quarta-feira, abril 15, 2026

ITÁLIA - MOURO COM HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA ASSASSINA JOVEM FRANCESA E ESCAPA À PRISÃO PERPÉTUA


Sohaïb Teima ignorou uma ordem de restrição contra a sua companheira para drogá-la e esfaqueá-la diversas vezes no cemitério de uma igreja isolada em Itália.
O homem condenado pelo assassínio de uma francesa de 22 anos, cujo corpo foi encontrado numa igreja abandonada no norte de Itália, teve a sua pena reduzida para 25 anos, apesar do seu histórico de violência e de uma ordem de restrição contra ele.
Sohaïb Teima, de 24 anos, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Aosta pelo assassínio de Auriane Laisné em Abril de 2024. Conforme relatado pela Actu, a jovem da região metropolitana de Lyon foi drogada com benzodiazepínicos antes de ser levada para um local remoto e esfaqueada diversas vezes.
O seu corpo foi encontrado a 5 de Abril de 2024, dentro de uma igreja abandonada acima de La Salle. Segundo o jornal La Stampa, ela sofreu ferimentos fatais por arma branca no pescoço e no abdómen.
A promotoria tinha pedido prisão perpétua. O procurador-geral Manlio D'Ambrosi declarou ao tribunal que os investigadores construíram uma “reconstrução lógica, coerente, precisa e oportuna dos factos”, rejeitando as alegações da defesa de que o caso era baseado em provas circunstanciais. Ele afirmou que a investigação produziu “evidências sérias” e descartou as sugestões de que as conclusões dos peritos teriam sido influenciadas.
Teima mantinha um relacionamento com a vítima e
já tinha sido alvo de diversas queixas por violência. Estava sujeito a uma ordem de restrição que o proibia de entrar em contacto com Laisné, mas os dois ainda foram vistos juntos pouco antes do assassínio.
Dez dias antes do assassínio, o casal foi interpelado no Túnel do Mont Blanc, mas a restrição não apareceu no sistema, permitindo que eles continuassem a viagem juntos.
Após o assassínio, Teima fugiu e foi posteriormente preso em Lyon, perto de Perrache, antes de ser extraditado para Itália. Ele também enfrentou processos adicionais por crimes violentos em Grenoble após o homicídio.
Apesar do pedido da promotoria por prisão perpétua, o tribunal impôs uma pena de 25 anos. O advogado de defesa, Luca Tommaso Calabrò, afirmou que a equipa jurídica estava "apenas parcialmente satisfeita", argumentando que a prisão perpétua seria desproporcional, ao mesmo tempo que defendia a inocência do seu cliente.
A família da vítima descreveu o julgamento como profundamente doloroso. O advogado da família disse: "É difícil estar aqui hoje, e todos os nossos pensamentos estão com Auriane no que seria o seu 24º aniversário."

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Fonte: https://rmx.news/article/man-who-stabbed-french-woman-in-abandoned-italian-church-spared-life-sentence-despite-prior-restraining-order/

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É mais uma tragédia que foi menos má por ter sido cometida em Itália do que aqui, não apenas porque, a nosso ver, é sempre pior quando os crimes têm lugar em Portugal, mas também porque, cá, eventualmente nem 25 anos de pildra o mouro apanhava, que 25 anos é o máximo dos máximos... menos mau ainda seria se o caso tivesse tido lugar num dos Estados EUA em que há pena de morte, então aí é que a coisa ainda corria melhor... enfim, pode ser que alguém lhe faça a folha numa penitenciária italiana, nunca se sabe. De caminho, fica mais uma abjecta e hórrida injustiça que nunca poderá ser integralmente paga e, claro, mais um caso em que as elites reinantes têm sangue europeu nas mãos por não expulsarem de imediato um criminoso violento não europeu assim que ele cometeu o seu primeiro acto de violência registado...