quarta-feira, julho 08, 2026

IRÃO - GENERAL DA GUARDA REVOLUCIONÁRIA ISLÂMICA DIZ QUE AS TRÉGUAS E AS «CONVERSAÇÕES» COM O INIMIGO SERVEM PARA GANHAR TEMPO E FÔLEGO ANTES DE VOLTAR A ATARCAR

O general da Guarda Revolucionária Islâmica (aposentado) Mohammad-Hossein Saffar-Harandi, membro do Conselho de Discernimento do Interesse Público do Irão e ex-ministro da Cultura e Orientação Islâmica, afirmou em aparição na IRINN TV (Irão) em 27 de Junho de 2026 que a guerra exige o desenvolvimento constante de novas ideias e planos estratégicos, incluindo a interrupção do conflito para negociações, o que ele descreveu como um conceito de “ataque e recuo”.
Mohammad-Hossein Saffar-Harandi: “A guerra tem os seus altos e baixos. O nosso inimigo segue uma linha de ataque específica e, quando falha, recua, reagrupa-se para se rearmar e retorna. Devemos fazer o mesmo.”
“A guerra exige que busquemos constantemente novas ideias e planos estratégicos, e isto inclui interromper o conflito em determinado momento e iniciar negociações. Este é o conceito de ataque e recuo na guerra. Após seguir uma linha de ataque específica, o inimigo chega a um ponto em que pede para conversar.”
“Isto também acontecia nos dias dos profetas. Eles não lutavam sem parar. A guerra era interrompida para negociações. O exemplo mais notório é o Tratado de Hudaybiyyah. À primeira vista, parecia que o Profeta estava a recuar, mas, na realidade, abriu caminho para futuras vitórias e conquistas, especialmente a conquista de Meca.”
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Robert Spencer do Jihad Watch fala do contexto histórico destas palavras:
Como explica o livro "A História da Jihad", Maomé concluiu o Tratado de Hudaybiyyah com os pagãos coraixitas em termos desfavoráveis ​​aos muçulmanos, para grande confusão e ira de alguns dos seus companheiros. Uma nova revelação prometia aos muçulmanos descontentes "muitos despojos" (Alcorão 48:19). Talvez para cumprir essa promessa, Maomé liderou-os contra o oásis de Khaybar, habitado por judeus, muitos deles exilados de Medina, e massacrou os judeus ali presentes, apoderando-se da prometida abundância de despojos. O Tratado de Hudaybiyyah durou apenas até que os muçulmanos se tornassem fortes o suficiente para rompê-lo. Agora, Mohammad-Hossein Saffar-Harandi está a comparar as negociações entre EUA e Irão ao mesmo tratado. O governo Trump deveria prestar muita atenção a isto e ponderar as suas implicações para a utilidade das negociações como um todo. Mas não o fará.»
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Fontes: 
https://jihadwatch.org/2026/07/iranian-official-likens-u-s-iran-talks-to-muhammads-treaty-of-hudaybiyyah-it-paved-the-way-for-future-victories
https://www.memri.org/tv/saffar-harandi-negotiations-attack-retreat-hudaybiyyah-muhammad-hormuz