quarta-feira, maio 14, 2008

MENTALIDADES, PRESSUPOSTOS E PERSPECTIVAS NO DEBATE DE CRENÇAS E DE VALORES

Aqui vos trago três valiosos e esclarecedores trechos do livro «Vida Depois da Morte - A Fronteira do Mistério», da autoria de vários cientistas, filósofos e psicólogos:

«O que é que constitui uma explicação satisfatória? Porque é que algumas explicações são vistas como "insatisfatórias"? Tudo depende dos pressupostos e das categorias utilizadas. Apesar de as definições dos dicionários da palavra "explicação" serem expressas em termos de "tornar as coisas claras e inteligíveis", etimologicamente a palavra quer dizer "desdobrar". O que está desdobrado já estava implícito ou dobrado. Então, explicar qualquer coisa é desdobrar ou desembrulhar as suas implicações. Uma explicação foi definida por Basil Willey como uma "reafirmação de algo - acontecimento, teoria, doutrina, etc. - em termos dos interesses e pressupostos actuais". Assim, estar satisfeito com uma explicação quer dizer aceitar determinados termos e categorias como definitivos, como não necessitando de mais explicação. As teorias baseadas em tais pressuposições são encaradas como inteligíveis e "plausíveis", enquanto as teorias baseadas em pressupostos rivais podem passar pelo ridículo de serem consideradas como ininteligíveis ou "implausíveis". (Nesta associação, o facto de a palavra plausível derivar da palavra latina plaudere, que quer dizer "aplaudir como forma de aprovação", é bastante revelador.)
Se a plausibilidade de uma explicação depender das nossas pressuposições, estas por sua vez dependerão da nossa formação - já em si um atributo do clima intelectual prevalecente. De tempos a tempos, argumenta Willey, surge uma carência geral de ser fazer uma reafirmação, indicando que existe "uma desarmonia entre as explicações tradicionais e as necessidades correntes". A revolução científica do século XVII foi um movimento deste género, no qual as explicações naturalistas se sobrepuseram às sobrenaturais e às teológicas. Foi dada primazia à matéria e às explicações materialistas, que são hoje referidas como "científicas".
»
(...)
David Lorimer, administrador da Scientifical and Medical Network, grupo internacional de cientistas e médicos que querem alargar o âmbito da ciência e da medicina para além do reducionismo materialista.

«Ao discutir a recepção de nova evidência no que respeita à vida depois da morte, Roger Woolger cita um comentário feito por Max Planck, um pioneiro da física quântica: "Uma nova verdade científica não triunfa convencendo os seus opositores e fazendo-os ver a verdade, triunfa porque os seus opositores acabam por morrer e cresce uma nova geração que está familiarizada com ela."»
David Feinstein, psicólogo.

Esta última tanto se aplica à Ciência como, note-se, à Ideologia... e de que maneira. O combate ideológico consiste nisto mesmo, não necessariamente em converter o outro, mas sim em cativar as novas gerações que farão o futuro.

E mais outro - a respeito das evidências sobre a possibilidade da vida após a morte:
«(...) em vez de ignorarmos ou pormos de lado qualquer evidência negativa que possa existir, uma pessoa pode "colocá-la entre parêntesis" por ora, continuando a tomá-la por aquilo que é, mas persistindo na sua fé de que existe alguma explicação que acabará por aparecer. Será que isto é a-científico? De modo nenhum: é precisamente isto que faz um cientista quando está a testar uma hipótese científica. De facto, quase todos os cientistas são "parciais" em algum grau a favor de uma ou mais teorias ou escolas de pensamento face à área que estudam. Mas este tipo de "parcialidade" é na verdade uma coisa boa para a investigação científica e académica. Pois se os investigadores fossem largar as suas teorias favoritas ao primeiro sinal de evidência incompatível, iriam consequentemente perder o incentivo de continuar a procurar mais evidência que as confirmassem, e assim muitas teorias boas seriam abandonadas e perdidas por "falta de fé". Daí que se conclua que os cientistas precisam e demonstram uma espécie de de "fé", mas não só, que também é perfeitamente razoável que o façam. (...)»
Gary Doore, cientista ligado à Filosofia comparada e à Religião, fez o doutoramento na Universidade de Oxford.

