiu garantir mobilidade efectiva entre os seus membros revela, na sua leitura, uma contradição de fundo. A nova lei da nacionalidade portuguesa surge nesse contexto como um caso sensível: Vunge considera que, olhando para o histórico da relação entre Angola e Portugal, “esperava-se que a lei não vingasse nestes termos.” Cada Estado “deve preservar o seu melhor interesse”, reconhece — mas admite que os países prejudicados podem responder de forma que “sirva quase como retaliação”, com consequências nas relações entre pessoas que são, sublinha, “mais profundas e mais antigas do que a relação entre os Estados.”
(...)
Adebayo Vunge é autor de quatro livros, consultor estratégico, docente e administrador independente na Unitel Money. Tem passagem pela TPA, Novo Jornal e Jornal de Angola, foi director de Comunicação Institucional do Ministério das Finanças e adido de imprensa da Embaixada de Angola em França.
Adebayo Vunge é autor de quatro livros, consultor estratégico, docente e administrador independente na Unitel Money. Tem passagem pela TPA, Novo Jornal e Jornal de Angola, foi director de Comunicação Institucional do Ministério das Finanças e adido de imprensa da Embaixada de Angola em França.
Primeira coisa a dizer - viva, viva, viva, um milhão de vivas ao Chega, ao Chega viva...
Nacionalismo é isto. Democracia é isto. Trabalho político nacionalista e democrático é mesmo isto. Não fosse o Chega e ainda estariam a entrar angolanos pelas fronteiras portuguesas adentro e Vunge estava se calhar mais contente.
A CPLP não interessa de facto a Portugal, pelo contrário, só o arrasta para o terceiro-mundo, logo a começar pela iminvasão, mas não só. Sintomaticamente, alguns dos seus países, logo os mais representativos, como Brasil e Angola, estão ao lado dos inimigos do Ocidente, nomeadamente a Rússia de Putin, como o anónimo que aqui trouxe a notícia bem salientou. Serve isto para que Portugal seja ao menos escolhido como árbitro do conflito da Ucrânia? Claro que não. Então, pode o Brasil e/ou Angola preencher essa função? Dificilmente... Se o pudesse fazer com vantagem para a Ucrânia e para a Europa, pois isso era bem bem, sem que tal virtude justificasse a alteração da lei da Nacionalidade em proveito de mais iminvasão, bem entendido... o mais provável é que nem para isso sirva, nem para qualquer outra coisa. O 25 de Abril de 1974 teve a virtude de distanciar Portugal desse mundo, mas, pelos vistos, não foi suficiente, pois que o grosso da elite tuga (portuguesa, não) continua agarrada ao ideal da alegada «vocação» de Portugal para se dirigir às Afro-Américas, à direita porque se quer retornar à glória da expansão, à Esquerda porque se ama o «sul global». Valha, nisto, a pressão europeia que contraria essa tendência e, sobretudo, a ascendente vontade popular, a da Tribo, que quer ficar em paz na terra que é sua.
A CPLP não interessa de facto a Portugal, pelo contrário, só o arrasta para o terceiro-mundo, logo a começar pela iminvasão, mas não só. Sintomaticamente, alguns dos seus países, logo os mais representativos, como Brasil e Angola, estão ao lado dos inimigos do Ocidente, nomeadamente a Rússia de Putin, como o anónimo que aqui trouxe a notícia bem salientou. Serve isto para que Portugal seja ao menos escolhido como árbitro do conflito da Ucrânia? Claro que não. Então, pode o Brasil e/ou Angola preencher essa função? Dificilmente... Se o pudesse fazer com vantagem para a Ucrânia e para a Europa, pois isso era bem bem, sem que tal virtude justificasse a alteração da lei da Nacionalidade em proveito de mais iminvasão, bem entendido... o mais provável é que nem para isso sirva, nem para qualquer outra coisa. O 25 de Abril de 1974 teve a virtude de distanciar Portugal desse mundo, mas, pelos vistos, não foi suficiente, pois que o grosso da elite tuga (portuguesa, não) continua agarrada ao ideal da alegada «vocação» de Portugal para se dirigir às Afro-Américas, à direita porque se quer retornar à glória da expansão, à Esquerda porque se ama o «sul global». Valha, nisto, a pressão europeia que contraria essa tendência e, sobretudo, a ascendente vontade popular, a da Tribo, que quer ficar em paz na terra que é sua.


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home