segunda-feira, março 30, 2026

IRÃO - CRIANÇAS DE DOZE ANOS SERÃO AGORA USADAS NO ESFORÇO DE GUERRA

O regime iraniano reduziu a idade mínima para participação em actividades relacionadas com a guerra para apenas 12 anos, uma medida que provavelmente alimentará as preocupações de grupos de direitos humanos, que condenaram o tratamento dado às crianças no Irão.
Em entrevista televisionada aos média estatais, Rahim Nadali, um membro da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) em Teerão, anunciou que a nova iniciativa “Pelo Irão” está a recrutar participantes para auxiliar em patrulhas, postos de controle e logística. “Como cada vez mais crianças se estão a voluntariar para participar, reduzimos a idade mínima para 12 anos”, disse Nadali, incentivando os jovens a se juntarem ao esforço de guerra, caso desejem.
O Iran International foi o primeiro a noticiar a declaração de Nadali, que desde então tem circulado nas redes sociais. Como parte da cobertura dos média estatais do regime sobre a guerra EUA-Israel contra o Irão, este último anúncio desencadeou uma crescente reacção negativa em relação ao uso de menores em funções ligadas à segurança — uma práctica que não é nova no Irão“Recrutar crianças para actividades militares é uma violação das leis internacionais e a comunidade internacional não pode ficar em silêncio”, publicou a activista iraniana-americana Masih Alinejad nas redes sociais, juntamente com um vídeo dos comentários de Nadali. “Este é o mesmo regime que dá lições de moral ao mundo. Mas quando se trata de sobrevivência? Eles estão dispostos a enviar crianças para o perigo.”
No passado, imagens e vídeos amplamente divulgados nas redes sociais mostraram repetidamente crianças e adolescentes em uniformes de estilo militar a reprimir protestos, inclusivamente durante o levante "Mulher, Vida, Liberdade" de 2022, que eclodiu em todo o país após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curda, numa esquadra de polícia de Teerão, depois de ser presa por supostamente violar as regras do hijab.
Segundo o direito internacional, a acção do Irão viola flagrantemente a Convenção sobre os Direitos da Criança, que proíbe explicitamente o uso de crianças em actividades militares, representando uma grave quebra das suas obrigações globais.
Organizações de direitos humanos também acusaram repetidamente as forças de segurança iranianas de matar crianças manifestantes durante repressões anterioresSegundo o Centro para os Direitos Humanos no Irão, mais de 200 crianças foram mortas durante os protestos anti-governamentais que ocorreram em todo o país no início deste ano, os quais foram violentamente reprimidos pelas forças de segurança, deixando milhares de manifestantes torturados ou mortos. A Amnistia Internacional e a Human Rights Watch também documentaram casos de crianças baleadas, detidas e abusadas durante essas últimas manifestações, observando que as forças governamentais têm repetidamente visado menores de maneiras que violam o direito internacional.
O Irão possui um longo histórico de violações generalizadas dos direitos humanos, incluindo repressão a manifestantes, assédio a activistas, ameaças a minorias, execuções de crianças, violações dos direitos das mulheres e condições prisionais deploráveis. 
Durante os levantes de Janeiro, pelo menos 6724 manifestantes, incluindo 236 crianças, foram mortos, e outros 11744 casos ainda estão sob verificação, segundo a Agência de Notícias de Activistas de Direitos Humanos (HRANA). Diversos outros relatórios estimam que o número total de mortos possa ultrapassar 30000.
Tal como nos anos anteriores, as execuções continuam a ser uma das manifestações mais flagrantes das violações dos direitos humanos no Irão, com pelo menos 2488 pessoas executadas no ano passado, incluindo 63 mulheres e duas crianças, 13 das quais em público.
A mais recente medida controversa de Teerão surge num momento em que o Irão teria criticado duramente uma proposta dos EUA para pôr fim à guerra, classificando-a como "unilateral e injusta", uma rejeição que lançou dúvidas sobre as perspectivas de um cessar-fogo negociado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou o regime islâmico de que precisa de chegar a um acordo ou enfrentará uma ofensiva contínua: “Eles têm agora a oportunidade, ou seja, o Irão, de abandonar permanentemente as suas ambições nucleares e trilhar um novo caminho”, disse Trump durante uma reunião de gabinete na Casa Branca. "Vamos ver se eles querem fazer isso. Se não quiserem, somos o pior pesadelo deles. Enquanto isso, vamos continuar a rebentá-los."
*
Fontes:
https://www.algemeiner.com/2026/03/26/iran-lowers-minimum-age-war-roles-12-sparking-outcry-child-soldier-use/
https://jihadwatch.org/2026/03/iran-shows-a-clear-sign-of-desperation

* * *


Silêncio nas fileiras alegadamente humanistas cá do burgo, ninguém pia...