quinta-feira, março 23, 2006

O TENTÁCULO

O prefeito da Congregação para a Dotrina da Fé, cardeal William Joseph Levada, afirmou recentemente numa entrevista que os políticos católicos têm de obedecer aos dogmas católicos nas suas tomadas de posição ideológicas ou então abdicar de se assumirem publicamente como católicos.

Quer isto dizer o seguinte: a Igreja manda que os seus cordeiros eleitorais obedeçam aos ditames papais nos vários temas da vida dos Estados ou então perdem o direito de conduzir a parte do eleitorado que ainda faz parte do rebanho católico.

Ou seja, a Santa Sé mete-se cada vez mais em política, embora goste de dizer, formalmente, que separa o poder temporal do poder espiritual, e «o meu reino não é deste mundo», etc..

Não sou daqueles que vê uma justificação ética na separação, por princípio, entre Política e Religião. Desagrada-me de sobremaneira a influência de algumas religiões, em concreto, sobre a política, mas isso é outra história.
Agora o que está em causa é a frontalidade e honestidade dos vigários do Crucificado: por um lado, afirmam ter um posicionamento não político; por outro, tentam manipular a esfera política, exigindo que os políticos que estão espiritualmente sob a sua alçada se portem como fantoches do Estado Papal.

54 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Desculpa lá Caturo, mas nesta questão não tens razão. Um católico só pode agir de acordo com os princípios católicos, como é óbvio. Será que se pode pedir a um comunista que, depois de eleito, actue em contradição com os princípios comunistas? Será que se pode pedir a um nacionalista que, depois de eleito, actue em contradição com os princípios nacionalistas?

NC

23 de março de 2006 às 16:54:00 WET  
Blogger Caturo said...

Não percebeste. O que está em causa não é o serem ou não católicos - o que está em causa é a afirmação da Igreja e dos seus apoiantes de que «a Igreja nada tem a ver com política, o Cristianismo é puramente espiritual».

Pelos vistos, isso é inteiramente falso, e cobarde, porque por trás de uma suposta neutralidade política, alguns católicos pretendem ter uma actuação tão política como os comunistas ou os nacionalistas, mas com regalias diferentes e estatuto «espiritual»... depois, se a coisa corre mal, dizem outra vez que não são políticos, são só espirituais.

23 de março de 2006 às 17:33:00 WET  
Anonymous Anónimo said...

Mas há alguma religão que não tenha consequências 'terrenas'? O ser-se pagão não tem também consequências em termos políticas?

NC

23 de março de 2006 às 21:17:00 WET  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

Caro Caturo :

Existem na Igreja Católica duas dimensões ! Mais do que assumidas pela mesma e pelos seus fieis . Uma dimensão espiritual e eterna, e uma dimensão temporal e terrena.
Sobre a dimensão espiritual e eterna, a Igreja propõe um caminho para a eternidade da Alma em Liberdade . Ou seja interpreta as revelações do Deus Criador e propõe ás pessoas, um caminho livre e de opção positiva a que chama Bem . Seguir esse caminho é optar pela intimidade com Deus nesta e na outra vida. Essa é na realidade a principal missão da Igreja.
Sobre a dimensão temporal e terrena, a Igreja faz também uma proposta de caminho que inclui naturalmente a Política e nunca pretendeu demitir-se dele, não sei onde foste buscar essa ideia . O Papa João Paulo deu aliás um fortíssimo sinal disso mesmo ao definir São Tomás Moro como o padroeiro dos Políticos . E como todos sabemos, São Tomás Moro sendo um Homem a quem ninguém duvidava o seu Patriotismo, tendo afirmado que não pestanejaria se fosse preciso dar a vida pela Inglaterra, afirmou que antes da Inglaterra esta naturalmente o Deus eterno e Criador . Foi morto por isso por um dos mais selváticos Reis Ingleses, porque naturalmente um Homem sacrifica a vida pelo País mas não sacrifica a Alma .
Voltando ao assunto a Igreja não se demite nem nunca se demitirá, e ainda bem, do seu papel de pessoa integral e actuante na Sociedade e portanto na Política. Uma coisa é a Igreja não pretender ter bispos como ministros de um governo, ( e se tivesse tb não sei qual seria o problema, todos os Cidadãos tÊm esse direito ), outra coisa é a Igreja demitir-se pura e simplesmente de ser actuante em termos Políticos. Temos excelentes movimentos especialmente actuantes nesses domínios como o Comunhão e Libertação e o Opus Dei. O fundador do CL, Roco Botiglione deu aliás um excelente exemplo de um Igreja actuante e testemunhal na política ao dizer publicamente o que pensava da homosexualidade, sendo preterido de Comissário Europeu somente pela sua frontalidade e coragem Cristãs. O afastamento da Igreja da Plítica e da Cidadania em geral era o que os Comunas, Socialistas, Maçons, Republicanos mais ou menos carbonários, e anticlericais em geral gostariam . Felizmente que a Igreja não lhes dará esse consolo . A Igreja levará a eternidade se for preciso a combater o que lhe parecer ser o Mal e a bater-se pelo seu conceito de Bem em todas as formas que esse combate assumir incluindo o Combate Político. Graças a esse Papel combatente associado a outro combatente Cristão na pessoa de Ronald Reagan, o Leste Comuna e liquidador de Nações capitulou sem ser necessário um banho de sangue.

Caturo, o disparate é livre de se dizer e muitos cristãos dizem muitos disparates sobre o Cristianismo . Jesus quando pegou na moeda Romana e afirmou " A César o que é de César e a Deus o que é de Deus ", afirmou a seguir " Pobres sempre os tereis entre vós, mas o filho de Deus só agora ", e portanto não deu ordens nenhumas nem aos Cristãos, nem às Igrejas para não se meterem na política, simplesmente afirmou que não tinha vindo ao mundo para resolver o problema da pobreza, e que sendo ele Deus não iria interferir dessa maneira na sociedade porque isso seria destruir o arbítrio que desejou para as suas criaturas.

Deixa lá o Cardeal e a Igreja dizerem o que pensam sobre tudo e mais alguma coisa, e até dar indicações aos seus fieis, porque bater-se pelo que se considera um bem é um direito e um dever que assiste a todos as pessoas individuais e colectivas sem excepção .

