sexta-feira, novembro 13, 2015

HOLANDA ACABA COM A SUA INDÚSTRIA DE PELES DE MARTA PARA VESTUÁRIO

E Martes (10), a Holanda reintegrou uma lei de 2012 que deve acabar com a indústria de produção de peles. Milhares de martas serão salvas anualmente, de acordo com o Take Part.
A Holanda é o quarto maior produtor mundial de peles de martas. O país tem 160 quintas de peles que exploram cerca de seis milhões de martas por ano.
Grupos de direitos dos animais têm alertado sobre a crueldade dessa indústria. Segundo relatórios da ONG PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), as martas são amontoadas em pequenas jaulas, confinadas, com pouca espaço para se mover. Martas, ou visons, são animais solitários que normalmente têm espaços enormes em estado selvagem. Visons confinados muitas vezes enlouquecem, andam sem parar e mutilam-se, de acordo com os activistas. Os animais são muitas vezes envenenados ou electrocutados, a fim de os matar sem danificar a sua pele.
O senado holandês concordou com grupos dos direitos dos animais e proibiu a indústria em 2012, depois de discutir o assunto há 13 anos. Nessa altura, as quintas de visons foi dado um prazo de até 2024 para eliminar progressivamente as suas operações. Os exploradores receberam 28 milhões de euros para compensar a transição. No entanto, entraram com um processo e os tribunais revogaram a lei em 2014. A decisão desta semana faz com que a lei volte a valer. A indústria ainda terá até 2024 para cessar completamente a sua actividade.
“Com esta decisão, os Países Baixos proclamaram que o bem-estar e a vida de seis milhões de martas são mais importantes do que os interesses económicos das pessoas que lucram com a exploração cruel desses animais”, afirmou Adam Roberts, presidente executivo da Born Free EUA, uma das mais de 40 organizações que apoiaram o movimento chamado Fur Free Alliance. Para Roberts, outros países produtores de peles, incluindo os Estados Unidos, podem seguir o exemplo da Holanda e proibir as indústrias de peles.
Outros grupos também elogiaram a decisão. Nicole van Gemert, directora de uma organização anti-peles holandesa chamada Bont voor Dieren, disse num comunicado que a decisão judicial do ano passado tinha sido um grande atraso. Segundo Nicole, 20 novas quintas foram estabelecidas ou alargadas após essa decisão judicial.
Os grupos de activistas devem prosseguir com os seus esforços para fechar todas as quintas. Também estão a trabalhar noutros países. Uma indústria de peles na Noruega foi invadida por autoridades no mês passado depois de encontrar “ferimentos graves e feridas abertas” entre os 30.000 animais da instalação.
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Fonte: http://www.anda.jor.br/12/11/2015/holandeses-proibem-producao-peles-salvam-seis-milhoes-martas-ano

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A Holanda dá mais um exemplo de civilização europeia e os seus activistas dos direitos dos animais dão mais um exemplo de militância em Democracia: do maior ao mais pequeno, aplica-se o dito, mutatis mutandis, de que o preço da Liberdade é a eterna vigilância, ou seja, no caso, o combate pelo ideal tem forçosamente de ser constante, o que inclui a atenção a quaisquer atentados que possa sofrer.