Um importante estudo social encomendado pela VRT, conhecido como "A Foto da Flandres", revela que a maioria dos Flamengos teme estar a ser gradualmente substituída por imigrantes. Este estudo junta-se a outros semelhantes realizados em França e na Alemanha, que revelam um temor generalizado na Europa em relação à Grande Substituição em curso. A pesquisa da VRT mostra que 56% dos entrevistados concordam com a afirmação: "Tenho receio de que os Flamengos estejam a ser gradualmente substituídos por imigrantes/pessoas do estrangeiro". Nesta categoria, indivíduos de 45 a 64 anos obtiveram uma pontuação de 58%, enquanto aqueles com mais de 65 anos alcançaram 59%. Adolescentes entre 12 e 17 anos também demonstraram um alto nível de concordância, com 58%. O estudo também mostrou que 52% dos Flamengos temem a construção de uma mesquita no seu bairro. Apenas 23% dos Flamengos afirma explicitamente que seria favorável à construção de uma mesquita na sua região. Curiosamente, 22% das pessoas que afirmam não ter medo de serem substituídas por imigrantes também dizem que não gostariam de ter uma mesquita no seu bairro.
Segundo a VRT, o estudo mostra que o receio de que “os Flamengos sejam substituídos por imigrantes” continua a ser grande.
A Bélgica também tem apagado activamente símbolos tradicionais do Cristianismo, o que se constata em atitudes como renomear os mercados de Natal para "mercados de Inverno", o que, segundo o estudo da VRT, levou a divisões na sociedade, especialmente entre as gerações mais velhas e mais jovens. Discussões sobre convenções de nomenclatura inclusivas também geram resistência. A maioria dos Flamengos, 57%, defende que um mercado de Natal deve simplesmente continuar a ser um mercado de Natal. A resistência a termos neutros como "mercado de Inverno" é maior entre as faixas etárias mais velhas, com 64% das pessoas entre 45 e 64 anos e 67% das pessoas com mais de 65 anos a opôr-se à mudança. Esta oposição diminui entre os mais jovens, com 41% dos jovens de 18 a 24 anos e 45% dos jovens de 25 a 44 anos a opôr-se à substituição do nome tradicional.
O projecto "A Foto da Flandres" é um estudo de acompanhamento contínuo que a VRT realiza desde 2009 para observar os temas sociais que preocupam os residentes flamengos.
Com relação a estatísticas específicas sobre o Islão, 60% dos Flamengos relatam sentir-se preocupados com a presença do Islão na Flandres. Esta preocupação atinge o pico entre indivíduos de 45 a 64 anos, com 65%, e entre aqueles com mais de 65 anos, com 67%, embora estas percentagens tenham diminuído ligeiramente em comparação com 2023 e 2024. Para jovens entre 12 e 17 anos, o número é ligeiramente menor, de 61%, embora os pesquisadores observem uma tendência de alta nesta faixa etária mais jovem.
Patrick Loobuyck, filósofo da ética da Universidade de Antuérpia/UGent, afirma que estes índices de anti-diversidade são "bastante elevados" e que o Povo Flamengo está a enfrentar "rápidas mudanças sociais". “Eles estão preocupados com temas importantes para a nossa sociedade: quem somos, qual o futuro da Flandres e qual o lugar da população que lá vive hoje”, disse Loobuyck. “A população mudou muito nas últimas décadas. Esta diversidade já não se limita às cidades, mas é sentida em quase todos os lugares. As pessoas vêem e sentem isto, e também percebem as consequências na educação e na sociedade.” No entanto, apesar desta clara substituição demográfica, que é quantificável e observável, Loobuyck afirma que as "teorias" apresentadas pela Direita identitária, como a da Grande Substituição, não devem ser acolhidas: “Às vezes, finge-se que há um plano por trás disso, como se as elites estivessem a permitir conscientemente que a imigração em massa nos destruísse. Isto aumenta a incerteza que já existe”, disse ele.
