segunda-feira, janeiro 30, 2012

MEMÓRIA DO MAIOR DESASTRE MARÍTIMO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE - NÃO, NÃO É O DO TITANIC, É OUTRO...

Foi um desastre que não deu tanto nas vistas, se calhar porque não calhou, ou então porque quem aí morreu eram «os maus da fita» e quem cometeu o massacre era «dos bons»...

Vale a pena ler na íntegra o seguinte texto, encontrado em http://inacreditavel.com.br/wp/wilhelm-gustloff-outro-crime-impune-dos-aliados/, o qual ajuda a perceber que, de facto, são os vencedores quem escreve a História...

Em 30 de Janeiro de 1945, três torpedos soviéticos afundavam o navio alemão Wilhelm Gustloff, com mais de 9.000 refugiados, nas águas geladas no mar Báltico. Uma tragédia que não interessa ser transformada em “campeão de bilheteria” para a fábrica de ilusão Hollywood.
Dedicamos o dia de hoje mais uma vez às vítimas do maior desastre marítimo da humanidade: o torpedeamento do navio-hospital alemão, o Wilhelm Gustloff.
No Inverno de 1945, bem no final da 2ª Guerra Mundial, um navio alemão que transportava milhares de civis refugiados da guerra, o Wilhelm Gustloff, foi afundando por um submarino soviético nas águas do Mar Báltico. Quase todos os que estavam a bordo pereceram afogados ou devido a hipotermia provocada pela baixíssima temperatura do mar. O número de vítimas foi tamanho – é tido como o maior naufrágio civil do mundo – que superou em muito as do transatlântico Titanic, cujo afundamento ocorreu em 1912, sem porém que provocasse a mesma comoção.

“Matem! Matem!.. Usem a força e quebrem o orgulho racial dessas mulheres alemãs. Peguem-nas como legítimo botim. Avante como uma tempestade, galantes soldados do Exército Vermelho.”
Ilya Ehrenburg, jornalista soviético, 1945