E nunca é demais citar as palavras de Ernst Jünger sobre o que está realmente por trás de certas tomadas de posição a respeito da ontologia:
«Existiram desde sempre duas concepções sobre a origem do homem: uma procura-a em cima, a outra encontra-a em baixo. Ambas são verdadeiras; cada um, porém, define-se ao identificar-se com uma ou com outra.»
Lá dizia certo japonês, segundo contou um professor universitário da Lusíada numa das suas divagações - «os Japoneses são muito superiores aos Ocidentais: estes descendem do macaco, nós descendemos da Deusa do Sol Amaterasu»...
Mais poeticamente, para quem o preferir - um homem olha para a sarjeta, outro para o céu; pode o primeiro jurar que tem uma perspectiva mais realista do que o segundo, só porque a sarjeta pode facilmente ser tocada, ao contrário do céu?

54 Comments:

Anonymous Anónimo said...

""Uma nova verdade científica não triunfa convencendo os seus opositores e fazendo-os ver a verdade, triunfa porque os seus opositores acabam por morrer e cresce uma nova geração que está familiarizada com ela."»
David Feinstein, psicólogo.


Esta última tanto se aplica à Ciência como, note-se, à Ideologia... e de que maneira. O combate ideológico consiste nisto mesmo, não necessariamente em converter o outro, mas sim em cativar as novas gerações que farão o futuro."



Precisamente.

15 de maio de 2008 às 04:17:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Não me admirava essa dos Japoneses.Não eram eles que diziam que a família imperial descendia da Deusa?E que só depois da derrota,na Guerra de 39/45,o imperador Hirohito foi obrigado a reconhecer que não era assim?
Os Japoneses sempre foram dos povos mais belicistas do mundo:quando não combatiam entre si,invadiam os vizinhos.Que o digam os Chineses e os Coreanos.Ã Coreia,então,tinha o azar de se situar entre a China dos Ming e o Japão dos Xóguns,agressivo por tradição.Assim,quando o Japão calhava sentir-se particularmente forte,ou ameaçado,ou ambas as coisas,a Coreia sofria-lhe as racções.Foi assim,desde duas expedições para tomar a península,felizmente falhadas,até à ocupação depois da vitória Japonesa nas Guerras Sino-Japonesas,passando pelos inúmeros raides da pirataria nipónica.Outro tanto se passou em relação à China,na 2ª Guerra Mundial.Em suma,uma gente que não interessa a ninguém,com a agravante de serem um povo de origem mestiça,uma fusão deprimente de Ainus,Coreanos e Indonésios,que nunca tiveram sentido de unidade nacional,porque os clãs descendentes destas etnias digladiavam-se constantemente,e só recentemente o Japão foi unificado pelos Xóguns,apoiados na máquina de guerra dos samurais.

15 de maio de 2008 às 10:05:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Horroroso.Absolutamente chocante...

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=226841&pagina=1&tamanho_pagina=4

15 de maio de 2008 às 10:26:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Os Europeus,quando chegaram ao Japão,por causa da pilosidade corporal,foram chamados de "Ketojin",ou "Bárbaros Peludos",para distingui-los dos Chineses,"Tojin",ou seja,"Selvagens",e dos Ainus,"Emishi",com o mesmo significado dos Ocidentais.

15 de maio de 2008 às 11:48:00 WEST  
Blogger Inês said...

Muito bom artigo Caturo :) A ciência é mesmo paradigmática. E cada verdade institui-se como paradigma de uma época histórica em tudo dependente dos múltiplos factores que a caracterizam. Pode dizer-se que, a ciência como o resto dos fenómenos que caracterizam uma sociedade, é um fenómeno social total ou facto social total, conceito este, primeiramente enunciado por Marcel Mauss. Este conceito deriva da ideia de que numa sociedade os fenómenos que a constituem não existem isoladamente uns dos outros mas interagem entre si inserindo cada um deles as dimensões estruturais do resto dos fenómenos societários, como seja a economia, a ideologia, a politica, etc. Deste modo a ciência, inscreve-se apenas em mais uma dessas dimensões em tudo influenciadas pela nossa maneira de pensar e de agir, características da nossa época e portanto, válidas enquanto isso mesmo - paradigmas à espera de serem reformulados ou até derrubados.