Saudações

24 de março de 2006 às 11:46:00 WET  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

Aplica-se á Igreja aliás, o que Rodrigo Emílio escreveu sobre o levantar o braço .

" E aqueles que detestam ver-nos na Política de olhar ao Alto, eu afirmo que terão de viver em eterno SOBRESSALTO ! "

24 de março de 2006 às 11:52:00 WET  
Blogger Caturo said...

Sobre a dimensão temporal e terrena, a Igreja faz também uma proposta de caminho que inclui naturalmente a Política e nunca pretendeu demitir-se dele,

O que tenho ouvido dizer, desde sempre, aos católicos, é que a Igreja é puramente espiritual e não se mete em política.

Mas se quer meter-se em política, então assuma-o frontalmente e assim a sua doutrina passará a ser considerada igual, politicamente, a qualquer outra doutrina. E, assim, há que, ou proibir a Igreja em Portugal, ou alterar a Constituição no sentido de abolir a obrigatoriedade da separação entre política e religião.

24 de março de 2006 às 14:27:00 WET  
Blogger Caturo said...

São Tomás Moro sendo um Homem a quem ninguém duvidava o seu Patriotismo, tendo afirmado que não pestanejaria se fosse preciso dar a vida pela Inglaterra, afirmou que antes da Inglaterra esta naturalmente o Deus eterno e Criador . Foi morto por isso

Por isso ou por dizer que obedecia mais ao papa do que ao rei?

24 de março de 2006 às 14:27:00 WET  
Blogger Caturo said...

Mas há alguma religão que não tenha consequências 'terrenas'? O ser-se pagão não tem também consequências em termos políticas?

Tudo o que é espiritual tem consequências políticas, mas a religião pagã é das que tem menos. Pode-se ser pagão e nazi ou pagão e anarquista, ou pagão e socialista de Esquerda. Enfim, uma das consequências mais constantes do Paganismo, é a compreensão e tolerância da diversidade.

De resto, uma coisa é o facto de determinada doutrina ter consequências políticas; outra, bem diferente, é haver um alto dignitário da Igreja a dizer aos políticos o que têm de fazer.

24 de março de 2006 às 14:30:00 WET  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" O que tenho ouvido dizer, desde sempre, aos católicos, é que a Igreja é puramente espiritual e não se mete em política. "

Isso é um disparate ! A Igreja preocupa-se com as coisas do mundo, e é actuante e nunca deixará de fazer recomendações de caráter Político! A Igreja o que não tem é manifestado interesse em ser entidade organizadora de Partidos Políticos . Mas nunca se manifestou contra a existencia de Partidos que utilizassem o denominação " Cristão" ou "Católico" .

24 de março de 2006 às 19:06:00 WET  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Por isso ou por dizer que obedecia mais ao papa do que ao rei? "

Não foi por renunciar ao Rei enquanto Soberano de Inglaterra, aliás ele afirmou que morreria pelo Rei .

Foi por renunciar ao Homem Henrique VIII, que queria considerar-se o chefe dos Cristãos em Inglaterra !

Tomás Moro morreu porque considerava ser Henrique VIII o seu soberano em termos digamos políticos, mas não o aceitava como seu lider religioso . Aliás num contexto criminoso de assassínio de sucessivas mulheres e tentativas de anulação de casamento religiosos mais do que legítimos .

A isso ele renunciou e por isso foi assassinado !

Submisão política ele aceitava !
Submissão religiosa não !

24 de março de 2006 às 19:17:00 WET  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Mas se quer meter-se em política, então assuma-o frontalmente "

Já assumiu milhares de vezes


" ... e assim a sua doutrina passará a ser considerada igual, politicamente, a qualquer outra doutrina. "

ser simplesmente uma doutrina política é redutor , é uma Religião e portanto também a proposta de um modo de vida ! Logo tem implicações políticas a todo o nivel .


" E, assim, há que, ou proibir a Igreja em Portugal, ... !

Quem me dera que proibissem ... sem duvida esse seria um estimulo fantastico para o seu crescimento.


" ou alterar a Constituição no sentido de abolir a obrigatoriedade da separação entre política e religião. "

Essa obrigatoriedade é vil e criminosa e foi implementada pela esquerdalha de merda assassina e maçonica ! A mesma que destroi a Nação, a Família e o Indivíduo !

24 de março de 2006 às 19:22:00 WET  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

Aliás a intenção de proibir a acção política da Igreja Catolica teve na minha opinião como objectivo a facilitação da destruição por parte da esquerda dos valores Naturais :

Destruição da Nação : substituição dela pelo internacionalismo socialista e maçonico

Destruição da Família : destruição da indissulubilidade do matrimonio, na mesma logica com que destroi a indissolubilidade da Nação ! Avacalhamento da Familia pela introdução de Casamentos Homosexuais, promoção do divorcio etc ...


Destruição do Individuo : Liberalização do Aborto, eutanásia e implementação do eugenismo . Destruição também do caráter através da estupidificação e manipulação . Destruição do conceito de Heroi ( que luta pela Pátria e pelos valores natutrais )e sua substituição pelo culto do antiheroi ( o gajo que foge à guerra, que trai, que assume a sua homosexualidade )


Tudo isto foi implementado de uma forma mais facilitada a partir do momento em que conquistaram o vil divorcio entre a Igreja e a Política

24 de março de 2006 às 19:33:00 WET  
Blogger Pantera said...

excelente texto grande amigo :)

abraços

24 de março de 2006 às 22:10:00 WET  
Anonymous Ajtel said...

Pedro Caçorino Dias, felicito-te pelos bons comentários!
Diz lá, Caturo, se os cardeais não são simultaneamente inteligentes e espertos = sábios(?)
Mas isso torna-se mais esperável para quem acreditar que são assistidos pelo Divino Espírito...

26 de março de 2006 às 04:19:00 WEST  
Blogger Caturo said...

ser simplesmente uma doutrina política é redutor , é uma Religião

Mas não deixa de ser uma doutrina política como outra qualquer na sua vertente política. Por conseguinte, deve ter um tratamento igual ao das outras forças ideológicas e não privilegiado.

27 de março de 2006 às 01:13:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Destruição da Nação : substituição dela pelo internacionalismo socialista

Também a Igreja é internacionalista - aliás, a doutrina da Igreja é a própria raiz do internacionalismo militante que tomou conta do Ocidente em termos de cultura das elites reinantes.