Numa daquelas noites prussianas gélidas do Norte europeu, em 30 Janeiro de 1945, com o termómetro marcando 10° abaixo de zero, o ex-cruzeiro de luxo alemão M/S Wilhelm Gustloff, de 25 mil toneladas – desde 1940 transformado em hospital flutuante – , deslocava-se apinhadíssimo de gente pelo Mar Báltico.
Este “ex-cruzeiro de luxo” fazia parte do programa KDF – Kraft durch Freude – que proporcionava um período de férias anuais aos trabalhadores alemães. Qualquer semelhança com os governos ditos “democráticos” da actual ordem mundial é somente mera coincidência – NR.
Projectado para levar duas mil pessoas, carregava naquele momento mais de nove mil, a maioria mulheres e crianças que fugiam da invasão russa. O Exército Vermelho vinha, por assim dizer, nos calcanhares deles, seguindo a mesma rota que os seus antepassados mongóis, no século 13, usaram para atingir o Ocidente. Os que escapavam eram civis alemães que até então moravam na Prússia Oriental e nos Estados Bálticos que, apavorados, fugiam pelo Golfo de Danzig da vingança dos soviéticos. Organizaram para eles uma espécie de solução de emergência, recolhendo-os dos portos do leste da Alemanha para que alcançassem, por mar, as áreas mais seguras do Ocidente. Os que iam a bordo não tinha a mínima ideia que seriam os protagonistas da maior tragédia marítima de todos os tempos, quase superior seis vezes as vitimas do transatlântico Titanic, naufrágio ocorrido 32 anos antes (1.517 mortos).
Quando haviam cumprido a metade do caminho, um pouco depois das 21 horas, três torpedos do submarino russo S-13 os atingiram. O Wilhelm Gustloff logo adernou. A multidão que se agarrava no convés começou a ser atirada à água. Outros, apavorados, saltavam directamente lá do alto. A gritaria no convés era acompanhada de tiros dos que preferiam suicidar-se ou atirar nos familiares antes. Os soldados feridos, imobilizados, despediam-se uns dos outros. Como distribuir os parcos botes salva-vidas para 9.343 passageiros, sendo que muitos deles estavam cobertos de gelo? O SOS foi lançado e aos poucos começaram a chegar os auxílios. Os faróis dos barcos e das lanchas de socorro vararam a noite inteira em busca de sinais de vida, enquanto corpos, milhares deles, vagavam sem destino no meio dos blocos de gelo, boiando salpicados de neve. Os que conseguiam ser resgatados estavam enregelados, as mãos azuladas e encarangadas e o olhar petrificado. Ao amanhecer as equipes de salvamento haviam retirado 1.239 náufragos (outros reduzem-nos para 996) daquele horror. A situação só não foi pior porque eles estavam próximos do litoral da Pomerânia, mesmo assim supõe-se que oito mil pereceram.
(...)
Se bem que a operação de remoção do maior número possível de civis alemães orientais foi tida como um sucesso, pois conseguiram o translado de 2 milhões deles para fora da órbita soviética, a tragédia daquele barco de turismo adaptado à pressa para a fuga perdurou no tempo como um desastre que poderia ter sido evitado, não fosse o clima de revanche que embalava os soviéticos. Revanche que se estendeu para os maus tratos da grande parte da população civil do Leste da Alemanha, com ondas de estupros, pilhagens, saques, desordens, espancamentos e brutalização geral dos vencidos.
Na época dizia-se que era merecido. Que os alemães haviam se portado do mesmo modo quando adentraram na URSS em 1941. Quem começou a reverter esta opinião entre eles, foi Alexander Soljenitsine. Cada vez mais fica evidente que o comportamento do Exército Alemão era exemplar, merecendo o reconhecimento de todos os historiadores sérios,como o exército que mais respeitou as convenções da guerra. A propaganda de guerra aliada tenta até hoje perpetuar a mentira, porém, a verdade, uma vez reconhecida, torna-se óbvia – NR.
Cada vez mais furioso com o regime comunista, Soljenitsine que fez parte das tropas de ocupação – era oficial de artilharia – pessoalmente testemunhou as atrocidades que seus conterrâneos haviam cometido. Envergonhado, acabou por denunciar aqueles horrores num longo poema intitulado Prosskie Nochi (Noites Prussianas, 120 páginas, 1974), revelando à opinião pública da então URSS, o que de facto acontecera na Alemanha naqueles meses de conquista e ocupação, quando pelotões inteiros de soldados russos submetiam as alemãs, dos oito aos sessenta anos, a estupros colectivos, cortando o pescoço daquelas que resistiam ou se lhes opunham. Ele acreditou que tudo aquilo decorreu, que deu-se tal roteiro de atrocidades, devido os comunistas “terem afastado a Rússia de Deus”, retirando do soldado raso, dos Ivans que passaram a acampar na Alemanha, qualquer sentimento de piedade ou compaixão para com os derrotados. Ao contrário, incitou-os aos barbarismos a pretexto de estarem lutando contra o decadente mundo burguês na sua forma fascista.
Publicado originalmente em 30/01/2008.

Claro que é preciso ouvir sempre os dois lados de um conflito para se apurarem responsabilidades, e tentar averiguar ao certo o que se passou, tão rigorosamente quanto possível. Independentemente dos crimes abjectos cometidos pelas tropas soviéticas na Alemanha, pode compreender-se que, no meio de um confronto bélico, a marinha soviética se tenha equivocado ao atingir fatalmente um navio que transportava civis indefesos. Pessoalmente até nem me custa nada acreditar que o tivesse feito propositadamente, mesmo sabendo que de civis se tratava, mas, seja como for, na guerra acontecem coisas destas, de parte a parte.

Agora, o que de maneira nenhuma se compreende, a não ser como escandoloso parcialismo ideológico, é que sessenta anos depois só os «nazis» tenham memória para recordar isto - que mais ninguém no Ocidente tenha a hombridade de lembrar e lamentar as vítimas de um naufrágio que se deu, não por um fatal acidente do qual alguém seja moralmente culpado, mas sim por um excesso cometido no meio de uma guerra. Observe-se aliás a diferença clara em relação ao que se passa com o sucedido em Hiroxima e Nagasáqui, cujas vítimas são todos os anos recordadas nos principais órgãos de imprensa - porque, nestes dois casos, as vítimas eram gente do oriente, de raça amarela, enquanto os algozes eram Norte-americanos, portanto, brancos ocidentais... e o branco, já se sabe, é naturalmente culpado, pelo que salientar a sua culpabilidade sempre que a vítima não é branca torna-se num mui natural exercício do cilício moralmente obrigatório para todo o branco que, como manda o dogma da Santa Madre Igreja Anti-Racista e Multiculturalista dos Últimos Dias do Ocidente, tenha vergonha de ser branco...

