quarta-feira, março 07, 2018

SOBRE O CRESCIMENTO DO PAGANISMO NACIONAL NA SUÉCIA


A tendência para o retorno ao culto das antigas Divindades da sua herança étnica está a crescer na Suécia, com passos lentos mas firmes. Por exemplo, só o grupo denominado Comunidade-Asa Nórdica («Asa» vem de Aesir, nome dos Deuses nórdicos) cresceu mais de oitocentos membros em poucos anos; há mais comunidades deste género a ganhar igualmente adeptos desta religião étnica denominada Asatro, ou «Aliança aos Aegir».
O dirigente da Comunidade-Asa, Stenar Sonevang, já referido neste blogue - https://gladio.blogspot.pt/2016/12/na-suecia-nova-organizacao-religiosa.html - diz desta feia que «é importante para nós preservamos as nossas tradições. Não sabemos quantas das nossas tradições já desapareceram. Nunca poderão ser recreadas, portanto é importante garantir que nada é deixado fora do nosso tempo, e reviver as nossas tradições nórdicas e modo de vida.»
A Comunidade-Asa, fundada em 2014, foi aprovada como organização religiosa em 2016. Cresceu de cinquenta para mais de oitocentos membros.
Sonevang, que foi baptizado na infância, afirma nunca se ter sentido em casa com a Igreja da Suécia ou qualquer outro credo abraâmico e preferia, em criança, passar o templo na floresta. A respeito do crescimento do Movimento, diz que já havia antes da sua organização quem oferecesse sacrifícios nas suas quintas e jardins, mas não havia grupo organizado. Comenta que «Não há limites. O céu é o limite. Veremos. A Islândia era a comunidade Asatro maior do mundo, nós somos a segunda maior após apenas quatro anos.»
Devido ao uso de símbolos nórdicos por parte de vários nazis, o Paganismo na Suécia ganha alguma má fama em certos meios. Em 2017 chegou entretanto a discutir-se a possível proibição da runa Teiwaz - a runa de Tyr, o Deus do Céu, da Justiça e da Guerra - por este signo se ter tornado um «símbolo de ódio». Sonevang, que contesta ser «triste» a conotação que por vezes se faz entre a Asa-Comunidade e o Nazismo, afirma claramente que ter orgulho das suas origens e tradições não é racismo mas sim «senso comum».
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Fonte: https://sputniknews.com/europe/201802271062028034-sweden-paganism-asatro/