15 de maio de 2008 às 12:20:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Em suma,uma gente que não interessa a ninguém,com a agravante de serem um povo de origem mestiça,

Não deixam de ser fundamentalmente mongolóides; são também um dos povos do mundo com mais orgulho racial, assumido sem complexos, visto que no Japão o Cristianismo nunca foi forte. Ao mesmo tempo, o Japão é, de certo modo, uma potência pagã, pois que preserva o seu paganismo, isto é, a sua religião nacional de culto aos Deuses e aos antepassados, fé à qual se dá o nome de Xintoísmo. E uma das interpretações do Xintoísmo tem um aspecto francamente nacionalista e socialista, por assim dizer...

15 de maio de 2008 às 12:31:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

E também são Budistas.Caturo,eles não têm duas religiões em simultâneo?

15 de maio de 2008 às 12:33:00 WEST  
Blogger Caturo said...

E cada verdade institui-se como paradigma de uma época histórica em tudo dependente dos múltiplos factores que a caracterizam.

Sim. Por isso, cada regime/sistema tem a sua própria Ciência, que legitima de algum modo a doutrina oficial. E a oposição mortal entre sistemas contrários e incompatíveis passa sempre pelo confronto das ciências de ambos os lados, uma com a outra...

15 de maio de 2008 às 12:34:00 WEST  
Blogger Caturo said...

E também são Budistas.Caturo,eles não têm duas religiões em simultâneo?

Sim, muitos têm.

15 de maio de 2008 às 12:35:00 WEST  
Blogger Inês said...

Precisamente Caturo. Muitas vezes certos cientistas apenas procuram legitimar (e de que modo) o sistema político, económico e social em que vivemos. Até porque os cientistas são pessoas e a sua subjectividade não deixa de estar presente nos estudos que realizam, por mais que tentem contorná-la ou até "disfarçá-la". Este problema adensa-se mais quando os seus trabalhos são encomendados por alguém, ou quando eles próprios são funcionários de determinadas entidades não isentas de interesses. Também certas ciências à procura de legitimação social (inserção no mercado de trabalho, por exemplo) têm tendência para defenderem posições que em tudo se assemelham a visões laterais e nada isentas.

15 de maio de 2008 às 13:00:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Sim, acontece. Mas o mais interessante é que, em muitos casos, o encaminhamento para certas perspectivas acontece naturalmente, porque há como que um clima propício, uma pré-disposição geral no seio da elite para escolher esta ou aquela explicação das coisas e da vida.

15 de maio de 2008 às 13:03:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Caturo, que pensas disto?

http://reverentia-lusa.blogspot.com/2008/05/ainda-ordem-da-torre-e-espada.html

Não sabia que o HNO era minho-timorense...

15 de maio de 2008 às 13:09:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Não sabias? Eu sim, há muito tempo. É moderado, não apoia a ideia da Lisboa multirracial, mas tem formação minho-timorense, como de resto quase toda essa geração da Direita portuguesa. Quem é dessa geração e todavia não pertence a esse quadrante minho-timorense, é porque provavelmente não marchava nas fileiras da Direita quando era mais novo, como por exemplo o Miguel Jardim e, provavelmente, o Oestreminis.

15 de maio de 2008 às 13:42:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Marcelino da Mata - Torre Espada

Qual ostrassines e migueis qual caralho

Vivam os herois da Pátria
Viva Minho e Macau,
Goa, Moçambique
Angola e Timor
Viva o Manel Guerreiro o conquistador.

15 de maio de 2008 às 16:05:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O Portugal africano acabou.O marcelino devia ficar num país africano.

15 de maio de 2008 às 21:01:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O Portugal europeu não devia ficar sobrecarregado com o passivo do Portugal africano.

15 de maio de 2008 às 21:03:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Só os cobardes, traidores e restante canalha abandonam os que por Portugal lutaram.
"brancos" assim não são arianos (aryas-nobres) são vermelhos filhos da p......
Traidores para África já.
Honra e Fidelidade.

