SOBRE O QUE REALMENTE SE PASSOU EM GAZA HÁ VINTE E UM ANOS - E AGORA
Há vinte e um anos, em Agosto de 2005, Israel iniciou a retirada da Faixa de Gaza. Desmantelou 21 vilas, evacuou os seus cidadãos e o exército, deixou para trás estufas, infra-estruturas e até o sistema de água. Foi um gesto sem precedentes — entregou o território na esperança de alcançar a paz e que os palestinianos aproveitassem a oportunidade para erguer algo.
Uns chamaram-lhe acordo; outros, ingenuidade.
O resultado é uma lição de realismo político que ainda hoje ecoa. Em vez de transformar Gaza numa Singapura mediterrânica, o Hamas — depois de vencer eleições e massacrar a Fatah em 2007 — decidiu investir tudo numa obra de engenharia digna da melhor ficção. Oitocentos quilómetros de túneis, o famoso ‘metro de Gaza’, com salas de comando, depósitos de munições, sistemas de ventilação e até casas de banho com chuveiro. Recursos que podiam ter servido para hospitais, escolas ou empregos foram desviados para construir a maior rede de infra-estruturas de terror subterrâneas do mundo.
A ajuda internacional, os milhões do Qatar e do Irão, o betão e o ferro que entravam – tudo foi enterrado, literalmente. A ironia é estridente. Enquanto a narrativa oficial vendia a propaganda de ‘prisão a céu aberto’ e de ocupação, o Hamas construía, durante duas décadas, uma cidade subterrânea dedicada exclusivamente a atacar Israel, a esconder terroristas e a reter reféns. Mulheres e crianças ficavam à superfície, expostas; os combatentes e o arsenal desciam ao conforto dos túneis. O sistema de água foi também desmantelado para fabricar rockets.
Quando a guerra chegou, descobriu-se que a prioridade nunca tinha sido o bem-estar da população, mas sim a capacidade de sobreviver militarmente enquanto se usava essa mesma população como escudo humano. Surpresa? Só para quem nunca olhou para os factos.
Hoje, quando se fala de Gaza, convém lembrar esta cronologia simples — Israel saiu, o Hamas entrou e, em vez de Estado, preferiu um labirinto de terror.
Vinte anos depois, as infra-estruturas que restam não são as de uma sociedade próspera, mas as de uma organização que preferiu a guerra permanente ao desenvolvimento. E ainda há quem continue a fingir que o problema começou no 7 de Outubro.
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Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=3942239529417025&set=a.1395605220747148
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Que isto nunca ou raramente seja referido nos grandessísmos média diz o essencial do que interessa saber sobre a honestidade dos "jornalistas de causas" a este respeito.


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