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"o exército que mais respeitou as convenções da guerra."

Só não respeitou os civis da URSS, entre eles mulheres e crianças que eram fuzilados já dentro de covas coletivas.

30 de janeiro de 2012 às 11:35:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

http://en.wikipedia.org/wiki/Rape_during…

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnew…

http://www.fourwinds10.com/siterun_data/…


Sources listed below estimate that at the end of World War II, Red Army soldiers raped more than 2,000,000 German women and girls, an estimated 200,000 of whom later died from injuries sustained, committed suicide, or were murdered outright. Estimates of the total number of rape victims during 1944 and 1945 are as follows:

Eastern Provinces: 1,400,000;

zone of Soviet occupation excluding Berlin: 500,000;

Berlin: 100,000.

The 2,000,000 rape victims estimate is also supported by the research of historian Norman Naimark. In addition, many of these victims were raped repeatedly, some as many as 60 to 70 times. The rapes continued however until the winter of 1947-48.

Military historian, Anthony Beevor (british)

2 Milllion were raped an average of 60 times there were 250,000 abortions as a direct result

there was 100,000 who died from the ordeal and 10,000 suicides the rapes started in Prussia in 1944 and Continued in the Russian Zone until 1947

Many had abortions or were treated for the syphilis they caught. And as for the so-called Russenbabies - the children born out of rape - many were abandoned.

In his fine new book, World War Two: Behind Closed Doors, the historian Laurence Rees points out that although rape was officially a crime in the Red Army, in fact, Stalin explicitly condoned it as a method of rewarding the soldiers and terrorising German civilians.

Stalin said people should ' understand it if a soldier who has crossed thousands of kilometres through blood and fire and death has fun with a woman or takes some trifle'.

On another occasion, when told that Red Army soldiers sexually maltreated German refugees, he said: 'We lecture our soldiers too much; let them have their initiative.'

While Stalin condoned rape as an instrument of state military policy, his police chief Lavrenti Beria was a serial rapist.




«During the war, Beria was commonly seen on warm nights slowly driving in his armored Packard limousine through the streets of Moscow. According to the testimony of his NKVD bodyguards, colonels Sarkisov and Nadaraia, Beria would point out young women to be detained and escorted to his mansion, where wine and a feast awaited them. After dining, Beria would take the women into his soundproofed office and rape them. Beria's bodyguards reported that their orders included handing each girl a flower bouquet as she left Beria's house, with the implication being that to accept his parting gift made her his consensual mistress; those who refused risked being arrested. In one incident reported by Colonel Sarkisov, a woman who had been brought to Beria refused his advances and ran out of his office; Sarkisov mistakenly handed her the flowers anyway, prompting the enraged Beria to declare "Now it's not a bouquet, it's a wreath! May it rot on your grave!" The woman was arrested by the NKVD the next day.»

30 de janeiro de 2012 às 11:55:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

aqueles animais mataram muita gente!

30 de janeiro de 2012 às 16:00:00 WET  
Anonymous GODSUN said...

EU NÃO SABIA DISSO!
aqueles malditos vermelhos ,e ainda a mídia faz todo um conto de fadas com O TITANIC!

30 de janeiro de 2012 às 16:02:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

estupros, deportações para GULAGs, morticínio em massa de velhos, crianças, mulheres etc
eis o "humanismo" esquerdista em contraponto à "barbárie" nazi...pelo menos, segundo o jargão do PCP e quejandos.

30 de janeiro de 2012 às 16:04:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

Os nazis eram vermelhos.

Os malditos são mesmo azuis e brancos pois capitalismo e comunismo é criação judia,cuja cor é o azul celeste e branco.

30 de janeiro de 2012 às 19:00:00 WET  

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