sábado, outubro 17, 2026

INFILTRAÇÕES SIM!, MAS SÓ DE FUNGOS BONS...

Os que agora guincham contra a «infiltração da Extrema-Direita!» nas «manifes» não parecem nada incomodados com a presença de bandeiras da Palestina em protestos sobre a habitação em Portugal, país do extremo ocidente europeu que, bem vistas as coisas, fica a uns quantos milhares de quilómetros do Próximo Oriente. Esse tipo de infiltração de grupos que não têm corno a ver com a «manife», pois essa infiltração já não afecta os queixosos, talvez porque estejam genuinamente convencidos de que o seu gangue ideológico tem direito a ser dono das ruas e das «manifes» que se dizem «apartidárias".
Qual é então o problema de haver ali Extrema-Direita, se é que isso aconteceu - e a polícia não o confirmou - qual é pois o problema? É se calhar «a violência e o ódio!» e cenas assim, méne. Ora então, durante um protesto de ontem no Porto, um manifeiro qualquer apoderou-se do megafone para incitar a que se fosse a casa do primeiro-ministro exercer violência... e, umas horas depois, quando um jornalista perguntou a um dos responsáveis da «manife» se aprovava essa declaração, a resposta pronta do sujeito foi que «não condenava nem deixava de condenar», aquilo tinha sido dito no calor do momento e tal...
Há décadas que conheço o Movimento de Extrema-Direita em Portugal e não me estou a lembrar de nenhum «skin» mau como as cobras a ter a distinta lata de dizer isto assim, com este deveras fluído à vontade, talvez porque ninguém na Extrema-Direita tenha as costas quentes com o sistema como tem a antifaria.
Por estas e por outras, muitas, é que acho que, quanto às cargas policiais, têm provavelmente sido relativamente medíocres, parecendo-me destarte aconselhável que se crie uma comissão de inquérito para averiguar «quantas» é que caíram no chão, que foram as bordoadas que efectivamente se perderam.
Confirma-se, portanto, o usual padrão do esquerdalhame organizado, o de meter nojo aos cães em praticamente tudo o que fazem.