Tem aliás muita graça estares a dizer isso, porque ainda na sexta-feira ouvi num programa de rádio da Antena 1 (o «Contraditório», em que todos os convidados pensam da mesma maneira) uma esquerdista a dizer que na questão da imigração, era como a Igreja Católica: abertura de portas a toda a gente porque «somos todos filhos de Deus». (A propósito, há muito tempo que não ouvia algo de tão doentiamente revoltante como esse programa).


Destruição do Individuo : Liberalização do Aborto, eutanásia

A eutanásia é um direito individual. Negá-lo, isso sim, é que é redução do indivíduo.


e implementação do eugenismo

Que mal tem o eugenismo? Será que os pais não têm o direito de abortar no caso do feto ser deficiente? Era o que faltava que não tivessem.

27 de março de 2006 às 01:19:00 WEST  
Anonymous Ajtel said...

É inegável que o catolicismo é universalista; mas será que existe alguma religião que não possa ser exportada para qualquer parte do mundo(?) - Não me parece, mesmo.

27 de março de 2006 às 02:19:00 WEST  
Anonymous Anónimo said...

" Mas não deixa de ser uma doutrina política como outra qualquer na sua vertente política. Por conseguinte, deve ter um tratamento igual ao das outras forças ideológicas e não privilegiado. "

Se tivesse um tratamento minimamente igual ao das outras forças idiológicas, a sua mensagem e as suas propostas seriam muito mais divulgadas, a sua influencia na opinião pública seria imbativel, e muitos dos crimes políticos que nestes anos se cometeram não teriam tido hipoteses de serem cometidos.

27 de março de 2006 às 10:31:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Mas não deixa de ser uma doutrina política como outra qualquer na sua vertente política. Por conseguinte, deve ter um tratamento igual ao das outras forças ideológicas e não privilegiado. "

A Igreja enquanto entidade que se pronuncia também sobre questões políticas não tem rigorosamente nenhum tratamento previligiado ! Explica-me lá essa ... ! Referes-te a que previlégios ?

Ao previlégio de ser sistemáticamente achincalhada pela Comunicação Social ? Ou ao facto de ser um sistemático alvo de vil chacota tipo diácono remédios representado pelo panasca pedófilo herman josé ? Ou a cada vez que os mérdia retratam um sacerdote, ele ser sistemáticamente esteriotipado como um "tosco banana tótó", ou um " tarado " ou um "pedófilo " ?Ou quando colocam um padre em debates serem sempre os mesmos comunas ou quasi-maçons( Padre da Mario da Lixa, frei bento domingues, vitor melicias etc ..), que não representam minimamente a Igreja, ou quando calha ser outro como é o caso do Padre Nuno Serras Pereira ( com livros recomendados no site do PNR ),ou o Padre João Seabra, ser simplesmente para o adjectivar a seguir como um Nazi com simpatias pelo "holocausto" ?

Se a Igreja tivesse um tratamento minimamente igual ao das outras forças ideológicas, a sua mensagem e as suas propostas seriam muito mais divulgadas, a sua influencia na opinião pública seria imbativel, e muitos dos crimes políticos que nestes anos se cometeram não teriam tido hipoteses de serem cometidos.

Mas a Igreja não é uma força Política embora felizmente tenha muita influencia na Política . e por isso nem se organiza em partidos nem se candidata a eleições, nem quer ter padres ministros nem padres deputados .

27 de março de 2006 às 10:54:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Também a Igreja é internacionalista "

A Igreja não é Internacionalista, é Universalista ! São coisas muito diferentes que convém não confundir.

E ser Universalista ou seja defender valores Universais toda a gente defende, até tu. Quando defendes a Democracia e a Liberdade de pensamento estás a defender valores Universais e bem !

27 de março de 2006 às 10:57:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" uma esquerdista a dizer que na questão da imigração, era como a Igreja Católica: abertura de portas a toda a gente porque «somos todos filhos de Deus». "

Só mesmo de uma esquerdista podia vir tal aberração ! Uma Falacia pura o que afirma essa senhora ! Claro que a Igreja e bem, abre as portas a toda a gente à entrada na Igreja . Nunca me imporá nem imporá a ninguém que seja obrigado a abrir as portas a toda a gente das suas casas para lá dormir a cohabitar, tal como não imporá a nenhum País que receba todo o imigrante que lhe bater à porta ! Sobre essa matéria que não é uma matéria religiosa, existem todas as opiniões dentro da Igreja. E é claro que também é para dizer essas barbaridades que às vezes convidam padres ou frades de esquerda para dar opiniões em debates na comunicação social.

27 de março de 2006 às 11:04:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" A eutanásia é um direito individual. Negá-lo, isso sim, é que é redução do indivíduo."

E o suicídio também é um direito universal ?

A eutanásia , outro valor universal da pior esquerda, é errada por muitas razões mas não me quero alongar :

1 - Quem pede a eutanásia não o pede em liberdade porque o sofrimento lhe tira o discernimento . temos de defender o doente que sofre de pensamentos desesperados !

2 - Quem pede a eutanásia normalmente alterna entre pedir que o matem , e pedir que o salvem .

3 - Daria para milhoes de linhas o relato de pessoas que pediam a eutanásia , e que entretanto se curaram ou melhoraram substancialmente a qualidade de vida , tendo-se arrependido dos seus pedidos .

4 - Nos países onde se pratica a eutanásia, mente-se a torto e a direito aos doentes sobre a sua qualidade de vida futura, apanhando-os em estado de fragilidade, simplesmente para "sacar" uma autorização de eutanásia e assim se libertarem camas, máquinas e custos envolvidos nos hospitais para fins mais lucrativos .

A Eutanásia inscreve-se nas piores visões economicistas da sociedade que existem e representam a pior desdignificação do ser humano

PS : Na Holanda e na Belgica implementou-se a mais vil de todas as eutanásias, que é a eutanásia de crianças dos zero aos doze anos ! O que é isso de um bébé pedir a sua morte ?

27 de março de 2006 às 11:17:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" .... Será que os pais não têm o direito de abortar no caso do feto ser deficiente? Era o que faltava que não tivessem. "

A questão põe-se no facto de que uma vez existindo vida, a quem cabe decidir sobre se ela vale a pena ou não .