15 de maio de 2008 às 22:34:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Anónimo disse...
O Portugal africano acabou.O marcelino devia ficar num país africano.
O Portugal europeu não devia ficar sobrecarregado com o passivo do Portugal africano.
-------------------------------
O Portugal africano é capaz de estar verdadeiramente a começar agora. Ou melhor....o Portugal Angolano.
Os Angolanos estão a investir fortemente em Portugal e talvez venham, num futuro não muito distante, a disputar aos espanhois
o titulo do país dono de uma maior parcela de Portugal. E os negocios com Angola são tambem cada vez mais
vitais para um numero crescente de empresas portuguesas.
Angola é um destino cada vez mais popular entre a imensa e crescente multidão de portugueses que querem imigrar e o numero de portugueses imigrados em Angola, que já é muito elevado, deverá aumentar significativamente nos proximos tempos o que vai dificultar muito, por exemplo, a tomada de medidas restritivas para com a imigração angolana para Portugal, por receio dos governos portugueses de que Angola retalie dificultando a imigração portuguesa para o país, ou dificultando os negocios das empresas portuguesas em Angola....isto se entretanto Angola, com o dinheiro do petroleo, não se tornar dona de metade de Portugal.

15 de maio de 2008 às 22:47:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Silvia Santos, porque é que precisam migrar o cidadãos cujo país tem a economia em franco desenvolvimento?

15 de maio de 2008 às 22:52:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

nao te preocupes, os angolanos sao burros que nem uma porta. So compram porque tem petroleo.
Quando se acabar o petroleo é vê-los a vender as acçoes todas para se manterem vivos.
Burros so se safam mesmo com petroleo. Nao sao como os espanhois que sao bons gestores e economistas, melhores que a maioria dos tugas.

15 de maio de 2008 às 22:53:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Por isso começemos a investir pesado em carros sem derivados de petroleo e energias renovaveis que assim acaba-se a mama para pretos e arabes.
Os Arabes sem dinheiro ja nao andavam a financiar a propagaçao do islao, os pretos esses coitados, ou ficavam na mesma ou ainda teriam uma crise maior, la teriam os burros dos europeus de dar mais ajuda.

15 de maio de 2008 às 22:55:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Só os cobardes, traidores e restante canalha abandonam os que por Portugal lutaram.
"brancos" assim não são arianos (aryas-nobres) são vermelhos filhos da p......


Vermelhos filhos da p. o catano. O Império nem sequer devia ter existido; e era só o que faltava que agora tivéssemos de continuar a arcar com as consequências da sua passada existência.

Além disso, não se trata de «abandonar». Trata-se tão somente de saber distinguir entre Portugueses e não Portugueses. E aquilo pelo qual alguns lutaram, não tem nada a ver com o nosso País: um Portugal em África não tem qualquer sentido. Reconheça-se a bravura de quem serviu Portugal, mas isso não garante mais nada além do justo reconhecimento e da compensação monetária que tiver de existir.

A pertença à Nação não se compra com o sangue derramado. Não se compra com «patriotismo». Pura e simplesmente não se compra - herda-se. E só tem direito à herança quem for do seu sangue.

16 de maio de 2008 às 02:02:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

"Vermelhos filhos da p. o catano. O Império nem sequer devia ter existido; e era só o que faltava que agora tivéssemos de continuar a arcar com as consequências da sua passada existência."

Quais consequências qual caralho, as consequências são as que a Silvia Santos assinalou e que o outro anónimo disse - O Portugal angola está a começar agora.
E só um pensamento semita-judeu-americano é que acha que as compensações para os ex-combatentes devam ser simplesmente monetárias.
Na verdade brancos que pensam assim era bem melhor escolherem como pátria, já nem digo Israel onde se vive e morre lutando,mas Nova iork ficava-lhes bem.

E já agora se o Imperio não devia ter existido porque caralho é que devia ter existido o D. Afonso Henriques, o D. Sebastião, e por aí fora. E por que carga d'agua existes tu?
Qual o problema de dar a nacionalidade portuguesa a homens que valentemente lutaram lado a lado, ombro a ombro com os brancos portugueses?
Será que isso ia fazer de ti mais escuro? Será que não entendes que pequenas comunidades de outras etnias e raças sempre coabitaram ao longo da História?
E se todos sabemos que foi assim porque não termos no nosso país pessosas que, não importa o contexto, por ele lutaram.
O problema de Portugal não foram os retornados nem os refugiados de 75,76, o problema está agora.
Agora caralho,estarmos a ser vendidos pelos VERMELHOS e direitinhas aos grandes humanistas angolanos como o eduardo dos santos e Cª.
O Problema não está numas dezenas ou centenas de pretos como o Sr. Marcelino da Mata que lhe corre mais nobreza e coragem nas veias do que a muito filha da p...que se vê ao espelho como branco.
De qualquer das formas vai valendo a pena passar por aqui.

