quarta-feira, janeiro 26, 2005

A SIDA POLÍTICO-CULTURAL FOI BEM INOCULADA NOS SECTORES CHAVE DO OCIDENTE


Uma juíza italiana deu por inválida uma acusação de terrorismo dirigida contra cinco norte-africanos: os sujeitos eram acusados de enviar bombistas suicidas para o Iraque e de planearem lançar uma onda de terror na Europa. Ora a juíza achou que enviar suicidas bombistas para o Iraque não era terrorismo - e sim guerrilha... - além de não ter acreditado que os magrebinos em questão quisessem agir no sentido de criar terror na Europa.

Ao que se pode atribuir tão «politicamente correcta decisão? A uma extrema ingenuidade ou a uma intenção política de chatear o governo de Berlusconi?
Qualquer que tenha sido a causa de tal veredicto, o resultado é adverso ao Ocidente, não só por deixar à solta gente que é, no mínimo, perigosa, mas também pelo exemplo que dá.


O mesmo sucede com
esta decisão de um outro juíz, desta feita, um norte-americano
.

E nem são casos que me surpreendam. Há muito que sei do domínio cultural da mentalidade esquerdista, por vezes radicalmente esquerdista, no seio dos juristas. Lembro-me, por exemplo, de ter ouvido uma estudante de Direito afirmar, com justiceira convicção, que os negros tinham o direito de se revoltar contra os brancos devido ao que aconteceu em África. E era boa aluna no seu curso. Acho preocupante que pessoas que terão nas mãos a possibilidade de desgraçar as vidas de outras sejam capazes de dizer coisas destas. É que trata-se de uma jurista que afirma o princípio segundo o qual os filhos devem pagar pelos supostos crimes dos pais. Pode pensar-se que estou a fazer uma tempestade num copo de água, afinal é só um mísero caso; mas eu sei que não estou a exagerar. Conheço um professor universitário de Direito que declarava - se não estou enganado, fê-lo após o atentado de 11 de Setembro - que, entre o bloco americano e o mundo árabe, preferia, resolutamente, o segundo.

No mundo dos mé(r)dia, o domínio da mentalidade esquerdista - que, por aparente (mas só aparente) paradoxo, simpatiza imensamente com o Islão - é excepcionalmente poderoso, como se sabe. E um exemplo violentamente preocupante e grotesco disso mesmo foi dado há poucos dias em Inglaterra...
Os que me lêem devem lembrar-se do número de vezes que ouviram da boca de gente esquerdista, em especial da boca de esquerdistas liberais, palavras de mofa contra o conservadorismo sexual. Alguns destes liberais esquerdistas, esclarecidíssimos leitores e conhecedores da obra toda de Freud e do Kama-Sutra, fazem gala de mostrar a sua intelectualíssima troça contra os desgraçadinhos púdicos que se escandalizam com toda a «pouca-vergonha» que vêm na televisão. Criou-se até uma moda, nos meandros esquerdalhados, de falar ostensivamente de sexo como forma de ao mesmo tempo demonstrar mente aberta e vontade de vitimizar as sensibilidades conservadoras.

E, depois de tudo isso, já há isto: para não ofenderem as sensibilidades islâmicas, uns «bifes» mui respeitadores (que o respeitinho, afinal, sempre é muito bonito...) resolveram suspender um anúncio televisivo que mostrava mulheres com bikinis. Passou-se isto numa das nações europeias com mais longa e completa tradição de liberdade.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Os amigos dos iminvasores é que criam estas situações susceptíveis de causar conflito, e depois acusam-nos a nós de o promover!... E os estúpidos acreditam!...


Imperador

27 de janeiro de 2005 às 17:07:00 WET  

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