quarta-feira, setembro 16, 2020

EUA - JORNAL POLITICAMENTE CORRECTO CONSIDERA IBÉRICOS COMO «NÃO BRANCOS»

É sempre surpreendente que os Estados Unidos, bem no século XXI, mantenham uma classificação por raça que às vezes conta até para fins oficiais. E as regras também são significativas. Por exemplo, que a raça 'branca' ou 'caucasiana' é geralmente limitada a pessoas de origem nórdica ou germânica (tradicionalmente estes eram os WASP: Blano, Anglo-Saxão, Protestante ). Isto é novamente influenciado por uma reportagem do New York Times, que classifica as 922 pessoas mais poderosas dos Estados Unidos de acordo com a sua raça. 80% são brancos, mas isso não inclui os nascidos na Península Ibérica ou seus descendentes: eles não são 'brancos'.
O sociólogo René D. Flores, da Universidade de Chicago, parece ter aplicado uma regra que consiste em "classificar como não branco qualquer pessoa cujo sobrenome soe 'hispânico'." No entanto, "as pessoas com origem no Médio Orienteo são classificadas como brancas. Este é um fenómeno exclusivo dos Estados Unidos, e mostra como as categorias raciais estão mudando devido a critérios sociopolíticos".
Desta forma, pessoas como Pablo Isla, CEO da Inditex e nascido em Madrid ou John Garamendi, deputado do Partido Democrata e de origem basca, fazem parte dos 20% "não brancos".

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Agradecimentos a quem aqui trouxe esta notícia: https://www.marca.com/tiramillas/actualidad/2020/09/13/5f5dcd8946163f631c8b460e.html

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É de notar que os Médio-Orientais, ou pelo menos os Sírios, começaram por ser considerados nos EUA como não brancos; depois de muito reclamarem, conseguiram passar a ser classificados como brancos; mais recentemente, alguns dos membros da sua comunidade começaram a reivindicar um estatuto de não branco, num contexto em que a vantagem das quotas raciais começa a impôr-se, agora o verdadeiro privilégio é o de não ser caucasóide...
Sabe-se que, no mundo anglo-saxónico, não é inédita a catalogação dos Ibéricos como não brancos - pois se até sobre os Irlandeses chegaram os Ingleses a dizer que tinham sangue negro... De qualquer modo, parece que, neste caso, terá havido forte influência de «hispânicos» sul-americanos, a ver se puxam mais gente à sua sardinhada.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

É só veres a cara desse René....... é um hispânico (mestiço)
Muito gostam eles de nos puxar para a sua condição. Mesmo que não tenha cabimento nenhum.

19 de setembro de 2020 às 14:28:00 WEST  

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