terça-feira, abril 17, 2012

RELIGIÃO CATÓLICA PERDE TERRENO EM PORTUGAL - AUMENTA O NÚMERO DE NÃO RELIGIOSOS

Já não chegam a 70 por cento os portugueses que confessam professar a religião católica e ficam pelos 18 por cento os praticantes, ou seja, os que vão regularmente à missa ao domingo. Assim, os não católicos já são mais de três milhões e os católicos praticantes 1,8 milhões.
Os dados constam de um inquérito realizado pela Universidade Católica na primeira quinzena de Novembro do ano passado e que vai ser apresentado na quarta-feira, no terceiro dia da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que hoje começa em Fátima.
Este inquérito foi pedido pela Conferência Episcopal, que pretende um "instrumento credível de trabalho", de que constem, entre outros aspectos, a posição e pertença religiosa das pessoas, as práticas orantes individuais ou em família e o grau de satisfação face à acção da Igreja.
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"Pode observar-se um decréscimo relativo da população que se declara católica e um incremento da percentagem relativa às outras posições de pertença religiosa, com um particular destaque para o universo protestante (incluindo os evangélicos)", refere o relatório interpretativo do "Inquérito 2011" que compara dados de 1999 com um outro inquérito realizado no final do ano passado.
O estudo, que pretende perceber como é que os portugueses se situam perante o fenómeno religioso, revela que, nos últimos onze anos, os católicos diminuiram 7,4 por cento (%), passando de 86,9% da população para 79,5%.
Ao contrário da tendência de diminuição de católicos, duplicou a percentagem de pessoas com uma religião diferente da católica (2,7% em 1999 para 5,7%), assim como cresceu o número de pessoas sem qualquer religião (de 8,2% para 14;2%), um aumento que se sentiu em todas as categorias: os indiferentes passaram de 1,7 para 3,2; os agnósticos de 1,7 para 2,2 e os ateus de 2,7% para 4,1%.
Entre a população crente com religião, a grande maioria continua a ser católica, mas tem vindo a reduzir o seu peso: no final do século passado representavam a quase totalidade dos crentes com 97%, enquanto agora esse grupo representa 93,3%.
O inquérito mostra um aumento de protestantes/evangélicos (que passaram de 0,3% para 2,8%) e das Testemunhas de Jeová, que em 1999 representavam um por cento e agora são 1,5%. Os "outros cristãos" também aumentaram uma décima (1,5% para 1,6%) assim como os pertencentes a religiões não cristãs (eram 0,2 e agora são 0,8%).
Em onze anos, as categorias com maior crescimento são os "protestantes" e os "crentes sem religião".
Os investigadores admitem por isso a hipótese de existir uma relação entre a diminuição de católicos e o aumento de crentes sem religião: "Esta categoria poderá reunir as identidades crentes de caráter mais difuso, mas também uma periferia, antes católica, cujos laços de pertença eram já muito ténues", refere o documento.
Questionados sobre a razão de não terem qualquer religião, a maioria dos inquiridos apresentou três razões: convicção pessoal, desacordo com as doutrinas e regras das igrejas e por preferir ser autónomo face às normas e práticas das religiões.
Um em cada três inquiridos disse não concordar "com a doutrina de nenhuma Igreja ou religião" e 22,2% disse discordar das "regras morais das Igrejas e religiões". Mais de uma em cada dez pessoas (12,2%) apontou ainda o "mau exemplo das pessoas religiosas em geral" para não ter religião.
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A maioria dos que rejeitam «as religiões» estão na verdade a rejeitar as religiões que conhecem - basicamente, o Cristianismo e suas ramificações. Uma vez que a Cristandade tratou de há milénio e meio se impôr pela força em todo o velho continente, ao longo dos séculos foi-se sedimentando nas mentes europeias que Religião é Cristianismo e Cristianismo é Religião. Num quadro cultural destes, quem rejeita o Cristianismo, seja por que motivo for, sente-se implicitamente a rejeitar a Religião em si. E o Ocidental desde há séculos que se afasta deste credo oriental, universalista e irrealisticamente pacifista, cuja doutrina de submissão é incompatível com o genuíno modo de ser europeu. Ora, uma vez que as reais alternativas religiosas reais estão fora de questão, tão somente porque nem sequer são conhecidas do grande público, percebe-se que este foi um dos modos pelos quais a cristianização foi indirectamente responsável pela dessacralização da Europa.

