MEIO SÉCULO DE NOVA
Faz dia dez de Setembro cinquenta anos do surgimento de Nova, uma das personagens Marvel mais esteticamente ricas do género super-heroístico, digo eu, independentemente de a grande maioria da população não saber nem precisar de saber a ponta de um corno sobre o figurão.
Criada a sua fatiota e o cerne da sua definição em 1967, foi remodelado e formalmente apresentado pela Marvel ao público a 10 de Setembro de 1976, numa revista com o seu nome - Nova #1 - coisa rara na época, quando cada novo herói começava por aparecer em publicações de outras personagens já bem estabelecidas.
Leia-se, agora a itálico, uma dedescrição sumária do que era a personagem antes de o ser, segundo conta a IA, para não perder mais tempo:
Leia-se, agora a itálico, uma dedescrição sumária do que era a personagem antes de o ser, segundo conta a IA, para não perder mais tempo:
Em 1966, um jovem Marv Wolfman, com apenas 20 anos de idade, criou uma personagem para a sua fanzine independente chamada Super-Adventures. Essa personagem original chamava-se The Star-Man (O Homem das Estrelas).A concepção original apresentava várias diferenças marcantes em relação ao herói que hoje conhecemos:
O Nome e o Fato: Naquela publicação amadora, a personagem não se chamava Nova, mas sim Black Nova. O seu fato inicial já exibia a icónica cor azul-escura, mas ostentava um padrão de estrelas vermelhas e amarelas no peito, em vez dos tradicionais três losangos xandarianos.
A Origem Conceptual: Marv Wolfman desenhou o herói como um jovem humano de nome Kraig Vance, um estudante de medicina que ganhava os seus poderes extraordinários não de um alienígena moribundo, mas sim através de uma farda alienígena especial de cariz tecnológico e biológico.
O Argumento Primitivo: Kraig Vance encontrava a farda e usava-a para combater uma invasão de seres extraterrestres que ameaçavam o planeta Terra, funcionando muito mais como um herói de ficção científica clássica do que propriamente um super-herói urbano.
Anos mais tarde, já ao serviço da Marvel Comics, Marv Wolfman decidiu recuperar o conceito básico daquela fanzine de 1966. Juntamente com o desenhador John Buscema, o autor reformulou o herói: alterou o nome civil para Richard Rider, conferiu-lhe o ambiente característico do bairro de Queens (para evocar o espírito do Homem-Aranha) e simplificou o nome do alter-ego para, simplesmente, Nova. Aquela ideia nascida num folheto amador transformava-se, finalmente, num dos maiores ícones cósmicos da editora.
O Nome e o Fato: Naquela publicação amadora, a personagem não se chamava Nova, mas sim Black Nova. O seu fato inicial já exibia a icónica cor azul-escura, mas ostentava um padrão de estrelas vermelhas e amarelas no peito, em vez dos tradicionais três losangos xandarianos.
A Origem Conceptual: Marv Wolfman desenhou o herói como um jovem humano de nome Kraig Vance, um estudante de medicina que ganhava os seus poderes extraordinários não de um alienígena moribundo, mas sim através de uma farda alienígena especial de cariz tecnológico e biológico.
O Argumento Primitivo: Kraig Vance encontrava a farda e usava-a para combater uma invasão de seres extraterrestres que ameaçavam o planeta Terra, funcionando muito mais como um herói de ficção científica clássica do que propriamente um super-herói urbano.
Anos mais tarde, já ao serviço da Marvel Comics, Marv Wolfman decidiu recuperar o conceito básico daquela fanzine de 1966. Juntamente com o desenhador John Buscema, o autor reformulou o herói: alterou o nome civil para Richard Rider, conferiu-lhe o ambiente característico do bairro de Queens (para evocar o espírito do Homem-Aranha) e simplificou o nome do alter-ego para, simplesmente, Nova. Aquela ideia nascida num folheto amador transformava-se, finalmente, num dos maiores ícones cósmicos da editora.
Ora então um puto quase adulto, Richard Rider, enrascado na sua vida pessoal, recebe o apelo telepático de um soldado extra-terrestre às portas da morte, Rhomann Dey, oficial do exército Nova do planeta imperial Xandar, cuja nave espacial se despenha na Terra. O adolescente passa destarte a ser detentor de uma fulgurante armadura que lhe dá poderes cósmicos e etc..
É em tudo o típico super-herói, pelo que gostará deste boneco quem gostar deste tipo de personagem, precisamente o super-herói, que, tendo tomado nos anos de 1930 a estrutura que tem hoje, marcou a cultura pop do século XX, constituindo uma espécie de cavaleiro andante (quase sempre urbano) com poderes sobre-humanos, farda lustrosa e eco de semi-deus mitológico...
Segundo o criador de Nova, Marv Wolfman, trata-se de «recapturar a essência do Homem-Aranha mas numa personagem totalmente diferente». A essência a que se refere é a do herói perfeitamente anónimo, originário das classes trabalhadoras, tendo uma vida privada entre o banal e o merdoso; isto é o igualitarismo inserido letra a letra no campo do épico pop, qual Sancho Pança que se torna um Quixote bem sucedido.
Pormenor característico das personagens deste género é o nome do seu alter-ego ser aliterativo, Richard Rider, tal como Peter Parker (Homem-Aranha), e outra antroponímia de b.d. igualmente aliterativa, em que o nome próprio e o apelido são igualmente começados pela mesma consoante/som: Clark Kent (Super-Homem), Bruce Banner (Hulk), Raymond Randall (Birdman), etc.; Stan Lee disse em tempos que «era para ficar no ouvido», é só mais uma característica popular quase no campo do popularucho, ou pimba, que, efectivamente, também é cultura e contribuir para define uma era.
Se «recaptura» ou não a essência do Homem-Aranha, parece-me cagativo, mas a semelhança com aspecto de cópia a que me referi no início é a que assemelha Nova a uma das principais personagens da grande editora concorrente, a D.C. - essa personagem é Lanterna Verde (1959), que também recebe os poderes de um e.t. prestes a esticar o pernil, e esse e.t. também é um soldado de um corpo de tropas intergalácticas, tal como R. Dey... A diferença é que o da D.C. veste de verde e tem uma mascarilha foleira, daquelas que só na b.d. mais palerma é que podem servir para esconder a identidade seja de quem for, enquanto a fatiota do da Marvel é amarela e azul (por coincidência ou não, amarelo mais azul dá verde) e, em vez de ter um poder tipo pastilha elástica ou plasticina concentrado num anel, usa habilidades mais elegantemente distribuídas e verticalmente convencionais: voo, disparo de raios, manipulação de energia, etc.. Se houve intenção de o fazer parecer uma imitação do gajo do anel verde da D.C., por motivo comercial ou se calhar provocatório, não restam grandes dúvidas de que, em qualquer caso, saiu melhor a «cópia» do que o «original», acrescento.
Não apareceu no segundo filme de «Guardiões da Galáxia», embora no primeiro houvesse uma referenciazita à personagem, nomeadamente com a presença de Rhomann Dey cujo uniforme militar constitui uma versão mais apagadita do do super-herói da b.d..; ao contrário do que se esperava (eu já mal esperava), acabou por não aparecer no terceiro filme dessa saga, diz-se é entretanto que já vai sair para o ano uma fita centrada na personagem, logo se vê.



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