16 de maio de 2008 às 12:29:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Quais consequências qual caralho, as consequências são as que a Silvia Santos assinalou e que o outro anónimo disse - O Portugal angola está a começar agora.

Essas são outras consequências, e mais me ajudas. Se não tivesse havido império, agora não havia por cá nenhum lóbi angolano ou de qualquer outra proveniência africana.


E só um pensamento semita-judeu-americano é que acha que as compensações para os ex-combatentes devam ser simplesmente monetárias.

Pensamento semita-judeu-americano os colhões. Desde há milénios que há mercenários e são pagos por isso, não foram os Judeus que inventaram essa espécie de instituição bélica. Mas se não quiserem aceitar as compensações, tanto melhor, mais fica...


Na verdade brancos que pensam assim era bem melhor escolherem como pátria, já nem digo Israel onde se vive e morre lutando,mas Nova iork ficava-lhes bem.

É ao contrário. Os EUA é que aceitam, ou aceitavam até há pouco tempo, todo e qualquer gato pingado que se «integrasse bem» e estivesse disposto a lutar pelo país, como bom americano. Aliás, os EUA fizeram-se assim, especialmente Nova Iorque, cidade cosmopolita por excelência. Aí é que há gente de todos os cantos da Terra, e todos eles se dizem orgulhosamente «americanos». É uma merda dessas que tu e quejandos querem fazer com Portugal.

Portanto, brancos que pensam como tu, quanto mais longe da Europa melhor. Isto aqui não é o cabaret da coxa, não é português/europeu quem lhe apetece e sabe dar um tiro.


E já agora se o Imperio não devia ter existido porque caralho é que devia ter existido o D. Afonso Henriques,

Porque o D. Afonso Henriques deu a independência à Nação. Ora o facto de falares assim só mostra que és daqueles minho-timorenses para os quais a única razão de existir de Portugal foi o império e a evangelização. Podes bem cagar nessa tua opinião.
Mas não. Portugal não foi criado a pensar na evangelização do negralhame. E se não tivesse tido império, continuava a ser uma nação à mesma, como o são a Irlanda, a Grécia, a Noruega, que não tiveram império nenhum e estão bem melhor do que nós agora.


o D. Sebastião,

O D. Sebastião foi um beato que contribuiu para a perda da independência, embora não tivesse sido ele o culpado, e sim o cardeal D. Henrique, que, filhadaputescamente, «esqueceu-se» de nomear um sucessor, como D. Sebastião lhe tinha dito que fizesse. Isto não tira ao rei o seu heroísmo, e a sua consciência de que era necessário combater o Islão, mas a aventura mal pensada e mal gizada no norte de África trouxe-nos a perda da soberania e a morte de milhares de soldados portugueses.



e por aí fora. E por que carga d'agua existes tu?

Eu não preciso de um motivo para existir, ao contrário de ti, que pelos vistos só existes para restaurar o império, vai daí, se começares a ver que vais falhar, suicidas-te. Ora eu, em contrapartida, sou como Portugal: não preciso dum motivo para existir, eu simplesmente existo. Nem eu nem Portugal somos uma ferramenta, como a beatagem minho-timorense queria que Portugal fosse, ao serviço da «Santa» Sé.

Não, Portugal não foi criado para alcançar um determinado objectivo. Portugal é, simplesmente, Portugal é uma Nação, e procurar um motivo para a existência de Portugal, é como procurar o motivo da existência do Universo, da Terra, das árvores, etc..


Qual o problema de dar a nacionalidade portuguesa a homens que valentemente lutaram lado a lado, ombro a ombro com os brancos portugueses?

O problema é que a Nacionalidade não se dá em troca de «serviços». A Nacionalidade só é reconhecida a quem a herda pelo sangue. A Nacionalidade não é uma recompensa, ou um estatuto, é uma natureza.


Será que isso ia fazer de ti mais escuro?

Faz do País algo mais escuro, sem dúvida. E não há absolutamente nada que justifique tal descaracterização. Se não estás contente em ser dum país europeu de dimensão média e limitado ao solo europeu, vai para o Brasil ou para os EUA.