Os pais são donos dos filhos ? E referes-te a qual deficiencia ? Não ter um braço ? Ser Mongoloide ? Não ter uma orelha ? Achas que a lei deve prever critérios para definir dificiencias que fazem com que a vida não valha a pena, e outras deficiencias que até se aceitam ? Quem é o Estado ou os Pais para aferir do valor da vida do seu filho deficiente ?

27 de março de 2006 às 11:23:00 WEST  
Blogger Caturo said...

É inegável que o catolicismo é universalista; mas será que existe alguma religião que não possa ser exportada para qualquer parte do mundo

Não é uma questão de poder ser exportada; é uma questão de querer ser exportada a todo o custo - é uma questão de imperialismo espiritual. A diferença é essa.

27 de março de 2006 às 11:30:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" ...Que mal tem o eugenismo? "

Aqui Caro Caturo é que tinha-mos pano para mangas ! Quando falas em Eugenismo falas em Aborto Eugénico, mas eu não me referia a isso .

eu refiro-me a algo muito mais preverso que é o Eugenismo teórico, que visa a destruição de doenças genéticas abatendo os indivíduos com doenças genéticas, ou então esterilizando-os ! Arrogância pura do homem sobre a Natureza . Convencido que consegue eliminar os erros dela ou do Criador . é o Direito Positivo a querer sobrepor-se ao Direito Natural tipico da esquerda .

O Eugenismo é também um crime contra o Indivíduo porquanto pretender criar critérios de valor sobre ele ! Ou seja dizer que existem Indivíduos com mais valor que outros ! Os sãos prevalecem sobre os doentes, Os fracos sobre os fortes etc etc etc ...

27 de março de 2006 às 11:33:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Se tivesse um tratamento minimamente igual ao das outras forças idiológicas, a sua mensagem e as suas propostas seriam muito mais divulgadas,

Como se as outras forças ideológicas tivessem um Estado próprio e uma concordata cheia de privilégios...

27 de março de 2006 às 11:34:00 WEST  
Blogger Caturo said...

A Igreja não é Internacionalista, é Universalista ! São coisas muito diferentes

Nem por isso. A única diferença é que o universalismo é imperialista - visa converter tudo e todos ao mesmo ideal.


E ser Universalista ou seja defender valores Universais toda a gente defende,

Não... é querer impor os seus valores por toda a parte, por sobre as culturas dos outros povos se necessário.


Quando defendes a Democracia e a Liberdade de pensamento estás a defender valores Universais

Mas não estou a querer impô-las por toda a parte fora do Ocidente.

27 de março de 2006 às 11:38:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Só mesmo de uma esquerdista podia vir tal aberração ! Uma Falacia pura o que afirma essa senhora !

A senhora defende uma coisa repulsiva, é um facto; mas não disse mentira nenhuma. É mesmo verdade que a Igreja defende a imigração, tanto como o BE ou o PCP.

27 de março de 2006 às 11:39:00 WEST  
Blogger Caturo said...

E não são só os «padres de Esquerda»... ou será que todas as autoridades rligiosas católicas do País e da Europa são todos de Esquerda?

27 de março de 2006 às 11:40:00 WEST  
Blogger Caturo said...

" A eutanásia é um direito individual. Negá-lo, isso sim, é que é redução do indivíduo."

E o suicídio também é um direito universal ?

Sim, teoricamente é.


A eutanásia , outro valor universal da pior esquerda,

Não. É um valor antigo, anterior ao Cristianismo.


1 - Quem pede a eutanásia não o pede em liberdade porque o sofrimento lhe tira o discernimento

Quem é que tem o direito de dizer qual é o discernimento correcto? Não se aplica tal argumento.
Quem pede a eutanásia tem todo o direito de se livrar do sofrimento. O corpo pertence ao indivíduo.


temos de defender o doente que sofre de pensamentos

Temos, em primeiro lugar, de defender o bem-estar e a dignidade do doente. E o doente terminal que sofre tem o direito de ver terminado o seu sofrimento. Ninguém tem o direito de o impedir.


2 - Quem pede a eutanásia normalmente alterna entre pedir que o matem , e pedir que o salvem .

Isso é outra história. Não é disso que se fala mas do direito á eutanásia em si. De resto, cada caso é um caso.


3 - Daria para milhoes de linhas o relato de pessoas que pediam a eutanásia , e que entretanto se curaram ou melhoraram substancialmente a qualidade

E o caso do galego que esteve vinte e tal anos numa cama de hospital, incapaz de se mover e sequer de morrer precisamente porque a Igreja não deixou, isso deu, não apenas muitas linhas, mas também um filme.


4 - Nos países onde se pratica a eutanásia, mente-se a torto e a direito aos doentes sobre a sua qualidade de vida futura,

É uma insinuação como outra qualquer.


A Eutanásia inscreve-se nas piores visões economicistas

Nada tem a ver com economicismo e sim com um direito fundamental do indivíduo à sua vida e à sua dignidade. Direito esse que a Igreja quer sufocar porque lhe agrada que haja uma legião de sofredores, mesmo a jeito para encherem as igrejas.

27 de março de 2006 às 11:55:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Os pais são donos dos filhos ?

Não - mas a mãe e o pai são seguramente donos da forma de vida que a mãe tem no ventre enquanto esta não nasce. E a mãe tem seguramente o direito de não parir uma criança deficiente.


E referes-te a qual deficiencia ?

Qualquer uma.

27 de março de 2006 às 11:59:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Como se as outras forças ideológicas tivessem um Estado próprio e uma concordata cheia de privilégios... "

A Concordata não dá direitos Políticos nenhuns ... antes pelo contrário Tira-os

27 de março de 2006 às 12:25:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Nem por isso. A única diferença é que o universalismo é imperialista - visa converter tudo e todos ao mesmo ideal. "

Converter e Propor Sim .... Impor Não !

Toda a gente propõe as suas convicções !

27 de março de 2006 às 12:28:00 WEST  
Blogger Caturo said...

A Concordata não dá direitos Políticos nenhuns ... antes pelo contrário Tira-os

Dá direitos que não concede a nenhum grupo ideológico.

27 de março de 2006 às 12:31:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Não... é querer impor os seus valores por toda a parte, por sobre as culturas dos outros povos se necessário. "

Ao que é que tu chamas imposição ? à cruz numa mão e á espada na outra ? Alguém é condenado a alguma coisa temporal por não concordar com a mensagem cristã ?

