quarta-feira, agosto 19, 2026

FRANÇA - ALÓGENO VIOLA ALEGADAMENTE DUAS COLEGAS IMIGRANTES MAS SAFA-SE DEVIDO A QUESTÃO TÉCNICA...

Um funcionário indiano de uma empresa de catering no departamento de Val-d'Oise, na França, perto de Paris, foi indiciado por estupro de duas colegas imigrantes vulneráveis, mas permanecerá em liberdade sob supervisão judicial. A decisão foi mantida após o recurso da promotoria ter sido rejeitado por ter sido apresentado fora do prazo legal, uma questão técnica.
Segundo detalhes divulgados pelo jornal francês Le Parisien, o caso começou em 17 de Abril, quando uma trabalhadora indocumentada de origem cingalesa, empregada pela mesma empresa de catering em Saint-Ouen-l'Aumône, foi à polícia acusar um colega indiano de 34 anos de estupro. Ela alegou que ele se aproveitou da sua situação migratória precária para estuprá-la, contando com o seu silêncio por medo de perder o emprego e qualquer chance de regularizar a sua situação em França.
Pouco tempo depois, uma segunda funcionária da empresa apresentou queixa de estupro contra o mesmo homem, descrevendo circunstâncias essencialmente idênticas. Ambas as mulheres disseram que o homem as estuprou e depois as chantageou devido à sua situação irregular no país para garantir o seu silêncio.
No início de Julho, o homem foi preso em sua casa em Pontoise. Trabalhava para a empresa de catering desde 2015, é pai de três filhos e não tinha antecedentes criminais. Preso, ele negou veementemente as acusações durante o interrogatório e alegou ser vítima de uma conspiração arquitectada pelas mulheres. Apesar das suas alegações, foi posteriormente indiciado por estupro de pessoas vulneráveis. No entanto, o juiz ordenou a sua libertação sob supervisão judicial, exigindo que ele vivesse na Normandia e proibindo qualquer contacto com as duas mulheres imigrantes que ele supostamente estuprou.
O Ministério Público, convencido da necessidade da prisão preventiva, interpôs recurso contra a ordem de soltura. Contudo, uma falha processual nos serviços do Tribunal de Apelação de Versalhes impediu a análise do processo dentro do prazo legal de quinze dias. Consequentemente, a câmara de instrução não teve outra alternativa senão registar o descumprimento do prazo e manter a supervisão judicial já imposta ao acusado.
A empresa do suspeito, que possui escritórios em Paris e no Val-d'Oise, rescindiu o contracto de trabalho do homem imediatamente.
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Fonte: https://rmx.news/article/france-indian-accused-of-raping-two-coworkers-wins-supervised-release-due-to-legal-technicality/