Será que não entendes que pequenas comunidades de outras etnias e raças sempre coabitaram ao longo da História?

Tu é que não entendes que essas coabitações ao longo da História, ou tiveram como pressuposto que essa gente não era cidadã de pleno direito, mas sim uma população à margem, tolerada mas não tratada como igual, ou então o desastre e a descaracterização instalavam-se.



E se todos sabemos que foi assim porque não termos no nosso país pessosas que, não importa o contexto, por ele lutaram

Porque isso leva a uma descaracterização da Nação, ou seja, é prenúncio da sua morte por diluição. É por isso é que não devemos ter no nosso País pessoas que «não importa o contexto, por ele lutaram».



O problema de Portugal não foram os retornados nem os refugiados de 75,76, o problema está agora

O problema de gajos como tu é que não percebem, ou então percebem mas fingem que não, que o busílis está no precedente. O ingresso em Portugal de refugiados africanos deu origem a uma população de segunda geração desenraizada e ressentida contra Portugal.


Agora caralho,estarmos a ser vendidos pelos VERMELHOS e direitinhas aos grandes humanistas angolanos

Se não tivessemos qualquer laço com angolanos, já essa merda não acontecia.

16 de maio de 2008 às 13:09:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

deixa-me rir hahahahaha
o professor ao lado do marcelino

quer dizer num dia escreve artigos de exaltação ariana, elogia o III Reich, e que o hitler era um tipo cheio de virtudes, e depois pimba!!!!
marcelino da mata é que é bom.

como sei que ele costuma cuscar aqui, gostaria de saber como é que o Professor consegue conciliar a superioridade ariana com o multiracialismo

oh caturo!
então agora o inverso do multiculturismo é a doutrina comunista do maj e oestreminis?

16 de maio de 2008 às 14:47:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Não foi isso que eu disse...

O que eu disse foi que quem em Portugal era da Direita tradicional, conservadora, tem ainda hoje um ideal minho-timorense, voltado para as colónias ou pelo menos para a «Lusofonia», e vê a Europa com desconfiança ou mesmo com repugnância. É uma questão de condicionalismo doutrinal, de formação ideológica.

Do outro lado do espectro político, não havia este condicionalismo ideológico, pelo contrário, havia isso sim um marcado anti-salazarismo, como é óbvio. O que então acontece é que aqueles que partiram desse lado e vieram para este, não tinham às costas a carga ideológica salazarista, minho-timorense, e, por isso, aderiram com limpeza ao ideal racial.

16 de maio de 2008 às 15:40:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Além disso, nunca vi o MAJ a defender o Comunismo... e o pensamento do Oestreminis é perfeitamente identitário.

16 de maio de 2008 às 15:41:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

o MAJ já foi candidato a deputado pelas listas do PCP

vê lá se queres que coloque aqui o nome completo do sujeito,circulo eleitoral, e respectivo lugar , via CNE :)

qt ao ostremenis, ele já se assumiu, no presente como marxista , e tendo sido no passado recente activista pró- maoista

16 de maio de 2008 às 16:14:00 WEST  
Blogger Caturo said...

O MAJ foi (Particípio Passado) do PCP, já não é.

E o facto de o Oestreminis ter uma formação comunista não o impede de ser racialista e pagão, como ele bem evidencia, sem contradições, o que demonstra bem que a questão da organização sócio-económica é perfeitamente acessória.

16 de maio de 2008 às 16:19:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

"O problema de Portugal não foram os retornados nem os refugiados de 75,76, o problema está agora"
Mas que merda
O caturo tem razão a culpa é dos retornados esses cabrões apatridas e amigos dos pretos.

16 de maio de 2008 às 16:34:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Caturo disse...
... a questão da organização sócio-económica é perfeitamente acessória.
---------------------------------
Essa questão pode ser acessoria numa organização que não visa exercer a governação de um país, sendo a sua intervenção na sociedade limitada a temas muito especificos e perfeitamente delimitados. Já no caso de um partido politico, que aspira à governação, a questão da organização sócio-económica a defender é fundamental. E isso significa que tem de haver num partido nacionalista uma ideia comum entre os seus membros relativamente ao modelo de organização socio economica
a defender....caso contrario o partido nacionalista passa a só conseguir ter posições publicas relativamente a temas de natureza racial....por relativamente a tudo o resto não haver um minimo de consenso entre os seus membros e ser cada cabeça sua sentença.