27 de março de 2006 às 12:31:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Dá direitos que não concede a nenhum grupo ideológico. "

Mas não são direitos Políticos ! E tu disseste no teu Post que a Igreja tinha direitos políticos

27 de março de 2006 às 12:32:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Converter e Propor Sim .... Impor Não !

Impor não porque já não têm força para isso. Mas, quando tinham, não se faziam rogados em usar da espada e da tortura para expandir a fé.


Toda a gente propõe as suas convicções !

Mas nem toda a gente quer destruir as doutrinas e crenças dos outros.

27 de março de 2006 às 12:33:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Ao que é que tu chamas imposição ? à cruz numa mão e á espada na outra ?

Sim.

Alguém é condenado a alguma coisa temporal por não concordar com a mensagem cristã ?

Agora já não... porque a Igreja já não pode...

27 de março de 2006 às 12:34:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Mas não são direitos Políticos ! E tu disseste no teu Post que a Igreja tinha direitos políticos

Davas os mesmos direitos ao BE ou à Maçonaria?...

27 de março de 2006 às 12:35:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" E não são só os «padres de Esquerda»... ou será que todas as autoridades rligiosas católicas do País e da Europa são todos de Esquerda? "

A Igreja propõe a disponibilidade para algum acolhimento de imigrantes ! Como um acto de caridade ! Sobre a crise da Escumalha Incendiaria em França ouvi o Cardeal Patriarca a defender a expulsão dos Criminosos ! Sobre a Lei da Nacionalidade ser jus solis e não jus sanguinis, não vi a Igreja defender a mudança da Lei !

27 de março de 2006 às 12:36:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Davas os mesmos direitos ao BE ou à Maçonaria?... "


O BE e a Maçonaria não têm milhares de Religiosos 100% entregues a missões sociais, a acolher sem abrigos, pobres, doentes etc ... por isso não existe como defender para eles beneficios fiscais !

A Igreja dá muito mais à Sociedade Portuguesa do que poupa em impostos

27 de março de 2006 às 12:39:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Duvido que isto tenha a ver com benefícios sociais:

Artigo 8.º

São isentos de qualquer imposto ou contribuição, geral ou local, os templos e objectos nele contidos, os seminários ou quaisquer estabelecimentos destinados à formação do clero, e bem assim os editais e avisos afixados à porta das igrejas, relativos ao ministério sagrado; de igual isenção gozam os eclesiásticos pelo exercício do seu múnus espiritual.


e

3. A Santa Sé, a Conferência Episcopal Portuguesa, as dioceses e demais jurisdições eclesiásticas, bem como outras pessoas jurídicas canónicas constituídas pejas competentes autoridades eclesiásticas para a prossecução de fins religiosos, desde que lhes tenha sido reconhecida personalidade civil nos termos dos artigos 9 e 10, estão isentas do imposto de selo e de todos os impostos sobre a transmissão de bens que incidam sobre:

a) Aquisições onerosas de bens imóveis para fins religiosos;
b) Quaisquer aquisições a título gratuito de bens para fins religiosos;

27 de março de 2006 às 14:35:00 WEST  
Blogger Caturo said...

A Igreja propõe a disponibilidade para algum acolhimento de imigrantes !

Muito mais do que isso:


Expresso – 29/07/02

“Igreja ao Lado do PCP e BE na Imigração” – Virgílio Azevedo

“… A Igreja faz as mesmas críticas que o PCP e o Bloco de Esquerda à nova lei da imigração…Os partidos à esquerda do PS foram derrotados na Quarta- Feira no Parlamento, na votação da proposta do Governo de alteração da lei dos imigrantes, mas ganharam um novo, inesperado e poderoso aliado na defesa das suas posições: a Igreja Católica…O presidente da Comissão Episcopal para as Migrações e Turismo foi particularmente duro em relação à nova lei. O bispo atribui-lhe “várias incoerências” e constatou que “precisamos de mão-de-obra e deixamos entrar alguns imigrantes durante cinco anos para construir estádios para o Europeu de 2004, mas depois de explorados pelos tubarões do capitalismo damos- lhe um pontapé”. Nem mais. D. Januário precisou que estava a criticar ”o trágico e comprometedor silêncio de uma nação que se está nas tintas para os imigrantes”….”

E há mais - muito, muito mais.

27 de março de 2006 às 14:38:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Duvido que isto tenha a ver com benefícios sociais:

Artigo 8.º "

Disse que a Igreja tem beneficios fiscais . Esses artigos que mencionaste são Isenções .Isenções são beneficios, não sei em que é que não fui preciso .
De qualquer maneira mantem-se o meu argumento de que esses benefícios / Isenções de Impostos se justificam para a Igreja Católica devido ao papel Social Insubstituível que a mesma desempenha junto dos mais necessitados . Posso afirmar peremptóriamente que a Igreja dispende muito mais dinheiro em ajuda ao Estado desempenhando funções que deviam ser desempenhadas pelo Estado , do que o benefício que aufere com a Isenção de Impostos. Mais ainda, a Igreja o que faz pelas pessoas fa-lo sem cobrar um tostão, ao contrário do Estado que precisa de impostos para desempenhar as suas funções, e fa-lo independentemente de estar a servir um católico um ateu um anticlerical primário, ou ainda um fiel de outra Religião . Noutro País, a India, foi esta postura Católica que colocou 1 milhão de Hindús no funeral da Madre Teresa de Calcutá .

A Igreja Católica não paga impostos sobre as suas actividades porque isso seria o maior acto de injustiça fiscal que o Estado cometeria.

27 de março de 2006 às 15:53:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Disse que a Igreja tem beneficios fiscais . Esses artigos que mencionaste são Isenções .Isenções são beneficios,

Eu referia-me à ausência de relação entre estes privilégios religiosos/doutrinais e as acções de carácter social.

27 de março de 2006 às 16:01:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" D. Januário precisou que estava a criticar ”o trágico e comprometedor silêncio de uma nação que se está nas tintas para os imigrantes”….”

E há mais - muito, muito mais. "


Exactamente Caturo, Há mais ... muito mais gente na Igreja Católica Portuguesa para além do Senhor D.Januário Tourgal Ferreira, verdadeiro D. António Ferreira Gomes dos nossos tempos !