Frequentemente, é assim que a Esquerda e a corrente dominante tentam "desmascarar" a Grande Substituição, atribuindo-lhe todo o tipo de significado que não estava implícito no sentido original, articulado pelo próprio autor do termo. Por exemplo, alegações de que os Judeus estão por trás da substituição, ou de que uma conspiração de elites está por trás dela, não correspondem ao que Renaud Camus expressou. Contudo, se aqueles que se opõem ao termo conseguem atribuir-lhe significados extraordinários, tornam-se mais fáceis de "desmascarar" qualquer que seja o verdadeiro significado que atribuem ao termo. No entanto, em muitos aspectos, isto tem sido um "plano". Um grupo de reflexão da ONU, por exemplo, promoveu a chegada de 60 milhões de imigrantes à Europa até 2050. A ONU, que há muito defende a "imigração de reposição" como solução para o envelhecimento da população europeia, agora alerta que a Europa não atrairá estes imigrantes "se não deixar de ser uma fortaleza contra a imigração". A principal líder europeia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está a apelar a uma maior imigração legal, na sequência de números recorde de chegadas de imigrantes. Se alguém pertence à "elite", é sem dúvida von der Leyen, que detém um enorme poder dentro da UE. Mesmo entre as elites que são alvos frequentes de teorias da conspiração, como George Soros, também existem declarações registadas em que ele promove e apoia abertamente a imigração em massa. Ao falar sobre os esforços do ex-primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán para controlar a imigração, Soros afirmou: “O plano de Orbán considera a protecção das fronteiras nacionais como o objectivo e os refugiados como um obstáculo. O nosso plano considera a protecção dos refugiados como o objectivo e as fronteiras nacionais como o obstáculo.” No auge da crise migratória, Soros afirmou: “[A Europa] terá de aceitar pelo menos um milhão de requerentes de asilo anualmente num futuro próximo.” Em artigo que escreveu para o MarketWatch em 2015, Soros chegou a propor que a Europa contraísse dívidas para financiar um "auxílio emergencial" para refugiados e imigrantes, sugerindo que os Estados-membros da UE implementassem um pacote de gastos maciço de €45 biliões. Soros afirma ainda no artigo que isso poderia não ser suficiente e que gastar mais seria "justificado". No artigo, Soros escreveu que pagar um valor extra aos imigrantes antecipadamente "nos permitiria lidar de forma mais eficaz com as consequências mais perigosas da crise — incluindo o sentimento anti-imigração nos países receptores e o desânimo e a marginalização entre os refugiados". Soros também escreveu que um grande fluxo de refugiados resulta em pânico, o que pode levar a "medidas caras e contraproducentes, como a construção de cercas e muros". Também houve inúmeros políticos de Esquerda de alto escalão que, há muito tempo, promovem a imigração em massa como meio de obter mais poder, enquanto jornalistas também promoveram esta mesma tendência em milhares de artigos e publicações. Curiosamente, diversas pesquisas realizadas em toda a Europa mostram que a maioria dos Europeus deseja o fim da imigração em massa, e, no entanto, ela continua sem controle. A maioria ou quase a maioria dos Europeus sente que está a ser substituída nos seus países de origem. Por exemplo, quase metade dos Alemães também concorda com a afirmação: "Acredito que os Europeus estão a ser gradualmente substituídos por imigrantes de África e do Médio Oriente". Enquanto isso, em França, 60% dos eleitores acreditam que o país está a testemunhar "uma substituição da população francesa por populações não europeias" num momento em que a imigração atingiu níveis recordes. Na própria Bélgica, Bruxelas já presenciou uma substituição populacional massiva, com 72% das crianças e adolescentes em Bruxelas a ter agora origem imigratória não pertencente à UE, enquanto apenas 10,5% são belgas de origem belga. Pode-se debater abertamente qual é o motivo desta imigração em massa, mas a realidade é que há muitos actores por trás dela, desde interesses comerciais a ideólogos radicais, o que significa que não há uma única razão para a imigração em massa. Em resumo, existem muitos motivos e muitos actores, e eles não estão necessariamente trabalhando em conjunto. No entanto, a mudança demográfica por trás da Grande Substituição, que simplesmente afirma que os não europeus estão a substituir os Europeus nos seus países de origem, é uma realidade estatística. Não precisa de haver uma elite "nefasta" a conspirar em segredo, mas sem dúvida existe uma elite que deseja mais imigração e que não esconde este desejo. Ao mesmo tempo, o termo "Grande Substituição" continuará a ser promovido pela Direita por ser notavelmente apropriado para a situação que se desenrola. A Europa, que valoriza a liberdade de expressão, deve permitir um debate aberto sobre os motivos, os actores e os movimentos ideológicos por trás deste desenvolvimento demográfico, bem como sobre as razões pelas quais está a acontecer, quem se beneficia e até mesmo como pode ser revertido. Caso contrário, simplesmente não estaremos a viver na democracia liberal em que os políticos e jornalistas mais poderosos da Europa nos dizem constantemente que vivemos. *
Fonte: https://rmx.news/article/great-replacement-fears-in-belgium-56-of-flemings-are-afraid-they-are-being-slowly-replaced-by-foreigners/
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A primeira parte do artigo mostra o que acontece na Nação germânica com a língua mais bela da Europa (depois do Português, bem entendido) - o mesmo que nas demais Nações europeias: a elite impinge imigração ao «povinho», o «povinho» não gosta.
O autor passa daí à análise do que é de facto a Grande Substituição em curso na Europa, e diz muito do que é mais importante dizer-se. É, neste aspecto, um dos textos mais lúcidos que tenho encontrado. Acrescento ao que é dito no artigo, limitando-me a repetir o que já tenho afirmado uma carrada de vezes: a Grande Substituição não é necessariamente uma conspiração; é, na verdade, muito mais forte do que isso - é uma mentalidade. Uma conspiração é um plano, um plano é composto de partes e exige o bom desempenho de todos os envolvidos ao mesmo tempo, o que o torna frágil; uma mentalidade, pelo contrário, suscita um procedimento algo espontâneo, como que natural, o qual, a médio e longo prazo, surte efeitos muito mais abrangentes e profundos. Em qualquer mesa de café da classe média para cima já na década de oitenta era de bom tom dizer que «no futuro, seremos todos mestiços e assim é que é bonito», e ai de quem no grupo discordasse. Isto não era conspiração, não tinha secretismo algum, declarava-se mui amenamente em qualquer esplanada apinhada de gente. Se a iminvasão não estava como está hoje, era só porque, evidentemente, se encontrava ainda numa fase menos avançada, embora não essencialmente diferente no que respeita à sua causa. Quando algum militante nacionalista suficientemente ingénuo para acreditar em conspirações diz que há um «plano Kalergi para acabar com a Europa!», as sofisticadamente sonsas elites acham isso soberanamente ridículo, cómico até, pura e simplesmente porque para elas não é plano nenhum, é simplesmente a evolução natural da vida. Não se reuniram em nenhuma catacumba para receber ordens de algum mestre oculto - em vez disso, são quotidianamente educadas assim à luz do dia desde o berço até à universidade e mais além.
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