6 Comments:

Blogger Afonso de Portugal said...

«Já não chegam a 70 por cento os portugueses que confessam professar a religião católica»

Óptimo.

«(...) e ficam pelos 18 por cento os praticantes, ou seja, os que vão regularmente à missa ao domingo.»

Ainda são demais.

«E o Ocidental desde há séculos que se afasta deste credo oriental, universalista e irrealisticamente pacifista, cuja doutrina de submissão é incompatível com o genuíno modo de ser europeu.»

Pois, mas infelizmente muitos europeus estão a trocar o cristianismo pelo ateísmo "racional" preconizado pela esquerda, que assenta na substituição da abjecta moral cristã pelos ainda mais abjectos valores universalistas (ou “trojans”, como diz o Caps Louco).

Aliás, as doutrinas de esquerda, em particular o multiculturalismo, são elas próprias uma continuação do cristianismo: paz entre os homens, tolerância para com o inimigo, amor entre os povos, culpa pelos pecados (racismo), etc. etc. etc.

«a cristianização foi indirectamente responsável pela dessacralização da Europa.»

Foi, sem dúvida, o primeiro capítulo.

Mas há outro capítulo, tão ou mais sinistro, a ser escrito precisamente neste momento. Nesse novo testamento, o alógeno é o Messias e os povos do Ocidente são os seus carrascos. E os sacerdotes da SMIARMUDO certificar-se-ão de que pagarão caro pelos seus pecados. A menos, é claro, que aceitem submeter-se ao evangelho do mundo sem fronteiras.

17 de abril de 2012 às 22:26:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

o problema nem é a desmetaficização (quando vc usa sacralização pra metaficismo) da europa e sim os derivados que acham que os desvalores aliens são os unicos possiveis..que o outrixo simiesco inferiorista bestializador e o culto ao lixo é o unico caminho..isso sim é o cerne do problema e não a superficie taqyienta do metafisico ou do materializante do periodo pos-burgues/etc..

18 de abril de 2012 às 01:36:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Pois, mas infelizmente muitos europeus estão a trocar o cristianismo pelo ateísmo "racional" preconizado pela esquerda, que assenta na substituição da abjecta moral cristã pelos ainda mais abjectos valores universalistas (ou “trojans”, como diz o Caps Louco).

obrigado pela parte que me toca, mas os 2.0s sofismam toda palavra originalmente pre-cernica com os desvalores aliens..esse pseudo-ateísmo derivado dos desvalores aliens tem núcleo tão irracional quanto a taqyia metafisica classica..o outrixo inferiorista simiesco bestializante podre típico do zog/etc..e não é só a "esterca" que prega isso, mas tambem a centro-direita economica do capital (já que fora da economia são tão esterquistas quanto..vide o fhc e cia querendo liberar a maconha esterkista..)..

18 de abril de 2012 às 01:39:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

substituição da abjecta moral cristã pelos ainda mais abjectos valores universalistas

totalmente falso..isso é muito pelo contrario um mantimento do cerne cristão e não uma substituição..a nivel cernico o mesmo prossegue e é justamente essa a base da minha crítica..só a taqya metafisica superficial é substituida pois ja não faz tanto sucesso quanto na idade media por exemplo onde a maioria nem sabia ler ainda..

18 de abril de 2012 às 01:40:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

substituição não, fanatização, apenas reforçar o que ja vinha sendo entranhado no miolo cristão metaficista classico por 2 milenios..o outrixo inferiorista simian permanece la no nucleo da merda toda..por isso que considero pseudo-ateus os laurasicos mais puros e arianos que adotam os mesmos desvalores do deus metafisico alien irracional..a minoria atéia da era pagã na grecia e cia jamais cultuariam o outro inferior simian por exemplo..

18 de abril de 2012 às 01:43:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Mas há outro capítulo, tão ou mais sinistro, a ser escrito precisamente neste momento. Nesse novo testamento, o alógeno é o Messias e os povos do Ocidente são os seus carrascos. E os sacerdotes da SMIARMUDO certificar-se-ão de que pagarão caro pelos seus pecados. A menos, é claro, que aceitem submeter-se ao evangelho do mundo sem fronteiras.

17 de Abril de 2012 22:26:00 WEST

na verdade essa analogia é pouco sintetica..o cerne dos desvalores aliens pode ser resumido no culto ao outro inferior simiesco bestializante irracional..o outrismo simiesco podre..

18 de abril de 2012 às 01:45:00 WEST  

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