De qualquer maneira o que o Senhor D. Januário disse, não foi defender uma Política de Importação de Imigrantes, nem sequer li nas tuas citações a defesa da nova Lei da Nacionalidade . O que ele disse foi que não está certo abrir as portas com um sorriso nos lábios e a seguir lançar o convidado pela janela com um pontapé no cu ! Isso também eu acho que não está certo . Acho que em primeiro lugar não devemos recorrer a trabalho de imigrantes, qdo temos tantos espalhados pelo mundo e que podemos incentivar a regressar . Acho que em segundo lugar com uma taxa de desemprego crescente ainda menos se justifica ir buscar imigrantes . E no fim de tudo se os vamos buscar simplesmente porque podemos mais facilmente explorar, então há algo de ignóbil no pura e simplesmente descarta-los como se não fossem gente.

Não lhes dar a Nacionalidade ? Sem dúvida

Não os considerar Cidadãos plenos com direito de voto ? Evidentemente que não !

Usa-los tipo fralda descartável e depois mandar para a retrete e puxar o autoclismo ... acho moralmente errado

27 de março de 2006 às 16:13:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Há muito mais gente na Igreja, mas, curiosamente, só os anti-racistas é que são ouvidos...

Repara:

8– A Igreja pede aos cristãos para reforçar a cultura de acolhimento, da relação quotidiana, não se deixando invadir pelo medo e separação entre uns e outros.
Aos nossos cristãos pedimos para ajudar os estrangeiros a aumentar a cultura da participação efectiva, a não caírem no isolamento e marginalização, a não fugirem ao convívio.
O Papa Bento XVI exorta os cristãos a proceder de tal forma que, «quem se encontra fora do próprio país sinta a Igreja como uma pátria onde ninguém é estrangeiro».
Teodoro de Faria
http://www.agencia.ecclesia.pt/mov/23/noticia.asp?jornalid=23¬iciaid=29153


Público – 11/01/02

““Igreja Preocupada Com a Existência de ”Escravos Modernos””



“… Esta preocupação, que aumentou na opinião pública devido à vinda dos imigrantes de Leste, deve ser estendida às pessoas que vieram dos países de língua portuguesa, avisou D. Januário Torgal Ferreira. No seu entender, “a imigração de Leste não pode ser considerada uma imigração selecta ou privilegiada sobre as restantes… Para o prelado, as máfias e as redes de tráfico de pessoas devem “ser combatidas” de uma forma vigorosa por parte do Estado, de modo a erradicar este negócio “inaceitável….”




Correio da Manhã – 14/01/02

“Obra Católica Quer Mais Apoio Para os Imigrantes”

“… O director da OCPM reclamou maior rapidez nos processos de renovação de permanência, e lamentou que muitos imigrantes tenham de aguardar mais de seis meses até terem uma resposta...”



O Dia - 14/01/02

“ Imigrantes e Novos Desafios à Solidariedade dos Cristãos

“…O V Encontro Anual de Colaboradores da Caritas Diocesana de Leiria decorre no próximo Domingo, dia 17 de Fevereiro em Leiria. Desta Acção é legítimo esperar que possa contribuir também para o desenvolvimento da consciência social aberta à multiculturalidade, e respeitadora dos direitos dos migrantes, como estão consignados na legislação portuguesa e na Declaração dos Direitos do Homem….”



Agência Ecclesia – 05/03/02

“Em Tempo de Crise Ousar Uma Sociedade Integrada”

“…Os imigrantes em Portugal continuam a confidenciar à Igreja as injustiças de que são alvo e a narrar as suas histórias. Muitas delas mal contadas porque dramáticas e transgressoras na busca de liberdade, paz e sobretudo, exercício do direito do trabalho. A maioria só quer um trabalho digno e remunerado justamente para cumprir os seus deveres familiares ou realizar um sonho que na terra natal se torna pesadelo…”



Visão/Time – 20/06/02

“Europa, a Fronteira Selvagem”

“…A adopção duma linha dura para a imigração está na ordem do dia. A exploração do problema feita por Jean-Marie Le Pen contribuiu para o catapultar para a 2ª volta das eleições presidenciais francesas….o maior desafio é integrar as minorias existentes, mesmo que os políticos prefiram dar mais atenção à questão mais premente de impedir a entrada de novos imigrantes…Os governos da União Europeia estão a apertar com a imigração ilegal. Mas será que novas e mais rígidas medidas, como as que se espera que sejam esta semana debatidas no Conselho de Sevilha, resolverão o problema - ou contribuirão apenas para o agravar?….”



Jornal de Notícias – 23/06/02

“Europa Deve Respeitar a Vida dos Imigrantes”

“... a justiça exige um mínimo de qualidade de vida para cada ser humano e sua família, apontando assim o destino universal dos bens da terra. A luta legítima por este mínimo faz-nos compreender o imigrante que se sujeita a toda a insegurança de transporte, de máfias e de adversidades…”



Diário do Minho – 27/06/02

“Governo Aperta Cerco à Imigração Clandestina”

“ O ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, justificou ontem as alterações à lei da imigração com a necessidade de introduzir maior rigor no combate às redes clandestinas, mas a oposição criticou a proposta do Governo… Num encontro promovido terça-feira na Assembleia da República pelo Partido Socialista para ouvir as

diversas associações de imigrantes e os parceiros sociais sobre a proposta de lei do Governo para alterar a lei da imigração, alguns dos intervenientes sustentaram que o número de ilegais deverá rondar, ou ses mesmo superior, às 20.000 pessoas..."



Mundo Rural - Julho 2002

“Imigração: Um Problema Social e Político”

“…A contribuição dos estrangeiros é indispensável para o nosso desenvolvimento. Existem actividades, como a construção civil e a agricultura, para as quais não existem trabalhadores em número suficiente, ou porque não existem mesmo ou porque não há quem queira aceitar as condições em que elas são exercidas….Outro aspecto importante .…é o facto destes imigrantes poderem contribuir para rejuvenescer a nossa população…. É necessário estabelecer acordos com os países de origem, pensar na garantia dos seus direitos e na integração na sociedade portuguesa, respeitando a sua cultura…..”



