O QUE FEZ REALMENTE UM MINISTRO DA EXTREMA-DIREITA ISRAELITA COM ALÓGENOS QUE QUISERAM IR LÁ DAR LIÇÕES DE MORAL
Armou-se durante a última semana um mui indignado e histérico cagaçal em torno do comportamento de um ministro israelita, Itamar Ben-Gvir, filmando e ridicularizando os criminosos que, a bordo de uma frotilha anti-sionista, quiseram violar o espaço do Estado israelita.
Ora o que fez Ben-Gvir ao certo para além de filmar activistas detidos? Entre aspas e a itálico, as respostas da IA, a «negrito» azul os meus comentários:
«O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, tomou uma série de acções directas de intimidação, assédio verbal e medidas punitivas severas contra os cerca de 430 activistas internacionais detidos na Flotilha Global Sumud, que tentava quebrar o bloqueio à Faixa de Gaza. O comportamento do ministro ultra-nacionalista, classificado como uma "violação humilhante da dignidade humana", envolveu as seguintes acções concretas:
1. Assédio Verbal e Intimidação Física Provocações directas:
Ben-Gvir deslocou-se às instalações de detenção no porto de Ashdod para confrontar os activistas. Caminhou por entre os detidos algemados no chão e ridicularizou-os publicamente: "Vieram para aqui cheios de orgulho como grandes heróis. Olhem para eles agora. Vejam como estão, não são heróis nem nada".»
É escandaloso? Não.
«Discurso de supremacia:
Enquanto caminhava junto dos prisioneiros manietados, empunhou e acenou uma bandeira de Israel de grandes dimensões e declarou-lhes em hebraico: "Bem-vindos a Israel, nós somos os donos disto tudo".»
É sequer ofensivo? Não. É, aliás, justíssimo.
«Encorajamento de força física:
Num dos momentos documentados, uma activista algemada gritou "Free, Free, Palestine" ("Palestina Livre") à passagem do ministro. Ben-Gvir incentivou os agentes de segurança a intervir, tendo a mulher sido imediatamente projectada e empurrada contra o chão pelas forças policiais sob o seu olhar.»
Ok, foi mau. Resta no entanto saber que «incentivo» foi esse, ou se ele mandou realmente alguém bater em alguém.
«2. Medidas Punitivas e Decretos de Prisão
Para além da exibição mediática, Ben-Gvir utilizou a sua autoridade ministerial para impor condições de detenção punitivas:
Isolamento total: Ordenou aos serviços prisionais que preparassem celas de isolamento na prisão de Givon (em Ramla) para manter os detidos totalmente incomunicáveis antes da sua deportação.»
É horroroso? Não. É justo.
«Corte de comunicação e informação: Proibiu expressamente o acesso dos activistas a qualquer dispositivo electrónico, incluindo televisões ou rádios.»
É péssimo? Não.
«Censura política: Emitiu ordens estritas para proibir a exibição de qualquer símbolo ou mensagem pró-palestiniana dentro da prisão.»
Injusto? Não. Mui adequado, mais uma vez. Era o que mais faltava que ainda pudessem exibir os seus ridículos símbolos naquele local.
«Transporte camuflado:
Determinou que a transferência dos activistas para o complexo prisional fosse feita em veículos de vidros fumados para evitar qualquer visibilidade pública e cobertura dos media.»
Crudelíssimo? Nem por isso.
«3. Pressão Política para Prisão de Longa Duração
Exigência ao Governo: Ben-Gvir desafiou publicamente o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu para que não deportasse os activistas de imediato, exigindo que estes fossem colocados em "prisões anti-terroristas por um longo, longo período de tempo".»
Monstruoso? Não, certíssimo.


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