terça-feira, agosto 05, 2008

AYAN HIRSI ALI CONTINUA A DENUNCIAR A OPRESSÃO MUÇULMANA

Até que enfim que vejo na imprensa nacional um artigo todo dedicado à resistente Ayaan Hirsi Ali. Custou mas foi... o estranho bloqueio informativo foi furado e a imprensa talvez comece a divulgar o combate e o pensamento desta somali que sofreu na pele o domínio islâmico e divulga a nível mundial o real significado que a doutrina de Maomé tem para o resto do mundo, daí que continue ameaçada de morte e tenha de andar sob protecção de guarda-costas. Leia-se:

Nascida na Somália, Ayaan Hirsi Ali foi uma das milhões de mulheres que, em nome da tradição religiosa, sofreu na pele a tortura e a perseguição. Mas a coragem invulgar permitiu-lhe um percurso fulgurante na política, no cinema e na moda.
Poucas pessoas estarão tão habilitadas para falar sobre o choque civilizacional entre o Ocidente e o Oriente como Ayaan Hirsi Ali, feminista e activista dos direitos humanos radicada na Holanda após uma juventude conturbada que a levou a abandonar o país natal, a Somália. No livro "Uma mulher rebelde" (Editorial Presença), a antiga deputada no Parlamento holandês, vítima de perseguição islâmica, conta a trajectória que levou a "Time" a considerá-la, em 2005, das mulheres mais influentes do Mundo.
(...)
Em 2005, a revista "Time" considerou-a das mulheres mais influentes do planeta. Esse poder é concreto ou apenas simbólico, sem grande utilidade prática?
A "Time" elabora essa lista com base em indivíduos a que querem dar voz, por representarem assuntos que lhes interessam. A revista tem desenvolvido grande trabalho em prol de questões como o Islão e a posição das mulheres. Por isso colocaram-me nessa lista, onde também figuram Waffa Sultan ou Mukhtar Mai. Ao fazerem-no, possibilitam que tenhamos uma plataforma através da qual podemos ajudar a mudar o estado de coisas. Mas não consigo precisar o poder que terei…
(Olha, outras duas de que ninguém fala, cá pelo burgo...)
(...)
É possível vida normal quando fundamentalistas a consideram um alvo humano?
Quando estamos determinados a levar uma vida normal, como é o meu caso, isso não nos afecta. Os terroristas muçulmanos, como qualquer outro, querem apenas impedir que as pessoas tenham uma vida normal. Achei admirável a atitude dos cidadãos em Nova Iorque, Madrid ou Londres, logo após os atentados: fizeram questão de ir trabalhar no dia seguinte, prosseguindo as suas vidas. É o que faço.

Algum dia mudará a forma como os países islâmicos vêm os direitos das mulheres?
Creio que sim. Posso comprovar o meu optimismo com o percurso de muitas nações cristãs que se tornaram democracias liberais. Aprecio no Ocidente a capacidade de deixarem registos concretos das suas tradições e, desse modo, perpetuarem a sua História. Ler o percurso de emancipação das mulheres no Ocidente inspira-me para defender as correntes físicas, mentais e sexuais que ainda prendem as mulheres muçulmanas.

O racismo é problema sério na Holanda?
É, mas não é o tipo de racismo a que holandeses e europeus estavam habituados. Não são manifestações de racismo dos brancos face aos indivíduos de cor. É mais o contrário. Há uma vaga insidiosa de anti-semitismo que, em nome do Islão, se espalha pelo Ocidente. Os nazis viam o Mundo como os arianos em conflito com povos e raças que consideravam impuros, como os judeus. A doutrina islâmica, por seu turno, procura uma religião pura, entrando em conflito com todos os que estão fora dela. Ironicamente, também elegeu os judeus como raça impura e indigna de crédito… É por isso que o racismo está a atingir índices alarmantes na Holanda, França ou Inglaterra, mas também em Portugal e Espanha… Por estranho que pareça, os que foram alvo da fúria do nacional-socialismo estão agora a encontrar desculpas para justificar o avanço do Islão na Europa, promovendo um rasto de exclusão, misoginia e morte no coração do continente.

Pode ler-se aqui, em Inglês, outra entrevista em que Hirsi Ali denuncia o silêncio da maioria dos muçulmanos perante ataques terroristas muçulmanos e ao mesmo tempo a indignação dos mesmos perante simples caricaturas.

E aqui pode ver-se e ouvir-se (em Inglês) um trecho duma entrevista na qual a somali explica porque é que nos EUA os muçulmanos se portam em geral melhor do que na Europa - educada e diplomaticamente, diz essencialmente que os Ianques não dão aos imigrantes muslos as mesmas regalias e o mesmo à vontade que os Europeus oferecem de bandeja...

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

essa deve ser das raríssimas a merecer viver no ocidente!!!

5 de agosto de 2008 às 20:23:00 WEST  

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