Público – 04/07/02

“Jesuítas Desiludidos Com Cimeiras”

“… “Os resultados desiludem e era necessário muito mais”, afirma o director do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS da sigla inglesa). “A Europa prepara-se para gastar milhões de euros no controlo das suas fronteiras, mas não consegue arranjar dinheiro para as causas profundas da emigração”…”



O Comércio do Porto - 18/07/02

“Lei “consagra escravatura” “

“… A nova lei de imigração recentemente aprovada pelo parlamento facilita a exploração e “consagra uma nova escravatura”, defende-se numa carta aberta dirigida ao Presidente da República por iniciativa da Associação Solidariedade Imigrante…”



O Dia - 22/07/02

“Cristãos reflectem imigração

“…”A imigração cria mudanças e tensões e os países de acolhimento não querem mudar”, lembrou o P.e. Rui Pedro. D. Januário Torgal Ferreira; presidente da Comissão Episcopal para as Migrações e Turismo , defendeu que os bispos devem ter “uma posição dura” no que respeita à imigração e se necessário escrever um documento que analise e denuncie esta realidade. “ Se escrevemos um texto na altura em que os dispositivos legais não eram tão graves, agora sendo agravados, se queremos ser lógicos, teremos de dizer que estamos perante uma regulamentação que vem agravar a situação da migração.””




O Comércio do Porto – 04/08/02

“Igreja Denuncia Racismo “Latente” na Sociedade Portuguesa”

“…”Muitas vezes temos de reconhecer que os imigrantes não são acolhidos ou integrados como deviam ser”, reconheceu o sacerdote jesuíta António Vaz Pinto. No seu entender, é necessário um “grande esforço colectivo para criar condições de acolhimento para que as comunidades possam conviver e lançar pontes entre elas”. No entanto o alto comissário para a imigração e minorias étnicas reconheceu que a Europa não tem condições para acolher todos aqueles que assim o pretendem…”



24 Horas – 04/08/02

“Igreja Acusa-nos de Racismo”

“:.. “Qualquer política para a imigração tem que ter em conta os países de origem, de maneira a que todos os países tenham esforços concertados”, defendeu Rui Pedro da Silva, durante uma celebração religiosa em Fátima organizada pelo Patriarcado.”



Correio do Minho – 14/08/02

“Imigrantes Podem Ajudar a Mudar o Mundo”



Público – 12/09/02

“Fundação Católica Preocupada com Imigração”



Correio da Manhã – 13/09/02

“D. Januário Apela à Justiça Com Imigrantes – Medidas Contra Nós”

“…Saber-se-á quantos são os imigrantes? Saber-se-á por que razões não está legalizado quem, desde há anos, tal solicitação fez? Saber-se-á por que razões se pedem braços necessários para certos trabalhos, os quais só não prosseguem essa tarefa porque lhes falta a autorização devida? Pelos vistos, as medidas restritivas voltar-se-ão antes de mais contra nós” disse D. Januário dos Reis Torgal.”



O Dia – 13/09/02

“Imigração: Um Novo Fenómeno”

“ Paróquia e Imigração” foi um dos temas tratado pelo missionário em Angola padre José Gaspar, num dos painéis da XX Semana Social, e que mereceu a atenção deste novo fenómeno da sociedade portuguesa. Em síntese foi dito que “os imigrantes são um enriquecimento para todos os portugueses, não só a nível económico, realizando trabalhos indiferenciados e pagando os seus impostos, como também a nível social, rejuvenescendo o país”, adiantando-se mesmo que “os cristãos não podem fechar a porta a quem, desesperadamente, nos pede ajuda.””



Jornal de Notícias - 03/11/02

“Migrantes Reclamam Solidariedade da Igreja”

“…Tanto os emigrantes como os imigrantes exigem solidariedade efectiva, para tornar mais fácil a sua vida…A imigração faz de nós, habituados à emigração - temos 4,5 milhões de portugueses na diáspora - , um país de acolhimento, pondo à prova a nossa solidariedade com os pobres…”




Público – 10/01/02

“ Igreja Acusa Governo de “extorquir” Dinheiro a trabalhadores imigrantes” – Ricardo Dias Felner

“…A associação que representa a Igreja e as instituições particulares de solidariedade social no Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração (Cocal) diz que o Governo está a “extorquir” dinheiro aos trabalhadores estrangeiros que pretendem legalizar-se ou revalidar os títulos de legalização em Portugal, através das novas taxas aprovadas na primeira semana de 2002, pelo Ministério de Administração Interna e pelo Ministério das Finanças… Se o Governo quer, como diz, a inserção social dos imigrantes, deverá obstar por todos os meio às vias de clandestinidade, em vez de levantar barreiras no caminho que leva à legalização….”



Independente - 18/01/02

“Racista…eu?” - Enrique Pinto Coelho

“ … Um em cada três cidadãos da União Europeia é racista ou xenófobo. O Independente quis saber a situação em Portugal e, sem sair do centro de Lisboa, conseguiu viajar pelos cinco continentes… Mas existem (o racismo e também a intolerância), e também em Portugal, a avaliar pelos resultados desta mini-sondagem. Os quais, porém - dado o tamanho minúsculo da amostra - , não podem nem devem ser extrapolados…”



Jornal de Notícias – 19/01/02

“Faça-se Justiça” – Rui Osório

“…Mal de nós se, acerca dos imigrantes, não nos libertamos de preconceitos fáceis, a pretexto da insegurança e da delinquência, caldo da cultura para a emergência da xenofobia e do racismo…” o acolhimento ao estrangeiro é um imperativo ético, assumido desde os primórdios da tradição bíblica e também experimentado por milhões de portugueses espalhados pelo Mundo, pelo que a sociedade deve encarar o fenómeno da migração como uma mais valia para o progresso socioeconómico e cultural do país” - disse-se em Fátima .. “



Visão - 23/03/02

“Os Escravos do Século XXI”- Alexandra Correia

“…São aos milhares, quase todos a trabalhar na construção civil. Explorados pelas máfias dos seus países, usurpados pelos empreiteiros portugueses e perseguidos pela polícia….Há bons profissionais que ganham pouco a troco de muito trabalho. E se há empreiteiros preocupados com a carência de mão- de- obra, defendendo a legalização, muitos outros há a quem interessa que as coisas continuem como estão.

“ As acções policiais humilham o trabalhador, quando deviam ser viradas para os angariadores. O empreiteiro principal nunca é atingido, já que as multas são aplicadas aos sub-empreiteiros, denuncia um dirigente do sindicato da construção civil. E conta que Há casos em que o empregador, uma vez concluída a obra , telefona para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a denunciar a existência de imigrantes ilegais, escapando-se, assim a pagar-lhes os salários, uma vez que os clandestinos acabam por ser expulsos do país….”



