quarta-feira, novembro 04, 2026

ITÁLIA - PRIMEIRA-MINISTRA REAFIRMA DETERMINAÇÃO EM APOIAR A DEFESA MILITAR DA UCRÂNIA


A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, fez uma declaração firme no meio de crescentes debates sobre a assistência militar a Kiev, o aumento do custo de vida e o aumento das despesas com a defesa. 
Numa entrevista para o novo livro do jornalista Bruno Vespa, História da Segunda República, com lançamento previsto para 2 de Novembro, a primeira-ministra italiana reconheceu que apoiar a Ucrânia poderia custar-lhe alguns eleitores: “Percebo perfeitamente que o nosso apoio à Ucrânia possa ter um custo político. Que mesmo entre os nossos próprios eleitores, há pessoas que discordam disto. Mas não tenho qualquer intenção de mudar a minha posição”.
Meloni enfatizou que as suas decisões são orientadas principalmente pelos interesses nacionais de Itália: “Apoio a Ucrânia não simplesmente pelo bem dos ucranianos. Faço-o pela Itália.” Segundo Meloni, uma ordem internacional em que a força militar, por si só, determina o que é certo, representa uma séria ameaça para o seu país.
Ela pediu às pessoas que considerassem as consequências de uma possível derrota ucraniana: “Se tivéssemos permitido que a Ucrânia fosse facilmente conquistada, poderíamos realmente ter a certeza de que Moscovo se ficaria por aí em vez de avançar ainda mais?” Meloni abordou ainda a possibilidade de a Rússia atacar um Estado-membro da NATO. Neste cenário, explicou ela, os aliados da NATO enfrentariam uma escolha entre responder militarmente e, na prática, abandonar os seus compromissos de defesa colectiva, o que poderia ameaçar a própria existência da Aliança.
“Apoio a Ucrânia porque todos os outros cenários são potencialmente ainda mais assustadores”, afirmou a primeira-ministra.
Elogiou também a resistência da sociedade ucraniana, descrevendo-a como uma expressão de patriotismo: “Há um povo, uma história, uma identidade que se recusam a ser destruídos. Eu chamar-lhe-ia patriotismo. E como mulher de Direita, não posso deixar de o admirar.”
As suas declarações ocorrem no meio de divergências dentro da coligação governista italiana. Matteo Salvini, líder do partido Liga, já tinha apelado ao fim de qualquer assistência militar e financeira à Ucrânia, enquanto Meloni continua a insistir em apoiar Kyiv.
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Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=974541802394575&set=a.474250932423667

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A primeira-ministra italiana continua pois a salvar a honra, a dignidade, a face do Nacionalismo político europeu, sem margem para qualquer dúvida. Quanto mais Meloni diz o óbvio, maior é o contraste que faz com a putinagem «de Direita», pelo que mais nojo metem os poucos mas visíveis habitantes da Europa Ocidental que, dizendo-se «nacionalistas», são hoje putinetes de diversas ordens.
Sublinhe-se entretanto a lucidez com que diz que uma situação mundial em que reine a lei do mais forte não é favorável ao seu país - nem ao seu país nem ao nosso, tenha-se isto em mente, nem a nenhum outro país da Europa Ocidental, que, por si só, não pode fazer frente aos grandes potentados militares que agora se agigantam. Acrescente-se que o grau de bem-estar burguês e relativamente plácido alcançado na UE não predispõe os seus habitantes a pôr-se de armas na mão diante da morte em massa dos seus jovens. Na eventualidade em que a Rússia invada por exemplo a Estónia e haja tropas da OTAN a serem enviadas para o Báltico, dificilmente a população ocidental aguenta sequer três meses de conflito a partir do momento em que sacos pretos com corpos de jovens ocidentais comecem a chegar a casa, rapidamente se enchem as capitais europeias com manifestações a exigir a paz e a bater na polícia, e depois é claro que os bardamerdas putineiros vão aproveitar para guinchar insultos à OTAN «em nome da paz!!!!!!!!!!» e de que se faça a vontade a Putin, que até nem queria fazer mal a ninguém, os «russófobos» é que o obrigaram a isso. É por isso fundamental garantir uma superioridade militar tal que os bullies do Kremlin não pensem sequer que podem lançar-se ao combate sem correrem o risco de serem pesadamente derrotados e, quem sabe, executados, ou por agentes ocidentais ou pela população russa em revolta.
Meloni cumpre por isso seu dever como nenhum outro líder ocidental tem feito.