16 de maio de 2008 às 16:35:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Sim, mas isso «logo se vê», ehheh... primeiro, o essencial, que é para isso e por isso que lutamos. A questão económica pode resolver-se depois, chegando a um consenso... enfim, a social-democracia serve para alguma coisa... é da disputa de ideias que se chega a conclusões e a equilíbrios.

16 de maio de 2008 às 16:47:00 WEST  
Blogger Caturo said...

caturo tem razão a culpa é dos retornados

Não dos retornados, mas dos que põem os retornados todos ao mesmo nível, como se brancos e negros fossem todos portugueses.

16 de maio de 2008 às 16:48:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Caturo disse...
Sim, mas isso «logo se vê», ehheh... primeiro, o essencial, que é para isso e por isso que lutamos. A questão económica pode resolver-se depois, chegando a um consenso

Caturo....se um partido nacionalista não apresentar soluções concretas e viaveis para as dificuldades economicas e financeiras crescentes que afectam Portugal, nunca será levado minimamente a serio pela população.
Será sempre visto como um conjunto de burrinhos que falam a toda a hora contra a imigração porque não sabem falar sobre mais nenhum assunto. Um partido, para ter sucesso, tem que conseguir falar sobre todos os temas importantes que afectam a sociedade. Pensar que um partido politico pode ir a algum lado sem ter posições claras no que diz respeito
ás questões da politica economica e financeira, que estão na primeira linha das preocupações dos portugueses, é revelador de uma grande ingenuidade.

16 de maio de 2008 às 17:01:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Sim, mas isso pode ser discutido no interior do partido, e há casos em que partido pode abster-se de comentar, ou, melhor ainda, dar espaço às duas opiniões. Em Democracia, estes casos poderiam ser decididos por referendo, que é realmente a Democracia em estado puro.

16 de maio de 2008 às 17:21:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O MAJ já foi de tudo e de mais alguma coisa.
A coerência não é o seu forte por isso não te admires que amanhã seja do pous.

16 de maio de 2008 às 17:26:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Uma coisa é mudar de ideias, outra é ser incoerente. Ser incoerente não é mudar de ideias, é ter ideias opostas ao mesmo tempo. E o MAJ não costuma ter disso.

16 de maio de 2008 às 18:14:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

nesse caso porque acusam o puto de vira-casacas?!
;)

16 de maio de 2008 às 19:45:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Acusam-no de ser vira-casacas, mas não de ser incoerente...

16 de maio de 2008 às 19:50:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

ontem era "feio porco e mau"
hoje é social-democrata
porra!
toda a mudança RADICAL é um processo longo, complexo não é o mesmo que ser do CDS e passar a "gostar" mais do PSD, no dia para a noite.

-é incorência, (porque ele já há muito que milita no psd)
e infantilidade......
e como este há mais (infelizmente)

16 de maio de 2008 às 20:12:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Desde há muito, quanto?...

16 de maio de 2008 às 20:23:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

só os militantes com as quotas em dia e inscritos há mais de 6 meses podem ser signatários de listas a concorrer para uma direcção (local, distrital ou nacional)

Lê os estatutos do partido

16 de maio de 2008 às 20:31:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Foda-se pá, entre esses extremos do "somos todos Portugueses" e o de "race above else", existe um meio termo.
Pareciam dois deficientes mentais, um a atacar um Império e o outro, mais grave ainda, a atacar o próprio Portugal. Um afirmando que o esforço Nacional durante mais de 550 anos "não deveria ter existido" e outro a afirmar que a própria Nação Portuguesa "não pode existir sem a continuação desse esforço".

FODA-SE! Comportem se caralho!

