ALEMANHA - MAIS TANQUES, MENOS AUTOMÓVEIS, OU MAIS CARROS DE COMBATE, MENOS CARROS PARA PASSEAR
É a empresa do momento na Alemanha, uma das mais faladas na Europa e tudo por causa do anúncio de que os países da União Europeia vão ter cerca de 800 mil milhões de euros para investir em material militar.
À boleia deste anúncio, a empresa anunciou que espera distribuir 350 milhões de euros em dividendos aos seus accionistas, esperando-se um investimento ainda maior, mas também mais receita, porque se esperam novas encomendas em níveis recorde.
Perante o boom no sector, e sabendo-se já que vem aí um aumento do preço das acções, o CEO da empresa anunciou uma “era de rearmamento”, aproveitando as palavras dos líderes europeus.
“Começou uma era de rearmamento na Europa. Na Rheinmetall, isto também traz perspectivas de crescimento que nunca esperámos para os próximos anos”, afirmou Armin Papperger.
A prosperidade na Defesa contrasta com uma profunda crise no sector automóvel, em particular na Volkswagen, a marca de referência dos Alemães, que foi obrigada a cortar vários postos de trabalho por não atingir os objectivos definidos.
Talvez a pensar nas duas vertentes, a Rheinmetall está a pensar comprar fábricas da mesma Volkswagen, onde poderá dar aso à produção extraordinária que provavelmente terá de pôr em marcha em breve.
Armin Papperger confirmou que a fábrica da Volkswagen em Osnabrück é um “bom encaixe” para as operações da empresa, ainda que uma decisão para avançar para a compra dependa sempre das encomendas que chegarem, nomeadamente de tanques, o produto preferencial para uma operação do género.
A Volkswagen de Osnabrück é uma das três fábricas da marca de automóveis que devem ficar inactivas nos próximos dois anos, numa decisão que vai forçar a redução da produção de carros, numa resposta à brutal queda na procura.
É que Armin Papperger lembra que é “muito mais complexo” construir algo de raiz do que aproveitar “algo que já lá está”, como acontece com as fábricas da fabricante alemã. Por isso mesmo há já “conversações”, até porque também há negócios paralelos relacionados com autocarros e camiões.
“Rheinmetall will adjust its forecast as the respective needs of military customers become increasingly clear over the course of the year,” the company said, adding that its order backlog had reached a record of €55bn. Papperger said he expected Rheinmetall to add roughly 8000 employees over the next two years, which would take it up to 40000 workers globally."
A título de exemplo, só em 2024 foram quase 10 mil milhões de euros de facturação, numa subida de 30% que deve manter a rota este ano. Grande parte desse valor foi contratado pelo exército alemão, esperando-se que o novo chanceler, Friedrich Merz, invista ainda mais no sector da Defesa, sobretudo quando está na calha a permissão de que o investimento neste sector não conte para os limites do défice.
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Fonte: https://www.msn.com/pt-pt/noticias/other/mais-tanques-menos-carros-come%C3%A7ou-uma-era-de-rearmamento-na-europa-e-da-alemanha-vem-um-sinal/ar-AA1ANcJh?ocid=msedgdhp&pc=U531&cvid=69673cb5f4864776f09a2f109185c8b6&ei=109&fbclid=IwY2xjawJIQxpleHRuA2FlbQIxMAABHdxYdeOwA51hnzzywEMZSMCsufJ-iDU-OD7izLB6TTn_hhisqQlJ7ZiGEA_aem_xGs4q5UP0U17N0EvXfN20Q
3 Comments:
Há muito tempo que a Europa devia de investir muito mais em defesa, todos os países europeus, mas a necessidade aguça o engenho como se diz.
mas vc acha que europa japao chegariam a idh tao alto desviando do social pro setor militar?mas os eua cobram wokismo pra ajudar
"mas vc acha que europa japao chegariam a idh tao alto desviando"
Com as centenas de milhões que os europeus enviam para os vossos países e em custos com a imigração, isso nunca seria um problema.
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