Família Cristã – Abril 2000

“ Na Igreja Ninguém É Estrangeiro” – Sílvia Júlio

“… É na religião que muitos imigrantes encontram conforto espiritual para recomeçar uma nova vida num país estrangeiro, onde procuram o el dorado tão ansiado…É a esperança numa vida melhor que alimenta os sonhos e as ambições de milhares de imigrantes de Leste que, actualmente, fogem em massa da sua pátria…Alguns romenos com quem falámos sabem que é no seio da religião que vão beber a força de que precisam para enfrentar mais um dia sem a famílias. Um dia depois do outro. Até um dia…”


Expresso – 22/06/02

“Contra Novos Muros da Vergonha” – Paulo Pedroso

“…Mas o mercado de trabalho não define, por si só , a capacidade de recepção de imigrantes. O direito à reunificação familiar, as políticas de cooperação em matéria de educação, o direito d asilo, as medidas humanitárias, são tantas outras variáveis que não podem ser esquecidas. Por isso, não se pode restringir a política de imigração aos resultados dos levantamentos, por muito apurados que sejam, de necessidades de mão-de-obra…..Um país tem o direito a definir quem nele entra, mas nenhum país deve ter o dever de definir quem, querendo e podendo, dele sai. Os países mais pobres não podem transformar-se numa gigantesca prisão. Não devem levantar-se novos muros da vergonha. Só uma política equilibrada e abrangente o pode impedir”

http://www.patriarcado-lisboa.pt/documentacao/imprensa.htm#lop

27 de março de 2006 às 19:30:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Há muito mais gente na Igreja, mas, curiosamente, só os anti-racistas é que são ouvidos..."

Que a Comunicação é ultra-parcial em função das suas conveniencias, disso já sabias à muito tempo !

Mas concordo numa coisa . A Igreja é toda ela Anti-Racista ! Eu como já percebeste também não sou Racista ! No sentido em que não tenho nada contra Raça nenhuma, como em principio não tenho nada contra nenhum homem de bem .

Se bem entendo o teu pensamento tambem não me parece que sejas Racista , ou seja que não sentes ódio racial . Sempre pensei que o que tu defendias era cada macaco no seu galho .

Portugal é nosso ! Africa é deles ! Misturada não !

Agora Racismo é um sentimento de uma raça contra outra !


Sobre os teus recortes podia começar numa ponta e acabar na outra ... mas não ia ser útil ! Digo apenas que essa é a opinião que tem sido publicada em termos da visão que a Igreja tem sobre Políticas de Imigração !

No essencial não me pareceu ver nada sobre Lei da Nacionalidade, nem sobre direitos de voto nem nada disso ! Os artigos pareceram-me referir-se no essencial ao dever de acolher bem !

27 de março de 2006 às 19:57:00 WEST  
Anonymous Ajtel said...

(Transcrito do Catecismo da Ireja Católica):
"Se a autoridade remete para uma ordem fixada por Deus, já a determinação dos regimes políticos, tal como a designação dos seus dirigentes, devem ser deixados à livre vontade dos cidadãos.
A diversidade dos regimes políticos é moralmente admissível, desde que concorram para o bem legítimo da comunidade que os adopta."
"Incumbe àqueles que exercem o cargo da autoridade garantir os valores que atraem a confiança dos membros do grupo e os incitam a colocar-se ao serviço dos seus semelhantes."
"Não cabe aos pastores da Igreja intervir directamente na construção política e na organização da vida social. Este papel faz parte da vocação dos fiéis leigos, agindo de sua própria iniciativa com os seus concidadãos. A acção social pode implicar uma pluralidade de caminhos concretos, mas tendo sempre em vista o bem comum e conforme a mensagem evangélica e o ensinamento da Igreja. Pertence aos fiéis leigos animar as realidades temporais com zelo cristão, comportando-se no meio delas como artífices da paz e da justiça."

28 de março de 2006 às 14:12:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Mas concordo numa coisa . A Igreja é toda ela Anti-Racista ! Eu como já percebeste também não sou Racista ! No sentido em que não tenho nada contra Raça nenhuma,

Sabes muito bem a que tipo de «anti-racismo» eu me referia - ao militante universalismo de meter cá toda a gente porque «somos todos filhos do mesmo Deus». Sabes bem que é essa a postura da Igreja.

29 de março de 2006 às 17:23:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Sabes muito bem a que tipo de «anti-racismo» eu me referia - ao militante universalismo de meter cá toda a gente porque «somos todos filhos do mesmo Deus». Sabes bem que é essa a postura da Igreja. "


Caturo

Insisto que Universalismo é bem diferente de Internacionalismo !

A Igreja Catolica é Universal, e aliás Católico significa Universal, e nesse sentido aceita toda a gente "lá dentro", mas lá dentro leia-se dentro da Igreja .

Não está na doutrina da Igreja a defesa de que as Nações têm de ser Multiculturais e MultiRacias.

Mas está na doutrina da Igreja o princípio do acolhimento de todas as Nações e todas as Raças .

Uma Religião ser Universal e por isso acolher todas as Raças, é bem diferente de ela exigir que todas as Nações tenham de ser multiraciais .

Saudações

29 de março de 2006 às 18:47:00 WEST  
Blogger Caturo said...

Insisto que Universalismo é bem diferente de Internacionalismo !

E eu insisto que a diferença assenta numa questão de hierarquização e centralismo.


Não está na doutrina da Igreja a defesa de que as Nações têm de ser Multiculturais e MultiRacias.

Mas está na sua índole abrir as portas a tudo e a todos, e amar todos por igual, de acordo com as palavras do seu Salvador.

Assim, a Igreja está somente a ser coerente.

29 de março de 2006 às 18:58:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

" Mas está na sua índole abrir as portas a tudo e a todos, e amar todos por igual, de acordo com as palavras do seu Salvador."

Abrir as suas portas .... não as portas das outras realidades que podem ser coindidantes mas nao são a mesma relidade . Uma coisa é um País outra coisa é a Igreja

29 de março de 2006 às 21:28:00 WEST  
Anonymous Pedro Caçorino Dias said...

Coincidentes

29 de março de 2006 às 21:28:00 WEST  

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