Desculpem me a linguagem, mas vocês abusam. É simples:

Portugal FOI um Império. MAS, Portugal É HOJE uma Nação. Quanto ao nosso amigo "Minho-Timorense", se quiseres Império, arma-te e vai tomar Olivença e a Galiza; Quanto ao Caturo, não podemos deixar de nos afirmar como lideres face aos PALOP, Brasil e outros, nem que seja meramente a nível cultural.
Eu não quero falar muito mais mas é evidente que se deve apoiar aqueles "Portugueses do tempo do Império" que não são "Portugueses do tempo da Nação". Agora, isso não significa darem-lhe Portuguesas á desbarata...
É claro que deve ser erigida uma "barreira" e ao mesmo tempo "uma ponte" e lentamente, esses indivíduos juntar-se iam ao restante Portugal. Sou poucos e velhos. A esses, eu não me importo de lhes dar certas regalias, o pior é que uns 95% dos Africanos que cá estão, não descendem (só) desses "Portugueses do tempo do Império", muitos deles descendem de quem lutou contra o império. A esses não se lhes deve dar nada. Simplesmente, não são Portugueses.

Portugal só perde respeito como Nação quando mal trata aqueles que foram Portugueses outrora. O que seria do Benfica sem o Eusébio?

E Caturo, atenta na raiz latina e Indo Europeia da palavra "Retornados". Estes eram "branquinhos", Portugueses Europeus. Sinceramente... Há de distinguir estes dos imigrantes.

16 de maio de 2008 às 20:38:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Quanto ao Caturo, não podemos deixar de nos afirmar como lideres face aos PALOP, Brasil e outros, nem que seja meramente a nível cultural.

Não me lixes. Mas qual líder cultural, Portugal não tem condições de se assumir como líder dos PALOPS em aspecto algum. Pelo contrário, quanto mais mergulhar numa comunidade dessas, mais sujeito ficará ao Brasil. O que agora se está a passar no caso do acordo ortográfico é disso um bom exemplo.

O nosso caminho é na Europa.



Eu não quero falar muito mais mas é evidente que se deve apoiar aqueles "Portugueses do tempo do Império" que não são "Portugueses do tempo da Nação". Agora, isso não significa darem-lhe Portuguesas á desbarata...
É claro que deve ser erigida uma "barreira" e ao mesmo tempo "uma ponte" e lentamente, esses indivíduos juntar-se iam ao restante Portugal.


Mas não têm que se juntar a Portugal porque pura e simplesmente não são portugueses. Que voltem para os seus países de origem e aí, se quiserem, que aportuguesem a sociedade como puderem. Dum modo ou doutro, é lá o seu lugar.



Sou poucos e velhos.

Mas tiveram filhos.


A esses, eu não me importo de lhes dar certas regalias,

Desde que entre essas regalias não se inclua a Nacionalidade...



Portugal só perde respeito como Nação quando mal trata aqueles que foram Portugueses outrora. O que seria do Benfica sem o Eusébio?

Um clube sem uma estátua dum negro mesmo em frente do estádio. :)



E Caturo, atenta na raiz latina e Indo Europeia da palavra "Retornados". Estes eram "branquinhos", Portugueses Europeus. Sinceramente... Há de distinguir estes dos imigrantes.

Isso foi precisamente o que eu disse...

16 de maio de 2008 às 20:56:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

O marcelino se tiver que ser sacrificado no altar do interesse nacional secular assim será!

16 de maio de 2008 às 22:04:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Assim como todos os marcelinos deste País.

16 de maio de 2008 às 22:05:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Quem se deicha guiar pelas emoçoes, de política não percebe nada.

16 de maio de 2008 às 22:08:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

è preciso agir mas em tempo certo.

16 de maio de 2008 às 22:09:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Urge a preparaçao ideológica e doutrinária em primeiro.

16 de maio de 2008 às 22:10:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Os países não tem amigos (mesmo os marcelinos),tem interesses!

16 de maio de 2008 às 22:11:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Nesta luta não há lugar para os poetas.

16 de maio de 2008 às 22:13:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Só os nossos Ahahahahah.

16 de maio de 2008 às 22:15:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

Interesses seculares claro está!

16 de maio de 2008 às 22:18:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

"o pior é que uns 95% dos Africanos que cá estão, não descendem (só) desses "Portugueses do tempo do Império", muitos deles descendem de quem lutou contra o império. A esses não se lhes deve dar nada. Simplesmente, não são Portugueses."

Ora aí está 5% é um numero suportável os restantes 95% não tem nada que ver com o Império mas com os filhas-da-puta-traidores do passado e actuias que continuam a abrir as portas e o bujão.

16 de maio de 2008 às 23:47:00 WEST  

Enviar um comentário

<< Home